Muitos
são os telefonemas que tenho recebido sobre a possibilidade de o
prefeito eleito João Alves Filho ter me consultado/indicado para
assumir o cargo de Secretário de Comunicação da Prefeitura de
Aracaju. Minutos atrás, por exemplo, recebi idêntico questionamento
do jornalista Diógenes Brayner. Por esta razão, resolvi esclarecer:
1
– Creio haver no grupo de João Alves Filho / José Carlos Machado
– e até nas cercanias dele – profissionais com melhor
qualificação técnica e mais gabarito político do que eu para a
função. Mesmo como assessor do Negão nos últimos 17 anos,
uma coisa necessariamente não avaliza a outra. Assim é a política
e nada a faria ser diferente, porquanto tal indicação é de caráter
unicamente pessoal.
2
– Creio que minha ação na internet (Blog, Twitter, Facebook)
defendendo a visão de gestão pública do DEM/PSDB (que sempre me
pareceu correta) e comentando assuntos nem sempre gratos aos colegas
da imprensa, políticos outros e pessoas ligadas à política, logrou
trazer-me muita indisposição pessoal – apesar de sempre buscar
fazer minhas críticas dentro de um espírito ético (no tocante à verdade), mesmo que
naturalmente jocoso, irônico, sem muito “deixa disso”! Portanto,
admito, não seria eu o assessor com melhor perfil para a função.
Creio até que poderia atrapalhar o projeto administrativo de João
Alves Filho, a depender de como tal indicação fosse recebida pelo
público e pela imprensa.
3
– Na vida – agora estou aos 45 anos (minha flor da idade) –,
aprendi que tudo tem seu tempo e lugar... Neste momento, a hora é de
ajudar João Alves Filho a realizar a grande administração que
sonha fazer e que tem sido alvo dos seus estudos e pesquisas nos
últimos meses. E a melhor forma de ajudá-lo é sendo e agindo como
sempre fui/agi: leal profissionalmente, honesto nas opiniões e grato
– muito grato, aliás – pela paciência e carinho do Negão no
trato para comigo, independente de cargos (seus ou para mim).
Portanto,
a título de esclarecimento público, informo que não fui e tenho
plena convicção de que não serei convidado a qualquer posto na
gestão do Democratas/PSDB, que se inicia a 1º de janeiro de 2013 –
menos ainda para a Secretaria de Comunicação.
Grato
a todos... Abraços!
*
* * Mensalão, o livro * * *
A
história contada nos mínimos detalhes – sem firulas
Por
David Leite | Domingo, 16/12/2012 | 10h55 | Livros
Conforme
prometi, após três dias de rápida leitura – uma prova de que o
livro que resenho agora tem o mérito de entreter e informar, sem ser
chato –, trago minha visão sobre “Mensalão – O julgamento do
maior caso de corrupção da história política brasileira”, do
professor de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos
(SP) Marco Antônio Villa.
Lá pelas tantas, para começar, diante dos
constantes entreveros entre o ministro relator Joaquim Barbosa e o
ministro revisor Ricardo Lewandowski, o sergipano Carlos Ayres
Britto, então presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de
apaziguar os ânimos e evitar que o Plenário virasse uma Torre de
Babel, saiu-se com esta: “Da nascente à foz, um rio é o mesmo
rio.”
Eis uma boa analogia para
definir o que quase ocorreu entre o início e o final do julgamento
do Mensalão. Por pouco, de tanta atrapalhação sem nexo, aquilo lá não virou uma Torre de Babel
escorrendo ao rio, com as inevitáveis consequências para o País. É
neste ponto, aliás, que o livro do professor Marco Antônio Villa brilha: de
forma sucinta (para os padrões dos historiadores), didática, ele relata cada
fase do caso, opinando aqui e ali acerca dos acontecimentos...
Os advogados, sobretudo os
mais estrelados, tiveram um tratamento “VIP” no livro –
ganharam milhões e mostraram-se inábeis, então fizeram por merecer
a derrota. Já os personagens como José Dirceu, José Genuíno e
Delúbio Soares são eviscerados, expondo que não seriam mais que
vassalos do presidente da República – aquele para quem o Mensalão
nunca existiu. Ricardo Lewandowski, “um advogado de defesa
disfarçado de juiz”, é massacrado. Marco Antônio Villa não
poupa sequer os ministros que agiram para condenar as malandragens do
PT, como Celso de Mello, que não escapa de observações irônicas
sobre o rebuscamento dos votos...
Dividido em etapas –
começando pelo assalto, indo até as condenações –, o livro
permite ao leitor um entendimento global do Mensalão, as razões
para que houvesse o julgamento, o julgamento em si e a justeza das
punições aplicadas, como forma de evitar que o Brasil continue a
ser o país da impunidade, onde rico e poderoso nunca vai à cadeia,
para cumprir penas por delitos cometidos – e que delitos: a
gravidade do Mensalão é exposta como num roteiro de cinema, onde ao
final do filme, faz-se justiça, com 25 réus condenados, muitos em
regime fechado.
Marco Antônio Villa encerra
louvando a independência do Judiciário e a liberdade de imprensa,
“que acabaram se tornando, mesmo sem querer, os maiores obstáculos
à ditadura de novo tipo que almejam (o PT, claro) criar”. Mas
adverte: “As decisões do STF permitem imaginar uma república onde
os valores predominantes não sejam o da malandragem e o da
corrupção... contudo, para que isso aconteça é preciso refundar a
República”.
Eis, então, uma boa razão
para que o livro seja lido: informação é poder e quando o
leitor/eleitor conhece os políticos que querem representá-lo, errar
fica mais difícil. Como diz o jornalista Augusto Nunes (Veja), “o
pai de todos os escândalos encontrou seu historiador” – sim, um
historiador danado... Recomendo!
O
desenrolar do escândalo e o julgamento dos envolvidos no maior caso
de corrupção da história política brasileira
O ano era 2005. E o governo
de Luis Inácio Lula da Silva. No dia 15 de maio, o povo brasileiro
descobriu um novo jargão: “mensalão”. Um vídeo amador vazou na
mídia mostrando Mauricio Marinho, um alto funcionário dos Correios,
recebendo propina em troca de favorecimento político, que segundo
ele, era coordenado pelo até então deputado federal, pelo PTB,
Roberto Jefferson. Este, um show man de primeira linha, conseguiu
reverter o quadro, e de facilitador do esquema, virou um defensor da
justiça e denunciou os envolvidos numa rede de pagamentos de mesadas
em troca de apoio político, que segundo ele, partia de homens fortes
ligados ao presidente Lula. Entravam na dança José Dirceu, ministro
da Casa Civil e braço direito do presidente, José Genuíno,
presidente nacional do PT, Delúbio Soares, tesoureiro do partido e
Marcos Valério, um publicitário que aparentemente era o homem do
dinheiro do esquema.
Depois de anos de discursos
inflamados, discussões, cassações, choro e desabafo, finalmente
essa história chegou ao fim. Os principais envolvidos no “projeto
criminoso de poder” de “macrodelinquência governamental”, nas
palavras do decano do STF , o ministro Celso de Mello, foram
condenados. Venceu a ética e a democracia. E perderam os mensaleiros
e corruptos.
** Mensalão & Cia **
O PT tem seu “Garganta
Profunda”, quem diria...
Por David Leite | 12/12/2012
| 06h45
Anotem: o que já está
péssimo, pode piorar ainda muito mais...
Em sua edição de ontem, o
Estado de S. Paulo trouxe reportagem na qual Marcos Valério
diz que fez repasses para pagar despesas pessoais de Mula da Silva
(veja detalhes na reportagem exibida ontem pelo Jornal Hoje, com link
publicado abaixo). O operador do mensalão teria decidido abrir o
bico com o objetivo de diminuir a pena aplicada pelo STF – mais de
40 anos de reclusão.
No finalzinho da quente
tarde de verão, foi a vez de Carlos Cachoeira abrir a boca. Ao
deixar o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, após obter na
Justiça um habeas corpus (veja link abaixo), o requintado bicheiro
afirmou que o PT sabe que ele é o “Garganta Profunda” daquele partido, referência ao fato de deter muitas, imensas,
tremendas, desconcertantes... informações.
Para quem não sabe, apesar
de ser título de um famoso filme pornô de 1972 – agora até
considerado cult, aliás! –, Garganta Profunda (ou Deep Throat, em
inglês) vem a ser o codinome pelo qual ficou conhecido o dedo-duro que provocou a renúncia de Richard Nixon. Agente da CIA, ele
repassava informações aos jornalistas do diário Washington Post
sobre os planos do então presidente dos EUA para destruir, sem pejo,
os rivais do Partido Democrata. Escândalo que ficou conhecido
mundialmente como “Caso Watergate”.
Por plagas de Macunaíma, a
sina das estrelas do PT parece ser resplandecer sempre de modo escandaloso...
Como se não bastasse Madame Rosemary Nóvoa Noronha, a Rose (amante,
rapariga, nêga ou quenga de Mula da Silva – fica a nominação ao critério do
distinto público) ter sido recentemente
indiciada na operação Porto Seguro da Polícia Federal por
corrupção, tráfico de influência e falsidade ideológica, após
ter sido pega agindo (direta e descaradamente) no
escritório da Presidência da República em São Paulo, agora vêm
esses ex-cupinchas exibindo-se aos holofotes da “imprensa golpista”.
Claro está que Marcos
Valério e Carlos Cachoeira, após as brutas condenações judiciais
– o segundo, a 39 anos de cadeia –, tentam trazer à ribalda midiática suas
mágoas com petista nutridos e bem cevados, essa turma que os
abandonou à própria sorte, em busca de reduzir suas penas e desconfortos. Coisa de gente canalha, que quer melar o
docinho de quem se deu bem? Talvez! Mas convenhamos, nada como assistir excrementos sendo atirados ao ventilador para ver em qual ponto da
parede eles vão respingar...
Mula da Silva que dê seus pulos, pois a sujeira se acumula em entulhos!
O
tal do ProInveste ainda embrulha o bucho de certos articulistas
políticos. Ontem mesmo, choroso nas cantilenas pró-governo do PT, o
jornalista Gilvan Manoel (Jornal do Dia, em 9/12) fez
queixas ao modo como a Assembleia Legislativa sergipana conduziu a
votação dos projetos de obtenção do financiamento.
Para Gilvan Manoel, "o discurso de que os projetos
provocariam um maior endividamento do Estado, podendo inviabilizar
futuras administrações, é meramente político". Rápida pausa
para comentar: e o jornalista queria o quê? Que a discussão na
Alese fosse movida por que outros intentos, que não os "meramente
políticos"?
Oposição serve para se opor, quando acha que haverá
prejuízos para a maioria do povo. E no caso do ProInveste, apenas um
dos projetos – aquele que financiava R$ 167 milhões para a redução
da dívida do Estado com a União – teria, de fato, o mérito de
ajustar as falidas contas da gestão de Marcelo Déda. Os demais,
serviriam como auxílio luxuoso a um governo preguiçoso e leniente,
disposto a mover-se apenas se as facilidades o empurram à frente...
Foi um erro não aprovar esse item? Sim, talvez! Mas
essa desculpa forjada por Gilvan Manoel de que, "na verdade, o
objetivo (da oposição, com as recentes investidas) é asfixiar o
governo Marcelo Déda em tudo que for possível, apenas de olho em
2014", soa como grande patifaria jornalística.
Não consta que Gilvan Manoel tenha tido o mesmo
comportamento (em defesa da "causa"), criticando Mula da Silva e Marcelo Déda, quando, com
vistas a "foder" – foi esta a palavra usada pelo então
presidente da República para definir o que pretendia – a gestão
de João Alves Filho (2003/2006), estes honrados camaradas impediram
que o Governo de Sergipe realizasse empréstimos dentro e fora do
Brasil, não obstante serem todos eles legais e estarem dentro da
capacidade de endividamento.
Qual era a intenção meritória de Mula da Silva e
Marcelo Déda à época? Bem, a eleição (2006) e reeleição (2010)
do atual governador são pontos eloquentes a confirmar a máxima de
que, "os fins justificam os meios". Mas percebam: trata-se
do tipo de atitude apenas aceitável se deflagrada pela turma do PT.
Ao menos, é o que me faz crer Gilvan Manoel com sua lamúria
jornalística.
Mas quem imagina que Gilvan Manoel parou por aí, tem a
madorrenta chance de vê-lo escrever outra aberração: "A
decisão da Assembleia Legislativa de Sergipe sobre o ProInveste,
seguindo orientações do senador Eduardo Amorim, surpreendeu
políticos de outros Estados que admiravam a capacidade dos políticos
sergipanos em se somarem sempre que os interesses de Sergipe estavam
em jogo." Que políticos foram estes? Gilvan Manoel não diz...
Mas aposto uma rodada de Seleta com caju doce que o
cabra bom não mente. Gilvan Manoel só não teve a devida coragem de
dizer quem são os tais cabras, pois devem ser todos ligados ao
governo do PT – aqui e em Brasília! Até porque, verificando a
história, como já afiancei, foi o PT, por meio de Mula da Silva e
Marcelo Déda, que iniciou esta fase de "Terra Arrasada",
de "foder" a gestão de políticos de oposição, em função
de interesses eleitorais – João Alves Filho e tantos outros
oposicionistas que o digam...
Assim, melhor faria o jornalista Gilvan Manoel se
voltasse o jeitoso choro para outras plagas. Quem sabe, poderia ele derramar suas muitas lágrimas para cobrar a finalização das obras ainda não
concluídas em Sergipe pela gestão de Dilma Rousseff – velha e
surrada promessa de campanha de todos os petistas caras-pálidas.
-
- - -
PS: Não é apenas Gilvan Manoel que se lamuria por
conta da não aprovação do ProInveste. Contraditoriamente, Jozailto
Lima, que durante os últimos 60 dias escreveu quatro artigos
tingindo de dúvidas a real necessidade do financiamento, hoje
resolveu bandear-se para o lírico...
O poeta-jornalista sergipanizado afirma na Cinformando desta semana que "a política errou". Então, por osmose, errou ele
também em todas as suas querelas anteriores, porquanto punham a
população (e os deputados) a pensar sobre as vantagens do
ProInveste. Ou seria, de fato, um falso arrependimento? Solerte na
busca de ficar bem na foto, faria o cujo um debute de bom-moço, num
momento em que Marcelo Déda e cia choram – muito, aliás! – com
a perda da boquinha?
Bem, o camarada Jozailto Lima é mais que jeitoso.
Porém, até onde me consta, tem ele vergonha na cara – ou tinha,
ao menos!
Aos amigos, minha gratidão...
Clique na foto para ampliar.
Domingo, 09 de Dezembro de 2012 | 13h15 | Livros
Futuro, o amanhã – O que a ciência nos reserva?
Por
David Leite
Fascinante...
assim pode ser resumido o livro do professor estadunidense da
Universidade de Nova Iorque Michio Kaku, físico teórico e cocriador
da Teoria das Cordas. Em “A Física do Futuro – Como a ciência
moldará o destino humano e o nosso cotidiano em 2100”, ele trata
menos de ciência e mais de comportamento, o que vem a ser algo incomum para alguém do seu status...
A eloquência simples, porém embasada de Michio Kaku,
instiga a não parar de ler o livro, sobretudo pela inteligente forma
como foi concebido, a partir da relação entre filosofia – devemos
lembrar que até o século XVIII, filosofia era assunto para físicos,
matemáticos e científicos em geral – e tecnologia: usos e
costumes associados...
Quem imagina ler um livro chato, verá o professor
Michio Kaku (mais conhecido pelas constantes aparições em programas
de TV da BBC, Discovery e History channel) num exercício sensato de
futurologia, tendo como base o que está em estudo, em
desenvolvimento ou já sendo aplicado – ainda que de modo
insipiente – nos maiores e mais sofisticados laboratórios mundo
afora.
O futuro do computador, a inteligência artificial, a
interação homem-máquina, a biogenética, a conquista do espaço, o
fim da eletricidade em oposição ao magnetismo, novas fontes de
energia com ênfase na fusão de partículas, o futuro da educação...
esses, dentre outros, são os temas tratados de modo, por vezes,
irônico, mas com a elegância dos grandes mestres.
Um passeio pela ciência do século XX e suas
consequências para daqui a 50 anos, 100 e até mais. Michio Kaku
mostra que os avanços científicos podem dar ao homem mais tempo de
vida, com aparência jovem. Por outro lado, ao mesmo tempo questiona
como usar esses novos poderes de maneira a evitar que a preguiça e a
leniência impeçam o surgimento da “sociedade planetária”.
Este, aliás, é o ponto que mais me chamou a atenção
para a visão de futuro de Michio Kaku: como os novos poderes
tecnológicos influenciarão para que a nossa “perfeição” não
resida no aprimoramento genético, mas no aprimoramento do caráter.
O objetivo final seria encerrar o ciclo de selvageria que tanta
violência tem deflagrado, seja por conta do fundamentalismo
religioso, do preconceito ante à diversidade, do sectarismo, da
intolerância...
Como bem lembra o professor Michio Kaku, “A natureza
humana não mudou muito nos últimos 100 mil anos, mas agora temos
armas nucleares, químicas e biológicas para acertarmos velhas
contas”.
Por fim, diz Michio Kaku que
esta é mais importante geração humana que já pisou sobre a Terra,
porquanto tem a importante tarefa de decidir que rumo tomaremos: se
vamos nos destruir, numa hecatombe nuclear, ao persistir no modelo de
sociedade primitiva, dividida entre pobres e (abastadamente) ricos; ou se vamos
avançar, para construir um mundo melhor para a maioria absoluta dos
seres humanos, valorizando sobretudo o conceito de democracia, no
mais extremado dos seus significados: a convivência com o
contraditório, com o diferente de nós!
E para haver o culto aos valores democráticos, ensina
Michio Kaku, devemos cultivar a educação de qualidade, a fim de preparar a humanidade visando este novo ciclo de mudança social e
política. Diz ele: “A forma mais garantida de intensificar o
debate democrático, vigoroso é a educação, pois somente um
eleitorado educado pode tomar decisões a respeito de tecnologias que
determinarão o destino da nossa civilização”.
Podemos resumir numa palavra todo o discurso de Michio
Kaku: sabedoria! A humanidade vai precisar dela, se quiser chegar às estrelas um dia... e se quiser manter-se viva. Reformar o sistema
educacional decadente, para enfrentar os desafios do futuro, deve ser
a meta de todos os governos. A chave para a verdadeira democracia –
um sistema imperfeito, certamente, mas até agora o menos pior dentre
os já experimentados – é um eleitor esclarecido, dotado de
sabedoria, informado e bem preparado para enfrentar um debate que se
dará ao longo deste século, chegando até o longínquo ano de 2100,
quando já seremos parte humanos, parte frutos da tecnologia – que
avança a passos largos!
Uma leitura que vale a pena...
-----------
Veja
palestra com o físico Michio Kaku no Museum of Science, em Boston /
Massachusetts, proferida em 23 de março de 2011, tratando sobre o livro –
material em inglês, ainda sem tradução (legendas)...
-----------
Serviço
A
Física do Futuro
Autor:
Kaku, Michio
Editora:
Rocco
Categoria:
Ciência Exatas / Física
Páginas:
415
Preço:
R$ 59,50
Resumo:
Um dos principais autores de divulgação científica atualmente, o
físico Michio Kaku prevê o progresso científico da humanidade até
2100 em A física do futuro. Sustentado por mais de 300 entrevistas
com os mais importantes cientistas do mundo, o livro derruba os mitos
e confirma as previsões futurísticas que têm chances de se
tornarem reais. Os relatos são divididos por períodos e em campos
distintos do avanço científico e tecnológico – como a
computação, a inteligência artificial e a medicina. Além de
revelar o que o futuro nos reserva nessas áreas, Kaku tece uma
importante reflexão sobre as perdas e ganhos dessa aventura.
Da
política rasteira ao “Onde está o dinheiro”, mosfios?
Por David Leite* | 06/12/2012 | 13h55 | Política
Destemperado,
acusatório e incapaz de admitir que o contraditem, o deputado
Francisco Gualberto (PT) atribuiu ao senador Eduardo Amorim (PSC) a responsabilidade direta pela derrota do Governo na questão do
ProInveste. Ontem à noite, Eduardo Amorim lamentou que o Cabra do
Facão não tenha entendido a democracia do Poder Legislativo e tente
encontrar supostos culpados para justificar os problemas do governo que representa. Penso
porém, que Eduardo Amorim errou ao não classificar Francisco Gualberto
de ingrato e mal-agradecido.
Mais
afeito ao meu estilo de deixar tudo em pratos limpos, o sempre
espirituoso líder da oposição na Alese, Venâncio Fonseca, disse
via Twitter que todos os governos passados (eleitos no período democrático, a partir de 1986) tomaram juntos 890 milhões
de reais. Já o governo de Marcelo Déda, sozinho, obteve mais de R$ 1
bilhão. Ou seja, a mesma Assembleia Legislativa que barrou o
empréstimo de R$ 727 milhões na quarta-feira, já havia assegurado outros
financiamentos ao gestor do PT, ainda mais vultosos!
De
volta a Eduardo Amorim, um sujeito elegante no trato e dotado de um
tom de voz apaziguador... O senador disse que não vai entrar nesta
de agredir por agredir, no que está certíssimo. No entanto, questionou o fato de o governador
não ter sentado com os deputados, para mostrar a real realidade do Estado.
Fato que, confesso, não me espanta, posto que Marcelo Déda se acha o Rei
da Cocada Preta. Então, ele iria conversar sobre o quê?
Disse
Eduardo Amorim: “Fui estudar a dívida do Estado e me assustei. Em
2008, era de R$ 800 milhões. Hoje, soma R$ 2,5 bilhões. Isso em (apenas) três anos. E a garantia para o empréstimo do Proinveste? O servidor
concorda?” O senador lembra que cinco governos seriam comprometidos
com o pagamento do empréstimo. Na opinião dele – e na minha
também, reafirmo –, aprovar o ProInveste seria jogar para debaixo
do tapete os problemas da gestão atual, deixando que outros governos
paguem pela incompetência de Marcelo Déda até 2033 – isso mesmo, até 2033!
Convenhamos, o argumento pertine – muito, aliás...
Essa
história de quebradeira embute também a preguiça estabelecida neste governo– e aqui vai a minha
estrita opinião, sem nada a ver com a do senador. Marcelo Déda, bem afiançou Eduardo
Amorim, poderia tentar a liberação de recursos das emendas de bancada (Orçamento da União). O senador afirmou que, nos últimos dias, esteve em quatro
ministérios buscando recursos para Sergipe. Por que peste, então, Marcelo
Déda – ou quem de direito! – não levanta a bunda da cadeira e
corre atrás desses recursos em Brasília, onde quem reina faceiro é o PT?
Em
mãos competentes e preparadas para gerir um Estado abarrotado com tanta grana, Sergipe já estaria em voo de cruzeiro há muito tempo. No
entanto, graças à preguiça mental, a incapacidade administrativa
do PT e à falta de liderança, corre-se o risco de os servidores estaduais ficarem sem o 13º
salário neste ano. Que vergonha, para quem prometeu mudança...
Por
fim, a pergunta que não quer calar: onde entocaram – ou torraram –
tanto dinheiro? Fazer propaganda, ateste-se, não basta...
-
- - -
PS
– Através das redes sociais, ratos de internet supostamente ligados ao governo criaram
um meme para atacar o senador Eduardo Amorim. Trabalho que, claro,
teria o incentivo de gente ligada à Vice-Governadoria de Sergipe, comandada pelo probo Jackson Barreto. Veja
a foto da gandaia petralha logo abaixo; e veja também a vacina preparada por mim, e já encaminhada, via Facebook,
Twitter e Twitpic, para o devido compartilhamento. Afinal, guerra é
guerra... (Clique nas fotos para ampliar)
-
- - -
(*)
Com informações de Universo Político.com
Quinta-feira, 06 de
Dezembro de 2012 | Política
Das
piadas que o chefe Marcelo Déda conta
Por David Leite
Ao atribuir à gestão
calamitosa da saúde pública estadual no primeiro governo o motivo
para ter sido derrotado na Grande Aracaju por João Alves Filho no
pleito de outubro de 2010, quando conquistou a reeleição, Marcelo
Déda – sempre em busca de vantagens à imagem pessoal, frise-se –
saiu-se com uma frase que vista em retrospecto virou piada de salão:
“Serei eu mesmo, pessoalmente, secretário de Saúde.” Todos
sabemos o resultado da pomposa investida...
Agora,
derrotado mais uma vez pela oposição na Assembleia Legislativa,
desta feita no embate do projeto do ProInveste – pelas contas, são
três batalhas consecutivas perdidas –, a estrela do PT sergipano
resolveu criar um tal de “Núcleo de Governança”, cuja missão
precípua seria “avaliar as contas do Estado”.
De
duas, uma: ou o governador não se tocou que, ao instituir
publicamente um grupo destinado à governança, confessa Ele que
esta, de fato, não existe – ou mesmo, que jamais existiu; ou o
corolário de exímio marqueteiro, decantado ao longo dos últimos
anos como divino, seria apenas falação de puxa-sacos!
Ao
que parece, o que Marcelo Déda tem de melhor, aquilo que Ele faz com
maestria hors concours (vejam quadro abaixo; clique para ampliar), é o pendor à comédia stand up... Oremos!
ATENÇÃO:
FALHA GRAVE MINHA!
Foto
com Mula da Silva, Madame Rose e Marisa Letícia é montagem
descarada e grosseira
A foto original, de autoria de Ricardo
Stuckert (Presidência da República), com a qual se realizou a falsa
foto produto de montagem, é esta publicada abaixo. E foi feita no dia 22 de fevereiro
de 2009, no Sambódromo, no Rio, e mostra Mula da Silva, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, o cantor Neguinho
da Beija-Flor e sua mulher, a sambista Elaine Reis. Portanto,
como tenho compromisso com a verdade unicamente, é meu dever
informar que a suposta foto que ilustra a publicação anterior
(QUANTO PUDOR COM OS DESPUDORADOS) é na verdade uma montagem
descarada. Pelo que peço desculpas aos leitores e aos envolvidos na
foto...
PS
- A foto anterior havia sido colhida no site da revista Veja, no blog
do colunista Ricardo Setti, jornalista sério e acreditado, que
também acabou sendo enganado. Coisas da internet... Afora
a foto, as demais informações publicadas no texto são mantidas,
porquanto factuais. Abraços.
Quarta-feira,
05 de Dezembro de 2012 | 11h10 | Política e Sociedade
Quanto
pudor com os despudorados
(Ou de amantes,
raparigas e nêgas)
Por David Leite
A cambada da esquerda –
ademais, a turma violenta e voluntariosa do PT – agride o que chama
de “mídia” e “imprensa golpista” de... golpista, por
divulgar as estripulias despudoradas que tornaram-se lugar comum no
Governo Federal desde a ascensão de Mula da Silva ao poder. Mas o
faz de pança bem regada! Em verdade, a imprensa nativa é até
boazinha com o ex-presidente...
Madame
Rosemary Nóvoa Noronha, a Rose, recentemente indiciada na operação
Porto Seguro da Polícia Federal por corrupção, tráfico de
influência e falsidade ideológica, agindo no escritório da
Presidência da República em São Paulo, havia 20 anos mantinha uma
“amizade íntima” com Mula da Silva – isso mesmo, gente, a moça
(de acordo com a imprensa nativa) era apenas “amiga íntima” do
cobra-criada... e só! Santa esculhambação...
Vejam,
então, o eufemismo descarado. Fosse Madame Rose amante, rapariga ou
nêga de algum ex-presidente da direita ou de um não-petista casado,
seria tratada com o substantivo adequado ao que de fato é: amante,
rapariga ou nêga! Mas, com Mula da Silva é diferente... O homem é
amado pelo povo, fez muito pela Nação e aqui no Brasil a vida
privada dos políticos não interessa a ninguém – bem, ao menos
até quando a (vida) privada não goza... nas entranhas da (vida)
pública!
Nos
EUA, Europa e até no Japão, se um político é pego em alguma
danação fora do casamento, o assunto é tratado sem delongas, com
as palavras devidas: amante, rapariga ou nêga do sujeito, a forma honesta de tratar a questão. Viram como a imprensa no
Brasil protege os poderosos de vexames com as respectivas senhoras?
Então, não cabe reclamar...
- - - -
PS: Abrindo a boca para
tirar chacota diante da bruta seriedade da questão a envolver sua
amante, rapariga ou nêga – fica a nominação ao critério do(a)
leitor(a) –, Mula da Silva teria dito, numa referência ao fato de
Madame Rose estar hoje aos 57 anos de vida: “Se eu fosse político
de direita, iam inventar namorada mais jovem, 18 anos. Como sou de
esquerda, sobrou uma mais velha.”
Ele (Mula da Silva) só não disse que – aliás, ele não dizer
nada sério é lugar comum – conheceu Madame Rose quando ela era
uma moça bem vistosa e arrumadinha, no frescor dos 20 aninhos de
idade. Que ela cuidava de suas contas pessoais e da agenda de
trabalho. Hoje, apesar da danação que a transformou na mais nova
“celebridade” petista nacional a chafurdar a imagem do Governo,
ainda é uma mulher nada mequetrefe... Ao contrário, pode até posar
para a Playboy.