CASSAÇÃO PARA AGAMENON SOBRAL E LUCIMARA PASSOS
O assunto é sério! Os aracajuanos não merecem certos representantes no Parlamento municipal. Pior é assistir parte da imprensa ser tolerante com certas figuras que já ultrapassaram todos os limites da decência. Ainda mais grave é o comportamento leniente do conjunto dos vereadores com os pares incorrigíveis e abusados – o nefando “corporativismo”. Claro, todos sabem a quem me refiro: em particular, ao vereador Agamenon Sobral, e de modo endêmico à vereadora Lucimara Passos.
Agamenon Sobral não mereceria uma única linha neste escrito, não tivesse o cujo comportamento similar ao de alguém nascido nas cavernas, há 50 mil anos. O cabra é tão inconsequente e indecoroso que, a título de mostrar que é macho de verdade e sabe “polemizar”, propôs uma surra de couro cru e banho de sal para uma moça que supostamente teria tentado casar sem calcinha e foi barrada pelo sacerdote. Descobriu-se depois que a tal “notícia”, motivo da afetação de Agamenon Sobral, veiculada num jornaleco distribuído na Câmara Municipal, ainda por cima era falsa.
Alguns podem concluir acerca da idiota contumaz de Agamenon Sobral: “A estupidez humana não tem limites”. De fato, parece não existir um ponto de inflexão no caráter jocoso de alguns da espécie. Vejamos, a propósito, a reação estapafúrdia da vereadora Lucimara Passos contra o colega boquirroto. Ao discursar na tribuna da Casa, mostrou sua calcinha em protesto aos comentários feitos pelo parlamentar, sobre a dita noiva ser “uma vagabunda” que merecia “surra”. A emenda saiu muito pior que o soneto...
Já havia escrito ontem que, no meu pensar, tanto faz para o bom andamento dos trabalhos no Parlamento de Aracaju se Lucimara Passos, no desempenho das funções de vereadora, use ou não calcinha por baixo das demais vestes. No entanto, num parlamento já bastante desacreditado e sem foco nos inúmeros problemas de Aracaju – sobremodo diante da gestão broca e antiquada do prefeito João Alves Filho –, o gesto da comunista serviu para aprofundar o ridículo, constituindo, ao fim e ao cabo, mera palhaçada, cuja consequência maior foi fazê-la aparecer.
Não adianta Lucimara Passos aludir ao ato estúpido o objetivo de “chamar a atenção contra as atitudes de preconceito (perpetradas pelo energúmeno Agamenon Sobral) relacionados à mulher, atitudes essas que ajudam (sem dúvida) a promover o preconceito contras mulheres que não seguem determinado padrão de comportamento”. Se pretendia denunciar o colega pateta, evitando “calar diante de uma pessoa que tem acesso à tribuna da Câmara de Vereadores e à imprensa para fazer esse tipo de comentário”, que usasse de outros expedientes mais dignos à Casa.
Como afiancei, a questão é séria – aliás, a calcinha exibida por Lucimara Passos despertou curiosidade: será mesmo que a comunista costuma ir ao trabalho montada num “fio dental”?
Como afiancei, repito, a questão é séria! Trata-se de respeitar a liturgia da Casa do Povo. Inda bem que na sessão seguinte Agamenon Sobral não tentou exibir a própria cueca (se é que usa), porquanto seria transformar a tribuna da Câmara de Aracaju em verdadeiro picadeiro. Preferiu, no caso, aspergir no ar generosas porções de aromatizante de ambientes, dando a entender que a calcinha utilizada no protesto pela colega não estaria assim tão “cheirosa”, digamos – pareceu-me uma peça novinha...
Por essas e outras, tivessem coragem e aposentassem o “esprit de corps”, este seria o momento de ouro para os vereadores de Aracaju se livrarem do colega Agamenon Sobral, em função das recorrentes incivilidades e da constante falta de decoro parlamentar; e por consequência, na mesma toada, da contendora exibida, Lucimara Passos, que parece possuir no cérebro menos neurônios e mais excretas, mesmo que a imprensa de Sergipe – caso do editorial do Jornal da Cidade de hoje, por exemplo – ache linda a atitude dela e até defenda que foi correta sua inconsequência.
Cassação já para esses incautos! Os aracajuanos, cujo saco já está mais do que bem cheio, agradecem por esse ato de sabedoria!
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Por David Leite ©2014 | 27/11 às 11h42 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.

O XIBIU NU DE LUCIMARA PASSOS
Muitos de minha geração iniciaram-se grandes onanistas, tendo como “intencionada” a peituda e bunduda Ilona Staller (nascida Elena Anna Staller), húngara naturalizada italiana, hoje uma posuda senhora, ativista política. No passado, a ex-atriz pornográfica, cantora e (atualmente) escritora, foi considerada sex symbol internacional. Atingiu o estrelato sob o pseudônimo de Cicciolina.
Cicciolina começou a vida como modelo, mas daí em diante viveu aventuras dignas do cinema. Foi agente do serviço secreto da Hungria comunista, comprou um casamento com um coroa para obter cidadania italiana; escapou para Milão (Itália), e lá começou a fazer filmes pornográficos baratos. Em Roma, apresentou um badalado programa de rádio com temática erótica. Seduzida pelo sucesso de Cicciolina e seus shows, a gravadora musical RCA a contratou e, assim, Ilona Staller tornou-se também cantora.
Cicciolina, quem diria, acabou na política – foi eleita em 1987 para o parlamento italiano, sendo a segunda deputada mais votada, lutando contra a OTAN, energia nuclear, a fome e a censura. Lutou ainda pelos impostos ambientalistas sob a emissão de CO2 dos automóveis, pela liberdade sexual, legalização da prostituição, direitos humanos e dos animais, e educação sexual nas escolas.
Porém, de todas as estripulias da danada da Cicciolina, a que mais me fez tornar-me um admirador profundo, dentro dos meus limites, claro, foi seu desprendimento pela causa da paz mundial. Por duas vezes – em 1992 e início de 2000 –, a atriz se ofereceu para copular com Saddam Hussein e Osama Bin Laden (respectivamente), desde que baixassem as armas! Haja disposição e coragem...
Aliás, algumas mulheres são assim: dispostas, decididas e corajosas! Vejam o notório exemplo da vereadora de Aracaju Lucimara Passos. No Dia de Combate à Violência contra Mulher, para contrapor o colega Agamenon Sobral, que teria criticado uma moça que tentou casar sem calcinha e foi barrada pelo sacerdote – “Ela devia ganhar uma surra de couro cru e tomar banho de sal”, teria dito –, a representante comunista discursou na tribuna da Casa usando apenas vestido e terninho... sem roupa íntima.
De fato, tanto faz para o bom andamento dos trabalhos no Parlamente de Aracaju se Lucimara Passos esteja ou não de calcinha por baixo das demais peças. Dizem, a propósito, que Cicciolina jamais usou calcinha, mesmo como deputada. Penso eu, no entanto, que se queria fazer algo diferente, um “protesto” de verdade, a vereadora deveria discursar de xibiu e peitos nus, provando assim que naquela Casa o vale-tudo não tem limites.
Ademais, seria uma importante oportunidade para onanistas de plantão checarem se ela corresponde ao biótipo de falsa magra.
Quando o tema principal da Câmara dos Vereadores é a (falta da) calcinha da vereadora Lucimara Passos, erguida por ela enquanto rebatia declarações de um sem-noção, resta-nos o consolo de que, mesmo não sendo uma Cicciolina da vida – longe disso, aliás! –, a edil do PCdoB já pode estrelar propaganda de peças íntimas. Perdemos a vergonha, mas ganhamos uma pop star...
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Por David Leite ©2014 | 26/11 às 11h48 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.


 ELEIÇÃO TEM DESSAS COISAS
Não adianta chiar: Dilma Rousseff está reeleita, e ponto final. Não cabe agora discutir se o PT merece ou não estar aonde chegou, mais uma vez. Minha missão hoje é buscar entender a mecânica do voto do brasileiro. Como ele foi dado em cada região e possíveis motivos para a influência de vários fatores, usando como base os dados obtidos com a totalização feita pelo TSE.
Comecemos por um número espetacular, mas corriqueiro em todas as eleições presidenciais desde 1989: do total de eleitores inscritos para este pleito (142.822.046), 64,6 milhões não votaram em nenhum dos candidatos no primeiro turno; já no segundo turno, foram 37,2 milhões de eleitores que se abstiveram (30,1 milhões), votaram branco (1,9 milhão) ou anularam o voto (4,6 milhões).
A tendência histórica para o segundo turno, quando o eleitor tem apenas dois candidatos, é que o percentual de votos brancos e nulos caia, se comparado com o primeiro turno. Ontem, por exemplo, votaram em branco ou anularam o voto 6% dos eleitores, enquanto no último dia 5 foram 10%. Trata-se de um padrão repetido em todas as disputas decididas no segundo turno.
Já as abstenções têm padrão inverso: o número de pessoas que não vai votar costuma aumentar do primeiro para o segundo turno das eleições. Neste ano, o número de abstenções passou de 19% para 21% entre a primeira e a segunda votação. Num comparativo com as eleições passadas, o número ficou praticamente estável, em torno de 20%, sendo que em 2010 houve um número recorde de não comparecimento: 22% do total.

Votação pelo Brasil – A vitória do PT foi assegurada basicamente pelo Nordeste. Como ocorreu no primeiro turno, Dilma Rousseff venceu em todos os Estados da região também no segundo turno. O Maranhão deu o maior percentual de votação à petista, 78,7% contra 21,4%. Já em Pernambuco, onde os tucanos esperavam melhorar a performance – Marina Silva e Aécio Neves obtiveram juntos no primeiro turno 53,9% dos votos –, a petista fechou com 70,2% contra 29,8% do tucano. Fator indiscutível da vitória: o PT superou 70% dos votos em cinco Estados, todos no Nordeste.
Também pesaram na derrota tucana as votações obtidas no Rio de Janeiro (45% contra 54,9% pró PT), Estado onde a oposição não teve candidato a governador e, portanto, ficou sem um interlocutor, ao contrário de Dilma Rousseff, que aglutinou em torno de si todos os demais pretendentes; e Minas Gerais (47,5% contra 52,4% pró PT), Estado que, de acordo com o próprio coordenador da campanha tucana, senador Agripino Maia, presidente do Democratas, recebeu de Aécio Neves atenção menor do que a dedicada a outros importantes colégios eleitorais.
O caso de Minas Gerais é emblemático para o PSDB: Pimenta da Veiga, candidato tucano ao governo foi derrotado fragorosamente ainda no primeiro turno, assim como o próprio Aécio Neves.
O dado peculiar, digamos assim, é que, se a votação ocorresse apenas com os eleitores das capitais dos Estados – o candidato do PSDB venceu em 15 sedes administrativas (incluindo Belo Horizonte e Brasília), enquanto a petista conquistou 12 –, Aécio Neves superaria Dilma Rousseff com vantagem de 7%, ou 53,77% dos votos (13,4 milhões) contra 46,23% (11,5 milhões). Prestem atenção a este detalhe porque ele será crucial para fechar a avaliação.

Razões para o voto – “A culpa é do povo pobre do Nordeste, que depende do Bolsa Família”. Em resumo, para boa parte dos eleitores tucanos – não apenas os residentes no Sul/Sudeste –, esta seria a causa maior da derrota de Aécio Neves.
A questão exige retórica um tanto mais elaborada! A campanha de Dilma Rousseff comunicou melhor que a de Aécio Neves, é fato. Um dado crucial: a taxa de “ótimo” e “bom” da presidente melhorou 40%, saindo de miseráveis 32% para sólidos 46%, após ter início na TV a alquimia marqueteira de João Santana – a internet, redes sociais e as plataformas móveis tiveram muita relevância, mas nada comparável ao impacto causado pelas inserções televisivas.
Mesmo que Aécio Neves tivesse virado o jogo, não o alcançaria por efeito de sua frágil comunicação de campanha, e sim por um outro fator que o fez catalisar milhões de votos: dois em cada três eleitores queriam mudança... As tentativas do tucano de embutir no debate o tema “corrupção” até contribuíram para reforçar a indignação, contudo foram insuficientes para driblar o verdadeiro “que” que moveu a cabeça do eleitor: “Arriscar uma mudança, por quê, se por aqui a coisa não está assim tão ruim?”. Eis o mote elementar usado pela campanha do PT, que acabou convencendo.
A concordar com tais assertivas, vem em meu socorro o professor da UFPE Marcus André Melo, para quem a força eleitoral do PT entre os mais pobres não adviria desse fenômeno político moderno denominado “lulopetismo”, mas de um bem mais antigo, o “qualunquismo” – o governismo arraigado somado à indiferença e cinismo cívico –, termo italiano que significa “qualquer um”.
Ou seja, a adesão desse contingente de menos favorecidos se daria não ao líder de plantão, seu ideário e/ou projeto redistributivo de renda. O pobre, dependente das ações governamentais, caso do Bolsa Família, votaria em qualquer candidato, desde que lhe proporcionasse benefícios palpáveis. Segundo Marcus André Melo, em artigo publicado no site do cientista político Simon Schwartzman (16/01/2014*), “O argumento do qualunquismo tem sido defendido com base nas evidências de que o eleitor dos grotões (leia-se, interior do país) sempre tende a apoiar quem está no governo, mesmo quando não mantém afinidades eletivas com ele.
De fato, “As pesquisas mostram que nas últimas cinco eleições presidenciais o voto nessas regiões (Norte/Nordeste) tem sido invariavelmente governista”. A força intuitiva desse argumento pode ser corroborada observando-se o mapa que ilustra esta publicação. O voto petista efetivamente concentrou-se nos Estados mais pobres. Excetuando o Acre (terra de Marina Silva), Roraima e Rondônia, Estados onde Aécio Neves venceu a candidata do PT, a votação de Dilma Rousseff no Norte/Nordeste foi avassaladora. “Quem está na oposição só tem a oferecer ideologia e princípios: por isso o PT, como o MDB antes dele, nasceu urbano e cosmopolita”, argumenta o professor pernambucano.
Trocando em miúdos: vieram do interior do Brasil, de todas os Estados – e não das zonas com melhor poder aquisitivo e, portanto, melhor escolaridade (capitais) – os votos para a reeleição da presidente. Dito assim, os responsáveis pela votação de Dilma Rousseff não foram apenas os eleitores pobres do Norte/Nordeste, mas a maioria dos brasileiros que têm baixa renda, e que sob a democracia apoiam medidas redistributivas. Os dados estatísticos do TSE sustentam esse argumento robustamente.
Por fim, diante da tese muito satisfatória do “qualunquismo” para explicar a divisão acirrada de votos que se viu neste pleito, como nunca antes na história destes país, e a conclusão óbvia com a vitória do “lulopestismo”, fica uma certeza: enquanto parcela significativa do país continuar a depender de políticas públicas afirmativas e do auxílio financeiro governamental, o eleitor de baixa renda ainda votará no presidente que redistribui mais e melhor (e no oligarca local que aprovar a emenda ao Orçamento).
A democracia tem dessas coisas! Mas, ao menos por enquanto, não se inventou nada melhor que ela. Por enquanto...
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Por David Leite ©2014 | 27/10 às 17h20 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe   

#RecordarÉViver | Coisas da política
EM QUAL JACKSON BARRETO SE DEVE
CRER: NO DE ONTEM OU NO DE HOJE?
Aqui serão poucas as palavras... O vídeo que ilustra esta postagem fala por si. Os sergipanos sabem que a política linguaruda é regra para Jackson Barreto. Os exemplos são muitos. Por duas décadas, a Família Franco despertou no filho de Santa Rosa de Lima eloquente comichão verbal. Para não melindrar os demônios, vou omitir os adjetivos nauseabundos proferidos por Jackson Barreto em vários palanques ao definir a Rede Cabaú (TV Sergipe). Tudo mudou após a privatização da Energipe (hoje, Energiza). Uma “botija” secreta – falam ainda num tal “eletrochoque” aplicado por Albano Franco – teria feito Jackson Barreto esquecer o abismo que supostamente o separava do adversário e a ele juntar-se, compondo a chapa como candidato a senador em 1998. Perdeu para Maria do Carmo.
Como para Jackson Barreto tudo é possível, se os fins justificam os meios, atitudes bajulatórias à alma alheia fazem parte do seu imenso rosário politiqueiro, quando interessam, claro! Não que tais palavras possam ter qualquer valor num pleito seguinte... Vejamos a eleição de 2010: o então candidato a vice-governador de Marcelo Déda desbundava elogios a um dos candidatos a senador de sua chapa. Dizia o boquirroto Jackson Barreto acerca de Eduardo Amorim: “Conheci o deputado (federal)... no exercício do seu mandato (2006/2009). Quatro anos de mandato... tenho certeza que Sergipe ganhou muito. Não tenho a menor dúvida que Eduardo Amorim, senador por Sergipe, será a voz do novo. Ele interpreta esse sentimento de mudança que nosso Estado está vivenciando” (veja vídeo).
Eis aqui a inusitada contradição: hoje Jackson Barreto esculhamba Eduardo Amorim pelo mesmo motivo que o elogiava em 2010. Ele não tem a menor dúvida que a candidatura do senador à sucessão governamental será “a voz do novo... que interpreta esse sentimento de mudança que nosso Estado está vivenciando”. Posto assim, fica fácil entender o desespero que o compele a detratar e maldizer o adversário em entrevistas e palanques, inclusive o eletrônico. A questão é: o que Jackson Barreto diz deve ser levado a sério? Em qual Jackson Barreto se deve crer: no de ontem ou no de hoje? É por essas e outras que dizem que peixe morre pela boca...
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Por David Leite ©2014 | 30/08 às 12h04 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe

EDUARDO AMORIM DEIXA
OS GOVERNISTAS ATÔNITOS
Era para ser um passeio, sem maiores consequências futuras, na opinião da brilhante equipe de estrategistas da campanha governista: Jackson Barreto, auxiliado pela professora Sônia Meire, detonaria Eduardo Amorim ainda no primeiro bloco do debate da TV Cidade, realizado ontem à noite! Faltou combinar com os “russos”...
Demostrando simpatia, muita firmeza e calma (diria, até certa frieza), Eduardo Amorim deixou atônitos os que o imaginavam um frei franciscano, disposto a ser imolado em nome de uma campanha sórdida, que o quis pintar como acessório político do irmão mais velho e ligado a malfeitos, quando foi secretário de Saúde.
A estratégia dos mais inteligentes marqueteiros miou... Aliás, miou feio! Eduardo Amorim não apenas foi coerente em suas respostas, como ainda fez perguntas contundentes, a ponto de deixar nervoso o candidato governista, que em alguns momentos pareceu-me visivelmente aborrecido com a performance do concorrente.
Diante do desempenho de Eduardo Amorim no debate de ontem, os governistas terão de encontrar outra estratégia para descaraterizar a personalidade forte e centrada do candidato da oposição. Um adversário focado, que foi subestimado, pode surpreender, e foi exatamente o que ocorreu. Seria o começo do fim?
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Por David Leite ©2014 | 27/08 às 08h55 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe  

SÓ PODE SER UMA GRANDE PIADA, GENTE...
Curioso por novidades, acordo e já abro os jornais – eles sempre trazem alguma surpresa! Hoje, quase caio da cama... Há muito tempo não via uma manchete com cara de piada pronta, daquelas que fazem gargalhar às escâncaras e nos levam a pensar que a humanidade, sim senhores, é movida pelo bom humorismo.
Refiro-me à manchete do vetusto Jornal da Cidade, a nos informar que o danado, o caro doutor (ele gosta de ser chamado assim) deputado Rogério Carvalho, e o companheiro do MST, e de estripulias, deputado João Daniel, resolveram denunciar, pasmem, um esquema de “compra de votos” no interior de Sergipe.
Piadas são sempre bem-vindas. Adoro gargalhar... Algumas piadas chegam a ser geniais, como a que li ontem, não lembro onde, segundo a qual, graças aos Céus o doutor Rogério Carvalho concorre ao Senado pelo PT, com o número 131. Já imaginaram se ele fosse do PSL, cujo número é 17? Nem quero pensar...
Mas, voltando à vaca fria: sinto certa ponta de inveja em doutor Rogério Carvalho e no pupilo do MST, João Daniel. Faz uns dias, o líder da oposição Venâncio Fonseca denunciou justamente a turma governista ligada a ambos. Acusação: pagar caro pelo apoio de liderança políticas. Falam do PT como “o partido milionário”.
Agora, são os acusados de ontem, essa gente supostamente forrada de muito dinheiro – pelo menos, é o que se ouve a toda hora nas rodas políticas – e dotada de uma ânsia de poder incomensurável, a reclamar na mesma toada. Só pode ser piada! Ou como diria um amigo rabugento, “santa falta de criatividade.” É fogo, mesmo...
Enfim, mesmo diante de certas piadas de mau gosto, confesso que ainda prefiro rir delas, a levar uma vida madorrenta e de cara amarrada. Prefiro rir de mim mesmo e dos outros. Vamos rir, gente!
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Por David Leite ©2014 | 26/08 às 10h47 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.

PRESO PELA PF, O EX-DIRETOR DA PETROBRAS
PAULO ROBERTO COSTA TEM MUITO A CONTAR
Os jornais brasileiros inundaram hoje as bancas (e tablets, no meu caso, afinal) com uma manchete poderosa, do tipo arrasa quarteirão, capaz de derrubar meia república e abalar as estruturas da campanha governista em Sergipe.
O ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa queria implantar uma refinaria de dinheiro sujo em Sergipe. Virou até garoto-propaganda (veja no link abaixo) de uma campanha paga com dinheiro do povo sergipano. Agora, para salvar a própria pele, ele decidiu recorrer à delação premiada. Trocando em miúdos: o “homem-bomba da Petrobras”, o garoto-propaganda da refinaria os sonhos do governador Jackson Barreto – um engodo de milhares de empregos – vai entregar algumas cabeças premiadas.
Quem tem orelhas, tem medo...
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Veja abaixo vídeo com a propaganda enganosa do Governo de Sergipe – dinheiro público jorgado no ralo!

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Por David Leite ©2014 | 12/08 às 13h45 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.
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CARTAS DO ALÉM: A IMPRENSA DE SERGIPE
SE VULGARIZA A CADA DIA – O QUE DÁ PENA!
Certa feita, escrevi num artigo publicado pelo Jornal do Dia (04/03/2013), tratando sobre falatórios no rádio e supostas análises políticas inspiradas na malandragem, que “o pudor ético de certos colegas de imprensa parece se esvair com a proximidade de eleições”. O texto aludia ainda que “o ataque aos adversários ganha ares de extravasamento, com atos infames, por vezes beirando a obscenidade”. A profecia enfim se materializou, diante do desespero dos governistas, cujas ações maldosas já não bastam. Chegou o momento de apelar para a invenção de notícias.
Em períodos de campanha eleitoral, torna-se comum a publicação de palavras distorcidas, de “notícias” horrorosas e “críticas” apimentadas, vindas de todos os lados. Malfeitos pregressos, gafes e até questões envolvendo a vida pessoal dos candidatados são reverberadas um tom acima, como forma de “denunciar” e “esclarecer”. Até este ponto, a imprensa pode ser classificada como “azeda”, “parcial” e até “vendida”. Porém, com fatos fundados na verdade, qualquer meio de comunicação pode e até deve explicitar seu pensamento sobre qualquer tema, inclusive a política.
Passado tal ponto – ou seja, o limite entre a verdade, a meia-verdade, a galhofa e a mentira deslavada, eivada de maledicências –, a imprensa deixa de cumprir a norma constitucional garantida pela liberdade de expressão, para adentrar no campo do crime: a calúnia, a injúria e difamação! Se mentir sobre algum fato já seria um decreto de morte para a credibilidade de qualquer meio de comunicação, inventar notícias extrapola qualquer fronteira da decência e da ética, merecendo o “profissional” de imprensa que assim age a qualificação de moleque – em alguns casos, até de perigoso marginal.
Aos exemplos: semanas atrás, utilizando como disfarce uma suposta crônica literária, o ouvidor do Governo de Sergipe e articulista dominical do Jornal do Dia, Luiz Eduardo Costa, transcreveu uma carta “escrita” do além pelo ex-governador Augusto Franco, com severas queixas ao filho Walter Franco, por permitir ao neto que leva seu nome figurar como candidato a vice-governador de Sergipe na chapa do senador Eduardo Amorim. Tratava-se de um insulto ignóbil a honra do falecido, que em vida tinha verdadeira ojeriza ao beneficiário da missiva, o candidato Jackson Barreto.
Hoje, foi a vez de Cláudio Nunes, do portal Infonet, publicar uma mensagem supostamente psicografada, que ele “não imagina quem enviou e muito menos quem é o destinatário, mas mensagem é mensagem...” Sim, às favas os fatos jornalísticos. É tempo de eleição! Mais adiante, alguém no rádio sugeriu que a tal mensagem seria do auxiliar de Edivan Amorim que cometeu suicídio duas semanas atrás. A questão é: um publica, como se nada soubesse; outro reverbera, já sabendo de tudo! Com as cartas do além, a imprensa de Sergipe se vulgariza a cada dia – o que dá pena!
O primeiro caso deixou a família Franco perplexa e muito irritada. Contudo, a decisão da maioria foi a de “esquecer” o triste episódio, em respeito à memória do ex-governador. Sorte de Luiz Eduardo Costa e do Jornal do Dia, que escaparam de mais uma reprimenda judicial – juntos, já colecionam mais de 50. Quanto à apelação de Cláudio Nunes, ela resume o tipo de alma jornalística que habita aquele corpo. Tratar de forma jocosa a finalidade espiritual da psicografia, além desvirtuá-la em favor de um embate político- eleitoral, é demonstração cabal dos fins a justificar os meios...
Parcela do jornalismo sergipano parece ter esquecido a máxima segundo qual é preciso respeitar para ser respeitado. Minha grande dúvida é: a culpa pelas patifarias seria apenas dos comunicadores sociais ou estariam eles a agir apenas de acordo com quem lhes encomenda (e paga) os serviços sujos, aqui denominados de mandantes? Por seu turno, veículos que aceitam publicar tais vigarices não poderiam ser tachados como coautores? Da mesma forma, não seria o público (ouvinte ou leitor) cúmplice, ao garantir audiência aos veículos que se prestam a publicar tais vigarices?
A campanha de Jackson Barreto tem utilizado como peça de campanha um trecho de um discurso de Marcelo Deda, no qual o falecido governador elogia o candidato governista. Na ausência de fatos concretos que deponham contra os concorrentes do candidato que apoiam, jornalistas ligados ao governo usam “mensagens do além” para criticar adversários. Muita gente comenta que, semanas antes de desencarnar, Marcelo Déda teria gravado uma mensagem na qual pede votos para Jackson Barreto. Diante dos abusos atuais, não duvido que, se de fato existir, essa mensagem não seja usada em breve. A coragem dessa turma para mexer com os espíritos já está mais do que provada. Fiquemos de olhos bem abertos!
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Por David Leite ©2014 | 12/08 às 13h45 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.

UMA CARTA DE DESAMOR DO SENADOR VALADARES
AO EX-AMIGO JACKSON BARRETO – QUE BELEZURA!
A política de Sergipe tem personagens danados, sempre muito ligeiros no arrocha e afrouxa. Um exemplo em destaque é o do nobre senador Antônio Carlos Valadares. Em 1994, seis anos após catapultar Jackson Barreto da Prefeitura de Aracaju sob acusação de corrupção, com uma canetada apoiada pelo então deputado estadual Marcelo Déda, o coronel de Simão Dias juntou-se novamente ao ex-prefeito, que concorria ao Governo de Sergipe contra Albano Franco, à época aliado do governador João Alves Filho. Quem leu (ou viveu os fatos) conhece bem a história: Jackson Barreto venceu no primeiro turno, mas foi derrotado fragorosamente no segundo.
E sabem quem colaborou para a derrota do cabra capaz de tudo? Ele próprio, o senador Antônio Carlos Valadares, a quem o prosaico deputado federal José Almeida Lima, ex-quase tudo (prefeito, deputado estadual, senador.. – agora, talvez até político) definiu como “figura não afeita a agressões, nem tem aparência assustadora. Ele não altera a voz, que é sempre monocórdica, não obstante residir aí o grave perigo, pois com essa monotonia, frieza e perfídia, ele calcula e tempera a gosto suas traições e maldades políticas. É que Antônio Carlos Valadares não se sente bem se não trair. É questão de sobrevivência da própria alma! É a sina, embora ele tenha recebido, ao longo dos anos, os estímulos positivos por conta desse seu comportamento!”
Na carta de desamor que ilustra esta postagem, tem-se um modelo refinado do pérfido “modus operandi” de sobrevivência política, talhado pelo honrado senador. Nela, sem pejo ou mesuras, Antônio Carlos Valadares admite que se juntou naquela ocasião ao desafeto por necessidade política, mas que dele se desgarrava, semanas depois, também por necessidade política, tudo isso durante o “interregnum” de um único pleito eleitoral. Haja versatilidade... Contudo, mesmo se tratando de alguém cuja palavra vale o mesmo que pirita, não se deve desconsiderar o teor da missiva, recheada de queixas (todas verdadeiras) típicas do fim de uma paixão arrebatadora (neste caso, política)...
Sobretudo à juventude, a carta de desamor de Antônio Carlos Valadares a Jackson Barreto servirá como um condão, a traçar claramente o perfil dos dois políticos, que ora mais uma vez estão amasiados (politicamente, falando), novamente por “necessidade política”. Aos demais eleitores (de todas as idades e matizes ideológicos), a epístola serve de indelével referência sobre a capacidade humana de abstrair-se de lembranças incômodas, quando os interesses pela manutenção do poder gritam alto, às turras. Santa Danação!
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Por David Leite ©2014 | 10/08 às 11h00 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.
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ENTREVISTA | JOÃO FONTES 
Ex-deputado pelo PT até 2006, o empresário João Fontes é conhecido dos sergipanos pela independência de suas posições políticas e, em especial, pela contundência das palavras. Fiz questão de convidá-lo para abrir esta série de entrevistas que #VerdadesQueIncomodam fará neste período de campanha, como forma de contribuir para o debate de ideias e, acima de tudo, buscar se inteirar dos bastidores da política. A série de entrevista é denominada de Abra-O-Olho, que também é o nome deste blog que mantenho desde 2007. A seguir, um resumo da entrevista (são aproximadamente 17 minutos, que você ouve no link abaixo) com o ex-petista João Fontes, um dos signatários, quando esteve deputado federal, da Lei da Ficha Lima.

“O SENADOR VALADARES ESTEVE COM SUKITA PARA
TRATAR SOBRE A CANDIDATURA DO EX-PREFEITO”
Claro que o tema do momento, a prisão e soltura do capelense Manoel Messias dos Santos (vulgo Sukita), não poderia deixar de figurar numa entrevista com João Fontes, cujos ex-companheiros de partido, José Dirceu e José Genoíno, hoje repousam na cadeia da Papuda (DF). Mais ainda por ter ele sido, juntamente a deputada pelo PSB Luíza Erundina (ex-prefeita de São Paulo, pelo PT), um dos signatários da lei que hoje tenta impedir a presença de mal políticos na vida pública do País.
Aliás, o controvertido Manoel Sukita revelou numa entrevista ao Cinform desta semana alguns fatos muito interessantes. O mais peculiar deles é que, ao chegar ao presídio onde ficou por 40 dias e quarenta noites, o ex-prefeito, acusado de meter a mão no erário capelense, foi julgado pelos colegas de detenção, para ser aceito. Detalhe: foi aprovado pela cambada de todos os pavilhões. O que o fato sugere? No meu entender – e João Fontes diz o que pensa sobre isso –, a turma da bandidagem sabe reconhecer um grande líder. A malandragem se respeita...
Voltado à entrevista... João Fontes se disse intrigado com o fato de o senador Antônio Carlos Valadares não ter visitado o ex-vice-presidente do PSB na prisão e, somente depois de duros recados de Manoel Sukita, de que abriria a boca, percebeu que não poderia ignorar o caso, que ao fim e ao cabo, promete ser explosivo. Mesmo que o próprio senador negue, e isso seja reverberado por segmentos da imprensa, a verdade é que ele esteve sexta-feira (de modo quase invisível) com o correligionário, conforme afirmou o próprio Manoel Sukita ao ex-deputado.
João Fontes não acredita que o PSB tenha condição de negar legenda a Manoel Sukita para que seja candidato a deputado estadual pelo fato de haver uma ligação estreita dele com a cúpula do partido em Sergipe, a quem representava publicamente. Ao Cinform, o ex-prefeito até afirmou ser ele mesmo e o deputado Valadares filho dois “patrimônios” do partido. Mas, se o PSB o fizer, estaria a endossar um político que a Justiça autorizou prender – e depois, a soltar – sob severas acusações de uso indevido do dinheiro público. O ex-deputado também acha estranho que o povo de Capela esteja se mobilizando para um ato de desagravo que o ex-prefeito organiza no próximo sábado, com o qual espera reunir 50 mil pessoas. Haveria até uma missa católica na programação.
O ex-deputado petista, que foi expulso do partido por divergir da conduta da agremiação no Congresso à época do Mensalão, também fala sobre a queda de Dilma Rousseff nas pesquisas e como isso pode influir no quadro eleitoral sergipano, trata sobre a falta de renovação política e de novas lideranças em Sergipe e deixa um recado perturbador à imprensa: “Não podemos ter aqui uma imprensa que silencie à malandragem. A imprensa é para informa, e não para deformar os fatos. Acho que Manoel Sukita é um péssimo cliente para quem deseja entrar no campo da assessoria política”. E q1ual comunicador social ousaria trabalhar para o ex-prefeito?
Ouçamos a entrevista...


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Por David Leite ©2014 | 23/07 às 10h40 | Reprodução permitida, se citada a fonte.
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