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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010 – 14h00

> Seria Doutor Rogério Carvalho um autista?

> O cortejador Carlos Brito

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Seria Doutor Rogério Carvalho um autista?

Bastante esclarecedora a entrevista concedida pelo deputado Rogério Carvalho à edição domingueira do Jornal da Cidade. Ao tentar contrapor as críticas da população à bagunça promovida pela turminha do PT na Saúde, o ex-secretário não deixa dúvidas: a vaidade o persegue!

Perguntado sobre a motivação para tantas denúncias contra a Saúde, Rogério Carvalho contou mais uma piada debochada: seria por conta do “desconforto em relação à situação de décadas, seja com a quebra de privilégios ou com a implantação de um novo modelo gerencial”.

Rogério Carvalho devia mudar de profissão. O doutor tem grandes pendores ao humorismo –ou seria ele um astuto autista?

1) Desconforto em relação à situação de décadas

O deputado deve tomar cuidado com tal ilação. Ao mencionar a palavra “décadas”, Rogério Carvalho também inclui na atual bagunça as administrações de Antônio Carlos Valadares (aliado de Marcelo Déda) e Albano Franco (admirador do governador).

2) Quebra de privilégios

Nunca antes em Sergipe aparelhou-se a máquina administrativa estadual –para empregar cabos eleitorais, filhos e amigos de cabos eleitorais – como na gestão Marcelo Déda. Rogério Carvalho chegou ao cúmulo de trocar terceirizados da Oncologia do Hospital João Alves por gente que segurava bandeiras dele na campanha. Como o serviço simplesmente não andava, o deputado foi de fato obrigado a “quebrar privilégios”, dispensando a turma dele...

3) Implantação de um novo modelo gerencial

A Saúde estadual funciona hoje através de decisões judiciais: a Maternidade N. S. de Lourdes passou a operar após intervenção da Justiça; decisão da Justiça obrigou o governo a restabelecer a estrutura anterior (quebrada com marretas) do Hospital Infantil José Machado de Souza, construído para atender exclusivamente crianças e adolescentes; a escala de trabalho do HUSE está sendo feita pelo Ministério Público Estadual, depois da rebelião dos médicos diante da calamitosa insensatez da direção. Ponto para Rogério Carvalho, porquanto assume ser ele próprio o responsável pela “implantação de um novo modelo gerencial” cujo maior mérito foi virar de cabeça para baixo o sistema público de saúde, causando um verdadeiro genocídio, segundo alguns médicos.

Na entrevista ao JC, Rogério Carvalho contou ainda a maior piada dos últimos tempos: “O HUSE é um hospital bom”. Tão bom que na sexta-feira 20/03/2009, quando o carro dele capotou perto de Aquidabã, o então secretário passou pela frente do Hospital João Alves, mas preferiu ser atendido no Hospital Primavera –da rede particular!

A vaidade do doutor Rogério Carvalho supera até a do chefe Marcelo Déda. No lero-lero ao JC, o deputado disse: “Penso que a sociedade compreende meu esforço e do governo para mudar a Saúde (...) Minha passagem como secretário foi muito breve, comparada ao tempo que esse projeto tem para se consolidar. Seus frutos serão minha redenção”.

Transpondo para a realidade factual: todo mundo está errado ao criticar os desmandos provocados pelo Governo da Mudança para Pior na Saúde! O único certo é o brilhante e honesto futurólogo doutor Rogério Carvalho, para quem a vida pode esperar que um dia seu esforço dê algum fruto como redenção.

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O cortejador Carlos Brito

Entre os homenageados especiais nos 40 anos do Tribunal de Contas de Sergipe estava o presidente do TSE, ministro Carlos Brito. Ao discursar, o jurista arrancou aplausos da plateia quando confessou ser antigo tiete do governador Marcelo Déda: “É o maior tribuno do Brasil”.

Carlos Brito é petista histórico –com Marcelo Déda, fundou em Sergipe o Partido dos Trabalhadores nos anos 1980. Foi professor de Direito Constitucional do governador na UFS. Em 2008, o ex-aluno o indicou ao compadre Lula da Silva para compor o STF.

Compreensível, portanto, a fervorosa gratidão de Carlos Brito, cuja alma aparentemente inunda-se de regozijo quando aporta em suas vistas a figura magnânima do padrinho daquela bem sucedida indicação.

Para evitar possíveis futricas por conta da bajulação pública –afinal ele comanda o processo eleitoral, o ministro Carlos Brito providenciou a prévia autodefesa: não se tratava de declaração de voto, pois “aí seria campanha eleitoral antecipada, insuportável crime eleitoral”.

Apesar dos frouxos risos provocados no seleto auditório, pode-se concluir, o cortejar de Carlos Brito, lamentavelmente, teve sim o intuito de elevar o moral do candidato Marcelo Déda e constitui grave incompatibilidade. O ministro, mesmo portador de incontinente paixão pela verve mágica do governador, a fim de não chafurdar a liturgia do cargo que ocupa, deveria ainda eximir-se de formular comentários sobre réus de processos em tramitação no TSE.

Ao falar demais, o ministro Carlos Brito desacreditou sua isenção para continuar a presidir inquéritos onde estejam envolvidos “o maior tribuno do Brasil” ou políticos em situação de conflito com o governador. Num país sério, homens sérios se diriam indisposto para seguir julgando...

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Sábado, 17 de Abril de 2010 - 10h55

> Escândalo Eunice Weaver / Marcelo Déda, o sortudo –mas até quando?

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Escândalo Eunice Weaver

Marcelo Déda, o sortudo –mas até quando?

Tem surtido grande efeito a operação “abafa” para evitar a conexão do então prefeito de Aracaju, governador Marcelo Déda, e o atual prefeito Edvaldo Nogueira com o escandaloso repasse milionário feito à Sociedade Eunice Weaver, sem explicações plausíveis para as despesas.

Entre 2004 e 2009, quase 30 milhões de reais foram transferidos dos cofres públicos municipais para a entidade. No entanto, curiosamente, há apenas um único “culpado”: a própria Sociedade Eunice Weaver. É como se, por um milagre divino, o dinheiro da prefeitura de Aracaju simplesmente tivesse aparecido na conta bancária da ONG.

Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira nada têm a ver com o “negócio”. Não é deles as assinaturas dos convênios autorizando os repasses através da secretária de Assistência Social e Cidadania Rosária Rabelo, assistente social do quadro da secretaria desde a primeira gestão do hoje deputado federal Jackson Barreto (prefeito entre 1986/1988) e indicada por ele ao cargo em abril de 2004.

Até mesmo o zeloso Ministério Público Estadual, talvez basificado na máxima do Direito segundo a qual suspeito não é (necessariamente) culpado, tratou de isentar da querela as autoridades responsáveis pelo pagamento dos “serviços” prestados pela ONG à municipalidade.

No pedido de intervenção da Sociedade Eunice Weaver feito à Justiça, o MPE apresenta várias alegações para justificar a “necessária” medida:

  1. ...“ausência de capacidade financeira para se auto-sustentar, estampada na ausência de associados e no recebimento exclusivo de recursos públicos para execução de convênios”;

  2. descumprimento estatutário que desponta da não manutenção do Educandário São José, atualmente transformado em escola pública estadual”;

  3. desatualização do Estatuto em face do novo Código Civil, inclusive importando em maior dificuldade na prestação de contas”;

  4. omissão dos órgãos administrativos e de fiscalização”;

  5. desvio de finalidade consistente em contratar irregularmente pessoas para trabalhar no Município de Aracaju e descontrole na gestão patrimonial, inclusive no que atine a bens adquiridos com recursos públicos”.

Nenhum mínima menção quanto a quem pagou tamanha farra com dinheiro público! E a julgar pelas alegações do MPE, pode-se concluir, a Sociedade Eunice Weaver deve assumir sozinha –a própria entidade, pois ao que parece nem mesmo seus diretores serão responsabilizados– o ônus por ter servido aos interesses políticos de Marcelo Déda, Edvaldo Nogueira e Jackson Barreto.

Se a ONG, conforme alega o MPE, não se sustenta sem dinheiro da prefeitura; não consegue mais manter a escola que por 63 anos atendeu aos filhos dos portadores de lepra; dificulta a prestação de contas do dinheiro recebido, contando inclusive com a omissão dos órgãos administrativos e de fiscalização –haveria aqui um mea culpa do MPE?– e serve de biombo para contratar cabos eleitorais e comprar bens com dinheiro do povo, por que não fechá-la?

Aliás, fechá-la e esquecer seu nefasto passado, encerrando tudo como se fosse um grande monumento à impunidade. Solução engenhosa para não prejudicar a nata da “nossa” esquerda, sobretudo às barbas de uma importante eleição.

Como o rio sempre desagua no mar, para “sorte” dessa gente tão proba e honesta, a juíza Simone de Oliveira Fraga, da 3ª Vara Cível de Aracaju, concedeu a liminar pleiteada pelo MPE. Pela decisão, a direção da Sociedade Eunice Weaver deve ser imediatadamente afastada. Proibiu-se a celebração e renovação de convênios com a prefeitura de Aracaju para contratação de pessoal e foi determinada a nomeação de um interventor judicial para a entidade, cuja missão será regularizar a prestação dos serviços assistenciais e educacionais.

Por outro lado, nem sempre o mar está para peixe. Uma pedra enorme aboleta-se no caminho do trio ternurinha dos 30 milhões. A CPI das OGNs –essa chata comissão montada no Congresso nacional para caçar espertalhões que se julgam acima da lei e metem a mão no dinheiro público, usado comumente para financiar atividades politiqueiras– mostra-se interessada “por esse caso exemplar”, conforme definiu um deputado federal por mim ouvido.

Seria de bom alvitre se o governador Marcelo Déda, o prefeito Edvaldo Nogueira e o deputado federal Jackson Barreto pudessem explicar, em depoimento aos deputados e senadores (e diante das câmeras de TV para todo o Brasil), que tipo de “negócios” eram realizados com a Sociedade Eunice Weaver e como quase 30 milhões de reais foram torrados em apenas seis anos, sem que ninguém saiba como nem por quê. Os contribuintes merecem tal explicação...

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Textos anteriores tratando sobre o escândalo Eunice Weaver:

http://abraoolho-dmilk.blogspot.com/2009_07_12_archive.html

http://abraoolho-dmilk.blogspot.com/2009_07_05_archive.html

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Nota do editor: não adianta espernear, fazer de conta que não se incomoda... Enfim, os patifes de sempre, que somente comentam acerca do blog anonimamente, não terão a chance de ver qualquer opinião publicada, por mais "engraçadinha" que seja, se não estiver devidamente assinada e com email para contato. E ponto final, queridos raivosos - sim, como ninguém é obrigado a ler estas linhas, concedo o adeus, pois essa turma não faz falta.

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Quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 11h15

> O desespero de Marcelo Déda, a carreira de Edvaldo Nogueira e a pesquisa do Ibope

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O desespero de Marcelo Déda, a carreira

de Edvaldo Nogueira e a pesquisa do Ibope

Os tampos roxos, sinais típicos de grande tensão emocional, estão por toda parte na alma política de Marcelo Déda. O governador da mudança para pior anda nervosíssimo com a aproximação da data do anúncio por João Alves Filho de que vai mesmo disputar o governo.

Da perseguição rasteira de Lula da Silva, com golpes matreiros para eliminar moralmente o único adversário do compadre-governador, à desconstrução da imagem nos palanques montados no interior, a campanha de Marcelo Déda para se reeleger virou um vale-tudo.

Agora, surge a pesquisa do Ibope, contratada pela TV Cidade –aliás, pobre do Ibope, nunca acertou, nem uma única vez, um resultado eleitoral em Sergipe. Conhecida no meio político e jornalístico há pelo menos 20 dias, a pesquisa foi mantida guardadinha até anteontem.

Fica patente, a divulgação extemporânea da peça publicitária do Ibope atende a objetivos muito claros. O primeiro deles é tentar dissuadir João Alves Filho e aliados a desistirem da empreitada de enfrentar o "poderoso" Marcelo Déda com sua fantástica máquina política (governos federal e estadual, além das prefeituras aliadas, sobretudo a de Aracaju).

O outro, não menos importante, é desviar o foco das crescentes queixas sobre o desleixo do governo e da prefeitura de Aracaju por conta da calamidade provocada pelas chuvas: a bagunça do Coqueiral, o lamaçal do Costa do Sol, o lago do Lourival Baptista, as casas derrubadas em Maruim...

Marcelo Déda dispõe de pesquisas sérias e sabe exatamente onde o calo aperta. O motivo de sua preocupação é o empate técnico entre ele e João Alves Filho na capital e a vantagem do ex-governador nos municípios mais populosos do interior: Itabaiana, Lagarto, Tobias Barreto, Glória...

Toda a pressão da máquina federal nas empresas da família de João Alves Filho parece simplesmente não o afetar. Então, apelou-se para a propaganda, através da divulgação da pesquisa fajuta, com a qual busca-se apresentar um cenário desfavorável. Como o jogo não é de anões, Marcelo Déda apenas gastou em vão dinheiro e tempo na mídia –dinheiro que não é dele, diga-se!

No rádio hoje pela manhã, Gilmar Carvalho ouviu de uma ouvinte o resumo da ópera: "Até dá para engolir a suposta aprovação do governo de Marcelo Déda, porque o governo faz muita propaganda até sobre o que não fez. Mas e Edvaldo Nogueira? Não dá, não. Puseram muito a mais. Ninguém gosta desse homem".

A referência, verdadeira aliás, lembrou-me a carreira tomada pelo prefeito semana passada no Residencial Costa do Sol, quando evitou ser linchado pela comunidade, embravecida pelas promessas dele ainda não cumpridas.

A pesquisa, com Edvaldo Nogueira bem quisto, serve de cortina de fumaça para esconder as mazelas de uma administração cujo fracasso resvala na candidatura de Marcelo Déda. Como poderá o secretário-prefeito armar palanques para inaugurar obras em Aracaju e elogiar seu chefe se estiver tão ruim no conceito popular, ao ponto de ter de fugir correndo de locais onde aparece?

Pontos roxos de raiva na alma de Marcelo Déda; a carreira de Edvaldo Nogueira para evitar tomar umas bordoadas do povo; mais uma pesquisa do Ibope... O desespero dessa gente é evidente!

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Terça-feira, 13 de Abril de 2010 – 17h40

> As ratinhas de rádio estão chegando

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As ratinhas de rádio estão chegando

Motivado pelas denúncias embasadas do jornalista Douglas Magalhães acerca da nefasta participação dos ratos de rádio nos programas "jornalísticos" matutinos, o semanário Cinform publicou matéria (edição 1409, 12 a 18 de abril) onde questiona se murídeos radiofônicos são reais ou mera ficção neste governo.

O próprio jornal, no corpo da matéria, admite "a participação dos mesmos ouvintes com uma frequência quase diária, sempre em defesa do governo". Mais adiante, afirma ainda, "seriam pessoas pagas (...) pela Secretaria Estadual de Comunicação, (por) determinados secretários e até mesmo (por) lideranças políticas". Ouvido pelo Cinform, o secretário Carlos Cauê, como era de se esperar, mais um vez negou a "prática" por ser "inócua e antiquada".

O semanário, apesar do importante alerta feito à comunidade quanto às intervenções dos "ouvintes" pagos por políticos, escorregou ao não inquirir o secretário estadual de Comunicação sobre fatos inquietantes:

1 – Se não são pagos pela Comunicação estadual, quem pagaria os ratos de rádio para, diariamente, defender o governo e atacar os desafetos do governador Marcelo Déda; ou tais "ouvintes" estariam a gastar do próprio bolso em ligações –a maioria originadas de telefones celulares, conforme me informou um produtor de rádio bastante conhecido– e ainda gastar o tempo pessoal em intervenções elogiosas a um governo marcado pelas múltiplas queixas da população, sejam na Saúde, Educação ou Segurança?

2 – Por que somente depois da denúncia de Douglas Magalhães os ratos de rádio sumiram das emissoras de Aracaju; seria mera coincidência; ou haveria aí "ordem superior" para evitar problemas com a Justiça; ou mesmo para simplesmente "dar um tempo"?

3 – Qual o papel do ex-vereador Rosalvo Alexandre no âmbito da Comunicação; porque ele se reúne com um grupo de homens e mulheres em restaurante chiques da cidade, ocasião em que os instrui sobre como intervir em programas de rádio; com quais recursos ele paga as contas desses homéricos rega-bofes, cujos pedidos incluem, além de pratos sofisticados, vinhos importados?

4 – Qual o papel do "empresário" Alberto Jorge, cuja "gata" atende secretarias do governo estadual construindo pequenas obras e, ao mesmo tempo, opera ele no rádio como defensor intransigente do governo, ao ponto de já ter sido classificado pelo deputado Augusto Bezerra como irresponsável por tentar fazê-lo de palhaço?

5 - Por que, ao final das reuniões presididas por Rosalvo Alexandre, vez por outra são distribuídos envelopes lacrados aos participantes; o que os envelopes conteriam?

Caso Carlos Cauê resolvesse abrir o bico, abdicando das tergiversações com as quais tenta passar a imagem de que nada tem a ver com esta história de ratos de rádio, talvez fosse possível entender as contradições entre o dito e a realidade.

Um bom exemplo. Como muitos ratos de rádio estão com a vozes cansadas após anos de exposição, Rosalvo Alexandre urdiu uma brilhante estratégia para manter o "serviço" na ativa: usar mulheres (algumas até esposas dos próprios ratos de rádio), sob o disfarce de donas de casa, para emitir elogios ao governo. A primeira reunião do grupo ocorreu sábado passado, durante um almoço na Orla da Atalaia. Tudo ia bem, até Bocão meter a língua pelos pés.

Lá pelas tantas, entre gargalhas e risos estridentes, regados a vapor etílico chileno, eis que Rosalvo Alexandre, sem pensar certamente, denominou as novas contratadas como "minhas garotas de programa". O mal-estar tomou conta do ambiente. De um total de 18 (quase) ratinhas, 10 desistiram imeditamente, indignadas com a abusada pilhéria do ex-vereador.

Pelo sim, pelo não, fica o alerta: as ratinhas de rádio estão chegando...

.. Domingo, 11 de Abril de 2010 – 17h50 > O apagão moral do PT > Depois do caos na Saúde, marmitas na Educação ..

Apagão moral do PT
José Serra lançou-se candidato à Presidência. Após meses de incertezas, afinal o Brasil com alguma coisa na cabeça pode agora reavivar a esperança de ver encerrar-se em dezembro um período de oito anos de mediocridade –e deslavada esperteza: a Era Lula da Silva.
No discurso durante a festa do PSDB para lançar a candidatura, o eleitor mais ligado ouviu de José Serra um discurso cujo grande mérito foi fazer a diferença entre ele e a candidata do governo. José Serra passa a imagem de preparado para elevar o desenvolvimento do país ao nível das nações ricas.
Já Dilma Rousseff prende-se ao passado, num mesmo tom raivoso e provocativo do padrinho Lula da Silva, mestre no desrespeito à liturgia do próprio cargo e afeito a eliminar seus adversários moralmente. Dilma Rousseff mente descaradamente. Mente até sobre o currículo acadêmico.
José Serra tratou então de denunciar a mentirosa tese da ex-ministra (e do PT) de ser ela a “salvadora da pátria” e eles (o PSDB) os “destruidores” da pátria. José Serra prometeu não se omitir de apontar os problemas do país. Noutras palavras: o governo que se prepare...
O apagão moral promovido pelo PT na gestão Lula da Silva, cujos mentores continuam soltos e até coordenando campanhas políticas, sugere que está não será uma eleição fácil. Os golpes do PT para manter o mando consigo são sempre desferidos abaixo da linha da cintura. O uso da máquina é apenas a parte menos custosa, pode crer!
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Depois do caos na Saúde, marmitas na Educação
As últimas semanas têm sido árduas para o governador Marcelo Déda por conta da vertiginosa queda da popularidade, sobretudo em Aracaju, onde o candidato João Alves Filho refrega-lhe os calcanhares. Do caos da Saúde, já definido pela representação sindical dos médicos como “genocídio”, as manchetes agora se voltam para a Educação.
Segundo o Correio de Sergipe e o Jornal da Cidade deste domingão de chuva, empresas estariam fraudando merenda fornecida para escolas da rede estadual. A denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintese) afirma estarem os estudantes a alimentar-se de comida com data de validade vencida.
Em 2007, alunos do Colégio Atheneu atacaram o governo por causa da péssima qualidade da alimentação servida pela Educação estadual. No mesmo colégio, alunos já passaram mal depois de um almoço. Agora, novamente, a secretaria diz desconhecer os fatos –não teria chegado por lá qualquer notificação acerca de descontentamento.
No caso da Saúde, pouco se pode fazer para resguardar a vida de quem depende exclusivamente dos serviços médicos e hospitalares mantidos pelo Governo das Mudanças para Pior. Já quanto à Educação, os alunos, aqueles com mais condições financeiras, podem ao menos apelar para a marmita...

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Sábado, 10 de abril de 2010 - 22h30

> As mentiras que eles contam

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As mentiras que eles contam

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A semana se encerra com um fato: se a saúde pública estadual – e não apenas ela, já que o Samu da prefeitura de Aracaju está totalmente sucateado – vai de mal a pior, os únicos a não enxergar o caos são os governistas.

Ouviu-se o deputado doutor Rogério Carvalho avaliar o trabalho realizado por ele próprio como maravilhoso. Afinal, graças às transformações operadas pelo Governo da Mudança para Pior, Sergipe tem hoje um serviço de saúde que serve de referência aos demais operadores do Sistema Único de Saúde.

No mesmo tom, ficamos sabendo através do deputado líder governista Francisco Gualberto acerca da queda no porcentual de mortes entre os pacientes do Hospital João Alves. No governo passado seria de 13% - hoje estaria em 10%.

Porém, a verdade é outra, bem diferente: Rogério Carvalho tem sorte de não estar atrás das grades. Fosse outro o governo a comandar a Polícia Federal, transformada na Gestado (a polícia política de Hitler) do PT, investigações sérias sobre o uso político do dinheiro público destinado à saúde exporiam grandes mazelas.

Por outro lado, o deputado Francisco Gualberto “esquece” de somar os pacientes mandados para casa e que morrem por lá, nem aqueles transferidos à beira da morte para o Hospital de Cirurgia e o Hospital de Socorro, onde também acabam morrendo bem longe das estatísticas do HJA.

A conta é simples: num comparativo, morre-se menos no Hospital João Alves hoje por conta do governo do PT ter encontrado uma maneira engenhosa de desafogar as estatísticas negativas... Mas isso não significa que haja menos gente morrendo, somente porque o governo Marcelo Déda faz uma propaganda bonita.

Como dizia minha santa vovó Dona Caçula, do alto dos seus 89 anos – há quase uma década ela passou desta para uma melhor –, “mentira tem perna curta: a verdade sempre aparece!”...

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Terça-feira, 07 de abril de 2010 / 13h35

Leia nesta edição:

> A irresponsabilidade de Edvaldo Nogueira

> Rogério Carvalho: um cara de pau?

> Alberto Jorge acreditou

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A irresponsabilidade

de Edvaldo Nogueira

O jornalismo paraestatal, voluntarioso ao ponto de mesmo diante do caos na saúde pública em Sergipe ter a coragem de encomendar ao Diabo a alma dos adversários de Marcelo Déda por diariamente descerem a madeira na inação da Secretaria da Saúde, vai se coçar todo.

O sururu é para o “secretário” Edvaldo Nogueira. A presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe, Flávia Brasileiro, deve encaminhar ainda hoje ao Ministério Público Estadual pedido de interdição do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da prefeitura de Aracaju.

Motivo? A unidade de urgência e emergência, outrora um serviço elogiado pela população, não mais oferece as condições de atendimento digno. Além da falta de combustível e manutenção de viaturas, equipamentos essenciais como desfibrilador e aspirador portátil estão sem bateria. Ou seja, só funcionam se ligados à rede elétrica. Para ser atendido, o paciente deve ser removido até a tomada mais próxima.

A denúncia de Flávia Brasileiro expõe a sinistra falta de responsabilidade do prefeito Edvaldo Nogueira, pintado como sósia de Marcelo Déda, a quem substituiu prometendo dar segmento àquela administração meia boca, mas na qual pelo menos o Samu funcionava razoavelmente.

Kátia Susanna, repórter do Portal Infonet, entrou em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde. Não obteve retorno até ontem à tarde. Talvez algum áulico do adulatório oficial digne-se a publicar a explicação, porquanto quem deveria fazê-lo preferiu o silêncio.

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Rogério Carvalho: um cara de pau?

Num comparativo com o líder do governo, deputado Francisco Gualberto, Rogério Carvalho, apesar do porte atlético, carece de estofo verbal para debater no parlamento. O deputado tem se mostrado entediado, quando não apenas silencioso, diante da enxurrada de queixas da oposição – dizem as más línguas, o homem do facão deixou para o danado da Saúde a responsabilidade de defender seu feudo.

Ontem, cansado de guerra, Rogério Carvalho resolveu expor a trôpega voz. O deputado ocupou a tribuna para contar uma lorota daquelas: os investimentos para construir 102 clínicas de saúde da família e reformar, ampliar e modernizar 16 hospitais no interior tornam Sergipe uma referência do Sistema Único de Saúde (SUS) para todo Brasil.

Só pode ser piada. Se Sergipe é esta ilha de excelência depois das intervenções na saúde realizadas pelo Governo da Mudança para Pior, como explicar as manchetes quase diárias expondo o incontável número de pacientes mortos por falta de atendimento adequado – sem contar o caos no HUSE (mas não Abuse, porque não aguenta)?

Por outro lado, talvez Rogério Carvalho prefira não ler jornal, não assistir aos noticiários da TV e não ouvir rádio. Certo está o deputado. A não ser pela intrusa intervenção dos ratos de rádio pagos pela Secretaria Estadual de Comunicação ou a desídia dos jornalistas de aluguel aboletados na imprensa, o couro come para o lado da Secretaria Estadual de Saúde.

Por falar em ratos de rádio. Alguém precisa pedir ao coordenador do grupo, o secretário-adjunto de Comunicação Chiquinho Ferreira, para instruir melhor seus murídeos. No programa de Gilmar Carvalho desta quarta-feira, uma ratazana do grupo recém contratado disse que o caos no Hospital João Alves é culpa não do governador Marcelo Déda, mas dos médicos. Durma com um barulho desse!

Para não destoar, o melhor mesmo é fazer como Rogério Carvalho e também dar crédito à propaganda do governo estadual, onde a Saúde pública sergipana é de Primeiro Mundo. E depois, rasgar-se em boas gargalhadas...

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Alberto Jorge acreditou

Talvez tenha sido apenas lorota. Mas certo fofoqueiro levou a mensagem ao rato de rádio Alberto Jorge, e ele acreditou: o jornalista Douglas Magalhães iria solicitar ao Ministério Público Estadual a investigação do suposto tráfico de influência a permitir que Dom Raton de La Gatita realize várias obras através de secretarias do governo e, ao mesmo tempo, use o rádio para defender Marcelo Déda e atacar seus adversários políticos.

Não deu outra. Alberto Jorge tratou de desculpar-se com o danado repórter, que com suas denúncias consubstanciadas simplesmente calou a boca de metade dos ratos de rádio engordados pela Comunicação estadual. Numa carta a Douglas Magalhães, entende-se o por quê. Vejamos:

“Caro amigo Douglas,

Permita-me tratá-lo assim, afinal de contas há anos que fomentamos uma amizade sincera, com muito respeito e confiança.

No rádio sergipano, você é um cara que eu só tenho a agradecer: em todos os programas que você comandou sempre tive um generoso e especial espaço, com direito a concordar e discordar. E você sabe: nunca houve “esquema”.

Amigo, nunca lhe denegri. O “recado” foi para outra pessoa. Sinceramente, nem sabia que você era chagado a um “vapor etílico”.

Não quero que você pense que, com isso, você amoleça seu coração. Não! É só uma questão de esclarecimento e muita gratidão a você.

Um abraço sincero

Alberto Jorge

(escrito à mão estava: “Autorizo que publique no seu blog”).

Comento: a carta de Alberto Jorge, publicada no original logo abaixo, apesar de pessoal, teve a publicação permitida por ele mesmo, portanto não há aqui quebra de sigilo ou abuso, afinal o tema é público.

Quando passou a fazer denúncias esclarecendo o papel dado pela Comunicação estadual aos ratos de rádio, Douglas Magalhães teria supostamente sido agredido pela ratazana Alberto Jorge*, que agora nega ter sido seu petardo a ele dirigido. Fica a questão: quem seria, então, o jornalista cachaceiro?

Por outro lado, a carta deixa outra dúvida. Se com Douglas Magalhães Alberto Jorge nunca teve “esquema”, que “esquema” seria este e com quem ele o manteria (se é que mantém)?

De toda sorte, a missiva é interessante. Pelo menos agora sabemos do “amor” de Alberto Jorge para com Douglas Magalhães. Coisa linda...

Declaração do rato ao gato.

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(*) Veja escrito anterior publicado logo abaixo, com as palavras ditas por Alberto Jorge contra Douglas Magalhães e contra o jornalista Ivan Valença, que repercutiu as denúncias do repórter.

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Quinta-feira, 01 de abril de 2010 / 21h35

Leia nesta edição:

> Rir é o melhor remédio

> Os ratos de rádio sumiram (em Aracaju)...

> Informa para confundir

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Rir é o melhor remédio

Quem tem estômago para acompanhar o jornalismo opinativo em Sergipe por vezes encontra razões de sobra pra dar boas gargalhadas. A entrega da ponte Joel Silveira, finalmente inaugurada na terça-feira após três anos de governo Marcelo Déda, pariu boas piadas...

A maior delas é a própria ponte – utilíssima, aliás, para dar continuidade ao projeto de atrair a baianada, principal fonte do turismo de Sergipe. No jargão técnico, a Joel Silveira é uma “ponte de engenheiro”; uma rodovia sem qualquer sofisticação. Num comparativo, a Construtor João Alves seria uma “ponte de arquiteto”, por ser um cartão postal para Aracaju.

Não se deve comparar ambas as pontes, pois apesar de atenderem às necessidades de tráfego, são muito diferentes na estrutura física e nos custos. O jornalismo opinativo tentou fazê-lo e caiu na esparrela, simplesmente porque não dá para comparar.

Basta lembrar o tanto de gente – pessoas normais, não uma claque – que fez questão de cruzar o rio Sergipe na inauguração da Aracaju-Barra. A figuração trazida do interior, incluindo integrantes do MST fardados, em ônibus alugados com verba do Ministério do Turismo, para servir de plateia para Marcelo Déda e convidados, não mereceu uma única linha do jornalismo opinativo. Chama-se a isso de ignorância assentida.

Alguém precisa alertar o jornalismo de opinião sobre os riscos de tentar comparar obras da atual administração com quaisquer outras nos últimos 20 anos, sobretudo com a última. Enquanto o governo passado levou dois anos para fazer o projeto de uma ponte e outros dois anos para construí-la, apesar das perseguições impostas para impedir a inauguração da obra antes da eleição...

O governo Marcelo Déda, mesmo recebendo o projeto da Joel Silveira todo concluído, com alguns dos pilares já feitos e financiamento garantido através do Prodetur, levou quase três anos para finalmente entregar a ponte, uma obra de construção bastante simples e sem qualquer sofisticação. Desculpas são muitas. Mas comparar governos pode ser desastroso... para o atual governo!

Afinal, como não rir?

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Os ratos de rádio sumiram (em Aracaju)...

O plano engendrado por Chiquinho Ferreira, adjunto da Comunicação estadual, corria bem! Esta seria a grande semana de ovações pelo maior feito do governo Marcelo Déda. Afinal, após quase três anos de engambelação, finalmente a ponte Joel Silveira seria inaugurada.

Uma voz superior atrapalhou a farra. O chefe da Comunicação, Carlos Cauê, ordenou manter nas tocas os murídeos radiofônicos contratados por R$ 4 mil/mês para afagar o ego governamental e destroçar desafetos do governo – detalhe: apenas os lotados nas emissoras de Aracaju.

Carlos Cauê encontrou na repercussão negativa das denúncias de jornalistas e parlamentares da oposição da suposta contratação pela Secretaria de Comunicação de 50 ratos de rádio os argumentos, a ponderação para – ao menos por enquanto – silenciar as ratazanas.

De fato, o secretário Carlos Cauê, apesar da dileta amizade com o deputado Jackson Barreto*, criador do primeiro grupo de ratos de rádio a atuar em Sergipe, deixou de acreditar na eficiência da intervenção dos opinadores profissionais após constatar a proliferação dos murídeos.

Tantas eram as ratazanas a serviço de gente de todos os matizes políticos que alguns são hoje verdadeiras celebridades. Alberto Jorge, “nomeado” chefe da equipe de roedores do Governo das Mudanças para Pior, talvez seja o mais famoso. É sem dúvida um dos mais antigos em atuação na defesa dos interesses de Marcelo Déda e aliados.

Durante toda a semana os ratos de rádio simplesmente sumiram das emissoras de Aracaju. Nem Dom Raton Alberto Jorge de La Gatita apareceu! O silêncio apenas foi quebrado pela presença de alguns dos recém contratados, ainda insuspeitos pelo pouco desgaste.

Os ouvidos agradecem...

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Informa para confundir

O jornalismo da TV Atalaia carece de dejetos informativos para preencher o vácuo de notícias necessário à manutenção no ar de dois noticiosos diários. Quando os encontra, não se furta em usá-los.

Na terça-feira, reverberando boato loroteiro da Secretaria de Comunicação, Gilvan Fontes anunciou no Jornal do Estado a prestimosa colaboração do Governo da Mudança para Pior nas finanças públicas ao economizar quase 50 milhões na construção da ponte Joel Silveira.

“Quando começou no governo passado, a obra estava orçada em U$ 58 milhões – sim 58 milhões de dólares! – mas o governador Marcelo Déda conseguiu finalizá-la ao custo de 64 milhões de reais. Uma economia formidável”. Ledo engano: o contrato inicial era de 58 milhões, sim. Mas de reais, como atestam até jornalistas de vitrine!

Acreditar em tudo que se ouve por aí tem certas desvantagens...

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(*) Leia texto sobre a introdução dos ratos de rádio no cotidiano das emissoras sergipanas: http://abraoolho-dmilk.blogspot.com/search?updated-max=2009-10-13T14%3A29%3A00-03%3A00&max-results=10.

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Terça-feira 23 de Março de 2010 22h45

Nesta Edição Por David Leite

> Se não puder ajudar, atrapalhe...

> Afinal, o importante é participar!

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Se não puder ajudar, atrapalhe...

O deputado Augusto Bezerra prestou um grande serviço ao distinto público quando desmascarou hoje pela manhã na Ilha FM a ratazana-mãe Alberto Jorge: “Você é irresponsável. É o chefe dos ratos de rádio”.

O parlamentar discutia com Gilmar Carvalho sobre as incontáveis mortes no Hospital João Alves Filho. Foi interrompido pelo murídeo Alberto Jorge tentando mudar o foco da conversa. Claro, em benefício do governo.

A ratazana-mãe acusou Augusto Bezerra de mentir sobre a falta de água numa clínica da família do povoado Tamburil em São Miguel do Aleixo: “Lá tem água, deputado. Fui lá e comprovei”. “Mas é água de poço. Salobra. Não é da Deso”, rebateu o oposicionista. “É água, deputado. Tem água lá. Eu bebi dela”, disse na tréplica.

Depois dos impropérios de Augusto Bezerra, um ofendido chefe dos ratos de rádio ainda persistiu na contenda, mas acabou retirado do ar.

Alberto Jorge nega receber dinheiro do governo para operar como ratazana-mãe ou mesmo como simples rato de rádio. O secretário Carlos Cauê diz “desconhecer essa lenda urbana chamada rato de rádio”. Portanto, como poderia pagar por algo fruto da imaginação coletiva?

Alberto Jorge tem bom coração. Usa o próprio telefone em intervenções elogiosas ao governo (e no ataque aos desafetos do governador) e viaja cerca de 200 quilômetros (ida e volta) só para conferir se sai água das torneiras de um posto de saúde meia boca no médio sertão.

Alberto Jorge possui uma pequena empresa prestadora de serviços terceirizados. Órgãos do governo contratam os préstimos da gata* do murídeo. Seriam os ratos de rádio alimentados através dessa empresa? Talvez fosse o caso de o Ministério Público averiguar.

No Governo da Mudança para Pior a inovação é tamanha que pode até ter rato mamando em peito de gata. Será?

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(*) No jargão governamental, “gata” é uma empresa contratada para realizar serviços em diversos setores, incluindo construção civil e terceirizações.

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Afinal, o importante é participar!

O repórter Douglas Magalhães* sabe tudo sobre ratos de rádio. Descobriu dia e local onde ocorrem as reuniões semanais do grupo de opinadores profissionais pagos pela Secretaria de Comunicação – era para ser algo reservado, mas rato em restaurante chique nunca é algo discreto.

Segundo Douglas Magalhães, o dia de pagamento dos murídeos é 20 de cada mês, mas na sexta-feira passada (19/03) eles botaram a mão na grana. “O pagamento foi feito depois de um almoço na orla. A sobremesa foi um envelope amarelo. A ordem (no governo) é tratar bem os ratos de rádio, que desempenham papel fundamental quando o assunto é mentir para enganar o povo”.

Por outro lado, um desses jornalistas de vitrine – gente da cozinha do governo – usa um importante portal de conteúdo para fazer-se notar sem desagradar o chefe maior. Vejamos a blague: “O blog sabe que vai contrariar muita gente, mas está acabando o levantamento dos nomes de todos eles (os ratos de rádio), inclusive com as benesses recebidas”.

A crônica da contrariedade anunciada foi publicada em 09/10/2009. Como até agora ninguém sofreu embaraços de qualquer ordem, conclui-se: os ratos não atuam roendo pelo governo somente no rádio...

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(*) Leia conteúdo completo em http://douglasaju.wordpress.com.

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Domingo 21 de Março de 2010 20h36

Nesta Edição Por David Leite

> O silêncio por vezes é salutar

> A praga dos ratos de rádio

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O silêncio por vezes é salutar

Fiz-me silencioso. Os dedos coçaram. Muito, aliás! Após um recesso de cerca de 50 dias, estou de volta. Descansado – e, portanto, preparado para mais um bom papo com o caríssimo publico leitor. Peço desculpas por nada ter dito (ou mesmo agora comentar) sobre meu “exílio”. Motivos outros, profundamente pessoais... Vamos aos escritos! Uma semana produtiva para todos.

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A praga dos ratos de rádio

O rádio sergipano – o matutino, “jornalístico” – está contaminado. A credibilidade dos programas supostamente informativos foi carcomida ao longo das últimas duas décadas pela presença imoral dos murídeos radiofônicos. Comprometeu-se, sobretudo, a qualidade da audiência – e, obviamente, o quantitativo de ouvintes ligados.

Em outubro do ano passado, a deputada Ana Lúcia Menezes denunciou a promíscua relação entre o governo Marcelo Déda e os ratos de rádio*. Na FM Liberdade e posteriormente na AM Cultura, para defender o papel do sindicato dos professores, a petista bateu boca com dois conhecidos ratos de rádio, a quem acusou de receber “dinheiro do meu governo para atacar o Sintese”.

Pelos meios possíveis, inclusive negativas peremptórias do secretário de Comunicação Carlos Cauê, o governo garantiu desconhecer (ou nutrir com gordas mesadas) os opinadores profissionais. Muita gente inocente, alguns aboletados na imprensa, creu no anunciado e o dito encerrou a querela.

No início do mês, o repórter Douglas Magalhães denunciou a contratação de 50 pessoas para trabalhar como ratos de rádio. A seleção teria sido criteriosa. Além de entrevistas, os candidatos passaram por simulações para medir o desempenho. Segundo apurou o jornalista, cada rato recebe R$ 4 mil/mês. Uma famosa ratazana seria o chefe da turma, sob a supervisão de um radialista.

A denúncia não passou em branco. Na mesma semana, o colunista do Jornal da Cidade Ivan Valença referendou Douglas Magalhães, afirmando: “Ratos de rádio estão de volta. Na verdade, nunca foram embora. Mas agora se prepara um ataque feroz para tirar o predomínio dos ratos da oposição”.

Opa! Ratos da oposição? Então, os ratos da denúncia de Douglas trabalhariam para o governo? A resposta está estampada na manchete deste domingo do próprio Jornal da Cidade: “Rádio vira ‘ringue’ Eleitoral”. Reportagem de Antônio Carlos Garcia acusa a “maioria dos programas matutinos de transformar informação em palanque eletrônico”.

A motivação para tanto chilique talvez esteja na abusada intervenção do murídeo-chefe Alberto Jorge, na sexta-feira (FM Liberdade). George Magalhães ouviu do inconformado rato de rádio chorosas lamúrias pelos comentários de Ivan Valença e, sobretudo, pelo humor debochado de Douglas Magalhães.

A ratazana-mãe não perdoou: “O escriba desdentado usa perfume para esconder a falta do banho diário. Deveria ocupar-se de cuidar da dentição, ao invés de comentar sobre rato de rádio, dando crédito ao jornalista cachaceiro”.

Pelo nível do “debate”, explica-se a razão pela qual o rádio sergipano nos últimos anos perdeu em qualidade (e na quantidade) da audiência...

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(*) Veja comentário sobre as denúncias da deputada em http://abraoolho-dmilk.blogspot.com/2009_10_11_archive.html)