SIM, ELES TAMBÉM! Deve estar sendo tremendamente chato à audiência do radialista e deputado tampão Gilmar Carvalho ouvir o programa de rádio comandado por ele nas manhãs da Rede Ilha. Acostumados ao espetáculo de horrores, onde todos, absolutamente todos eram imprestáveis e somente um seleto grupo -o dele, juntamente com alguns poucos vermelhos laureados- tinha as virtudes e o dom dos Céus para dar rumo certo a Sergipe, o radialista-deputado tampão amansou. E o fez de modo tal, chegando a ficar praticamente irreconhecível. Parece um anjo careca, ou melhor, com cabelos de plástico! O cão-cão prometeu votar contra o aumento dos servidores públicos estaduais decidido por Sua Majestade. Fez discursos e chegou a dizer não aceitar nem conversar sobre o tema. A audiência babava: "o cabra sertanejo, mesmo usando um corpo -(mandato)- que não lhe pertence, tem coragem. Macho!". Era tudo fantasia junina. Bastou um puxão de orelhas do soberano monarca e eis lá o radialista-deputado tampão votando a favor do aumento e dando uma senhora banana para os servidores: "opa, vaga pra um? Eu sigo primeiro na canoa!". De segunda-feira para cá, para provar sua máxima lealdade ao "número 1", Gilmar Carvalho pautou-se olhando o retrovisor. Um turista desavisado, daqueles que gostam de ouvir rádio, pensaria ter sido o ex-governo reeleito, tamanha a avalanche de críticas. O mais estranho era ouvir as queixas daqueles agora supostamente responsáveis pelas ações, como no turismo ou na segurança pública. Sempre usando como desculpa para os 150 dias sem nada, a velha e surrada cantilena da herança maldita! Pobres ouvintes. Ficaram sem seu cão-cão predileto, sem seu feroz e corajoso crítico político e social. De lambuja, ganharam uma emissora chapa-branca comandada por ninguém menos que o suprapartidário Edvan Amorim. O que a necessidade de sobreviver não faz, respeitável público...

  • A todos um bom feriado. Retornamos na segunfa-feira, com uma nova edição. E abra o olho!

E.Zine 06/06 N79

FORRÓ E SAMBA Não convidem para o mesmo forró Sua Majestade, o prefeito comunista da Capital e os moradores do Bairro Industrial. Os residentes do bucólico bairro estão sendo obrigados a pagar um preço muito alto pelo fato da cabeceira oeste da ponte Construtor João Alves ter sido construída no local. Os vermelhos, como todo mundo sabe, não engolem até hoje o fato de o negão ter prometido e realizado em tempo recorde a construção da ponte. Agora, relegaram ao completo abandono o bairro Industrial, especialmente as ruas que dão acesso à obra. O coração pequeno e muquirana poderia ser alegado para tamanho descaso. Mas observando uma outra obra, esta realizada pelo próprio príncipe quando esteve prefeito, tem-se outra visão. Se não cuidam nem da Orlinha do Bairro Industrial, construída como contraponto à Orla de Atalaia, pois prestigiaria um bairro da periferia, que dirá a ponte, motivo de ciúme, inveja e desdém para com o ex-governo! É a falta de visão pura e simples, tão somente. Aconselha-se ao prefeito Edvaldo Nogueira -aliás, alguém sabe onde o homem tem andado?- e ao soberano príncipe não aparecerem pelo Industrial nestes dias e noites de chuva e lama que marcam o período junino. O forró deles pode acabar em samba! MAIS UM ESPETÁCULO? O respeitável público deve estar se perguntando aonde o país chegará. Até na casa do irmão mais velho do compadre-salvador da Pátria foi realizada busca e apreensão de documentos pela Polícia Federal. E mais, o quase banguela só não acabou atrás das grades porque a Justiça indeferiu o pedido, alegando que o tráfico de influência e a exploração de prestígio praticados por ele dentro do Palácio do Planalto, onde sequer tem gabinete, não beneficiaram a máfia dos caça-níqueis e que ele não faria parte da quadrilha. Homem de sorte! Não há como negar o efeito positivo da missão da PF na imagem do compadre-salvador da Pátria. Além do próprio, saiu em busca de faturar com a quase prisão de Vavá o ministro da Justiça Tarso Genro. Da Índia, fingindo não saber nada sobre a missão da PF, o compadre-salvador da Pátria teria ficado irritado e insatisfeito com o irmão. Afirmou, entretanto, ser "capaz de duvidar" do envolvimento dele. Mas emendou, elogiando a PF: "A investigação vale para qualquer um dos 181 milhões de brasileiros. É necessário garantir a apuração". Tarso foi na mesma linha. Lustrou a ação da PF, pois ela prestigiaria o Estado Democrático de Direito e o próprio presidente da República: "Num processo republicano não existe irmão, parente". Talvez fosse o caso, republicanamente, de a PF também investigar o pagamento por uma das donas da empreiteira Andrade Gutierrez da cirurgia plástica e da estada por seis meses em Paris de Lurian e o repasse de mais de R$ 8 milhões, através da Telemar, para a falida Gamecorp de Lulinha. Ambos são filhos do compadre-salvador da Pátria. Pode não haver qualquer tráfico de influência ou exploração de prestígio da parte deles, mas como estamos na temporada de "investigações", quem sabe não seria o caso de dar uma olhadinha com mais afinco nesses mimos doados a essa proba gente. Certamente hoje, a maior parte da imprensa nacional e os membros do adulatório real vão incensar o espírito voluntarioso da PF e a isenção do compadre-salvador da Pátria, pois até Vavá está sob investigação. E se ele, irmão do homem, não escapou, imagine os demais delinqüentes... O Brasil, respeitável público, está mudando. Não há dúvida! Mas não confundam espetáculo com vida real. O tempo dirá se tudo não passou apenas de mais um teatrinho, com prejuízo momentâneo para alguns e ganhos poupudos para outros, visando somente confundir a opinião pública; ou se estamos diante de algo mais, digamos, sério! Quem viver, verá...

E.Zine 05/06 N78

VAI DEMORAR Uma das tiradas mais hilárias dos grampos da Polícia Federal durante a Operação Navalha foi feita por Luciano Barreto Franco (Construtora Celi) em meados de março, confirmando não haver recebido até aquela data um único centavo da Prefeitura de Aracaju pela obra do viaduto do DIA de S. Nunca. Naquele momento, a informação chegou à imprensa e Luciano tratou de negar tudo, dizendo não serem verdadeiras as notícias divulgadas. Os pagamentos estavam em dia. A mentira, como se vê, tem mesmo pernas curtas. Talvez agora, mais uma vez, Luciano venha a público negar. Mas por falta de pagamento a obra do viaduto do DIA de S. Nunca está devagar, quase parando. O número de operários foi reduzido drasticamente, conforme informam fontes da própria obra. Para comprovar, basta observar a reunião dos trabalhadores na hora do almoço. A mesma fonte diz não haver mais uma data específica para o termino do viaduto do DIA de S. Nunca, em função dos constantes atrasos. O bico calado tomou conta da prefeitura. Lá, ninguém quer falar sobre o assunto. Na Celi, a mesma coisa. Porém, quem passa pela obra não enxerga muito avanço, especialmente nos últimos trinta dias. Parece não haver pressa em finalizá-la. Enquanto a grana de Luciano não é depositada, quem vai continuar pagando o pato é o cidadão-motorista. Passar pela rótula do DIA em horário de rush requer paciência e muito, muito tempo a perder. Aliás, alguém viu o prefeito Edvaldo Nogueira por aí? SARGENTO GARCIA O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais ministro-aspone Marco Aurélio Garcia saiu em defesa do regime de Hugo Chávez domingo (Folha de S. Paulo). Em entrevista coletiva concedida na capital indiana, Garcia afirmou não ter Chávez feito nada de ilegal ao rejeitar a prorrogação da concessão para a Rádio Caracas de Televisão (RCTV). Também, em sua ótica, ele não violou os princípios democráticos de defesa da liberdade de expressão ao fechar a emissora. Com gente assim dando conselhos ao compadre-salvador da Pátria, não é de estranhar a reação de quase apoio ao golpista-ditador ensaiada pelo governo brasileiro. Ninguém ouviu um único senão oficial à política de desmonte da democracia promovida pelo atrasildo da América Latina nem ao tirânico método chavista de prevalência de opinião única (pró-governo) engendrado na Venezuela. Os vermelhos são sempre solidários... Porém, nem tudo está perdido. A RCTV continua operando no território livre da internet e deu uma banana para o golpista-ditador. Acesse http://www.rctv.net PS: Como não faz falta aqui, por que o aspone Marco Aurélio não muda para a Venezuela? Daria um bom ministro das Comunicações.

E.Zine 04/06 N77

PALAVRAS AO VENTO Lá se vão mais de 150 dias sem nada de novo. Sergipe vive em estado de letargia. Sua Majestade prefere fazer e desfazer malas a dar conta de seus afazeres, especialmente no tocante às questões mais emergenciais. Um ponto em particular interessa hoje por conta do alto preço pago pela população: o novo hospital infantil, anexo ao Hospital João Alves. Todos assistiram a ladainha dos vermelhos para não receber a nova maternidade para partos de alto risco. Chegaram ao cúmulo de abandonar o prédio, esperar pelas chuvas e daí apresentar defeitos que, amiúde, poderiam ser resolvidos com a casa em funcionamento, sem prejuízo às atividades médicas. Prevaleceu, todavia, a pequenez da alma sebosa, não obstante o sofrimento da população mais pobre. Agora o mesmo ocorre com o Hospital Infantil José Machado de Souza. A unidade possui 50 leitos comuns, nove leitos de UTI e oito de Semi-intensiva, uma novidade no setor público estadual. Possui ainda salas de lazer para as crianças que ficam longo período internadas e necessitam da atenção de assistentes sociais e psicólogos, bem como do acompanhamento educacional para evitar prejuízo ao ano letivo. Outra grande novidade desse núcleo hospitalar é a área reservada às mães cujos filhos precisam passar por tratamentos prolongados. Dotada de toda infra-estrutura, permite permanecerem 24 horas ao lado dos filhos -a unidade é uma das primeiras no Brasil a usar esta moderna abordagem, pois permite à criança recuperar-se mais rapidamente. O prédio do novo hospital infantil ficou totalmente pronto e foi inaugurado pelo ex-governo em dezembro passado. Ficaram em caixa 100% dos recursos para a compra dos equipamentos, que por lamentável falha burocrática não teve a licitação finalizada em 2006. Passados mais de 150 dias, com o dinheiro disponível e a licitação já encaminhada, o novo governo ainda patina na decisão do que fazer com o prédio. Se pretende utilizá-lo como hospital pediátrico ou se vai usá-lo para outros fins. Independente da decisão, estamos falando de um unidade de saúde totalmente concluída e sem uso. Qualquer que seja este! Enquanto isso, dentro do HJA... A atitude é no mínimo de irresponsabilidade. Porém ninguém, nem a imprensa nem o Ministério Público, se pronuncia sobre o assunto. Eis aí, respeitável público, mais um eloqüente exemplo de como Sua Majestade aprecia as palavras ao vento... CHEGA PRA LÁ Alguém precisa urgente e contundentemente dizer ao ditador da Venezuela para calar a boca. A priori, essa alguém devia ser o compadre-salvador da Pátria, de quem se esperava dura declaração de repúdio a mais uma disenteria verbal de seu colega vermelho Hugo Chávez. O atraso mental da América Latina atacou o Legislativo brasileiro, um "papagaio do Congresso americano", segundo as palavras dele. Destilando sua incivilidade retórica inconfundível, o ditador disse ainda ser mais fácil o Brasil voltar ao domínio Português do que seu governo devolver a concessão do canal de TV aberto RCTV, aboletado do ar no domingo retrasado. O Brasil não poderia ficar calado diante de tamanho abuso e ingerência. Nosso Legislativo não é lá essa pérola rebuscada, lapidada estritamente pela moral e ética, mas é nosso! E como nação democrática, defensora do Estado de Direito e da liberdade de expressão, é nosso dever manifestar, como fizeram o Senado e a Câmara dos Deputados, nosso repúdio ao fechamento do canal de TV venezuelano. Se o ditador tem o apoio e a cumplicidade de um governo federal pendido às mesmas inclinações, especialmente no tocante ao controle das artes e à "regulamentação" da mídia e da imprensa, a Sociedade Civil brasileira já mostrou que aqui não se aceita o receituário ultrapassado, messiânico, tirânico e absolutamente desconectado da realidade no desenvolvimento sustentável, pregado pelo ditador venezuelano e acolhido pelos países mais pobres e atrasados do nosso continente. Está na hora de um "chega pra lá" nessa criatura dantesca de meia tigela, antes que fiquemos todos com a mesma cara dos hoje aturdidos venezuelanos. Parcela considerável daquele país a não concordar com a implantação do um regime onde todos precisem dizer amém ao seu salvador da Pátria! Aliás, desejo intrinsecamente nítido na alta cúpula da República nacional...

E.Zine 01/06 N76

HERANÇA MALDITA É o que menos deseja o prefeito comunista da Capital. Mas a qualquer momento pode ocorrer uma nova reforma administrativa na Prefeitura de Aracaju. Secretários de setores estratégicos reclamam a boca miúda da "herança maldita" deixada por Sua Majestade. Seriam dívidas; contratos mal elaborados e, portanto, necessitando de consertos que levam tempo e engessam a máquina; verbas que simplesmente não foram usadas e acabaram tendo de ser devolvidas ao governo federal; convênios cancelados por falta de prestação de contas dentro dos prazos estabelecidos... O rosário de queixas seria amazônico! Por outro lado, apelidado pelos servidores municipais de "Foguinho", o personagem da novela das oito que reinava, mas não governava, Edvaldo Nogueira está numa sinuca de bico. O soberano príncipe, ao explicar o minguado reajuste de 2,96% para os servidores estaduais, afirmou não poder dar algo maior porque pegou o Estado em situação delicada. Qual seria, então, a desculpa de Foguinho para os 3% de reajuste para os barnabés, já que recebeu a prefeitura de Sua Majestade? Imaginem! Se abrir a boca e contar como realmente recebeu a PMA, Edvaldo acaba de vez com a pose de bom administrador de Sua Majestade, tão propalada pelo próprio e pelos asseclas aos quatro ventos. Se a mantiver fechada, terá que arcar sozinho ante a população com as responsabilidades pela ineficiência em vários serviços, especialmente na saúde, onde a "herança maldita" seria colossal -sem falar nos servidores, que já não aceitam mais desculpas esfarrapadas. É aquela velha história: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come! A vida de Edvaldo, um homem probo, está um inferno...

E.Zine 31/05 N75

NA LISTA, SIM! É comum médias e grandes empresas presentear seus clientes e amigos em datas especiais. É assim aqui, na China e em Marte. Mas há uma lista da qual ninguém quer fazer parte. A da periguete baiana Gatuna. A lista da construtora tem 38 deputados federais e ex-deputados, 18 senadores e ex-senadores, três ministros de Estado, cinco ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) e, pelo menos, 23 governadores, prefeitos, ex-governadores e ex-prefeitos que teriam recebido presentinhos ou mimos da suprapartidária corruptora. Na terça-feira (29/03) dois figurantes da lista se apressaram por rechaçar a inclusão dos seus nomes. Almeida Lima fechou no Plenário senatorial e aos berros disse, diante de colegas aturdidos, que não era moleque, que a periguete baiana é vagabunda, e que a gravatinha que mandaram para ele era uma porcaria. Mandou devolvê-la, inclusive. Não seria do estilo de Almeidinha receber presentinhos ou mimos. Lembranças dos colegas, no entanto, serão sempre bem vidas. Jamais de empresas. Já Sua Majestade... Sim, para encher ainda mais de dúvidas a cabeça de quem anda pensando em conspirações, o soberano príncipe também está na lista de Zuleido Veras Bronson. Além dele, estão inclusos mais seis figurões sergipanos, dentre os quais os ex-mandatários dos últimos cinco mandatos. Sua Majestade disse que o recebimento de presentes por políticos, dirigentes de empresas, homens e mulheres públicos, e pessoas que desempenham cargos ou funções de destaque é algo normal (sic)! Fez também questão de registrar que na opinião da Polícia Federal, a lista é semelhante às elaboradas por empresas em festas de final de ano, daí não haver nenhum comprometimento ou ligação aleivosa de sua parte. Em sendo assim, aqueles que sonhavam botar todos os gatos no mesmo saco devem esfriar os ânimos. Sujeito de muita sorte e homem de poderosas relações na cúpula da República, o "número 1" haverá de ter os caminhos sempre iluminados para não trombar em aperreios! Aos demais, muita reza, pois o espetáculo apenas começou...

E.Zine 30/05 N74

PODEM FUÇAR Ontem o Senado reviveu dias de Pompéia. Um Vesúvio bravo e fumaçento acordou a Casa inteira aos berros. Era ele... Sim, o nobre Almeida Lima! Sua excelência, possesso pela fúria dos injuriados, cuspiu pedregulhos imensos para negar de forma enfática que tenha recebido mimos ou presentes da empreiteira gatuna. Tendo à mão a lista publicada na Folha de S. Paulo (29/03) dos presenteados pela construtora, soltou lavas para todos os lados, ao seu estilo: "Não sou moleque nem me relaciono com empresa de moleques. Não recebo mimos nem presentes, muito menos propina de empresa nenhuma deste país ou de meu Estado. Não sou canalha"! Não se importando se o colega ao lado porventura teria recebido os tais mimos ou presentes, pois a lista é imensa, Almeidinha ainda expeliu uma espessa fuligem negra: "Em 2003, recebi da Gautama, na véspera do Natal, uma porcaria de gravata, mas mandei devolver. Por isso a empreiteira não cometeria a ousadia de incluir meu nome nas listas de 2004 ou 2005". Também adjetivou sem dó a Polícia Federal, responsável pelas investigações, ao sugerir que podem fuçar suas declarações de renda o quanto quiser. Para fechar a tarde com uma nuvem de gás sulfúrico, nosso ilustre senador mostrou seu lado galã à moda antiga, cultivado com carinhoso esmero desde a tenra juventude: "Quando preciso de uma gravata, e gosto muito de usá-las bem assentadas, sei onde comprá-las. Recentemente, desculpem-me a falta de modéstia, comprei algumas na 5ª Avenida em Nova York, quando lá estive numa visita custeada pelo meu bolso. Portanto, não preciso de empresa vagabunda, moleca, sem vergonha nenhuma." Almeidinha é mesmo danado! Detestou a qualidade da gravata, e além de mandá-la de volta a Zuleido Veras Bronson ainda maldisse a envolvente empresa do corruptor suprapartidário. Esperto! E pensar que aqui bem próximo de nós por pouco um certo nobre não caiu na tentação de flertar com a periguete baiana! Sujeito de sorte. Realmente um homem de boas relações...

E.Zine 29/05 N73

MILAGRES DIVINOS A Polícia Federal descartou qualquer possibilidade de ligação entre o principado de Sua Majestade, o "número 1", e a empreiteira baiana Gautama. De acordo com o relatório entregue pela PF à ministra Eliana Calmon (STJ), não há indício de que o vice Belivaldo Chagas soubesse das trambicagens da empresa. Também, segundo a PF, Belivaldo não teria conseguido agendar nenhum encontro entre o monarca sergipano e qualquer representante da empreiteira. Sem fazer juízo de valor, devemos observar alguns pontos não totalmente esclarecidos. É público e notório o rito de pagamento nos órgãos estaduais quando o assunto envolve grandes numerários. Nada acima de certas quantias é pago sem a autorização expressa do soberano príncipe. Por outro lado, muitas pequenas e médias empresas sergipanas receberam cheques em fins de dezembro para descontar na vigência do novo governo. Foram todos cancelados, apesar de haver dinheiro em caixa. Assim como elas, outros prestadores de serviço estão sem receber da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) desde janeiro ou a partir de quando passaram a atender a empresa. Em 14/03/2007, numa conversa interceptada pela PF às 18h23, Belivaldo é informado sobre um papagaio da Deso junto a Gautama no valor de "R$ 500 e pouco mil". Na mesma gravação, ele diz que o "número 1" queria um encontro com o interlocutor. Passados exatos 58 dias, a sortuda Gautama recebe R$ 600.234,87 referentes a um aditivo para a segunda etapa da adutora do São Francisco. Nada havia de ilegal no pagamento, autorizado inclusive pelo Tribunal de Contas da União (TCU), conforme garantiu em nota o presidente da Deso Max Montalvão. Como Montalvão ainda se mantém impávido no cargo, certamente não fez o pagamento por iniciativa própria. Até porque, convenhamos, receber dinheiro no novo governo exige paciência de Jó -os vermelhos, além de muquiranas, são péssimos pagadores, conforme atestam certos silenciosos empresários. Assim, se a PF diz que nada liga o novo governo à empreiteira baiana, podemos concluir: talvez, querendo se livrar de um cobrador chato e indesejado, Sua Majestade, numa tremenda falta de sorte, pagou a gatuna Gautama exatos sete dias antes da cortante Operação Navalha abalar Sergipe e o Brasil. Ou quem sabe, estejamos diante de um milagre; pode ser que o senhor Zuleido Veras "Bronson" tenha feito muitas preces a Siddhartha Gautama (Buda) e, atendido em seus chorosos pleitos, pôde finalmente por a mão na grana que esperava há muitos meses. A fé, respeitável público, remove montanhas. Basta crer!

E.Zine 28/05 N72

TEMPOS ESTRANHOS Outro olhar dever ser dado à nota Entre tapas e gás de pimenta (sexta, 25/05), comentando o protesto dos estudantes da Universidade Tiradentes. As declarações da deputada comunista Tânia Soares sobre a ação desastrosa da Polícia Militar visando acabar com a manifestação têm outras motivações, além da defesa de sua base eleitoral cativa. Ao reclamar chorosa que "Tem que apurar; polícia batendo em estudante é coisa da ditadura; isso não pode ficar assim", a deputada comunista defendia sangues azuis. Entre os líderes do movimento que receberam tapas, pontapés e gás de pimenta, juntamente com outros estudantes, estavam o filho dela, a filha do soberano príncipe e o namorado desta. Seguindo a estirpe política herdada dos pais, os jovens nobres estavam engajados na luta dos colegas contra o apetite voraz da Tiradentes e usaram o sangue azul para tentar dar força a manifestação, na certeza que mal algum lhes seria causado. Ledo engano! O inferno começou quando o comandante da Guarda Municipal responsável pelo tráfego nas vias de acesso à Unit ligou para o superintendente da SMTT, ex-vereador Antônio Samarone. Ouviu deste, após informar da situação fora de controle, que convidasse para resolver a situação a Polícia Militar. Chegou, então, a PM Choque com seu aparato de guerra urbana. Quando os militares tentaram tirar os manifestantes das congestionadas pistas receberam as carteiradas dos nobres de sangue azul, com o velho bordão "sabe com você está falando?". Diante do empecilho, o cordato oficial responsável pelo pelotão ligou pessoalmente para Samarone. A resposta foi cruel: "Leve os meninos nos braços!". Entendida a mensagem, ocorreu o desfecho já amplamente divulgado e motivo para a medonha crítica da deputada comunista, agora finalmente cristalizada. Como se vê, os tempos estão realmente estranhos. Nem mesmo os nobres de sangue azul estão livres da arbitrariedade policial... PETISCO PARA UMA RÁPIDA REFLEXÃO Grampos da Polícia Federal dão conta de fatos interessantes. Um deles é o codinome de Sua Majestade, segundo o vice Belivaldo Chagas: o "número 1". Outro é a declaração do deputado federal Albano Franco de que o novo governo estaria parado por falta de "operadores". Também surge interessante a confirmação pelo próprio Luciano Barreto de que a Celi, até meados de março, não teria recebido um único centavo pela obra do viaduto do DIA de São Nunca -fato depois negado pelo empresário. Mas nada supera a intrigante questão: por que o soberano monarca, o "número 1", teria ficado fulo da vida depois que foi divulgado o pagamento autorizado por ele mesmo de um papagaio da Deso junto a Gautama, feito pela empresa dias antes da Operação Navalha? Teria a ver com notas publicadas na imprensa negando qualquer relação entre a empreiteira e os vermelhos, mesmo diante dos diálogos de Belivaldo gravados pela PF? E lembrem que o homem, com seu estilo novela das oito, chegou a dizer que a Gautama devia trabalhar no inferno...

E.Zine 25/05 N71

ESQUEÇAM O QUE ELE DISSE Ontem, durante entrevista à imprensa, Sua Majestade apelou: "Hoje não sou sindicalista. Hoje sou governador de Sergipe". Assim, fria e cruamente, o soberano simãodiense mais uma vez descartou qualquer possibilidade de rever o percentual de 2,96% de reajuste para os funcionários públicos. Desta vez o petardo era dirigido à SSP. Especificamente sobre os sindicalistas da Polícia Militar, que querem um dedo de prosa com o príncipe para relembrá-lo as muitas promessas feitas à categoria durante a campanha, de novo Sua Majestade foi ríspido: não irá receber as associações da Polícia Militar. Garantiu, no entanto, que irá buscar ao longo dos quatro anos de seu mandato uma maneira de resolver os problemas salariais da classe. Mas que não irá prometer -agora nem precisa!- algo que não poderá cumprir. Sobre a greve dos policiais civis, o soberano príncipe reafirmou o que vem dizendo por onde passa: "Quem esta radicalizando não é o governo, mas o sindicato. O governo tem mostrado disposição para conversar. Já imaginou se eu tiver que todo dia conversar cada vez que houver uma reclamação salarial?". Resumo da ópera: caríssimos servidores estaduais, policiais militares e civis, respeitável público, esqueçam tudo o que o príncipe disse ou prometeu durante sua vida política e especialmente na campanha eleitoral na qual foi eleito. Isso não interessa mais. Porém, vejam o lado bom: devemos louvar aos Céus por termos um soberano sincero... Pelo menos quando lhe convém! ENTRE TAPAS E GÁS DE PIMENTA O protesto dos estudantes da Universidade Tiradentes para estacionar seus veículos nas vias adjacentes e não no estacionamento pago da universidade, e também para receber as carteiras do passe escolar emitidas pela SMTT (Prefeitura de Aracaju), fez sua primeira vítima. Se os vermelhos já trabalhavam caladinhos para matar o sonho do prefeito comunista da Capital de reeleger-se, depois da declaração da deputada Tânia Soares, criticando a ação desastrada e desastrosa da polícia militar visando acabar com a manifestação, o sangue subiu-lhes à cabeça. Tânia não se conteve, e chorosa saiu em defesa de sua base eleitoral sem se importar se faz ou não parte da base governista na Assembléia Legislativa. Baixou o sarrafo: "Tem que apurar. Polícia batendo em estudante é coisa da ditadura. Isso não pode ficar assim". Os vermelhos estão com ela na garganta, pois em sua crítica a deputada comunista responsabilizou a PM e seus comandantes pelos tapas, pontapés e gás de pimenta disparados contra os estudantes. Agora, não há mais dúvida. Edvaldo Nogueira que se cuide. Se já era difícil a relação entre ele e os aliados vermelhos, a situação tende a se complicar se a deputada não for contida, como querem alguns nobres ligados à Sua Majestade. Mas como todos sabem, calar Tânia Soares, especialmente em se tratando do seu eleitorado cativo, não é tarefa fácil...