Sexta-feira, 17.04.08 - Ano II - Edição Número 253

ERRATA
Contrariamente ao informado em O POVO MERECE, (segunda-feira, 14.04/edição 251) o governo chegou atrasado para salvar a vida de duas mulheres em Monte Alegre e não em Moita Bonita, como informado. Pedimos desculpas por qualquer transtorno causado.
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QUEM MATA É A MÁ GESTÃO PÚBLICA
O Ministério da Saúde (MS) alertou os governos e as prefeituras em outubro do ano passado para a epidemia de dengue que ocorria em várias áreas da América do Sul, com possibilidade de chegar ao Brasil. Num documento reservado, o MS dizia: “...epidemias de dengue são registradas anualmente... sendo eventos previsíveis, nada mais lógico que organizar a rede de serviços de saúde com antecedência e o planejamento que o problema exige. A elaboração de planos de contingência antes do início das epidemias, certamente contribuirá de maneira decisiva para a redução da letalidade”. Parece uma recomendação lógica. Mas nem o governo das prometidas mudanças, a administração comunista da capital e os prefeitos do interior deram ao comunicado a importância devida. Resultado: 2.726 casos de dengue já foram confirmados no estado – oficialmente, porque nem todos os casos foram efetivamente notificados à Secretaria Estadual de Saúde (SES). O número de municípios em situação de epidemia também subiu e agora são 20. Vinte e seis pessoas têm dengue hemorrágica, sete morreram e outras oito mortes estão sob investigação. A incidência de casos é de 293 para cada 10 mil habitantes. Oito a menos que o número estabelecido para considerar a situação epidêmica, conforme noticiou ontem a TV Sergipe (SETV Segunda Edição). Diante do caos, o sistema de saúde entrou em colapso. No Hospital João Alves Filho, agora rebatizado pelo governo Marcelo Déda de Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), as fila são intermináveis. As crianças sofrem mais, pois os pediatras não conseguem dar conta do exorbitante número de infectados, que só cresce a cada dia. A repressão dentro do Huse também tem sido terrível. Funcionários e usuários estão proibidos de falar com a imprensa. Ontem, a TV Sergipe denunciou que algumas pessoas tentaram sair do setor de atendimento para desabafar com a reportagem sobre as péssimas condições do atendimento e foram impedidas pela segurança do hospital. As ameaças foram claras: quem sair para falar com os jornalistas, não entra mais. A irresponsabilidade de Rogério Carvalho pode ser definida como criminosa. Ao invés de organizar o sistema público, preparando o estado para evitar a dengue e cobrando dos prefeitos e da própria Vigilância Epidemiológica da SES ações efetivas de prevenção, o deputado-secretário de Saúde derrubava paredes e substituía privadas no Hospital Infantil, anexo ao Huse. Mesmo com a estrutura física totalmente concluída, faltando apenas receber os equipamentos médicos para funcionar, o que poderia ter sido feito até abril do ano passado, o Hospital Infantil ficou parado por quase seis meses e depois foi praticamente destruído. Vitimado por um misto de insensatez e esperteza de Rogério Carvalho, que gastou na “reforma” mais de R$ 1 milhão, o prédio recém-construído hoje está desfigurado. Se já estivesse em operação, o Hospital Infantil poderia ter evitado o sofrimento de tantas crianças e o desespero das mães, que os asseclas de Rogério Carvalho tentaram ontem calar. Mas nada faz conter o clamor de quem quer “apenas” atendimento digno para os filhos. Esta lição, Rogério Carvalho parece não ter aprendido na Faculdade de Medicina. Para não ficar apenas na crítica, talvez seja hora de ouvir o bom sendo. Ontem, o deputado Augusto Bezerra sugeriu que durante a crise os postos de saúde da Prefeitura de Aracaju funcionem nas 24 horas do dia. Assim, quem apenas necessita de hidratação, não precisaria ir ao João Alves Filho. Outra ação sugerida pelo deputado é transportar a máquina do fumacê por todo o Estado. Sem dúvida, diante da incapacidade do governo que prometeu o melhor dos mundos e não consegue conduzir minimamente a epidemia de dengue, pode-se concluir: quem mata não é o vetor (aedes aegypti) nem a doença, mas a má gestão pública.
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ESPERANDO
Por http://www.pensandoassim.com Cada dia que passa, os aliados do governo descobrem que a administração atual não é tão da “mudança” assim. Tomou gosto pelas pontes, permanece com os jetons nos conselhos estaduais, não aumentou o salário do funcionalismo como era esperado. Agora, segundo o Jornal da Cidade, há também uma denúncia do Sintese de que empresas condenadas pelo TCU nove anos atrás ainda fornecem merenda à Secretaria de Educação. Se a população for tão paciente quanto o presidente do sindicato, o governador não terá problemas: “Eu ainda tenho esperança”, diz Joel Almeida.

Terça-feira, 15.04.08 - Ano II - Edição Número 252

PT APOSTA EM ELEIÇÃO SEM JAF
A alta cúpula do PT em Sergipe acredita piamente que as reviravoltas ocorridas nos últimos meses com João Alves Filho o farão desistir da candidatura a prefeito de Aracaju. Quando estava no governo, o Negão foi vítima de ações do governo do presidente Lula da Silva, planejadas, discutidas e executadas com o aval e a participação direta do então prefeito Marcelo Déda e aliados, para impedir a reeleição dele. O plano teve êxito! O ex-governador aponta sua liderança em defesa do Rio São Francisco, além do desejo pessoal de Marcelo Déda de chegar ao poder por qualquer meio, como motivo para a perseguição orquestrada contra ele, usando a máquina federal e o suporte da imprensa paraestatal de dentro e de fora do estado. O fato de agora a cúpula do PT sergipano já ter como certa a indisposição eleitoral de João Alves Filho teria “razões sólidas”:
  • Tão logo o Negão finalizou o governo em 2006, o presidente Lula da Silva e o governador Marcelo Déda “agendaram-lhe” tarefas para afastá-lo das atividades políticas e principalmente da luta contra a transposição – a prisão do filho foi a mais violenta delas.
  • Assim que assumiu, Marcelo Déda orientou o secretariado a levantar dados para constranger o ex-governador ao passar à opinião pública, através da mídia paraestatal, a imagem de que ele foi irresponsável em algumas áreas e desonesto em outras.
  • O dossiê também serviu para solicitar ao Tribunal de Contas do Estado, de forma sorrateira, a revisão das contas da administração do Negão, mesmo já estando previamente aprovadas as de 2003, 2004 e 2005 – o ex-governador estaria, assim, impedido por lei de candidatar-se a cargos eletivos, zerando a concorrência do candidato escolhido por Marcelo Déda.
  • Dentro das atividades de desmoralização, usando o velho truque de socializar os prejuízos e faturar sozinho os benefícios, o governo das prometidas mudanças culpou o Negão sempre que falhou, atrasou ou simplesmente foi incompetente – da caça a Pipita à epidemia de dengue, tudo sobrou para João Alves Filho.
  • Com as atenções voltadas para cuidar da esposa adoentada, o ex-governador teria, assim, abdicado de todo o resto, inclusive a vida pública, para se dedicar exclusivamente ao pleno restabelecimento da saúde da senadora Maria do Carmo Alves.
O rosário descrito acima contém apenas alguns poucos lances dos desestímulos impostos a João Alves Filho. Na ótica da cúpula petista, eles já seriam bastante suficientes para até o mais abnegado e ambicioso dos homens “vestir o pijama”. Embalado por esta visão e descrente da hipótese do Negão concorrer a Prefeitura de Aracaju, o PT decidiu por unanimidade indicar o nome de Sílvio Santos para vice do prefeito Edvaldo Nogueira. O moço já teria se desincompatibilizado do cargo de presidente da Emsurb para dedicar-se de imediato ao pleito. João Alves Filho, entretanto, não parece disposto a ceder tão facilmente. O deputado Mendonça Prado, espécie de porta voz da família, voltou na sexta-feira a defender a candidatura do sogro. “João seria imbatível na disputa com Edvaldo Nogueira. A senadora Maria do Carmo está se recuperando e em breve voltará ao Senado". No tocante à transposição, amanhã o ex-governador estará na Argentina, a convite da Universidade de Buenos Aires (UBA), proferindo palestra sobre os riscos do projeto e apresentando soluções alternativas bem mais baratas e que não agridem o rio. Portanto, se depender de fôlego, da disposição e capacidade de manter-se de pé ante tantas adversidades, o PT de Sergipe e de Brasília que se prepare: o Negão ainda não pendurou as chuteiras!

Segunda-feira, 14.04.08 - Ano II - Edição Número 251

O POVO MERECE
Hoje escrevo de São Paulo. Aqui nem se fala da polêmica dos milionários jetons pagos pelo governo das prometidas mudanças aos seus secretários. Como bem disse o deputado Venâncio Fonseca, líder da oposição na Assembléia, o discurso do PT quando estava na oposição era de veemente contestação quanto aos valores pagos pelas autarquias do governo aos conselheiros.
Como se completamente desmemoriado, o deputado Francisco Gualberto diz agora, com sua característica empolgação, que a legislação proíbe aos conselheiros o exercício gratuito da função.
Teria a lei dos jetons entrado em vigor na semana passada? Pois só assim se explicaria a contraditória assertiva do líder governista.
Outra interessante contradição do PT, cristalizada nas tentativas de defesa de Francisco Gualberto, é sobre a epidemia de dengue. Não apenas ele, mas outros da nomenclatura governista se dizem irados, pois “odeiam ver alguém fazendo politicagem com a miséria alheia”. Claro, estão chiando das críticas da oposição...
Agora veja: que cabrunco, então, fazia o PT quando estava na oposição, senão a mais pura e descarada politicagem?
Francisco Gualberto está na verdade é com uma tremenda dor de cotovelo. Não há como defender um governo que só chega atrasado e isso o deixa enfurecido, malcriado, birrento!
Um governo que chegou atrasado para salvar duas mulheres em Moita Bonita, assassinadas friamente por um vagabundo dentro de uma farmácia – até o carro da TV Sergipe chegou antes do da Polícia e ainda ajudou no socorro às vítimas.
O governo que atrasou propositalmente, por mera politicagem, a abertura da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes com ela plenamente operacional, resultando na morte de mais de 60 recém-nascidos, vítimas da imundície da hoje sepultada Hildete Falcão.
O governo que para matar o canalha do Pipita precisou da ajuda de um ancião, porque chegou atrasado para prender o bandido.
O governo que se atrasou na prevenção da dengue, permitindo a infecção de mais de duas mil pessoas e a morte de pelo menos seis.
Um governo que neste exato momento atrasa a entregar de sementes aos pequenos agricultores do interior, que quando fizerem a colheita deste ano – se é que vão plantar! – já será reveillon.
O governo da mudança tem sido na verdade o governo do atraso. No discurso tudo era belo e factível. Na prática, muitas viagens, espertas benesses para os apaniguados, incontáveis peripécias e pouco, ou quase nenhum trabalho sério!
Mas, como dizia certo político muito lúcido, “cada povo tem o (des)governo que merece”.
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“NOVO” BUSDOOR DE EDVALDO NOGUEIRA
Dos e-mails recebidos comentando a descarada campanha eleitoral antecipada do prefeito-candidato Edvaldo Nogueira, paga por empresas com ligações bastante vantajosas com a administração comunista da Capital, um chama a atenção pela comicidade.
Aproveitando o mote dos cartazes de campanha de Edvaldo Nogueira afixados na traseira de dezenas de ônibus que circulam pela Grande Aracaju, um artista de mão cheia fez seus retoques aqui, suas montagens ali e criou um busdoor hilário. Verdadeira homenagem à “cegueira” dos ministérios públicos federal e estadual – a partir de agora, estas repartições serão grafadas com minúsculas pela diminuta capacidade de combater ilegalidades, imoralidades e amoralidades.
Veja a simpática foto do “novo”cartaz da campanha antecipada de Edvaldo Nogueira. E ria a valer... Tenha um grande dia!

Resta saber quem é o autor desta beldade: e-mails para a redação, por favor!

Sexta-feira, 11.04.08 - Ano II - Edição Número 250

ENGOLINDO A PRÓPRIA LÍNGUA
A burla descarada às normas reguladoras do calendário oficial da propaganda eleitoral, engendrada pelo prefeito-candidato Edvaldo Nogueira através de empresas privadas com vantajosas ligações com a prefeitura da Capital, segue sem qualquer intervenção.
Já apresentei o sorriso feliz do prefeito-candidato de carona em anúncios pagos pelas empreiteiras Norcon e Laredo, afixados na traseira de dezenas de ônibus que circulam pela Grande Aracaju.
O mote escolhido pelos estrategistas da Secretaria Municipal de Comunicação para servir de biombo à ilícita antecipação da propaganda de campanha é a comemoração dos dois anos da gestão do PCdoB.
Também mostrei um anúncio publicado no Cinform desta semana no qual a Viação Bomfim, concessionária de serviço público municipal, elogia Edvaldo Nogueira ao salientar “que o percurso que temos pela frente será uma continuação fiel desses dois excelentes anos de gestão”.
O cordão dos futuros prováveis doadores da campanha de reeleição de Edvaldo Nogueira, que já gastam agora “por conta”, não pára de crescer – somou-se ao grupo a generosa Construtora Celi.
Num anúncio de fundo de ônibus, a empreiteira responsável por construir o Viaduto Déda, a obra mais vistosa da Municipalidade, dá seu veredicto quando ao “trabalho e seriedade” do administrador comunista da Capital: “APROVADO” (Veja foto do anúncio abaixo).
Se ricos empreiteiros, abastados donos de empresas de ônibus e operosos concessionários de serviços públicos conseguem enxergar tantas e tamanhas qualidades na gestão de Edvaldo Nogueira, a ponto de investir uma soma significativa na publicidade eleitoreira dele, certamente é porque ela de fato deve tê-las.
Por seu turno, se o prefeito-candidato aceita o “apoio” de gente tão desinteressada, a quem o PCdoB tratava como escória social não faz tanto tempo assim, é porque também deve merecê-lo.
E se a Justiça, os Ministérios Públicos Federal e Estadual, a imprensa paraestatal e até a oposição se mostram indiferentes às flagrantes ilegalidades cometidas pelo pré-candidato Edvaldo Nogueira, talvez até por ser ele o “escolhido” do governador Marcelo Déda, é porque assim deve ser em benefício do povo.
E se Eles “querem”, quem for contra é que deve engolir a língua...

Apoio da empreiteira que construiu o Viaduto Déda à candidatura de Edvaldo Nogueira já está devidamente formalizado: gestor foi "Aprovado" pela seriedade e pelo trabalho, mesmo que em tão pouco tempo!

Quarta-feira, 09.04.08 - Ano II - Edição Número 249

BOMFIM HOMENAGEIA EDVALDO NOGUEIRA
A dadivosa bondade de parte do empresariado, o silêncio sorrateiro do Ministério Público e a conivência da mídia permitem ao prefeito-candidato Edvaldo Nogueira abusar do escárnio à legislação eleitoral.
A temporada é de propaganda, afinal a eleição vem aí.
Os estrategistas da administração comunistas aproveitam a nervosa calmaria reinante para burlar de modo descarado as normas reguladoras do início oficial da comunicação de campanha. Empresas privadas com vantajosas ligações com o setor público municipal pagam por bons espaços publicitários, onde a imagem do alcaide tem sido meticulosamente trabalhada.
Na segunda-feira, apresentei o sorriso feliz do prefeito-candidato de carona nos ônibus que circulam pela Grande Aracaju. O anúncio afixado na traseira de dezenas de veículos pareceu-me a retribuição da Norcon pela construção, por Edvaldo Nogueira, de uma praça no Juscelino Kubitschek, bairro onde a empreiteira edifica dois dos seus novos condomínios habitacionais.
Ontem, verifiquei a diluição da publicidade do prefeito-candidato através da carona num anúncio de fundo de ônibus pago por outra grande construtora.
Espelhando-se na concorrente Norcon, a Laredo Construções também homenageia Edvaldo Nogueira pela “passagem dos dois anos de administração” – mote escolhido pelos estrategistas da administração comunista para servir de biombo ao ilícito.
Não bastasse a demasiada exposição fora de época nos murais dos ônibus, a propaganda eleitoral antecipada também chegou aos veículos impressos. O Cinform desta semana, por exemplo, publica anúncio da Viação Bomfim elogiando Edvaldo Nogueira (Veja reprodução abaixo).
Adendo importante: a Bomfim expõe claramente suas intenções ao apoiar desde já o pré-candidato comunista. “Estamos certos de que o percurso que temos pela frente será uma continuação fiel desses dois excelentes anos de gestão”. Negócios são negócios!
A Viação Bomfim é concessionária de serviço público e em tese estaria proibida pela legislação de prestar homenagens ao gestor público ao qual está subordinada. Mas isso é bobagem!
A generosidade prévia de futuros (prováveis) doadores de campanha sem qualquer interferência das autoridades do Judiciário, a taciturna “demência” dos Ministérios Públicos (federal e estadual) e a cumplicidade voraz da imprensa paraestatal são singularidades próprias de Sergipe nestes tempos de estranhas mudanças.
É esperar para ver aonde tudo isso vai dar...

Anúncio da Viação Bomfim, empresa concessionária de serviço público, elogia o "patrão" comunista: tempos de estranhas mudanças, quem diria?

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EM BAIXA
Por Magno Martins (http://www.blogdomagno.com.br/)
Arrastado nas eleições passadas pela popularidade do presidente Lula, o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), imaginava que surfaria nas ondas do governador mais popular e prestigiado do Nordeste. Passados 1 ano e três meses, Déda não disse ainda a que veio. E o que é pior: virou turista. Foi o único do Nordeste a faltar, ontem, à reunião dos governadores com Lula. E sequer mandou o vice. Seu paradeiro? Foi ao encontro de Bill Gates nos Estados Unidos. É mole?

Marcelo Déda realiza o sonho de cumprimentar Bill Gates, um dos revolucionários da Era da Informação: admiriação pelo gringo megamilionário é bastante antiga.

Terça-feira, 08.04.08 - Ano II - Edição Número 248

GOVERNO CHUMBREGA
Deve ter machucado demais o amazônico ego do governador Marcelo Déda a ausência de sua foto entre os seis governadores brasileiros apresentados na edição da revista Veja desta semana como “os melhores sinais de que há um jeito de administrar a máquina pública com profissionalismo e menos politicagem”. Aliás, também deve ter sido terrivelmente dolorosa a falta de administradores do Partido dos Trabalhadores entre os laureados. Os fatores levados em conta por Veja para “eleger” os melhores gestores públicos do país foram os seguintes:
A perseguição implacável do equilíbrio das contas, com utilização de ferramentas de redução de custos e aumento de receita. • A adoção de práticas voltadas para a qualidade do serviço, como o estabelecimento de sistemas de avaliação de desempenho, com metas e cobrança de resultados. • A profissionalização de postos-chave, como Fazenda, Saúde, Educação e Segurança. • A racionalização da atuação do estado, com valorização de parcerias com a iniciativa privada para atrair investimentos. • O estabelecimento de agendas de prioridades, com planejamento estratégico.
O governador sergipano é citado pela maior revista brasileira apenas num único trecho, quando informa que Marcelo Déda está próximo do equilíbrio das contas estaduais, “mas ainda não têm avanços de monta a registrar em outros itens”. Ou seja, a economia de quase R$ 1 bilhão feita pelo governo do PT no ano passado pode ter ajudado na imagem de austeridade. Porém, não representou qualquer melhoria na qualidade de vida dos sergipanos. Ademais, as outras áreas “sem avanços de monta” são justamente as primordiais para o funcionamento satisfatório da máquina num estado extremamente pobre como Sergipe: saúde, segurança e educação. Outra ausência de Marcelo Déda bastante sentida ocorreu ontem durante a reunião do presidente Lula da Silva com os governadores do Nordeste para analisar as cheias na região e apresentar medidas a para amenizar os efeitos das fortes chuvas. Nesta sexta-feira, o presidente assinou uma medida provisória de R$ 540 milhões para ações de defesa civil nas áreas atingida pelas enchentes. Como Sergipe não precisa do governo federal para auxiliar as dezenas de famílias pobres atingidas pelas chuvas, o governador Marcelo Déda resolveu bater pernas em Miami (Flórida/EUA), onde participa de um encontro da Microsoft de Bill Gates. De um lado, a ausência entre os melhores governadores do país; do outro, a omissão diante de problemas graves do estado, como a dengue, a violência descontrolada e o excesso de chuvas. Assim caminha o governo das prometidas mudanças... .
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ANGU PARA CARLOS CAUÊ Um vale-tudo agita os meios midiáticos desde a circulação no final de semana de e-mail com supostas acusações ao secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju, jornalista Carlos Cauê. Escrita em linguagem de semi-alfabetizado, a missiva tem ingredientes explosivos. Vai de lances pessoais, envolvendo a vida íntima do secretário, a um hipotético superfaturamento de anúncios publicados pela PMA na Folha da Praia, do jornalista e poeta Amaral Cavalcante. O molho nada adocicado usado para temperar a cartinha seria o disparate nos valores pagos pela administração comunista da Capital à bissexta publicação praiana. Pondo fé no e-mail, amargaria sobremaneira a delação de ter sido o caudaloso montante, auferido com a propaganda alimentada com dinheiro do Erário municipal, rateado entre o gestor público e a empresa prestadora de serviço numa festa de arromba. Como a história tem cheiro de defunto de dez dias, este ABRA-O-OLHO resolveu conversar com o companheiro Carlos Cauê. São duas as considerações do honorável secretário para sepultar de uma vez por todas o indesejável presunto:

1 – Peço aos colegas que busquem saber se a pessoa que me acusa de fato existe. Também peço que solicitem as provas. Na verdade, sei de onde partiram tais agressões e mentiras. 2 – Não aceito a calúnia como argumento e não serei refém dessas mentiras. As contas da Secom estão abertas para que o Ministério Público investigue se há qualquer ilegalidade.

Diante dos nomes apresentados por Carlos Cauê ao ABRA-O-OLHO como sendo os reais autores do e-mail acusatório, por tratar-se de gente do submundo do jornalismo sergipano, talvez o prato-feito servido através da Internet seja apenas o cardápio rasteiro de quem não conseguiu aquinhoar anúncios para financiar a nova edição de um jornal alternativo. Tomara que assim seja...

Segunda-feira, 07.04.08 - Ano II - Edição Número 247

PROPAGANDA AMBULANTE
Ou a querela de como o Ministério Público Estadual parece ter se mudado para Marte
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Enquanto a dengue mina a desnutrida popularidade de Edvaldo Nogueira, um poderoso padrinho da sua campanha eleitoral permanece investindo na divulgação da imagem dele na tentativa de fazer o prefeito-candidato reconhecido pelo público.
Depois de ser agraciada pela administração comunista da Capital com a Praça Antônio Teixeira, no bairro Juscelino Kubitschek, onde são edificados dois dos seus novos condomínios, a Construtora Norcon retribui o dadivoso presente com cartazes de elogio a Foguinho.
Afixados no fundo de dezenas de ônibus que circulam pela Grande Aracaju, os cartazes são a mais pura propaganda eleitoral antecipada: “Obras tão importantes merecem nossa homenagem. Parabéns prefeito Edvaldo Nogueira pelos dois anos de administração”.
Fossem outros os tempos, certamente o hoje leniente Ministério Público Estadual – ou quem sabe até o prestimoso e vigilante procurador regional eleitoral do Ministério Público Federal em Sergipe, Eduardo Pelella – já teria tomado providência para eliminar a descarada afronta à legislação que regula o calendário das eleições.
Porém, neste exato momento, o MPE está dedicado à decoração do novo prédio-sede, recém-inaugurado numa das mais vistosas avenidas da cidade marciana de Terra Nova.
Já Eduardo Pelella deve ter atribuições à altura do seu privilegiado intelecto, para preencher-lhe o tempo.
Com os signatários das Constituições federal e estadual a labutar tarefas outras, “do mais elevado interesse público”, a chata missão de fazer cumprir a Lei Eleitoral terá que esperar uma folguinha...
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De carona num ônibus, o sorriso feliz do prefeito-candidato; no detalhe, el0gios a Foguinho com patrocínio de uma empreira beneficiada pela administração comunista: propaganda eleitoral antecipada conta com a "cegueira" da Justiça.

Sexta-feira, 04.04.08 - Ano II - Edição Número 246

A TRINCA FALHOU
Não será por agora que os sergipanos poderão ouvir de Marcelo Déda alguma explicação pela evidente falta de planejamento e competência para lidar com a já declarada epidemia de dengue – são mais de 1.650 contaminados. Por “coincidência”, novamente, o governador encontra-se em viagem. Desta feita a Miami, Flórida (EUA). É sempre assim quando o calo aperta... Da mesma forma, soa bastante contraditória a declaração do deputado-secretário de Saúde, Rogério Carvalho, de que “cada um dos três poderes – neste caso, ele se refere aos governos federal, estadual e à administração aracajuense – tem a sua ação e nenhum pode se envolver no trabalho do outro”. Na eleição de 2006, Marcelo Déda, Rogério Carvalho e alguns outros hoje governistas pregavam que o governo anterior precisava ser enxotado, pois o melhor para a população seria ter todos os governos sob controle do mesmo grupo. O deles, claro! Parece que a propalada “união de forças” falhou logo no primeiro teste! E que teste...
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OS ÁULICOS INÚTEIS*
(*) Ou Cuspindo no Prato que se Lambuzou... Não deixa de ser estranho o posicionamento de capangas do petismo infiltrados na imprensa diante do caos na saúde. Alguns simplesmente viraram a folha de tal modo que estão praticamente irreconhecíveis. O comentário nos meios midiáticos é de que tal comportamento, antes de ser um protesto contra a inação do governo, adviria da falta de (boas) relações públicas, de traquejo de membros do alto comissariado do governador Marcelo Déda com jornalistas e radialistas. Em especial, da secretária de Comunicação Eloísa Galdino. No Dia da Mentira, por exemplo, Cristian Góes, o samaritano ex-secretário de Comunicação da PMA (gestão Marcelo Déda), ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe, ex-assessor da deputada-secretária professora Ana Lúcia Menezes (Combate à Pobreza) e idólatra declarado dos ditadores Hugo Chávez e Fidel castro, publicou em sua coluna (Infonet) a seguinte notinha:
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TERROR NO HOSPITAL JOÃO ALVES O que está se fazendo com servidores do Hospital João Alves é desumano. Terrorismo, ameaça, perseguição, assédio moral, tudo porque os funcionários começam, publicamente, a não suportam mais a bagunça, o autoritarismo e as precárias condições de trabalho.
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Apesar do texto truncado, talvez escrito às pressas, vê-se claramente o esforço do rapaz por deixar translúcida sua desafinação com o governo das prometidas (e até hoje não cumpridas) mudanças, que ele ajudou a eleger usando e abusando de meias verdades e até de falsas verdades. À oposição, o papel de denunciar tramóias visando tentar desmoralizar o partido adversário cabe muito bem. Para quem é petista, contudo, manter o silêncio é prerrogativa indissociável, já sacramentada pelo governador Marcelo Déda a fim de evitar o vazamento das muitas mazelas governamentais por gente da “cozinha” palaciana. Passar adiante informações altamente comprometedoras, mesmo que absolutamente verdadeiras como as alardeadas por Cristian Góes, constitui, por essa ótica, grave crime de lesa-ideologia. Trata-se de traição pura e simples ao “projeto de mudança”, que em tempos de exceção poderia ser punida até com execução sumária, preferencialmente por fuzilamento ou enforcamento, como fizeram russos e cubanos com seus irmãos nas “revoluções” que Cristian Góes defende como sendo a utopia humanista do socialismo. Ainda bem que não chegamos, pelo menos por enquanto, neste nível...

Quinta-feira, 03.04.08 - Ano II - Edição Número 245

NEM OS COLEGUINHAS ESCAPARAM DA DENGUE
A discussão na mídia sobre o papel do governo das prometidas mudanças na prevenção e combate à dengue está deixando o governador Marcelo Déda de cabelos em pé. À beira de uma eleição tão importante, fica evidente a falta de antecipação, de preparo, de competência para lidar com tão delicada situação.
A mídia até tentou minimizar os primeiros efeitos dantescos da inércia petista. Mas não pôde deixar de publicar as mortes em decorrência da doença. Seria uma traição miúda e descarada ao povo.
A boa relação com o governo terá de esperar...
Por sinal, a população também está nervosa. E com razão!
Os hospitais públicos estão superlotados. Os privados, com a capacidade praticamente esgotada. Filas imensas dos com e dos sem plano de saúde fora o SUS aguardam por atendimento. Remédios estão em falta.
Nos dicionários, isso tem definição clara: epidemia.
Ontem, o senador Almeida Lima publicou comentário de um dos leitores do blog dele. Foi o melhor resumo do caos vivido neste instante:
DESGOVERNOS
02.04.08
Prefeito Edvaldo Nogueira, governador Marcelo Déda, é esse o legado que vocês vão deixar para Sergipe?
  • Dengue em Sergipe Cresce 617%
  • Governo e PMA se Somam no Combate à Dengue
  • Prefeitura Aperta Fiscalização aos Terrenos Baldios
  • MP Faz Nova Audiência Pública Sobre Dengue em Aracaju
  • Dengue: Secretário Rogério Carvalho Vai Falar Nesta Terça
  • Dengue: MPE Quer Formular Programa Emergencial de Contenção
  • Confirmada Epidemia de Dengue em 7 Cidades Sergipanas
  • Dengue Hemorrágica: Menina de 3 Anos é a 5ª Vítima Fatal da Doença; Sergipe Enfrenta Surto

Cadê a prevenção governantes? Ederaldo Ferreira Bomfim Filho Aracajuano, totalmente descontente.

O comentário expõe manchetes colhidas na mídia. Nenhuma palavra foi inventada. E ainda tem gente do governo dizendo por aí que a culpa é de quem saiu há um ano, três meses e dois dias... A definição disso? Cara de pa!

Quarta-feira, 02.04.2008 - Ano II - Edição Número 244

QUEM É POBRE ESTÁ PERDIDO*
(*) A palavra pensada não foi bem essa, mas o sentido é o mesmo. E a rima também.
O papel da imprensa livre é defender a cidadania. Neste tocante, o colega Giovani Allieve presta um relevante serviço não apenas à comunidade, mas ao próprio governo estadual, quando reaviva as promessas de mudança - até agora não cumpridas - feitas por Marcelo Déda para alcançar o poder.
Em sua coluna (ontem, no Correio de Sergipe), o jornalista diz que o governador tem bons motivos para fazer uma nova visita às dependências do Hospital João Alves Filho. "Na vez anterior, ele ficou ‘encantado' com a apregoada ‘nova era da unidade de saúde, sem macas nos corredores, sem filas de pacientes, higiene completa e funcionamento perfeito e pleno'".
Caríssimo Allieve, em verdade, bastaria Marcelo Déda apenas ouvir os programas matinais do rádio ou assistir aos noticiários das TVs para ficar inteirado - e talvez até perplexo - da real situação do agora rebatizado Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A visita só faria cair-lhe o queixo, se não lhe deslocasse a mandíbula.
Quando o líder do governo na Assembléia, Francisco Gualberto, ousou dizer que as denúncias sobre o Huse feitas pelo Sindicato dos Enfermeiros eram "falsas, coisa de quem quer brincar com a saúde pública", cometeu um desatino moral.
Como não é possível classifica-lo de desinformado, a descabida defesa à apodrecida Saúde estadual sob o comando do deputado-secretário Rogério Carvalho, um gesto de notória má-fé, faz dele cúmplice das mazelas que têm provocado óbitos em massa.
O "tribunal da história" vai cobrar de Francisco Gualberto tamanha desfaçatez. Pois, se a verdade é nua e crua, nobre deputado, nada há no mundo capaz de mantê-la sufocada, de calar-lhe a voz. Nem o poder midiático da poderosa máquina governamental.
A presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Flávia Brasileiro, respondeu ao voluntarioso Francisco Gualberto dizendo ter ela muita responsabilidade em tudo que fala. Também confirmou o que havia denunciado: "Superlotação; desrespeito ao conhecimento científico de controle de infecção hospitalar; mulheres idosas, jovens e adolescentes expondo seus corpos sem privacidade ao lado de homens - enfermeiras já teriam até flagrado pacientes praticando o onanismo, enquanto observavam mulheres tomando banho; portadores de hipertensão e cardíacos, que requerem ambientes sem estresse, visualizando pacientes vítimas de tiros, facadas, acidentes de trânsito...".
Estes, nobre deputado, são alguns dos muitos males que consomem diariamente a paciência e a vida dos usuários do Hospital João Alves Filho. Só não enxerga quem não quer! Ou quem não pode?
Mas, para sorte de Francisco Gualberto, nem o próprio ou qualquer dos seus parentes próximos vai precisar sentir na pele o que o povo pobre padece no Huse (mas não Abuse!) graças à incompetência do governo que ele defende com unhas e dentes. Sorte também de Marcelo Déda, Rogério Carvalho e de toda a pomposa nomenclatura governamental.
Afinal, não sendo idiotas e com os altos salários (além de outras interessantes vantagens) que recebem do Estado, eles vão querer distância dos hospitais públicos de Sergipe, hoje transformados em verdadeiros chiqueiros. Quanto ao resto dos mortais...
  • PS: Não cola tentar culpar a dengue pelo caos de agora e de sempre. A epidemia apenas agravou o que já era imprestável.