JOÃO ALVES FILHO DEVERIA MANTER
SUA CACHORRADA NA FOCINHEIRA
Alguns homens públicos ainda desconhecem o poder das mídias sociais para fazer estragos graves à imagem alheia – por suposto, sobretudo aliás, à imagem das celebridades. João Alves Filho vive atualmente um momento de autocelebração das virtudes que ainda imagina ter, especialmente na gestão executiva. São tantos os circundantes a afagar-lhe o ego que o prefeito de Aracaju parece não se dar conta – ainda! – do que pode lhe advir em breve.
Pode haver aqui a ignorância suprema dos fatos ou na pior das hipótese a omissão proposital da Comunicação. Como se sabe, é dever do secretário da pasta, através de múltiplas ferramentas, informar-se sobre absolutamente tudo quanto ocorre no âmbito da comunicação que lhe diga respeito, para escolher que armas – dependendo da ocasião – utilizará para agir (ou manter-se na moita), além de informar o prefeito sobre questões relevantes.
Fica então a dúvida: teria o secretário Carlos Batalha tomado conhecimento dos ataques sofridos por parlamentares aliados nas últimas semanas, parte expressiva deles partindo de comissionados da Prefeitura de Aracaju com cargos na cúpula diretiva do Democratas Jovem, sob o auspício luxuoso do deputado federal Mendonça Prado? E se tomou, deu ciência do fato ao Negão?
Na semana passada, foi o deputado Augusto Bezerra o “Judas  da vez. Tomou tanta mordida dos Machadinhos que ficou mais fofo (e dengoso) do que já é... Foi tratado como se fosse vice-líder num chiqueiro. De dentro da casa do prefeito, o deputado mereceu reprimenda pública até da filha Ana Maria Alves de Mendonça. Ninguém pediu desculpas pelo arrazoado – pelo que sei...
Ontem foi a vez do deputado Venâncio Fonseca. Os dirigentes da Ala Jovem Pitbull do Democratas aplicaram violentas dentadas à honra do líder da oposição, insinuando que ele faz política com fisiologismoTalvez o mesmo fisiologismo utilizado na defesa de João Alves Filho, ainda quando os Patetas Fantásticos defecavam nas fraldas. Quem também foi vítima dos caninos dos aloprados foi o jornalista Joedson Teles*, acusado de ser um “vendido”.
Talvez João Alves Filho não tenha sido informado por Carlos Batalha de todos esses tristes episódios, os quais têm sido mais do que recorrentes – neste caso, trata-se dum secretário incompetente ou (pior) conivente! Caso o Negão saiba e não venha a tomar qualquer iniciativa, como fez quando dos ataques do mesmo grupo ao senador Eduardo Amorim, deixa claro que, ao menos, concorda com as agressões feitas por seus assessores (in)diretos.
O Negão apanha todo santo dia – no rádio, TVs, jornais e blogs – e os poucos que o defendem recebem como gratidão abocanhadas violentas da Juventude Pitbull Democrata. Mordidas que podem não arrancar pedaços dos aliados, mas ferem e deixam muita dor. É devido a fatos assim que João Alves Filho anda cada vez mais isolado, soturno... Seria triste vê-lo no ano que vem tentando sozinho abrilhantar a pose de gestor muito competente, ao lado da senadora Maria do Carmo, a quem quer manter no cargo.
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Por David Leite | 03/08 às 17h20
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(*) Leia o texto que suscitou a reação ao jornalista do portal Universo Político: http://joedsontelles.com.br/venancio-nao-deveria-perder-seu-tempo-deixava-na-insignificancia/




Atualizado em 05/08 às 11h29
CAMARILHA DEMOCRATA EMITE
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Chorosa após os pitos que tomou ontem do prefeito de Aracaju João Alves Filho, por estar cumprindo a agenda sem vergonha de ataques à honra de aliados do grupamento comandado pelo chefe do Democratas, sob os auspícios invejosos do deputado federal Mendonça Prado, que indicou a turma conhecida como “Patetas Fantásticos” para compor a diretoria executiva da Juventude do Democratas Aracaju, os “machadinhos” emitiram nota pública hoje pela manhã, com o fito de mais uma vez tentar sair da batalha (Ups!) como se vítimas fossem – os coitadinhos atacados, os odiosamente ofendidos, os diabolicamente satanizados...
Logo abaixo, a íntegra da nota da Juventude do Democratas Aracaju. Leiam-na e tirem os senhores as próprias conclusões, levando em conta que ela decorre de um escrito meu, sob o título JOÃO ALVES FILHO DEVERIA MANTER SUA CACHORRADA NA FOCINHEIRA, que pode ser acessado no texto acima.

NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Juventude do Democratas em Aracaju torna público, através deste expediente, alguns esclarecimentos acerca de fatos ocorridos durante o último final de semana:
1. No que se refere à discussão travada entre o seu presidente, o jovem Júnior Torres, e o líder da oposição na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Venâncio Fonseca, travada durante a última sexta-feira, por meio do Twitter, a Juventude afirma que, apesar de áspero em alguns momentos, o debate manteve-se sempre dentro do campo político-ideológico. Em nenhum momento, as partes envolvidas no episódio descambaram para ataques pessoais, como falsamente tentam fazer crer;
2. A Diretoria da Juventude reafirma o seu respeito e compromisso com as liberdades de manifestação de pensamento e de imprensa. Seu repúdio dirigi-se à conduta de alguns poucos radialista/jornalistas que, sob o manto da liberdade de imprensa, em defesa de determinada facção política, abandonam a verdade factual, relegando ao segundo plano o mister de bem informar à população;
3. A Juventude municipal esclarece que nenhum dos membros da sua diretoria recebeu ou recebe qualquer tipo de vantagem para atacar ou defender quem quer que seja. Tudo o que seus diretores falam ou escrevem é fruto única e exclusivamente do senso crítico de cada um deles;
4. Quanto ao que escreveu o jornalista David Leite, em sua fanpage (no Facebook) “Verdades que Incomodam”  VQI, diante da biografia do autor, a Juventude deixa ao arbítrio de cada leitor/cidadão a ponderação acerca do valor que suas palavras devem ter; e
5. Por fim, a Juventude do Democratas ratifica o seu compromisso e lealdade ao projeto político-administrativo do prefeito de Aracaju, doutor João Alves Filho, independentemente da ocupação ou não de cargos dentro da Administração.
Aracaju/SE, 05 de agosto de 2013
Juventude do Democratas em Aracaju  

ANTES DE FAZER GARGALHAR, O EXEMPLO
DE EIKE BATISTA DEVE SERVIR DE LIÇÃO...
São tantos e absurdos os erros de Eike Batista que surge a dúvida: foi burrice com um misto de audácia sem noção – ou simplesmente, má-fé? Nunca na história do capitalismo mundial alguém caiu tão rápido, diante do montante investido em projetos diversos, a maioria mais que complexos, extramente complexos, caso da exploração de petróleo em águas profundas e de um porto offshore. Só o futuro dirá como tanto dinheiro terá retorno para os investidores...
Quando o fenômeno Eike Batista surgiu, os conspiracionistas de sempre – entre os sergipanos, meu ilustre colega César Gama à frente – falavam sobre “dinheiro fácil entregue pelo governo do PT”, “esquemas de informações estratégicas governamentais privilegiadas”, “suborno a servidores públicos”, “esquemas de proteção no Judiciário”, “esquemas de aliciamento de parlamentares”... O saco era grande e cabia ainda a “ligação com potências capitalistas interessadas no controle de setores primários da economia nacional”. Do BNDES saiu a maioria do capital para a farra do grupo EBX.
Lembro ainda de outra turma aguerrida, a dos deslumbrados com “o saber quase místico de Eike Batista”, sobretudo após o sucesso de “O X da Questão – a Trajetória do Maior Empreendedor do Brasil”*, onde segundo o editor, “o maior empreendedor brasileiro narra com sinceridade ímpar suas aventuras de desbravador, desde os maiores sucessos até as experiências que não deram certo e os erros cometidos no curso de projetos vitoriosos.” O atual prefeito de Aracaju João Alves Filho era um desses entusiastas e, digamos, apreciadores do “estilo guerreiro” do empresário, que terá de acrescer alguns interessantes capítulos sobre inapetência e incompetência à nova edição do livro!
Para o professor de finanças da FGV de São Paulo Samy Dana, “Apesar de operar em setores tradicionais, as empresas de Eike Batista se parecem mais com startups da internet. Por isso, podem perder a confiança do mercado, de forma catastrófica, com a reversão das expectativas”. Eis o “X” da questão: para  capitar entre 2005 e 2012 investimentos de 26 bilhões de dólares, Eike Batista prometeu mundos e fundos. Seus campos de petróleo eram verdadeiras “minas de ouro”. Como um malandro-agulha, espetou e fez furos em muitos cofres de todos os cantos do planeta, agora leva no próprio buraco.
Sem dúvida, a falação destemida e o poder de convencimento da lábia de Eike Batista foram fundamentais para transformar o grupo EBX num mamute gigantesco – a palavra “mamute” não foi usada ao acaso, friso. Essas mesmas características o impediram de enxergar-se incapaz de gerir algo absurdamente complexo, sofisticado... Enquanto outros borrariam as calças diante de obstáculos difíceis de transpor, o danado do “empreendedor” aplicava o que hoje é definido por especialistas como “indisciplina financeira”, motivo para até políticos intuírem certa má-fé com o dinheiro alheio.
O exemplo de Eike Batista ficará para sempre marcado na história do capitalismo moderno Brasileiro, pelo inusitado – para o bem e para o mal... Ele sonhava ter a maior fortuna individual no planeta. Conseguiu algo ainda mais complicado: quebrar pela cepa, como um flash de relâmpago...
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Por David Leite | 02/08 às 14h05
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(*) O X da Questão - a Trajetória do Maior Empreendedor do Brasil
Autor: Batista, Eike | Editora: Sextante / Gmt 

PRESIDENTE DO PEN EM SERGIPE, EMANUEL
CACHO DEFENDE GENTE NOVA NA POLÍTICA
O Partido Ecológico Nacional de Sergipe lança hoje na TV e no rádio sua participação nesta segunda fase da propaganda partidária gratuita, de acordo com a agenda proposta pelo Tribunal Superior Eleitoral. O PEN é presidido no estado pelo conceituado advogado criminalista Emanuel Cacho.
Nesta participação – cujo vídeo pode ser conferido abaixo –, o jurista diz que o PEN defende um novo modelo de desenvolvimento para Sergipe. Fala em sustentabilidade ambiental e inclusão social, mais empregos para os jovens e atenção aos idosos. Também alude à questão da saúde, educação e segurança, temas que estão na agenda da população, porquanto faliram desde a chegada do PT ao governo, em 2007. Uma pitadinha de sal na gestão de João Alves Filho não foi esquecida, ao comentar sobre o transporte público de qualidade.
Por fim – e talvez seja esta a mensagem mais importante da inserção partidária –, Emanuel Cacho fala que a hora é de mudança, de novas ideias e de gente nova, com mais competência para governar. Petardo mais direto para fustigar os gestores estadual e de Aracaju impossível. Vejam e avaliem...
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Por David Leite | 31/07 às 08h10

>>>   M U N D O   C A C H O R R O  <<<
JOÃO FONTES IMITA ALMEIDA LIMA
PASSEANDO NA ATALAIA COM SEU CÃO
Esteve tediosa, a tarde quente... Para distrair, passei a ler “O diário de bordo do JN no Ar, de Ernesto Paglia (Globo Livros), com o relato sobre as viagens que o repórter fez pelo Brasil adentro, semanas antes do primeiro turno do pleito eleitoral de 2010. Lá pelas tantas, chega-me via e-mail o clipping eletrônico da ConsensoWeb, com os destaques dos noticiários do meio dia.
Não pude deixar de rir com a armada do ex-deputado federal João Fontes, a imitar os trejeitos do deputado federal Almeida em passeio com seu cão London, na praia de Atalaia, no programa Batalha na TV. Convenhamos, é uma cena para lá de hilária. Pior era ver a cara do jornalista Carlos Batalha, que não se arvorou naquele momento, mas faz uma imitação do meu oraculoso amigo Almeida Lima como poucos, com direito a pazinha pegando o cocô do cachorro e boca torta.
Confiram a performance de João Fontes (vídeo abaixo). O cara leva jeito para comédia standy up...
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Por David Leite | 30/07 às 18h40
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PICARETAGEM DOS GRANDES CONGLOMERADOS
EM ASSOCIAÇÃO COM O GOVERNO DOS EUA
havia a suspeita de ser o governo estadunidense o grande olheiro mundial. Havia somente uma dúvida: até que ponto os grandes conglomerados de comunicação da América do Norte estavam envolvidos na patifaria? Ela já não mais existe... A certeza agora, conforme reportagem da revista Época desta semana, confere ao caso a pecha de escândalo mundial.
A tal “rede totalitária”, patrocinada pelo governo da maior “democracia” do mundo, atuando em colaboração com os conglomerados privados de internet, expõe o conluio entre o poder político e o controle tecnológico das redes sociais. Conforme relata Eugenio Bucci em artigo na revista, “em algum lugar, em algum banco de dados, alguém é capaz de levantar tudo sobre você”.
Estão inclusos nesse “tudo sobre você” absolutamente tudo, sem firulas: “dos exames médicos que você realizou no laboratório da esquina aos gastos com o cartão de crédito, passando pelas ligações de seu celular, pelas mensagens que você publicou, pelas fotos que você enviou e pelos sites que você visitou (na internet).” Trocando em miúdos: tudo o que você disse e, mais do isso, toda a tecnologia que você utilizou, poderá ser usada contra você...
Neste exato momento, este texto que aqui escrevo, pode ser submetido ao escrutínio do governo norte-americano, graças à parceria com o Facebook (plataforma utilizada para divulga-lo, além deste próprio blog, hospedado pelo Google). A ação é feita de modo automático, através de robores que monitoram a rede 24 por dia, sete dias por semana, 365 dias ao ano, em busca de palavras-chave, fotos com determinados tipos de caraterísticas, além de áudios e vídeos.
Todos nós com alguma consciência da dinâmica da internet, sobretudo após a era digital, sabíamos que era possível espionar e ser espionado. Por serem os criadores e disseminadores da rede mundial de computadores, os EUA detêm a maior parcela do tráfego de informação do mundo. Podem fazer dela o uso que acharem mais apropriado. Mas outros países – incluindo o Brasil – também espionam interesses específicos (estratégicos, comerciais...) na internet. A guerra cibernética é a nova “onda”...
Claro está que somos todos cobaias de um grande experimento de observação planetária das atividades humanas, guiado pela tecnologia. Nunca fomos tão xeretados como agora – e a tendência, com o amadurecimento dos sistemas de busca e vigilância, é aprofundar ainda mais o nível de detalhamento dessa checagem. Pode parecer paranoia, mas uma certeza é inquestionável: a solução é vigiar quem nos vigia e combater a bisbilhotice!
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Por David Leite | 30/07 às 10h44

A CARA DE PASTEL SECO
DE JACKSON BARRETO 
A vida real é mesmo muito engraçada... O vai e vem do deputado Augusto Bezerra deu panos para as mangas. Num dia o cabra era oposição ferrenha. No seguinte estava entre petiscos fogosos com o governador em exercício Jackson Barreto. O caso mexeu até com o brio de uma filha do prefeito João Alves Filho. A recatada Ana Maria Alves de Mendonça meteu o bedelho através do Facebook. Questionou a “independência” de Augusto Bezerra. Irritado com a facécia, o deputado-bumerangue queixou-se pessoalmente ao mandatário do Democratas.
A postagem de Ana Maria Alves de Mendonça teria sido “influenciada” pelo marido, dizem certas más línguas. Ninguém ignoraria os motivos do deputado. O pequeno Mendonça Prado é desafeto confesso de Augusto Bezerra faz tempo e tem sido visto em alguns colóquios “desinteressados” com o danado do Jackson Barreto. Sonha uni-lo ao sogro na campanha eleitoral de 2014 só para irritar o provável candidato a governador pelo PSC senador Eduardo Amorim. O Negão tem saído pela tangente. Mas com ele, nunca se sabe...
O vai e vem de Augusto Bezerra conseguiu outro mérito. Empacou a verve rouca do governador em exercício. Chorei de gargalhar ao ver ontem pela TV a cara de pastel seco de Jackson Barreto ao ser questionado acerca da ausência à própria posse da quase-futura ex-secretária estadual de Articulação com os Municípios. O ziguinal da professora Ada Augusta Bezerra, irmã de Augusto Bezerra, deixou o falastrão sem palavras, coitado. Na verdade, mais cedo o deputado havia comunicado a Jackson Barreto que não sairia do Democratas.
Passado o sufoco, o governador em exercício deve agora explicações à Sociedade sobre outra posse, a do novo secretário estadual do Trabalho Fábio Mitidiere. O documento de posse assinado por Jackson Barreto tem data de 19 julho de 2013, com efeito retroativo a 1º de julho de 2013. Santa danação! Fábio Mitidiere vai receber como secretário antes mesmo de ter assumido as funções, como atesta a reprodução em anexo (clique na imagem para ampliar). Amigo é para essas horas...

MOMENTO DE REFLEXÃO – O momento para Jackson Barreto é de reflexão. A força da máquina estadual provou-se inócua antes, quando Marcelo Déda tentou atrair membros da oposição para votar a favor de projetos de interesse do governo, e mais uma vez agora, com a esparrela do governador em exercício. Ao que parece, a turma governista não entendeu o recado: para aprovar projetos do interesse de Sergipe, não é preciso assediar ou tentar aliciar deputados da oposição. Basta enviar demandas sérias e dialogar com a oposição. Só isso!
Vejam que após a cacetada violenta da reprovação do Pró-Investe, Marcelo Déda humildemente deu-se ao expediente democrático de discutir com o parlamento e aprovou o financiamento depois de convencer os deputados sobre a lisura dos projetos, anteriormente envoltos num simulacro de destinações pouco transparentes. Isso prova que, apesar da convivência estreita com o governador licenciado, Jackson Barreto não aprendeu nada sobre ética e moral – e sobretudo, acerca do tratamento com a Assembleia Legislativa.
Marcelo Déda pode ser criticado por sua gestão moribunda, que tem frustrado e decepcionado a população sergipana, sobretudo a mais pobre, que depende dos serviços públicos. A gente observa que a segurança morreu, a saúde está na UTI e a educação foi reprovada. Mas não dá para comparar o estilo político, ético e moral... Jackson Barreto parou no tempo! Não ouviu a voz das ruas. Ainda acha que é possível usar o poder da máquina pública para corromper e comprar consciências, angariar apoios e até aliciar aliados entre os opositores. Aliás, usando da estrutura de poder de um governo que não é dele.
Se com Marcelo Déda a coisa está muito ruim e caminhava para piorar, com um Jackson Barreto desprovido de ética e competência administrativa, useiro e vezeiro de abusar do erário em benefício dos seus interesses políticos – e é por esta razão que ele está entre os maiores fichas sujas do Brasil –, a situação tende a degringolar. Sergipe afundaria, se não tivesse uma oposição combativa. É nela que se deposita a confiança agora...
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Por David Leite | 24/07 às 17h05 

DO MESTRE TÃO GOMES PINTO, DUAS CERTEZAS:
COM ELE, ALÉM DE APRENDER, VAI SE RIR MUITO
Dizem que recordar é viver... Eis pois, em setembro de 2011 recebo em minha casa em Aracaju um colega a quem há muito admirava e jamais pensei um dia conhecê-lo pessoalmente – até então, ele também nem sonhava com a minha pacata existência internética, diga-se! Meu primeiro ofício na Comunicação Social foi no rádio FM. Naquele 1987, com Ronaldo Moreira, Beto Moreno e companhia, já era eu um leitor contumaz de livros e revistas. As combativas semanais IstoÉ e Veja estavam entre as minhas preferidas, pela ousadia, dinamismo, modernidade...
O editor de Política da IstoÉ de então era reconhecidamente um jornalista talentoso, com passagens honradas em publicações como Notícias Populares, a Edição de Esportes d'O Estado de S.Paulo, Jornal da Tarde e na própria Veja, da qual é fundador. Com aquele mestre das palavras me era possível aprender (à distância) muitos dos vários ofícios possíveis ao jornalista, fosse como repórter, cronista ou analista da cena política – Tão Gomes Pinto!
Tenho de confessar, minha admiração dobrou ao ler o excepcional O Elefante é um Animal Político (Geração Editorial), com a reunião das mais interessantes crônicas escritas por Tão Gomes Pinto numa fase romântica do Brasil, “livro que pode funcionar como um relato de um período ainda sem leitura consistente da história política brasileira, a denominada 'fase de transição', que pelo jeito continua transitando por aí, sem chegar a lugar algum”, conforme relato do próprio autor, um mamute do jornalismo...
A memória paquidérmica, adentrada aos mínimos detalhes de cada evento, faz antes de tudo rir... rir muito com histórias entrelaçadas por comentários... elefanticamente enfáticos! O livro de Tão Gomes Pinto fala sobre quem estava no poder ou gravitava em seu entorno. Sugere proibir, por decreto, a circulação de peruas Kombi em todo o território nacional – no que haverei de... concordar! Lembra ser Brasília, até dia desses uma pacata área deserta, a cidade dos “doutores” – alcunha até para quem mal completou o curso primário. Trata a Rússia revolucionária como uma “entidade social e politicamente reacionária”... Ufa.
Mais adiante, é impossível não gargalhar com os intrépidos périplos sexuais na Casa Branca dos Kennedy ou com a concepção do velho Vladimir Ilitch Lênin (ou Lenine) sobre “a liberdade do amor” num copo d'água; ou ainda sobre a escolha (fatal!) dos candidatos a vice-presidente, mesmo depois de José Sarney e Itamar Franco – e agora, do profilático Michel Temer. Santo azar, diria Hardy, aquela hiena que possui a estranha característica de ser altamente pessimista... E claro, sem “fundos” não se pode fazer campanha eleitoral, e eles jamais poderão ser rotulados simplesmente como “não-contabilizados”, todos sabemos!
Tão Gomes Pinto é de um o tempo em que a devolução do imposto de renda era feita por meio de cheque e possuir um doutorado não era sinônimo de “saber” – que o diga Mangabeira Unger ou Tancredo Neves, escalando seu ministério a beira-mar. “Saber” aqui tem o tom hilário de um engasgo com mamão papaia, algo complicado até prus mais espertos. Aliás, o relato sobre a posse de Tancredo Neves, a posse que não houve!, deve ser lido várias vezes, muitas vezes, sempre, porquanto é mais do que memorável.
O danado jornalista ainda envereda pelas “forças conhecidas” que atormentaram Jânio Quadros, pelo Dragão da Inflação – assim, com maiúsculas –, e pela linguagem dos sinais de Paulo Coelho que, “com a exceção da jabuticaba, é episódio rigorosamente verdadeiro”. Tão Gomes Pinto, sabe-se lá a razão, achou que Leonel Brizola foi “o último dos estadistas, no sentido amplo da palavra”, mas nem por isso deixou de receber do caudilho um “fuzilamento com aquele olhar emoldurado por grossas sobrancelhas”, como diria o roqueiro Lobão.
O Elefante é um Animal Político também trata de um vampiro do Planalto que nem o mais ardiloso espião da Abin poderia localizar e se encerra, sem pretenso narcisismo, comentando a fogueira das (nossas) vaidades e o tal do cui prodest, pois alguém se aproveita de tantas e ardilosas patifarias cometidas no Brasil em nome do povo e da... Bem, melhor ler o maravilhoso livro de Tão Gomes Pinto, um observador completo! Detalhe: as ilustrações em cada crônica ou “evento” são um show à parte... almas do além!
Lemos O Elefante é um Animal Político, eu e a doce Charlene Santos, minha amada Chachá, numa tarde... num só fôlego, entre uma bicada e outra num tinto chileno! Bons momentos...
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Por David Leite | 12/07 às 11h05

REFORMA POLÍTICA VIA
PLEBISCITO É PATIFARIA
“A vida dos brasileiros melhorou da porta para dentro, mas piorou da porta para fora”. A frase é do marqueteiro de Dilma Rousseff, publicitário João Santana. Ela resume a raiz dos protestos que divide o Brasil em dois: de um lado, mais comida à mesa, eletrodomésticos e móveis modernos, até carro na garagem (fruto da continuidade da política econômica implantada pelo PSDB de Fernando Henrique Cardoso); do outro, trânsito caótico, transporte precário, saúde e educação falidas e a sensação de que segurança de verdade é coisa para gente muito rica.
O custo de vida aumentou – e não foi só o preço do tomate! Contudo, o brasileiro médio é incapaz de relacionar o impacto da inflação e a queda dos serviços públicos com o modelo perdulário imposto pela governanta. A gestão do PT gasta em demasia... e muito mal. A presidente disse que os anseios das ruas são também os do seu governo. É preciso ter coragem para dizer tal impropério; e mais ainda para propor como solução a reforma política.
O Brasil é o país dos trouxas. Gente que se deixa levar por qualquer mínima ilação de boa vontade. O plebiscito é o mais novo truque para engambelar incautos. Quem ouve Dilma Rousseff falar, pensa até que ela também estava entre os manifestantes. Esquecem todos que o partido da presidente que anseia pelas mesmas mudanças gritadas nas ruas está no poder há 10 anos e seis meses? Os parasitas da nação comemoram! Eta povo sem noção...
Dentre as propostas de Dilma Rousseff para acalmar os manifestantes havia a consulta popular para promover a esperada reforma política, mesmo que o assunto não estivesse na pauta dos protestos e só apareceu nas redes sociais depois de sugerido. Com esperteza petista, a presidente aproveitou a crise e encaixou no debate o modelo de Hugo Chávez da Constituinte exclusiva, para alterar as regras do jogo eleitoral. Diante da chiadeira no Congresso, ela amenizou. Mas persiste o tal plebiscito.
O modelo político atual está falido, não há dúvida. A reforma política, no entanto, é um tema complexo demais. Envolve o financiamento de campanha, fidelidade partidária, o voto em si – se proporcional; aberto ou fechado; distrital, misto ou em lista –, reeleição, coligações, cláusulas de desempenho ou barreira... Assuntos para muita controvérsia, sendo inadequados a um plebiscito porquanto obscuros para a maioria da população.
A oposição deve se insurgir contra o plebiscito. Se a Constituinte exclusiva seria um golpe nos moldes de Hugo Chávez, o plebiscito é uma patifaria favorável apenas a quem tem máquina partidária, militância e eleitorado cativo. Trocando em miúdos: o plebiscito só seria bom para o PT, pois detém a máquina governamental e deseja implantar suas propostas de financiamento público de campanha e o voto em lista, sonhos de consumo de Mula da Silva.
Está na cara que o desejo dos manifestantes é ter as instituições cumprindo seu papel com eficiência, servidores públicos trabalhando com honestidade e imparcialidade, e que os parlamentares ajam como legítimos representantes dos seus eleitores. Dilma Rousseff, em vez de buscar o mais simples – promover mudanças tópicas no sistema político, conduzidas pelos próprios congressistas (nos temas já citados acima) –, quer jogar para a plateia, visando o pleito de 2014.
Que estejamos de olhos abertos...
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Por David Leite | 03/07 às 17h15 

ACORDA, SINTESE! – E TAMBÉM QUEM
SUPÕE SER A EDUCAÇÃO PRIORIDADE
Antes que me acusem de pegar no pé da turma petista que há duas décadas aboletou-se no Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese), reafirmo minha querência e respeito pela causa sindical, sem a qual os trabalhadores não teriam voz nas discussões com os patrões, mesmo que discordando frontalmente dos métodos desse tipo de sindicalismo jocoso e leniente. Mas vamos ao que interessa...
A ONG Todos Pela Educação, em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), aplicou a Prova ABC no final do ano letivo de 2012. Foram avaliadas 54 mil crianças de 2º e 3º ano de 1.200 escolas públicas e privadas em 600 municípios de todo o País. O objetivo do exame era traçar um diagnóstico da alfabetização dos alunos nos primeiros anos do ensino fundamental, com base em testes de leitura, escrita e matemática.
Os dados divulgados em 25 de junho são alarmantes. Mostram que mais da metade das crianças matriculadas no 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas do País não aprendeu os conteúdos esperados. Elas escrevem pior do que leem – 74,1% não têm conhecimento suficiente para identificar temas de uma narrativa e perceber relações de causa em um texto. O Nordeste ficou na rabeira dos resultados de escrita: 86,8% não conseguiram fazer uma boa redação, que pedia ao aluno para escrever uma carta convidando um colega para brincar nas férias. Os maiores problemas foram de coerência e de adequação ao tema, reflexo da fraca formação em língua portuguesa.
A pesquisa também apontou certo abandono do ensino de matemática. A situação é ainda pior se forem consideradas apenas as escolas públicas: 70,8% das crianças têm dificuldades elementares. Conseguem responder a questões básicas, mas ficam empacadas diante de conteúdos complexos. É como se fossem analfabetos funcionais, incapazes de resolver questões mais elaboradas. Nenhum estado brasileiro registrou mais da metade dos alunos no 3º ano do ensino fundamental com instrução adequada em matemática. No Nordeste, 86,4% das crianças estão abaixo do desempenho esperado – no Sudeste, são 57%. Os técnicos da ONG Todos Pela Educação sugerem que a causa para tamanha incapacidade com os números seja a falta de clareza curricular. Ou talvez, por temer que as crianças fracassem, o professor acabe ensinando apenas o conteúdo básico.
Diante desse caos, o tal “Pacto pela Educação Pública” proposto às pressas por Dilma Rousseff numa tentativa de responder às queixas das manifestações de rua nada resolve. É falacioso o discurso sobre os royalties do Pré-Sal para a Educação. A Câmara aprovou projeto que destina 75% deles para esta área e 25% para a Saúde. A população precisa ser informada de que, em média, um poço de petróleo, após licitado e a empresa vencedora devidamente contratada, leva de 10 a 15 anos para começar a operar. Será que a Nação terá de esperar outra década para ver a educação recebendo imprescindíveis investimentos?
Em que pese a má gestão dos recursos até agora aplicados em educação e a falta de resultados que os justifiquem, Dilma Rousseff não precisa esperar pelos “royalties do petróleo” para começar a investir mais em educação, pois tem às mãos uma solução imediata. Repousa no Senado o Projeto de Lei – PL 8035/2010, obrigando o governo a aplicar 10% do PIB em educação. Basta a presidente exigir do relator do projeto que apresse o seu parecer a fim de ser votado pelos senadores ainda neste ano. Dilma Rousseff poderia ainda criar uma campanha nacional de valorização da educação e investir em regras plausíveis de gestão, além de fiscalizar – quando necessário, punir – e cobrar a prestação de contas do dinheiro repassado até agora.
Outro problema a ser enfrentado é a precariedade das instituições de ensino. Um censo de dois atrás mostrou que no Brasil quase 11 mil escolas funcionam em condições degradantes e inapropriadas. Apenas 0,6% das unidades de ensino público funcionam em prédios completos; 44% das escolas não vão além de energia, sanitário e esgoto... Por mais que pareça um contrassenso, aumentar o orçamento da educação não resolve o problema, se a prioridade desses novos investimentos não for a capacitação dos profissionais do magistério, como fez a Finlândia, campeão do Pisa desde 2008, onde os professores do ensino fundamental são os melhor formados e 100% deles possuem no mínimo um mestrado em educação.
Professores dispostos e de alta qualidade técnica, com remuneração justa e prêmios de acordo com o desempenho dos seus alunos fazem grande diferença numa sala de aula, tanto quanto diretores capacitados e treinados para a função, pois sem um gerenciamento qualificado a escola não funciona bem, seja ela pública ou privada. São imensas as consequências econômicas diretas dos sistemas educacionais de alto e baixo desempenho na economia dos países, sobretudo em uma economia globalizada e baseada nas habilidades profissionais. O Brasil já sabe disso. Chegou a hora de arregaçar as mangas e usar todos os recursos disponíveis para melhorar a qualidade do ensino. Disso dependerá o futuro da nação. Não podemos continuar na rabeira do mundo civilizado.
Resumo da ópera: acorda Sintese! Lutar por melhores salários é justo, mas não vai resolver o problema da qualidade da educação. O segredo do sucesso dos campeões mundiais em educação nada tem a ver com métodos pedagógicos revolucionários ou com o uso intensivo de tecnologia de ponta em sala de aula. Apostaram na qualificação do professor, em metodologias baseadas em currículos de comprovada eficiência e numa “cultura” do aprendizado, que valoriza a presença da comunidade na escola. Nos países onde o estudo tem um elevado grau de importância na sociedade e as expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas, a educação é levada a sério e frutifica-se em resultados sempre positivos.
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Por David Leite | 02/06 às 18h50

ONIPOTENTE, JOÃO ALVES FILHO
É UM SUJEITO COM “DUAS” CARAS
Sempre me foi comum ouvir entre amigos o bordão segundo o qual João Alves Filho teria comportamentos difusos dentro e fora do poder. Seria um sujeito com “duas” caras: a do extremadamente humildade, useiro e vezeiro da querência, afetuosidade e fidalguias quando fora de cargos públicos; e o onipotente todo-poderoso, ao empossar-se. Os fatos provam que o bordão é verdadeiro!
Por falar em dueto de faces, só para quebrar o gelo, lembro agora de uma tirada magnífica do então senador Esperidião Amin, quando discutia em plenário com o colega Eduardo Suplicy. Os ânimos ficaram exaltados e o pai do roqueiro Supla atacou: “O senhor tem duas caras!” Rápido no gatilho, apontando para o próprio rosto, o barriga-verde retrucou: “Não seja injusto comigo, senador. Se eu tivesse duas caras, o senhor acha que eu viria ao Plenário com esta?”
Uma dupla de rápidas notinhas publicadas ontem no “Periscópio” do Jornal da Cidade resume a situação, apontando os estragos que as tais “duas” caras do Negão podem trazer à permanência de aliados importantes no grupo por ele liderado. Não é novidade que João Alves Filho optou por manter na prefeitura militantes do PCdoB e PT em detrimento do pessoal que ajudou a elegê-lo. Também não se ignora ter o prefeito de Aracaju desprezado (e isolado da prefeitura) antigos aliados, como afiança a nota, e ter ainda a estranha mania de só atender quando o assunto em pauta lhe interessa.
Leiam o material (foto; clique para ampliar) e tirem suas próprias conclusões. Abraços a todos. Uma semana feliz...
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Por David Leite | 01/07 às 18h28