Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012 | 11h35 | Polícia
Morte de radialista: desfecho inusitado


Por David Leite
O assassinato do radialista Edmilson dos Cachinhos, morto a tiros no domingo 28/10, nos estúdios da Rádio Princesa FM de Itabaiana, no momento em que trabalhava, pode ter um desfecho inesperado. Há informações sobre possíveis suspeitos e até acerca da prisão de duas pessoas, entre as quais um menor de idade.
De acordo com a família de Edmilson dos Cachinhos, ele não se queixou de ameaças em nenhum momento, não teria dívidas nem realizava investigações que lhe pudessem por em risco a vida. Mas há um fato que a família e amigos omitiram: homossexual, o radialista teria a perigosa tendência de "cantar" garotos pré-adolescentes através da internet havia anos.
Edmilson dos Cachinhos, por exemplo, teria sido demitido da Ilha FM há dois anos, onde era operador de áudio do programa de Gilmar Carvalho desde os tempos em que este trabalhava na FM Sergipe, após um colega descobrir mensagens num computador, encaminhadas ao seu filho de apenas 11 anos de idade pelo falecido, através do MSN. O bafafá só não veio à público porque a figura é um importante repórter, com atuação na política.
Na ocasião, é bom que se frise, as preferências de Edmilson dos Cachinhos já eram bastante conhecidas por muitos colegas radialistas e jornalistas, e o alarmado pai teria chegado, inclusive, a ameaçá-lo de morte, caso não fosse posto no olho da rua.
No domingo fatídico, quando Edmilson dos Cachinhos encontrou-se com a morte, ele supostamente teclava via "in box" do Facebook com um garoto pré-adolescente. A polícia teve acesso ao conteúdo da caixa de mensagens do radialista e nela encontrou indícios de uma vida ligada ao submundo da pedofilia. O assassinato, portanto, teria viés de vingança, praticado por alguém que descobriu, quem sabe, as cantadas de Edmilson dos Cachinhos contra um parente?
Outras questões ainda (também) em aberto: por que Gilmar Carvalho manteve esta história, ligando dois dos seus auxiliares diretos, em completo silêncio? Teria o CãoCão agido como fizeram os diretores da BBC, no acobertamento de um marginal que abusava (ou pelo menos tentava abusar) de menores?
Por que a Polícia Civil, mesmo já tendo prendido duas pessoas, ainda se mantém em silêncio sobre o caso? Haveria gente graúda envolvida no assassinato de Edmilson dos Cachinhos? Por que, mesmo sabendo previamente do comportamento de Edmilson dos Cachinhos, o Sindicato dos Radialistas tentou atribuir ao crime uma suposta causa ligada ao exercício da profissão no rádio, em vez de aguardar o resultado final das investigações?
Muita água ainda vai rolar neste caso...

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Leia mais:
SSP CONFIRMA PRISÃO DE ENVOLVIDO COM A MORTE DE RADIALISTA E MANTÉM INVESTIGAÇÕES


Segunda-feira, 05 de Novembro de 2012 | 18h35 | ProInvest
Posso ser “abestalhado”, mas estou com Mendonça Prado

Por David Leite
Parece piada, mas como a base de sustentação do governo Marcelo Déda é ineficiente às escâncaras, ironicamente, tem sido do deputado federal Mendonça Prado a mais aguerrida e bem formatada defesa do ProElege – ops, ProInvest... Atuação aliás, que pasmem, amoleceu até mesmo o narcisismo patológico da estrela petista.
Através do twitter, escreveu Marcelo Déda: “Liguei pessoalmente para os deputados Mendonça Prado e Laércio Oliveira parabenizando-os pelo espírito público demonstrado na defesa do ProInvest”. Quem diria... Marcelo Déda saudando com lúrias Mendonça Prado? É, a necessidade é mesmo mãe de todas as invenções, percebe-se...
Hoje pela manhã, num périplo por emissoras de rádio, o democrata afirmou ser o ProInveste fundamental para o desenvolvimento de Sergipe e que a morosidade para sua aprovação pela Assembleia decorreria de picuinha política. Disse Mendonça Prado: “Barrar o ProIveste é praticar ato violento contra a população. Estamos vendo que, quanto mais distância houver dos Amorim, melhor para o poder público, melhor para a sociedade.”
Trocando em miúdos: a querela criada em torno da aprovação do ProInvest deve ser creditada aos irmãos Amorim – o empresário Edvan e o senador Eduardo –, que querem impedir o uso da grana em benefício político do governo, agora e em 2014.
Provocado, Mendonça Prado também cutucou Jackson Barreto, candidato (já quase declarado) à sucessão de Marcelo Déda. O deputado disse que, caso o vice-governador venha a usar o dinheiro do ProInveste para fazer campanha eleitoral (ou eleitoreira, se preferir), ele tem que ir para cadeia – no que concordo inteiramente!
A questão incômoda é que, detentor de inúmeros processos por peculato, improbidade administrativa etc, Jackson Barreto continua a viver livre, leve e faceiro. Prefiro acreditar que sim. Que o danado vai usar descaradamente o Erário para fazer politicagem – posso ser “abestalhado”, mas não sou indigente mental...
Como é um destacado membro da oposição, para escapar das más línguas, Mendonça Prado antecipa: defende, sim, o ProInvest; mas isso não sinaliza apoio ao governo Marcelo Déda. Fá-lo por acreditar ser o financiamento muito importante para Sergipe.
Por seu turno, aguerrido combatente antigoverno, o líder da oposição na Assembleia, Venâncio Fonseca, lembra que o governo não pode reclamar daquela Casa (a Assembleia), pois teve aprovado um empréstimo de R$ 1,2 bilhão em 2009.
Caso se some o R$ 1,2 bilhão já entregue aos R$ 720 milhões agora solicitados, caberia questionar: o que se fez com tanto dinheiro (já que não se vê obra por aí) e por que exige-se, justo agora, ao pé da mudança de governo, um bom bocado a mais? Talvez o deputado Mendonça Prado, com sua clarividente argumentação, possa compilar uma resposta conclusiva/definitiva.
Línguas satânicas comentam por aí que Mendonça Prado estaria a favor do ProElege – ops, ProInvest! – apenas para infernizar os irmãos Amorim – os cabras “do contra”, que também agem por razões eleitorais, todos sabemos... Mas eu sou um otimista sem conserto! Creio que tudo vai acabar bem, com o empréstimo sendo aprovado e as prometidas obras finalmente entregues à população.
Como disse anteriormente, sou favorável ao ProInvest, posto que, como nada fez de importante até hoje, seria este um "incentivo" ao gestor do PT – digamos! É aquela coisa: posso ser “abestalhado”, mas não dou murro em ponta de faca...


Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012 | 11h30 | Gestão Pública
Mais um embate – agora pelo ProInvest

Por David Leite
O empréstimo ao governo, denominado ProElege – ops, perdão – ProInvest, é o embate da hora entre a oposição e a gestão Marcelo Déda. Naturalmente, algumas questões importam muito. Como pilhéria, já havia dito que sou favorável ao financiamento, posto que, como nada fez de importante até hoje, seria um "incentivo" ao gestor do PT – digamos!
Num artigo bastante esclarecedor (Cinformando), Jozilto Lima questiona: "Se os R$ 727 milhões forem aprovados, como o Governo intenciona, a primeira gestão e a metade da segunda de Marcelo Déda/Belivaldo Chagas/Jackson Barreto terão contraído uma dívida, via empréstimo, de R$ 1.747 bilhão, de 2009 até hoje. Gente, são quase 2 bilhões. E onde foi enterrado tanto dinheiro, que não serviu à fundação da tão almejada infra de agora?"
Eis a querela: o governo Marcelo Déda quebrou o Estado de Sergipe e agora, como todo cabra sem dinheiro para honrar os compromissos, apela ao financiamento, na esperança de cumprir a agenda eleitoral – sim, pois aqui o que pesa é o voto de quem teve o paraíso prometido e encontrou apenas o vazio.
Ademais, no caso em voga, quem se endivida não é a gestão de Marcelo Déda, mas o Estado de Sergipe. Trocando em miúdos: salva-se o governo atual, que precisa findar 2013 com algo de relevante para expor no Horário Eleitoral de 2014, em detrimento dos futuros gestores, não obstante ser a incontestada quebradeira de hoje (!) fruto da incompetência e da incapacidade gerencial da estrela máxima do PT sergipano – valei-me!
Cabe então, questionar: por que salvar a gestão de Marcelo Déda, com o tal empréstimo, se ele tem às mãos o Governo Federal e as verbas do Fundo de Participação dos Estados (FPE)? Bem, o primeiro simplesmente virou-lhe as costas. Dilma Rousseff não se deu nem ao trabalho de receber o governador para discutir projetos em andamento, quanto mais... – isso é fato! Pelo outro lado, o FPE, de acordo com o secretário-adjunto de Comunicação Sales Neto, sofreu queda no Brasil inteiro. Sergipe, segundo informa, "já perdeu R$ 160 milhões este ano. Em outubro, recebeu menos R$ 30 milhões".
Enfim, como eu não acredito em milagres – ou seja, que num surto de "vontade de fazer", Marcelo Déda desapegue-se da letargia típica dos bichos-preguiça e comece a trabalhar feito um louco –, acho que o melhor a fazer é autorizar o empréstimo e, quem sabe, ver a atual gestão finalizar ao menos algumas obras importantes, como hospitais e pontes – ao menos isso, espero...
Do contrário, muitos serão os esqueletos Sergipe afora, legando ao próximo governo, como cenário funesto, uma terra arrasada, com várias obras e ações por concluir!


Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012 | 15h00 | Imprensa & Mídia
O danado do Jozailto Lima descobriu A Pólvora

Por David Leite
Poeta capaz de produzir versos do calibre de “alma e lama:/ tudo clama/ a mesma tábula/ onde o raso se afunda/ e o fundo se arrasa”, o diretor do Cinform tem tiradas do Cão – o tipo de função jornalística que o faz “o melhor analista político de Sergipe”, segundo pude ouvir hoje de um empresário publisher de um jornal concorrente no velório de dona Edna Maria Bomfim. Claro, por pura provocação sebosa, discordei do cujo...
Hoje, na “Cinformando”, o jornalista sergipanizado me sai com uma daquelas de matar o guarda (de porre): troncha nos arremedos jocosos, ariada nas ideias, mas cheia de achados sintáticos próprios dos que tratam a palavra como quem, na danação de querer oferecer alhures um carinho jeitoso, furta da floricultura uma rosa, para presentar o Amor.
Diz-nos: “Pop star da nova Era. 'Release' generoso da assessoria de João Alves traz notícia digna do Guinness Book: 'João Alves é a terceira figura pública do País com maior acesso na internet', com 11.252 fãs no Facebook. A notícia não diz quem são os outros dois, mas atribui esse feito extraordinário em favor de João à irmã dele, Marlene Calumby, 'que montou uma equipe de excelência para executar os trabalhos no Facebook'. Sem querer estressar César Gama* e nem a David Leite e Carlos Batalha, mas esta coluna lança e endossa a professora Marlene para o posto de secretária de Comunicação. Com a devida chancela dos meninos Mark Zuckerberg, Accel Partners e Dustin Moskovitz, donos do Face”.
Nem sempre concordo com o camarada-poeta. Mas devo admiti-lo, a indicação de Jozailto Lima é muito pertinente e endossável – sim, senhor... João Alves Filho, observe-se, perdeu duas eleições (2006 e 2010) tendo como assessores de comunicação os citados acima. Num momento de reviravolta, o cabra passa a perna nos governistas e – pimba! – marca um gol de placa, vencendo já no primeiro turno, tudo com a extraordinária contribuição da “equipe de excelência” do Facebook. Marlene Calumby acertou na mosca: desbancou os abestados que fingiam fazer comunicação e mostrou como se promove uma imagem com competência e zelo.
Doa a quem doer – pois já sei que esta minha rápida missiva pública vai virar um fogaréu dos Diabos –, estou com meu amigo Jozailto Lima. Para o posto de secretária de Comunicação, ninguém preenche melhor os requisitos que a pedagoga, radialista, escritora, acadêmica e especialista em escolher equipes de excelência para marketing viral em redes sociais Marlene Calumby! Oremos pela sua indicação...
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(*) O jornalista e ex-secretário de Comunicação César Gama é autor do garboso texto distribuído à imprensa com a pérola hoje comentada por Jozailto Lima.


A arte de abrir portas – alheias

Pois, então, caras e caros leitores, fucei na memória e resgatei uns versos lindos, de um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos, o ex-comunista desiludido Ferreira Gullar! Homenagem ao abridor de portas Jackson Barreto.

Versos de entreter-se

À vida falta uma parte
- seria o lado de fora -
pra que se visse passar
ao mesmo tempo que passa
e no final fosse apenas
um tempo de que se acorda
não um sono sem resposta
À vida falta uma porta.

Ferreira Gullar


Segunda-feira, 22 de Outubro de 2012 | 11h30 | Política
Jackson Barreto e a “porta da esperança”

Por David Leite
Se há uma coisa a qual não se discute em Sergipe é quanto à esperteza política do governador em exercício Jackson Barreto. O cabra tem conseguido manter-se no poder desde sempre – são quase 30 anos de vida pública, surfando nessas ondas; ora no executivo, ora no legislativo, mas sempre lá...
Manchete de ontem do Jornal da Cidade: “Jackson diz que vai abrir portas para João em Brasília”. Pode parecer um título cujo fim seria apenas “polemizar” a entrevista dada pelo governador ao vetusto matutino, coisa normal na imprensa. Mas neste caso, onde há fumaça, há fogo – muito fogo!
O fim a que se destina o “pacote” está bastante claro: o gabinete do chefe Edvan Amorim. É lá onde JB, como candidato ao governo em 2014, encontra o mais ardiloso dos concorrentes políticos, a ensejar-lhe dúvidas quanto à vitória certa – afinal, estando JB de posse da máquina, a coisa muda de figura; no entanto, Edvan Amorim já mostrou que não está para brincadeira...

Uma vida abrindo portas – Lá se vão mais de 35 anos quando Jackson Barreto gritava às portas, “Correio”, “Olha o Carteiro”... Como entregador de missivas, abriu muitas portas. Chegou ao poder pelas mãos de Maria do Carmo Alves e João Alves Filho, e na prefeitura soube abrir portas para empregar Antônio Carlos Valadares no cargo de governador – em contrapartida, recebeu um pé na bunda porta afora da Prefeitura de Aracaju, mas esta é outra história...
JB continuou abrindo portas, daquela feita as do Palácio Inácio Barbosa. Primeiro para o neófito Wellington da Mota Paixão (1988). Depois para o primo Almeida Lima (1993); e em seguida para o milionário João Augusto Gama (1996). Num gesto que mudaria sua história, foi eletrochequecutado por Albano Franco, a quem escancarou as portas do eleitorado mais pobre (1998) em troca de uma vaga no Senado – que não rolou.
Seguiu abrindo portas para Marcelo Déda (2004), Edvaldo Nogueira (2008) e para um montam de amigos, a quem alojou em cargos no governo estadual e na prefeitura. Agora, para provar que é craque no ofício de girar maçanetas, promete abrir “as portas” de Brasília para o Negão – mimo com o qual pretende dizer aos Negão e aliados: “Posso lhes ser melhor que o danado do Edvan Amorim, pois tenho as chaves de gabinetes importantes do Planalto”.
Bem... conhecendo a fama de Jackson Barreto, creio tratar-se somente de mais um dos seus muitos espalhafatos! Para João, JB abriria “As Portas da Esperança”, que tal qual o quadro do Programo Sílvio Santos, corre o risco de encaminhar a uma sala vazia: “Ah, Negão, não foi desta vez. Continue tentando...”
Sou otimista inveterado... Meu coração vagabundo leva-me a crer na grande possibilidade de Jackson Barreto, por ser capaz de tudo – tudo, mesmo! –, aplicar um nó em muita gente incauta! É quando pretendo rir... muito!

PS – Lembrei de Luiz Caldas, em “Fricote”:

O Negão começa a gritar:
“Pega ela aí”
Pra quê?
“Pra passar batom,
na boca e na porta
do céu...”


Sexta-feira, 12 de Outubro de 2012 | 16h15 | Mídia
Campanha eleitoral em Aracaju ganha força na internet e emplaca vários candidatos

Por David Leite
Eleições nos EUA estão sendo ganhas com apoio maciço da internet. Alguns candidatos, caso de Barack Obama, conseguiram arrecadar milhões, muitos milhões de dólares – a maioria, contribuições não superiores a US$ 300,00 – e arrebanhar uma militância aguerrida.
No Brasil, ainda não foi desta vez que os marqueteiros usaram para valer a internet como braço da comunicação, para ajudar candidatos a cargos majoritários. Muitos especialistas achavam que a internet seria importante em 2010. Não foi. Achou-se o mesmo quanto a 2012. Também não foi...
No caso de Sergipe contudo, uma experiência desenvolvida na campanha proporcional do candidato democrata João Alves Filho, usou algumas ferramentas disponíveis no cyberspace para conquistar votos.
Surpresa – uma boa surpresa, aliás! Nada menos que 13 dos 228 candidatos das coligações que apoiaram o Negão foram eleitos, fazendo maioria no parlamento para o próximo prefeito. Os números sugerem a participação efetiva da internet no processo de escolha do eleitor. Somente os vídeos dos 186 candidatos que gravaram para o Horário Eleitoral, somados aos vídeos de apoios de parlamentares como os senadores Maria do Carmo e Eduardo Amorin – e de deputados federais e estaduais –, bateram a casa de incríveis 65.816 exibições no YouTube até as 15h37 desta tarde de sexta-feira (veja foto abaixo).
Pela primeira vez no Brasil, uma campanha de candidatos proporcionais teve site exclusivo, além de páginas (também exclusivas) para os candidatos proporcionais, no Twitter, Facebook e YouTube, em suporte à campanha de rádio e televisão – diga-se, inclusive, que ao contrário da campanha de 2010, quando João Alves Filho foi punido com várias multas e perda de espaço na campanha de TV por causa de delitos cometidos na campanha proporcional, numa tentativa burra de ajudá-lo a divulgar suas propostas, em 2012 nenhuma das duas campanhas foi sequer advertida ou perdeu um único segundo de propaganda, fosse no rádio ou na televisão.
Totalizando entre todas as ferramentas usadas quase 150 mil acessos de internautas residentes basicamente em Aracaju, a campanha dos Vereadores do Negão mostrou-se eficiente e com custo relativamente baixo para o candidato do Partido Democratas, além de ter servido, de forma indireta, para divulgar as propostas do Negão para um público que, por ser jovem – faixa etária entre 16 e 35 anos (42,8% do eleitorado de Aracaju) –, ainda não o conhecia na inteireza.

Agradecimentos
Gostaria de agradecer a confiança e a paciência do ex-deputado federal José Carlos Machado, eleito vice-prefeito, e ao coordenador-geral da campanha do Negão, ex-deputado estadual Walker Carvalho, sem os quais seria impossível desenvolver o trabalho. Também agradeço aos profissionais envolvidos no processo: Jorge Salário e Eduardo da Mídia (proprietários das produtoras onde gravou-se o material de RTV e internet); a produtora-executiva Charlene Santos, meus braços direito e esquerdo, e verdadeira chefe de equipe; ao meu compadre, jornalista Machello Gomes, incansável coordenador da Redação; aos dedicados jornalistas Adler, Malu, Zé Rivaldo e a produtora Jéssica; e aos radialistas Antônio Carlos de Oliveira (meu compadre Toni Xocolate), Flávia Lins e Willian Fonseca... sem os quais o trabalho teria sido incompleto... A todos os demais envolvidos –  20 outros profissionais: câmeras, fotógrafos, maquiadoras, auxiliares...  –  não citados, meus sinceros parabéns!

A melhor assessoria de imprensa
Sem dúvida, o trabalho de divulgação das propostas e do pensamento de João25 teve um suporte digno das melhores campanhas eleitorais Brasil afora – e nos municiou com vários bons argumentos –, através da competente assessoria de imprensa desenvolvida com afinco e extremado profissionalismo pelo experiente jornalista César Gama.
Ex-diretor do Cinform, a quem deu cara e corpo; e do Correio de Sergipe, que fundou e deu a linha inicial bem sucedida, César Gama fecha mais uma campanha sendo elogiado por todos os colegas de imprensa pelo trabalho realizado através de sua equipe, que facilitou sobremaneira as editorias de Política dos portais de notícias da internet, sites diversos, blogs e jornais sergipanos.
Um trabalho que reflete o espírito sempre muito honesto deste abnegado – e por vezes, incompreendido – homem da Comunicação sergipana...

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Site Vereadores do Negão: http://www.vereadoresdonegao.com.br/.
Site Primeiro Turno 25: http://www.primeiroturno25.com.br/index.php.

Veja vídeo (duração de 4 minutos) com imagens do Negão no dia 07 de Outubro, desde as primeiras horas da manhã, até a Festa da Vitória na Praia 13 de Julho, em frente ao Democratas.


Veja foto (clique para ampliar) com o número de exibições dos vídeos publicados no YouTube pelo site Vereadores do Negão.


Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012 | 17h05 | Eleições 2012
Ao velar oposição cerrada, Valadares pode sentenciar: “João 2014”

Há textos que gostaria de ter eu os escrito, pela ordenação estilística, justeza na argumentação e abordagem baseada nos fatos – e apenas neles! –, não obstante o “tempero” aprumado pelo escriba. Eis, então, pela primeira vez na história deste canal, um texto que não vem de minha pena, mas que apresento aos diletos leitores sem pejo. Apreciem sem parcimônia...

Por Joedson Telles
O senador Antônio Carlos Valadares disse ao UniversoPolitico.com que João Alves à frente da Prefeitura de Aracaju será um atraso. “Duras penas porque nós já sabemos como será o governo. E eu não me engano. Será o atraso”, assegurou. Nada de novo. Seu candidato e filho tratou de passar toda a campanha massificando a tese. Impossível foi persuadir a maioria do eleitorado. Todavia, gostei do “eu não me engano”, lembro até um antigo café. Mas gostei mais ainda da extensão da pérola do senador. Lá vai, depois volto ao gramado:
“Primeiro que, ao invés de procurar um bom entrosamento entre governo estadual e federal seria um enfrentamento constante. Por exemplo, João pede uma verba, e se o governo logo não liberar ele vai começar a alarmar que está sendo perseguido, supostamente, e que não consegue recursos. Com isso a cidade, certamente, ficará estagnada e, isso vai acontecer independente do apoio ou não do governo federal. Esse grupo que governou 12 anos sem promover melhorias governando de novo agora, a gente sabe bem o que vai acontecer”.
No gramado, outra vez. É visível: a ficha ainda não caiu. O senador continua no palanque, batendo de frente contra a vontade da população. Aliás, até setor isolado da imprensa já começou, cinicamente, a admitir a força de João. Depois de fazer campanha contra, agredir, criticar, mentir... durante todo o processo, tenta, agora, fazer a média. Típico do caráter conhecido. Mas, plagiando o próprio Valadares: “eu não me engano”: de uma forma mais educada e bem menos voraz, o senador pensa igualzinho ao desafeto Almeida Lima: ‘o povo está errado em eleger João prefeito de sua capital, e o fez por falta de percepção do equívoco. Não sabe votar’. Ou seja, os adversários estão juntos na contrariedade com a democracia, com a vontade soberana das urnas. Em outras palavras, o povo não pode ter vontade própria. É para jogar João no ostracismo e ponto final. Curioso: o povo até jogou, mas os próprios adversários lhe deram sopro de vida.
O que também não parece muito claro na cabeça do competente e atuante senador Valadares é que definir João como o atraso e ser surrado por ele nas urnas de Aracaju em duas eleições seguidas, é algo passível de uma reflexão. Das duas uma: ou essa de atraso não existe. Trata-se de pura retórica derrotada nas urnas. Ou o eleitorado carece de inteligência para enxergar a verdade, o que colocaria Valadares e aliados no papel de esmurrar a ponta da faca. Se a segunda opção for a correta, Valadares e o eleitor duelam para ver quem vence pelo cansaço. Domingo o eleitor venceu mais uma.
A entrevista de Valadares no UniversoPolitico.com está ainda a revelar que João terá ele e o filho na marcação. Note-se que nem começou ainda o governo, mas Valadares já fala em cidade estagnada. Não creio que essa oposição cerrada seja, exclusivamente, para cumprir o caminho traçado pelas urnas, ao dar 37% dos votos a Valadares Filho, legitimando-o na oposição.
Salta aos olhos dos mais atentos a necessidade de deixar Valadares Filho na mídia. Perpassando o duelo da campanha, a ideia é mantê-lo vivo como o principal opositor ao governo João Alves por interesses bem mais eleitorais que sociais. Tudo sonhando com um voo mais alto, que tentar a reeleição na Câmara Federal, em 2014.
Valadares sabe que não apenas Jackson Barreto, mas também Eduardo Amorim são fortes nomes para a disputa do governo do Estado. Como, em 2014, ele ainda terá mais quatro anos de Senado, nada mais cômodo que tentar emplacar Valadares Filho como vice em uma das chapas. Evidente que como JB em sendo eleito só terá quatro anos de mandato, não tem direito a reeleição, seria o parceiro ideal para alimentar o sonho de alçar Tonhão de vice a governador em 2018. Bem mais maduro que o candidato que jogou tempo de TV fora pessimamente aconselhado, estimulado a agredir, bater na tecla do VLT, e até falar sobre o que não conhece a fundo – como aquela história da Coroa do Meio, que acabou mandando o próprio pai à guilhotina, pensando atingir o adversário... Um jovem político bom e inteligente, mas mal assessorado. Se aprender com os erros, Sergipe ganha. Valadares Filho é um excelente quadro. Um dos raros exemplos de renovação de uma liderança na política sergipana– no caso o senador Valadares...
... Em optando por JB, além de evitar o desgaste do rompimento, o sonho poderia ainda ter o apoio do governador Marcelo Déda, que é sempre lembrado quando o assunto é Senado, em 2014. Déda, porém, terá muito trabalho para concretizar isso, já que o desafeto Amorim fez vários prefeitos, que podem apoiar uma possível candidatura do deputado André Moura para concorrer com ele. Isso vingando, e, óbvio, Maria não indo à reeleição, até João pode estar com André. Com a caneta na mão, entretanto, Déda tem como avançar na base inimiga e lançar a sorte.
O que talvez não tenha passado pela cabeça de Valadares é que, ao atear gasolina no fogo aceso entre seu filho e João Alves nestas eleições, para estender as chamas ao mandato, ele manterá viva a ideia que o maior adversário do grupo continuará sendo João Alves, que, por sua vez, terá mais um motivo para fazer o que Valadares Filho desenhou durante a campanha: deixar a PMA nas mãos de Machado, e se lançar em 2014. No mínimo, o incêndio estaria a fortalecer ainda mais João Alves para apoiar uma candidatura de Eduardo Amorim ao governo do Estado. Sobretudo se o desgaste dedista persistir. Como disse o Senhor Jesus, “sim sim, não não. O que passar, vem do maligno”.

…...


Terça-feira, 09 de Outubro de 2012 | 10h00 | Eleições 2012
Derrota do candidato VavaziO já tem culpado: Marcos Cardoso

Por David Leite
Passados os mais de três meses de árdua batalha eleitoral, com a poeira assumindo agora o contorno do solo, pode-se num retrospecto rápido avaliar o que ficou para trás – e as esperanças acerca do que esperar do amanhã. Trata-se de algo essencial para evitar que se erre em empreitadas futuras...
Vitórias costumam ter muitos pais, em oposição às derrotas, sempre órfãs ou filhas bastardas. João Alves Filho venceu de forma limpa, apesar das gritantes falhas na comunicação de campanha. O candidato democrata, de modo sensato (eis aí Almeida Lima para não me deixar mentir) optou por não se confrontar com nenhum dos adversários – algo próprio do seu estilo pessoal.
No entanto, a hesitação do marketing do Negão, a confiança cega do candidato nas pesquisas qualitativas (sem levar em conta o próprio instinto eleitoral) e a incapacidade da sua comunicação de pautar os adversários – sendo, ao contrário, por eles pautada –, mantiveram-no sempre na defensiva, vulnerável... O segundo turno apenas não ocorreu, penso eu, porque o eleitorado ignorou todos esses aspectos, preferindo apostar na biografia do agora prefeito eleito.
Os números do principal oponente de João Alves Filho revelam o quanto a comunicação adversária lhe tirou fôlego – mas sugerem também um desempenho mais que esperado de alguém apoiado pelos governos federal, estadual e municipal. Antonio Carlos Valadares Filho obteve 113.932 votos (34,07% dos votos totais ou 37,62% votos válidos), enquanto o Negão ficou com 159.668 votos (47,75% dos votos totais ou 52,72% dos votos válidos).
Naturalmente, para dar mais valor à vitória de João Alves Filho, não se pode desprezar o abuso da máquina governamental nem o terrorismo dos jornalistas vermelhos infiltrados nas mais importantes redações. Também é fundamental observar a cara de pau, a ousadia do candidato VavaziO em “peitar” a Justiça Eleitoral... Foram mais de dez condenações em representações ao TRE, resultando em vários direitos de resposta e em mais de R$ 200 mil em multas, fruto da recorrência de delitos – por seu turno, o Negão não foi punido uma única vez nem perdeu um segundo que fosse do Horário Eleitoral.
Agora, vejamos o outro lado... Como sacramentei no início deste escrito, as derrotas são órfãs ou filhas bastardas! No domingo, ainda durante o pleito, o pai do candidato VavaziO, o “superfaturador” e “deportador” de mendigos senador Antônio Carlos Valadares, sugeriu ao portal Infonet que culpabilizar Marcelo Déda pela derrota do filho seria leviano, pois a eleição não é estadual e o povo não votaria por vingança ao governador, sabendo que tal atitude, do seu ponto de vista, seria “ruim para Aracaju” – uma ameaça velada?
Sigamos em frente... Quem, então, seria o responsável pela tragédia? Bem, na sacrossanta opinião do pai do candidato VavaziO, seriam as “possíveis falhas da própria administração municipal”. Sim, a culpa é do prefeito fazendeiro-Opará, o comunista de boutique Edvaldo Nogueira, por conta de “erros estratégicos no sistema de comunicação da Prefeitura de Aracaju, ao interagir com a população”.
Trocando em miúdos: o nobre companheiro-jornalista Marcos Cardoso, tivesse o candidato VavaziO vencido o pleito, seria chamado às vias de fato e lhe sobraria um fatídico pé no traseiro, porquanto é ele desde 2008 o comissário responsável pela Secretaria de Comunicação, a quem foi atribuída a “falha” no interlóquio com a população. Santa ingratidão... Um sujeito que desde sempre, diga-se de passagem, foi fiel ao estatuto da esquerda para mostrar o quanto tem argumentos sobejos aos que endeusa e maltratantes a quem despreza, não merecia chegar ao final do embate tão massacradamente mal quisto.
Em solidariedade ao companheiro-jornalista Marcos Cardoso, que após dezembro voltará – espero – ao batente da Redação, julgo importante dizer: o candidato VavaziO teve um desempenho fenomenal e agora se impõe como nova força política. Não venceu a guerra, mas mostrou-se destemido na luta. Tivesse saído como candidato de um grupo independente, talvez pudesse ter chegado ao segundo turno – não chegou porque esteve aliado a turma dos bichos-preguiça, a quem o povo – o povo, senador ACV – não quer ver nem pintados de ouro...

Ainda não foi desta vez
Não foi nesta campanha que os marqueteiros usaram para valer a internet como braço da comunicação, para ajudar candidatos a cargos majoritários – no caso de Sergipe, a campanha proporcional de João Alves Filho usou algumas ferramentas disponíveis no cyberspace para conquistar votos (em breve tratarei deste tema).
Muitos achavam que a internet seria importante em 2010. Não foi. Achou-se o mesmo quanto a 2012. Também não foi...

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Há 514 dias publicava eu uma charge sobre foto do caro César Oliveira... Era uma brincadeira com tom de seriedade acerca de quem seria o culpado pela derrota de Marcelo Déda para João Alves Filho em Aracaju... Revejam, pois continua bastante atual: http://twitpic.com/4x7uwi.




Sexta-feira, 05 de Outubro de 2008 | 13h25 | Eleições 2012
De São Paulo, Marcelo Déda tenta salvar-se...

Por David Leite
A que ponto pode chegar o ser humano, quando bate o desespero? Talvez, esse “animal político”, como resumiu Aristóteles, possa sempre surpreender na capacidade de inovar patifarias...
Viu-se ontem, num tom patético – perdão pelo pleonasmo! –, o deputado Almeida Lima rasgar-se em choro ao encerrar o debate da TV Sergipe. Renegou a candidatura pelo PPS, que a todos, desde o início, pelo tom asqueroso, pareceu providencialmente laranja. De modo covarde, não quis encarar o veredicto do povo à crítica rasteira, indolente, malcriada, deselegante – e obsessiva! – com a qual tratou seu desafeto, João Alves Filho. Santa ingratidão...
Foi a ausência do Negão no debate o rasgo final daquela dor entranhada. Horas antes, com destempero típico, afetado e sem observar o perigo das reações adversas, Almeida Lima, feito trem sem comando, invadiu a “fan page” do candidato democrata no Facebook e emitiu agressões virulentas, gratuitas ofensas morais a João Alves Filho, a quem chamou de corrupto, “gagá” e “decrépito” – e essa cambada sem-noção ainda falava em “debate”. Debate uma ova...
Fez bem o Negão ao poupar-se desse vexame. Fez bem Almeida Lima ao poupar o eleitor, com sua ausência...
Por seu turno, Marcelo Déda mostra também do que é capaz, para tornar a iminente derrota eleitoral de domingo num estrago menor à cambaleante imagem pública pessoal. De São Paulo, onde tenta a todo custo – alto custo, diga-se! – salvar-se de um câncer (anunciado às vésperas do pleito), Ele busca também salvar o candidato VavaziO...
Solidário com o estado de saúde do governador, hoje vou poupá-lo dos predicados jocosos! Mas confesso, faço-o mais em respeito aos que por Ele apelam aos Céus, porquanto... o que dizer diante do declínio da estrela cósmica Marcelo Déda? Sua morte moral, no entanto, poderia ser evitada, fosse Ele menos teatral, voluntarioso, exibido e...
Bem... tirem os caros leitores suas própria conclusões. Eis aqui o vídeo absurdo (logo abaixo) no qual um ser humano depauperado na saúde física ocupa-se de (também) tentar salvar sua moribunda saúde política – sim, votar em Valadares Filho, sugere o governador do leito hospitalar, será um gesto solidário a Marcelo Déda! Triste, muito triste...
Vídeo postado no canal YouTube do candidato Valadares Filho.