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Domingo, 06 de Março de 2012 | 15h00 | Política Públicas: A Cidade do Futuro
Exemplos do Rio de Janeiro servem ao mundo – incluindo Aracaju, viu Edvaldo Nogueira?
Ou: Os desafios para os próximos prefeitos brasileiros por meio do TED
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O advogado Eduardo Paes é um andejo. Já passou pelo PV, PFL, PTB, PSDB e agora está filiado ao PMDB, partido pelo qual obteve o mandato de prefeito do Rio de Janeiro, cidade com 6,5 milhões de habitantes e problemas estruturais graves, típicos das grandes metrópoles, mas que encontram neste jovem de 45 anos encaminhamentos bastante simples, porém muito eficientes. Boas ideias brasileiras sobre o futuro das cidade estão a servir de exemplo para outras nações...
O projeto “TED - Ideas Worth Spreading” apresenta palestras curtas – ou colóquios, se preferirem – com pessoas cujas boas ideias merecem ser disseminadas mundo afora, por serem inovadoras. Gravados ao longo do ano e publicados na página do TED na Internet, esses eventos reúnem estudiosos, professores, estudantes e curiosos em torno das atualidades em campos diversos: da gastronomia ao comportamento animal, da medicina a astrofísica, passando ainda pelo humor e experimentos científicos.
No caso de Eduardo Paes (seu programa foi gravado em fevereiro deste ano e postado no final de abril), ele compartilha quatro propostas, nominadas por ele de “Quatro Mandamentos”, em desenvolvimento no Rio de Janeiro, com aplicação possível em qualquer grande ou média capital/cidade, visando a prepará-la para enfrentar inexoráveis problemas futuros que já se mostram embrionários no presente, agora...
Fiz um resumo dos 12 minutos e 21 segundos do colóquio de Eduardo Paes e os trago aos caros leitores – veja a palestra na íntegra (em inglês) no endereço http://www.ted.com/talks/eduardo_paes_the_4_commandments_of_cities.html .
Inicialmente, ele fala sobre cidades, especificamente sobre o futuro das cidades: “Como prefeito, creio que os prefeitos estão numa posição de poder contribuir para, de fato, mudar o futuro das cidade”. Diz à plateia do desejo de dividir com ela um momento especial e mostra no telão a cerimônia na qual a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida para sediar os Jogos Olímpicos: “Foi emocionante, mas não foi fácil chegar lá. O desafio foi vencer Madrid, Tóquio e Chicago, mas mostramos para estes homens (imagens do rei da Espanha, do primeiro-ministro japonês e do presidente dos EUA são exibidas no telão) que sim, nós podíamos.”
De fato, apesar da brincadeira inicial para “quebrar o gelo”, o que Eduardo Paes queria mesmo era falar sobre os caminhos que as cidades terão de percorrer se quiserem vencer os grandes e difíceis desafios nominados por ele como “Os Quatro Mandamentos”, para fazer delas lugares melhores de viver. Após mostrar um curto trecho do filme “Rio” de Carlos Saldanha, ele comenta: “No Rio de Janeiro temos um monte de gente, poluição, carros e concreto, muito concreto.” Passa, então, a exibir o primeiro mandamento: “A cidade do futuro terá de ser ambientalmente envolvente, amigável...” ou seja, ao pensar na cidade do futuro, “deve-se pensar no verde, no verde, no verde...”
Cidades foram feitas para as pessoas, diz Eduardo Paes. Mas como fazer para garantir mobilidade a tanta gente? Grande capacidade de transporte requer muito, muito dinheiro. O prefeito do Rio de Janeiro mostra o exemplo do “BRT – Bus Rapid Transit (ou trânsito rápido de ônibus)” de Curitiba, criado pelo urbanista, arquiteto e ex-prefeito da cidade Jaime Lerner, que também tem uma interessante palestra no TED. Trata-se de um ônibus igual aos demais por fora, mas internamente modificado – assemelha-se a um trem urbano, que circula por vias exclusivas separadas dos demais veículos e tem “estações” em pontos estratégicos tão confortáveis como as de um metrô moderno.
Eduardo Paes mostra também um mapa com as linhas de tráfego atuais (vermelha e amarela) no Rio de Janeiro, através das quais a cidade atende somente 18% da demanda por transporte público de alta capacidade. Contudo, apenas introduzindo um sistema de BRT similar ao de Curitiba, seria possível alocar 63% de toda a demanda do transporte público carioca de alta capacidade: “Como disse antes, nem sempre é preciso ser rico ou poderoso para pensar caminhos originais acerca do que é preciso fazer.” Passa, então, a exibir o segundo mandamento: “A cidade do futuro tem um compromisso com a mobilidade e a integração com as/das pessoas...”
Agora, a parte chamada por ele de “a mais controversa”, a questão das favelas: “Hoje posso dizer, favelas nem sempre são um problema. Favelas por vezes podem ser uma solução, se você as atende com políticas públicas.” Segundo Eduardo Paes, dos atuais 6,5 milhões de habitantes do Rio de Janeiro, 1,4 milhão vive em favelas espalhadas pela cidade (conforme se vê num mapa), num convívio entre ricos e pobres. Mas é possível sair do círculo vicioso para adentrar num círculo virtuoso? Como?
Para Eduardo Paes, levar às favelas serviços públicos essenciais, sobretudo educação e saúde com alta qualidade, faz a diferença. Ele mostra um prédio antigo transformado numa escolar para o ensino fundamental “com alta qualidade” numa favela do Rio de Janeiro. Em seguida, mostra um outro prédio, também com estrutura moderna, que ele diz ser uma Clínica de Saúde da Família, “também com alta qualidade”.
Ainda nas favelas, Eduardo Paes propõe a ocupação pública de terrenos ociosos, para realizar projetos de urbanização e transformá-los em áreas públicas atrativas. Mostra, então, um moderno complexo denominado Praça do Conhecimento, para crianças que vivem numa casa pobre ter nas cercanias acesso à alta tecnologia, a um teatro, Cinema 3D, um tipo de mudança que faz grande diferença para elas. Passa, então, a exibir o terceiro mandamento: “A cidade do futuro tem de ser socialmente integrada...”
Eduardo Paes fala sobre as festas tradicionais cariocas – Carnaval, Ano Novo – e também dos problemas com enchentes, desabamentos de encostas. Mas a razão de ele estar no TED era exatamente apresentar um projeto implantado nesta gestão um ano e meio atrás, nominado Centro de Operações / Prefeitura do Rio de Janeiro, através do qual é possível ao prefeito e demais gestores acompanhar em tempo real o que ocorre na cidade. Por meio da internet, Eduardo Paes entra em contato com o chefe do Centro de Operações e fica sabendo como está o tempo e o tráfego na cidade. Um avanço fundamental para prevenir problemas, contornar situações de risco e elevar a eficiência da resposta dos serviços públicos às demandas. Passa, então, a exibir o quarto mandamento: “A cidade do futuro tem de usar a tecnologia para estar presente”, visando melhor administrar os problemas.
Afinal, “Os Quatro Mandamentos” são maneiras objetivas e racionais de governar as cidades, investindo em tecnologia, no verde, abrindo novos espaços públicos, para integrar pessoas... Eduardo Paes diz que em breve, num futuro próximo, teremos 10 bilhões de pessoas vivendo no planeta e para ele isso é bom demais, pois “teremos 10 bilhões de cabeças pensando juntas, 10 bilhões de talentos juntos”. De fato, a cidade do futuro deve cuidar dos seus cidadãos, integrando-os socialmente. A cidade do futuro não poderá deixar ninguém de fora deste contexto de integração!
Lição interessante para quem governa ou pretende governar uma cidade.


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Quinta-feira, 03 de Maio de 2012 | 09h20 | Eleições 2012
Pesquisa eleitoral encomendada pelo Oráculo Almeida Lima detona pretensões do PT
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Pesquisa extensa, encomendada pelo candidato a prefeito de Aracaju, o Oráculo Almeida Lima, detona de vez com a pretensão do PT de permanecer hegemônico na capital sergipana – o atual prefeito, o comunista de boutique Edvaldo Nogueira, foi vice de Marcelo Déda e segue o padrinho até na antipatia popular; candidato indicado por eles, seja quem for, já sai no prejuízo!
Há setenta e cinco dias do início do pleito, quando ocorrerá a liberação da propaganda eleitoral nas ruas – no rádio e TV só em agosto –, o candidato da situação, Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho segue na lanterna, empacado... Perde em todos os cenários apresentados pela pesquisa divulgada ontem pela TV Atalaia, parceira do candidato do PPS na empreitada.
Os números não deixam dúvida: o Negão é o candidato a representar melhor a insatisfação com a incompetência generalizada e o abuso do poder! O candidato do Democratas está bem à frente dos concorrentes e venceria (hoje) todos com folga – detalhe: a forma como o questionário foi criado indica que Almeida Lima ainda insiste em acreditar que João Alves Filho desistirá da prefeitura num último instante...
Não obstante, e ainda em desfavor dos demais candidatos concorrentes do ex-governador, vê-se em todas os cenários um alto número de indecisos (Não sabe/decidiu). No entanto, quando o nome de João Alves Filho vem citado, a tendência é de consolidação do nome dele como candidato favorito e imbatível.
Naturalmente, trata-se de uma “fotografia” deste momento político, quando as candidaturas ainda são embrionárias e a propaganda eleitoral para valer não teve início nos veículos de massa. Mas, é possível apostar numa possibilidade cada vez mais arraigada: o Negão, ao que tudo indica, vai fazer um estrago grande, daqueles enormes, no poder de mando de Marcelo Déda e corriola em Aracaju.
Cenários possíveis (clique no quadro para ampliar), na visão da pesquisa do querido Oráculo...

Clique na foto para ampliar... Bom riso!

Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 | 14h10 | Política Públicas: Educação
Ana Lúcia Menezes e o embuste sindical
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A foto a ilustrar este escrito foi publicada na página pessoal de alguém nominado Hildebrando Maia no Facebook, trazida em apoio a um texto divulgado em 29/01 pela assessoria de imprensa da deputada Ana Lúcia Menezes, sob o título “Mobilização difunde leis de combate à violência contra a mulher”. Somente na quinta-feira passada, ao fuçar pela rede social em questão, é que vi ambos, texto e foto. Como encontrei questões muito intrigantes, resolvi comentar.
A primeira delas é quanto à cor da blusa da deputada representante do Sindicado dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese). A ausência da cor vermelha, típica dos petistas de carteirinha, caso de Ana Lúcia Menezes, fala muito – grita, aliás! A interpretação da linguagem corporal possibilita resultados surpreendentes. Por meio dela, é possível revelar até mesmo quando alguém está mentindo ou tentando omitir alguma informação...
No dia em que a foto foi tomada, um domingo, a professora-deputada perambulava por semáforos de Aracaju junto com “militantes sociais e companheiros do mandato...”, numa “campanha de combate à violência contra a mulher”, segundo o texto da assessoria. Não apenas Ana Lúcia Menezes, mas quase todos os integrantes da equipe estavam sem o vermelho tradicional. Por quê?
Tudo indica, numa associação com a neurolinguística, possa a linguagem corporal suscitar como razão primeva o desejo – talvez até inconsciente – de evitar que aquela ação fosse confundida pela população como “partidária”, “do PT”, ou mesmo a tentativa consciente de evitar agregar àquela causa meritória o desgaste político do governo Marcelo Déda, cujo vermelho é a cor-símbolo. Por outro lado, ao deparar-me com a foto e os comentários elogiosos a Ana Lúcia Menezes, não pude evitar o sarcasmo de provocar os brios da turma de contendores e disse: “Bem que a professora Ana Lúcia Vieira – nome usado por Ana Lúcia Menezes no Facebook, não me pergunte porquê – poderia ter o mesmo desprendimento na luta para melhorar a qualidade do ensino público nas escolas estaduais administradas pelo seu partido, o PT. Seria pedir demais? Bom dia...”
A resposta da professora-deputada não tardou a vir: “Caro David Leite, essa é a luta que também venho travando, se acompanhar meus pronunciamentos na Assembleia Legislativa verá que tenho apresentado dados socio educacionais dos municípios apontando as fragilidades, e também as possíveis soluções. Tenho feito pesquisas, e mostro aos colegas parlamentares os programas educacionais que estão finaciando as escolas, o mau uso dos recursos. Vou as escolas ouvir as reivindicações dos trabalhadores/as e através disso faço indicações de reformas.”
Não vou comentar a sintática mal-ajambrada, pois sempre prefiro discutir ideias... Então, fui ao sítio de Ana Lúcia Menezes na internet e lá, de fato, constam pesquisas sobre o tipo de ensino ministrado por prefeituras não administradas pelo PT e muita, muita loa sobre “piso da categoria”, “luta da categoria”, “manifestação da categoria” – e nada, nem uma vírgula que seja sobre um plano, um projeto da deputada para melhorar a educação pública em Sergipe.
Os petistas sempre se ocuparam mais do ataque aos poderosos de plantão – quando eram oposição, obviamente – do que com discussões sérias. Encaminhei em meados de novembro passado dois estudos que poderiam ajudar a professora-deputada a basificar a luta pela implantação de um programa de Qualidade Total nas escolas públicas (veja títulos abaixo). Se leu o material, nunca disse e, convenhamos, em mais de 20 anos de movimento sindical dos educadores, Ana Lúcia Menezes e sua turma foram competentes até demais em ajudar a atrasar a educação. Fosse com greves, paralisações pontuais ou simples sabotagens – usar a sala de aula como palanque para promover o PT e seus candidatos foi o mínimo!
É com esse espírito que se deparam agora aqueles que veem os sindicalistas da educação filiados ao PT metidos com toda sorte de manifestações “engajadas” – o tal do “politicamente correto” –, menos a que mais interessa ao País e a Sergipe, em particular: fazer da educação pública a justa porta de entrada para a ascensão social e profissional por méritos próprios, apenas estudando!
Seria pedir demais?
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ESCOLAS CHARTER NO BRASIL: A EXPERIÊNCIA DE PERNAMBUCO (http://ww2.itau.com.br/itausocial2/biblioteca/BibliotecaInterna.aspx?idBiblioteca=210)
Além destes dois trabalhos, recomendo ainda que a professora Ana Lúcia Menezes e sua turma se detenham, se não for muito incômodo, na leitura de dois outros documentos que li neste final de semana e retomam o tema da qualidade do ensino e a importância do ensino em tempo integral, cujo propósito não é defendido pelo Sintese pois, ao que sugerem as manifestações do sindicato, acarretaria em mais “trabalho” para os sofridos professores da rede estadual...
AVALIAÇÃO DO PROGRAMA ESCOLA INTEGRADA DA PREFEITURA DE BELO HORIZONTE (http://ww2.itau.com.br/itausocial2/biblioteca/BibliotecaInterna.aspx?idBiblioteca=20)
THE ECONOMIC IMPORTANCE OF SCHOOL QUALITY - WITH LESSONS FOR BRAZIL (http://ww2.itau.com.br/itausocial2/biblioteca/BibliotecaInterna.aspx?idBiblioteca=69)


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Quarta-feira, 25 de Abril de 2012 | 19h45 | Comportamento
Fofoqueiros e mentirosos, cuidado com eles nas campanhas eleitorais
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Mentes satânicas e astutas, dotadas sobremodo do “prestimoso” senso de inveja – e oportunismo visceral –, os fofoqueiros e mentirosos são uma praga a ser combatida e eliminada em campanhas eleitorais. Nestes quase 20 anos dedicados ao esforço de eleger candidatos a cargos públicos e assessorar políticos, pude observar como são perigosos...
O fofoqueiro, na conjunção semântica, é um leva-e-traz; presta-se somente a isso. De tão inútil, esse ser abjeto repara no alheio para transbordar maledicências. No ambiente de decisões sensíveis e de nervos à flor da pele, como numa campanha eleitoral, tem a capacidade de desviar o foco das coisas realmente importantes para fixá-lo à sua “agenda” maléfica. Podem ainda servir de “fonte” infiltrada por adversários...
Não menos atroz, o mentiroso tem a nefanda habilidade de tomar um contexto, na maioria das vezes baseado no factual, e acrescentar nele elementos da “verdade” que lhe interessa. Em campanhas eleitorais, aproveita cada momento com o poderoso de plantão para atacar os oponentes com pontuados desgastes na imagem pessoal e profissional, sempre expondo-os aos julgamentos “morais” às escusas, nas sombras...
O híbrido ignóbil, ainda mais perigoso porquanto dotado de perspicácia malandra, é o fofoqueiro-mentiroso. Para disseminar invencionices no combate a desafetos, esse espécime demoníaco se utiliza de ferramentas sofisticadas, como a hermenêutica. Pinta quadros tão críveis que, dependendo do grau de influência junto ao interlocutor, é capaz de iludi-lo como a uma criança. Nunca é demais lembrar o adágio segundo o qual pessoas inteligentes se ocupam de ideias, as comuns das coisas da vida (carros, casa, comida...) e as medíocres a falar (mal) sobre pessoas.
Definidos os canalhas, fica mais fácil entender por que tais personas devem ser sumariamente afastadas do ambiente de campanhas eleitorais: elas desagregam equipes bem formadas; tiram do candidato a confiança em colaboradores importantes mas nem sempre afeitos a bajular; e pior ainda, podem confundir os demais membros do grupo com algum poder decisório através de argumentações insidiosas e da calúnia, comprometendo o desempenho da campanha em todos os níveis.
Em dados momentos nos embates eleitorais, por razões que talvez só Freud poderia explicar, candidatos tendem a interagir com pessoas que lhes afagam o ego – quase todos os políticos o têm bastante inflado! Admitem também aqueles que lhes “protejam” de certas situações e lhes iludam com “realidades virtuais”... Todavia, o custo de tal interação é ser vítima de manipulação sagaz, às vezes com resultados catastróficos nas urnas.
Portanto, políticos e assessores devem prestar muita atenção no agir de colaboradores estratégicos. Devem sempre ter olhos com “visão de Raio-X”. Devem, quando houver qualquer mínima dúvida, buscar esclarecer a verdadeira verdade. Jamais devem decidir sem ouvir o contraditório, por mais estapafúrdio que seja; e nunca, sob qualquer hipótese, devem admitir que picuinhas ou ações sem embasamento técnico e profissional, o famoso “achismo”, influenciem nas decisões, por mais simples que elas pareçam.
Por fim, mas não menos importante, políticos e assessores – e no geral, as pessoas de bom senso – devem sempre auferir daqueles que lhes cercam o melhor de cada um, em sua especialidade ou habilidade. Afinal, todos temos desvirtudes, mas somente os chefes mais inteligentes sabem como torná-las sem efeito, ao bem das causas superiores.


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Quinta-feira, 19 de Abril de 2012 | 16h30 | Política
Injuriado com a enxurrada de críticas, o Todo-Poderoso Marcelo Déda decreta quem tem ou não “moral” para expor as mazelas da Saúde estadual
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Os petistas, depois da ascensão ao poder, exibiram a faceta mais comum da esquerda pelo mundo afora, a de tratar crítica e críticos como indesejáveis – noção arraigada ao abecedário dessa jeitosa turma, que se supõe dotada de mentes privilegiadas, cuja engenhosidade e competência são superiores aos demais viventes.
Semanas atrás, o diretor Corporativo e de Serviços da Petrobras, o ex-senador mineiro José Eduardo Dutra, legou aos opositores, após a publicação da aprovação popular do governo Dilma Rousseff, a “frase cult do ano”, segundo Ele aprendida em Sergipe: “Enfia o dedo e rasga (em forma de asterisco)!” Lascou-se...
Em cima de um trio elétrico, à porta do Sindicato dos Bancários, quando da vitória do deputado federal Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho sobre a deputada estadual Ana Lúcia Menezes nas prévias do PT, o deputado estadual “sem-terra” (nas unhas) João Daniel, líder do MST em Sergipe, rechaçou as críticas dos opositores ao aliado, afirmando “que os canalhas da oposição veem Rogério Carvalho como o ladrão, o bandido que eles são”. Amedrontado, saiu a desculpar-se com os colegas... 
Por seu turno, a deputada estadual Conceição Vieira disse que a “mentalidade” do ex-governador João Alves Filho, candidato do DEMo à Prefeitura de Aracaju, é “trabalhar só para os amigos”, e que os petistas precisam “trabalhar indistintamente para todo o coletivo, via participação popular”. Ela nada disse sobre a fábula de recursos entregue pelo governo Marcelo Deda a sua ONG “Um Lugar ao Sol”, com sede na Fazenda Jardim, povoado São José em Japaratuba, sob investigação do Tribunal de Contas do Estado.
Agora, em socorro aos correligionários, vem o próprio governador Marcelo Déda decretar quem tem ou não “moral” para expor as mazelas da Saúde estadual. Disse ele acerca das críticas do vice-líder da oposição, deputado estadual Augusto Bezerra: “Eu não trato de um assunto desses com uma pessoa que não tem moralidade para assumir papel em nenhum governo, quanto mais para fazer críticas infundadas, que não passam de estratégia política. Esse deputado não tem moral nenhuma para falar da saúde”.
Dito assim, já que o caráter do deputado não passou pelo crivo do Todo-Poderoso governador, sobram os demais críticos, esses talvez com alguma moral para bafejar a gestão Marcelo Déda. Será? Vejamos...
Diretor do Hospital Santa Izabel em Aracaju, o médico José Carlos Pinheiro criticou a Secretaria Estadual de Saúde, pois segundo ele, deixou o nosocômio acumular R$ 1 milhão em dívidas. Teria o cabra alguma moral para criticar o governo do PT?
Pelo visto, diante da reação de Marcelo Déda, não! “Houve um ataque gratuito, extremamente agressivo, de um prestador de serviços, e isso não podemos admitir (o grifo é meu). Nossa proposta é de parceira, mas... dr. José Carlos Pinheiro fez acusações graves contra o Estado. Estamos cientes de que agimos na regularidade”, disse o governador.
A servidora da Fundação Estadual de Saúde Roberta Guimarães publicou na página pessoal do Facebook desabafo sobre “as péssimas condições de trabalho” no Huse (ex-Hospital João Alves Filho), exibindo inclusive a foto (ao lado) de uma etiqueta datada de 12/04, onde se lê: “Óbito por falta de material”. De repente, a página da moça some da rede social, para reaparecer hoje, já sem a polêmica foto e com a seguinte explicação: “Voltei! Consegui reativar meu Facebook! Não sei quem fez a maldade de tirá-lo do ar. É uma página pessoal e ninguém tem o direito de fazer isso.”
Opa lá, tirar do ar? Quem? E a tal foto, por que sumiu? Tudo muito estranho...
Mas a questão aqui é outra... Caro governador Marcelo Déda, diga-nos por favor, a servidora da FES Roberta Guimarães teria “moral” para criticar os desmandos do seu governo da gestão da Saúde pública ou também ela deveria se catar e falar de pacientes do Huse, mortos “por falta de material” médico-hospitalar, em outro praça?
Criticar é preciso, viver não é preciso! A turma do PT, os novos poderosos, sobretudo o governador Marcelo Déda, precisa entender que, não havendo o contraditório, jamais se fará a mudança (para melhor) tão almejada, porquanto a conformação é o estado de espírito dos idiotas – e o povo, apesar de iletrado e faltante da cultura acadêmica, detém o poder da opinião, aquela a decidir quando os governantes praticam a esbórnia administrativa, a gestão incompetente, a esperteza...
A “moral” desta história é que todos, absolutamente todos têm moral para criticar o que quer que seja, pois é direito garantido e inegociável escrito na Constituição. E enquanto o PT não tiver a força ditatorial para mudar a letra da Carta Magna, terá de conforma-se, calado preferencialmente, ouvindo o que diz a voz do povo, sem o qual nenhum político, pelo menos por ora, ascende ao poder.
Vamos nessa, queixosas e queixosos...


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Terça-feira, 17 de Maio de 2012 | 14h40 | Política
Deputado pelo PT, o “sem-terra” (nas unhas) João Daniel é tirado a “bicho feroz” – mas, como quem tem... tem medo
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Como diria o “ululante” Nelson Rodrigues, “sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta.” A turma do PT jogava bruto quando era oposição. Agora no poder, acusa a brutalidade do outro, algo fabuloso no hábito de ofender o ofendido. O deputado “sem-terra” (nas unhas) João Daniel, líder do MST em Sergipe, é um tosco exemplo desse modus faciendi de quem não suporta crítica – quando parte do alheio, claro – e desanca a difamar os discordantes.
Quando das prévias do PT em Aracaju, após confirmada a vitória de Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho sobre a deputada Ana Lúcia para concorrer ao pleito de outubro, João Daniel foi provocado pelo jornalista Joedson Telles, do portal Universo Político, a confirmar a frase dita num discurso momentos antes, quando declarou que os “canalhas da oposição veem Rogério como um ladrão, como o bandido que eles são”.
Ele não titubeou... Foi categórico, aliás: “O recado se justifica pelo fato de o deputado Rogério Carvalho ser a pessoa mais mal tratada pela direita em Sergipe. Foi humilhado, tratado com vários adjetivos e eu sempre me preocupei com isso...” Por coincidência, a reação de João Daniel ocorria no momento em que o ex-secretário de Saúde era bombardeado, sobretudo pelo deputado Augusto Bezerra, que o acusava de ser sócio de Wellington Carioca, “dono” da Transurh, empresa prestadora de serviços diversos na Saúde estadual, a maioria com contratos milionários.
Na guerra suja, vale tudo, como se sabe. Não por acaso, o alvo agora (aqui e em Brasília) é justamente a oposição. Não chega nem sequer a ser original. Os petistas, com mais ou menos ênfase, orbitam em torno de certos valores renitentes, cuja síntese pode ser esta: em vez de uma sociedade que controle o estado através de representantes legais (a oposição, os sindicatos, as associações...), como é próprio das democracias; um estado que controle a sociedade (amordaçada e servil), como é próprio das ditaduras.
Confrontado hoje com a mesma pergunta, desta feita diante do microfone do jornalista Gilmar Carvalho na Ilha FM, João Daniel, que armado do atrevimento da ausência, nos palanques se julga um “bicho feroz”, longe deles, rebolou e até mudou o tom de voz. E como quem tem... tem medo, com sotaque importado do Sul, o deputado (melou-se nas calças) e negou de forma categórica que houvesse dito a tal asneira. Desdisse em vão, pois o danado Gilmar Carvalho confirmou a informação publicada por Joedson Telles.
O PT busca calar a oposição, de qualquer forma e com quaisquer armas, porque quer controlar a sociedade. Contudo, chegou a hora de pôr esses aloprados sob o controle da democracia e do Estado de Direito. Com a afirmação feita por Gilmar Carvalho e o testemunho noticiado de Joedson Telles, cabe aos líderes da oposição, deputados Venâncio Fonseca e Augusto Bezerra, solicitar à Justiça que interpele o deputado “sem-terra” (nas unhas) para que diga quem são os “canalhas”, os “bandidos” da oposição. De igual modo, devem eles encaminhar pedido de abertura de processo disciplinar contra João Daniel na Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, para que o deputado possa se explicar.
É bom lembrar que por muito, muito menos – quando se referiu a colegas do parlamento como “comparsas” do prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira – o então deputado Gilmar Carvalho por pouco não foi cassado... Talvez seja um bom castigo para o falastrão!


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Domingo, 15 de Abril 2012 | 20h30 | Tecnologia
Mídias sociais, políticos e “malabaristas da informação”
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Inicialmente, os conceitos: rede social indica um grupo de pessoas com algum nível de relação ou interesse mútuo – ou seja, desde as savanas africanas tem sido praticada e gerou a civilização atual; já a “new media” (novas mídias) ou mídias sociais se referem ao poder de difundir uma mensagem de forma descentralizada dos grandes meios de comunicação de massa, a partir de ferramentas “online” usadas na interação com outros indivíduos.
Com o avanço da internet no Brasil, as mídias sociais ganharam importância fundamental para a divulgação de material de interesse político e partidário, com ou sem fito ideológico, nas redes sociais online (Orkut, Twitter e Facebook, mais destacadamente). Contudo, no aspecto eleitoral, o próprio ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, em entrevista a Folha de S. Paulo deste domingo, concorda ser a Lei Eleitoral restritiva, não estando “de acordo com o espírito da Constituição, da liberdade de expressão, de manifestação do pensamento”.
A boa notícia! Sendo o próximo presidente do STF, Carlos Ayres Britto avisou: por ferir a lei maior do País, e sufocar o uso livre de redes sociais e da internet em eleições, as restrições quanto ao uso desses mecanismos “está com os dias contados”...
Ou seja, certamente, militantes, partidários, assessores e os próprios políticos vão poder usar a internet para fins eleitorais já no pleito deste ano sem qualquer tipo de amarras, como ocorre nas mais avançadas democracias! É aí que mora o perigo para assessores e candidatos que desconhecem o modus operandi da rede mundial de computadores...
Como alerta o renomado professor Alberto Carlos Almeida em “A Cabeça do Eleitor” (Record, 305 páginas), “Eleições são um território sujeito à mistificação. Um pouco por natureza, muito por esforço deliberado. Por ele perambulam gurus, bruxos e marqueteiros. Em comum, além da pose de donos da verdade, a atitude de esconder o jogo ou de fazer crer que a disputa eleitoral pertence ao universo das coisas intangíveis, ao qual só têm acesso gênios dotados de intuição e criatividade incomuns. Tudo se passa como se uma eleição pudesse ser resolvida por uma tirada brilhante, pelo maquiavelismo matreiro ou por uma consulta ao oráculo”.
Lá se vão oito campanhas eleitorais e nestes mais de 20 anos assessorando políticos vi de tudo... todo tipo de gente a tentar vender gato por lebre! Agora, com a possível liberação da internet, surgem os especialistas em fazer milagres eleitorais através das redes sociais online. São os “malabaristas da informação”, no mais das vezes, figuras sem qualquer conhecimento sobre política, psicologia social, comunicação... – gente que jamais leu ou praticou as contingências por trás dos embates eleitorais: ações, ganhos, perdas... os inflados (egos) neófitos!
Não obstante ter importância estratégica na consolidação da imagem junto ao público mais qualificado, que não se enganem os políticos sergipanos: em terras dos Tupinambás e Xocós, a recém parida internet engatinha e a força que detém ainda é bastante setorizada – mesmo que já atinja, em parte considerável, o importante núcleo formador de opinião. E não há mágica que faça qualquer político em Sergipe, apenas com o uso da internet, chegar ao eleitor majoritário, aquele que ainda se informa só através do rádio e da TV, meios preponderantes.
Mas temos o eleitor mais jovem (entre os 16 e os 35 anos), que representa 43% dos votantes em Aracaju. Quantos deles estariam online, integrados a alguma rede social citada acima e dispostos a interagir se a discussão tiver temática política? Não há tabulações disponíveis para fechar alguma resposta minimamente confiável. Contudo, levando em conta a experiência das últimas três eleições, diria que o número cresce a cada ano exponencialmente – talvez ¼ ou quem sabe até um pouco mais deste grupo em particular esteja plugado à rede.
Sem campanha via internet, o candidato perde um palanque qualificado e disseminador/desenvolvedor de conteúdos favoráveis (“virais”, no jargão técnico). No entanto, assessores e candidatos devem ficar vigilantes. O mercado está cheio de “mercadores da fé alheia”, aqueles que ao fim e ao cabo, se o sujeito acaba eleito, poderão dizer com certa cara-de-pau: “Venceu por causa da internet!” Um dia, quem sabe. Por enquanto...
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PS - Sem esquecer, há gente muito boa e com indiscutível qualidade profissional atuando em Sergipe. Jovens de muito talento, inteireza no conhecimento técnico e  finesse no trato. Tenho o prazer de conhecer alguns...


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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012 | 11h45 | Eleições 2012
De pereba em pereba, o coitado do Adelson Barreto é quem agora precisa de Merthiolate
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Diz minha mordaz tia Preta do Leite que o radialista-deputado Adelson Barreto, para reportar ao respeitável público uma ferida inchada – e, preferencialmente, pingando aquela secreção fedida de cor amarelada (pus) –, é capaz de seguir a pé até Canindé do São Francisco...
Talvez seja esta a esparrela a fazê-lo, mesmo que somente (ainda) levemente ferido nos brios, chorosamente requisitar, com voz empostada e no plural, a presença da necrópsia política, a fim de exumar-lhe o cadáver da pretensa candidatura a prefeito de Aracaju.
Sim, caríssima patuleia, o filho do pintor de automóveis e da dona de casa nascido no Bairro Getúlio Vargas (Aracaju), que foi batizado no rádio pelo falecido caçador de manchetes sensacionalistas Laércio Miranda e alcançou por méritos próprios o terceiro mandato como parlamentar estadual, já admite um fim inglório para a desejada intenção de concorrer ao pleito de outubro próximo, numa parelha com o ex-governador João Alves Filho – seria a campanha do Negão contra o Neguinho!
Não foi por falta de aviso... O “oráculo” Almeida Lima, em escrito datado de 10/10/2011, comentava acerca do conto do vigário aplicado pelo senador Antônio Carlos Valadares contra Adelson Barreto, que pretendia ser candidato a prefeito de Laranjeiras e foi “convencido” a trocar a candidatura pela de prefeito de Aracaju – coisas daqueles “zóius vêrdis”...
O plano era simples: Valadares Filho e Adelson Barreto, que tem muitos votos entre os mais pobres, sairiam de mãos dadas pela periferia de Aracaju a cata de eleitores e lá mais à frente, numa pesquisa, a cúpula do PSB definiria entre o melhor posicionado o nome para candidatar-se a prefeito. O Neguinho acreditou...
No início da semana, na tribuna da Assembleia Legislativa, Adelson Barreto definiu o senador Antônio Carlos Valadares como “um homem digno e honrado”. Porém, ao saber da negativa do cujo acerca do tal “acordo” prévio, pelo qual o candidato seria o preferido dos votantes, o deputado subiu nas alpercatas de couro sem salto...
Disse ele: “Não vou permitir que vocês (o senador e asseclas) passem para a população que Adelson Barreto está mentindo. A minha história é marcada pela veracidade. Se for por este caminho, a gente vai começar a se estranhar. Não queiram passar para a população que sou um neguinho mentiroso do (bairro) Mané Preto”, localidade onde atualmente reside na periferia da cidade.
Não é segredo para ninguém a boa performance de Adelson Barreto nas pesquisas de opinião – sem dúvida, o candidato governista (?) com maior chance contra João Alves Filho. E muita gente estranhou, por exemplo, a ausência do nome dele na última aferição feita pelo Cinform/Dataform. Mas isso é assunto para outra contenda...
O importante é que, claramente, o senador Antônio Carlos Valadares prefere indicar o próprio filho e nisso há certa lógica política: poucos, quase ninguém no PSB confia em Adelson Barreto.
Resultado: sem chance de concorrer em Laranjeiras ou Aracaju, sobrou ao Neguinho a opção de disputar com o colega de microfone Fábio Henrique a Prefeitura de Socorro. Mas a turma do “deixa disso” já entrou em ação.
Pelo Facebook, o candidato a vereador naquele município, jornalista Aélio Argôlo, chiou: “Adelson Barreto acha que pode ser candidato a prefeito de qualquer município que escolher. O povo de Socorro o conhece bem e sabe da sua incapacidade de agregar aliados. Foi sempre um candidato solitário, egoísta e sem projetos. Um dia as pessoas vão perceber que este deputado envergonha o Estado de Sergipe com sua enganação.”
Santa pereba... Diante de tantos ataques, vindos de todos as direções, o coitado do Adelson Barreto é quem agora precisa de Merthiolate para sarar as feridas. Chamem o Othoniel Bareta...


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Domingo, 08 de Abril de 2012 | 18h15 | Eleições 2012
Agregado ao cabedal de virtudes de Almeida Lima o de “oráculo”
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Candidato do PPS à Prefeitura de Aracaju, o deputado federal Almeida Lima costuma citar filósofos em escritos e até quando está em conversa – admira, por exemplo, Aristóteles, para quem “a inteligência humana é a única forma de alcançar a verdade”. O camarada também é dado aos imbróglios sem causa aparente: tentou polemizar com todos os líderes políticos de Sergipe na atualidade; apenas o senador Antônio Carlos Valadares – e por breve momento, diga-se –, deu-lhe orelhas.
Agora, nesta fase de “Nova Ordem” – seja lá o que essa junção de palavras signifique, posto que Almeida Lima é político atuante desde a redemocratização em 1985, com cargos públicos e mandatos eletivos conquistados ao longo dos anos ao lado de quase todos os colegas da “Velha Ordem” ainda ativos –, o nobre parlamentar agrega ao cabedal de extensas virtudes o de “oráculo”.
O termo “oráculo” designa tanto uma divindade consultada em questões relevantes como o intermediário humano que transmite a resposta da Divindade. Almeida Lima, ao menos até o momento, ainda está na segunda categoria. Mas, danado como é, logo logo passará ao pódio dos seres divinos, tamanha a competência para explicar o presente e predizer o futuro – seria o deputado, por esta ótica, uma espécie de “oráculo visionário”. Vejamos...
Publicado em 04/04, um novo artigo do dito evoca a Filosofia e a História para analisar a tal da “Nova Ordem” e a “trama diabólica” urdida pelo governador Marcelo Déda, com o auxílio dengoso do vice Jackson Barreto, visando a “impedir que a verdadeira oposição e outras forças políticas nascentes cheguem ao poder, satisfazendo, dessa forma, aos desejos odientos e revanchistas comuns a todos os coadjuvantes (da cena política atual): Marcelo Déda, Jackson Barreto, João Alves Filho, Antônio Carlos Valadares, Edvaldo Nogueira e Albano Franco”.
A neurolinguística, em apoio à psicanálise, explica o discurso aparentemente enviesado. Quando se utiliza do adjetivo “coadjuvante” – que coadjuva, auxilia ou coopera com outrem –, Almeida Lima coloca a si próprio e ao que denomina como “outras forças políticas nascentes” num patamar de superioridade político-eleitoral, havendo os demais, os ditos “coadjuvantes”, de mancomunarem-se, se quiserem ao fim e ao cabo abatê-los nos embates eleitorais de 2012 e 2014...
A mensagem enviada dos Céus através do “oráculo” Almeida Lima, de que contra o povo de Aracaju engendra-se um novo acordão político com a participação direta e indireta de personagens da situação e da oposição, certamente alertaria o respeitável público para a maior patifaria da década, não fosse por um detalhe peculiar: atenta contra a racionalidade, contra a inteligência!
O “oráculo” Almeida Lima diz que o grupo dos irmãos Amorim seria hoje objeto de desejo de João Alves Filho, cujos mensageiros se revezariam na tentativa de convencê-los a indicar o candidato a vice-prefeito, sob a garantia expressa de que, eleito prefeito, o Negão não deixará o cargo para se candidatar a governador em 2014, passando a apoiar a candidatura do senador Eduardo Amorim...
Diz mais: o Negão, após conquistar a prefeitura, faria de Marcelo Déda um aliado administrativo em nome do bom relacionamento republicano. A partir daí, não haveria razão para ele ficar com os irmãos Amorim em 2014 – o apoio à candidatura de Jackson Barreto ao governo seria, assim, natural, concluindo a “trama diabólica” urdida agora, que visaria a derrotar a “verdadeira oposição” (em 2012) e os irmãos Amorim (em 2014).
Quem em sã consciência imaginaria a corriola do PT a conjurar com o DEMo um acordão político cujo objetivo precípuo seria alijar Almeida Lima e Eduardo Amorim dos docinhos eleitorais de agora e de mais adiante? Minhas pílulas de gengibre, por favor...
Pior, mesmo desejando declaradamente o apoio dos irmãos Amorim – já o Negão prefere, como é público e notório, manter distância dos cabras –, Almeida Lima dificilmente o teria,  não obstante a carrada de ligações disparadas por ele mesmo sem auxílio de mensageiros para um parlamentar do grupo (falam em 28, mas creio haver exagero nos números), por uma razão simples: ninguém naquelas bandas confia nele!
A personalidade magistral, adornada ainda pela suprema pose de cavaleiro solitário (errante) e o afã divinal conferem-lhe, ao caro Almeida Lima, a aura de político “exótico”, fator máximo a torná-lo, digamos, desafeto pelo eleitorado, o que também pesa na hora de costurar qualquer acordo eleitoral.
Mas nem tudo está perdido! Alegrai-vos, pois quem sabe se num próximo escrito não venha o pretencioso “oráculo” Almeida Lima nos entregar antecipadamente os números da milionária Mega Sena de Fim de Ano. Faria-nos a todos um grande favor...