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Quinta-feira, 19 de Abril de 2012 | 16h30 | Política
Injuriado com a enxurrada de críticas, o Todo-Poderoso Marcelo Déda decreta quem tem ou não “moral” para expor as mazelas da Saúde estadual
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Os petistas, depois da ascensão ao poder, exibiram a faceta mais comum da esquerda pelo mundo afora, a de tratar crítica e críticos como indesejáveis – noção arraigada ao abecedário dessa jeitosa turma, que se supõe dotada de mentes privilegiadas, cuja engenhosidade e competência são superiores aos demais viventes.
Semanas atrás, o diretor Corporativo e de Serviços da Petrobras, o ex-senador mineiro José Eduardo Dutra, legou aos opositores, após a publicação da aprovação popular do governo Dilma Rousseff, a “frase cult do ano”, segundo Ele aprendida em Sergipe: “Enfia o dedo e rasga (em forma de asterisco)!” Lascou-se...
Em cima de um trio elétrico, à porta do Sindicato dos Bancários, quando da vitória do deputado federal Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho sobre a deputada estadual Ana Lúcia Menezes nas prévias do PT, o deputado estadual “sem-terra” (nas unhas) João Daniel, líder do MST em Sergipe, rechaçou as críticas dos opositores ao aliado, afirmando “que os canalhas da oposição veem Rogério Carvalho como o ladrão, o bandido que eles são”. Amedrontado, saiu a desculpar-se com os colegas... 
Por seu turno, a deputada estadual Conceição Vieira disse que a “mentalidade” do ex-governador João Alves Filho, candidato do DEMo à Prefeitura de Aracaju, é “trabalhar só para os amigos”, e que os petistas precisam “trabalhar indistintamente para todo o coletivo, via participação popular”. Ela nada disse sobre a fábula de recursos entregue pelo governo Marcelo Deda a sua ONG “Um Lugar ao Sol”, com sede na Fazenda Jardim, povoado São José em Japaratuba, sob investigação do Tribunal de Contas do Estado.
Agora, em socorro aos correligionários, vem o próprio governador Marcelo Déda decretar quem tem ou não “moral” para expor as mazelas da Saúde estadual. Disse ele acerca das críticas do vice-líder da oposição, deputado estadual Augusto Bezerra: “Eu não trato de um assunto desses com uma pessoa que não tem moralidade para assumir papel em nenhum governo, quanto mais para fazer críticas infundadas, que não passam de estratégia política. Esse deputado não tem moral nenhuma para falar da saúde”.
Dito assim, já que o caráter do deputado não passou pelo crivo do Todo-Poderoso governador, sobram os demais críticos, esses talvez com alguma moral para bafejar a gestão Marcelo Déda. Será? Vejamos...
Diretor do Hospital Santa Izabel em Aracaju, o médico José Carlos Pinheiro criticou a Secretaria Estadual de Saúde, pois segundo ele, deixou o nosocômio acumular R$ 1 milhão em dívidas. Teria o cabra alguma moral para criticar o governo do PT?
Pelo visto, diante da reação de Marcelo Déda, não! “Houve um ataque gratuito, extremamente agressivo, de um prestador de serviços, e isso não podemos admitir (o grifo é meu). Nossa proposta é de parceira, mas... dr. José Carlos Pinheiro fez acusações graves contra o Estado. Estamos cientes de que agimos na regularidade”, disse o governador.
A servidora da Fundação Estadual de Saúde Roberta Guimarães publicou na página pessoal do Facebook desabafo sobre “as péssimas condições de trabalho” no Huse (ex-Hospital João Alves Filho), exibindo inclusive a foto (ao lado) de uma etiqueta datada de 12/04, onde se lê: “Óbito por falta de material”. De repente, a página da moça some da rede social, para reaparecer hoje, já sem a polêmica foto e com a seguinte explicação: “Voltei! Consegui reativar meu Facebook! Não sei quem fez a maldade de tirá-lo do ar. É uma página pessoal e ninguém tem o direito de fazer isso.”
Opa lá, tirar do ar? Quem? E a tal foto, por que sumiu? Tudo muito estranho...
Mas a questão aqui é outra... Caro governador Marcelo Déda, diga-nos por favor, a servidora da FES Roberta Guimarães teria “moral” para criticar os desmandos do seu governo da gestão da Saúde pública ou também ela deveria se catar e falar de pacientes do Huse, mortos “por falta de material” médico-hospitalar, em outro praça?
Criticar é preciso, viver não é preciso! A turma do PT, os novos poderosos, sobretudo o governador Marcelo Déda, precisa entender que, não havendo o contraditório, jamais se fará a mudança (para melhor) tão almejada, porquanto a conformação é o estado de espírito dos idiotas – e o povo, apesar de iletrado e faltante da cultura acadêmica, detém o poder da opinião, aquela a decidir quando os governantes praticam a esbórnia administrativa, a gestão incompetente, a esperteza...
A “moral” desta história é que todos, absolutamente todos têm moral para criticar o que quer que seja, pois é direito garantido e inegociável escrito na Constituição. E enquanto o PT não tiver a força ditatorial para mudar a letra da Carta Magna, terá de conforma-se, calado preferencialmente, ouvindo o que diz a voz do povo, sem o qual nenhum político, pelo menos por ora, ascende ao poder.
Vamos nessa, queixosas e queixosos...


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Terça-feira, 17 de Maio de 2012 | 14h40 | Política
Deputado pelo PT, o “sem-terra” (nas unhas) João Daniel é tirado a “bicho feroz” – mas, como quem tem... tem medo
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Como diria o “ululante” Nelson Rodrigues, “sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta.” A turma do PT jogava bruto quando era oposição. Agora no poder, acusa a brutalidade do outro, algo fabuloso no hábito de ofender o ofendido. O deputado “sem-terra” (nas unhas) João Daniel, líder do MST em Sergipe, é um tosco exemplo desse modus faciendi de quem não suporta crítica – quando parte do alheio, claro – e desanca a difamar os discordantes.
Quando das prévias do PT em Aracaju, após confirmada a vitória de Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho sobre a deputada Ana Lúcia para concorrer ao pleito de outubro, João Daniel foi provocado pelo jornalista Joedson Telles, do portal Universo Político, a confirmar a frase dita num discurso momentos antes, quando declarou que os “canalhas da oposição veem Rogério como um ladrão, como o bandido que eles são”.
Ele não titubeou... Foi categórico, aliás: “O recado se justifica pelo fato de o deputado Rogério Carvalho ser a pessoa mais mal tratada pela direita em Sergipe. Foi humilhado, tratado com vários adjetivos e eu sempre me preocupei com isso...” Por coincidência, a reação de João Daniel ocorria no momento em que o ex-secretário de Saúde era bombardeado, sobretudo pelo deputado Augusto Bezerra, que o acusava de ser sócio de Wellington Carioca, “dono” da Transurh, empresa prestadora de serviços diversos na Saúde estadual, a maioria com contratos milionários.
Na guerra suja, vale tudo, como se sabe. Não por acaso, o alvo agora (aqui e em Brasília) é justamente a oposição. Não chega nem sequer a ser original. Os petistas, com mais ou menos ênfase, orbitam em torno de certos valores renitentes, cuja síntese pode ser esta: em vez de uma sociedade que controle o estado através de representantes legais (a oposição, os sindicatos, as associações...), como é próprio das democracias; um estado que controle a sociedade (amordaçada e servil), como é próprio das ditaduras.
Confrontado hoje com a mesma pergunta, desta feita diante do microfone do jornalista Gilmar Carvalho na Ilha FM, João Daniel, que armado do atrevimento da ausência, nos palanques se julga um “bicho feroz”, longe deles, rebolou e até mudou o tom de voz. E como quem tem... tem medo, com sotaque importado do Sul, o deputado (melou-se nas calças) e negou de forma categórica que houvesse dito a tal asneira. Desdisse em vão, pois o danado Gilmar Carvalho confirmou a informação publicada por Joedson Telles.
O PT busca calar a oposição, de qualquer forma e com quaisquer armas, porque quer controlar a sociedade. Contudo, chegou a hora de pôr esses aloprados sob o controle da democracia e do Estado de Direito. Com a afirmação feita por Gilmar Carvalho e o testemunho noticiado de Joedson Telles, cabe aos líderes da oposição, deputados Venâncio Fonseca e Augusto Bezerra, solicitar à Justiça que interpele o deputado “sem-terra” (nas unhas) para que diga quem são os “canalhas”, os “bandidos” da oposição. De igual modo, devem eles encaminhar pedido de abertura de processo disciplinar contra João Daniel na Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, para que o deputado possa se explicar.
É bom lembrar que por muito, muito menos – quando se referiu a colegas do parlamento como “comparsas” do prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira – o então deputado Gilmar Carvalho por pouco não foi cassado... Talvez seja um bom castigo para o falastrão!


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Domingo, 15 de Abril 2012 | 20h30 | Tecnologia
Mídias sociais, políticos e “malabaristas da informação”
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Inicialmente, os conceitos: rede social indica um grupo de pessoas com algum nível de relação ou interesse mútuo – ou seja, desde as savanas africanas tem sido praticada e gerou a civilização atual; já a “new media” (novas mídias) ou mídias sociais se referem ao poder de difundir uma mensagem de forma descentralizada dos grandes meios de comunicação de massa, a partir de ferramentas “online” usadas na interação com outros indivíduos.
Com o avanço da internet no Brasil, as mídias sociais ganharam importância fundamental para a divulgação de material de interesse político e partidário, com ou sem fito ideológico, nas redes sociais online (Orkut, Twitter e Facebook, mais destacadamente). Contudo, no aspecto eleitoral, o próprio ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, em entrevista a Folha de S. Paulo deste domingo, concorda ser a Lei Eleitoral restritiva, não estando “de acordo com o espírito da Constituição, da liberdade de expressão, de manifestação do pensamento”.
A boa notícia! Sendo o próximo presidente do STF, Carlos Ayres Britto avisou: por ferir a lei maior do País, e sufocar o uso livre de redes sociais e da internet em eleições, as restrições quanto ao uso desses mecanismos “está com os dias contados”...
Ou seja, certamente, militantes, partidários, assessores e os próprios políticos vão poder usar a internet para fins eleitorais já no pleito deste ano sem qualquer tipo de amarras, como ocorre nas mais avançadas democracias! É aí que mora o perigo para assessores e candidatos que desconhecem o modus operandi da rede mundial de computadores...
Como alerta o renomado professor Alberto Carlos Almeida em “A Cabeça do Eleitor” (Record, 305 páginas), “Eleições são um território sujeito à mistificação. Um pouco por natureza, muito por esforço deliberado. Por ele perambulam gurus, bruxos e marqueteiros. Em comum, além da pose de donos da verdade, a atitude de esconder o jogo ou de fazer crer que a disputa eleitoral pertence ao universo das coisas intangíveis, ao qual só têm acesso gênios dotados de intuição e criatividade incomuns. Tudo se passa como se uma eleição pudesse ser resolvida por uma tirada brilhante, pelo maquiavelismo matreiro ou por uma consulta ao oráculo”.
Lá se vão oito campanhas eleitorais e nestes mais de 20 anos assessorando políticos vi de tudo... todo tipo de gente a tentar vender gato por lebre! Agora, com a possível liberação da internet, surgem os especialistas em fazer milagres eleitorais através das redes sociais online. São os “malabaristas da informação”, no mais das vezes, figuras sem qualquer conhecimento sobre política, psicologia social, comunicação... – gente que jamais leu ou praticou as contingências por trás dos embates eleitorais: ações, ganhos, perdas... os inflados (egos) neófitos!
Não obstante ter importância estratégica na consolidação da imagem junto ao público mais qualificado, que não se enganem os políticos sergipanos: em terras dos Tupinambás e Xocós, a recém parida internet engatinha e a força que detém ainda é bastante setorizada – mesmo que já atinja, em parte considerável, o importante núcleo formador de opinião. E não há mágica que faça qualquer político em Sergipe, apenas com o uso da internet, chegar ao eleitor majoritário, aquele que ainda se informa só através do rádio e da TV, meios preponderantes.
Mas temos o eleitor mais jovem (entre os 16 e os 35 anos), que representa 43% dos votantes em Aracaju. Quantos deles estariam online, integrados a alguma rede social citada acima e dispostos a interagir se a discussão tiver temática política? Não há tabulações disponíveis para fechar alguma resposta minimamente confiável. Contudo, levando em conta a experiência das últimas três eleições, diria que o número cresce a cada ano exponencialmente – talvez ¼ ou quem sabe até um pouco mais deste grupo em particular esteja plugado à rede.
Sem campanha via internet, o candidato perde um palanque qualificado e disseminador/desenvolvedor de conteúdos favoráveis (virais, no jargão técnico). No entanto, assessores e candidatos devem ficar vigilantes. O mercado está cheio de “mercadores da fé alheia”, aqueles que ao fim e ao cabo, se o sujeito acaba eleito, poderão dizer com certa cara-de-pau: “Venceu por causa da internet!” Um dia, quem sabe. Por enquanto...
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PS - Sem esquecer, há gente muito boa e com indiscutível qualidade profissional atuando em Sergipe. Jovens de muito talento, inteireza no conhecimento técnico e  finesse no trato. Tenho o prazer de conhecer alguns...


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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012 | 11h45 | Eleições 2012
De pereba em pereba, o coitado do Adelson Barreto é quem agora precisa de Merthiolate
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Diz minha mordaz tia Preta do Leite que o radialista-deputado Adelson Barreto, para reportar ao respeitável público uma ferida inchada – e, preferencialmente, pingando aquela secreção fedida de cor amarelada (pus) –, é capaz de seguir a pé até Canindé do São Francisco...
Talvez seja esta a esparrela a fazê-lo, mesmo que somente (ainda) levemente ferido nos brios, chorosamente requisitar, com voz empostada e no plural, a presença da necrópsia política, a fim de exumar-lhe o cadáver da pretensa candidatura a prefeito de Aracaju.
Sim, caríssima patuleia, o filho do pintor de automóveis e da dona de casa nascido no Bairro Getúlio Vargas (Aracaju), que foi batizado no rádio pelo falecido caçador de manchetes sensacionalistas Laércio Miranda e alcançou por méritos próprios o terceiro mandato como parlamentar estadual, já admite um fim inglório para a desejada intenção de concorrer ao pleito de outubro próximo, numa parelha com o ex-governador João Alves Filho – seria a campanha do Negão contra o Neguinho!
Não foi por falta de aviso... O “oráculo” Almeida Lima, em escrito datado de 10/10/2011, comentava acerca do conto do vigário aplicado pelo senador Antônio Carlos Valadares contra Adelson Barreto, que pretendia ser candidato a prefeito de Laranjeiras e foi “convencido” a trocar a candidatura pela de prefeito de Aracaju – coisas daqueles “zóius vêrdis”...
O plano era simples: Valadares Filho e Adelson Barreto, que tem muitos votos entre os mais pobres, sairiam de mãos dadas pela periferia de Aracaju a cata de eleitores e lá mais à frente, numa pesquisa, a cúpula do PSB definiria entre o melhor posicionado o nome para candidatar-se a prefeito. O Neguinho acreditou...
No início da semana, na tribuna da Assembleia Legislativa, Adelson Barreto definiu o senador Antônio Carlos Valadares como “um homem digno e honrado”. Porém, ao saber da negativa do cujo acerca do tal “acordo” prévio, pelo qual o candidato seria o preferido dos votantes, o deputado subiu nas alpercatas de couro sem salto...
Disse ele: “Não vou permitir que vocês (o senador e asseclas) passem para a população que Adelson Barreto está mentindo. A minha história é marcada pela veracidade. Se for por este caminho, a gente vai começar a se estranhar. Não queiram passar para a população que sou um neguinho mentiroso do (bairro) Mané Preto, localidade onde atualmente reside na periferia da cidade.
Não é segredo para ninguém a boa performance de Adelson Barreto nas pesquisas de opinião – sem dúvida, o candidato governista (?) com maior chance contra João Alves Filho. E muita gente estranhou, por exemplo, a ausência do nome dele na última aferição feita pelo Cinform/Dataform. Mas isso é assunto para outra contenda...
O importante é que, claramente, o senador Antônio Carlos Valadares prefere indicar o próprio filho e nisso há certa lógica política: poucos, quase ninguém no PSB confia em Adelson Barreto.
Resultado: sem chance de concorrer em Laranjeiras ou Aracaju, sobrou ao Neguinho a opção de disputar com o colega de microfone Fábio Henrique a Prefeitura de Socorro. Mas a turma do “deixa disso” já entrou em ação.
Pelo Facebook, o candidato a vereador naquele município, jornalista Aélio Argôlo, chiou: “Adelson Barreto acha que pode ser candidato a prefeito de qualquer município que escolher. O povo de Socorro o conhece bem e sabe da sua incapacidade de agregar aliados. Foi sempre um candidato solitário, egoísta e sem projetos. Um dia as pessoas vão perceber que este deputado envergonha o Estado de Sergipe com sua enganação.”
Santa pereba... Diante de tantos ataques, vindos de todos as direções, o coitado do Adelson Barreto é quem agora precisa de Merthiolate para sarar as feridas. Chamem o Othoniel Bareta...


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Domingo, 08 de Abril de 2012 | 18h15 | Eleições 2012
Agregado ao cabedal de virtudes de Almeida Lima o de “oráculo”
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Candidato do PPS à Prefeitura de Aracaju, o deputado federal Almeida Lima costuma citar filósofos em escritos e até quando está em conversa – admira, por exemplo, Aristóteles, para quem “a inteligência humana é a única forma de alcançar a verdade”. O camarada também é dado aos imbróglios sem causa aparente: tentou polemizar com todos os líderes políticos de Sergipe na atualidade; apenas o senador Antônio Carlos Valadares – e por breve momento, diga-se –, deu-lhe orelhas.
Agora, nesta fase de “Nova Ordem” – seja lá o que essa junção de palavras signifique, posto que Almeida Lima é político atuante desde a redemocratização em 1985, com cargos públicos e mandatos eletivos conquistados ao longo dos anos ao lado de quase todos os colegas da “Velha Ordem” ainda ativos –, o nobre parlamentar agrega ao cabedal de extensas virtudes o de “oráculo”.
O termo “oráculo” designa tanto uma divindade consultada em questões relevantes como o intermediário humano que transmite a resposta da Divindade. Almeida Lima, ao menos até o momento, ainda está na segunda categoria. Mas, danado como é, logo logo passará ao pódio dos seres divinos, tamanha a competência para explicar o presente e predizer o futuro – seria o deputado, por esta ótica, uma espécie de “oráculo visionário”. Vejamos...
Publicado em 04/04, um novo artigo do dito evoca a Filosofia e a História para analisar a tal da “Nova Ordem” e a “trama diabólica” urdida pelo governador Marcelo Déda, com o auxílio dengoso do vice Jackson Barreto, visando a “impedir que a verdadeira oposição e outras forças políticas nascentes cheguem ao poder, satisfazendo, dessa forma, aos desejos odientos e revanchistas comuns a todos os coadjuvantes (da cena política atual): Marcelo Déda, Jackson Barreto, João Alves Filho, Antônio Carlos Valadares, Edvaldo Nogueira e Albano Franco”.
A neurolinguística, em apoio à psicanálise, explica o discurso aparentemente enviesado. Quando se utiliza do adjetivo “coadjuvante” – que coadjuva, auxilia ou coopera com outrem –, Almeida Lima coloca a si próprio e ao que denomina como “outras forças políticas nascentes” num patamar de superioridade político-eleitoral, havendo os demais, os ditos “coadjuvantes”, de mancomunarem-se, se quiserem ao fim e ao cabo abatê-los nos embates eleitorais de 2012 e 2014...
A mensagem enviada dos Céus através do “oráculo” Almeida Lima, de que contra o povo de Aracaju engendra-se um novo acordão político com a participação direta e indireta de personagens da situação e da oposição, certamente alertaria o respeitável público para a maior patifaria da década, não fosse por um detalhe peculiar: atenta contra a racionalidade, contra a inteligência!
O “oráculo” Almeida Lima diz que o grupo dos irmãos Amorim seria hoje objeto de desejo de João Alves Filho, cujos mensageiros se revezariam na tentativa de convencê-los a indicar o candidato a vice-prefeito, sob a garantia expressa de que, eleito prefeito, o Negão não deixará o cargo para se candidatar a governador em 2014, passando a apoiar a candidatura do senador Eduardo Amorim...
Diz mais: o Negão, após conquistar a prefeitura, faria de Marcelo Déda um aliado administrativo em nome do bom relacionamento republicano. A partir daí, não haveria razão para ele ficar com os irmãos Amorim em 2014 – o apoio à candidatura de Jackson Barreto ao governo seria, assim, natural, concluindo a “trama diabólica” urdida agora, que visaria a derrotar a “verdadeira oposição” (em 2012) e os irmãos Amorim (em 2014).
Quem em sã consciência imaginaria a corriola do PT a conjurar com o DEMo um acordão político cujo objetivo precípuo seria alijar Almeida Lima e Eduardo Amorim dos docinhos eleitorais de agora e de mais adiante? Minhas pílulas de gengibre, por favor...
Pior, mesmo desejando declaradamente o apoio dos irmãos Amorim – já o Negão prefere, como é público e notório, manter distância dos cabras –, Almeida Lima dificilmente o teria,  não obstante a carrada de ligações disparadas por ele mesmo sem auxílio de mensageiros para um parlamentar do grupo (falam em 28, mas creio haver exagero nos números), por uma razão simples: ninguém naquelas bandas confia nele!
A personalidade magistral, adornada ainda pela suprema pose de cavaleiro solitário (errante) e o afã divinal conferem-lhe, ao caro Almeida Lima, a aura de político “exótico”, fator máximo a torná-lo, digamos, desafeto pelo eleitorado, o que também pesa na hora de costurar qualquer acordo eleitoral.
Mas nem tudo está perdido! Alegrai-vos, pois quem sabe se num próximo escrito não venha o pretencioso “oráculo” Almeida Lima nos entregar antecipadamente os números da milionária Mega Sena de Fim de Ano. Faria-nos a todos um grande favor...


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Terça-feira, 03 de Abril de 2012 | 11h00 | Política
Com a cambada do poder, se não se resolve no grito, apela-se aos músculos
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Terça-feira, 06 de dezembro de 2011, plenário do Senado Federal, em Brasília. O deputado federal Rogério Carvalho e o ex-deputado federal João Fontes quase trocam tapas, no momento em que o senador suplente Lauro Menezes assumia a vaga, substituindo o titular Eduardo Amorim. Dias antes, no rádio, muita lama havia sido dito por ambos acerca da vida pregressa do desafeto...
O motivo para a irritação que fez o Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho tentar exibir publicamente os músculos para resolver no braço as desavenças com João Fontes foi a suposta compra pelo petista de uma emissora de rádio em Aracaju. Na falta de argumentos a contrapor o adversário, o companheiro não hesitou no retorno às cavernas – faltou-lhe ainda o tacape, peça inseparável dos brucutus; mas isso se resolve...
Se o exemplo vem de cima, por que não segui-lo?
Wellington Ferreira, o Carioca de São Cristóvão, é presidente do diretório estadual do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) em Sergipe, legenda nanica que integra o rol das agremiações “administradas” por Rogério Carvalho, espécie de Edvan Amorim do PT. Acusado pelo deputado vice-líder da oposição na Assembleia, Augusto Bezerra, de ser testa-de-ferro – ou laranja, se preferirem – do Doutor-Deputado, o tal do Carioca opera a empresa Transur, detentora de (muitos) contratos milionários na Secretaria Estadual de Saúde, feudo do capo petista.
No rádio, hoje mesmo, Carioca disse (mais uma vez) que está quebradinho da silva – coitado! – e que nada há de errado com os contratos, parte deles sem licitação, para fazer obras – sim, o cabra é construtor – e serviços outros, incluindo a limpeza e conservação do Huse (ex-Hospital JAF). Quando bebe – e ele bebe sempre... e muito! –, o tal do Carioca ameça expor as mazelas do governo petista. Quais seriam? Bem, o deputado Augusto Bezerra também quer saber e por esta razão propõe a abertura de uma CPI para investigar os rapapés da Transur com a SES.
Bastou isso, um singelo pedido de CPI, para que o senhor Wellington Ferreira, o tal do Carioca de São Cristóvão, certamente seguindo o exemplo do chefe-deputado, subisse nas havaianas com salto! Irado com as críticas de Augusto Bezerra, chamou o parlamentar às vias de fato... No programa de George Magalhães hoje de manhã, o cujo disse: “Não tenho medo de você, deputado. Não se esconda no rádio (sic). Posso resolver contigo no braço, se você for homem! Vamos resolver no braço...”
Conforme se pode inferir das ditas assertivas do tal do Carioca de São Cristóvão, com essa turma do poder, se não se resolve no grito, apela-se diretamente aos músculos. Haja danação...


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Quinta-feira, 22 de Março de 2012 | 11h10 | Eleições 2012
Até agora vencem as caçolas; irão “os” cuecas reagir?
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Fato primevo: a implosão da base aliada na Assembleia Legislativa expôs a fragilidade da “aliança” dos governistas. Fato secundário, mas não menos importante: o embate confirmou o prévio “diagnóstico” da suposta dupla personalidade do governador Marcelo Déda, algo perigoso para um político cuja carreira depende cada vez mais de moletas.
A título de informação, o Transtorno Dissociativo de Identidade – ou dupla personalidade – induz o cérebro a desenvolver múltiplas “identidades” ou “personalidades”, todas com poder de controlar a vida da pessoa acometida, que não consegue recordar sobre pontos relativos a uma ou a outra entidade...
Num primeiro momento, Marcelo Déda tentou usar o poder do cargo – se preferir, o poder dos cargos comissionados – para pressionar a base aliada, sobretudo a presidente da Alese Angélica Guimarães. Buscava evitar a eleição da Mesa Diretora da Casa para o biênio 2013/2014. O personagem da hora era o “Marcelo Déda manda-chuva”. Levou uma rasteira homérica, que o deixou tonto por cinco dias e cinco noites.
Derrotado, o governador apelou ao famosíssimo “charme pessoal”, identidade usada por ele em ocasiões nas quais precisa deixar de lado o “Marcelo Déda narcisista, arrogante”, que cede lugar ao “Marcelo Déda humildemente amoroso, jeitoso”. Foram várias as conversas pessoais e dezenas de telefonemas para a deputada Maria Mendonça. Porém ela – também de olho na Prefeitura de Itabaiana, diga-se – manteve-se firme no NÃO.
Outra vez derrotado, o grão-petista mirou a máquina administrativa no fragilizado DEMo do ex-governador João Alves Filho – entrou em cena o “Marcelo Déda conquistador implacável”, pronto a investir contra as hostes adversárias e cooptar dissidentes a qualquer custo. Foram dois tiros, um acertando o alvo bem no centro (buzz eye): o prefeito de Itabaiana Luciano Bispo encantou-se com o “ouro” e a “prata” oferecidos. Imolou o mandato do irmão Arnaldo Bispo, entregue ao PT como troféu – não se sabe se a contragosto deste!
Apesar de errar o centro do alvo, o segundo tiro disparado no DEMo atingiu o olho grande da família de Goretti Reis, também por conta da eleição para prefeito (de Lagarto). Tratada publicamente por um sobrinho como “egoísta, ingrata e traidora”, a deputada fez ontem um discurso indignado. Disse ela: “Estão invertendo os valores. A imprensa e a sociedade têm que ver quem é vítima e quem é algoz. Mentes pequenas não sabem diferenciar laços familiares de convicções políticas. Jamais sacrificaria minhas ideias. Tenho amor a minha família, no entanto não sou obrigada a pensar como ela. Não sou inimiga de Marcelo Déda, mas estamos em blocos (políticos) diferentes. É só isso...”
Resultado do certame: até agora, as caçolas vencem “os” cuecas por 3 a 1. Mesmo pressionadas/assediadas durante semanas, Angélica Guimarães, Maria Mendonça e Goretti Reis mostraram-se determinadas a manter em voga valores morais, pessoais e partidários que o PT – leia-se, Marcelo Déda – tenta dissolver no balcão de negócios da política implantada por Lula da Silva. Foram transformadas pela petralhagem em símbolos de resistência ao arroubo (!) do poder que quer corromper a tudo e comprar (quase) todos.
Interessante é ouvir Marcelo Déda a reafirmar que mesmo se fizesse aliança com a família Reis, não abriria mão do compromisso com o prefeito lagartense Valmir Monteiro. “Eu não negocio as minhas alianças, eu não traio os meus amigos”, disse o garboso governador. Entrou no palco o “Marcelo Déda Pinóquio”, que faz recordar a campanha do então candidato a prefeito de Aracaju pelo PT (1996) Ismael Silva. No segundo turno contra João Augusto Gama, candidato de Jackson Barreto, o companheiro pode experimentar a “lealdade” do amigo Marcelo Déda...
O nobre governador sergipano é mesmo um cabra multifacetado!


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Terça-feira, 20 de março de 2012 | 11h20 | Tecnologia
Cuidado, o “Oi Velox” é um serviço canalha
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Sobre as péssimas condições do Serviço de Telefonia Móvel – voz, e dados sobremodo –, disponibilizado ao usuário não empresarial em Aracaju, já mantive diálogos com altas esferas da TV Sergipe, TV Atalaia, Jornal Cinform, Jornal da Cidade e com a cúpula da Ordem dos Advogados do Brasil/Sergipe.
Solicitei dos colegas, fossem feitas matérias jornalísticas sobre o tema, questionando as partes, incluindo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); no caso da OAB/SE, referi-me ao movimento deflagrado pela seccional do Rio Grande do Norte, que impetrou ação na Justiça contra as concessionárias, cobrando melhores serviços.
Deu em nada... até o momento presente, ninguém interessou-se pelo assunto!
A prestadora Vivo, por exemplo, é hoje uma alma penada – morreu faz tempo, mas deixaram-na vagar como defunto insepulto, fedido e, pior de tudo, arrogante, pois arvora-se como empresa de telefonia, quando na verdade deveria vender banana no Mercado Central de Aracaju. Nada na Vivo funciona a contento: a conexão do serviço de voz é precária e a de dados está abaixo do nível mais rasteiro.
Não obstante as demais operadoras (Tim, Claro) oferecerem serviços com padrão similar no nível de qualidade, é a operadora Oi, através do serviço “Oi Velox” (fixo), certamente a mais vagabunda entre todas as demais. A constatação é simples: a empresa tenta enganar o usuário, fazendo-o crer na existência de acessos para os quais não tem a mínima condição técnica de atender – nem mesmo em termos de “previsão”.
Explico... Ao final de fevereiro, após examinar um novo pacote de dados com suporte para 10 megas na conexão, a um preço 20% inferior ao que me oferece hoje a operadora BR-27 em 5 megas – uma outra porcaria, diga-se! –, entrei em contato com o “Oi Velox” e solicitei a inclusão no serviço. Ontem, após 19 dias de espera, finalmente chegou o novo modem com instruções para ativá-lo – “tudo muito simples e rápido”. Segui as orientações técnicas do manual, ligando cabos e instalando o software de conexão...
Após algumas tentativas para ativar o serviço, verifiquei a recorrência do erro “135”. Fui ao suporte técnico via telefone e lá recebi a indicação de que até a meia noite de ontem tudo estaria funcionando, “conforme previsto no sistema”. Era uma piada de mal gosto... Por volta de 00h30 de hoje, um atendente “Oi Velox” afinal esclareceu a verdade: a empresa se desculpava, mas “lamentavelmente, não poderia fornecer o serviço combinado e estaria cancelando o meu pedido naquele momento”. Santa esculhambação!
Para piorar a situação, hoje pela manhã, tentei desde às 08h00 manter contato com a Anatel para denunciar o fato e solicitar providências, mas o número do Serviço de Atendimento (1331) é apenas mais um engodo contra o consumidor – aliás, essas escroditões chamadas “agências reguladoras”, da Era Lula da Silva para cá, viraram sucursais das operadoras. O ramal está permanentemente ocupado, e para fazer reclamações pela internet é necessário realizar um cadastro, com CPF, email e senha. Trocando em miúdos: o relevante é dificultar ao máximo qualquer tentativa de denunciar um serviço porcamente canalha...
Eis por que o Brasil ainda é um país do Terceiro Mundo: aqui, as corporações, mancomunadas com agentes públicos, tratam o usuário como se fosse um completo imbecil a ser usurpado, para ficar num palavra amena. Protestar – e buscar reparação por meio da Justiça – é tudo o que resta!


Quarta-feira, 14 de Março de 2012 | 13h17 | Saúde Pública + Política
Pobre tem que se arrombar
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A Saúde Pública em Sergipe, sob o mando petista, mostra-se cada vez mais incapaz de cumprir com a obrigação de prestar um serviço minimamente decente aos declaradamente incapazes de pagar por um plano privado de saúde. O Programa de Assistência Farmacêutica Básica – ou “Farmácia Básica” – é um desses tristes exemplos...
Trata-se de um incentivo financeiro realizado em parceria pelas três esferas federativas – governos federal, estaduais e municipais –, visando ao financiamento das secretarias de saúde para aquisição de medicamentos destinados à população economicamente carente. Em Sergipe, há aproximadamente 10 meses nenhum dos 75 municípios recebe repasses da Secretaria Estadual de Saúde para esse fim.
Ou seja, quem depende do auxílio do governo para comprar algum tipo de remédio essencial, cujo preço está acima da capacidade financeira de sua família, terá de esperar a boa vontade do garboso Marcelo Déda. Muitos desses medicamentos, diga-se, são de uso contínuo e interromper o tratamento por vezes pode provocar a morte súbita do doente.
A questão é: será mesmo que essa turma do andar de cima está preocupada com isso? Sinceramente não creio – até porque, ao que parece, pobre na gestão do PT tem mesmo é que se arrombar...
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“Aos inimigos, os rigores da lei”
Eleitoralmente incapazes de manter o mando na capital – e aparentemente também, agora no estado, após a “revolta” dos irmãos Amorim –, restou aos próceres do PT apelar para todos os tipos de “recursos legais” e do uso da máquina de (des)informação, a fim de impedir a consolidação da candidatura de João Alves Filho a prefeito de Aracaju.
Vejamos o “Caso Fubras”, tentativa recente de aplicar a pecha de “desonesto” ao ex-governador – hoje mesmo, o papudo e bigodudo Cláudio Campos Nunes, jornalista especializado em lamúrias políticas, requenta acusações neste sentido na página que mantém no Portal Infonet.
O próprio JAF, ao se referir às supostas irregularidades, foi bastante claro: “Quem me julga agora e tenta transformar minha gestão num conluio de improbidades, usa de recursos semelhantes (a contratação de consultorias) para tentar tornar a máquina administrativa mais eficiente. Não entendo a razão de criticar o que sempre fizeram e fazem! Ou será que comigo o umbigo é mais embaixo?”
Por que, de repente!, surge tanto aperreio com o “Caso Fubras” (e outros processos que visam o impedimento eleitoral do Negão), se até o momento ninguém foi punido pelo sumiço de mais de R$ 30 milhões no escândalo da ONG Eunice Weaver, sabidamente uma das mais obesas patrocinadoras informais das campanhas eletivas de Marcelo Déda (2006) e Edvaldo Nogueira (2008)? Seria pelo fato de que falar de farra de ONGs nas gestões dos comuno-petistas parece ter virado lugar-comum? Santa questão incômoda... 
Vejamos outro exemplo, o da saudosa “Micareta Picareta” – aquela do desvio de dinheiro público federal da Saúde, que quase gera a cassação do governador: o cabra sortudo, após muita oração, escapou incólume! Sob os auspícios de realizar shows com artistas nacionais para louvar os inesquecíveis feitos das gestões de Marcelo Déda quando este renunciou à Prefeitura de Aracaju (março/2006), cachês foram pagos a menor, longe dos valores efetivamente apostos nos milionários contratos. Ficou por isso mesmo: ninguém foi incomodado! Aliás, alguém por acaso lembra do papudo e bigodudo Cláudio Campos Nunes rogando-se emocionalmente “dilacerado” com a falta de punição aos então gestores?
Trocando miúdos: para a rataria de internet, patrocinada gordamente com dinheiro público, o sujo, quando é “nosso”, ganha de qualquer mal lavado, incluindo os do DEMo.
Diz a lenda que certo político do interior de São Paulo abusava da máxima “Aos amigos tudo; aos inimigos os rigores da lei”. Diriam certos lisonjeadores, para justificar as tantas patifarias escritas em nome do mito da “honestidade petista”: Aos inimigos do poder vigente a calúnia, a injúria, a difamação...
O Negão que se segure, pois o jogo é de campeonato.


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Terça-feira, 13 de Março de 2012 | 11h10 | Política
Presepada” no ouvido alheio é refresco
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Que é estranho, não há dúvida! O trecho da obra de duplicação da BR-101 entre Aracaju e Riachuelo está inconcluso faz 15 anos – começou com Fernando Henrique Cardoso, passou praticamente sem acréscimos na Era Lula da Silva e segue se arrastando na gestão de Dilma Rousseff. Já no trecho entre Aracaju e Estância, a obra segue a todo vapor...
Na tarde da sexta-feira última, o vice-governador Jackson Barreto acompanhou os ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, numa visita ao trecho Aracaju/Estância – pano rápido: visita à obra em andamento, que fique claro. Então, resta uma pergunta: por que não levar essa turma jeitosa para ver a parte da obra paralisada há uns bons anos, a fim de tentar sensibilizar a presidente Dilma Rousseff a dar fim ao relutante lenga-lenga?
No seu programa desta segunda-feira, o danado do ex-deputado jornalista Gilmar Carvalho definiu a visita dos ministros como uma “presepada” – a palavra, aliás, lembrou minha finada vovó Dona Caçula, useira desta por significar “espetáculo ridículo, extravagante, bizarro...”; eram minhas as danações de menino travesso. A indignação do CãoCão deu-se não pela falta de agilidade no trecho Aracaju/Riachuelo, e sim pelos quase 12 quilômetros de congestionamento provocados pelo aparato da comitiva das “otoridades” na altura do município de Estância, local da visita.
Mas “presepada” é palavra amena, se se quiser definir qualquer coisa relativa a obra da BR-101 em Sergipe. Por conta dela, saltam aos olhos duas tristes constatações: primeira – e mais singela: o governador Marcelo Déda, compadre de Lula da Silva, tem mesmo “grande prestígio” junto ao governo federal; segunda: a derrota de Dilma Rousseff em dois turnos na eleição de 2010 jamais será esquecida pela presidente, cujo tratamento dispensado ao estado, de tão miserável, ficará marcado na História.
Na foto de divulgação da visita (logo abaixo), vê-se um Jackson Barreto paramentado e pomposo, dedos indicadores apontados ao solo, numa conversa animada ao lado dos ministros visitantes. Pelo gestual, voz rouca, pode-se imaginar que o vice-governador esteja dizendo algo como “aqui a coisa anda, por que não lá?”... Há quem duvide disso, porém. O mais certo é que o camarada Jackson Barreto esteja apenas a desancar enfadonhos elogios, coisa típica da visão caolha dominante em Sergipe há meia década...
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OBRAS NA BR-101 / ESTADOS VIZINHOS
Pernambuco – A duplicação de 25 quilômetros, entre Palmares e a divisa com Alagoas, está em andamento. No acesso a Recife (contorno), a duplicação de 42 quilômetros da BR-408, que dará acesso à Arena da Copa, já tem 16,5 quilômetros concluídos.
Alagoas – Duplicação de 248,5 quilômetros de extensão da BR-101, ainda inconclusa, pois as obras atravessam áreas urbanas e incluem a construção de vias marginais (como em Teotônio Vilela) e de contornos (como em Novo Lino e Messias).
Sergipe – O estado possui 320 quilômetros de vias federais, sendo 204,3 quilômetros na BR-101, dos quais 14 km compõem o contorno de Aracaju, mais 114 quilômetros da BR-235. A execução das obras neste trecho tem a participação do Exército (4º BEC), de consórcios privados e do Governo de Sergipe, responsável pelo trecho entre Estância e a divisa com a Bahia, por meio de convênio com o DNIT – único trecho cujas obras seguem num ritmo aceitável.