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Sábado, 08 de Maio de 2010 – 09h55

> SEAD envia esclarecimentos


SEAD envia esclarecimentos
Através da Assessoria de Comunicação, o secretário estadual de Administração, ex-deputado Jorge Alberto, prestimosamente enviou informações ao distinto público, a fim de esclarecer os pontos obscuros do meu comentário. Como prezo pela diversidade de opinião, faço questão de publicar na íntegra o material de contestação enviado, logo abaixo:
Com relação à nota “Os jardins da Babilônia de Jorge Alberto”, publicada no ABRA-O-OLHO, do jornalista David Leite, temos a esclarecer:
 1. O objeto do contrato 05/2010 é a contratação de serviço de limpeza e jardinagem e não apenas jardinagem como foi destacado no artigo acima referido;
 2. O Processo Licitatório 015.000.23900/2009-4 (que derivou no Pregão Eletrônico 036/2010), conforme procedimento padrão, foi analisado e aprovado previamente pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), a qual conclui no parecer nº 5.776/2009: “Com efeito, não há de se entrever quaisquer ilegalidades ou impropriedades capazes de impedir que o certame tenha o seu escorreito tramitar, inclusive à conta da imprescindibilidade que a contratação dos objetos exarados representa para os interesses supernos da Administração, com a contratação de empresa responsável pela realização de serviços de limpeza e jardinagem nos lindes da secretaria respectiva (...)”.
 3. O contrato nº 05/2010 é fruto do Pregão Eletrônico 036/2010, o qual foi amplamente divulgado, na forma da lei, tendo, inclusive, a participação de 30 empresas no certame;
 4. Os serviços de limpeza englobam os prédios sede da Secretaria de Administração, dos Ceac Riomar e Rodoviária, além dos Galpões da Sead. A jardinagem atende a sede da Sead (dois pequenos canteiros centrais internos e área externa do prédio, que, embora sejam de pequeno porte, necessitam de cuidados de um profissional específico, ou seja, de um jardineiro);
 5. Compete à empresa vencedora Embelcom Empreendimento Ltda ME disponibilizar, pessoal para a realização dos serviços contratados. Entre os 28 trabalhadores contratados pela Embelcon, encontra-se apenas um jardineiro. Esse profissional foi incluído entre os demais uma vez que a legislação trabalhista impede que agentes de limpeza executem tal trabalho. Também por isso, que o serviço jardinagem foi incluído como objeto do contrato, ainda que grande parte do já referido contrato seja para o atendimento de serviços de conservação e limpeza;  
 6. Quanto ao valor total do contrato, R$ 400.464,00, para o período de um ano, cujo valor mensal é de R$ 33.372,00, ressaltamos que, entre as demais empresas participantes do Pregão Eletrônico 036/2010, a Embelcon Empreendimentos Ltda foi a que apresentou o menor valor entre as 30 participantes do processo, tendo, inclusive, vencido a empresa que anteriormente prestava o serviço. Ressaltamos ainda, que é de competência da empresa Embelcon o pagamento do salário do pessoal por ela contratada, bem como dos encargos trabalhistas, e todo o material e equipamentos por ela utilizados na execução dos serviços;
 Informamos, por fim, que essa forma de contratação existe desde a criação desta secretaria, passando, portanto, por diversos governos e gestões, alterando-se a empresa prestadora do serviço conforme ocorre novo processo licitatório. Portanto, nada há de imoral em todo o processo licitatório, que transcorreu seguindo todos os trâmites e prazos legais.
Segue, em anexo, todos os documentos comprobatórios.
Mais informações podem ser obtidas com a Assessoria de Comunicação da Sead.

Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Administração (Sead)
Comento: a documentação foi analisada e corresponde Ipsis litteris ao informado pela Assessoria de Comunicação da SEAD. O papel da imprensa, sobretudo de quem observa as atividades da Administração Pública, é inquirir, contestar, inferir e aferir. Cabe aos governos manter a população informada sobre como, quando e onde gasta o dinheiro auferido com impostos. A SEAD cumpriu seu papel para tornar suas ações mais transparentes.

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Terça-feira, 04 de Maio de 2010 - 18h00
> Os jardins da Babilônia de Jorge Alberto

Os jardins da Babilônia de Jorge Alberto
O ex-deputado Jorge Alberto é um sujeito corajoso –ou talvez seja alguém completamente desmemoriado! Membro do PMDB do deputado federal Jackson Barreto e aliado do deputado petista Rogério Carvalho, o hoje secretário estadual de Administração deveria saber o quanto espinhoso e malfazejo é tentar unir dinheiro público com a flora.
Um pouco de história. O jornalista Caco Barcelos, especialista em caçar bandidos, produziu em maio de 1988 uma reportagem onde esclarecia um dos motivos para o processo de cassação pela Assembleia Legislativa do mandato de Jackson Barreto, acusado de desviar dinheiro público.
Dizia o repórter na matéria do Jornal Nacional: “Entre os casos estranhos, chama atenção a poda de árvores em Aracaju. As caçambadas usadas para recolher e transportar os galhos cortados pela administração de Jackson Barreto em toda a cidade, se pudessem ser enfileiradas uma atrás da outra, dariam para ir de Sergipe a São Paulo –algo como 2.170 km”.
Dispensável dizer no que se transformaram as peripécias de JB: ação penal 357 –crime contra a administração pública e peculato; ação penal 372 –crime contra a administração pública e desvio de verbas em construções de obras públicas; ações penais 376 e 377 –crime de peculato; ação penal 391 –crime contra a administração pública e desvio de verbas. Todas em tramitação no STF.
No início de 2005 o senador Almeida Lima expôs o gosto do secretário municipal de Saúde, Rogério Carvalho, por capinar terrenos cimentados. Em dezembro do mesmo ano, o Tribunal de Contas do Estado acatou denúncia do parlamentar, questionando a lisura do contrato de jardinagem e capinação firmado entre a Saúde e a Emsurb (Empresa Municipal de Serviços Urbanos). 
A decisão do TCE não deixa dúvidas. A Emsurb foi obrigada a devolver os recursos recebidos a mais –ou seja, o que recebeu pela capinação sem capinar– e o probo deputado Rogério Carvalho, bem como o diretor da autarquia à época, Osvaldo Alves Nascimento, foram multados em R$ 3 mil cada um, por celebrar um contrato nocivo aos cofres públicos.
Agora, o secretário Jorge Alberto apresenta sua contribuição à natureza –e talvez ao bolso de algum espertinho! O Diário Oficial do Estado de 05/04 (foto abaixo) publica extrato do contrato 05/2010 assinado em 03/04 pelo ex-deputado, visando a contratar “os serviços de limpeza e jardinagem destinados à Secretaria de Estado da Administração”, com valor mensal de R$ 33.372,00 e valor final de R$ 400.464,00 –contrato válido por 12 meses.
De duas uma: Jorge Alberto tem uma floresta ainda não desbravada e completamente desconhecida, fincada no subsolo da SEAD; ou os jardins externos da secretaria, juntamente com as jardineiras internas, cujas áreas somadas não ultrapassam 60 m², estão para parir gordos filhotes.
Outra hipótese a justificar o alto custo dos serviços seria a implantação de um novo projeto paisagístico, daqueles de arromba, com plantas esplêndidas, luminescentes até, trazidas da lua Pandora, terra da raça alienígena Na'vi do filme Avatar de James Cameron.
Os galhos de Jackson Barreto; a capinação em terreno cimentado de Rogério Carvalho; os jardins da Babilônia de Jorge Alberto. Essa turma ligada ao governador Marcelo Déda adora o verde...

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Segunda-feira, 03 de Maio de 2010 - 15h20
Edvaldo Nogueira despreza memória da mãe de Jackson Barreto
Lavanderia Eunice Weaver


Edvaldo Nogueira despreza
memória da mãe de Jackson Barreto
O prefeito Edvaldo Nogueira é pupilo do deputado federal Jackson Barreto desde os tempos em que pichava muros e colava cartazes com propaganda eleitoral do aliado. Portanto, causa estranheza a manchete do Correio de Sergipe de ontem: “Ratos invadem creche”.
Segundo conta a reportagem, a creche batizada com o nome da mãe do nobre parlamentar está em completo abandono. Salas com pisos deteriorados, paredes infiltradas, janelas quebradas, berços enferrujados e com colchões velhos e banheiros impróprios para uso.
Convenhamos, se o prefeito comunista-de-butique trata com tamanho desprezo a creche que homenageia a memória da genitora do grande compincha, que avaliação pode ser feita das demais, cujos patronos não teriam filhos tão importantes ou mesmo vivos?
Jackson Barreto é conhecido pela voz rouca, a língua ferina e prontuário policial capaz de arrancar ovações em qualquer presídio de segurança máxima –com um detalhe: ele está solto! Fosse outro o prefeito, certamente já teríamos ouvido os brados com rasteiros impropérios a reclamar tamanha afronta ou talvez um discurso fatalista quanto à incapacidade administrativa.
O “mais popular” prefeito da história de Aracaju tem sorte!
Leia mais e veja imagens da situação da Creche Neuzice Barreto em http://www.infonet.com.br/educacao/ler.asp?id=97968&titulo=educacao

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Lavanderia Eunice Weaver
Parece piada pronta! Interventor da Sociedade Eunice Weaver nomeado pela Justiça, Renato da Silva Barreto já avisou: “Com relação às denúncias (de irregularidades) não posso falar, pois o meu trabalho é de intervenção para manter em funcionamento a sociedade. Ainda não li a decisão inteira da juíza, mas até onde eu sei, meu trabalho não é realizar a auditoria de exercícios anteriores”.
Há algo estranho. Nomeia-se um auditor fiscal e contábil como interventor, no entanto, o trabalho dele “não é realizar a auditoria de exercícios anteriores”. Ora bolas. A quem, então, caberá descobrir onde foram torrados os R$ 30 milhões entregues desde 2004 à Sociedade Eunice Weaver? Talvez, Renato da Silva Barreto não saiba, mas pode acabar enquadrado por crime de prevaricação.
A intervenção solicitada pelo Ministério Público Estadual, com a consequente quebra do sigilo bancário da Sociedade Eunice Weaver, decorreu de graves denúncias, segundo as quais, tudo indica, parte considerável dos recursos repassados pela PMA foram usados em atividades politiqueiras, incluindo a já comprovada contratação de cabos eleitorais, sobretudo do deputado federal Jackson Barreto, e (até talvez) o financiamento de campanhas eleitorais em 2006 e 2008.
Até o momento, apenas a Sociedade Eunice Weaver está sendo punida –nem mesmo seus diretores foram indiciados. Nenhum ordenador de despesas, seja o ex-prefeito Marcelo Déda e muito menos o atual Edvaldo Nogueira, foi sequer chamado pelos promotores envolvidos no processo para explicar-se. Afinal, quem está por trás do biombo dessa descarada lavagem de dinheiro público?
O ex-deputado federal João Fontes teria ouvido de um conselheiro do TCE que apenas quatro pessoas ligadas à ONG receberam dinheiro para fazer treinamento, e questiona: “O Instituto Luciano Barreto Júnior forma mil jovens por ano ao custo de R$ 1 milhão. Qual o trabalho da Sociedade Eunice Weaver? Ninguém é tolo. Há algo preocupante em todo esse mistério”.
O delito moral, referente ao malogrado uso dos parcos recursos de um município pobre, como Aracaju, está absolutamente nítido. O interventor Renato da Silva Barreto tem sim obrigação de esclarecer como R$ 30 milhões simplesmente desceram pelo ralo nas administrações do PT e PCdoB, em apenas seis anos. O crime da Lavanderia Eunice Weaver não pode ficar impune...

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Quinta-feira, 29 de Abril de 2009 - 22h25

> Quem diz o que quer, ouve...

> Rato de internet / O claudicante roedor papudo e bigodudo ataca de novo

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Quem diz o que quer, ouve...

Noite da sexta-feira (16/04). Carnaval fora de época em Itabaiana. O ex-prefeito de Lagarto Zezé Rocha e os deputados federais Albano Franco, Jerônimo Reis e Jackson Barreto conversavam entre si no camarote do prefeito Luciano Bispo. Uma liderança comunitária de Lagarto, com parentesco com o ex-presidente da SMTT de Aracaju e atual secretário municipal de Saúde, Antônio Samarone, cumprimentou o grupo.

Apesar da ligação familiar com um correligionário do governador Marcelo Déda, o líder comunitário lagartense é aliado do ex-governador João Alves Filho desde 2006. Foi acolhido na roda de políticos naturalmente, menos pelo deputado federal Jackson Barreto, que despachou um dos seus gracejos: “Doutor João vai levar fumo em outubro”. Teve como resposta o óbvio: “Quem gosta de fumo é você, Jackson”! Fim de papo e a festa continuou...

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Rato de internet

O claudicante roedor papudo e bigodudo ataca de novo

Ratos há em todos os lugares. A internet está cheia deles, sobretudo os portais de desinformação. O mais gritante de Sergipe abriga um roedor bem papudo, facilmente identificável pelos hábitos e hálito próprios dos murídeos, pela pelagem amarelada, o farto bigode e a proeminência de tártaros.

A principal “virtude” dessa claudicante ratazana é no campo da escrita –descuidada, adornada de trapos linguísticos e precários alinhavamentos gramaticais. A baboseira adulatória só fica menos ruim quando ele publica, como se suas fossem, “opiniões” fabricadas por terceiros, incluindo as de um certo oficial da PM, do conselheiro-avatar do TCE ou as requentadas das panelas de Carlos Cauê e Marcos Cardoso (chefes da Comunicação estadual e municipal).

Talvez preocupado com o futuro incerto, em caso de derrota do Governo da Mudança para Pior em Outubro, o cara-amarrada –ou cara-dura, se preferir– anda nervosinho... Nervosíssimo, aliás, após certa turma do barulho, por falta de uma imprensa menos devota ao governador Marcelo Déda, começar a expor através de múltiplos canais na internet as mazelas que ele tenta abafar.

Ultimamente, a irada ratazana vem reclamando da pesada carga de processos judiciais, resultado das laudatórias mentiras que defeca. Já foi inclusive ameaçado de perder a boquinha por conta dessa diarreica irresponsabilidade com a qual lambuza o jornalismo. Neste mês por exemplo, durante quase uma semana, o descarado roedor foi obrigado a pedir desculpas diárias a um político de Lagarto por ter inventado e noticiado uma denúncia contra ele.

Por tentar arruinar tantas reputações e praticar um jornalismo tosco e imoral, o rato chapa-branca da internet, aquele papudo e bigodudo, pode acabar virando um bajulador sem-portal. Será que alguém vai sentir falta do malaquias?

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(*) Logo abaixo, leia texto onde o ex-presidente do TRE, ministro do STF Carlos Brito, faz campanha eleitoral explícita em favor do governador Marcelo Déda e o define como “maior tribuno do Brasil”.

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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010 - 18h15

> A arte da dissimulação / Uma escova de dentes para Jackson Barreto

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A arte da dissimulação

Uma escova de dentes para Jackson Barreto

O historiador, poeta, diplomata e músico italiano Nicolau Maquiavel sabia das coisas. Fundador do pensamento e da ciência política moderna, retratou as entranhas do poder como realmente é –e não como deveria ser. Imune à ética e desprovido de qualquer traço de idealismo, para ele, a atividade política espelha apenas a natureza humana, e assim deveria ser vista. Sem considerar defeitos ou virtudes, pois importaria o objetivo final, não os meios usados para alcançá-lo.

Ultimamente, preocupado com a reação do público diante das investidas pessoais que fazia até meses atrás em palanque, detratando o oponente maior, João Alves Filho –pesquisas internas do governo apontaram o desapontamento do eleitorado com a violência verbal contra o ex-governador–, Marcelo Déda resolveu abster-se de fazer ele mesmo o discurso sujo.

Escalou como detrator oficial o deputado federal Jackson Barreto, especialista em chafurdar com lama qualquer biografia, incluindo a própria. JB, apesar de fundar sua conduta moral na filosofia maquiavélica, não o faz por referência intelectual absorvida através de esforçado estudo. É, digamos, um desavergonhado nato –nasceu assim, despossuído de qualquer mínimo pudor! E, como tal, não lhe importa envergonhar seus eleitores e muito menos os alheios.

A Marcelo Déda, por conta do grande desgaste na imagem provocado pela incompetência gerencial, só resta mesmo usar o vale-tudo para garantir a reeleição. O governador bem sabe, não será fácil ganhar limpo de João Alves Filho. Porém, “o maior tribuno do Brasil” atropela a lógica ao delegar a função de detrator justamente para JB, cujo prontuário policial pesa quase meia tonelada.

Jackson Barreto é capaz de tudo! Um exemplo bisonho ocorreu no final da década de 1980, quando ele era prefeito de Aracaju. Cassado pela Assembleia por meter a mão no dinheiro público, JB chegou a acusar até em programa de TV o então governador Antônio Carlos Valadares, a quem havia ajudado a eleger e de quem tornou-se desafeto, de ter matado de desgosto a mãe dele... Além do hoje senador, JB já agrediu Marcelo Déda, Benedito Figueiredo, Almeida Lima, Maria do Carmo, Albano Franco... A lista é grande, mas não para de crescer.

A bola da vez é Venâncio Fonseca. A voz rouca de Jackson Barreto, inflamada como sempre, vocifera excrementos contra o líder da oposição no rádio e na imprensa, na ânsia de tentar defender Marcelo Déda das suas basificadas críticas –será que JB ainda espera ser um dos indicados do governador ao Senado, mesmo com Almeida Lima na parada e bem cotado em Brasília, e por isso tenta agradar o querido chefe atirando em quem lhe é inconveniente?

Não vale a pena reproduzir aqui uma única vírgula da fedentina verbal de JB. Aliás, quem gostaria de ouvir dele algumas poucas palavras é o programa CQC da Rede Bandeirantes. Por três vezes a equipe do humorístico esteve no gabinete do probo deputado em Brasília sem encontrá-lo. Na última vez, foi-lhe deixado o troféu –uma escova de dentes com múltiplas funções– de terceiro colocado no Campeonato Nacional dos Fichas Sujas do Congresso.

Uma dica ao CQC: encontrar JB é muito fácil. Basta procurar na agenda do governador Marcelo Déda data e hora dos comícios eleitorais disfarçados de atos administrativos, realizados diariamente pelo Governo da Mudança para Pior. O nobre deputado Jackson Barreto nunca falta. Se o ditado popular do comedor de farelos que se mistura com os porquinhos estiver correto...

Por outro lado, a escolha pelo CQC da escova de dentes como troféu para Jackson Barreto é por demais perfeita. Parabéns à equipe do programa. Além de poder usar o presente para lustrar a pesada ficha policial, JB também pode aproveitá-lo para fazer uma limpezinha na boca!

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Sábado, 24 de Abril de 2010 – 22h00

> Haja choro / Ibope manipulou pesquisa em benefício de Marcelo Déda

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Haja choro

Ibope manipulou pesquisa em benefício de Marcelo Déda

Pesquisas de opinião baseiam-se na Matemática, uma ciência exata. Quando fundadas em números absolutamente reais –ou seja, que reflitam a realidade do universo (comunidade) a ser pesquisado, tornam-se instrumentos bastante úteis ao eleitor para compreensão do cenário político.

Aferição do Ibope divulgada semana passada apontou Marcelo Déda com 49% da preferência do eleitorado de Aracaju, enquanto João Alves Filho teria 31%. Diferença de 18 pontos porcentuais, portanto. Já no primeiro instante, os democratas discordaram dos números –curiosamente, o ex-governador manteve-se calado. A imprensa paraestatal tratou a queixa com cínica ironia: faltaria ao DEM “naturalidade democrática” para acatar o resultado desfavorável.

Não satisfeito, o Democratas resolveu analisar o relatório do Ibope. Concluiu ter sido a amostra da pesquisa “tendenciosamente favorável ao governador Marcelo Déda, com as cotas por grau de instrução contraditoriamente definindo um universo populacional de altíssimo nível de escolaridade, típico da Dinamarca ou Escandinávia, em oposição à realidade observada em uma capital nordestina do Brasil”, conforme disse um advogado da agremiação.

Uma perguntinha disparada nos questionários teria denunciado a gritante farsa. O Ibope indagou em quem o eleitor havia votado para governador de Sergipe em 2006. Marcelo Déda obteve 56% das respostas, contra 20% de João Alves Filho. Na verdade, de acordo o TRE, a diferença de votos entre os dois candidatos naquela eleição foi de menos de 10%.

Como explicar então os 26% a mais para o governador nas respostas ao Ibope? Simples! A metodologia empregada teria sido descaradamente manipulada para formar uma amostra composta por mais eleitores do candidato petista, a fim de favorecer Marcelo Déda, não obstante a clara dissonância com o resultado oficial da eleição de 2006 em Aracaju.

Fontes do Democratas acreditam ter o Ibope ignorado propositalmente os dados primários do IBGE (e TSE/TRE) com o fito de espertamente criar o “erro” sistemático, através do qual surgiram os fabulosos resultados. O deputado federal José Carlos Machado, em entrevista a Gilmar Carvalho na segunda-feira, disse duvidar que outro grande instituto confirme a pesquisa do Ibope...

Segundo o TRE, considerando o grau de instrução dos eleitores, Aracaju teria hoje 2,47% de analfabetos; 8,58% sabendo apenas ler e escrever; 32,62% com 1º grau incompleto; 6,15% com 1º Grau completo; 20,42% com 2º grau incompleto; 17,92% com 2º grau completo; 5,27% com nível superior incompleto; e somente 6,58% com nível superior completo –dados de dezembro de 2009.

Certamente, o Ibope –e muito menos o governo– contava com uma investigação minuciosa do relatório, onde a fraude foi facilmente constatada, sendo o fato mais gritante o porcentual de 33% de eleitores com nível de instrução até o ensino fundamental completo (analfabetos + quem apenas lê e escreve + quem está entre a 1ª e 8ª série do ensino fundamental), quando pelo TRE este universo seria de 49,82%. Redução de 16,82% do total de eleitores nesta faixa.

Vale lembrar, no momento de realização da pesquisa, Aracaju ainda não sofria com os terríveis efeitos da chuva, que deixou quase 1.800 desabrigados. Outros eram os tormentos a salopar danosamente a imagem de Marcelo Déda justamente na população menos letrada (ou entre os mais pobres, se preferir): o caos na Saúde, a crescente violência na Zona Norte, a Educação capengando...

Em contrapartida, o Ibope ouviu um universo de 22% de eleitores com nível de instrução superior (completo e incompleto), contra os 11,85% efetivamente registrados nesta faixa nos cartórios do TSE/TRE –elevação de exatos 100%. Tamanha distorção, com Aracaju registrando um elevado número dos seus eleitores com curso superior, leva a crer que o Ibope talvez tenha se inspirado em dados do TRE de Estocolmo na Suécia para fazer a dita pesquisa.

Como a mentira tem pernas anãs, a festa dos bajuladores oficiais aboletados na imprensa, comemorando a delirante pesquisa do Ibope, deve morrer hoje e aqui. Legislando em causa própria, com receio de perder a boquinha dos gordos cargos comissionados, jornalistas e radialistas de aluguel –e a corriola adesista encravada na máquina estadual– devem agora baixar a bola. Haja choro...

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Quinta-feira, 22 de Abril de 2010 – 17h00

> Incapaz de gerenciar a Saúde, governo Marcelo Déda definha

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Incapaz de gerenciar a Saúde,

governo Marcelo Déda definha

Mais uma derrota para o “novo modelo gerencial” (vide escrito anterior) implantado pelo governador Marcelo Déda na Saúde. Como o setor funciona hoje somente através de decisões judiciais, acatando solicitação do Ministério Público Estadual, a Justiça determinou o retorno dentro de 45 dias do serviço de UTI Materna da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes.

Na verdade, esta é a segunda intervenção da Justiça na nova maternidade, via ação patrocinada pelo MPE. Anteriormente, a Justiça obrigou o governo Marcelo Déda a colocar em operação a própria casa de partos especiais, após quase onze meses de ansiosa espera pela abertura, apesar de totalmente pronta.

Aliás, nas primeiras semanas de funcionamento da nova maternidade, como se para provocar o MPE, o governador deu ordem para fechar a Maternidade Hildete Falcão. Resultado: superlotação da Nossa Senhora de Lourdes, cuja missão precípua seria atender partos de alto risco e não toda a demanda de partos normais nem o atendimento hospitalar pediátrico.

Não demorou muito, novamente por intervenção do MPE, o governo foi obrigado a reabrir a Hildete Falcão. A maternidade foi então transformada pelo secretário doutor Rogério Carvalho em apêndice pediátrico do Hospital João Alves, cujo anexo (Hospital Infantil José Machado de Souza) teve a estrutura modificada para funcionar como pronto-socorro provisório.

Foi quando, mais uma vez por decisão da Justiça, o governo se viu obrigado a restabelecer a estrutura anterior do hospital infantil, construído no governo João Alves Filho para atender exclusivamente crianças e adolescentes.

Agora, após semanas de negociações, a escala de trabalho do Hospital João Alves foi finalmente completada pelo MPE, depois da rebelião dos médicos diante da calamitosa insensatez da direção, que chegou a denunciá-los à polícia.

A questão a ser colocada é a seguinte: se o governo Marcelo Déda provou ser incapaz de gerenciar a Saúde, sobretudo o Hospital João Alves –praticamente sob intervenção do MPE, como poderá fazê-lo nas demais unidades e mesmo no Hospital Cirurgia, recentemente anexado ao portfólio do governo?

Antes que mais mortes ocorram por falta de competência (básica), talvez fosse o caso de a Justiça assumir formalmente a gestão da Saúde pública de Sergipe.

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O lado bomObservando pela ótica do eterno otimista, acho até que uma intervenção da Justiça na Saúde estadual seria benéfica para a candidatura de Marcelo Déda à reeleição. Livre de um problemão, o governador ficaria isento das desgastantes cobranças da população –e sobretudo as da oposição!

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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010 – 14h00

> Seria Doutor Rogério Carvalho um autista?

> O cortejador Carlos Brito

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Seria Doutor Rogério Carvalho um autista?

Bastante esclarecedora a entrevista concedida pelo deputado Rogério Carvalho à edição domingueira do Jornal da Cidade. Ao tentar contrapor as críticas da população à bagunça promovida pela turminha do PT na Saúde, o ex-secretário não deixa dúvidas: a vaidade o persegue!

Perguntado sobre a motivação para tantas denúncias contra a Saúde, Rogério Carvalho contou mais uma piada debochada: seria por conta do “desconforto em relação à situação de décadas, seja com a quebra de privilégios ou com a implantação de um novo modelo gerencial”.

Rogério Carvalho devia mudar de profissão. O doutor tem grandes pendores ao humorismo –ou seria ele um astuto autista?

1) Desconforto em relação à situação de décadas

O deputado deve tomar cuidado com tal ilação. Ao mencionar a palavra “décadas”, Rogério Carvalho também inclui na atual bagunça as administrações de Antônio Carlos Valadares (aliado de Marcelo Déda) e Albano Franco (admirador do governador).

2) Quebra de privilégios

Nunca antes em Sergipe aparelhou-se a máquina administrativa estadual –para empregar cabos eleitorais, filhos e amigos de cabos eleitorais – como na gestão Marcelo Déda. Rogério Carvalho chegou ao cúmulo de trocar terceirizados da Oncologia do Hospital João Alves por gente que segurava bandeiras dele na campanha. Como o serviço simplesmente não andava, o deputado foi de fato obrigado a “quebrar privilégios”, dispensando a turma dele...

3) Implantação de um novo modelo gerencial

A Saúde estadual funciona hoje através de decisões judiciais: a Maternidade N. S. de Lourdes passou a operar após intervenção da Justiça; decisão da Justiça obrigou o governo a restabelecer a estrutura anterior (quebrada com marretas) do Hospital Infantil José Machado de Souza, construído para atender exclusivamente crianças e adolescentes; a escala de trabalho do HUSE está sendo feita pelo Ministério Público Estadual, depois da rebelião dos médicos diante da calamitosa insensatez da direção. Ponto para Rogério Carvalho, porquanto assume ser ele próprio o responsável pela “implantação de um novo modelo gerencial” cujo maior mérito foi virar de cabeça para baixo o sistema público de saúde, causando um verdadeiro genocídio, segundo alguns médicos.

Na entrevista ao JC, Rogério Carvalho contou ainda a maior piada dos últimos tempos: “O HUSE é um hospital bom”. Tão bom que na sexta-feira 20/03/2009, quando o carro dele capotou perto de Aquidabã, o então secretário passou pela frente do Hospital João Alves, mas preferiu ser atendido no Hospital Primavera –da rede particular!

A vaidade do doutor Rogério Carvalho supera até a do chefe Marcelo Déda. No lero-lero ao JC, o deputado disse: “Penso que a sociedade compreende meu esforço e do governo para mudar a Saúde (...) Minha passagem como secretário foi muito breve, comparada ao tempo que esse projeto tem para se consolidar. Seus frutos serão minha redenção”.

Transpondo para a realidade factual: todo mundo está errado ao criticar os desmandos provocados pelo Governo da Mudança para Pior na Saúde! O único certo é o brilhante e honesto futurólogo doutor Rogério Carvalho, para quem a vida pode esperar que um dia seu esforço dê algum fruto como redenção.

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O cortejador Carlos Brito

Entre os homenageados especiais nos 40 anos do Tribunal de Contas de Sergipe estava o presidente do TSE, ministro Carlos Brito. Ao discursar, o jurista arrancou aplausos da plateia quando confessou ser antigo tiete do governador Marcelo Déda: “É o maior tribuno do Brasil”.

Carlos Brito é petista histórico –com Marcelo Déda, fundou em Sergipe o Partido dos Trabalhadores nos anos 1980. Foi professor de Direito Constitucional do governador na UFS. Em 2008, o ex-aluno o indicou ao compadre Lula da Silva para compor o STF.

Compreensível, portanto, a fervorosa gratidão de Carlos Brito, cuja alma aparentemente inunda-se de regozijo quando aporta em suas vistas a figura magnânima do padrinho daquela bem sucedida indicação.

Para evitar possíveis futricas por conta da bajulação pública –afinal ele comanda o processo eleitoral, o ministro Carlos Brito providenciou a prévia autodefesa: não se tratava de declaração de voto, pois “aí seria campanha eleitoral antecipada, insuportável crime eleitoral”.

Apesar dos frouxos risos provocados no seleto auditório, pode-se concluir, o cortejar de Carlos Brito, lamentavelmente, teve sim o intuito de elevar o moral do candidato Marcelo Déda e constitui grave incompatibilidade. O ministro, mesmo portador de incontinente paixão pela verve mágica do governador, a fim de não chafurdar a liturgia do cargo que ocupa, deveria ainda eximir-se de formular comentários sobre réus de processos em tramitação no TSE.

Ao falar demais, o ministro Carlos Brito desacreditou sua isenção para continuar a presidir inquéritos onde estejam envolvidos “o maior tribuno do Brasil” ou políticos em situação de conflito com o governador. Num país sério, homens sérios se diriam indisposto para seguir julgando...

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Sábado, 17 de Abril de 2010 - 10h55

> Escândalo Eunice Weaver / Marcelo Déda, o sortudo –mas até quando?

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Escândalo Eunice Weaver

Marcelo Déda, o sortudo –mas até quando?

Tem surtido grande efeito a operação “abafa” para evitar a conexão do então prefeito de Aracaju, governador Marcelo Déda, e o atual prefeito Edvaldo Nogueira com o escandaloso repasse milionário feito à Sociedade Eunice Weaver, sem explicações plausíveis para as despesas.

Entre 2004 e 2009, quase 30 milhões de reais foram transferidos dos cofres públicos municipais para a entidade. No entanto, curiosamente, há apenas um único “culpado”: a própria Sociedade Eunice Weaver. É como se, por um milagre divino, o dinheiro da prefeitura de Aracaju simplesmente tivesse aparecido na conta bancária da ONG.

Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira nada têm a ver com o “negócio”. Não é deles as assinaturas dos convênios autorizando os repasses através da secretária de Assistência Social e Cidadania Rosária Rabelo, assistente social do quadro da secretaria desde a primeira gestão do hoje deputado federal Jackson Barreto (prefeito entre 1986/1988) e indicada por ele ao cargo em abril de 2004.

Até mesmo o zeloso Ministério Público Estadual, talvez basificado na máxima do Direito segundo a qual suspeito não é (necessariamente) culpado, tratou de isentar da querela as autoridades responsáveis pelo pagamento dos “serviços” prestados pela ONG à municipalidade.

No pedido de intervenção da Sociedade Eunice Weaver feito à Justiça, o MPE apresenta várias alegações para justificar a “necessária” medida:

  1. ...“ausência de capacidade financeira para se auto-sustentar, estampada na ausência de associados e no recebimento exclusivo de recursos públicos para execução de convênios”;

  2. descumprimento estatutário que desponta da não manutenção do Educandário São José, atualmente transformado em escola pública estadual”;

  3. desatualização do Estatuto em face do novo Código Civil, inclusive importando em maior dificuldade na prestação de contas”;

  4. omissão dos órgãos administrativos e de fiscalização”;

  5. desvio de finalidade consistente em contratar irregularmente pessoas para trabalhar no Município de Aracaju e descontrole na gestão patrimonial, inclusive no que atine a bens adquiridos com recursos públicos”.

Nenhum mínima menção quanto a quem pagou tamanha farra com dinheiro público! E a julgar pelas alegações do MPE, pode-se concluir, a Sociedade Eunice Weaver deve assumir sozinha –a própria entidade, pois ao que parece nem mesmo seus diretores serão responsabilizados– o ônus por ter servido aos interesses políticos de Marcelo Déda, Edvaldo Nogueira e Jackson Barreto.

Se a ONG, conforme alega o MPE, não se sustenta sem dinheiro da prefeitura; não consegue mais manter a escola que por 63 anos atendeu aos filhos dos portadores de lepra; dificulta a prestação de contas do dinheiro recebido, contando inclusive com a omissão dos órgãos administrativos e de fiscalização –haveria aqui um mea culpa do MPE?– e serve de biombo para contratar cabos eleitorais e comprar bens com dinheiro do povo, por que não fechá-la?

Aliás, fechá-la e esquecer seu nefasto passado, encerrando tudo como se fosse um grande monumento à impunidade. Solução engenhosa para não prejudicar a nata da “nossa” esquerda, sobretudo às barbas de uma importante eleição.

Como o rio sempre desagua no mar, para “sorte” dessa gente tão proba e honesta, a juíza Simone de Oliveira Fraga, da 3ª Vara Cível de Aracaju, concedeu a liminar pleiteada pelo MPE. Pela decisão, a direção da Sociedade Eunice Weaver deve ser imediatadamente afastada. Proibiu-se a celebração e renovação de convênios com a prefeitura de Aracaju para contratação de pessoal e foi determinada a nomeação de um interventor judicial para a entidade, cuja missão será regularizar a prestação dos serviços assistenciais e educacionais.

Por outro lado, nem sempre o mar está para peixe. Uma pedra enorme aboleta-se no caminho do trio ternurinha dos 30 milhões. A CPI das OGNs –essa chata comissão montada no Congresso nacional para caçar espertalhões que se julgam acima da lei e metem a mão no dinheiro público, usado comumente para financiar atividades politiqueiras– mostra-se interessada “por esse caso exemplar”, conforme definiu um deputado federal por mim ouvido.

Seria de bom alvitre se o governador Marcelo Déda, o prefeito Edvaldo Nogueira e o deputado federal Jackson Barreto pudessem explicar, em depoimento aos deputados e senadores (e diante das câmeras de TV para todo o Brasil), que tipo de “negócios” eram realizados com a Sociedade Eunice Weaver e como quase 30 milhões de reais foram torrados em apenas seis anos, sem que ninguém saiba como nem por quê. Os contribuintes merecem tal explicação...

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Textos anteriores tratando sobre o escândalo Eunice Weaver:

http://abraoolho-dmilk.blogspot.com/2009_07_12_archive.html

http://abraoolho-dmilk.blogspot.com/2009_07_05_archive.html

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Nota do editor: não adianta espernear, fazer de conta que não se incomoda... Enfim, os patifes de sempre, que somente comentam acerca do blog anonimamente, não terão a chance de ver qualquer opinião publicada, por mais "engraçadinha" que seja, se não estiver devidamente assinada e com email para contato. E ponto final, queridos raivosos - sim, como ninguém é obrigado a ler estas linhas, concedo o adeus, pois essa turma não faz falta.

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Quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 11h15

> O desespero de Marcelo Déda, a carreira de Edvaldo Nogueira e a pesquisa do Ibope

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O desespero de Marcelo Déda, a carreira

de Edvaldo Nogueira e a pesquisa do Ibope

Os tampos roxos, sinais típicos de grande tensão emocional, estão por toda parte na alma política de Marcelo Déda. O governador da mudança para pior anda nervosíssimo com a aproximação da data do anúncio por João Alves Filho de que vai mesmo disputar o governo.

Da perseguição rasteira de Lula da Silva, com golpes matreiros para eliminar moralmente o único adversário do compadre-governador, à desconstrução da imagem nos palanques montados no interior, a campanha de Marcelo Déda para se reeleger virou um vale-tudo.

Agora, surge a pesquisa do Ibope, contratada pela TV Cidade –aliás, pobre do Ibope, nunca acertou, nem uma única vez, um resultado eleitoral em Sergipe. Conhecida no meio político e jornalístico há pelo menos 20 dias, a pesquisa foi mantida guardadinha até anteontem.

Fica patente, a divulgação extemporânea da peça publicitária do Ibope atende a objetivos muito claros. O primeiro deles é tentar dissuadir João Alves Filho e aliados a desistirem da empreitada de enfrentar o "poderoso" Marcelo Déda com sua fantástica máquina política (governos federal e estadual, além das prefeituras aliadas, sobretudo a de Aracaju).

O outro, não menos importante, é desviar o foco das crescentes queixas sobre o desleixo do governo e da prefeitura de Aracaju por conta da calamidade provocada pelas chuvas: a bagunça do Coqueiral, o lamaçal do Costa do Sol, o lago do Lourival Baptista, as casas derrubadas em Maruim...

Marcelo Déda dispõe de pesquisas sérias e sabe exatamente onde o calo aperta. O motivo de sua preocupação é o empate técnico entre ele e João Alves Filho na capital e a vantagem do ex-governador nos municípios mais populosos do interior: Itabaiana, Lagarto, Tobias Barreto, Glória...

Toda a pressão da máquina federal nas empresas da família de João Alves Filho parece simplesmente não o afetar. Então, apelou-se para a propaganda, através da divulgação da pesquisa fajuta, com a qual busca-se apresentar um cenário desfavorável. Como o jogo não é de anões, Marcelo Déda apenas gastou em vão dinheiro e tempo na mídia –dinheiro que não é dele, diga-se!

No rádio hoje pela manhã, Gilmar Carvalho ouviu de uma ouvinte o resumo da ópera: "Até dá para engolir a suposta aprovação do governo de Marcelo Déda, porque o governo faz muita propaganda até sobre o que não fez. Mas e Edvaldo Nogueira? Não dá, não. Puseram muito a mais. Ninguém gosta desse homem".

A referência, verdadeira aliás, lembrou-me a carreira tomada pelo prefeito semana passada no Residencial Costa do Sol, quando evitou ser linchado pela comunidade, embravecida pelas promessas dele ainda não cumpridas.

A pesquisa, com Edvaldo Nogueira bem quisto, serve de cortina de fumaça para esconder as mazelas de uma administração cujo fracasso resvala na candidatura de Marcelo Déda. Como poderá o secretário-prefeito armar palanques para inaugurar obras em Aracaju e elogiar seu chefe se estiver tão ruim no conceito popular, ao ponto de ter de fugir correndo de locais onde aparece?

Pontos roxos de raiva na alma de Marcelo Déda; a carreira de Edvaldo Nogueira para evitar tomar umas bordoadas do povo; mais uma pesquisa do Ibope... O desespero dessa gente é evidente!