A arte de abrir portas – alheias

Pois, então, caras e caros leitores, fucei na memória e resgatei uns versos lindos, de um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos, o ex-comunista desiludido Ferreira Gullar! Homenagem ao abridor de portas Jackson Barreto.

Versos de entreter-se

À vida falta uma parte
- seria o lado de fora -
pra que se visse passar
ao mesmo tempo que passa
e no final fosse apenas
um tempo de que se acorda
não um sono sem resposta
À vida falta uma porta.

Ferreira Gullar


Segunda-feira, 22 de Outubro de 2012 | 11h30 | Política
Jackson Barreto e a “porta da esperança”

Por David Leite
Se há uma coisa a qual não se discute em Sergipe é quanto à esperteza política do governador em exercício Jackson Barreto. O cabra tem conseguido manter-se no poder desde sempre – são quase 30 anos de vida pública, surfando nessas ondas; ora no executivo, ora no legislativo, mas sempre lá...
Manchete de ontem do Jornal da Cidade: “Jackson diz que vai abrir portas para João em Brasília”. Pode parecer um título cujo fim seria apenas “polemizar” a entrevista dada pelo governador ao vetusto matutino, coisa normal na imprensa. Mas neste caso, onde há fumaça, há fogo – muito fogo!
O fim a que se destina o “pacote” está bastante claro: o gabinete do chefe Edvan Amorim. É lá onde JB, como candidato ao governo em 2014, encontra o mais ardiloso dos concorrentes políticos, a ensejar-lhe dúvidas quanto à vitória certa – afinal, estando JB de posse da máquina, a coisa muda de figura; no entanto, Edvan Amorim já mostrou que não está para brincadeira...

Uma vida abrindo portas – Lá se vão mais de 35 anos quando Jackson Barreto gritava às portas, “Correio”, “Olha o Carteiro”... Como entregador de missivas, abriu muitas portas. Chegou ao poder pelas mãos de Maria do Carmo Alves e João Alves Filho, e na prefeitura soube abrir portas para empregar Antônio Carlos Valadares no cargo de governador – em contrapartida, recebeu um pé na bunda porta afora da Prefeitura de Aracaju, mas esta é outra história...
JB continuou abrindo portas, daquela feita as do Palácio Inácio Barbosa. Primeiro para o neófito Wellington da Mota Paixão (1988). Depois para o primo Almeida Lima (1993); e em seguida para o milionário João Augusto Gama (1996). Num gesto que mudaria sua história, foi eletrochequecutado por Albano Franco, a quem escancarou as portas do eleitorado mais pobre (1998) em troca de uma vaga no Senado – que não rolou.
Seguiu abrindo portas para Marcelo Déda (2004), Edvaldo Nogueira (2008) e para um montam de amigos, a quem alojou em cargos no governo estadual e na prefeitura. Agora, para provar que é craque no ofício de girar maçanetas, promete abrir “as portas” de Brasília para o Negão – mimo com o qual pretende dizer aos Negão e aliados: “Posso lhes ser melhor que o danado do Edvan Amorim, pois tenho as chaves de gabinetes importantes do Planalto”.
Bem... conhecendo a fama de Jackson Barreto, creio tratar-se somente de mais um dos seus muitos espalhafatos! Para João, JB abriria “As Portas da Esperança”, que tal qual o quadro do Programo Sílvio Santos, corre o risco de encaminhar a uma sala vazia: “Ah, Negão, não foi desta vez. Continue tentando...”
Sou otimista inveterado... Meu coração vagabundo leva-me a crer na grande possibilidade de Jackson Barreto, por ser capaz de tudo – tudo, mesmo! –, aplicar um nó em muita gente incauta! É quando pretendo rir... muito!

PS – Lembrei de Luiz Caldas, em “Fricote”:

O Negão começa a gritar:
“Pega ela aí”
Pra quê?
“Pra passar batom,
na boca e na porta
do céu...”


Sexta-feira, 12 de Outubro de 2012 | 16h15 | Mídia
Campanha eleitoral em Aracaju ganha força na internet e emplaca vários candidatos

Por David Leite
Eleições nos EUA estão sendo ganhas com apoio maciço da internet. Alguns candidatos, caso de Barack Obama, conseguiram arrecadar milhões, muitos milhões de dólares – a maioria, contribuições não superiores a US$ 300,00 – e arrebanhar uma militância aguerrida.
No Brasil, ainda não foi desta vez que os marqueteiros usaram para valer a internet como braço da comunicação, para ajudar candidatos a cargos majoritários. Muitos especialistas achavam que a internet seria importante em 2010. Não foi. Achou-se o mesmo quanto a 2012. Também não foi...
No caso de Sergipe contudo, uma experiência desenvolvida na campanha proporcional do candidato democrata João Alves Filho, usou algumas ferramentas disponíveis no cyberspace para conquistar votos.
Surpresa – uma boa surpresa, aliás! Nada menos que 13 dos 228 candidatos das coligações que apoiaram o Negão foram eleitos, fazendo maioria no parlamento para o próximo prefeito. Os números sugerem a participação efetiva da internet no processo de escolha do eleitor. Somente os vídeos dos 186 candidatos que gravaram para o Horário Eleitoral, somados aos vídeos de apoios de parlamentares como os senadores Maria do Carmo e Eduardo Amorin – e de deputados federais e estaduais –, bateram a casa de incríveis 65.816 exibições no YouTube até as 15h37 desta tarde de sexta-feira (veja foto abaixo).
Pela primeira vez no Brasil, uma campanha de candidatos proporcionais teve site exclusivo, além de páginas (também exclusivas) para os candidatos proporcionais, no Twitter, Facebook e YouTube, em suporte à campanha de rádio e televisão – diga-se, inclusive, que ao contrário da campanha de 2010, quando João Alves Filho foi punido com várias multas e perda de espaço na campanha de TV por causa de delitos cometidos na campanha proporcional, numa tentativa burra de ajudá-lo a divulgar suas propostas, em 2012 nenhuma das duas campanhas foi sequer advertida ou perdeu um único segundo de propaganda, fosse no rádio ou na televisão.
Totalizando entre todas as ferramentas usadas quase 150 mil acessos de internautas residentes basicamente em Aracaju, a campanha dos Vereadores do Negão mostrou-se eficiente e com custo relativamente baixo para o candidato do Partido Democratas, além de ter servido, de forma indireta, para divulgar as propostas do Negão para um público que, por ser jovem – faixa etária entre 16 e 35 anos (42,8% do eleitorado de Aracaju) –, ainda não o conhecia na inteireza.

Agradecimentos
Gostaria de agradecer a confiança e a paciência do ex-deputado federal José Carlos Machado, eleito vice-prefeito, e ao coordenador-geral da campanha do Negão, ex-deputado estadual Walker Carvalho, sem os quais seria impossível desenvolver o trabalho. Também agradeço aos profissionais envolvidos no processo: Jorge Salário e Eduardo da Mídia (proprietários das produtoras onde gravou-se o material de RTV e internet); a produtora-executiva Charlene Santos, meus braços direito e esquerdo, e verdadeira chefe de equipe; ao meu compadre, jornalista Machello Gomes, incansável coordenador da Redação; aos dedicados jornalistas Adler, Malu, Zé Rivaldo e a produtora Jéssica; e aos radialistas Antônio Carlos de Oliveira (meu compadre Toni Xocolate), Flávia Lins e Willian Fonseca... sem os quais o trabalho teria sido incompleto... A todos os demais envolvidos –  20 outros profissionais: câmeras, fotógrafos, maquiadoras, auxiliares...    não citados, meus sinceros parabéns!

A melhor assessoria de imprensa
Sem dúvida, o trabalho de divulgação das propostas e do pensamento de João25 teve um suporte digno das melhores campanhas eleitorais Brasil afora – e nos municiou com vários bons argumentos –, através da competente assessoria de imprensa desenvolvida com afinco e extremado profissionalismo pelo experiente jornalista César Gama.
Ex-diretor do Cinform, a quem deu cara e corpo; e do Correio de Sergipe, que fundou e deu a linha inicial bem sucedida, César Gama fecha mais uma campanha sendo elogiado por todos os colegas de imprensa pelo trabalho realizado através de sua equipe, que facilitou sobremaneira as editorias de Política dos portais de notícias da internet, sites diversos, blogs e jornais sergipanos.
Um trabalho que reflete o espírito sempre muito honesto deste abnegado – e por vezes, incompreendido – homem da Comunicação sergipana...

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Site Vereadores do Negão: http://www.vereadoresdonegao.com.br/.
Site Primeiro Turno 25http://www.primeiroturno25.com.br/index.php.

Veja vídeo (duração de 4 minutos) com imagens do Negão no dia 07 de Outubro, desde as primeiras horas da manhã, até a Festa da Vitória na Praia 13 de Julho, em frente ao Democratas.


Veja foto (clique para ampliar) com o número de exibições dos vídeos publicados no YouTube pelo site Vereadores do Negão.


Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012 | 17h05 | Eleições 2012
Ao velar oposição cerrada, Valadares pode sentenciar: “João 2014”

Há textos que gostaria de ter eu os escrito, pela ordenação estilística, justeza na argumentação e abordagem baseada nos fatos – e apenas neles! –, não obstante o “tempero” aprumado pelo escriba. Eis, então, pela primeira vez na história deste canal, um texto que não vem de minha pena, mas que apresento aos diletos leitores sem pejo. Apreciem sem parcimônia...

Por Joedson Telles
O senador Antônio Carlos Valadares disse ao UniversoPolitico.com que João Alves à frente da Prefeitura de Aracaju será um atraso. “Duras penas porque nós já sabemos como será o governo. E eu não me engano. Será o atraso”, assegurou. Nada de novo. Seu candidato e filho tratou de passar toda a campanha massificando a tese. Impossível foi persuadir a maioria do eleitorado. Todavia, gostei do “eu não me engano”, lembro até um antigo café. Mas gostei mais ainda da extensão da pérola do senador. Lá vai, depois volto ao gramado:
Primeiro que, ao invés de procurar um bom entrosamento entre governo estadual e federal seria um enfrentamento constante. Por exemplo, João pede uma verba, e se o governo logo não liberar ele vai começar a alarmar que está sendo perseguido, supostamente, e que não consegue recursos. Com isso a cidade, certamente, ficará estagnada e, isso vai acontecer independente do apoio ou não do governo federal. Esse grupo que governou 12 anos sem promover melhorias governando de novo agora, a gente sabe bem o que vai acontecer”.
No gramado, outra vez. É visível: a ficha ainda não caiu. O senador continua no palanque, batendo de frente contra a vontade da população. Aliás, até setor isolado da imprensa já começou, cinicamente, a admitir a força de João. Depois de fazer campanha contra, agredir, criticar, mentir... durante todo o processo, tenta, agora, fazer a média. Típico do caráter conhecido. Mas, plagiando o próprio Valadares: “eu não me engano”: de uma forma mais educada e bem menos voraz, o senador pensa igualzinho ao desafeto Almeida Lima: ‘o povo está errado em eleger João prefeito de sua capital, e o fez por falta de percepção do equívoco. Não sabe votar’. Ou seja, os adversários estão juntos na contrariedade com a democracia, com a vontade soberana das urnas. Em outras palavras, o povo não pode ter vontade própria. É para jogar João no ostracismo e ponto final. Curioso: o povo até jogou, mas os próprios adversários lhe deram sopro de vida.
O que também não parece muito claro na cabeça do competente e atuante senador Valadares é que definir João como o atraso e ser surrado por ele nas urnas de Aracaju em duas eleições seguidas, é algo passível de uma reflexão. Das duas uma: ou essa de atraso não existe. Trata-se de pura retórica derrotada nas urnas. Ou o eleitorado carece de inteligência para enxergar a verdade, o que colocaria Valadares e aliados no papel de esmurrar a ponta da faca. Se a segunda opção for a correta, Valadares e o eleitor duelam para ver quem vence pelo cansaço. Domingo o eleitor venceu mais uma.
A entrevista de Valadares no UniversoPolitico.com está ainda a revelar que João terá ele e o filho na marcação. Note-se que nem começou ainda o governo, mas Valadares já fala em cidade estagnada. Não creio que essa oposição cerrada seja, exclusivamente, para cumprir o caminho traçado pelas urnas, ao dar 37% dos votos a Valadares Filho, legitimando-o na oposição.
Salta aos olhos dos mais atentos a necessidade de deixar Valadares Filho na mídia. Perpassando o duelo da campanha, a ideia é mantê-lo vivo como o principal opositor ao governo João Alves por interesses bem mais eleitorais que sociais. Tudo sonhando com um voo mais alto, que tentar a reeleição na Câmara Federal, em 2014.
Valadares sabe que não apenas Jackson Barreto, mas também Eduardo Amorim são fortes nomes para a disputa do governo do Estado. Como, em 2014, ele ainda terá mais quatro anos de Senado, nada mais cômodo que tentar emplacar Valadares Filho como vice em uma das chapas. Evidente que como JB em sendo eleito só terá quatro anos de mandato, não tem direito a reeleição, seria o parceiro ideal para alimentar o sonho de alçar Tonhão de vice a governador em 2018. Bem mais maduro que o candidato que jogou tempo de TV fora pessimamente aconselhado, estimulado a agredir, bater na tecla do VLT, e até falar sobre o que não conhece a fundo – como aquela história da Coroa do Meio, que acabou mandando o próprio pai à guilhotina, pensando atingir o adversário... Um jovem político bom e inteligente, mas mal assessorado. Se aprender com os erros, Sergipe ganha. Valadares Filho é um excelente quadro. Um dos raros exemplos de renovação de uma liderança na política sergipana– no caso o senador Valadares...
... Em optando por JB, além de evitar o desgaste do rompimento, o sonho poderia ainda ter o apoio do governador Marcelo Déda, que é sempre lembrado quando o assunto é Senado, em 2014. Déda, porém, terá muito trabalho para concretizar isso, já que o desafeto Amorim fez vários prefeitos, que podem apoiar uma possível candidatura do deputado André Moura para concorrer com ele. Isso vingando, e, óbvio, Maria não indo à reeleição, até João pode estar com André. Com a caneta na mão, entretanto, Déda tem como avançar na base inimiga e lançar a sorte.
O que talvez não tenha passado pela cabeça de Valadares é que, ao atear gasolina no fogo aceso entre seu filho e João Alves nestas eleições, para estender as chamas ao mandato, ele manterá viva a ideia que o maior adversário do grupo continuará sendo João Alves, que, por sua vez, terá mais um motivo para fazer o que Valadares Filho desenhou durante a campanha: deixar a PMA nas mãos de Machado, e se lançar em 2014. No mínimo, o incêndio estaria a fortalecer ainda mais João Alves para apoiar uma candidatura de Eduardo Amorim ao governo do Estado. Sobretudo se o desgaste dedista persistir. Como disse o Senhor Jesus, “sim sim, não não. O que passar, vem do maligno”.

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Terça-feira, 09 de Outubro de 2012 | 10h00 | Eleições 2012
Derrota do candidato VavaziO já tem culpado: Marcos Cardoso

Por David Leite
Passados os mais de três meses de árdua batalha eleitoral, com a poeira assumindo agora o contorno do solo, pode-se num retrospecto rápido avaliar o que ficou para trás – e as esperanças acerca do que esperar do amanhã. Trata-se de algo essencial para evitar que se erre em empreitadas futuras...
Vitórias costumam ter muitos pais, em oposição às derrotas, sempre órfãs ou filhas bastardas. João Alves Filho venceu de forma limpa, apesar das gritantes falhas na comunicação de campanha. O candidato democrata, de modo sensato (eis aí Almeida Lima para não me deixar mentir) optou por não se confrontar com nenhum dos adversários – algo próprio do seu estilo pessoal.
No entanto, a hesitação do marketing do Negão, a confiança cega do candidato nas pesquisas qualitativas (sem levar em conta o próprio instinto eleitoral) e a incapacidade da sua comunicação de pautar os adversários – sendo, ao contrário, por eles pautada –, mantiveram-no sempre na defensiva, vulnerável... O segundo turno apenas não ocorreu, penso eu, porque o eleitorado ignorou todos esses aspectos, preferindo apostar na biografia do agora prefeito eleito.
Os números do principal oponente de João Alves Filho revelam o quanto a comunicação adversária lhe tirou fôlego – mas sugerem também um desempenho mais que esperado de alguém apoiado pelos governos federal, estadual e municipal. Antonio Carlos Valadares Filho obteve 113.932 votos (34,07% dos votos totais ou 37,62% votos válidos), enquanto o Negão ficou com 159.668 votos (47,75% dos votos totais ou 52,72% dos votos válidos).
Naturalmente, para dar mais valor à vitória de João Alves Filho, não se pode desprezar o abuso da máquina governamental nem o terrorismo dos jornalistas vermelhos infiltrados nas mais importantes redações. Também é fundamental observar a cara de pau, a ousadia do candidato VavaziO em “peitar” a Justiça Eleitoral... Foram mais de dez condenações em representações ao TRE, resultando em vários direitos de resposta e em mais de R$ 200 mil em multas, fruto da recorrência de delitos – por seu turno, o Negão não foi punido uma única vez nem perdeu um segundo que fosse do Horário Eleitoral.
Agora, vejamos o outro lado... Como sacramentei no início deste escrito, as derrotas são órfãs ou filhas bastardas! No domingo, ainda durante o pleito, o pai do candidato VavaziO, o “superfaturador” e “deportador” de mendigos senador Antônio Carlos Valadares, sugeriu ao portal Infonet que culpabilizar Marcelo Déda pela derrota do filho seria leviano, pois a eleição não é estadual e o povo não votaria por vingança ao governador, sabendo que tal atitude, do seu ponto de vista, seria “ruim para Aracaju” – uma ameaça velada?
Sigamos em frente... Quem, então, seria o responsável pela tragédia? Bem, na sacrossanta opinião do pai do candidato VavaziO, seriam as “possíveis falhas da própria administração municipal”. Sim, a culpa é do prefeito fazendeiro-Opará, o comunista de boutique Edvaldo Nogueira, por conta de “erros estratégicos no sistema de comunicação da Prefeitura de Aracaju, ao interagir com a população”.
Trocando em miúdos: o nobre companheiro-jornalista Marcos Cardoso, tivesse o candidato VavaziO vencido o pleito, seria chamado às vias de fato e lhe sobraria um fatídico pé no traseiro, porquanto é ele desde 2008 o comissário responsável pela Secretaria de Comunicação, a quem foi atribuída a “falha” no interlóquio com a população. Santa ingratidão... Um sujeito que desde sempre, diga-se de passagem, foi fiel ao estatuto da esquerda para mostrar o quanto tem argumentos sobejos aos que endeusa e maltratantes a quem despreza, não merecia chegar ao final do embate tão massacradamente mal quisto.
Em solidariedade ao companheiro-jornalista Marcos Cardoso, que após dezembro voltará – espero – ao batente da Redação, julgo importante dizer: o candidato VavaziO teve um desempenho fenomenal e agora se impõe como nova força política. Não venceu a guerra, mas mostrou-se destemido na luta. Tivesse saído como candidato de um grupo independente, talvez pudesse ter chegado ao segundo turno – não chegou porque esteve aliado a turma dos bichos-preguiça, a quem o povo – o povo, senador ACV – não quer ver nem pintados de ouro...

Ainda não foi desta vez
Não foi nesta campanha que os marqueteiros usaram para valer a internet como braço da comunicação, para ajudar candidatos a cargos majoritários – no caso de Sergipe, a campanha proporcional de João Alves Filho usou algumas ferramentas disponíveis no cyberspace para conquistar votos (em breve tratarei deste tema).
Muitos achavam que a internet seria importante em 2010. Não foi. Achou-se o mesmo quanto a 2012. Também não foi...

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Há 514 dias publicava eu uma charge sobre foto do caro César Oliveira... Era uma brincadeira com tom de seriedade acerca de quem seria o culpado pela derrota de Marcelo Déda para João Alves Filho em Aracaju... Revejam, pois continua bastante atual: http://twitpic.com/4x7uwi.




Sexta-feira, 05 de Outubro de 2008 | 13h25 | Eleições 2012
De São Paulo, Marcelo Déda tenta salvar-se...

Por David Leite
A que ponto pode chegar o ser humano, quando bate o desespero? Talvez, esse “animal político”, como resumiu Aristóteles, possa sempre surpreender na capacidade de inovar patifarias...
Viu-se ontem, num tom patético – perdão pelo pleonasmo! –, o deputado Almeida Lima rasgar-se em choro ao encerrar o debate da TV Sergipe. Renegou a candidatura pelo PPS, que a todos, desde o início, pelo tom asqueroso, pareceu providencialmente laranja. De modo covarde, não quis encarar o veredicto do povo à crítica rasteira, indolente, malcriada, deselegante – e obsessiva! – com a qual tratou seu desafeto, João Alves Filho. Santa ingratidão...
Foi a ausência do Negão no debate o rasgo final daquela dor entranhada. Horas antes, com destempero típico, afetado e sem observar o perigo das reações adversas, Almeida Lima, feito trem sem comando, invadiu a “fan page” do candidato democrata no Facebook e emitiu agressões virulentas, gratuitas ofensas morais a João Alves Filho, a quem chamou de corrupto, “gagá” e “decrépito” – e essa cambada sem-noção ainda falava em “debate”. Debate uma ova...
Fez bem o Negão ao poupar-se desse vexame. Fez bem Almeida Lima ao poupar o eleitor, com sua ausência...
Por seu turno, Marcelo Déda mostra também do que é capaz, para tornar a iminente derrota eleitoral de domingo num estrago menor à cambaleante imagem pública pessoal. De São Paulo, onde tenta a todo custo – alto custo, diga-se! – salvar-se de um câncer (anunciado às vésperas do pleito), Ele busca também salvar o candidato VavaziO...
Solidário com o estado de saúde do governador, hoje vou poupá-lo dos predicados jocosos! Mas confesso, faço-o mais em respeito aos que por Ele apelam aos Céus, porquanto... o que dizer diante do declínio da estrela cósmica Marcelo Déda? Sua morte moral, no entanto, poderia ser evitada, fosse Ele menos teatral, voluntarioso, exibido e...
Bem... tirem os caros leitores suas própria conclusões. Eis aqui o vídeo absurdo (logo abaixo) no qual um ser humano depauperado na saúde física ocupa-se de (também) tentar salvar sua moribunda saúde política – sim, votar em Valadares Filho, sugere o governador do leito hospitalar, será um gesto solidário a Marcelo Déda! Triste, muito triste...
Vídeo postado no canal YouTube do candidato Valadares Filho.


Sexta-feira, 28 de Setembro de 2008 | 10h55 | Eleições 2012
Displicente nas emendas para setores estratégicos, VavaziO mostra-se fogoso na hora de ajudar amigos enrolados em investigações da Polícia Federal

Por David Leite
A campanha eleitoral de 2012 em Aracaju está a findar-se com a cristalina certeza de dois fatos inamovíveis da história política, para as gerações futuras...
O primeiro é a derrocada “triunfal” de Almeida Lima. Chega às raias do patético o pedido de desculpas feito ao público no rádio e na TV, pelo qual pretende o Oráculo evitar a posição de lanterna, atrás até de Reynaldo Nunes do PV. O choro do sem-noção Almeida Lima encerra-se com a triste fala de que não sabe se continuará candidato – de fato, coitado, nunca foi um candidato de verdade; tem ele sido somente um... falastrão inconsequente! Paga por isso.
O segundo ponto a adentrar aos livros, sobretudo os de marketing eleitoral, é a inusitada (e tosca) campanha de rádio e TV do fio do senador “superfaturador”, o “deportador” Antônio Carlos Valadares. Nunca antes na história, marqueteiros tirados a espertos fizeram tantas obradas, abusando de “recursos marotos”...
Da jactanciosa investida na internet, com o “Foi João quem Fez!” (até a posição de defecar), passando pela tentativa de dividir uma Aracaju já plenamente dividida pelo PT e PCdoB entre certas grandes empreiteiras, culminando com acusações indiretas ao próprio pai do candidato – caso do “superfaturamento” do molhe da Coroa do Meio e da “deportação” de mendigos no período em que o hoje senador era governador de Sergipe –, e por fim, a enxurrada de mentiras...
VavaziO poderia até fazer uma campanha limpa, mas herdeiro político de quem é – o próprio pai, um tirano que mandou bater em grevistas, sequestrar material de imprensa e censurar jornais; o bicho-preguiça-chefe Marcelo Déda, um dos maiores engambeladores do Brasil; e o prefeito fazendeiro-Opará, o comunista de boutique Edvaldo Nogueira –, isso seria praticamente impossível!
Agora, para besuntar com mais podridão a neófita biografia, sabe-se que, além de ter abusado das emendas parlamentares para facilitar a vida de amigos fazedores de festas e parentes de correligionários (segundo reportagem da revista Veja, com link abaixo), VavaziO também teria ajudado um investigado pela Polícia Federal na Operação Boi Barrica, o empresário Fernando Sarney – filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) – a transportar malas suspeitas.
De acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo de 11/05/2009 (com link disponível para leitura logo abaixo), a Câmara dos Deputados pagou oito voos para Marco Antônio Bogéa, colaborador de Fernando Sarney sem qualquer vínculo funcional com a Casa, acusado de participar de um suposto esquema de corrupção em estatais do setor elétrico... Um destes voos – o do dia 19 de julho de 2008 – foi monitorado pela Polícia Federal. Bogéa levou uma mala de Brasília para São Paulo a pedido do empresário Fernando Sarney. A passagem, paga pela Câmara, foi emitida numa troca de cotas entre os deputados Carlos Abicalil (PT-MT) e Valadares Filho (PSB-SE).
Já dizia Dona Caçula, minha santa vovó – que Deus a tenha numa mansão Celestial, porquanto merecedora: “A verdade sempre aparece!” Ou, trocando em miúdos: conceito firmado em casa, vai à praça! Dá-lhe, VavaziO...

Veja quadro abaixo (clique na foto para ampliar) com as emendas parlamentares de VavaziO: nada alocado para a educação e uma merreca destinada para a saúde; já para as festas...
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012 | 08h15 | Eleições 2012
Teria Dona Suerda Barreto aprendido a azunhar com o marqueteiro (ops!) Edson Barbosa, aquele com cara de frei capuchinho?

Por David Leite
Eleição é fogo, sobretudo quando o desespero pela iminente derrota (já no primeiro turno) bate à porta. As pesquisas para consumo interno deixaram sem prumo o tirado a valente Edson Barbosa, marqueteiro – cuidado, ele dá chilique quando é chamado assim (não é Carlos Cauê?) – de VavaziO...
Em sua sentença acerca das canalhices inventadas pelo programa do fio do senador “superfaturador” Antônio Carlos Valadares, para tentar enganar o povo, o juiz da Vigésima Sétima Zona Eleitoral de Aracaju disse, ao decidir que cessassem as mentiras contra o vice de João Alves Filho, José Carlos Machado, serem elas, as canalhices, “RECURSOS MAROTOS, criados por MARQUETEIROS”.
Ontem, mais uma vez, o marqueteiro (ops!) Edson Barbosa aprontou outra das suas patifarias... O “recurso maroto” de agora foi a tosca reconstituição do recolhimento de pessoas que viviam nas ruas da capital, segundo ele, forçadas a embarcar em viaturas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, e despejadas no interior de Pernambuco, durante o segundo governo de João Alves Filho.
Por trás do marqueteiro (ops!) Edson Barbosa esconde-se um marqueteiro-bruxo, o senador “superfaturador” Antônio Carlos Valadares... Foi dele a brilhante ideia de encenar a “novelinha” com a tal deportação. Há, no entanto, um “Colé a sua, Mané?” nessa história toda! O semanário Cinform, edição de 30 de janeiro a 05 de fevereiro de 1989, traz como manchete a pérola “Governador Valadares deporta mendigos” (veja reprodução abaixo; clique para ampliar).
De duas, uma: ou VavaziO pirou de vez e resolveu sacanear com o próprio pai, trazendo à tona lances que o fazem pior do que já é (moralmente falando); ou o Negão teve um professor de arromba, no quesito “faça como eu fiz”...
Por falar em professor, corre frouxa em Aracaju a fofoca segundo a qual teria Dona Suerda Barreto, a mulé do fio do senador “superfaturador” Antônio Carlos Valadares – o candidato do bicho-preguiça-chefe Marcelo Déda e do prefeito fazendeiro-Opará, o comunista de boutique Edvaldo Nogueira –, aplicado uma azunhada federal na carinha fofa de VavaziO, motivo pelo qual Tonhão estaria em providencial recolhimento. Nem na produtora de vídeo WG teria ele aparecido para gravar suas lorotas eleitorais, sob a batuta do marqueteiro (ops!)...
Teria Dona Suerda Barreto aprendido a azunhar com o marqueteiro (ops!) Edson Barbosa, aquele com cara de frei capuchinho? Mas deve ser esta outra dessas invenções sem nexo, das muitas e muitas que correm de boca-em-boca, soltas ao vento, durante os períodos eleitorais – suponho!



Domingo, 23 de Setembro de 2012 | 12h05 | Eleições 2012

Completamente sem-noção (do perigo), tentando melar o Negão, Valadares Filho acusa seu próprio pai de “superfaturar” obra do molhe da coroa do meio

Por David Leite
Desesperado com a iminente derrota para João 25 ainda no primeiro turno, o candidato de Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira perdeu completamente o juízo. VavaziO (o fio do Senador Valadares) acusou indiretamente o próprio pai de “superfaturar” a obra do molhe de contenção da praia Coroa do Meio.
VavaziO já vinha usando os programas do Horário Eleitoral no rádio e na TV para acusar João Alves Filho e seu vice José Carlos Machado de quererem dividir Aracaju. Foi contido em suas mentiras pelo TRE – além de proibir a veiculação da propaganda leviana, a corte puniu VavaziO, concedendo três direitos de respostas no programa dele a Machado.
Agora, numa nova tentativa de confundir a opinião pública e aplicar o golpe dos “oposicionistas desonestos” na campanha do adversário, VavaziO apresentou outra inverdade na TV: as obras do molhe da Coroa do Meio teriam sido superfaturadas por João 25 quando era governador, segundo quis provar sem qualquer lastro legal.
Para tristeza do filho do senador Antônio Carlos Valadares, conforme comprovou Gilmar Carvalho em seu programa na rádio Ilha FM (quinta-feira passada), através de documentos do Tribunal de Contas da União, a licitação – bem como a assinatura do contrato e o início das referidas obras – ocorreu na gestão de Valadares pai, não na de João 25.
Por outro lado, o semanário CINFORM, edição de 14 a 20 de novembro de 1988 (à época sob a batuta do implacável jornalista César Gama), prova que, além de ter dado início à obra, o então governador Antônio Carlos Valadares teria também cometido erros na execução do projeto, motivo para que tivesse de desperdiçar mais de 10 milhões de dólares numa reforma, segundo o jornal (veja imagem abaixo; clique para ampliar), “para corrigir os próprios erros”...
Quando a cabeça não pensa, quem paga é... a campanha! VavaziO agora devia pedir desculpas pelo ataque grosseiro, calunioso e injurioso ao adversário. Seria a forma mais justa de evitar que o eleitor, de hoje em diante, o trate como mentiroso contumaz!



Sexta-feira, 21 de Setembro de 2012 | 08h50 | Eleições 2012

Almeida Lima não é louco! Trata-se apenas de um invejoso açodado

Por David Leite
Talvez por não ter coragem de atacar ele próprio, diretamente – quem sabe com receio de severas reprimendas do TRE ou, após o período eleitoral, da justiça criminal –, o Oráculo de Aracaju candidato pelo PPS, Almeida Lima, tem usado através de cupinchas a imagem do traficante de drogas juramentado, assaltante contumaz, matador ignóbil e mentor de incontáveis homicídios, Fernandinho Beira-mar, para compará-lo com João 25 (vejam imagem logo abaixo).
Não mosfias e mosfios, Almeida Lima não é louco! É só alguém que perdeu a noção de realidade, açodado pela iminência de mais uma triste derrota, desta vez – ao que tudo indica – como último colocado numa eleição na qual poderia ter sido o grande diferencial, chegando a impor, quem sabe, um segundo turno.
O povo de Aracaju tem repudiado o estilo beligerante, rancoroso, desalmado, injusto, afetado, malgrado, desonesto, infame, intolerante, preconceituoso, arrogante, imbecil, vil, desnecessário, inconveniente, deselegante, deseducado e invejoso de Almeida Lima lidar com seu “único” adversário – sim, único pois o elegeu desafeto, esquecendo as mazelas de quem hoje governa. Mas o oraculoso não liga a mínima para isso. É uma espécie de “Alice, no País das Sandices”...
Enfim, Almeida Lima mostrou-se nesta campanha apenas um pouco pior que seu hoje inimigo Jackson Barreto, o primo de quem herdou certas estranhas manias...