Segunda-feira, 19.05.08 - Ano II - Edição Número 264

Mais uma vez peço desculpas ao estimado público leitor pelo espaçamento na publicação de novas edições. Afazeres profissionais limitam o exíguo tempo. Bem, mas voltamos à trincheira...
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QUEM GRAVOU?
A semana encerrou com a enigmática sugestão do governador Marcelo Déda a Edvaldo Nogueira para processar judicialmente aliados do senador Almeida Lima, acusados pelo deputado federal Jackson Barreto de pichar muros e paredes em Aracaju com “frases desabonadoras à imagem” do prefeito comunista. Tudo começou terça-feira, no programa do radialista-deputado tampão Gilmar Carvalho. Jackson Barreto disse ter em mãos gravação com o ex-vereador Marcélio Bomfim, assessor de Almeida Lima, comandando pichadores e alertando para não falarem no nome do senador, caso fossem pegos em flagrante. As pichações com a frase “Fora dengue, fora Edvaldo” apareceram na semana retrasada, na madrugada da quinta-feira. Para Jackson Barreto, “a campanha nem começou e a baixaria já corre solta”. Sobre baixarias em campanhas eleitorais – e também, antes e depois delas –, o nobre deputado, cujo histórico judicial tem quase cinco quilômetros de extensão, é catedrático. O hoje sexagenário Jackson Barreto, talvez em respeito às madeixas brancas tingidas de acaju, não negou as delinqüências da juventude. Ele contou a Gilmar Carvalho, vertendo as homéricas e onipresentes lágrimas de crocodilo, sua epopéia como pichador. Àquela época, pichava-se por uma causa justa: derrubar a ditadura! Jackson Barreto, contudo, não encerrou a carreira de pichador com o fim da ditadura, como fez crer no programa do Cão-Cão. Preceptor de toda uma geração de grandes pichadores de esquerda, o deputado deu continuidade ao uso indiscriminado da pichação como instrumento covarde para achincalhes virulentos contra a honra e a moral dos adversários também no período democrático. Jackson Barreto, inclusive, tinha cuidados especiais com sua trupe de elite de pichadores de alta confiança. Batizou um deles, o ex-vereador Luis Carlos dos Santos, com a sugestiva alcunha de Branca de Neve, para despistar a Polícia. Negro, forte e alto, Branca de Neve passava incólume pelos policiais, que procuravam “o cara branco e franzino”. Marcélio Bomfim foi colega de pichação de Jackson Barreto, Marcelo Déda, Edvaldo Nogueira e de uma centena de outros vanguardistas da esquerda sergipana, especialistas em borrar muros e paredes. Um dos mais lendários causos, sempre rememorado quando os mestres da pichação têm encontros etílicos para enaltecer o passado glorioso, conta da “timidez” de Marcelo Déda. Na hora de pegar na brocha para pichar a antológica frase “Abaixo a ditadura!”, o esgalgado estudante de Direito sempre dava um jeitinho de escapar de fininho – quem era preso, invariavelmente tomava uns tabefes. A obscura atitude de Marcelo Déda de induzir o prefeito comunista a pedir ao Judiciário para punir os pichadores de hoje revela um interessante sintoma de “autismo seletivo”. Para ele, a percepção da (real) realidade é apenas a que lhe convém. Marcelo Déda, de fato, deveria mandar descobrir o verdadeiro criminoso de toda essa pendenga. Afinal, quem invadiu a reunião do PMDB e gravou clandestinamente todas as conversas tratadas e em seguida repassou a fita gravada – graciosamente ou recebendo algum provento – a um político adversário do grupo pichador? O precedente é perigoso! A SSP precisa urgentemente investigar – e descobrir, claro! – quem é o autor das gravações, quem mandou gravar e se houve transação comercial das informações (a fita em si), cujo teor, apesar de risível, expõe as entranhas do modus operandi de uma entidade de direito público supostamente inviolável. Estaríamos diante de um PMDBgate? Jackson Barreto e Marcélio Bomfim tiveram a vida esmiuçada pela ditadura. Ambos sofreram o horror do confronto direto com um regime de exceção arbitrário. O deputado diz que parou de pichar. O assessor foi flagrado ordenando pichações. A grande diferença é que a bisbilhotice de agora acontece num ambiente de suposta democracia! Lamentável, porém, é que um chefe de Governo esteja mais preocupado em garantir punição a quem pichou a hilária “Fora dengue, Fora Edvaldo” do que por investigar quem é o canalha que anda gravando as reuniões políticas alheias. Mesmo sendo um “advogado chumbrega” (conforme foi definido pelo compadre-presidente Lula da Silva), Marcelo Déda deve conhecer minimamente de leis. Sabe não ter havido crime na pichação. Mas há um crime que Marcelo Déda pode contribuir para elucidar, por ter o instrumental necessário. Daria, por conseguinte, grande contribuição à manutenção do Estado de Direito e à prerrogativa constitucional da privacidade. Afinal governador, dá para mandar saber quem gravou a reunião?

Terça-feira, 12.05.08 - Ano II - Edição Número 263

GENTE, NÃO PERCA TEMPO
O descaramento da banda podre da imprensa sergipana é notório. Mas nada supera o engajamento da camarilha do Jornal da Cidade. Bastou o governo da mudança para pior rebatizar o Hospital João Alves de Huse (Hospital de Urgência de Sergipe) para o bando esquerdista infiltrado no JC reproduzir a hilária cantilena. Porventura passou pela cabeça dos áulicos jornalistas do Jornal da Cidade estar o povo alheio à imposição do novo nome? .
NA CORDA BAMBA
Pode até ser verdadeira a afirmação do deputado-secretário de Saúde, Rogério Carvalho, quanto a ter gasto menos em dispensa de licitação – ele prefere chamar de “dispensa emergencial” – em 2007, que o ex-governo em 2006 (Jornal da Cidade, 11/05). A questão, porém, reside na aplicação digna dos recursos. Existem suspeitas de superfaturamento em várias compras – algumas, inclusive, estão sendo “avaliadas” pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). Por conta disso, o vice-líder da bancada de oposição na Assembléia, Augusto Bezerra, já protocolou no TCE duas representações contra Rogério Carvalho. Ambas pela contratação de R$ 171 milhões sem licitação, só no ano passado. É aguardar o resultado... .
QUEM NÃO CHORA...
Uma coisa é certa. Só saiu com alguma grana a mais na disputa pela reposição salarial entre os sindicalistas do PT e o governo das mudanças para pior quem esbravejou mais alto. Apesar dos recados ameaçadores do governador Marcelo Déda aos policiais, os milicos e civis foram os grandes beneficiados – um coronel da PM passa a receber R$ 8,8 mil. Saíram-se melhor até que os professores, tradicionalmente mais aguerridos. No caso dos professores, aliás, a derrocada da categoria é vergonhosa. Quem ganha mil reais de salário-base, por exemplo, vai receber em maio R$ 1.050,00 + 60% de regência (se tiver). Quem também bradou grosso e acabou “sensibilizando” os ouvidos de sua alteza foram os sindicalistas petistas do fisco! Agregam a partir de agora algumas gratificações ao salário final. Já quem não pôde reclamar ou fazer greve – caso dos sindicalistas petistas da saúde, por conta da epidemia de dengue –, terá de se contentar com 5% de reajuste linear. Pior ainda para quem recebe o salário mínimo e não conta nem com sindicalistas do PT para defendê-los nem com qualquer outro tipo de sindicalista. Como o reajuste nesta faixa de remuneração é definido pelo governo federal, o “aumento” vai repor apenas as perdas inflacionárias e ponto final. Assim, o ditado “quem não chora não mama” cai como uma luva para definir a relação entre os petistas dos sindicatos e os petistas governistas. Interessante, muito interessante...

Segunda-feira, 11.05.08 - Ano II - Edição Número 262

ENTREVISTA
Nesta segunda-feira será apresentada pela TV Cidade a entrevista que concedi a Gélio Albuquerque na sexta-feira. Trato, entre outras questões, do processo movido contra mim pelo deputado-secretário estadual de Saúde, Rogério Carvalho. O programa vai ao ar às 23h45 e será reprisado na terça-feira no mesmo horário. .
QUADRIMESTRE FECHA
COM 400 ÔNIBUS ASSALTADOS
A edição 174 (22/10/2007) deste ABRA-O-OLHO informou sobre a instalação de câmeras de vídeo em 70% da frota do sistema integrado de transporte da Grande Aracaju. Custaram às empresas de ônibus e a Secretaria de Segurança Pública 500 mil reais. O secretário Kércio Pinto dizia que elas inibiriam os assaltos. Os empresários do setor e os trabalhadores dos coletivos definiram a cantilena do delegado como grandiosa balela. Na dúvida quando ao efeito das câmeras, o próprio Kércio Pinto se comprometeu a manter o policiamento ostensivo nas proximidades de pontos de parada e terminais. Não cumpriu a promessa. Lá se vão sete meses e 19 dias desde a primeira semana de funcionamento das câmeras e os bandidos nem deram conta delas. Aliás, a polícia também não. Servem apenas de enfeite. O presidente do Sintra (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Aracaju), João Batista, não sabe precisar o tamanho do estrago ou mesmo fazer a média mensal exata de assaltos. O dado oficial aponta que entre janeiro e abril deste ano foram registrados 401 assaltos a ônibus. Excetue-se daí os ocorridos durante o período de greve da Polícia Civil, que suspendeu as atividades e, conseqüentemente, o registro de boletins de ocorrência. Somente na quarta-feira passada sete veículos foram rendidos pelos bandidos no Conjunto Jardins e no Parque dos Faróis. Entre sexta-feira e a madrugada de ontem, mais seis ocorrências foram registradas. Agora são 407 assaltos... A Zona Norte da cidade virou palco de guerra: bandidagem x população pobre. Pois a polícia sumiu! O governo das mudanças para pior resolveu fechar a delegacia plantonista da região. A situação passou de péssima para degradante. Há um consenso sobre a incapacidade do governo do PT de gerir a segurança pública. Mas não se pode culpar unicamente a cúpula petista da SSP por todas as mazelas. Os petistas infiltrados nas Polícias Civil e Militar e nos sindicatos compartilham a (ir)responsabilidade. Não se justifica ocorrerem assaltos sempre nas mesmas rotas e horários e não haver ação preventiva, apenas porque petistas em desacordo com o governador Marcelo Déda resolveram trabalhar contra o governo das promessas ao vento! As pendengas, contudo, devem arrefecer. O processo de reestruturação salarial da categoria foi aprovado. No final deste mês, os policiais receberão 5% de reajuste. Em junho, as gratificações serão incorporadas. Em dezembro de 2010, a base salarial será de 45% do valor pago aos delegados – hoje em torno de R$ 7,8 mil. A carga horária de trabalho passa de seis para oito horas diárias, fechando em 40 horas semanais. Espera-se agora que a cúpula petista da SSP e os petistas infiltrados na polícia e nos sindicatos se entendam e passem a trabalhar para livrar o povo pobre desta epidemia de assaltos a ônibus. Salário baixo deixou de ser um problema...

Sexta-feira, 09.05.08 - Ano II - Edição Número 261

AFINAL, QUEM É NILSON LIMA?
Os servidores estaduais apostaram alto quando uniram forças para eleger o governo das mudanças para pior. Embalados pelo discurso mudancista, confiaram acima de tudo na ligação entre a categoria, através das representações sindicais, e o PT – partido majoritariamente sindicalista. Não por acaso, na terça-feira o Sintese saiu às ruas num carro de som para acusar o governador Marcelo Déda de ter traído os professores. A confiança mútua de outrora se transfigurou numa relação conturbada, com palavras ofensivas ditas por ambos os lados. Mais intrigante ainda é o tratamento dispensado pelo governo do PT aos representantes dos policiais civis. Mês e pouco atrás, a categoria apresentou proposta de readequação salarial. Agentes de polícia (salário-base: R$ 420), auxiliares (R$ 420) e escrivães (R$ 620) passariam a receber até o final do governo 60% do salário-base dos delegados de 1ª classe, atualmente em R$ 7,8 mil. Para chegar ao porcentual, inicialmente seriam incorporadas as gratificações e vantagens. Num prazo de 32 meses, os valores sofreriam progressão vertical até atingir o equivalente hoje a R$ 4,2 mil. Ao final do mandato de Marcelo Déda, os policiais civis sergipanos teriam uma das melhores remunerações do país. O secretário de Fazenda, Nilson Lima, manteve pessoalmente dois encontros com os representantes sindicais. No primeiro, apresentou como contraproposta a incorporação de apenas 20% das gratificações e vantagens. A proposta foi recusada unanimemente. “Era nada sobre coisa nenhuma”, conforme definiu o vice-presidente do sindicado, Antônio Novaes. No segundo, ocorrido na quarta-feira, esteve por duas vezes com os policiais. Na primeira ocasião, surpreendeu os sindicalistas quando sugeriu pagar a proposta da categoria com uma mínima diferença. Ao invés dos 60% pedidos, o porcentual cairia para 50%, mas nos mesmos moldes da proposta anterior. Como contrapartida, os policiais passariam a trabalhar não mais seis, mas oito horas diárias, fechando quarenta horas semanais. Eufóricos, alguns parlamentares da bancada governista e sindicalistas mais afoitos até prepararam “a marvada” para comemorar a “grande vitória dos policiais e o presente do governador Marcelo Déda”. Por volta das 21h00, os sindicalistas foram chamados à Secretaria de Fazenda para bater o martelo. Acompanhado dos colegas Jorge Aberto (Administração) e Oliveira Júnior (Casa Civil), Nilson Lima mais uma vez surpreendeu os policiais. Depois de “estudar detalhadamente” as planilhas apresentadas pela categoria, o secretário de Fazenda explicou ser impossível atender àquela proposta feita por ele mesmo algumas horas antes. “Causaria um tremendo impacto na folha salarial”, justificou. Chupando dedos, os policiais, ainda atônitos, deixaram as negociações para o dia de ontem, na esperança de Nilson Lima, depois de refletir sobre os números, confirmar a proposta feita à categoria. Até o fechamento desta edição, vigorou o silêncio. Parece piada, mas o flagrante desrespeito do governo Marcelo Déda com os funcionários públicos, e especialmente com as representações sindicais, tem se tornado corriqueiro. Como justificar a irresponsabilidade do comissário gestor do Erário estadual ao propor um reajuste sem ter antes estudado o impacto nas finanças supostamente coordenadas por ele mesmo? E para completar, passando a ilusão a centenas de trabalhadores e seus familiares de que as reivindicações acordadas horas antes seriam plenamente atendidas... É mais uma das desastrosas inovações do governo das mudanças para pior a ser incluída no anedotário sergipano!

Quinta-feira, 08.05.08 - Ano II - Edição Número 260

NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato dos Radialistas de Sergipe e o Sindicato dos Jornalistas de Sergipe vêm a público apresentar seus mais veementes protestos e repúdio contra a posição assumida pela diretoria do Hospital João Alves Filho, que numa atitude descabida, sem sentido e sobretudo arrogante e antidemocrática, proibiu no dia 05/05 que a imprensa sergipana tivesse acesso às dependências daquele hospital, que estava recebendo a visita de alguns parlamentares que buscavam ver de perto os problemas que ocorrem diariamente e principalmente agora com os casos de dengue surgidos em Sergipe.
Entendemos que, com essa atitude, a imprensa sergipana teve o seu direito à liberdade de informação tolhido. Rogamos ao espírito democrático do governador Marcelo Deda para que ele venha tomar uma posição clara no sentido de garantir aos profissionais de comunicação de Sergipe o livre desempenho do exercício profissional e que possam, assim, cumprir com o seu importante papel constitucional na sociedade, que é o de bem informar a população.
Sindicato dos Radialistas de Sergipe (Sterts)
Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor)
. "NA ONDA DO IÊ-IÊ-IÊ"
diz o surrado ditado: "Quem tem cútis tem medo"! A mais acovardada e apequenada imprensa do Brasil, calou-se de novo.
Afora Giovani Allieve (Correio de Sergipe), nada foi dito ontem da solicitação do líder da oposição na Assembléia, Venâncio Fonseca, sobre aos gastos definidos por ele como "promoção pessoal" de Eloísa Galdino (Veja edição anterior em www.abraoolho.net).
Enquanto o deputado quer saber quanto a secretária estadual de Comunicação Social "investiu" nos jornais e revistas onde fotos e entrevistas dela são destaques, a imprensa paraestatal preferiu dar conhecimento da intenção do deputado-secretário estadual de Saúde, Rogério Carvalho, de processar o vice-líder da oposição da Assembléia, Augusto Bezerra.
É uma questão de prioridades!
Criar um "mal-estar" com madame Eloísa Galdino por conta de assunto tão comezinho pode gerar perdas significativas. Por outro lado, o afago a quem momentaneamente detém o poder é prática secular e rotineira da imprensa sergipana.
O complicado da situação é ponderar a cabeça de quem formula tão brilhantes estratégias. Será mesmo possível esconder do respeitável público qualquer tema desinteressante, apenas para agradar ao "patrão" da vez?
As vezes me vem à cabeça certo filme dos Trapalhões...
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MAIS UMA
O deputado Mendonça Prado vai representar o governador Marcelo Déda no Ministério Público por "superfaturamento" na compra do terreno de 3,67 hectares destinado ao hospital estadual de Lagarto pelo preço de R$ 650 mil. Detalhe sórdido: a referida área é apenas uma nesga de outra muito maior (com 25,03 hectares), vendida dois meses antes por R$ 100 mil.

Quarta-feira, 07.05.08 - Ano II - Edição Número 259

O ABRA-O-OLHO RECOMENDA
Dentro das comemorações dos 15 anos do Bloco Ecológico Caranguejo Elétrico será realizado em 24/05, na casa de eventos atrás do Restaurante Deppan Rio Poxim), o forró pé-de-serra com Valtinho do Acordeon & banda e a banda Zé Tramela. Participação especial de César Leite e a boneca Genoveva. Individual: R$ 15,00. Mesa em ala vip com serviço de bar: R$ 80,00 para quatro pessoas. Contatos: 9993.8105, com Antônio Leite.
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MAGOOU
Machucou muito o caudaloso queixo-duro do deputado-secretário estadual de Saúde, Rogério Carvalho, a visita dos deputados da oposição ontem pela manhã ao Hospital João Alves Filho. No programa do radialista-vereador Fábio Henrique, ainda furioso pela “invasão”, ele prometeu ajuizar à Comissão de Ética da Assembléia pedido de cassação de mandato, por quebra do decoro, contra o deputado Augusto Bezerra, vice-líder da oposição, acusado de comandar a trupe de visitantes. Augusto Bezerra nega. “Tentaram desvirtuar. Foi apenas uma visita”. O deputado lamentou a proibição da presença da imprensa na vistoria. “Quando não se permite o acesso da mídia é porque as imagens não dariam dignidade ao governo. Os pacientes estão misturados. É homem com mulher, adulto com criança. Pessoas por todos os lados. Não queremos constranger ninguém, mas é a realidade do hospital sob o comando do PT”. Por sua vez, o líder oposicionista Venâncio Fonseca relembrou a visita do governador Marcelo Déda ao João Alves em 17/12/2007. “Ele levou a imprensa e mostrou os corredores limpos, sem macas. Expôs uma realidade que não existe. Hoje (ontem), jornalistas e radialistas foram impedidos de ver e comprovar a incompetência de um governo que ameaça sindicalistas de demissão e quer cortar o ponto dos professores que reivindicam um aumento justo”. No rádio, Rogério Carvalho tentou tirar dos próprios ombros a responsabilidade pelas mazelas na Saúde estadual e creditá-las ao ex-governador João Alves Filho: “Ele passou 12 anos e não resolveu nada. Estamos a apenas um ano, reconstruindo o que foi destruído. O povo precisa esperar o tempo concedido a Marcelo Déda para solucionar os problemas”. Augusto Bezerra aponta um outro culpado. “O governo gasta entre R$ 15 mil e R$ 20 mil numa propaganda para dizer ‘estamos enviando R$ 3 mil para tal município cuidar da dengue’. Só pode ser piada. Vive-se o caos na saúde pela incompetência, pela falta de governo”. Com o coração ferido, alquebrado por ter a amazônica vaidade dilacerada diariamente, Rogério Carvalho tem atirado às cegas para todos os lados. Com o humor nos joelhos, mal acorda e já ameaça servidores, pede a prisão de jornalista e promete cassar mandato de deputado. Pior, agride a inteligência do respeitável público, imputando à terceiro – um ano, cinco meses e seis dias depois do início do governo a que ele “serve” – a culpa pelas próprias fraquezas e omissões. O receio de perder o rendoso emprego a qualquer momento, tema recorrente dentro e fora do governo das mudanças para pior, atormenta e desequilibra o deputado-secretário. Carma, Rogério, carma...
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ATÉ QUANDO?
A espera promete ser longa. Ontem, mais uma vez, os professores não ouviram do líder governista na Assembléia, Francisco Gualberto, qualquer mínima menção ao índice de reajuste salarial dos servidores da Educação. Em greve e acampada na sede do Parlamento estadual há uma semana, a categoria aguarda ansiosa alguma boa notícia do governo que ajudou a eleger. A cobrança tem sido dura. Pela manhã, um carro de som do Sintese tocava nas ruas do Centro Comercial a paródia do samba “Vou Festejar” de Jorge Aragão, eternizado por Beth Carvalho: “Você pagou com traição a quem sempre te deu a mão”. Questionei o presidente do Sintese, professor Joel Almeida, quem seria o traidor. Depois de alguns segundos de um reflexivo silêncio, perguntei se era o governador Marcelo Déda. Por fim, ele balançou a cabeça em sinal de positivo quando eu disse “O governo?”. Os professores estão acuados e humilhados. Nunca antes na história do Sintese um governante tratou os sindicalistas com tamanho desprezo. Nem mesmo o senador Antônio Carlos Valadares, mentor intelectual da homérica surra aplicada pela Polícia Militar nos professores em 1989 quando ele era governador. E se há alguém com autoridade e legitimidade para classificar como bem entender o governador Marcelo Déda, o governo do PT e o próprio PT, este é o pessoal Sintese. Neste tocante, o deputado Francisco Gualberto está coberto de razão.
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A VAIDADE DE ELOÍSA GALDINO
As vaidosas peripécias de madame Eloísa Galdino foram expostas ontem na Assembléia. O líder da oposição, Venâncio Fonseca, acusou a proba secretária estadual de Comunicação Social de fazer promoção pessoal com dinheiro público. O deputado entrou com requerimento solicitando informações da Secom sobre gastos em publicações onde fotos e entrevistas da comissária do governo Marcelo Déda são destaques. Ele quer saber quanto madame Galdino “investiu” nestes jornais e revistas. Venâncio Fonseca classificou o exibicionismo da secretária de Comunicação como “indecente”. Já o conteúdo das publicações seria para ele “desprezível e sem qualquer qualidade”. Venâncio Fonseca credita a compulsão exibicionista de Eloísa Galdino à “inocência” da secretária. “É pessoa sem noção. Não sabe como funciona a máquina pública. Não sabe que não se pode fazer promoção pessoal com dinheiro do povo”. O deputado pretende agora mover ação junto ao Ministério Público Estadual para obrigar a secretária, que mudou as práticas nefastas da Secom, a devolver o dinheiro público pago às publicações amigas. Seria algo péssimo para uma imagem tão candidamente doce e apresentável. Mas, fazer o quê?

Terça-feira, 06.05.08 - Ano II - Edição Número 258

Vale a pena conferir o novo sítio de eventos de Sergipe na Internet, sob o comando da colega Ana Matilde Costa. Veja http://www.paraondeir.com.br/.
DÉDA, O DESEMBARGADOR E AS PALAVRAS AO VENTO
Não é o caso de discutir aqui legalidade ou competência. Refiro-me ao caso do cunhado do governador Marcelo Déda, Edson Ulisses, indicado por ele para substituir o desembargador aposentado Pascoal Nabuco. Gostaria de comentar o papel de Marcelo Déda neste singular episódio e também o da imprensa sergipana. Alguém pode questionar: “Não seria extemporâneo, pois, se não há como retroceder, qual o efeito de tecer ideário sobre o tema?”. As lamentáveis contradições. Só elas, caro público leitor, já valeriam um livro. A imprensa paraestatal, nutrida com as rechonchudas verbas da publicidade oficial, deu apoio incondicional à campanha de Edson Ulisses através do silêncio magnânimo. Em outubro, por exemplo, o deputado federal Mendonça Prado denunciou o uso descarado da máquina estadual em favorecimento explícito à candidatura do cunhado do governador. Como procurador-geral do Estado, Edson Ulisses, segundo Mendonça Prado, teria feito nomeações para conselhos deliberativos com efeito retroativo, promovido reajuste salarial de procuradores, contratado advogados estagiários e realizado eventos pagos pelo Erário onde abertamente pedia votos aos colegas causídicos. Os bajuladores fizeram ouvidos moucos e o assunto foi sepultado sem nenhuma cerimônia. Nem os colunistas ditos “independentes” ousaram contrariar a ordem do “Número Um”, questionando a legitimidade das denúncias. Finalmente, na semana passada, Marcelo Déda deu por encerrado o lastimável processo de indicação do novo desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe, com a homologação de Edson Ulisses. O rito foi absolutamente legal e certamente o novo desembargador deve ter cabedal técnico suficiente para atender aos requisitos exigidos dos julgadores da egrégia Corte. Porém, só durante a ditadura militar um político teve a ousadia, o despudor de indicar um parente a desembargador – Fernando Franco, já falecido, era primo em segundo grau do então governador Augusto Franco; um coronel cujas práticas eram combatidas e criticadas pelo estudante de Direito Marcelo Déda. Uma coisa, contudo, é votar num sujeito como o ex-governador e ex-senador baiano falecido, Antônio Carlos Magalhães – alguém capaz de tudo no exercício do poder! –, sabendo que dele pode-se esperar as mais estapafúrdias ações, omissões e até rasteiras estripulias. Outra é acreditar num discurso de mudança, de respeito à ética e a moral pública, e receber na cara a incoerência da camaradagem aos camaradas-companheiros e até ao parente. Qualquer um poderia empregar o cunhado na função de desembargador sem manchar a biografia. Marcelo Déda, não! Edson Ulisses chegou onde está porque assim desejou o governador das mudanças para pior. O brilhante advogado nunca antes concorreu às indicações da OAB ao Tribunal de Justiça. Só o fez quando o cunhado alcançou o Diário Oficial do Estado. Além de incentivar a candidatura de Edson Ulisses e usar a força indissociável do cargo para influir na campanha, Marcelo Déda relegou aos aterros sanitários todas as críticas feitas ao longo da prolífica carreira legislativa contra os adversários e desafetos. Desapartado dos grandiosos discursos idealistas e mudancistas, sentiu-se livre para fazer valer seu desejo pessoal, passando por cima de todo e qualquer empecilho. Maquiavel explica... O povo, diz a máxima, tem memória curta – talvez seja neste viés que se fie o soberbo governante sergipano. A História, no entanto, é eterna. E nela Marcelo Déda vai figurar como o governador cujo discurso era apenas palavras ao vento! Um político de quem a rebuscada falação servia ao embuste – biombo para exercer o poder ao bel-prazer. É a triste realidade...
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A BOMBA ROGÉRIO (Por Jozailto Lima – Cinform 05/05)
É impressionante como até nas entranhas do governo há a convicção de que Rogério Carvalho é uma bomba que, mais cedo ou mais tarde, vai explodir no colo de Déda. Mas o governador, que seria tão “arrumadinho e orgânico” nestas questões de zelo “com a coisa pública”, permanece anestesiado. Fugindo ao pregão eletrônico estabelecido pelo governo, Rogério Carvalho adquiriu recentemente R$ 8 milhões em medicamentos. Deixou desconfortáveis alguns setores do governo.

Segunda-feira, 05.05.08 - Ano II - Edição Número 257

Se quiser viver em paz Não insulte nem arengue Nem ande pelo subúrbio Pra não cair no perrengue Evitando com cuidado Pra não ser mais um picado Pelo mosquito da dengue
  • Do mestre cordelista Azulão
A DENGUE E OS FAMOSOS
Sergipe contabiliza alguns “famosos” entre os mais de dez mil casos de dengue registrados oficialmente no estado. Ele pode negar de pés juntos, mas um dos primeiros soropositivos do vírus foi ninguém menos que Rogério Carvalho. O deputado-secretário estadual de Saúde simulou uma viagem no início do mês passado para encobrir ser portador da doença. Foi tratado por uma infectologista carioca. Outra vítima “famosa” do vírus foi o ex-governador Albano Franco. Em meados do mês passado, ficou acamado por cerca de uma semana e passou uma outra se recuperando. Reclamou muito dos sintomas da doença. Foi tratado em São Paulo. No final do mês, o presidente da SMTT/Aracaju (Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito), o médico sanitarista e ex-vereador Antônio Samarone, ficou vários dias hospitalizado no São Lucas.
Piadas entre os médicos e servidores do hospital não faltaram. Do soro aplicado duas gotas a cada três minutos – um suplício – à velocidade de 0.60 km/h para chegar ao apartamento, quando eram chamados por Samarone. A lista de “dengosos famosos” inclui ainda prefeitos, deputados, advogados e muitos médicos, além de secretários do governo do PT e da Prefeitura de Aracaju.
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DESTAQUE NACIONAL
O governo das mudanças para pior conseguiu o notável feito de numa mesma semana inserir Sergipe duas vezes no Jornal Nacional (TV Globo/Rio). E registre-se: negativamente! Na terça-feira (29/04), o deputado-secretário estadual da Saúde, Rogério Carvalho, ao lado do secretário de Saúde de Aracaju, Marcos Ramos, finalmente admitiu haver uma epidemia de dengue no estado. A notícia acabou no Jornal Nacional: “Sergipe já é o segundo do país em incidência da doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o estado fica atrás apenas do Rio de Janeiro. Onze mortes já foram confirmadas e outras doze estão em investigação. Dos 75 municípios sergipanos, 60 estão em epidemia ou em risco de epidemia”. Na quinta-feira (01/05), o Jornal Nacional exibiu o Hemose (Centro de Hemoterapia de Sergipe) de portas fechadas. Cerca de 30 pessoas vindas do interior para doar sangue aos pacientes com dengue hemorrágica não puderam fazê-lo. Desculpa do diretor do órgão: “Não abrimos nos feriados”. Nem em plena epidemia? O próximo fato polêmico com potencial para mais uma vez expor Sergipe à vergonha nacional é a possível manipulação de dados pelo governo das mudanças para pior visando mascarar o número real de falecimentos decorrentes da dengue. Uma médica ligada à SSP sugeriu a este ABRA-O-OLHO verificar os atestados de óbitos emitidos no último trimestre de 2007 tendo pneumonia como causa da morte e compara-los aos dos meses subseqüentes. Segundo a fonte, “entre janeiro e abril de 2008, houve um inusitado incremento nas mortes por pneumonia, quando na verdade são óbitos por dengue hemorrágica. Querem esconder a realidade”. A denúncia é grave e caso seja comprovada será mais um triste escândalo sob a égide de Rogério Carvalho. Se médicos do Estado estão atestando mortes por dengue como sendo causadas por pneumonia, apenas para evitar danos políticos à imagem do governo do PT, estariam incorrendo em crime cuja conseqüência pode ser, inclusive, a cassação do registro profissional e o impedimento do exercício legal da profissão. Por que esses médicos agiriam assim? Haveria alguém pressionando ou mesmo dando ordens neste sentido? Quem os pressiona? Quem dá tais ordens? Que outras maquilagens foram ou estão sendo praticadas? O governo Marcelo Déda tem se notabilizado pelo descaso à vida. Mais de 60 crianças pobres morreram por conta da imundície de uma maternidade estadual, enquanto uma maternidade de ponta era mantida fechada apenas por birra política. Outros vários pacientes adultos tiveram fim semelhante na UTI do Hospital João Alves Filho, pelo mesmo motivo: sujeira, porque o detergente era diluído numa quantidade de água que o tornava sem efeito no combate aos germes. Há ainda um sem número de mortes decorrentes da “Operação Limpeza” feita nos corredores do Hospital João Alves Filho. Médicos não integrantes do quadro funcional do hospital foram contratados apenas para dar alta a centenas de pacientes pobres. Sem atendimento, mesmo o oferecido precariamente nos corredores, quantos não morreram? Com histórico tão desabonador, e agora destaque praticamente diário no Jornal Nacional, o governo das mudanças para pior só se destaca positivamente num setor: o da propaganda enganosa. Nada mais esdrúxulo que no intervalo comercial do mesmíssimo Jornal Nacional, onde os podres foram mostrados, ver um comercial louvando as grandes mudanças feitas pelo governador Marcelo Déda. Haja cara de pau...

Quinta-feira, 01.05.08 - Ano II - Edição Número 256

NÃO VEM, NÃO!
Finalmente ontem à tarde, tomei conhecimento do processo movido contra mim pelo deputado-secretário estadual de Saúde, Rogério Carvalho. A queixa-crime tem alegações descabidas e se utiliza de legislação equivocada.
Os meus “crimes”, pelas alegações do comissário petista, seriam por “injúria e calúnia”. O primeiro, por tê-lo definido como “moço arguto, danado e ligeiro”. O segundo, por denunciar supostas “práticas de improbidade administrativa e peculato”.
Rogério Carvalho conclama a Justiça a não aceitar qualquer retratação de minha parte. Pede, aliás, a pena máxima – neste caso, são arbitrados de seis meses a três anos de reclusão. Os advogados dele solicitam ainda o pagamento dos serviços advocatícios (custas processuais) na hipótese de eu ser condenado.
Interessante é observar o encaminhamento da ação. Para os advogados do deputado-secretário, ela “poderia ser pública, quando as ofensas ocorrem contra funcionário público em razão de seu desempenho funcional”. Mesmo assim, optaram por fazê-la de modo pessoal: Rogério Carvalho x David Leite; e não MPE (Ministério Público Estadual) x David Leite.
Se o MPE declinou de processar-me, através de Ação Pública, certamente a pendenga tem lastro probatório precário.
Por que então Rogério Carvalho apresentaria, ele próprio, uma queixa-crime contra mim, ciente do flagrante despropósito da fundamentação legal? O objetivo, óbvio, é intimidar-me e evitar a divulgação de qualquer nova estripulia na gestão da Saúde.
A intimidação não funciona comigo. Para prová-lo, apresento mais uma transação a por sob suspeição o deputado-secretário Rogério Carvalho e o governo das prometidas mudanças.
Na segunda-feira, o vice-líder da oposição na Assembléia, Augusto Bezerra, denunciou um suposto superfaturamento nos preços de terras adquiridas pelo governo do PT para construir um hospital em Lagarto.
De acordo com o deputado, em novembro de 2007, o empresário Eusébio Francisco de Lima comprou 80 hectares na entrada do município por R$ 100 mil. Apenas dois meses depois, o governo do PT desapropriou 12 hectares da citada área, pagando pelo lote R$ 650 mil. Cada tarefa valia em novembro R$ 1,25 mil. Em janeiro, passou a valer R$ 54 mil!
Para Augusto Bezerra, o governo do PT deveria ter desapropriado o terreno pelo mesmo valor pago 60 dias antes: “É muita falta de respeito com o dinheiro público. Um superfaturamento de quase 4.000%. Não tem euro, dólar, ouro ou petróleo que tenha valorização tão grande. Isso é crime de responsabilidade”.
Caso agisse movido pelo mais legítimo ideal deontológico* da ética, visando manter irrepreensível sua conduta, bastava Rogério Carvalho agir como Augusto Bezerra fez em 25/04/2008 ao buscar os documentos no 1º Ofício de Lagarto.
Prejulgando não ter o deputado-secretário qualquer mínimo conhecimento prévio da operação de compra e venda de novembro de 2007, antes de pagar pelo valioso imóvel, ele deveria ter consultado os cartórios sobre transações feitas naquela área.
Pagaria assim o preço “justo” – para ficar numa palavra menos ofensiva à sacrossanta sensibilidade rogeriana. Ou quem sabe procuraria um terreno mais em conta!
Não obstante os documentos cartoriais constituírem atestados públicos de absoluta veracidade da surreal atividade imobiliária do governo do PT, alguma explicação deve haver para tamanhas e estranhas coincidências sob a égide de Rogério Carvalho – médico pós-graduado em Saúde Pública; eleito democraticamente deputado estadual e ocupante do nobilitante cargo público de secretário de Estado da Saúde, realizando trabalho digno de encômios frente à SES; pessoa que sempre pautou sua vida, tanto na seara pessoal quanto na profissional, no mais alto lídimo ideal deontológico de ética e moral; portador de conduta irrepreensível, de passado sem qualquer mácula, conforme o deputado-secretário é descrito pela verborragia diarréica dos seus causídicos na queixa-crime encaminhada à Justiça contra mim.
A sociedade as aguarda...

Documentos expedidos pelo Cartório do Primeiro Ofício de Lagarto. Acima, o ato de compra feito em novembro. Abaixo, o de aquisição pelo governo do PT, após a desapropriação.

Terça-feira, 29.04.08 - Ano II - Edição Número 255

NÚMEROS SÃO NÚMEROS
As muitas tragédias acumuladas em 15 meses de administração solapam o projeto de poder urdido pelo governador Marcelo Déda. O imaginado “passeio” tem-se transformado num tormento diário. Inúmeros erros, arrogância desmedida, perseguição desproporcional e incompetência generalizada geram a ira no distinto público. Mudanças de altos comissários são cogitadas e estariam em costura, aproveitando a desincompatibilização de quem pretende disputar cargos de prefeito e vereador. Talvez seja a grande chance de Marcelo Déda contratar currículos capazes de por o governo para funcionar de verdade. Comentar sobre males já corriqueiros, da finalmente admitida epidemia de dengue à calamitosa insegurança pública, levaria o cronista a repetir-se, porquanto são temas discutidos à exaustão. A bola da vez é a fachada de “profissional qualificado e eficiente” pintada com sete robustas camadas no secretário Nilson Lima. A Fazenda estadual serve de excelente parâmetro para aferir qualidades. O discurso de campanha, cujo mote era mudar para dar à máquina feição modernosa, degringolou com o insosso incremento da arrecadação do ICMS. Nilson Lima mostrou-se incapaz de avançar em vários setores menos tortuosos, como a relação com os servidores. Mas é justamente com os mecanismos de cobrança onde tem o pior desempenho. A arrecadação de ICMS em 2005 foi de R$ 885 milhões*. Em 2006, o ex-governo fechou a gestão com 23% a mais em caixa: R$ 1,092 bilhão. Já sob o comando de Nilson Lima, a arrecadação minguou. Sem descontar a inflação, avançou apenas 9,6%: R$ 1,196 bilhão (2007). Números tão desabonadores no ICMS são alguns dos muitos a envergonhar o governo do PT. Há outros, como o de mortes pela violência, pela imundície dos hospitais e por falta de prevenção à dengue. Há ainda o número de dias e dias sem professores em sala de aula, sem sementes para plantar e sem alguém para reclamar, pois o governador estava ausente, viajando. Números, números... Se Marcelo Déda não acordar para a triste realidade e honrar a promessa de mudança, a soma dos votos necessários para reeleger o candidato dele à Prefeitura de Aracaju agora em novembro, e a ele próprio em 2010, pode lhe trazer resultados bastante desagradáveis. Nunca é demais prevenir-se!
  • (*) Fonte: Relatório Resumido da Execução Orçamentária/Sefaz.