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Segunda-feira, 26/09/2011 | 12h10
A pior parte...
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Se você pensa que a matéria do programa “Fantástico” da Rede Globo sobre o sucateamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), exibida em ontem em nível nacional (linque abaixo), seria a pior parte da conflituosa relação do Governo de Sergipe com a gestão da saúde pública estadual, não imagina o imbróglio resultante do processo judicial encaminhado à Justiça sergipana pelo ex-governador João Alves Filho, o qual resultou em duas decisões inéditas do Tribunal de Justiça de Sergipe, há quase dois anos:
1 – Ordenou o colegiado de desembargadores ao governador Marcelo Déda a imediatada reconstrução do Hospital Infantil José Machado de Souza, para que passasse a funcionar como casa de saúde destinada exclusivamente ao atendimento de crianças; a unidade, cujo prédio foi deixado pronto em fins de 2006, havendo somente a necessidade de compra de equipamentos e mobiliário, para os quais foi deixado no caixa da Secretária Estadual de Saúde os valores correspondentes, seria o mais moderno hospital pediátrico do Nordeste.
2 – No mesmo despacho, os desembargadores recomendaram ao Ministério Público Estadual que entrasse com ação de improbidade administrativa contra o então secretário de Saúde, Rogério Carvalho, por conta de ter desfigurado o prédio e utilizado as instalações do Hospital Infantil José Machado de Souza para fins outros, que não aquele estabelecido em projeto.
Se era para “reconstruir” significa que estava pronto, então! Se era para processar o responsável pela bagunça, é porque havia algo a ser reparado. No entanto, pasmem, passados quase dois anos da ordem judicial, nada disso foi feito.
Para completar, quando o assunto chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), para evitar constrangimento e mais mídia nacional negativa, o governador Marcelo Déda garantiu àquela corte que tomaria as providências... Mais uma lorota, como se pode constatar.
Caso o Hospital Infantil José Machado de Souza já estivesse em operação, muitos dos problemas de superlotação do HUSE (ex-Hospital João Alves Filho) já estariam solucionados. Falta, portanto, competência e uma pitada de decoro...
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Terça-feira, 20/09/2011 | 16h55
Oprimida (e vilipendiada) está a educação pública de Sergipe
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Se fosse possível resumir o antagonismo quanto ao papel real do professor na formação educacional de pessoas, a melhor frase produzida é a do “mestre” Paulo Freire. Disse ele, em interlóquio célebre, usado (e abusado) como referência pelos ideólogos educacionais da esquerda, acerca do princípio básico de alfabetizar, embrião de qualquer objetivo minimamente educador: “A leitura do mundo precede a leitura da palavra.”
Em resumo: o professor, antes de ensinar o ABC, deve preparar o aluno para “enxergar o mundo com outros olhos” – dentro da visão socialista defendida por Paulo Freire e outros “filósofos”, claro.
Agora, imagine o perigo da influência desse tipo de educador, exercida a partir de idéias e valores morais comprovadamente desertificantes, mentalmente falando? Ao contaminar o processo de aprendizagem com “idéias alternativas”, típicas da abordagem ideológica do marxismo, recheada de maniqueísmos, teremos limitada a visão plural do mundo! Eis a questão...
O Brasil tem sido vítima, especialmente nas últimas duas décadas, da mais perversa inversão do papel do educador e da educação – sobretudo a educação pública, sob o governo petista – na formação do indivíduo, em harmonia com os objetivos comuns da sociedade.
A nação brasileira, que deveria focar o crescimento do país a partir do desempenho pessoal de cada cidadão, assiste passiva a educação ser usada, de modo providencial, para a implantação de uma estudada complacência, promovida pela pregação ideologizante em sala de aula, que faz adormecer a consciência coletiva, inviabilizando o aprendizado. O resultado tem sido devastador...
A formação do aluno, obviamente, não depende apenas da memorização de letras, sons e números. A compreensão do que está escrito e da matemática básica, no entanto, são fundamentais. Preocupados com a “formação da consciência”, educadores de esquerda – a maioria em sala de aula atualmente – simplesmente “esqueceram” de ensinar o básico do básico.
Voltemos ao “mestre” Paulo Freire... Guru dessa turma do atraso, ele construiu um modelo segundo o qual “a educação deve conscientizar os oprimidos acerca da realidade social, capacitando-os a refletir sobre sua vida, suas responsabilidades e o papel que desempenham diante das injustiças sociais”. Já saber ler, interpretar o que está sendo lido, somar, multiplicar, dividir e diminuir, visando preparar o indivíduo para concorrer no mercado de trabalho, não importa...
Pouquíssimas iniciativas foram tomadas a fim de incentivar um melhor desempenho acadêmico dos alunos brasileiros. O País jamais criou um plano de metas e resultados baseado no mérito: quem ensina melhor, recebe mais... Nas últimas décadas, o principal enfoque da gestão da educação pública nacional sempre foi aumentar as matrículas, do maternal ao doutorado, e manter a isonomia salarial dos professores, não obstante o resultado de cada um na função de transferir conhecimento.
Você já se questionou por que há tanta grita quanto à necessidade de capacitação dos professores? Mas será que a culpa pelo fracasso brasileiro no campo da educação seria somente do professor? Em 10/06/2011, por exemplo, o site do Cinform trouxe matéria acerca da educação em Sergipe, na gestão do governador Marcelo Déda. Usando dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o semanário concluiu que “as escolas públicas sergipanas reprovam em matéria de melhoria do ensino” – nota 3,8 para as séries iniciais do ensino fundamental, quando a meta estipulada pelo Ministério da Educação era de 5,4.
Trocando em miúdos, “o resultado faz com que o estado tenha a terceira pior rede escolar do país”. Dado ainda mais lamentável: ao final de 2006, a educação pública sergipana era a primeira do Nordeste em qualidade do ensino (fundamental e médio), segundo constatou o MEC, através do SAEB. Técnicas educacionais ultra-avançadas, como “Alfa&Beto”, “Acelera Sergipe” e “Se Liga Sergipe”, praticamente eliminaram a deficiência no aprendizado.
Ocorre, no entanto, que muitos educadores e pedagogos, sobretudo os ligados ao Partido dos Trabalhadores e ao Sindicato dos Professores (Sintese), são de fato ativistas sociais em busca de uma causa política. O objetivo dessa turma não é melhorar a educação, mas “mudar o mundo”, preferencialmente para torná-lo socialista – e claro, garimpar “salários dignos” para os professores, mas sem qualquer preocupação com a contrapartida: cumprir com a obrigação de ensinar bem.
Agora veja, o mesmo contingente de educadores que fez da educação de Sergipe destaque no SAEB 2005, está agora em sala de aula – ninguém importou professores da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo. Enfim, falta governança equilibrada e competente, fiel aos bons princípios da administração pública responsável e atenta às novidades praticadas nos países que acenderam da pobreza ao estrelato mundial, como a Coreia, graças ao investimento em... educação de qualidade.

Pedagogia do Oprimido – Enquanto a educação de Sergipe caminha para transformar os jovens pobres de hoje em futuros adultos pobres, já que não terão a mínima chance de concorrer por uma vaga na UFS com os alunos formados por escolas particulares, a deputada-professora Ana Lúcia Vieira, espécie de “eminência parda” do professorado esquerdista entranhado no PT, reúne sua intrépida trupe na Alese para discutir “a proposta transformadora do grande mestre educador Paulo Freire, em homenagem aos seus 90 anos – comemorados com exposição e Seminário”.
O resultado trágico de Sergipe no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) – as únicas escolas públicas que obtiveram bom desempenho foram as federais –, que em tese deveria ser motivo de preocupação da deputada-professora Ana Lúcia Vieira e sua intrépida trupe, ficou em segundo plano. Questionada por mim se faria debate sobre o pífio desempenho de Sergipe no ENEM, sob os auspícios do Governo da Mudança para Pior, a deputada prometeu fazê-lo. Mas disse que “aprofundar e conhecer a obra do mestre Paulo Freire precede o debate do ENEM”.
Não, não é piada! A “Pedagogia do Oprimido” é que fará de Sergipe um poço de virtudes no quesito educação pública de qualidade, podendo servir até de exemplo para os marcianos...
É por visões caolhas como a da deputada-professora Ana Lúcia Vieira e sua intrépida trupe – e por tantas políticas altamente estúpidas – que continuamos a andar para trás. Enquanto não houver uma revisão urgente do modelo em uso pelo governo Marcelo Déda (governo Dilma Rousseff) no âmbito da educação pública, Sergipe (o Brasil) continuará na rabeira nacional. Ou seja, podemos ser os mais oprimidos entre o piores...


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Domingo, 11/09/2011 | 15h15
Torres gêmeas – Dez anos
Afinal, quando saberemos a verdade verdadeira?
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Simples assim: as corporações americanas, com apoio do governo (CIA), fizeram tombar as torres gêmeas do World Trade Center (e as demais ações terroristas no fatídico 11 de Setembro), com fins meramente econômico-financeiros. Os atentados teriam, então, sido preparados e conduzidos por elementos de dentro do governo dos Estados Unidos da América, com ajuda de agentes internacionais.
Como se chegou a tal conclusão? Alegadas anomalias percebidas no registro histórico dos ataques, tais como a inconsistência de provas contundentes de que aviões de carreira tenham, de fato, se espatifado no Pentágono (sede das Forças Armadas dos EUA) e num campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia, além de o próprio Osama Bin Laden, líder da Al-Qaeda, ter negado, em princípio, a autoria das malfeitorias.
Para quem ainda crê na impossibilidade de os próprios norte-americanos terem perpetrado façanha tão inusitada e estapafúrdia, o documentário “Loose Change – The Final Cut”*, de 2007, escrito e dirigido por Dylan Avery; e produzido por Korey Rowe com Jason Bermas, desmonta, uma a uma, as conclusões das 585 páginas do relatório “The 9/11 Commission Report”**, organizado por uma comissão especial do Congresso dos EUA imediatamente após os eventos.
Teoria  da conspiração – Trata-se do prato-feito mais bem elaborado por um investigador independente, a partir de informações (contraditórias) dadas pelas próprias autoridades da gestão do republicano George Walker Bush, reportagens da imprensa mundial e a opinião de técnicos de diversas áreas sobre, por exemplo, a impossibilidade de as torres gêmeas terem desabado com exatidão tão precisa, típica de uma demolição controlada, efetuada por explosivos. O documentário traz ainda uma informação aterradora e, em alguns casos, já comprovada: parte dos alegados 19 sequestradores está viva e um deles chegou a ligar para o pai no dia seguinte aos atentados.
Por outro lado, a falta de provas contra os radicais islâmicos parece ser a tônica maior do caso “11 de Setembro”. As alegadas “armas de destruição em massa”, que serviram de pretexto para a invasão do Iraque, eram, pois, apenas falácia. Jamais foram encontradas – o próprio George Walker Bush admitiu o erro; jornalistas da imprensa dos EUA dizem que o presidente teria agido contra Saddam Hussein Abd al-Majid al-Tikriti apenas para vingar-se (pessoalmente), por conta das perdas de capital sofridas por companhias petrolíferas norte-americanas, que à época da invasão do Kuwait pelo Iraque (vide “Guerra do Golfo”, iniciada a 2 de agosto de 1990), ele representava – o chamado “Time do Petróleo”. Sem esquecer as reservas de petróleo do país, as maiores da região...
No caso do Afeganistão, o Talibã negociava com a UNOCAL, corporação baseada na Califórnia que mantém estreita ligação com altos coturnos do Partido Republicano, a construção de um oleoduto na Ásia Central (CentGas), partindo do Turquemanistão, atravessando o Afeganistão ocidental e finalizando no Paquistão. Quando alguém espreita além de toda retórica da Casa Branca e do Pentágono a respeito do Talibã, emerge um claro padrão mostrando a construção do oleoduto trans-afegão como a principal prioridade do governo George Walker Bush desde o início.
Embora a UNOCAL afirme que ela abandonou o projeto do oleoduto em dezembro de 1998, estritamente porque a série de encontros realizados entre agentes americanos, paquistaneses e o Talibã (depois de 1998), tiveram impasses rumorosos, sobretudo sobre custos e gestão do equipamento após a conclusão da obra, a verdade é que as negociações sempre estiveram à mesa. O “11 de Setembro” teria vindo para “agilizar o processo”, ao tirar do caminho a turma que, imaginem, estava a atrapalhar o negócio...
O oleoduto Turcomenistão-Afeganistão-Paquistão teria 1.680 quilômetros de comprimento, dos quais 735 quilômetros corresponderiam ao Afeganistão. Cálculos iniciais previam um investimento de US$ 3,3 bilhões, havendo a participação de conglomerados americanos, franceses e holandeses. Está em fase de testes operacionais... Ou seja: um sonho realizado!
Na verdade, o governo do presidente Hamid Karzai, que (assim como Osama Bin Laden) trabalhou para a CIA quando da invasão dos soviéticos em 1979, esperava transformar em realidade o ambicioso objetivo de chegar aos US$ 15 bilhões em investimentos de capital norte-americano e europeu até 2010 no Afeganistão – não fosse a crise econômica...
Em resumo: “o negócio dos EUA são os negócios!” Para fazê-los ainda maiores, nada como usar o poder corporativo-militar num ambicioso plano de expansão mundial do Império, nem que para tanto seja necessário aplicar um duro golpe interno, a fim de gerar o medo necessário na população, e assim justificar os altos gastos com guerras – seriam, até agora, em torno de US$ 4 trilhões. Os fins justificando os meios! Parece improvável?
Talvez nunca saibamos a verdadeira verdade sobre o “11 de Setembro”, mas que existem enormes lacunas nessa história escabrosa, sim, existem. Só não enxerga quem não quer...
PS – Há uma versão c0mpleta em língua portuguesa do documentário realizado por Dylan Avery. Trata-se da 2ª Edição (http://www.youtube.com/watch?v=VHG47vmNkvU).
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Atualizações sobre este importante debate feitas nesta segunda-feira, 12/09, através do Facebook. Acompanhe as informações agregadas ao tema, como forma de torná-lo mais compreensível.
Do senhor Renato Melo: “Basta-nos procurar saber sobre as 'teorias de conspiração' e as respostas do governo americano a estas... só desculpas esfarrapadas, sem fundamento. A verdade verdadeira é que os 'atentados terroristas' foram desculpa para mais uma guerra no Golfo...”
Do senhor Sandro Andrade: “Eu adoro a segunda versão de todas as histórias e fatos, a versão 'secreta', que pode ser a verdadeira. Parabéns! =D”
De David Leite: “Pois eis que muitos não acreditam, mas a verdade está à disposição para ser vista e compreendida --basta querer se informar mais detidamente. As evidências de que a administração George Walker Bush mentiu são muitas. E por que Barack Obama não orienta a bancada governista no Senado (de maioria Democrata) a proceder uma CPI para investigar a ligação de altos coturnos da gestão passada no "11 de Setembro"?
Muito simples: ele foi eleito com o aval da mesma turma (das grandes corporações financeiras) que idealizou os atentados -- ou vocês acham que a Presidência do EUA é para "qualquer um"? Piração? Leia mais (http://conspireassim.wordpress.com/tag/voo-93/).”
Do senhor Renato Melo: “Há quem pense como esse cara do video (Professor enfrenta a mídia Iluminnat e fala a verdade sobre o '11 de setembro'!): http://www.youtube.com/watch?v=nv8sQicDw40&feature=related”.
De David Leite: Pois é, caro Renato Melo... A Fox é uma empresa do Rupert Murdoch, o todo-poderoso magnata da imprensa mundial, aquele que foi obrigado a fechar um jornal com 168 anos de história --o News of the World--, após o mundo saber, estarrecido, que ele praticava escutas telefônicas ilegais para dar suporte às reportagens sensacionalistas que publicava.
O professor do vídeo acima é impedido de falar, de explicar suas razões, mas ao final o próprio âncara do programa faz o resumo da ópera do que é a Fox: 'Você continua lecionando suas bizarrices e nós vamos continuar aqui...' Verdade! Aliás, só faltou dizer: 'Cometendo nossas vigarices.' Mas, até quando?”
Do senhor James Fontes: “Faz sentido...”
De David Leite: “Caros Ricardo Cardoso, Ricardo Silveira, James Fontes e Renato Melo, imaginam os senhores que as "novidades" sobre o "11 de Setembro" param por aqui? Sabiam vocês quem foi nomeado "investigador independente" por George Walker Bush para, emparalelo a The National Commission on Terrorist Attacks Upon The United States (do Senado dos EUA), buscar a verdade sobre os supostos atentados da Al-Qaeda?
Ninguém menos que um dos maiores mentirosos profissionais do mundo, o doutor Henry Kissinger. O arquiteto da guerra de Richard Nixon no Vietnã, aquele que urdiu a campanha secreta de bombardeios a vilas no Camboja, que conspirou junto com o general paquistanês Yahya Khan para derrubar o governo de Bangladesh eleito democraticamente, aquele que após o golpe perpetrado pela CIA contra Salvador Allende reuniu-se com o ditador Augusto Pinochet para estabelecer linhas de ação anticomunistas na América Latina...
Henry Kissinger é um mentiroso contumaz. Mente tanto que já possui até nariz avantajado típico dos pinóquios... Um cabra cujo passado de maus atos, não fosse ele serviçal das grandes corporações norte-americanas ligadas ao Partido Republicano, já o teriam posto atrás das grades, quando não, condenando-o à pena de morte por incontáveis crimes de guerra.
Esse sujeito, pasmem, foi o responsável pela “comissão independente” de investigação do “11 de Setembro”, a quem foi cofiado saber a verdade! Henry Kissinger, que deveria ser intimado num tribunal internacional, estava intimando. Ele que deveria ser alvo de uma profunda investigação, era o “investigador”. Temos uma piada-pronta, que revela em que nível a dupla George Walker Bush/Richard Bruce "Dick" Cheney, os espertos que saíram dessa ilesos e fagueiros – e mais ricos, claro! – trata quem paga impostos e mantém a mais espetacular estrutura administrativa, militar e política do planeta, o Governo dos EUA...”


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Segunda-feira, 05/09/2011 | 16h10
O PT e a “gestão da opinião”
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Terminado o 4º Congresso Nacional do PT, tem-se uma certeza: o tal intento pelo “marco regulatório midiático” ainda está bem vivo nas entranhas do partido hoje sob controle quase absoluto do “chefe da quadrinha” do Mensalão José Dirceu –controle, aliás, que sempre existiu, mesmo a reboque de Lula da Silva. Ninguém disse textualmente, mas o incômodo maior do PT tem muitos nomes, sendo os principais Veja, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo.
O partido alude ao clima de “imposição de uma versão única no país”, concentração que “tolhe a democracia”, “silencia” e “marginaliza” outras vozes. Um Brasil que já viveu (recentemente, e em tempos idos, como na “Era [Getúlio] Vargas”) a censura, deve se questionar: qual seria esta “segunda voz” proposta pelo PT? Seria a própria ou a plural, com espaço para opiniões diversas?
Figurões do partido, como o secretário-geral da Presidência Gilberto Carvalho e a ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti, defenderam no sábado a “regulamentação da mídia”. Dilma Rousseff, ao assumir, repudiou qualquer forma de controle. Ministros exercem cargos de confiança e falam pelo governo –estariam, então, a confessar um estelionato da presidente?
O ímpeto do PT em por freios à imprensa tem raízes claras: o mensalão. À época, a “mídia” foi acusada de conspirar contra Lula da Silva, com o fito de apeá-lo do poder, tendo (ou usando) a oposição como aliada. O apoio a “faxina” de agora seria, na opinião da cúpula petista, um novo método de enfraquecer o governo. Ao que parece, a exposição das mazelas da base aliada e do próprio PT, no comando de ministérios infestados de corrupção, enfureceu a turma...
A esquerda nunca foi afeita a divergentes nem a liberdade de pensamento, fato arraigado até hoje na idílica Cuba, na troncha Venezuela e no colosso China. A matriz básica, contraditoriamente, seria o próprio Karl Marx –não por caso, por viver num regime democrático, o pensador foi prolífico em textos para jornais, revistas e enciclopédias defendendo livremente o Socialismo.
No opúsculo “Liberdade de Imprensa”, compilação de escritos de 1850 a 1860, quando as necessidades de sobrevivência ou de ação política o encaminharam à produção jornalística, Karl Max explicitou sua preocupação com as pressões à imprensa. Disse ele, com ironia mordaz: “Se a imaturidade da espécie humana é o argumento místico contra a liberdade de imprensa, sem nenhuma dúvida a censura é uma medida altamente eficaz contra a imaturidade da espécie humana.”
O pulo do gato é que, sem se aperceber do jogo irônico, desde Vladimir Lênin, passando por Iosef Stalin e chegando a Fidel Castro, a esquerda limitou-se a “matar o homem para salvá-lo do seu estado de imperfeição”, porquanto o “homem é imperfeito por natureza, como indivíduo e como massa” –sendo válido, então, o “intuito de matar a liberdade de imprensa” como forma de “salvá-lo do seu estado de imperfeição”. Palavras de Karl Max...
O Brasil vive um momento democrático no qual qualquer ingerência contra a liberdade de imprensa, por mínima que seja, pode desaguar no autoritarismo tão caro aos próceres da esquerda. É preciso abrir o olho e usar de todos os meios possíveis para pressionar o Congresso a não aceitar qualquer forma de controle ao livre arbítrio. Esta é a grande oportunidade de Dilma Rousseff provar à nação que não flerta com as ambições do PT no campo da “gestão da opinião”...
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“chefe da quadrinha” do Mensalão José Dirceu entre Lula da Silva e Dilma Rousseff na abertura do 4º Congresso do PT (foto publicada no sítio da revista Veja no sábado): não, ele não é papagaio de pirata...

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Segunda-feira, 29/08/2011 | 10h55
Gringos? Cuidado com eles...
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Para quem adora teorias da conspiração, recomendo o instigante “Confissões de um Assassino Econômico”, de John Perkins (Cultrix). Em pauta, naturalmente, o colosso imperial americano e as técnicas usadas pela explorar a humanidade. Nas palavras do autor, seria “a história secreta de como os EUA se transformaram de uma república respeitada num império que utiliza a globalização para defraudar os países pobres em trilhões de dólares”.
O livro traz a autobiografia de John Perkins, nascido no interior norte-americano, que após passar capenga pela universidade, é incorporado à multinacional MAIN, empresa de consultoria (projetos) no setor elétrico. Ele é levado a conhecer países diversos como Indonésia, Irã, Arábia Saudita, Equador, Panamá e Venezuela. Lá, sempre pela via da corrupção –de políticos e dos dados que manipula para dar crédito aos relatórios que escreve–, “vende” planos de expansão e modernização de países pobres, desenvolvidos por empreiteiras dos EUA e financiados por bancos internacionais controlados pelos norte-americanos (FMI, BIRD, Banco Mundial), empréstimos esses que, de tão extorsivos, jamais poderão ser pagos.
Resultado: os países passam a ficar na dependência do governo americano e de sua política de governabilidade internacional, espécie de antecipação ou preparação para um futuro “governo mundial” ou “governança mundial”. Nos exemplos apresentados, muitas são as informações já bastante batidas –a intervenção da CIA, por exemplo, na morte de Omar Torrijos, no financiamento de terroristas como Osama Bin Laden e Muammar Kadhafi, no golpe contra Salvador Allende–, mas John Perkins resolve “mudar de lado”... e desembucha os detalhes sórdidos de como tudo teria sido feito, longe dos olhos do público e da amansada imprensa.
O mérito desse livro é nos levar ao âmago das corporações e da política norte-americanas, de maneira a entender como funcionam os mecanismos de exploração e, quando convém, das intervenções (por meios fora-da-lei) contra quem se insurge, ao não aceitar as “regras” da política internacional dos EUA. Muito do que John Perkins diz –o livro é de 2004– ajuda a entender o atual momento de várias nações, assoberbadas por guerras e conflitos, sempre tendo à frente o onipresente e poderoso Estado Norte-Americano.
Enfim, por que devemos ficar indiferentes à exploração de nossas riquezas e das dos vizinhos mais pobres? Como podemos lutar contra o poder do império global, que ameaça a coexistência pacífica e explora de modo irreparável os recursos naturais do planeta, já bastante erodidos? O que fazer diante de políticas públicas cujo maior mérito é enriquecer seus formuladores? O livro do assassino econômico arrependido tenta –e em parte consegue– dar tais respostas... Boa leitura!
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Nada como o suporte de uma charge para resumir a ópera, e esta é perfeita em todos os sentidos (publicada originalmente na Folha de São Paulo,  de  27/08/2011):

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Domingo, 21/08/2011
Caros e caros, temos hoje dois textos publicados durante a semana passada no Twitter.
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Inverdades verdadeiras
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Na sexta-feira à tarde, @MarceloDeda retwittou e agradeceu do senador @ValadaresPSB as felicitações “pelo desempenho em favor da industrialização da carnalita (Vale do Rio Doce), que será um marco para a economia”. O lamentável é que o governador não moveu uma pedra para que isso ocorresse.
Todo o projeto de fabricação de ureia fertilizante a partir da carnalita, mineral que era inservível para este fim com a tecnologia de então, foi totalmente engendrado pelos próprios técnicos da Vale do Rio Doce, ainda na gestão de @JoaoAlvesFilho, que se esforçou para tornar aquele sonho realidade –na verdade, conforme dizem funcionários da empresa de modo particular, o gestor petista nem se interessou pelo assunto quando, ainda no primeiro mandato, o tema lhe foi levado pela alta direção da Vale do Rio Doce.
Neste ínterim, eis que surge uma patente adequada para extrair o mineral e viabilizar comercialmente sua industrialização. Mas era preciso haver parceria, pois os custos de desenvolvimento da nova tecnologia exigem a intervenção financeira do governo federal, sem esquecer também da necessidade de licenças ambientais de exploração e para o desenvolvimento/comercialização do novo produto, inclusive no exterior.
Quem entra em cena? @MarceloDeda? Não, gente! A própria Vale do Rio Doce tratou de buscar suas fontes e resolver as pendengas. Somente depois que soube das negociações com gente do governo em Brasília –já bastante avançadas, diga-se–, é que o governador resolveu “intervir”, para “ajudar” na liberação dos protocolos. Este é o grande mérito de @MarceloDeda, e nada mais...
É aquela história, da inverdade dita mil vezes que acaba tornando-se a “verdadeira verdade”! Até o mentiroso passa a acreditar nela, pois tem a mente contaminada pelo esforço de fazer da mentira um fato do mundo real.
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O residencial dos radialistas sergipanos miou
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No fim da manhã de 21/12/2009, o prefeito de Socorro/SE, radialista @FabioHenriqueSE , assinou o Termo de Doação da área onde seria construído o prometido Residencial Radialista Laércio Miranda, para abrigar os profissionais do rádio sergipano. A assinatura do terno ocorreu durante o almoço de confraternização com a imprensa.
FH explicou na ocasião que aquela doação somente era possível porque o governador @MarceloDéda, através da Cehop, doou a propriedade à prefeitura e, por conseguinte, ao projeto. Agora, a doação miou, pois não há termo de transferência e, assim, não será possível iniciar a obra.
O terreno tem histórico de invasões clandestinas, com expulsão de famílias instaladas em casebres precários. O Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu) reivindica-o para si e o governador parece concordar com a demanda, mesmo que a área já esteja comprometida. Fernando Cabral, presidente dos Sindicato dos Radialista e mentor do projeto, juntamente com a Prefeitura de Socorro, tenta solucionar a questão.
Mas, pelo que se ouviu ao meio dia da quinta-feira, 18/08, na TV Atalaia, do secretário Secretaria de Articulação com Movimentos Sociais, @chicobuchinhopt –“O terreno nunca pertenceu ao município e sim ao governo estadual, havendo, portanto, de ser doado ao Motu”–, o governador, pressionado pelos fatos, resolveu empurrar a doação com o bucho.
A briga promete ser boa...
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Algumas opiniões colhidas via Twitter e Facebook:
O caro @depVenancio diz que @MarceloDeda "quer dá calote no Sindicato dos Radialista, mandando o MOTU ocupar terreno do residencial." #Eta
Defende @salesneto1, secCom: "O governador @MarceloDeda não quer e não vai dar calote. A situação será resolvida a contento. Pode confiar."
Ontem, o secretário @chicobuchinhopt disse na TV Atalaia que o terreno não era dos radialistas. O caro Nivaldo Cândido o desmentiu." Feiúra.
De @gleidsonpp11 e o terreno dos radialistas: "Nunca vi um governo de estado orientar invasão." A pressão do MOTU está sendo grande demais.
De Marcos Diego Correia: Trêta a vista!!! haha
De Nazaré Carvalho: E mais uma vez, "dança" o radialista. É esse o tratamento dado aos que fazem o Rádio em nosso Estado. Não dá para viver de "faz de conta". 


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Quinta-feira, 18/08/2011
Incrível, mas Marcelo Déda não consegue envergonhar-se. Ele fracassou
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Em 10/06/2011, o site do @Cinform publicava matéria do repórter Delano Mendes acerca da educação em Sergipe, na gestão do governador @MarceloDeda. Usando dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o jornalista concluiu que “as escolas públicas sergipanas reprovam em matéria de melhoria do ensino”.
Lamentável constatar, mas é tudo verdade! O resultado do Ideb, com nota 3,8 para as séries iniciais do ensino fundamental, coloca Sergipe bem abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Educação –5,4. Trocando em miúdos, “o resultado faz com que o estado tenha a terceira pior rede escolar do país”, segundo Delano Mendes.
O dado ainda mais lamentável: ao final de 2006, a educação pública sergipana era a primeira do Nordeste em qualidade dos cursos Fundamental e Médio, segundo constatou o MEC, através do SAEB. Técnicas educacionais ultra-avançadas, como “Alfa&Beto”, “Acelera Sergipe” e “Se Liga Sergipe”, deram aos alunos com deficiência no aprendizado atenção especial para alcançar o nível compatível com a idade. Essas metodologias ajudaram não só a descongestionar o sistema, mas também ampliaram a oferta de vagas –com menos alunos repetindo séries, normalizou-se o fluxo educativo.
Ocorre, no entanto, que muitos educadores e pedagogos, sobretudo os ligados ao Partido dos Trabalhadores e ao @Sintese, são de fato ativistas sociais em busca de uma causa política. O objetivo dessa turma não é melhorar a educação, mas “mudar o mundo”, preferencialmente para torná-lo socialista –e claro, garantir melhores salários aos professores, mas sem qualquer preocupação com a contrapartida: ensinar aos alunos noções básicas de língua portuguesa, matemática, geografia, história e ciência.
Cobrar que o professor cumpra com a obrigação é sacrilégio, pois afronta sua “dignidade”. No entanto, o mesmo contingente de educadores que fez da educação de Sergipe destaque no SAEB 2005, está agora em sala de aula –ninguém importou professores da Bahia, Rio de Janeiro ou de São Paulo.
Neste tocante, falta governança equilibrada e competente, fiel aos bons princípios da administração público e atenta às novidades praticadas pelos países que acenderam da pobreza ao estrelato mundial, como a Coreia, graças aos investimento em... educação.
Mas duvido que o governador Marcelo Déda tenha lido um único livrou, artigo de jornal ou mesmo se interessado pelos magníficos resultados da educação coreana, hoje um modelo para todo o mundo, divulgados por revistas e instituições não-governamentais –pois Ele (Marcelo Déda), está ocupado com outras coisas, “mais importantes”.
Voltando à matéria do Cinform... Quem imagina que a óbvia constatação feita pelo jornal, quanto à precariedade da educação pública em Sergipe, seria motivo para que se comemorasse a derrocada política de Marcelo Déda, deve ter em mente um fato: ninguém em sã consciência torce pelo pior.
Porém, a função do professor é transmitir conhecimentos e capacidades intelectuais, não formar militantes políticos, para “salvar o mundo”. Um regime educacional que se preze, precisa atender as exigências estratégicas de Sergipe e do Brasil. Mas para tanto, é preciso ter comando –firme e capacitado; coisas que nos faltam...
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Sexta-feira, 12/08/2011 | 16h54
Procuram-se procuradores atuantes
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Uma data marca o sumiço dos holofotes do Ministério Público Federal: 31/12/2002. Era o último dia do governo de Fernando Henrique Cardoso. Também, depois daquela data, escafedeu-se a sanha investigatória de procuradores da República, protagonistas de operações monumentais e de trapalhadas memoráveis.
O momento-chave da apatia do MPF, antes um órgão temido por políticos e gestores mal-intencionados, coincide com a chegada de Lula da Silva ao poder. Um procurador confidenciou que a aparente “inação” derivaria de uma espécie de mordaça branca implantada pelo comando do MPF em 2003 –diretiva interna que teria tirado dos procuradores a autonomia para abrir e presidir investigações; desde então, eles podem apenas sugerir a abertura de apurações, mas não há garantia de que seja aceita.
Fiquei a matutar com o meus botões: por que servidores públicos, por prerrogativa constitucional livres de pressões políticas, teriam engolido amarra tão escrota calados? Um outro procurador indica uma das razões: hoje, parte intrigante dos procuradores do MPF estariam envolvidos em seminários promovidos pelo governo, forma de “prestígio” que se transformou em cooptação, pois inibe alguns de atuar em casos contra o governo.
Dito isso, dá para entender porque o MPF parou no tempo e quando resolve agir se fia em informações e investigações de um órgão criado pelo presidente Lula da Silva, a Controladoria-Geral da União, que se transformou num apêndice do Partido dos Trabalhadores dentro do governo, a decidir quem precisa de controle. Pendurada na estrutura da Presidência da República, a CGU mantém fora do raio de ação figurões do PT e do governo federal.
O aparelhamento da CGU já foi motivo de atrito com a Polícia Federal. Durante as investigações da Operação Navalha, em 2007, a PF tinha receio de que informações sigilosas pudessem chegar ao conhecimento de algumas autoridades envolvidas e de que a CGU estivesse contribuindo, deliberadamente, para atrasar o desfecho do trabalho. O dado curioso é que de todas as grandes operações da PF, a CGU esteve, digamos, bastante interessada somente na... Operação Navalha.
Os procuradores do MPF sabem desses fatos. Sabem também que a CGU ignorou sumariamente escândalos ocorridos dentro do governo, na gestão do presidente Lula da Silva, a saber: caso Erenice Guerra, mafia dos Sanguessugas, Mensalão, máfia dos Vampiros, farra com cartões corporativos, desvios nos Ministérios do Turismo e da Cultura, caso Waldomiro Diniz, dossiê ilegal dos gastos de FHC e esposa, mordomias de ministros... (Para maiores detalhes, leia a edição 2201, de 26 de janeiro de 2011, da Veja: “O mau comportamento da CGU”, que começa à página 54 e está disponível gratuitamente na Edição Digital da revista).
Já não se faz mais procurador do MPF como antigamente. É uma pena, pois ao submergir, essa turma deixou de prestar um relevante serviço ao Brasil e à consolidação da democracia e das instituições brasileiras. Quantos corruptos já poderiam estar atrás das grades, não fosse o comportamento escuso e arredio desses servidores públicos a quem a Constituição Federal legou autoridade para zelar pelo bem público e pela justiça? Lamentável...

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Segunda-feira, 08/08/2011 | 10h35
Seria o aterro sanitário a melhor opção?
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Interessante como a discussão sobre a destinação do lixo produzido pelos aracajuanos está à margem do interesse da população –estamos a tratar de algo que deveria interessar e muito, não apenas por influir na saúde pública, mas sobretudo pelo que proporciona ao meio ambiente.
Talvez você não saiba, mas os rios que abastecem com água potável a cidade, desde sempre, recebem esgoto sem tratamento. Os mananciais também sofrem com o acúmulo de resídios deixados às margens ou mesmo atirados diretamente nos leitos!
Algumas considerações e ideias básicas em voga mundo afora...
Obrigada pela legislação federal, que exige das cidades de médio e grande porte a destinação do lixo até 2014 em aterros sanitários, a preguiçosa Prefeitura de Aracaju deu-se por satisfeita... Se a lei assim determina, por que pensar em soluções arrojadas, com o pé no futuro?
Nos países adiantados e em algumas cidades brasileiras de “primeiro mundo”, são feitas, nas residências, segregações primárias do lixo, normalmente utilizando dois recipientes, um para “úmidos” –restos de alimentos, papéis molhados e aqueles na fronteira da dúvida como fraldas, canetas e aparelhos de barbear descartáveis; e outro para “secos” –embalagens e jornais. A coleta dos “úmidos” é feita diariamente e a dos “secos”, uma ou duas vezes por semana.
Isso exige trabalho educativo continuado através dos meios de comunicação, distribuição de material de conscientização e informação sobre as características de cada tipo de lixo, coleta regular e, acima de tudo, vontade política de fazer bem feito, sempre.
Atualmente, existe consenso em países adiantados da Europa e nos EUA acerca da necessidade de utilizar o lixo doméstico para a geração de gás (biodigestores) ou para produzir adubos (compostagem). Usinas especiais fazem o tratamento do chorume, aquele caldo orgânico gerado na decomposição, que é altamente poluidor, para evitar que afete os recursos hídricos.
Aterro sanitário, por mais que a legislação atual assim prescreva, é solução antiquada –apesar de ter custo menor. Através de consórcios com municípios vizinhos, a Prefeitura de Aracaju poderia introduzir um modelo avançado de gestão dos resíduos urbanos, com possibilidade de, inclusive, além de gerar milhares de empregos diretos, promover receitas para o Erário, como ocorrem em cidades da Alemanha, França, Suécia e Suíça... –naturalmente, o lixo industrial, o hospitalar e outros resíduos considerados “especiais” teriam destinação específica, atendendo a legislação internacional que trata desse tipo de material.
Fez bem a Administração Estadual do Meio Ambiente ao não conceder a licença prévia para implantação do aterro sanitário pretendido pelo prefeito Edvaldo Nogueira. Por ser um município de médio porte, Aracaju teria toda a condição de implantar um projeto futurista, capaz de transformar o lixo em riqueza, sem ofender ou causar danos ao meio ambiente. Seria um grande exemplo para o Brasil e, quem sabe, para toda a América Latina.
Mas talvez seja esperar demais da leniente administração comunista da Capital, que prometeu para eleger-se fazer a licitação da coleta regular de lixo e não a fez até hoje –como se vê, lixo é sempre um bom negócio (político)! Aliás, somente depois da reportagem do programa “Fantástico” (Rede Globo) é que, esterrecidos, os aracajuanos souberam como resíduos perigosos eram tratados pela prefeitura como se fosse lixo comum...

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Sexta-feira, 05/08/2011 | 10h00
O turismo sergipano na gestão  Marcelo Déda virou piada de mau gosto
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Ao observar o relatório deste semestre da Superintendência de Planejamento Aeroportuário e de Operações da Rede Infraero (http://www.infraero.com.br/images/stories/Estatistica/2011/junho.pdf), encontramos os números relativos à movimentação de passageiros nos aeroportos brasileiros e, obviamento, dos aeroportos da região Nordeste. Para a tristeza dos sergipanos, mesmo com o período do São João já incluso, o Aeroporto Santa Maria (Aracaju) perde em trânsito de passageiros para quase todos os dos outros estados e está a apenas 10 mil passageiros na disputa com Teresina, capital do Piauí –quem conhece Teresina, sabe ao que me refiro, sem demérito algum aos piauienses, por favor!
Mesmo após a novela “Cordel Encantado” (Rede Globo) ser filmada por aqui e ainda com iniciativas inéditas e surpreendentes como o “Barco do Forró” nas águas do rio Sergipe, mesmo assim o estado não decola, pois o setor do Turismo foi simplesmente abandonado pelo governador Marcelo Déda, que não enxerga nele qualquer capacidade geradora de emprego e renda, num contrassenso ao que ocorre no resto do mundo civilizado.
Não é preciso dizer que a gestão das Mudanças para Pior precisa tomar providências urgentes, sob pena de perdermos até para a pouco atrativa Teresina. Loucura...
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Alguns dados importantes sobre o que já foi o turismo em Sergipe (do relatório da gestão João Alves Filho):
Maior Fluxo Percentual de Passageiros Dentre Todos os Aeroportos Brasileiros
Sergipe Redescoberto – Para se ter uma idéia do que aconteceu no quadriênio 2003/2006, até 2003 a média em Sergipe era de apenas 500 mil turistas/ano. Dados da Infraero, colocaram o Aeroporto de Aracaju batendo recorde nacional de passageiros, quando comparado aos demais no País: no primeiro semestre de 2005, subiu 53% em relação ao mesmo período de 2004; em 2006, cresceu 24% em relação a 2005.
Falta competência...