Quinta-feira, 01.05.08 - Ano II - Edição Número 256

NÃO VEM, NÃO!
Finalmente ontem à tarde, tomei conhecimento do processo movido contra mim pelo deputado-secretário estadual de Saúde, Rogério Carvalho. A queixa-crime tem alegações descabidas e se utiliza de legislação equivocada.
Os meus “crimes”, pelas alegações do comissário petista, seriam por “injúria e calúnia”. O primeiro, por tê-lo definido como “moço arguto, danado e ligeiro”. O segundo, por denunciar supostas “práticas de improbidade administrativa e peculato”.
Rogério Carvalho conclama a Justiça a não aceitar qualquer retratação de minha parte. Pede, aliás, a pena máxima – neste caso, são arbitrados de seis meses a três anos de reclusão. Os advogados dele solicitam ainda o pagamento dos serviços advocatícios (custas processuais) na hipótese de eu ser condenado.
Interessante é observar o encaminhamento da ação. Para os advogados do deputado-secretário, ela “poderia ser pública, quando as ofensas ocorrem contra funcionário público em razão de seu desempenho funcional”. Mesmo assim, optaram por fazê-la de modo pessoal: Rogério Carvalho x David Leite; e não MPE (Ministério Público Estadual) x David Leite.
Se o MPE declinou de processar-me, através de Ação Pública, certamente a pendenga tem lastro probatório precário.
Por que então Rogério Carvalho apresentaria, ele próprio, uma queixa-crime contra mim, ciente do flagrante despropósito da fundamentação legal? O objetivo, óbvio, é intimidar-me e evitar a divulgação de qualquer nova estripulia na gestão da Saúde.
A intimidação não funciona comigo. Para prová-lo, apresento mais uma transação a por sob suspeição o deputado-secretário Rogério Carvalho e o governo das prometidas mudanças.
Na segunda-feira, o vice-líder da oposição na Assembléia, Augusto Bezerra, denunciou um suposto superfaturamento nos preços de terras adquiridas pelo governo do PT para construir um hospital em Lagarto.
De acordo com o deputado, em novembro de 2007, o empresário Eusébio Francisco de Lima comprou 80 hectares na entrada do município por R$ 100 mil. Apenas dois meses depois, o governo do PT desapropriou 12 hectares da citada área, pagando pelo lote R$ 650 mil. Cada tarefa valia em novembro R$ 1,25 mil. Em janeiro, passou a valer R$ 54 mil!
Para Augusto Bezerra, o governo do PT deveria ter desapropriado o terreno pelo mesmo valor pago 60 dias antes: “É muita falta de respeito com o dinheiro público. Um superfaturamento de quase 4.000%. Não tem euro, dólar, ouro ou petróleo que tenha valorização tão grande. Isso é crime de responsabilidade”.
Caso agisse movido pelo mais legítimo ideal deontológico* da ética, visando manter irrepreensível sua conduta, bastava Rogério Carvalho agir como Augusto Bezerra fez em 25/04/2008 ao buscar os documentos no 1º Ofício de Lagarto.
Prejulgando não ter o deputado-secretário qualquer mínimo conhecimento prévio da operação de compra e venda de novembro de 2007, antes de pagar pelo valioso imóvel, ele deveria ter consultado os cartórios sobre transações feitas naquela área.
Pagaria assim o preço “justo” – para ficar numa palavra menos ofensiva à sacrossanta sensibilidade rogeriana. Ou quem sabe procuraria um terreno mais em conta!
Não obstante os documentos cartoriais constituírem atestados públicos de absoluta veracidade da surreal atividade imobiliária do governo do PT, alguma explicação deve haver para tamanhas e estranhas coincidências sob a égide de Rogério Carvalho – médico pós-graduado em Saúde Pública; eleito democraticamente deputado estadual e ocupante do nobilitante cargo público de secretário de Estado da Saúde, realizando trabalho digno de encômios frente à SES; pessoa que sempre pautou sua vida, tanto na seara pessoal quanto na profissional, no mais alto lídimo ideal deontológico de ética e moral; portador de conduta irrepreensível, de passado sem qualquer mácula, conforme o deputado-secretário é descrito pela verborragia diarréica dos seus causídicos na queixa-crime encaminhada à Justiça contra mim.
A sociedade as aguarda...

Documentos expedidos pelo Cartório do Primeiro Ofício de Lagarto. Acima, o ato de compra feito em novembro. Abaixo, o de aquisição pelo governo do PT, após a desapropriação.

Terça-feira, 29.04.08 - Ano II - Edição Número 255

NÚMEROS SÃO NÚMEROS
As muitas tragédias acumuladas em 15 meses de administração solapam o projeto de poder urdido pelo governador Marcelo Déda. O imaginado “passeio” tem-se transformado num tormento diário. Inúmeros erros, arrogância desmedida, perseguição desproporcional e incompetência generalizada geram a ira no distinto público. Mudanças de altos comissários são cogitadas e estariam em costura, aproveitando a desincompatibilização de quem pretende disputar cargos de prefeito e vereador. Talvez seja a grande chance de Marcelo Déda contratar currículos capazes de por o governo para funcionar de verdade. Comentar sobre males já corriqueiros, da finalmente admitida epidemia de dengue à calamitosa insegurança pública, levaria o cronista a repetir-se, porquanto são temas discutidos à exaustão. A bola da vez é a fachada de “profissional qualificado e eficiente” pintada com sete robustas camadas no secretário Nilson Lima. A Fazenda estadual serve de excelente parâmetro para aferir qualidades. O discurso de campanha, cujo mote era mudar para dar à máquina feição modernosa, degringolou com o insosso incremento da arrecadação do ICMS. Nilson Lima mostrou-se incapaz de avançar em vários setores menos tortuosos, como a relação com os servidores. Mas é justamente com os mecanismos de cobrança onde tem o pior desempenho. A arrecadação de ICMS em 2005 foi de R$ 885 milhões*. Em 2006, o ex-governo fechou a gestão com 23% a mais em caixa: R$ 1,092 bilhão. Já sob o comando de Nilson Lima, a arrecadação minguou. Sem descontar a inflação, avançou apenas 9,6%: R$ 1,196 bilhão (2007). Números tão desabonadores no ICMS são alguns dos muitos a envergonhar o governo do PT. Há outros, como o de mortes pela violência, pela imundície dos hospitais e por falta de prevenção à dengue. Há ainda o número de dias e dias sem professores em sala de aula, sem sementes para plantar e sem alguém para reclamar, pois o governador estava ausente, viajando. Números, números... Se Marcelo Déda não acordar para a triste realidade e honrar a promessa de mudança, a soma dos votos necessários para reeleger o candidato dele à Prefeitura de Aracaju agora em novembro, e a ele próprio em 2010, pode lhe trazer resultados bastante desagradáveis. Nunca é demais prevenir-se!
  • (*) Fonte: Relatório Resumido da Execução Orçamentária/Sefaz.

Sexta-feira, 25.04.08 - Ano II - Edição Número 254

ATRIBULADO
Peço desculpas pelo espaçamento na publicação de novas edições deste ABRA-O-OLHO. Tarefas que me tomam todo o tempo têm me impedido de manter este prazeroso diálogo com o distinto público. Prometo uma maior dedicação daqui para frente.
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PROCESSO
São 15h19 desta quinta-feira, 24. Acabo de ser informado de uma queixa-crime impetrada contra mim na 1ª Vara pelo deputado-secretário estadual de Saúde, Rogério Carvalho. O processo está a cargo do juiz João Hora Neto. Tão logo meu advogado tome ciência da ação, informarei ao público leitor o teor das acusações feitas pelo probo gestor público a este escriba.
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CINISMOS E PATETICES
A dengue é o assunto da vez. Por agora, contudo, atenho-me ao escrito domingueiro do jornalista editor-chefe do Jornal da Cidade, Marcos Cardoso, na edição de 20/04. O tema, mesmo com atraso, interessa pela manipulação da realidade em favor de um partido. O jornalismo paraestatal de Sergipe é mestre na produção de pérolas raras. Mas levará um tempo enorme para outro áulico superar a voluntariosa parcialidade de “As Contradições do Sintese”. Na crônica, Marcos Cardoso exibe sem pudores como o esquerdismo barato pode se transfigurar em esquerdismo ignorante, apenas para desviar a atenção do distinto público do caos reinante em várias secretarias do governo das prometidas mudanças. Marcos Cardoso acha engraçado não ter havido uma greve sequer nos dois anos de gestão de Lindberg Lucena, último secretário de Educação do ex-governo. Enquanto que no governo do PT, os braços sindicais do partido – no caso, o Sintese – exacerbam “no modo como confrontam o governador”. Marcos Cardoso acha que o “sindicato tem todo direito, e o dever até, de buscar melhorar a situação salarial dos filiados, apesar do reajuste solicitado ser discutível”. Mas se arrepia da cabeça aos pés – e pensa até em correr léguas – quando recorda de um texto “desconexo”, publicado pelo Sintese, no qual o sindicato exorta o governador a “não calar a boca dos sindicalistas”. Na “opinião” de Marcos Cardoso, “Nem Venâncio Fonseca, nem Augusto Bezerra, os mais destacados deputados da oposição, acreditariam nisso”. Que o governador estaria – imaginem! – “tentando cercear o sagrado direito dos professores à livre expressão do pensamento”. O jornalista-editor certamente prefere esquecer, mas quando discursava na Assembléia Legislativa, durante a posse de Márcio Macedo (22/02), reeleito presidente do PT, o governador deu um puxão de orelhas nos sindicalistas presentes ao evento. No trecho mais feérico da eloqüente falação, Marcelo Déda, “olhando nos olhos” dos companheiros, queixou-se das traíras “que levam à imprensa” fatos que desabonam o governo: “É preciso conversar antes, senão sangra. E cada gota do nosso sangue fortalece os vampiros que querem nos derrotar. Não podemos dar munição aos inimigos que buscam retomar o poder. Ninguém venceu na História desconhecendo a que bloco pertence, tratando companheiro como se fosse inimigo”. O pito do “chefe”, o “número 01”, era dirigido especificamente aos falastrões paredistas dos sindicatos da Saúde, SSP e os “que têm como estrela-guia a deputada licenciada e secretária (do Combate à Pobreza) Ana Lúcia Menezes”. Aqueles “que exageram na reivindicação”, conforme são definidos por Marcos Cardoso os integrantes do Sintese. O objetivo do jornalismo paraestatal é desinformar, numa ação deliberada de militância político-jornalística, para prover o público leitor da visão que interessa à propaganda ideológica do “projeto de mudança” – na verdade, um projeto de poder – ungido pelo governo petista. Neste tocante, Marcos Cardoso tem se mostrado um escudeiro imbatível!

Um Pouco de História

  • Sergipe foi pioneiro no Brasil na implantação da avaliação do desempenho dos professores da rede pública estadual. Quem tinha os melhores resultados recebia como prêmio um 14º e até um 15º salário anual. Ao final da ex-gestão, mais de 60% dos docentes tinham sido premiados. O governador Marcelo Déda suspendeu o sistema de avaliação e, por conseguinte, a premiação.
  • O rendimento salarial médio dos professores do Ensino Fundamental, com jornada de 40 horas, ficou em 3º lugar no Brasil, conforme estudo do Ministério da Educação (2006). Sergipe estava atrás apenas do Distrito Federal e Rio de Janeiro, sendo que neste último os salários eram praticamente iguais aos que eram pagos pelo governo sergipano.
  • Mais de 70% dos professores receberam computadores pessoais gratuitamente, custeados pelo ex-governo. A previsão era que em 2007 100% deles tivessem um PC em casa com acesso à Internet. Mas o governador Marcelo Déda suspendeu o programa.
Talvez esses “pequenos mimos” justifiquem a relação nada hilária, mas pelo contrário, respeitosa, do ex-governo com os professores. O que evitou as greves que agora atormentam a vida da estudantada e deixa os pais tensos com o futuro dos filhos. Falta ao governo da mudança cumprir as promessas que fez durante a campanha e depois de haver assumido o poder. Talvez assim, os sindicalistas façam o que Marcos Cardoso sugere nas entrelinhas do brejeiro artigo: adiram incondicionalmente ao patrão... PS – Alguém do Jornal da Cidade precisa urgentemente apresentar ao colega editor-chefe a matéria de página inteira publicada na B-2 da edição de domingo (20/04), sob o título: “Os professores bóias-frias da rede estadual. Com uma marmita na sacola, educadores que lecionam no interior sergipano pagam para trabalhar”. Lá são apresentados vários bons argumentos para o nobre jornalista estancar os frouxos risos quando recordar que entre 2005 e 2006 não houve greves de docentes da rede estadual.

Sexta-feira, 17.04.08 - Ano II - Edição Número 253

ERRATA
Contrariamente ao informado em O POVO MERECE, (segunda-feira, 14.04/edição 251) o governo chegou atrasado para salvar a vida de duas mulheres em Monte Alegre e não em Moita Bonita, como informado. Pedimos desculpas por qualquer transtorno causado.
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QUEM MATA É A MÁ GESTÃO PÚBLICA
O Ministério da Saúde (MS) alertou os governos e as prefeituras em outubro do ano passado para a epidemia de dengue que ocorria em várias áreas da América do Sul, com possibilidade de chegar ao Brasil. Num documento reservado, o MS dizia: “...epidemias de dengue são registradas anualmente... sendo eventos previsíveis, nada mais lógico que organizar a rede de serviços de saúde com antecedência e o planejamento que o problema exige. A elaboração de planos de contingência antes do início das epidemias, certamente contribuirá de maneira decisiva para a redução da letalidade”. Parece uma recomendação lógica. Mas nem o governo das prometidas mudanças, a administração comunista da capital e os prefeitos do interior deram ao comunicado a importância devida. Resultado: 2.726 casos de dengue já foram confirmados no estado – oficialmente, porque nem todos os casos foram efetivamente notificados à Secretaria Estadual de Saúde (SES). O número de municípios em situação de epidemia também subiu e agora são 20. Vinte e seis pessoas têm dengue hemorrágica, sete morreram e outras oito mortes estão sob investigação. A incidência de casos é de 293 para cada 10 mil habitantes. Oito a menos que o número estabelecido para considerar a situação epidêmica, conforme noticiou ontem a TV Sergipe (SETV Segunda Edição). Diante do caos, o sistema de saúde entrou em colapso. No Hospital João Alves Filho, agora rebatizado pelo governo Marcelo Déda de Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), as fila são intermináveis. As crianças sofrem mais, pois os pediatras não conseguem dar conta do exorbitante número de infectados, que só cresce a cada dia. A repressão dentro do Huse também tem sido terrível. Funcionários e usuários estão proibidos de falar com a imprensa. Ontem, a TV Sergipe denunciou que algumas pessoas tentaram sair do setor de atendimento para desabafar com a reportagem sobre as péssimas condições do atendimento e foram impedidas pela segurança do hospital. As ameaças foram claras: quem sair para falar com os jornalistas, não entra mais. A irresponsabilidade de Rogério Carvalho pode ser definida como criminosa. Ao invés de organizar o sistema público, preparando o estado para evitar a dengue e cobrando dos prefeitos e da própria Vigilância Epidemiológica da SES ações efetivas de prevenção, o deputado-secretário de Saúde derrubava paredes e substituía privadas no Hospital Infantil, anexo ao Huse. Mesmo com a estrutura física totalmente concluída, faltando apenas receber os equipamentos médicos para funcionar, o que poderia ter sido feito até abril do ano passado, o Hospital Infantil ficou parado por quase seis meses e depois foi praticamente destruído. Vitimado por um misto de insensatez e esperteza de Rogério Carvalho, que gastou na “reforma” mais de R$ 1 milhão, o prédio recém-construído hoje está desfigurado. Se já estivesse em operação, o Hospital Infantil poderia ter evitado o sofrimento de tantas crianças e o desespero das mães, que os asseclas de Rogério Carvalho tentaram ontem calar. Mas nada faz conter o clamor de quem quer “apenas” atendimento digno para os filhos. Esta lição, Rogério Carvalho parece não ter aprendido na Faculdade de Medicina. Para não ficar apenas na crítica, talvez seja hora de ouvir o bom sendo. Ontem, o deputado Augusto Bezerra sugeriu que durante a crise os postos de saúde da Prefeitura de Aracaju funcionem nas 24 horas do dia. Assim, quem apenas necessita de hidratação, não precisaria ir ao João Alves Filho. Outra ação sugerida pelo deputado é transportar a máquina do fumacê por todo o Estado. Sem dúvida, diante da incapacidade do governo que prometeu o melhor dos mundos e não consegue conduzir minimamente a epidemia de dengue, pode-se concluir: quem mata não é o vetor (aedes aegypti) nem a doença, mas a má gestão pública.
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ESPERANDO
Por http://www.pensandoassim.com Cada dia que passa, os aliados do governo descobrem que a administração atual não é tão da “mudança” assim. Tomou gosto pelas pontes, permanece com os jetons nos conselhos estaduais, não aumentou o salário do funcionalismo como era esperado. Agora, segundo o Jornal da Cidade, há também uma denúncia do Sintese de que empresas condenadas pelo TCU nove anos atrás ainda fornecem merenda à Secretaria de Educação. Se a população for tão paciente quanto o presidente do sindicato, o governador não terá problemas: “Eu ainda tenho esperança”, diz Joel Almeida.

Terça-feira, 15.04.08 - Ano II - Edição Número 252

PT APOSTA EM ELEIÇÃO SEM JAF
A alta cúpula do PT em Sergipe acredita piamente que as reviravoltas ocorridas nos últimos meses com João Alves Filho o farão desistir da candidatura a prefeito de Aracaju. Quando estava no governo, o Negão foi vítima de ações do governo do presidente Lula da Silva, planejadas, discutidas e executadas com o aval e a participação direta do então prefeito Marcelo Déda e aliados, para impedir a reeleição dele. O plano teve êxito! O ex-governador aponta sua liderança em defesa do Rio São Francisco, além do desejo pessoal de Marcelo Déda de chegar ao poder por qualquer meio, como motivo para a perseguição orquestrada contra ele, usando a máquina federal e o suporte da imprensa paraestatal de dentro e de fora do estado. O fato de agora a cúpula do PT sergipano já ter como certa a indisposição eleitoral de João Alves Filho teria “razões sólidas”:
  • Tão logo o Negão finalizou o governo em 2006, o presidente Lula da Silva e o governador Marcelo Déda “agendaram-lhe” tarefas para afastá-lo das atividades políticas e principalmente da luta contra a transposição – a prisão do filho foi a mais violenta delas.
  • Assim que assumiu, Marcelo Déda orientou o secretariado a levantar dados para constranger o ex-governador ao passar à opinião pública, através da mídia paraestatal, a imagem de que ele foi irresponsável em algumas áreas e desonesto em outras.
  • O dossiê também serviu para solicitar ao Tribunal de Contas do Estado, de forma sorrateira, a revisão das contas da administração do Negão, mesmo já estando previamente aprovadas as de 2003, 2004 e 2005 – o ex-governador estaria, assim, impedido por lei de candidatar-se a cargos eletivos, zerando a concorrência do candidato escolhido por Marcelo Déda.
  • Dentro das atividades de desmoralização, usando o velho truque de socializar os prejuízos e faturar sozinho os benefícios, o governo das prometidas mudanças culpou o Negão sempre que falhou, atrasou ou simplesmente foi incompetente – da caça a Pipita à epidemia de dengue, tudo sobrou para João Alves Filho.
  • Com as atenções voltadas para cuidar da esposa adoentada, o ex-governador teria, assim, abdicado de todo o resto, inclusive a vida pública, para se dedicar exclusivamente ao pleno restabelecimento da saúde da senadora Maria do Carmo Alves.
O rosário descrito acima contém apenas alguns poucos lances dos desestímulos impostos a João Alves Filho. Na ótica da cúpula petista, eles já seriam bastante suficientes para até o mais abnegado e ambicioso dos homens “vestir o pijama”. Embalado por esta visão e descrente da hipótese do Negão concorrer a Prefeitura de Aracaju, o PT decidiu por unanimidade indicar o nome de Sílvio Santos para vice do prefeito Edvaldo Nogueira. O moço já teria se desincompatibilizado do cargo de presidente da Emsurb para dedicar-se de imediato ao pleito. João Alves Filho, entretanto, não parece disposto a ceder tão facilmente. O deputado Mendonça Prado, espécie de porta voz da família, voltou na sexta-feira a defender a candidatura do sogro. “João seria imbatível na disputa com Edvaldo Nogueira. A senadora Maria do Carmo está se recuperando e em breve voltará ao Senado". No tocante à transposição, amanhã o ex-governador estará na Argentina, a convite da Universidade de Buenos Aires (UBA), proferindo palestra sobre os riscos do projeto e apresentando soluções alternativas bem mais baratas e que não agridem o rio. Portanto, se depender de fôlego, da disposição e capacidade de manter-se de pé ante tantas adversidades, o PT de Sergipe e de Brasília que se prepare: o Negão ainda não pendurou as chuteiras!

Segunda-feira, 14.04.08 - Ano II - Edição Número 251

O POVO MERECE
Hoje escrevo de São Paulo. Aqui nem se fala da polêmica dos milionários jetons pagos pelo governo das prometidas mudanças aos seus secretários. Como bem disse o deputado Venâncio Fonseca, líder da oposição na Assembléia, o discurso do PT quando estava na oposição era de veemente contestação quanto aos valores pagos pelas autarquias do governo aos conselheiros.
Como se completamente desmemoriado, o deputado Francisco Gualberto diz agora, com sua característica empolgação, que a legislação proíbe aos conselheiros o exercício gratuito da função.
Teria a lei dos jetons entrado em vigor na semana passada? Pois só assim se explicaria a contraditória assertiva do líder governista.
Outra interessante contradição do PT, cristalizada nas tentativas de defesa de Francisco Gualberto, é sobre a epidemia de dengue. Não apenas ele, mas outros da nomenclatura governista se dizem irados, pois “odeiam ver alguém fazendo politicagem com a miséria alheia”. Claro, estão chiando das críticas da oposição...
Agora veja: que cabrunco, então, fazia o PT quando estava na oposição, senão a mais pura e descarada politicagem?
Francisco Gualberto está na verdade é com uma tremenda dor de cotovelo. Não há como defender um governo que só chega atrasado e isso o deixa enfurecido, malcriado, birrento!
Um governo que chegou atrasado para salvar duas mulheres em Moita Bonita, assassinadas friamente por um vagabundo dentro de uma farmácia – até o carro da TV Sergipe chegou antes do da Polícia e ainda ajudou no socorro às vítimas.
O governo que atrasou propositalmente, por mera politicagem, a abertura da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes com ela plenamente operacional, resultando na morte de mais de 60 recém-nascidos, vítimas da imundície da hoje sepultada Hildete Falcão.
O governo que para matar o canalha do Pipita precisou da ajuda de um ancião, porque chegou atrasado para prender o bandido.
O governo que se atrasou na prevenção da dengue, permitindo a infecção de mais de duas mil pessoas e a morte de pelo menos seis.
Um governo que neste exato momento atrasa a entregar de sementes aos pequenos agricultores do interior, que quando fizerem a colheita deste ano – se é que vão plantar! – já será reveillon.
O governo da mudança tem sido na verdade o governo do atraso. No discurso tudo era belo e factível. Na prática, muitas viagens, espertas benesses para os apaniguados, incontáveis peripécias e pouco, ou quase nenhum trabalho sério!
Mas, como dizia certo político muito lúcido, “cada povo tem o (des)governo que merece”.
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“NOVO” BUSDOOR DE EDVALDO NOGUEIRA
Dos e-mails recebidos comentando a descarada campanha eleitoral antecipada do prefeito-candidato Edvaldo Nogueira, paga por empresas com ligações bastante vantajosas com a administração comunista da Capital, um chama a atenção pela comicidade.
Aproveitando o mote dos cartazes de campanha de Edvaldo Nogueira afixados na traseira de dezenas de ônibus que circulam pela Grande Aracaju, um artista de mão cheia fez seus retoques aqui, suas montagens ali e criou um busdoor hilário. Verdadeira homenagem à “cegueira” dos ministérios públicos federal e estadual – a partir de agora, estas repartições serão grafadas com minúsculas pela diminuta capacidade de combater ilegalidades, imoralidades e amoralidades.
Veja a simpática foto do “novo”cartaz da campanha antecipada de Edvaldo Nogueira. E ria a valer... Tenha um grande dia!

Resta saber quem é o autor desta beldade: e-mails para a redação, por favor!

Sexta-feira, 11.04.08 - Ano II - Edição Número 250

ENGOLINDO A PRÓPRIA LÍNGUA
A burla descarada às normas reguladoras do calendário oficial da propaganda eleitoral, engendrada pelo prefeito-candidato Edvaldo Nogueira através de empresas privadas com vantajosas ligações com a prefeitura da Capital, segue sem qualquer intervenção.
Já apresentei o sorriso feliz do prefeito-candidato de carona em anúncios pagos pelas empreiteiras Norcon e Laredo, afixados na traseira de dezenas de ônibus que circulam pela Grande Aracaju.
O mote escolhido pelos estrategistas da Secretaria Municipal de Comunicação para servir de biombo à ilícita antecipação da propaganda de campanha é a comemoração dos dois anos da gestão do PCdoB.
Também mostrei um anúncio publicado no Cinform desta semana no qual a Viação Bomfim, concessionária de serviço público municipal, elogia Edvaldo Nogueira ao salientar “que o percurso que temos pela frente será uma continuação fiel desses dois excelentes anos de gestão”.
O cordão dos futuros prováveis doadores da campanha de reeleição de Edvaldo Nogueira, que já gastam agora “por conta”, não pára de crescer – somou-se ao grupo a generosa Construtora Celi.
Num anúncio de fundo de ônibus, a empreiteira responsável por construir o Viaduto Déda, a obra mais vistosa da Municipalidade, dá seu veredicto quando ao “trabalho e seriedade” do administrador comunista da Capital: “APROVADO” (Veja foto do anúncio abaixo).
Se ricos empreiteiros, abastados donos de empresas de ônibus e operosos concessionários de serviços públicos conseguem enxergar tantas e tamanhas qualidades na gestão de Edvaldo Nogueira, a ponto de investir uma soma significativa na publicidade eleitoreira dele, certamente é porque ela de fato deve tê-las.
Por seu turno, se o prefeito-candidato aceita o “apoio” de gente tão desinteressada, a quem o PCdoB tratava como escória social não faz tanto tempo assim, é porque também deve merecê-lo.
E se a Justiça, os Ministérios Públicos Federal e Estadual, a imprensa paraestatal e até a oposição se mostram indiferentes às flagrantes ilegalidades cometidas pelo pré-candidato Edvaldo Nogueira, talvez até por ser ele o “escolhido” do governador Marcelo Déda, é porque assim deve ser em benefício do povo.
E se Eles “querem”, quem for contra é que deve engolir a língua...

Apoio da empreiteira que construiu o Viaduto Déda à candidatura de Edvaldo Nogueira já está devidamente formalizado: gestor foi "Aprovado" pela seriedade e pelo trabalho, mesmo que em tão pouco tempo!

Quarta-feira, 09.04.08 - Ano II - Edição Número 249

BOMFIM HOMENAGEIA EDVALDO NOGUEIRA
A dadivosa bondade de parte do empresariado, o silêncio sorrateiro do Ministério Público e a conivência da mídia permitem ao prefeito-candidato Edvaldo Nogueira abusar do escárnio à legislação eleitoral.
A temporada é de propaganda, afinal a eleição vem aí.
Os estrategistas da administração comunistas aproveitam a nervosa calmaria reinante para burlar de modo descarado as normas reguladoras do início oficial da comunicação de campanha. Empresas privadas com vantajosas ligações com o setor público municipal pagam por bons espaços publicitários, onde a imagem do alcaide tem sido meticulosamente trabalhada.
Na segunda-feira, apresentei o sorriso feliz do prefeito-candidato de carona nos ônibus que circulam pela Grande Aracaju. O anúncio afixado na traseira de dezenas de veículos pareceu-me a retribuição da Norcon pela construção, por Edvaldo Nogueira, de uma praça no Juscelino Kubitschek, bairro onde a empreiteira edifica dois dos seus novos condomínios habitacionais.
Ontem, verifiquei a diluição da publicidade do prefeito-candidato através da carona num anúncio de fundo de ônibus pago por outra grande construtora.
Espelhando-se na concorrente Norcon, a Laredo Construções também homenageia Edvaldo Nogueira pela “passagem dos dois anos de administração” – mote escolhido pelos estrategistas da administração comunista para servir de biombo ao ilícito.
Não bastasse a demasiada exposição fora de época nos murais dos ônibus, a propaganda eleitoral antecipada também chegou aos veículos impressos. O Cinform desta semana, por exemplo, publica anúncio da Viação Bomfim elogiando Edvaldo Nogueira (Veja reprodução abaixo).
Adendo importante: a Bomfim expõe claramente suas intenções ao apoiar desde já o pré-candidato comunista. “Estamos certos de que o percurso que temos pela frente será uma continuação fiel desses dois excelentes anos de gestão”. Negócios são negócios!
A Viação Bomfim é concessionária de serviço público e em tese estaria proibida pela legislação de prestar homenagens ao gestor público ao qual está subordinada. Mas isso é bobagem!
A generosidade prévia de futuros (prováveis) doadores de campanha sem qualquer interferência das autoridades do Judiciário, a taciturna “demência” dos Ministérios Públicos (federal e estadual) e a cumplicidade voraz da imprensa paraestatal são singularidades próprias de Sergipe nestes tempos de estranhas mudanças.
É esperar para ver aonde tudo isso vai dar...

Anúncio da Viação Bomfim, empresa concessionária de serviço público, elogia o "patrão" comunista: tempos de estranhas mudanças, quem diria?

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EM BAIXA
Por Magno Martins (http://www.blogdomagno.com.br/)
Arrastado nas eleições passadas pela popularidade do presidente Lula, o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), imaginava que surfaria nas ondas do governador mais popular e prestigiado do Nordeste. Passados 1 ano e três meses, Déda não disse ainda a que veio. E o que é pior: virou turista. Foi o único do Nordeste a faltar, ontem, à reunião dos governadores com Lula. E sequer mandou o vice. Seu paradeiro? Foi ao encontro de Bill Gates nos Estados Unidos. É mole?

Marcelo Déda realiza o sonho de cumprimentar Bill Gates, um dos revolucionários da Era da Informação: admiriação pelo gringo megamilionário é bastante antiga.

Terça-feira, 08.04.08 - Ano II - Edição Número 248

GOVERNO CHUMBREGA
Deve ter machucado demais o amazônico ego do governador Marcelo Déda a ausência de sua foto entre os seis governadores brasileiros apresentados na edição da revista Veja desta semana como “os melhores sinais de que há um jeito de administrar a máquina pública com profissionalismo e menos politicagem”. Aliás, também deve ter sido terrivelmente dolorosa a falta de administradores do Partido dos Trabalhadores entre os laureados. Os fatores levados em conta por Veja para “eleger” os melhores gestores públicos do país foram os seguintes:
A perseguição implacável do equilíbrio das contas, com utilização de ferramentas de redução de custos e aumento de receita. • A adoção de práticas voltadas para a qualidade do serviço, como o estabelecimento de sistemas de avaliação de desempenho, com metas e cobrança de resultados. • A profissionalização de postos-chave, como Fazenda, Saúde, Educação e Segurança. • A racionalização da atuação do estado, com valorização de parcerias com a iniciativa privada para atrair investimentos. • O estabelecimento de agendas de prioridades, com planejamento estratégico.
O governador sergipano é citado pela maior revista brasileira apenas num único trecho, quando informa que Marcelo Déda está próximo do equilíbrio das contas estaduais, “mas ainda não têm avanços de monta a registrar em outros itens”. Ou seja, a economia de quase R$ 1 bilhão feita pelo governo do PT no ano passado pode ter ajudado na imagem de austeridade. Porém, não representou qualquer melhoria na qualidade de vida dos sergipanos. Ademais, as outras áreas “sem avanços de monta” são justamente as primordiais para o funcionamento satisfatório da máquina num estado extremamente pobre como Sergipe: saúde, segurança e educação. Outra ausência de Marcelo Déda bastante sentida ocorreu ontem durante a reunião do presidente Lula da Silva com os governadores do Nordeste para analisar as cheias na região e apresentar medidas a para amenizar os efeitos das fortes chuvas. Nesta sexta-feira, o presidente assinou uma medida provisória de R$ 540 milhões para ações de defesa civil nas áreas atingida pelas enchentes. Como Sergipe não precisa do governo federal para auxiliar as dezenas de famílias pobres atingidas pelas chuvas, o governador Marcelo Déda resolveu bater pernas em Miami (Flórida/EUA), onde participa de um encontro da Microsoft de Bill Gates. De um lado, a ausência entre os melhores governadores do país; do outro, a omissão diante de problemas graves do estado, como a dengue, a violência descontrolada e o excesso de chuvas. Assim caminha o governo das prometidas mudanças... .
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ANGU PARA CARLOS CAUÊ Um vale-tudo agita os meios midiáticos desde a circulação no final de semana de e-mail com supostas acusações ao secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju, jornalista Carlos Cauê. Escrita em linguagem de semi-alfabetizado, a missiva tem ingredientes explosivos. Vai de lances pessoais, envolvendo a vida íntima do secretário, a um hipotético superfaturamento de anúncios publicados pela PMA na Folha da Praia, do jornalista e poeta Amaral Cavalcante. O molho nada adocicado usado para temperar a cartinha seria o disparate nos valores pagos pela administração comunista da Capital à bissexta publicação praiana. Pondo fé no e-mail, amargaria sobremaneira a delação de ter sido o caudaloso montante, auferido com a propaganda alimentada com dinheiro do Erário municipal, rateado entre o gestor público e a empresa prestadora de serviço numa festa de arromba. Como a história tem cheiro de defunto de dez dias, este ABRA-O-OLHO resolveu conversar com o companheiro Carlos Cauê. São duas as considerações do honorável secretário para sepultar de uma vez por todas o indesejável presunto:

1 – Peço aos colegas que busquem saber se a pessoa que me acusa de fato existe. Também peço que solicitem as provas. Na verdade, sei de onde partiram tais agressões e mentiras. 2 – Não aceito a calúnia como argumento e não serei refém dessas mentiras. As contas da Secom estão abertas para que o Ministério Público investigue se há qualquer ilegalidade.

Diante dos nomes apresentados por Carlos Cauê ao ABRA-O-OLHO como sendo os reais autores do e-mail acusatório, por tratar-se de gente do submundo do jornalismo sergipano, talvez o prato-feito servido através da Internet seja apenas o cardápio rasteiro de quem não conseguiu aquinhoar anúncios para financiar a nova edição de um jornal alternativo. Tomara que assim seja...

Segunda-feira, 07.04.08 - Ano II - Edição Número 247

PROPAGANDA AMBULANTE
Ou a querela de como o Ministério Público Estadual parece ter se mudado para Marte
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Enquanto a dengue mina a desnutrida popularidade de Edvaldo Nogueira, um poderoso padrinho da sua campanha eleitoral permanece investindo na divulgação da imagem dele na tentativa de fazer o prefeito-candidato reconhecido pelo público.
Depois de ser agraciada pela administração comunista da Capital com a Praça Antônio Teixeira, no bairro Juscelino Kubitschek, onde são edificados dois dos seus novos condomínios, a Construtora Norcon retribui o dadivoso presente com cartazes de elogio a Foguinho.
Afixados no fundo de dezenas de ônibus que circulam pela Grande Aracaju, os cartazes são a mais pura propaganda eleitoral antecipada: “Obras tão importantes merecem nossa homenagem. Parabéns prefeito Edvaldo Nogueira pelos dois anos de administração”.
Fossem outros os tempos, certamente o hoje leniente Ministério Público Estadual – ou quem sabe até o prestimoso e vigilante procurador regional eleitoral do Ministério Público Federal em Sergipe, Eduardo Pelella – já teria tomado providência para eliminar a descarada afronta à legislação que regula o calendário das eleições.
Porém, neste exato momento, o MPE está dedicado à decoração do novo prédio-sede, recém-inaugurado numa das mais vistosas avenidas da cidade marciana de Terra Nova.
Já Eduardo Pelella deve ter atribuições à altura do seu privilegiado intelecto, para preencher-lhe o tempo.
Com os signatários das Constituições federal e estadual a labutar tarefas outras, “do mais elevado interesse público”, a chata missão de fazer cumprir a Lei Eleitoral terá que esperar uma folguinha...
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De carona num ônibus, o sorriso feliz do prefeito-candidato; no detalhe, el0gios a Foguinho com patrocínio de uma empreira beneficiada pela administração comunista: propaganda eleitoral antecipada conta com a "cegueira" da Justiça.