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Domingo 21 de Março de 2010 20h36

Nesta Edição Por David Leite

> O silêncio por vezes é salutar

> A praga dos ratos de rádio

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O silêncio por vezes é salutar

Fiz-me silencioso. Os dedos coçaram. Muito, aliás! Após um recesso de cerca de 50 dias, estou de volta. Descansado – e, portanto, preparado para mais um bom papo com o caríssimo publico leitor. Peço desculpas por nada ter dito (ou mesmo agora comentar) sobre meu “exílio”. Motivos outros, profundamente pessoais... Vamos aos escritos! Uma semana produtiva para todos.

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A praga dos ratos de rádio

O rádio sergipano – o matutino, “jornalístico” – está contaminado. A credibilidade dos programas supostamente informativos foi carcomida ao longo das últimas duas décadas pela presença imoral dos murídeos radiofônicos. Comprometeu-se, sobretudo, a qualidade da audiência – e, obviamente, o quantitativo de ouvintes ligados.

Em outubro do ano passado, a deputada Ana Lúcia Menezes denunciou a promíscua relação entre o governo Marcelo Déda e os ratos de rádio*. Na FM Liberdade e posteriormente na AM Cultura, para defender o papel do sindicato dos professores, a petista bateu boca com dois conhecidos ratos de rádio, a quem acusou de receber “dinheiro do meu governo para atacar o Sintese”.

Pelos meios possíveis, inclusive negativas peremptórias do secretário de Comunicação Carlos Cauê, o governo garantiu desconhecer (ou nutrir com gordas mesadas) os opinadores profissionais. Muita gente inocente, alguns aboletados na imprensa, creu no anunciado e o dito encerrou a querela.

No início do mês, o repórter Douglas Magalhães denunciou a contratação de 50 pessoas para trabalhar como ratos de rádio. A seleção teria sido criteriosa. Além de entrevistas, os candidatos passaram por simulações para medir o desempenho. Segundo apurou o jornalista, cada rato recebe R$ 4 mil/mês. Uma famosa ratazana seria o chefe da turma, sob a supervisão de um radialista.

A denúncia não passou em branco. Na mesma semana, o colunista do Jornal da Cidade Ivan Valença referendou Douglas Magalhães, afirmando: “Ratos de rádio estão de volta. Na verdade, nunca foram embora. Mas agora se prepara um ataque feroz para tirar o predomínio dos ratos da oposição”.

Opa! Ratos da oposição? Então, os ratos da denúncia de Douglas trabalhariam para o governo? A resposta está estampada na manchete deste domingo do próprio Jornal da Cidade: “Rádio vira ‘ringue’ Eleitoral”. Reportagem de Antônio Carlos Garcia acusa a “maioria dos programas matutinos de transformar informação em palanque eletrônico”.

A motivação para tanto chilique talvez esteja na abusada intervenção do murídeo-chefe Alberto Jorge, na sexta-feira (FM Liberdade). George Magalhães ouviu do inconformado rato de rádio chorosas lamúrias pelos comentários de Ivan Valença e, sobretudo, pelo humor debochado de Douglas Magalhães.

A ratazana-mãe não perdoou: “O escriba desdentado usa perfume para esconder a falta do banho diário. Deveria ocupar-se de cuidar da dentição, ao invés de comentar sobre rato de rádio, dando crédito ao jornalista cachaceiro”.

Pelo nível do “debate”, explica-se a razão pela qual o rádio sergipano nos últimos anos perdeu em qualidade (e na quantidade) da audiência...

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(*) Veja comentário sobre as denúncias da deputada em http://abraoolho-dmilk.blogspot.com/2009_10_11_archive.html)

Segunda-Feira, 18 de janeiro de 2010 | 17h30

Leia Nesta Edição | Por David Leite

| Brilhante Sugestão, a do Chip para Albano Franco

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Brilhante Sugestão, a do Chip para Albano Franco

Semana passada, recebi uma foto comovente. O enigmático deputado federal Albano Franco olhava choroso para o governador Marcelo Déda, quando este, por fim, reassumia oficialmente o comando da administração estadual. Se uma imagem vale por mil palavras, o instantâneo com as quase lágrimas de Albano Franco, diante do seu grande ídolo, resume o sentimento daquele coração apaixonado.

Porém, engana-se quem imagina ter sido o gesto de Albano Franco um ato de educada solidariedade ao político Marcelo Déda no retorno às funções, após um período afastado por problemas de saúde – o deputado tucano apenas agia no contexto público de forma similar às ações eleitorais engendradas em comum acordo nos bastidores.

Gilmar Carvalho desafiou hoje no programa dele na Ilha FM “a qualquer homem de Sergipe” desmenti-lo, quando afiançou ter ocorrido um almoço dias atrás na casa de Albano Franco, ocasião na qual o prefeito Edvaldo Nogueira discutiu a forma de apoiar – certamente de maneira velada, por conta das implicações e impedimentos legais previstos na legislação eleitoral – a provável candidatura ao Senado de... Albano Franco.

Edvaldo Nogueira não troca de camisa sem antes combinar com Marcelo Déda. Se permaneceu calado ante a provocação do radialista-deputado, mesmo detendo forte aparato de comunicação, pode-se concluir ter sido o enunciado no rádio absolutamente verdadeiro e em cumprimento a ordem superior.

Antes disso, através da imprensa oficial, o próprio governador defendeu o aliado da “escalada do Demo para cobrar a adesão de Albano Franco e ao mesmo tempo fustigá-lo com insinuações e observações desprimorosas, numa estudada estratégia de demolição da imagem do político, por alguns deles apenas tolerado e por outros explicitamente detestado, mas de quem precisam, porque o PSDB no mínimo dará a João Alves Filho um espaço maior na televisão”.

Bingo! Ponto para quem marcou a opção Marcelo Déda, acabrunhado com o desempenho do ex-governador nas pesquisas, desaba em choro quando imagina os mais de três minutos de TV do PSDB sendo usados pelo Demo para desnudar as promessas de 2006 – o PT calculava a reeleição como favas contadas e não esperava, depois das inúmeras ações rasteiras para desgastá-lo, disputar com João Alves Filho forte politicamente.

Albano Franco entra no jogo de Marcelo Déda por motivo bem particular. Doem-lhe até os cabelos ausentes sequer pensar na possibilidade de João Alves Filho (e sua fogosa trupe) voltar ao governo, não obstante depender da união de ambos a vitória em Sergipe do candidato tucano a presidente, José Serra – Aracaju, é bom lembrar, foi a única capital onde Lula da Silva perdeu no primeiro turno em outubro de 2006.

Assim, a brilhante pilheria de Marcelo Déda dita através do adulatório governamental (“... só resta agora os deputados do Demo exigirem [sic] que nos tornozelos de Albano Franco seja colocado um chip, para que eles possam com esse recurso eletrônico, [sic] seguir os passos do político no qual dizem publicamente não confiar, mas, mesmo assim, querem-no como aliado”) soa como interessante medida.

Somente com um poderoso chip plugado 24 horas, a vigiar os passos de Albano Franco (com áudio e vídeo disponíveis), seria possível ao Demo antecipar-se na defesa às artimanhas urdidas pelo deputado federal e aliados petistas para melar, seja como for, a possibilidade de João Alves Filho desbancar o contador de anedotas eleitoreiras, Marcelo Déda, para quem Albano Franco faz cara de muxoxo e quase vai as lágrimas apenas por chegar perto, como pode ser comprovado na imagem reproduzida logo abaixo.

Sim, e quem vende o tal chip, mesmo?

Quarta-feira, 06 de dezembro de 2010 – 14h55

Leia nesta edição:

>>> Huse, um Caso de Polícia

>>> Marcelo Déda, um Cristão Nada Ecumênico

>>> A “Navalha” Agora é de Todos

Antes dos escritos inaugurais de 2010, cumprimento a paciente audiência desta trincheira com votos de muita saúde, prosperidade e paz para o ano nascente. Buscarei ser breve nos comentários, com o fito de trazer o maior número possível de observações do cenário político nestes quinze últimos dias. Uma semana produtiva para todos...

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Huse, um Caso de Polícia

Verdade incontestável: 2009 foi o pior ano para a saúde pública de Sergipe. Como ignorar a desintegração administrativa do Hospital João Alves –ou Huse (Mas não Abuse, porque não Aguenta)? Até a SSP teve de ser acionada para evitar as faltas ao trabalho.

Doutor Rogério Carvalho perdeu o controle da situação –em três anos, somam cinco suas indicações para comandar o HJA. O diálogo já não mais funciona para evitar a algazarra. Apenas médicos foram denunciados à polícia. No entanto, são comuns –e não é fato apenas neste governo– as faltas de todo tipo de servidor (enfermeiros, técnicos e auxiliares...) nos plantões do Huse, especialmente nos feriados prolongados.

A situação tende a complicar-se ainda mais. Vejamos: profissionais da Neurocirurgia, especialidade existente em Sergipe apenas no HJA, estão com salários em atraso desde outubro; alguns médicos pediram demissão; das nove salas de cirurgia, apenas quatro operam, enquanto as demais servem como áreas de estabilização de pacientes pós-operatório ou para almoxarifado.

Na chamada Área Amarela, pacientes no respirador artificial passam várias horas sem a presença de um único médico plantonista, designados para atender casos mais graves ou simplesmente porque faltaram. Ontem, equipes do Conselho Regional de Medicina, da Sociedade Médica de Sergipe e do Sindicato dos Médicos realizaram nova vistoria técnica no HJA. Conceito geral: o caos aumentou consideravelmente.

Uma inovação imposta pelo secretário Rogério Carvalho inaugurou no Governo da Mudança para Pior a eugenia seletiva: médicos contratados sem concurso foram encarregados de dar alta a pacientes ou transferi-los para outras unidades de saúde. Muitos doentes graves morrem em casa ou em algum posto de atendimento, desafogando as tristes estatísticas do HJA, em benefício da imagem do governo Marcelo Déda.

A questão inquietante é constatar um sem número de visitas, de queixas públicas e entrevistas bombásticas, mas absolutamente nada ser feito por essa turma das entidades de classe (e dos Ministérios Públicos Federal e Estadual) diante de tantos falecimentos. O HJA virou um matadouro. Por que não decretar intervenção ética? Parece existir algo insondável, intransponível, além do corporativismo, a permear tamanha letargia...

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Marcelo Déda, um Cristão Nada Ecumênico

No sábado 12/12, Marcelo Déda subiu num palanque evangélico armado na Orla da Atalaia para agradecer as orações dos fiéis, e obviamente garimpar votos. O governador quase licenciado discursou à comunidade liderada pelos pastores-deputados Mardoqueu Bodano e Antônio dos Santos e pastor-vereador Jony Marcos relembrando sua época de prefeito, quando sancionou lei incorporando um evento gospel às comemorações oficiais do aniversário de Aracaju –patrocinado com dinheiro público, frise-se.

O culto-comício citado acima, que fechou o ano cristão evangélico, contou com apoio decisivo do governo estadual e da administração comunista de Aracaju –além de verbas para a produção (palco, som, luz), teve o suporte da SSP (Polícias Civil e Militar) e Samu. Cristãos católicos, cuja tradicional procissão de Bom Jesus dos Navegantes é realizada anualmente abrindo o calendário de festividades da Igreja, e neste ano coincidiu com o aniversário de 103 anos da Paróquia de Santo Antônio, não tiveram a mesma sorte.

Marcelo Déda pode certamente escolher quem deve ou não receber dinheiro público como subvenção aos eventos comunitários, inclusive os de cunho religioso. A questão aqui é outra, porquanto Sergipe inteiro ouviu a grita do arcebispo metropolitano, Dom José Palmeira Lessa. Indignação motivada pela falta de apoio do governo Marcelo Déda e do prefeito Edvaldo Nogueira ao evento católico.

No caso, a diferença básica entre um e outro está na deferência aos discursos. No evangélico, Marcelo Déda desfiou sua ladainha e veladamente pediu votos. No católico jamais poderia fazer comício no meio da missa. Por que então colaboraria, apenas para ter o nome citado pelo padre de plantão, recomendando um agradecimento em nome da comunidade? O coração de Marcelo Déda é somente pragmático...

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A “Navalha” Agora é de Todos

O petismo nacional tratou de macular a imagem do ex-governador João Alves Filho, através da prisão do seu filho pela Polícia Federal, numa operação cujo fito era sepultá-lo política e economicamente. Não deu certo! Pesquisas apontam o Negão muito bem na opinião pública, disputando com Marcelo Déda a preferência do eleitor –no quesito finanças, as empresas da família continuam “monitoradas” por todos os órgãos de fiscalização do governo federal diuturnamente.

A informação da IstoÉ Dinheiro sobre a inclusão de Marcelo Déda num inquérito complementar à Operação Navalha –sem levar em conta o fato de no início do governo ele ter pago mais de R$ 600 mil à Construtora Gautama, a pedido de Flávio Conceição– compromete o discurso do governador da mudança para pior. Como poderá ele falar na “Navalha”, se acabou imiscuído no imbróglio?

Porém, o maior dos problemas foi criado para o conselheiro-avatar do Tribunal de Contas do Estado, Clovis Barbosa, cujo cargo foi “criado” por ato administrativo sem efeito legal, com o objetivo de enterrar Flávio Conceição e apagar da memória coletiva um homem-bomba, com ligações políticas de A a PT. Ficam assim mais claras as reais motivações de Marcelo Déda ao modelar um avatar a fim de apressadamente substituir Flávio Conceição, eleito, alias, com apoio da bancada dedista.

Pobre Clovis Barbosa. Com a inclusão do nome do padrinho na Operação Navalha, perde o suporte do discurso moralista, sem o qual passa a ser apenas o que de fato é: um arremedo, uma figura irreal. O conselheiro-avatar do TCE...

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Por hoje é só. Grato pela atenção. Um bom dia a todos!

Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009 – 17h55

Leia nesta edição:

>>> O grande exemplo do prefeito comunista...

O grande exemplo do prefeito comunista...

Contou num e-mail o radialista Ferreira Filho acerca da boa vida do prefeito comunista da Capital: “Segunda-feira, 21 de dezembro, dez e quarenta da manhã, cruzamento das avenidas Pedro Valadares e Francisco Porto. Lá se encontrava, trajando bermuda jeans, camisa do flamengo e calçado numa japonesa, o prefeito Edvaldo Nogueira. Até aí parece uma bobagem, porém, observando dia e horário, por certo não haverá dúvida que o chefe do executivo da capital estava fora do local de serviço, até porque os trajes não lhe permitiriam acesso ao trabalho”.

Ferreira Filho complementou a informação, comentando outro fato: “Nesse horário, o trânsito no citado cruzamento é intenso. Enquanto esteve por lá, Edvaldo Nogueira não recebeu sequer uma buzinada, para um possível cumprimento de algum cidadão aracajuano. Detalhe: os servidores pegaram no serviço às sete da manhã, sob pena de ter o ponto cortado, a depender do chefe do setor”.

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PAC do David Leite

Caros leitores, nem só de letras vive o homem. Atarefado sobremodo para poder adiantar inúmeros trabalhos pendentes, a fim de obter uns dias de folga, acabei por sacrificar meus escritos nesta trincheira.

Por fim, após uns dias sem dar o ar da graça, ressurjo para mais uma vez sumir. É que ficarei uns dias no meu Plano de Acomodação da Cabeça, o PAC do David Leite. Volto depois do dia 05/01.

A todos -amigos, adversários, queridos inimigos e fraternos detratores- um feliz natal e um ano novo profícuo, com saúde, prosperidade e paz, mesmo diante da boa guerra política vindoura!

Abraços...

Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009 – 16h55

Leia nesta edição:

>> “Cidade das luzes”. E das vaias...

>> Enquanto isso, na Orla da Atalaia

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“Cidade das luzes”. E das vaias

Sábado à noite. Uma multidão foi acompanhar na praia 13 de Julho o acender da árvore de natal da Energisa, notório símbolo de Aracaju, reerguido após o trágico acidente com quatro vítimas fatais no ano passado.

O assessor de Comunicação da empresa distribuidora de energia, jornalista Augusto Aranha, explicou à audiência as providências tomadas para garantir a segurança do empreendimento e logo depois anunciou a presença do prefeito de Aracaju, garantindo que não havia nada programado, “mas como deixar de ouvir nosso prefeito?”.

Não deu outra! Um coro com mais de duas mil vozes embalou a sonora vaia da qualidade de vida a um aturdido Edvaldo Nogueira.

Ante o inusitado, Augusto Aranha, num momento hilário ao tentar conter a manifestação da multidão, saiu-se com esta: “Sou sergipano de Aracaju e sei que certamente não é daqui quem está vaiando. O povo de Aracaju é sempre muito educado”. Não obstante a maioria dos presentes serem aracajuanos da gema, o choroso apelo foi ouvido.

Sem pestanejar, como se já esperasse pelos apupos, o corajoso prefeito cumprimentou o povão e dirigiu-lhe breve discurso. Disse o alcaide comunista: “Essa obra merece todo nosso aplauso. A árvore faz parte do natal dos sergipanos e ajuda a transformar Aracaju na capital das luzes”.

Das luzes e das vaias...

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Enquanto isso, na Orla da Atalaia

O governador quase licenciado, Marcelo Déda, participou de evento da comunidade evangélica de Sergipe e estados vizinhos na mesma noite de sábado, na praça de eventos da Orla. A noite festiva contou com imenso público e serviu de palco para ...Marcelo Déda fazer política.

Disse ele em discurso emocionado: “Ao me colocar na política, tenho fé que Deus vai me ajudar a cumprir a missão de fazer de Sergipe um estado melhor, e do seu povo um povo mais feliz, mais respeitado e com mais direitos e cidadania. Creio que brevemente estaremos juntos novamente, trabalhando no governo para agradecer a força de todas as correntes de oração que estão ajudando na minha recuperação”.

O Marcelo Déda citado acima é o mesmo da ladainha na qual explicava a vitória de José Eduardo Dutra (veja detalhes no escrito anterior) à presidência do Diretório Nacional do PT: “Ele venceu, entre outros motivos, porque pertence ao PT de Sergipe, onde não se rouba, onde não se faz maracutaia”.

Também é o mesmo Marcelo Déda fotografado no comício evangélico ao lado de duas importantes personalidades políticas (veja foto abaixo): os deputados federais e possíveis candidatos ao Senado, Eduardo Amorim e Jackson Barreto –o primeiro integra o grupo mais escorraçado por petistas e aliados durante o ex-governo (e até hoje, diga-se); o outro foi enxotado da Prefeitura de Aracaju acusado de ...corrupção, com o voto decisivo de Marcelo Déda e de outro deputado do PT, e é vice-campeão nacional dos deputados fichas-sujas.

Os tempos mudam e, como dizem os chineses, uma imagem vale mais do que mil palavras: vejam Marcelo Déda, do PT de Sergipe, “onde não se rouba, onde não se faz maracutaia”, ao lado dos aliados com os quais diz realizar o Governo da Mudança (para Pior!) e através de quem pleiteia conquistar a reeleição. (Foto: ASN)

Entre correligionários: a tez amarelada não é sinal de vergonha,

mas sintoma da anemia ainda persistente em decorrência

das cirurgias às quais Marcelo Déda submeteu-se recentemente.

Terça-feira, 08 de Dezembro de 2009 – 18h45

Leia nesta edição:

>>> Ingrato e esquecido: este é Marcelo Déda

Ingrato e esquecido: este é Marcelo Déda

Fosse outro o acusador, não o poderoso governador Marcelo Déda, certamente haveria uma reprimenda da Executiva Nacional do PT à declaração dele sobre o motivo para a vitória de José Eduardo Dutra, aquele que abrigou em sua chapa alguns dos mais notórios mensaleiros, à presidência do PT: “Ele venceu, entre outros motivos, porque pertence ao PT de Sergipe, onde não se rouba”.

De fato, os criadores do mensalão são todos do PT de São Paulo –José Dirceu, José Genoíno, João Paulo Cunha... Mas Marcelo Déda demonstra tremenda ingratidão com companheiros tão audazes. Gente que o ajudou a eleger-se governador através de generosas contribuições financeiras não contabilizadas, encaminhadas através de agentes do PT.

Marcelo Déda também anda meio esquecido. Não lembra mais de Marinaldo Alves Santos, o famoso Gaguinho, ex-secretário parlamentar do ex-senador José Eduardo Dutra. Esqueceu também da capina em terreno cimentado, da “Micareta Picareta” e da recente compra com preço estratosférico do terreno para erguer um hospital em Lagarto...

Dita pelo atordoado governador quase licenciado na mesma ocasião do “Onde não se rouba”, a frase “Aqui não se faz maracutaia” soa ainda mais desconectada da realidade. Marcelo Déda parece desconhecer Rogério Carvalho e os mais de 200 milhões sem licitação na Saúde somente em 2007, só para citar um rápido exemplo.

Ingrato e esquecido: este é “nosso” governador, aquele que pertence ao PT de Sergipe, “onde não se rouba”.

Domingo, 06 de Dezembro de 2009 – 23h45

Leia nesta edição:

>> O vergonhoso conluio de Edvaldo Nogueira

O vergonhoso conluio de Edvaldo Nogueira

Quem critica a profícua letargia da administração Edvaldo Nogueira na realização de obras, surpreende-se com a ligeireza dedicada a encerrar o mais rápido possível os serviços de pavimentação e do esgotamento fluvial e sanitário no entorno do terreno onde a Construtora Norcon irá edificar o condomínio “Quatro Estações”, no bairro Atalaia.

Em meados do semestre passado, a empreiteira (que figura entre os maiores doadores da campanha à reeleição de Edvaldo Nogueira) adquiriu quatro lotes na Avenida Vinícius de Moraes e aplicou tapumes com propaganda do novo condomínio. Semanas depois, os tapumes foram retirados e hoje existe apenas o terreno cercado. Tudo leva a crer, os tapumes foram retirados para evitar ilações entre o novo empreendimento e a obra tocada em regime de urgência urgentíssima.

Quarta-feira 02/12, 14h30. O andamento da empreitada no Bairro Atalaia (veja fotos abaixo) confirma a informação colhida pelo Abra-O-Olho: tocada pela empresa Torre, responsável pelo recolhimento do lixo em Aracaju e alçada a faz-tudo na administração do prefeito comunista, a obra deve ser entregue em meados de janeiro .

Além de suscitar o conluio entre a prefeitura de Edvaldo Nogueira e um dos financiadores de sua campanha, a rapidez na realização das obras também afronta porquanto outros serviços executados pela administração municipal estão quase parados ou simplesmente paralisados –apenas um exemplo: o sistema de esgoto, a pavimentação e a construção de casas no Bairro Coqueiral, abandonado faz seis meses.

Por outro lado, há fragrantes hilários. Os insaciáveis aplicadores de multa de trânsito da prefeitura nunca fiscalizaram as obras no Bairro Atalaia. O caminhão da empresa Torre que despejava água para facilitar a compactação do solo onde será aplicada a pavimentação trabalhava sem a placa de identificação do veículo (foto abaixo).

Numa área mais adiante, no terreno onde a Construtora Cosil, empreiteira de propriedade da noiva do fidalgo prefeito Edvaldo Nogueira, também edifica um condomínio de luxo, equipes de limpeza da Torre capinavam a área (fotos abaixo), certamente para deixá-la mais agradável aos olhos dos futuros compradores do empreendimento. Detalhe sórdido: apenas aquele trecho do Bairro Atalaia tinha equipes de limpeza. Nas demais ruas, entulho e lixo se acumulavam.

Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2009 – 16h45

Leia nesta edição:

>> Cadeia para José Roberto Arruda é pouco...

>> “Panetone” do Governo de Sergipe é suspenso...

Cadeia para José Roberto Arruda é pouco.

Merecia uma surra toda dia, durante 50 anos

O publicitário baiano Marco Gavazza encontrou a mais criativa solução para extinguir a corrupção no Brasil: “Tombá-la como Patrimônio Imaterial. Fica oficial, deixa de ser escândalo e vira cultura”.

Stanislaw Ponte Preta dizia: “Ou nos locupletamos todos ou se restabeleça a moralidade”. O descarado governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, envergonha pelo cinismo. Para ele, cadeia é pouco. O ideal seria aplicar no meliante uma surra diária de 50 chibatadas durante 50 anos.

O ex-tucano, sete anos após ressurgir das cinzas políticas, depois de ter renunciado ao posto de senador (para não ser cassado), elegeu-se deputado federal (2002) pelo Demo. Votação estrondosa: 324.248 votos (ou impressionantes 26,6% dos votos válidos para deputado federal). Em 2006 foi eleito governador da capital federal.

Numa cidade acostumada a conviver com exibições grotescas de todo tipo de privilégio e desperdício de dinheiro público, José Roberto Arruda chegou pela contramão. Demitiu funcionários, pôs as contas em ordem, enfrentou grevistas e freou um processo histórico de invasão de terras públicas. O povo respondeu com 74% de aprovação a seu governo.

Não subornar e não aceitar suborno. Subornar e aceitar suborno. Difícil escolha? Não para alguém com reeleição garantida com folga, porquanto tinha um governo amplamente aprovado. José Roberto Arruda não precisava locupletar-se. Como explicar tamanha imbecilidade (ou ganância) senão pela ótica de ser a corrupção outro indissociável patrimônio imaterial do Brasil? Marco Gavazza tem razão...

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“Panetone” do Governo de Sergipe é suspenso.

Por enquanto, acredite

Foi preciso muita, muita chiadeira mesmo para, finalmente, o governador quase licenciado Marcelo Déda dar um tempo na distribuição de cestas básicas de alimentos. O “Número Um” não suportava mais ouvir as numerosas queixas de prefeitos e candidatos a deputado.

Quem comandava a distribuição do “panetone” sergipano? A nobre deputada Conceição Vieira, secretária de Combate à Pobreza, acusada faz tempo de uso político das cestas básicas compradas com dinheiro público. Marcelo Déda não prestou qualquer favor à sociedade nem agiu visando a evitar o uso político da distribuição. Aliás, como há estocados mais de 200 mil desses mimos a serem entregues durante o período da estiagem, alguém terá de fazê-lo!

Quando a deputada coordenava as entregas, além de garimpar votos para si, também pedia para Marcelo Déda. Ou alguém duvida disso? Trocando em miúdos: o governador quase licenciado apenas encampou, por enquanto, o comando direto da distribuição das cestas de alimentos, que antes de atender os interesses eleitoreiros de Conceição Vieira cumpriam função semelhante sob o comando da professora Ana Lúcia Menezes, afastada do cargo de secretária por divergências quanto... (entre outros conflitos) à distribuição de cestas básicas!

A gulosa Conceição Vieira, aquela deputada que desfila com carro de som pelas ruas da capital e do interior fazendo escancarada propaganda eleitoral antecipada dela própria, não ficou nada satisfeita com a decisão do chefe maior de cortar seu “panetone”. Certos compromissos políticos firmados pela secretária com sua turma de cabos eleitorais agora terão de esperar até o período do carnaval antecipado, quando a poeira já estará baixa e os ouvidos dos queixosos apenas atentos ao batuque dos atabaques...

Terça-feira, 01 de Dezembro de 2009 – 20h05

Leia nesta edição:

>> É Duro Ser Vidraça

>> A Vaidade é um Veneno

É Duro Ser Vidraça

Edvaldo Nogueira foi entrevistado nesta terça-feira pelo jornalista Gilmar Carvalho (Ilha FM). Por cerca de 120 minutos, o prefeito respondeu sobre temas diversos. Centrou esforços, porém, para vender seu peixe: a decantada qualidade de vida de Aracaju, fruto de uma administração operosa.

Por cerca de 90 minutos, Edvaldo Nogueira falou sozinho –o telefone esteve suspenso e só foi liberado nos 30 minutos finais do programa. Foi um massacre quando os ouvintes finalmente puderam apresentar ao prefeito a verdadeira qualidade da vida dos cidadãos menos abastados. Edvaldo Nogueira ficou aturdido.

A cada nova intervenção da audiência –curiosamente os ratos de rádio não compareceram para trabalhar– o prefeito via-se numa enrascada. Quando alguém lhe informou ter passado 60 dias para realizar um exame médico num posto de saúde municipal, Edvaldo Nogueira teve o desplante de dizer, numa péssima comparação, que o mesmo ocorreu com ele quando precisou usar os serviços da Unimed...

Alguém precisa dizer a Edvaldo Nogueira que qualidade de vida pressupõe serviços públicos dignos para atender a população mais pobre. Rico não precisa de médico nem de professor pago pelo erário. Se a qualidade de vida só alcança quem mora na Zona Sul, não conta.

Depois das pedradas dos ouvintes, Edvaldo Nogueira arranjou rapidinho um “culpado” para a calamitosa situação: o apresentador do programa. Na saída da emissora, imaginando-se longe de ouvidos curiosos, comentou com o secretário municipal de Comunicação, jornalista Marcos Cardoso: “P... Marcos, Gilmar só bota pra f...”. É duro ser vidraça!

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A Vaidade é um Veneno

O burburinho quanto ao “bom desempenho” do governador Belivaldo Chagas, especialmente no trato com aliados e assessores, incomodou Marcelo Déda. Contrariando orientação médica, incontido, Ele retornou de São Paulo. Resultado do abuso: na semana seguinte, com urgente crise, era operado pela segunda vez no Hospital Sírio Libanês.

Sábado retrasado, Marcelo Déda retornou a Sergipe para votar na eleição que escolheu a nova diretoria do PT, ocorrida no domingo. Deu entrevistas, cumprimentou a militância, e apesar da aparência fragilizada, manteve o sorriso largo e a verve poética.

Marcelo Déda ainda não decidiu quando reassume oficialmente o comando do governo. Sobre Belivaldo Chagas, a quem define como correto, o governador ressalta a lealdade do seu vice: “Tenho participado cada vez mais do governo, até porque Belivaldo me consulta sempre e me mantém informado do dia a dia da administração”.

Quem ouve Marcelo Déda proferir loas sobre Belivaldo Chagas é levado a crer na absoluta intenção do governador em cumprir as ordens médicas de repouso, para acelerar a recuperação. Lamentavelmente, a vaidade tem-lhe sido o maior empecilho.

Novamente incontido, o governador licenciado presidiu na segunda-feira uma reunião com o governador em exercício, e os secretários da Segurança Pública, Casa Civil, Governo, Comunicação, além do presidente do Banese. Pauta: discutir a situação de militares em desvio de função.

Só a soberba vaidade de Marcelo Déda poderá justificar a presença dele no encontro. Belivaldo Chagas, aquele com quem o governador licenciado conversa sobre tudo, poderia encaminhar a solução de acordo com suas determinações. Mas a Marcelo Déda não basta ordenar, até para mostrar quem de fato manda –como se todos já não soubessem.

Belivaldo Chagas tem sido recorrentemente humilhado, especialmente pelo grupo mais afinado diretamente com Marcelo Déda. Cada passo do governador em exercício é monitorado. Nenhuma ordem dada por ele é executada sem o “de acordo” do “Número Um”. Agora, o próprio Marcelo Déda demonstra seu menosprezo pelo vice-governador.

A vaidade é um veneno. Marcelo Déda foi obrigado a submeter-se a uma segunda cirurgia, após quase um mês da primeira, por não respeitar os limites do corpo ao encantar-se com a voz do ego. A melhor atitude para garantir-lhe o pronto restabelecimento físico é tentar controlar o desejo imensurável pelo mando, e atentar para o prejuízo que pode causar a si e aos demais do seu ajuntamento político caso não esteja devidamente preparado para o embate de 2010.

Domingo, 29 de Novembro de 2009 – 21h05

Leia nesta edição:

>> Nuzuvidos do Povo Só Naurêa

>> Conceição Vieira é Muito Abusada

Nuzuvidos do Povo Só Naurêa

Preparem-se! Vem aí um grandioso barulho. Artistas ligados à música urdem expor publicamente certo entrave com o governo estadual e a prefeitura de Aracaju: a nítida preferência dos âmbitos culturais das respectivas administrações pela banda sergipana Naurêa.

Inicialmente, deve-se dar o desconto devido aos invejosos, porquanto, apesar de bastante caricata e do ralo conteúdo cultural tipicamente local, a banda fez um público entre os “cabeças”, sobretudo pré-universitários e universitários.

Para além do namoro com este público específico, a Naurêa tem sido imposta a todo tipo de audiência nos eventos pagos com dinheiro do erário nos últimos cinco anos –Forrocaju, Reveillon, Projeto Verão, Sergipe Verão tiveram a participação da banda. Na programação do Projeto Verão Sergipe 2010, lá está a onipresente Naurêa.

No sábado 14/11 o Parque da Sementeira foi palco do Projeto Circuito Cultural BR, promovido pela Petrobras em parceria com a Secretaria Estadual de Cultura e a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Esporte (Funcaju). Representando Sergipe estava quem? Naurêa...

A presença da Naurêa em todos os eventos bancados pelo governo estadual e pela prefeitura da capital tem deixado os demais artistas irritados. De fato, observando a “coincidência” –apenas uma outra banda, a Maria Escombona, fura o bloqueio em alguns momentos–, a pulga coça atrás da orelha.

Em 20/05, a Agência Sergipe de Notícias informava o início da quarta turnê internacional (entre 28/05 e 28/06) da Naurêa, com apresentações na Alemanha e Suíça. Disse a então secretária estadual de Comunicação, Eloísa Galdino: “A Naurêa é uma das mais importantes bandas da cena musical de Sergipe”. A ladainha serviu para justificar os R$ 15 mil pagos por Madame Galdino a Naurêa para custear as passagens aéreas para a Europa.

Deve haver alguma boa razão para o afetuoso carinho exclusivista com a Naurêa, pois, além de bancar as apresentações da banda, as administrações de Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira também garantem subsídios para a insossa batucada perambular mundo afora, em detrimento de todos os demais artistas locais.

Mas afinal, por que só a Naurêa toca e desfruta de alto prestígio? Uma dica: o baixista da Naurêa, conhecido como Alemão, é diretor de Cultura da Funcaju. Outra interessante dica: um dos vocais da Naurêa, Alex Santana, é diretor de Programação do Sistema Aperipê. De quebra, a mulher dele também é funcionária da Funcaju...

Por tudo isso, parafraseando a vaidosa secretária estadual de Cultura, Eloísa Galdino, “a cena musical de Sergipe” subiu o tom. O desconforto tornou-se ira e, nada contra a Naurêa em especial, o chumbo promete ser grosso. É aguardar para ver!

A Preferida do governo no Projeto Verão 2008

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Conceição Vieira é Muito Abusada

Como se completamente dopada, longe do mundo real, a deputada Conceição Vieira, secretária estadual de Combate à Pobreza, segue com a campanha antecipada à reeleição. Nada (ninguém) a impede de afrontar o calendário eleitoral.

Sexta-feira, 27/11, 08h45. Início da Rua Nestor Sampaio em Aracaju. O veículo Kombi (carro de som) de placas HZT1059 convidava a população do bairro Ponto Novo para um encontro na associação de moradores, onde seriam realizadas atividades sociais patrocinadas com dinheiro público.

O veículo foi fotografado (veja as fotos logo abaixo), para uma vez mais –a terceira, aliás– suscitar o Ministério Público Eleitoral e o TRE a praticarem a inconveniente, porém importantíssima missão, de evitar aos poderosos o uso da máquina pública em benefício próprio, além de coibir eventuais atropelos a Lei Eleitoral, supostamente ainda em vigor no país.

Conceição Vieira é de fato muito abusada. Desfilou com retrato enorme num minitrio pelas ruas de Itabaí durante a Festa do Jegue, tradição do município (veja escrito anterior). Semana retrasada, usou o mesmo minitrio para anunciar um evento social patrocinado por ela na comunidade do Conjunto Augusto Franco. Na sexta-feira, de Kombi sonorizada, vadiou pelas ruas do Ponto Novo, desta vez para anunciar serviços sociais de uma associação, pagos com dinheiro público.

A questão é: quando, finalmente, vai se dar um basta nisso tudo?

A quem interessar possa: HZT 1059 é a placa