.. Domingo, 11 de Abril de 2010 – 17h50 > O apagão moral do PT > Depois do caos na Saúde, marmitas na Educação ..

Apagão moral do PT
José Serra lançou-se candidato à Presidência. Após meses de incertezas, afinal o Brasil com alguma coisa na cabeça pode agora reavivar a esperança de ver encerrar-se em dezembro um período de oito anos de mediocridade –e deslavada esperteza: a Era Lula da Silva.
No discurso durante a festa do PSDB para lançar a candidatura, o eleitor mais ligado ouviu de José Serra um discurso cujo grande mérito foi fazer a diferença entre ele e a candidata do governo. José Serra passa a imagem de preparado para elevar o desenvolvimento do país ao nível das nações ricas.
Já Dilma Rousseff prende-se ao passado, num mesmo tom raivoso e provocativo do padrinho Lula da Silva, mestre no desrespeito à liturgia do próprio cargo e afeito a eliminar seus adversários moralmente. Dilma Rousseff mente descaradamente. Mente até sobre o currículo acadêmico.
José Serra tratou então de denunciar a mentirosa tese da ex-ministra (e do PT) de ser ela a “salvadora da pátria” e eles (o PSDB) os “destruidores” da pátria. José Serra prometeu não se omitir de apontar os problemas do país. Noutras palavras: o governo que se prepare...
O apagão moral promovido pelo PT na gestão Lula da Silva, cujos mentores continuam soltos e até coordenando campanhas políticas, sugere que está não será uma eleição fácil. Os golpes do PT para manter o mando consigo são sempre desferidos abaixo da linha da cintura. O uso da máquina é apenas a parte menos custosa, pode crer!
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Depois do caos na Saúde, marmitas na Educação
As últimas semanas têm sido árduas para o governador Marcelo Déda por conta da vertiginosa queda da popularidade, sobretudo em Aracaju, onde o candidato João Alves Filho refrega-lhe os calcanhares. Do caos da Saúde, já definido pela representação sindical dos médicos como “genocídio”, as manchetes agora se voltam para a Educação.
Segundo o Correio de Sergipe e o Jornal da Cidade deste domingão de chuva, empresas estariam fraudando merenda fornecida para escolas da rede estadual. A denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintese) afirma estarem os estudantes a alimentar-se de comida com data de validade vencida.
Em 2007, alunos do Colégio Atheneu atacaram o governo por causa da péssima qualidade da alimentação servida pela Educação estadual. No mesmo colégio, alunos já passaram mal depois de um almoço. Agora, novamente, a secretaria diz desconhecer os fatos –não teria chegado por lá qualquer notificação acerca de descontentamento.
No caso da Saúde, pouco se pode fazer para resguardar a vida de quem depende exclusivamente dos serviços médicos e hospitalares mantidos pelo Governo das Mudanças para Pior. Já quanto à Educação, os alunos, aqueles com mais condições financeiras, podem ao menos apelar para a marmita...

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Sábado, 10 de abril de 2010 - 22h30

> As mentiras que eles contam

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As mentiras que eles contam

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A semana se encerra com um fato: se a saúde pública estadual – e não apenas ela, já que o Samu da prefeitura de Aracaju está totalmente sucateado – vai de mal a pior, os únicos a não enxergar o caos são os governistas.

Ouviu-se o deputado doutor Rogério Carvalho avaliar o trabalho realizado por ele próprio como maravilhoso. Afinal, graças às transformações operadas pelo Governo da Mudança para Pior, Sergipe tem hoje um serviço de saúde que serve de referência aos demais operadores do Sistema Único de Saúde.

No mesmo tom, ficamos sabendo através do deputado líder governista Francisco Gualberto acerca da queda no porcentual de mortes entre os pacientes do Hospital João Alves. No governo passado seria de 13% - hoje estaria em 10%.

Porém, a verdade é outra, bem diferente: Rogério Carvalho tem sorte de não estar atrás das grades. Fosse outro o governo a comandar a Polícia Federal, transformada na Gestado (a polícia política de Hitler) do PT, investigações sérias sobre o uso político do dinheiro público destinado à saúde exporiam grandes mazelas.

Por outro lado, o deputado Francisco Gualberto “esquece” de somar os pacientes mandados para casa e que morrem por lá, nem aqueles transferidos à beira da morte para o Hospital de Cirurgia e o Hospital de Socorro, onde também acabam morrendo bem longe das estatísticas do HJA.

A conta é simples: num comparativo, morre-se menos no Hospital João Alves hoje por conta do governo do PT ter encontrado uma maneira engenhosa de desafogar as estatísticas negativas... Mas isso não significa que haja menos gente morrendo, somente porque o governo Marcelo Déda faz uma propaganda bonita.

Como dizia minha santa vovó Dona Caçula, do alto dos seus 89 anos – há quase uma década ela passou desta para uma melhor –, “mentira tem perna curta: a verdade sempre aparece!”...

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Terça-feira, 07 de abril de 2010 / 13h35

Leia nesta edição:

> A irresponsabilidade de Edvaldo Nogueira

> Rogério Carvalho: um cara de pau?

> Alberto Jorge acreditou

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A irresponsabilidade

de Edvaldo Nogueira

O jornalismo paraestatal, voluntarioso ao ponto de mesmo diante do caos na saúde pública em Sergipe ter a coragem de encomendar ao Diabo a alma dos adversários de Marcelo Déda por diariamente descerem a madeira na inação da Secretaria da Saúde, vai se coçar todo.

O sururu é para o “secretário” Edvaldo Nogueira. A presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe, Flávia Brasileiro, deve encaminhar ainda hoje ao Ministério Público Estadual pedido de interdição do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da prefeitura de Aracaju.

Motivo? A unidade de urgência e emergência, outrora um serviço elogiado pela população, não mais oferece as condições de atendimento digno. Além da falta de combustível e manutenção de viaturas, equipamentos essenciais como desfibrilador e aspirador portátil estão sem bateria. Ou seja, só funcionam se ligados à rede elétrica. Para ser atendido, o paciente deve ser removido até a tomada mais próxima.

A denúncia de Flávia Brasileiro expõe a sinistra falta de responsabilidade do prefeito Edvaldo Nogueira, pintado como sósia de Marcelo Déda, a quem substituiu prometendo dar segmento àquela administração meia boca, mas na qual pelo menos o Samu funcionava razoavelmente.

Kátia Susanna, repórter do Portal Infonet, entrou em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde. Não obteve retorno até ontem à tarde. Talvez algum áulico do adulatório oficial digne-se a publicar a explicação, porquanto quem deveria fazê-lo preferiu o silêncio.

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Rogério Carvalho: um cara de pau?

Num comparativo com o líder do governo, deputado Francisco Gualberto, Rogério Carvalho, apesar do porte atlético, carece de estofo verbal para debater no parlamento. O deputado tem se mostrado entediado, quando não apenas silencioso, diante da enxurrada de queixas da oposição – dizem as más línguas, o homem do facão deixou para o danado da Saúde a responsabilidade de defender seu feudo.

Ontem, cansado de guerra, Rogério Carvalho resolveu expor a trôpega voz. O deputado ocupou a tribuna para contar uma lorota daquelas: os investimentos para construir 102 clínicas de saúde da família e reformar, ampliar e modernizar 16 hospitais no interior tornam Sergipe uma referência do Sistema Único de Saúde (SUS) para todo Brasil.

Só pode ser piada. Se Sergipe é esta ilha de excelência depois das intervenções na saúde realizadas pelo Governo da Mudança para Pior, como explicar as manchetes quase diárias expondo o incontável número de pacientes mortos por falta de atendimento adequado – sem contar o caos no HUSE (mas não Abuse, porque não aguenta)?

Por outro lado, talvez Rogério Carvalho prefira não ler jornal, não assistir aos noticiários da TV e não ouvir rádio. Certo está o deputado. A não ser pela intrusa intervenção dos ratos de rádio pagos pela Secretaria Estadual de Comunicação ou a desídia dos jornalistas de aluguel aboletados na imprensa, o couro come para o lado da Secretaria Estadual de Saúde.

Por falar em ratos de rádio. Alguém precisa pedir ao coordenador do grupo, o secretário-adjunto de Comunicação Chiquinho Ferreira, para instruir melhor seus murídeos. No programa de Gilmar Carvalho desta quarta-feira, uma ratazana do grupo recém contratado disse que o caos no Hospital João Alves é culpa não do governador Marcelo Déda, mas dos médicos. Durma com um barulho desse!

Para não destoar, o melhor mesmo é fazer como Rogério Carvalho e também dar crédito à propaganda do governo estadual, onde a Saúde pública sergipana é de Primeiro Mundo. E depois, rasgar-se em boas gargalhadas...

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Alberto Jorge acreditou

Talvez tenha sido apenas lorota. Mas certo fofoqueiro levou a mensagem ao rato de rádio Alberto Jorge, e ele acreditou: o jornalista Douglas Magalhães iria solicitar ao Ministério Público Estadual a investigação do suposto tráfico de influência a permitir que Dom Raton de La Gatita realize várias obras através de secretarias do governo e, ao mesmo tempo, use o rádio para defender Marcelo Déda e atacar seus adversários políticos.

Não deu outra. Alberto Jorge tratou de desculpar-se com o danado repórter, que com suas denúncias consubstanciadas simplesmente calou a boca de metade dos ratos de rádio engordados pela Comunicação estadual. Numa carta a Douglas Magalhães, entende-se o por quê. Vejamos:

“Caro amigo Douglas,

Permita-me tratá-lo assim, afinal de contas há anos que fomentamos uma amizade sincera, com muito respeito e confiança.

No rádio sergipano, você é um cara que eu só tenho a agradecer: em todos os programas que você comandou sempre tive um generoso e especial espaço, com direito a concordar e discordar. E você sabe: nunca houve “esquema”.

Amigo, nunca lhe denegri. O “recado” foi para outra pessoa. Sinceramente, nem sabia que você era chagado a um “vapor etílico”.

Não quero que você pense que, com isso, você amoleça seu coração. Não! É só uma questão de esclarecimento e muita gratidão a você.

Um abraço sincero

Alberto Jorge

(escrito à mão estava: “Autorizo que publique no seu blog”).

Comento: a carta de Alberto Jorge, publicada no original logo abaixo, apesar de pessoal, teve a publicação permitida por ele mesmo, portanto não há aqui quebra de sigilo ou abuso, afinal o tema é público.

Quando passou a fazer denúncias esclarecendo o papel dado pela Comunicação estadual aos ratos de rádio, Douglas Magalhães teria supostamente sido agredido pela ratazana Alberto Jorge*, que agora nega ter sido seu petardo a ele dirigido. Fica a questão: quem seria, então, o jornalista cachaceiro?

Por outro lado, a carta deixa outra dúvida. Se com Douglas Magalhães Alberto Jorge nunca teve “esquema”, que “esquema” seria este e com quem ele o manteria (se é que mantém)?

De toda sorte, a missiva é interessante. Pelo menos agora sabemos do “amor” de Alberto Jorge para com Douglas Magalhães. Coisa linda...

Declaração do rato ao gato.

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(*) Veja escrito anterior publicado logo abaixo, com as palavras ditas por Alberto Jorge contra Douglas Magalhães e contra o jornalista Ivan Valença, que repercutiu as denúncias do repórter.

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Quinta-feira, 01 de abril de 2010 / 21h35

Leia nesta edição:

> Rir é o melhor remédio

> Os ratos de rádio sumiram (em Aracaju)...

> Informa para confundir

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Rir é o melhor remédio

Quem tem estômago para acompanhar o jornalismo opinativo em Sergipe por vezes encontra razões de sobra pra dar boas gargalhadas. A entrega da ponte Joel Silveira, finalmente inaugurada na terça-feira após três anos de governo Marcelo Déda, pariu boas piadas...

A maior delas é a própria ponte – utilíssima, aliás, para dar continuidade ao projeto de atrair a baianada, principal fonte do turismo de Sergipe. No jargão técnico, a Joel Silveira é uma “ponte de engenheiro”; uma rodovia sem qualquer sofisticação. Num comparativo, a Construtor João Alves seria uma “ponte de arquiteto”, por ser um cartão postal para Aracaju.

Não se deve comparar ambas as pontes, pois apesar de atenderem às necessidades de tráfego, são muito diferentes na estrutura física e nos custos. O jornalismo opinativo tentou fazê-lo e caiu na esparrela, simplesmente porque não dá para comparar.

Basta lembrar o tanto de gente – pessoas normais, não uma claque – que fez questão de cruzar o rio Sergipe na inauguração da Aracaju-Barra. A figuração trazida do interior, incluindo integrantes do MST fardados, em ônibus alugados com verba do Ministério do Turismo, para servir de plateia para Marcelo Déda e convidados, não mereceu uma única linha do jornalismo opinativo. Chama-se a isso de ignorância assentida.

Alguém precisa alertar o jornalismo de opinião sobre os riscos de tentar comparar obras da atual administração com quaisquer outras nos últimos 20 anos, sobretudo com a última. Enquanto o governo passado levou dois anos para fazer o projeto de uma ponte e outros dois anos para construí-la, apesar das perseguições impostas para impedir a inauguração da obra antes da eleição...

O governo Marcelo Déda, mesmo recebendo o projeto da Joel Silveira todo concluído, com alguns dos pilares já feitos e financiamento garantido através do Prodetur, levou quase três anos para finalmente entregar a ponte, uma obra de construção bastante simples e sem qualquer sofisticação. Desculpas são muitas. Mas comparar governos pode ser desastroso... para o atual governo!

Afinal, como não rir?

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Os ratos de rádio sumiram (em Aracaju)...

O plano engendrado por Chiquinho Ferreira, adjunto da Comunicação estadual, corria bem! Esta seria a grande semana de ovações pelo maior feito do governo Marcelo Déda. Afinal, após quase três anos de engambelação, finalmente a ponte Joel Silveira seria inaugurada.

Uma voz superior atrapalhou a farra. O chefe da Comunicação, Carlos Cauê, ordenou manter nas tocas os murídeos radiofônicos contratados por R$ 4 mil/mês para afagar o ego governamental e destroçar desafetos do governo – detalhe: apenas os lotados nas emissoras de Aracaju.

Carlos Cauê encontrou na repercussão negativa das denúncias de jornalistas e parlamentares da oposição da suposta contratação pela Secretaria de Comunicação de 50 ratos de rádio os argumentos, a ponderação para – ao menos por enquanto – silenciar as ratazanas.

De fato, o secretário Carlos Cauê, apesar da dileta amizade com o deputado Jackson Barreto*, criador do primeiro grupo de ratos de rádio a atuar em Sergipe, deixou de acreditar na eficiência da intervenção dos opinadores profissionais após constatar a proliferação dos murídeos.

Tantas eram as ratazanas a serviço de gente de todos os matizes políticos que alguns são hoje verdadeiras celebridades. Alberto Jorge, “nomeado” chefe da equipe de roedores do Governo das Mudanças para Pior, talvez seja o mais famoso. É sem dúvida um dos mais antigos em atuação na defesa dos interesses de Marcelo Déda e aliados.

Durante toda a semana os ratos de rádio simplesmente sumiram das emissoras de Aracaju. Nem Dom Raton Alberto Jorge de La Gatita apareceu! O silêncio apenas foi quebrado pela presença de alguns dos recém contratados, ainda insuspeitos pelo pouco desgaste.

Os ouvidos agradecem...

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Informa para confundir

O jornalismo da TV Atalaia carece de dejetos informativos para preencher o vácuo de notícias necessário à manutenção no ar de dois noticiosos diários. Quando os encontra, não se furta em usá-los.

Na terça-feira, reverberando boato loroteiro da Secretaria de Comunicação, Gilvan Fontes anunciou no Jornal do Estado a prestimosa colaboração do Governo da Mudança para Pior nas finanças públicas ao economizar quase 50 milhões na construção da ponte Joel Silveira.

“Quando começou no governo passado, a obra estava orçada em U$ 58 milhões – sim 58 milhões de dólares! – mas o governador Marcelo Déda conseguiu finalizá-la ao custo de 64 milhões de reais. Uma economia formidável”. Ledo engano: o contrato inicial era de 58 milhões, sim. Mas de reais, como atestam até jornalistas de vitrine!

Acreditar em tudo que se ouve por aí tem certas desvantagens...

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(*) Leia texto sobre a introdução dos ratos de rádio no cotidiano das emissoras sergipanas: http://abraoolho-dmilk.blogspot.com/search?updated-max=2009-10-13T14%3A29%3A00-03%3A00&max-results=10.

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Terça-feira 23 de Março de 2010 22h45

Nesta Edição Por David Leite

> Se não puder ajudar, atrapalhe...

> Afinal, o importante é participar!

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Se não puder ajudar, atrapalhe...

O deputado Augusto Bezerra prestou um grande serviço ao distinto público quando desmascarou hoje pela manhã na Ilha FM a ratazana-mãe Alberto Jorge: “Você é irresponsável. É o chefe dos ratos de rádio”.

O parlamentar discutia com Gilmar Carvalho sobre as incontáveis mortes no Hospital João Alves Filho. Foi interrompido pelo murídeo Alberto Jorge tentando mudar o foco da conversa. Claro, em benefício do governo.

A ratazana-mãe acusou Augusto Bezerra de mentir sobre a falta de água numa clínica da família do povoado Tamburil em São Miguel do Aleixo: “Lá tem água, deputado. Fui lá e comprovei”. “Mas é água de poço. Salobra. Não é da Deso”, rebateu o oposicionista. “É água, deputado. Tem água lá. Eu bebi dela”, disse na tréplica.

Depois dos impropérios de Augusto Bezerra, um ofendido chefe dos ratos de rádio ainda persistiu na contenda, mas acabou retirado do ar.

Alberto Jorge nega receber dinheiro do governo para operar como ratazana-mãe ou mesmo como simples rato de rádio. O secretário Carlos Cauê diz “desconhecer essa lenda urbana chamada rato de rádio”. Portanto, como poderia pagar por algo fruto da imaginação coletiva?

Alberto Jorge tem bom coração. Usa o próprio telefone em intervenções elogiosas ao governo (e no ataque aos desafetos do governador) e viaja cerca de 200 quilômetros (ida e volta) só para conferir se sai água das torneiras de um posto de saúde meia boca no médio sertão.

Alberto Jorge possui uma pequena empresa prestadora de serviços terceirizados. Órgãos do governo contratam os préstimos da gata* do murídeo. Seriam os ratos de rádio alimentados através dessa empresa? Talvez fosse o caso de o Ministério Público averiguar.

No Governo da Mudança para Pior a inovação é tamanha que pode até ter rato mamando em peito de gata. Será?

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(*) No jargão governamental, “gata” é uma empresa contratada para realizar serviços em diversos setores, incluindo construção civil e terceirizações.

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Afinal, o importante é participar!

O repórter Douglas Magalhães* sabe tudo sobre ratos de rádio. Descobriu dia e local onde ocorrem as reuniões semanais do grupo de opinadores profissionais pagos pela Secretaria de Comunicação – era para ser algo reservado, mas rato em restaurante chique nunca é algo discreto.

Segundo Douglas Magalhães, o dia de pagamento dos murídeos é 20 de cada mês, mas na sexta-feira passada (19/03) eles botaram a mão na grana. “O pagamento foi feito depois de um almoço na orla. A sobremesa foi um envelope amarelo. A ordem (no governo) é tratar bem os ratos de rádio, que desempenham papel fundamental quando o assunto é mentir para enganar o povo”.

Por outro lado, um desses jornalistas de vitrine – gente da cozinha do governo – usa um importante portal de conteúdo para fazer-se notar sem desagradar o chefe maior. Vejamos a blague: “O blog sabe que vai contrariar muita gente, mas está acabando o levantamento dos nomes de todos eles (os ratos de rádio), inclusive com as benesses recebidas”.

A crônica da contrariedade anunciada foi publicada em 09/10/2009. Como até agora ninguém sofreu embaraços de qualquer ordem, conclui-se: os ratos não atuam roendo pelo governo somente no rádio...

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(*) Leia conteúdo completo em http://douglasaju.wordpress.com.

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Domingo 21 de Março de 2010 20h36

Nesta Edição Por David Leite

> O silêncio por vezes é salutar

> A praga dos ratos de rádio

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O silêncio por vezes é salutar

Fiz-me silencioso. Os dedos coçaram. Muito, aliás! Após um recesso de cerca de 50 dias, estou de volta. Descansado – e, portanto, preparado para mais um bom papo com o caríssimo publico leitor. Peço desculpas por nada ter dito (ou mesmo agora comentar) sobre meu “exílio”. Motivos outros, profundamente pessoais... Vamos aos escritos! Uma semana produtiva para todos.

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A praga dos ratos de rádio

O rádio sergipano – o matutino, “jornalístico” – está contaminado. A credibilidade dos programas supostamente informativos foi carcomida ao longo das últimas duas décadas pela presença imoral dos murídeos radiofônicos. Comprometeu-se, sobretudo, a qualidade da audiência – e, obviamente, o quantitativo de ouvintes ligados.

Em outubro do ano passado, a deputada Ana Lúcia Menezes denunciou a promíscua relação entre o governo Marcelo Déda e os ratos de rádio*. Na FM Liberdade e posteriormente na AM Cultura, para defender o papel do sindicato dos professores, a petista bateu boca com dois conhecidos ratos de rádio, a quem acusou de receber “dinheiro do meu governo para atacar o Sintese”.

Pelos meios possíveis, inclusive negativas peremptórias do secretário de Comunicação Carlos Cauê, o governo garantiu desconhecer (ou nutrir com gordas mesadas) os opinadores profissionais. Muita gente inocente, alguns aboletados na imprensa, creu no anunciado e o dito encerrou a querela.

No início do mês, o repórter Douglas Magalhães denunciou a contratação de 50 pessoas para trabalhar como ratos de rádio. A seleção teria sido criteriosa. Além de entrevistas, os candidatos passaram por simulações para medir o desempenho. Segundo apurou o jornalista, cada rato recebe R$ 4 mil/mês. Uma famosa ratazana seria o chefe da turma, sob a supervisão de um radialista.

A denúncia não passou em branco. Na mesma semana, o colunista do Jornal da Cidade Ivan Valença referendou Douglas Magalhães, afirmando: “Ratos de rádio estão de volta. Na verdade, nunca foram embora. Mas agora se prepara um ataque feroz para tirar o predomínio dos ratos da oposição”.

Opa! Ratos da oposição? Então, os ratos da denúncia de Douglas trabalhariam para o governo? A resposta está estampada na manchete deste domingo do próprio Jornal da Cidade: “Rádio vira ‘ringue’ Eleitoral”. Reportagem de Antônio Carlos Garcia acusa a “maioria dos programas matutinos de transformar informação em palanque eletrônico”.

A motivação para tanto chilique talvez esteja na abusada intervenção do murídeo-chefe Alberto Jorge, na sexta-feira (FM Liberdade). George Magalhães ouviu do inconformado rato de rádio chorosas lamúrias pelos comentários de Ivan Valença e, sobretudo, pelo humor debochado de Douglas Magalhães.

A ratazana-mãe não perdoou: “O escriba desdentado usa perfume para esconder a falta do banho diário. Deveria ocupar-se de cuidar da dentição, ao invés de comentar sobre rato de rádio, dando crédito ao jornalista cachaceiro”.

Pelo nível do “debate”, explica-se a razão pela qual o rádio sergipano nos últimos anos perdeu em qualidade (e na quantidade) da audiência...

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(*) Veja comentário sobre as denúncias da deputada em http://abraoolho-dmilk.blogspot.com/2009_10_11_archive.html)

Segunda-Feira, 18 de janeiro de 2010 | 17h30

Leia Nesta Edição | Por David Leite

| Brilhante Sugestão, a do Chip para Albano Franco

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Brilhante Sugestão, a do Chip para Albano Franco

Semana passada, recebi uma foto comovente. O enigmático deputado federal Albano Franco olhava choroso para o governador Marcelo Déda, quando este, por fim, reassumia oficialmente o comando da administração estadual. Se uma imagem vale por mil palavras, o instantâneo com as quase lágrimas de Albano Franco, diante do seu grande ídolo, resume o sentimento daquele coração apaixonado.

Porém, engana-se quem imagina ter sido o gesto de Albano Franco um ato de educada solidariedade ao político Marcelo Déda no retorno às funções, após um período afastado por problemas de saúde – o deputado tucano apenas agia no contexto público de forma similar às ações eleitorais engendradas em comum acordo nos bastidores.

Gilmar Carvalho desafiou hoje no programa dele na Ilha FM “a qualquer homem de Sergipe” desmenti-lo, quando afiançou ter ocorrido um almoço dias atrás na casa de Albano Franco, ocasião na qual o prefeito Edvaldo Nogueira discutiu a forma de apoiar – certamente de maneira velada, por conta das implicações e impedimentos legais previstos na legislação eleitoral – a provável candidatura ao Senado de... Albano Franco.

Edvaldo Nogueira não troca de camisa sem antes combinar com Marcelo Déda. Se permaneceu calado ante a provocação do radialista-deputado, mesmo detendo forte aparato de comunicação, pode-se concluir ter sido o enunciado no rádio absolutamente verdadeiro e em cumprimento a ordem superior.

Antes disso, através da imprensa oficial, o próprio governador defendeu o aliado da “escalada do Demo para cobrar a adesão de Albano Franco e ao mesmo tempo fustigá-lo com insinuações e observações desprimorosas, numa estudada estratégia de demolição da imagem do político, por alguns deles apenas tolerado e por outros explicitamente detestado, mas de quem precisam, porque o PSDB no mínimo dará a João Alves Filho um espaço maior na televisão”.

Bingo! Ponto para quem marcou a opção Marcelo Déda, acabrunhado com o desempenho do ex-governador nas pesquisas, desaba em choro quando imagina os mais de três minutos de TV do PSDB sendo usados pelo Demo para desnudar as promessas de 2006 – o PT calculava a reeleição como favas contadas e não esperava, depois das inúmeras ações rasteiras para desgastá-lo, disputar com João Alves Filho forte politicamente.

Albano Franco entra no jogo de Marcelo Déda por motivo bem particular. Doem-lhe até os cabelos ausentes sequer pensar na possibilidade de João Alves Filho (e sua fogosa trupe) voltar ao governo, não obstante depender da união de ambos a vitória em Sergipe do candidato tucano a presidente, José Serra – Aracaju, é bom lembrar, foi a única capital onde Lula da Silva perdeu no primeiro turno em outubro de 2006.

Assim, a brilhante pilheria de Marcelo Déda dita através do adulatório governamental (“... só resta agora os deputados do Demo exigirem [sic] que nos tornozelos de Albano Franco seja colocado um chip, para que eles possam com esse recurso eletrônico, [sic] seguir os passos do político no qual dizem publicamente não confiar, mas, mesmo assim, querem-no como aliado”) soa como interessante medida.

Somente com um poderoso chip plugado 24 horas, a vigiar os passos de Albano Franco (com áudio e vídeo disponíveis), seria possível ao Demo antecipar-se na defesa às artimanhas urdidas pelo deputado federal e aliados petistas para melar, seja como for, a possibilidade de João Alves Filho desbancar o contador de anedotas eleitoreiras, Marcelo Déda, para quem Albano Franco faz cara de muxoxo e quase vai as lágrimas apenas por chegar perto, como pode ser comprovado na imagem reproduzida logo abaixo.

Sim, e quem vende o tal chip, mesmo?

Quarta-feira, 06 de dezembro de 2010 – 14h55

Leia nesta edição:

>>> Huse, um Caso de Polícia

>>> Marcelo Déda, um Cristão Nada Ecumênico

>>> A “Navalha” Agora é de Todos

Antes dos escritos inaugurais de 2010, cumprimento a paciente audiência desta trincheira com votos de muita saúde, prosperidade e paz para o ano nascente. Buscarei ser breve nos comentários, com o fito de trazer o maior número possível de observações do cenário político nestes quinze últimos dias. Uma semana produtiva para todos...

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Huse, um Caso de Polícia

Verdade incontestável: 2009 foi o pior ano para a saúde pública de Sergipe. Como ignorar a desintegração administrativa do Hospital João Alves –ou Huse (Mas não Abuse, porque não Aguenta)? Até a SSP teve de ser acionada para evitar as faltas ao trabalho.

Doutor Rogério Carvalho perdeu o controle da situação –em três anos, somam cinco suas indicações para comandar o HJA. O diálogo já não mais funciona para evitar a algazarra. Apenas médicos foram denunciados à polícia. No entanto, são comuns –e não é fato apenas neste governo– as faltas de todo tipo de servidor (enfermeiros, técnicos e auxiliares...) nos plantões do Huse, especialmente nos feriados prolongados.

A situação tende a complicar-se ainda mais. Vejamos: profissionais da Neurocirurgia, especialidade existente em Sergipe apenas no HJA, estão com salários em atraso desde outubro; alguns médicos pediram demissão; das nove salas de cirurgia, apenas quatro operam, enquanto as demais servem como áreas de estabilização de pacientes pós-operatório ou para almoxarifado.

Na chamada Área Amarela, pacientes no respirador artificial passam várias horas sem a presença de um único médico plantonista, designados para atender casos mais graves ou simplesmente porque faltaram. Ontem, equipes do Conselho Regional de Medicina, da Sociedade Médica de Sergipe e do Sindicato dos Médicos realizaram nova vistoria técnica no HJA. Conceito geral: o caos aumentou consideravelmente.

Uma inovação imposta pelo secretário Rogério Carvalho inaugurou no Governo da Mudança para Pior a eugenia seletiva: médicos contratados sem concurso foram encarregados de dar alta a pacientes ou transferi-los para outras unidades de saúde. Muitos doentes graves morrem em casa ou em algum posto de atendimento, desafogando as tristes estatísticas do HJA, em benefício da imagem do governo Marcelo Déda.

A questão inquietante é constatar um sem número de visitas, de queixas públicas e entrevistas bombásticas, mas absolutamente nada ser feito por essa turma das entidades de classe (e dos Ministérios Públicos Federal e Estadual) diante de tantos falecimentos. O HJA virou um matadouro. Por que não decretar intervenção ética? Parece existir algo insondável, intransponível, além do corporativismo, a permear tamanha letargia...

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Marcelo Déda, um Cristão Nada Ecumênico

No sábado 12/12, Marcelo Déda subiu num palanque evangélico armado na Orla da Atalaia para agradecer as orações dos fiéis, e obviamente garimpar votos. O governador quase licenciado discursou à comunidade liderada pelos pastores-deputados Mardoqueu Bodano e Antônio dos Santos e pastor-vereador Jony Marcos relembrando sua época de prefeito, quando sancionou lei incorporando um evento gospel às comemorações oficiais do aniversário de Aracaju –patrocinado com dinheiro público, frise-se.

O culto-comício citado acima, que fechou o ano cristão evangélico, contou com apoio decisivo do governo estadual e da administração comunista de Aracaju –além de verbas para a produção (palco, som, luz), teve o suporte da SSP (Polícias Civil e Militar) e Samu. Cristãos católicos, cuja tradicional procissão de Bom Jesus dos Navegantes é realizada anualmente abrindo o calendário de festividades da Igreja, e neste ano coincidiu com o aniversário de 103 anos da Paróquia de Santo Antônio, não tiveram a mesma sorte.

Marcelo Déda pode certamente escolher quem deve ou não receber dinheiro público como subvenção aos eventos comunitários, inclusive os de cunho religioso. A questão aqui é outra, porquanto Sergipe inteiro ouviu a grita do arcebispo metropolitano, Dom José Palmeira Lessa. Indignação motivada pela falta de apoio do governo Marcelo Déda e do prefeito Edvaldo Nogueira ao evento católico.

No caso, a diferença básica entre um e outro está na deferência aos discursos. No evangélico, Marcelo Déda desfiou sua ladainha e veladamente pediu votos. No católico jamais poderia fazer comício no meio da missa. Por que então colaboraria, apenas para ter o nome citado pelo padre de plantão, recomendando um agradecimento em nome da comunidade? O coração de Marcelo Déda é somente pragmático...

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A “Navalha” Agora é de Todos

O petismo nacional tratou de macular a imagem do ex-governador João Alves Filho, através da prisão do seu filho pela Polícia Federal, numa operação cujo fito era sepultá-lo política e economicamente. Não deu certo! Pesquisas apontam o Negão muito bem na opinião pública, disputando com Marcelo Déda a preferência do eleitor –no quesito finanças, as empresas da família continuam “monitoradas” por todos os órgãos de fiscalização do governo federal diuturnamente.

A informação da IstoÉ Dinheiro sobre a inclusão de Marcelo Déda num inquérito complementar à Operação Navalha –sem levar em conta o fato de no início do governo ele ter pago mais de R$ 600 mil à Construtora Gautama, a pedido de Flávio Conceição– compromete o discurso do governador da mudança para pior. Como poderá ele falar na “Navalha”, se acabou imiscuído no imbróglio?

Porém, o maior dos problemas foi criado para o conselheiro-avatar do Tribunal de Contas do Estado, Clovis Barbosa, cujo cargo foi “criado” por ato administrativo sem efeito legal, com o objetivo de enterrar Flávio Conceição e apagar da memória coletiva um homem-bomba, com ligações políticas de A a PT. Ficam assim mais claras as reais motivações de Marcelo Déda ao modelar um avatar a fim de apressadamente substituir Flávio Conceição, eleito, alias, com apoio da bancada dedista.

Pobre Clovis Barbosa. Com a inclusão do nome do padrinho na Operação Navalha, perde o suporte do discurso moralista, sem o qual passa a ser apenas o que de fato é: um arremedo, uma figura irreal. O conselheiro-avatar do TCE...

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Por hoje é só. Grato pela atenção. Um bom dia a todos!

Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009 – 17h55

Leia nesta edição:

>>> O grande exemplo do prefeito comunista...

O grande exemplo do prefeito comunista...

Contou num e-mail o radialista Ferreira Filho acerca da boa vida do prefeito comunista da Capital: “Segunda-feira, 21 de dezembro, dez e quarenta da manhã, cruzamento das avenidas Pedro Valadares e Francisco Porto. Lá se encontrava, trajando bermuda jeans, camisa do flamengo e calçado numa japonesa, o prefeito Edvaldo Nogueira. Até aí parece uma bobagem, porém, observando dia e horário, por certo não haverá dúvida que o chefe do executivo da capital estava fora do local de serviço, até porque os trajes não lhe permitiriam acesso ao trabalho”.

Ferreira Filho complementou a informação, comentando outro fato: “Nesse horário, o trânsito no citado cruzamento é intenso. Enquanto esteve por lá, Edvaldo Nogueira não recebeu sequer uma buzinada, para um possível cumprimento de algum cidadão aracajuano. Detalhe: os servidores pegaram no serviço às sete da manhã, sob pena de ter o ponto cortado, a depender do chefe do setor”.

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PAC do David Leite

Caros leitores, nem só de letras vive o homem. Atarefado sobremodo para poder adiantar inúmeros trabalhos pendentes, a fim de obter uns dias de folga, acabei por sacrificar meus escritos nesta trincheira.

Por fim, após uns dias sem dar o ar da graça, ressurjo para mais uma vez sumir. É que ficarei uns dias no meu Plano de Acomodação da Cabeça, o PAC do David Leite. Volto depois do dia 05/01.

A todos -amigos, adversários, queridos inimigos e fraternos detratores- um feliz natal e um ano novo profícuo, com saúde, prosperidade e paz, mesmo diante da boa guerra política vindoura!

Abraços...

Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009 – 16h55

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>> “Cidade das luzes”. E das vaias...

>> Enquanto isso, na Orla da Atalaia

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“Cidade das luzes”. E das vaias

Sábado à noite. Uma multidão foi acompanhar na praia 13 de Julho o acender da árvore de natal da Energisa, notório símbolo de Aracaju, reerguido após o trágico acidente com quatro vítimas fatais no ano passado.

O assessor de Comunicação da empresa distribuidora de energia, jornalista Augusto Aranha, explicou à audiência as providências tomadas para garantir a segurança do empreendimento e logo depois anunciou a presença do prefeito de Aracaju, garantindo que não havia nada programado, “mas como deixar de ouvir nosso prefeito?”.

Não deu outra! Um coro com mais de duas mil vozes embalou a sonora vaia da qualidade de vida a um aturdido Edvaldo Nogueira.

Ante o inusitado, Augusto Aranha, num momento hilário ao tentar conter a manifestação da multidão, saiu-se com esta: “Sou sergipano de Aracaju e sei que certamente não é daqui quem está vaiando. O povo de Aracaju é sempre muito educado”. Não obstante a maioria dos presentes serem aracajuanos da gema, o choroso apelo foi ouvido.

Sem pestanejar, como se já esperasse pelos apupos, o corajoso prefeito cumprimentou o povão e dirigiu-lhe breve discurso. Disse o alcaide comunista: “Essa obra merece todo nosso aplauso. A árvore faz parte do natal dos sergipanos e ajuda a transformar Aracaju na capital das luzes”.

Das luzes e das vaias...

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Enquanto isso, na Orla da Atalaia

O governador quase licenciado, Marcelo Déda, participou de evento da comunidade evangélica de Sergipe e estados vizinhos na mesma noite de sábado, na praça de eventos da Orla. A noite festiva contou com imenso público e serviu de palco para ...Marcelo Déda fazer política.

Disse ele em discurso emocionado: “Ao me colocar na política, tenho fé que Deus vai me ajudar a cumprir a missão de fazer de Sergipe um estado melhor, e do seu povo um povo mais feliz, mais respeitado e com mais direitos e cidadania. Creio que brevemente estaremos juntos novamente, trabalhando no governo para agradecer a força de todas as correntes de oração que estão ajudando na minha recuperação”.

O Marcelo Déda citado acima é o mesmo da ladainha na qual explicava a vitória de José Eduardo Dutra (veja detalhes no escrito anterior) à presidência do Diretório Nacional do PT: “Ele venceu, entre outros motivos, porque pertence ao PT de Sergipe, onde não se rouba, onde não se faz maracutaia”.

Também é o mesmo Marcelo Déda fotografado no comício evangélico ao lado de duas importantes personalidades políticas (veja foto abaixo): os deputados federais e possíveis candidatos ao Senado, Eduardo Amorim e Jackson Barreto –o primeiro integra o grupo mais escorraçado por petistas e aliados durante o ex-governo (e até hoje, diga-se); o outro foi enxotado da Prefeitura de Aracaju acusado de ...corrupção, com o voto decisivo de Marcelo Déda e de outro deputado do PT, e é vice-campeão nacional dos deputados fichas-sujas.

Os tempos mudam e, como dizem os chineses, uma imagem vale mais do que mil palavras: vejam Marcelo Déda, do PT de Sergipe, “onde não se rouba, onde não se faz maracutaia”, ao lado dos aliados com os quais diz realizar o Governo da Mudança (para Pior!) e através de quem pleiteia conquistar a reeleição. (Foto: ASN)

Entre correligionários: a tez amarelada não é sinal de vergonha,

mas sintoma da anemia ainda persistente em decorrência

das cirurgias às quais Marcelo Déda submeteu-se recentemente.