VALADARES FILHO E A CONSPIRAÇÃO DO DESGOVERNADOR
Adepto ferrenho de teorias da conspiração, lá vou eu embarcar na difundida nesta quarta-feira (08) pelo ilustre oposicionista Valadares Filho nas redes sociais da Internet. O danado pede para ligarmos os pontos, a fim de produzir um raciocínio lógico – a dita conspiração! – sobre o jogo político perpetrado pelo festivo desgovernador Jackson Barreto a fim de detonar os adversários.
De ponto a ponto, pela ótica de Valadares Filho: Jackson Barreto alicia Laércio Oliveira para a base governista. Em seguida, o desgovernador se aproxima da senadora Maria do Carmo e do ex-prefeito João Alves Filho na questão do Banco do Nordeste. Ato contínuo, a senadora assina o documento de entrega da liderança da bancada federal a Laércio Oliveira. “Isso mostra mais uma vez para a população que a presença de Maria do Carmo em um evento da minha campanha – mesmo sem ser convidada – aponta para uma conspiração comandada por Jackson Barreto”, intui o parlamentar.
Aqui com meu zíper, penso: “Seria Jackson Barreto sumamente esperto a ponto de ter aliciado Robson Viana – à época desenxabido com seu padrinho e autor do ‘convite’ à senadora ao ato de adesão dele à campanha de Valadares Filho – para melar a candidatura do deputado, ligando este a João Alves Filho, não obstante já estarem no palanque do mesmíssimo evento, a convite do próprio Valadares Filho, figuras como ACM Neto, Vinícius Porto, Manoel Marcos e José Carlos Machado, todos ligadíssimos ao então prefeito [malquerido]?” Se o for, o mandatário falastrão deve ser o Cão Chupando Manga – uma besta-fera genial, misto de Nicolau Maquiavel e Mãe Dináh.
Não, gente, os fatos confirmam que Jackson Barreto não tem e jamais terá a esperteza do Diabo, mesmo sendo ele um velho loroteiro e fanfarrão! Menos ainda, a capacidade de urdir planos políticos mirabolantes. Com ele, a política “conspira” na base rasteira da compra e venda de “ativos” – e só! De fato, como já comentei noutras oportunidades, Valadares Filho perdeu o pleito por não reagir no momento adequado às mentiras de Carlos Cauê na propaganda de Edvaldo Nogueira, e também pelo abuso do poder econômico.
Nada disso, contudo, invalida a observação correta de Valadares Filho quanto ao fato de Jackson Barreto e Edvaldo Nogueira não mais criticarem João Alves Filho e Maria do Carmo, até porque agora ambos precisam do precioso apoio da senadora – e isso é apenas… política! Ademais, Maria do Carmo, diga-se, ainda resguarda uma ponta de iceberg de mágoa pelo tratamento recebido no Iate Clube, coisa que ela vai demorar uns bons anos a esquecer.
Por fim, com propriedade, Valadares Filho observa que o desgovernador busca a todo custo enfraquecer a oposição, “para desviar o foco do caos que está seu governo, rejeitado por mais de 70% dos sergipanos”. O deputado pode até achar “deprimente” tamanha desfaçatez e desmesura com a oposição, mas isso é apenas… política, faz parte do jogo, assim como as conspirações.


BARRIGADA OU BABAÇÃO DO JORNAL DA CIDADE?
A Pesquisa Brasileira de Mídia, encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República ao Ibope [e divulgada no início deste ano], aponta que os jornais impressos estão na liderança de confiança dos brasileiros como meio de comunicação. O porcentual dos entrevistados que disseram confiar sempre ou muitas vezes nas notícias publicadas em jornais é de 59% – rádio e televisão têm 57% e 54%, respectivamente.
Assim, cabe a um meio tão acreditado como o jornal pautar-se estritamente pela verdade, nada mais do que a cristalina verdade! Não pode jamais, sob qualquer pretexto, usar de meias-verdades para tentar iludir o leitor. Soa, portanto, destoante – para ficar num termo ameno! – a postura engambeladora do Jornal da Cidade, edição desta quarta-feira (08), ao noticiar o reinício das obras de duplicação da BR-101 e da pista do Aeroporto Santa Maria, em Aracaju.
Diz o matutino que o reinício das obras “atende uma demanda antiga do Governo de Sergipe, o qual vem pleiteando o reinício dos serviços em consecutivas audiências com representantes do Governo Federal”. Sem dúvida, uma verdade incontestável. A meia verdade, porém, vem quando o Jornal da Cidade informa que o anúncio, feito ontem em Brasília, “contou com a presença de deputados, senadores, INCLUSIVE DA OPOSIÇÃO AO GOVERNADOR SERGIPANO”.
Ora bolas, me batam um abacate! Santa cara de pau!
As tais obras, diga-se a bem da verdade, somente serão reiniciadas por intermédio e intervenção direta junto ao presidente da República de André Moura, líder do governo federal na Câmara dos Deputados, e não por pedido ou intervenção [em qualquer nível] do festivo desgovernador Jackson Barreto, aquele que abertamente chamou e chama Michel Temer de “golpista”. Ou seja, o mandatário falastrão e fanfarrão estava por lá como “simples” CONVIDADO, não como PROTAGONISTA.
Atualmente, o Jornal da Cidade passa por grandes dificuldades financeiras – não apenas ele, frise-se; Cinform, Jornal do Dia e Correio de Sergipe também amargam a perda cavalar de anunciantes e de leitores, hoje mais afeitos a se [des]informar através da Internet. Por causa da crise, recentemente vários jornalistas foram demitidos do vetusto matutino, enquanto a redação e as oficinas eram transferidas para uma indústria da família proprietária, a fim de minimizar custos e tentar se manter de pé.
Se tivessem um pouco mais de juízo, os dirigentes do Jornal da Cidade deveriam fazê-lo mais independente, mais voltado ao povo e à verdade! Neste tocante, a manchete de hoje não pode ser confundida com uma BARRIGADA – no jargão jornalístico, um erro de informação –, mas como pura e simples BABAÇÃO – para ficar num termo ameno! –, porquanto o Jornal da Cidade tem sido informado sobre a movimentação de André Moura em Brasília, por meio da AssCom/AM, na questão da BR-101, do aeroporto e da liberação de verbas e água potável para 28 municípios sergipanos atingidos pela seca.
O Jornal da Ciidade optou, contudo, por tentar iludir os seus parcos leitores, talvez na ânsia de agradar a um governo inútil e descarado, de quem certamente aufere… bem, deixa pra lá!
Mas que ficou feio, isso ficou! Santa patifaria...



RASTEIRA EM JACKSON BARRETO. BEM-FEITO!
Como é público e notório, a ocupação diuturna e incansável do festivo desGovernador Jackson Barreto é bater boca e detratar quem lhe faça oposição. Enquanto isso, entre mazelas terríveis, Sergipe figura como estado mais violento do Brasil – foram 96 assassinatos no mês de janeiro, conforme dados da própria SSP, e 12 apenas no último final de semana.
Fosse dado mais ao trabalho e menos às querelas e futricas, o verborrágico mandatário sergipano, membro do PMDB – mesmo partido do presidente Michel Temer, diga-se! –, poderia tirar algum proveito do compadrio político. Não o fez com a ex-governAnta, a quem declamava loas; e não o faz agora, quando seu partido está no poder. Ou seja, só a galhofa lhe interessa.
A comprovar o dito acima eis que nesta terça-feira (07), com a presença do danado desGovernador, o deputado André Moura sacramentará a retomada das inconclusas obras da BR-101 e do Aeroporto de Aracaju (veja vídeo), que o parlamentar conseguiu junto ao presidente, de quem é líder na Câmara Federal. Resumo do forrobodó: Jackson Barreto bate-boca e fanfarra; André Moura trabalha.
Mas, nesta toada, rasteira pouca é bobagem...

ELBER BATALHA ESTÁ CERTO!
Muito interessante a entrevista do líder da oposição na Câmara de Vereadores de Aracaju, Elber Batalha Filho, ao Jornal da Cidade [edição deste fim de semana; veja ilustração], na qual ele reafirma que “o prefeito Edvaldo Nogueira quebrou várias promessas de campanha” – inclusive em relação à revogação do aumento do IPTU, que não houve. Sensato, o parlamentar disse ser “difícil” avaliar a nova gestão no quesito administrativo, neste curto período. Porém, garantiu enxergar “com muita decepção a quebra de promessas que foram alicerce da sua campanha”.
Recomendo a leitura do texto, especialmente a resposta à pergunta final, a constatar a “migração maciça para a base do governo” (…), sobretudo de quem era ligado à gestão de João Alves Filho. Como vergonha pouca é bobagem, Elber Batalha relembra que a principal cabo eleitoral do hoje governista Juvêncio Oliveira foi ninguém menos que Marlene Calumby, irmã do ex-alcaide; sem esquecer o neófito Thiago Batalha, filho do ex-prefeito ad hoc Carlos Batalha, que pintava e bordava na ex-gestão. Já o caro doutor dos pobres Manoel Marcos mudou de partido antes da campanha e, hoje no tucanato, exibe sua plumagem governista sem qualquer sofrência.

CARLOS BATALHA E OS OUTROS GOVERNISTAS NOVOS
“Farinha pouca, meu pirão primeiro.” O velho adágio sintetiza os bastidores da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Aracaju. Para fazer presidente Josenito Vitale – vulgo, Nitinho –, o padrinho do prefeito Edvaldo Nogueira, o indefectível desgovernador Jackson Barreto, só precisou de alguns poucos “argumentos” para cooptar uma turba sedenta.
Engana-se, contudo, quem enxerga aqui mais uma derrota da oposição! Que contrapartida haveria aos mimos garantidos pelo festivo Jackson Barreto, o poderoso Senhor dos Diários Oficiais de Sergipe e de Aracaju? Candidato a reeleição, Vinícius Porto argumentava com os oposicionistas – e até com governistas menos famintos – sobre a importância estratégica de se manter o contraditório. Quando a vitória lhe parecia certa, o jeitoso desgovernador entrou em cena.
Do outro lado, Edvaldo Nogueira tentava negociar. Foram muitas as conversas com todos, nas quais encontrou majoritariamente o descrédito. Sentido o cheiro da derrota, apressou-se no pedido de socorro ao padrinho. Pragmático, Jackson Barreto afastou o prefeito e Carlos Cauê das tratativas e passou a ligar pessoalmente para os vereadores, em especial os eleitos no grupamento do ex-prefeito João Alves Filho – ou seja, justamente quem deveria dar suporte a Vinícius Porto.
Em resumo, o desmantelamento do grupo político do Negão – e, em certo sentido, da oposição a Edvaldo Nogueira – contou com o auxílio venal dos próprios aliados do ex-prefeito.
Exemplo gritante vem do neófito Thiaguinho Batalha, filho do secretário de Comunicação de João Alves Filho, Carlos Batalha, agora um convicto governista! Votou em Nitinho, e assim ajudou a empregar papai e o irmão – Carlos Batalha será diretor de Imprensa da Câmara de Vereadores; o irmão, chefe de departamento na Secretaria Estadual do Esporte. Na imprensa, Thiaguinho Batalha argumentou que ele e o papai são pessoas diferentes. Sem dúvida, muito “diferentes”…
Vinícius Porto também levou rasteira dos colegas de bancada Juvêncio Oliveira e Manoel Marcos, ambos cooptados. Juvêncio Oliveira, inclusive, dizia-se “o candidato de Jackson Barreto” a presidente, para constrangimento até das pedras do Morro do Avião. Aceitou ser vice-presidente na chapa de Nitinho, sem falar dos cargos comissionados. Já Manoel Marcos, hoje um tucano, manchou a biografia ao render-se às benesses do Poder. Tido como homem de palavra, o “médico dos pobres” falhou.
Convenhamos, o prefeito Edvaldo Nogueira tem sorte! As contradições políticas parecem não lhe afetar. Na campanha, por exemplo, acusou Valadares Filho de esconder o apoio do Negão, que este não tinha. Hoje, para garantir uma Câmara Municipal dócil, aceita que o padrinho lhe ponha no colo exatamente a bancada de João Alves Filho – um caradurismo sem vergonha!
Quanto aos novos governistas – Carlos Batalha (e o filho), Juvêncio Oliveira e Manoel Marcos –, eles até podem receber as migalhas oferecidas por Jackson Barreto. Porém, jamais serão convidados para o grande banquete dos verdadeiros espertos. Afinal, quem se vende uma vez, jamais recupera o respeito! Eis a questão.



AFINAL, O FESTIVO DESGOVERNADOR JACKSON BARRETO TEM ALGUM JUÍZO NAQUELE BRONZEADO CABEÇÃO?
Não é piada – aliás, muito pelo contrário! Mesmo dado à eterna fanfarronice, o festivo desgovernador de Sergipe, Jackson Barreto, não pilheriava quando disse numa entrevista semana passada que agentes do sistema prisional teriam facilitado as recentes fugas de presos em cárceres sergipanos.
De duas, uma: o desgovernador, diante da inação, deve sofrer impeachment por crime de responsabilidade, ao não denunciar à Justiça ou iniciar processos administrativos de servidores a quem acusa de mancomunar-se com presidiários; ou teríamos um grandioso caso de canalhice gerencial do galhofeiro, ao responsabilizar terceiros pela própria incompetência.
Em ambos os casos, dá-se o pior dos mundos, aquele no qual um punhado de presos perigosos escapa, sem dificuldades, pelo “ladrão” – com o devido perdão do nefando “trocadalho”.
Diante do barulho, que cresce a cada dia, o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Sergipe confirma a informação de que associados estariam, sim, dispostos a processar judicialmente o desgovernador por calúnia e difamação. Enquanto isso, a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania garante haver inquéritos e sindicâncias a comprovar a participação direta e indireta de servidores nas escapadelas dos detentos.
Resumo da ópera bufa: o sistema prisional sergipano está insustentável por causa da superlotação, questão recorrente em presídios e também nas delegacias de polícia. Não há pessoal suficiente para gerir tamanha esbórnia, nem estrutura para garantir um mínimo de segurança nas cadeias.
Talvez fosse o caso de Jackson Barreto falar menos e trabalhar mais! Seria pedir muito? Ou, se não aguenta, vaze...

PIOR MANDATÁRIO DA HISTÓRIA DE SERGIPE, O DESGOVERNADOR JACKSON BARRETO AINDA DEBOCHA
O descaramento do festivo desgovernador de Sergipe não tem limites. Ontem, numa entrevista ao colega Gilmar Carvalho [MixFM], Jackson Barreto debochou dos senadores Antônio Carlos Valadares, Eduardo Amorim e Virgínio de Carvalho, justo eles que resolveram cobrar do mais incompetente de todos os mandatários sergipanos onde o danado meteu o dinheiro do Pró-Investe.
Para quem não lembra ou mesmo ignora o que seja Pró-Investe, em 2013 a Assembleia Legislativa de Sergipe autorizou a contratação pela gestão estadual de empréstimos junto ao BNDES, no total de R$ 428,7 milhões. Ao todo, 33 obras integravam o projeto, entre as quais o Hospital do Câncer (contrapartida de R$ 15 milhões), com verbas do Ministério da Saúde (Orçamento Geral da União), e a construção e aparelhamento do novo IML, no valor de R$ 20 milhões.
A chiadeira de Jackson Barreto contra a bancada sergipana no Senado até assusta, pois suscita a pergunta que não quer calar: se nada deve, por que o despeitado desgovernador “cai matando” nos parlamentares, quando eles apenas pedem informação – aliás, papel constitucional dos congressistas – sobre a aplicação dos mais de R$ 400 milhões do Pró-Investe? Existe alguma coisa errada, que justifique a afetação? O chilique de Jackson Barreto seria motivado por algum desvio? Não esqueçamos, o cabra vive em campanha 24 horas por dia, sete dias por semana…
Desgovernador, a população quer saber onde está o dinheiro! Aproveite o generoso espaço que lhe é dado pela imprensa e, em vez de debochar da cara do povo por meio dos parlamentares que lhe cobram explicações, apresente um relatório detalhado de cada centavo utilizado. É o mínimo que se espera de quem está à frente dos cofres públicos. Do contrário, em breve, a sua extensa ficha corrida judicial poderá ser aditivada de novos processos por improbidade e gestão temerária.
O aviso está dado…


ANDRÉ MOURA SE MOSTRA DISPOSTO AO EMBATE
Líder do Governo Federal na Câmara dos Deputados, André Moura, sem dúvida, assumiu posição inédita e destaque no cenário político do Brasil: trata-se do parlamentar sergipano com maior e melhor trânsito junto à Presidência da República desde Lourival Fontes, intelectual e mestre nos arranjos políticos, que foi chefe do Gabinete Civil de Getúlio Vargas e pertencia ao círculo íntimo do então presidente – lá se vão sessenta anos, portanto.
Quando foi ministro do Interior, pasta mais poderosa da gestão do presidente José Sarney, João Alves Filho desfrutava de grande poder, mais das vezes, no entanto, um poder orçamentário, pois operava como técnico e não como político. Albano Franco e Marcelo Déda também tiveram presença frequente nos círculos do poder de Brasília, mas lhes a estrutura de governo – mesmo amigo de FHC, o primeiro não apitava; já o segundo, era oposição.
Diferente dos citados – com exceção de Lourival Fontes –, a partir do cargo ministerial de líder governista, André Moura está imiscuído nas questões administrativas mais relevantes da República e, obviamente, também no torvelinho das graves e sucessivas crises, que tem sabido gerir com inteligência. Conquistou tal espaço por se mostrar flexível, afeito ao diálogo e, acima de tudo, pelo trânsito entre os vários matizes na diversidade política do Congresso Nacional.
Trata-se, assim, de uma voz que precisa ser ouvida, quando analisa o cenário. Vem neste contexto, a excelente entrevista concedida ao Jornal da Cidade [edição deste final de semana], na qual fala de vários temas, entre os quais o projeto de combate à corrupção, do papel dos procuradores da República e, certamente, do quadro político em Sergipe. André Moura reforça o desejo de contribuir com o desenvolvimento de Sergipe e repete o que até as pedras da Serra de Itabaiana sabem: Jackson Barreto será, sim, candidato em 2018.
Recomendamos a leitura da entrevista [reprodução ao lado; clique para ampliar], pois expressa a visão de um político jovem, com uma carreira em ascensão e disposto a enfrentar desafios imensos, fator que o difere em muito da maioria dos atuais políticos sergipanos – e convenhamos, até daquelas estrelas do cenário nacional.



MARGINAIS, APENAS MARGINAIS
Ai, ai, lembro de Luiz Eduardo Costa e de Eduardo Oliva a escrever loas intelectuais por causa do sórdido ataque de fascistas da direita – sim, há os fascistas da esquerda também, como o finado Fidel Castro [que o Inferno o tenha] – por ocasião do sepultamento do ex-senador Eduardo Dutra. Para quem não se recorda, uns vigaristas distribuíram panfletos difamatórios contra o político petista na porta do cemitério, em meios a familiares e amigos. Um descalabro! Ambos os jornalistas chiaram, sofreram, talvez até tenham intimamente chorado…
Ontem, o Brasil inteiro – e boa parte do mundo desportivo – vivia a dor da perda da delegação da Chapecoense, de colegas meus da imprensa, além da tripulação de um avião sinistrado na Colômbia. Enquanto isso, sem pejo ou respeito ao luto coletivo, uma cambada de maloqueiros patrocinados pela CUT, PT e PC do B fez de Brasília uma praça de guerra, em protestos contra a PEC 55, criada para evitar que governos irresponsáveis, como os do PT, apoiados pela CUT e pelo PCdoB, gastem além dos valores arrecadados, a fim de evitar às gerações futuras assumir a conta pela ganância política alheia.
Não sou contrário a quem quer que seja protestar! Gritar é humano, e a tal PEC 55, assim como a reforma da Previdência, é matéria cujo debate é bem-vindo, mas no campo das ideias. Destruir patrimônio público e privado, vandalizar e promover quebra-quebra são ações do banditismo político e não da verdadeira política. Essa cambada fascista da esquerda, ainda chorosa e inconformada com o fim do desgoverno dos golpistas do dinheiro público, quer impor sua agenda no grito, na irracionalidade, na mão grande! Só cadeia, para acalmar esses pulhas…
Será que Luiz Eduardo Costa e o professor Eduardo Oliva escreverão loas intelectuais contra esses imorais e indecentes? Dirão, conforme fizeram no passado – com toda razão, aliás –, que é preciso respeitar os mortos e a dor de familiares, amigos e, neste caso, de toda uma torcida? Dirão os nobres colegas que esse tipo de atitude é reprovável em todos os seus aspectos e que, protestar é direito, mas dentro dos limites da civilidade e do respeito ao próximo? Talvez, não! Talvez Luiz Eduardo Costa e Eduardo Oliva até achem que os marginais estão certos, porque esquerdistas. Talvez, talvez, talvez…
Meus sentimentos às famílias enlutadas, aos amigos que agora choram a dor da perda de pessoas amadas, e aos torcedores e simpatizantes do Chapecoense. Que a falta de respeito de uns poucos canalhas não destoe do sentimento dos brasileiros civilizados: descansem em paz, camaradas!





A DANAÇÃO DA “REVOGAÇÃO” DO IPVA
O notório desgoverno do festivo Jackson Barreto é um verdadeiro “mangue”, marcado pela esbórnia administrativa, pelo caos fiscal e pelo [ab]uso da máquina pública para fins políticos. Para além disso, dois recentes episódios exemplificam a extremada incompetência gerencial, quase sempre atribuída aos desmandos de terceiros, jamais do próprio desgovernante. Vejamos…
Na quinta-feira (17), Cristian Oliveira, presidente do Ipes Saúde, informou que mais de seis mil servidores municipais de Aracaju deixariam, no dia seguinte, de ser atendidos pela autarquia por falta de pagamento pela prefeitura. Quatro dias depois, o desgovernador revogou a decisão. Por baixo dos panos, críticas ao presidente do Ipes Saúde, que teria agido sem consultá-lo.
Já na quarta-feira (23), foi publicada no Diário Oficial uma portaria alterando o calendário de pagamento do IPVA. A chiadeira foi geral, sobretudo porque o desgovernador Jackson Barreto havia negado em entrevista à TV Sergipe qualquer mudança no prazo de concessão de desconto para veículos comuns, apenas para os de locadoras com contratos com o próprio desgoverno.
Nesta sexta-feira (25), a medida foi revogada e Jackson Barreto, amiúde, alegou ter o secretário da Fazenda Jeferson Passos publicado a portaria sem seu conhecimento. Aliás, diz o secretário de Comunicação Sales Neto, que o calendário deve ser o mesmo de 2016. O desconto de 10%, entretanto, ocorrerá somente para quem pagar em janeiro, independente da numeração da placa.
Ou seja, fica [quase] tudo no mesmo... Santa danação!