O ATAQUE A 103FM E A SACANAGEM DO GOVERNO JB
Quando marginais armados invadem uma rádio*, atacam funcionários da emissora e lhes roubam pertences [pessoais e da empresa], a ocorrência criminosa passa a ser gravíssima. O “Quarto Poder” tem prerrogativas constitucionais e, ao contrário do que se possa pensar, trata-se, sim!, de uma agressão à liberdade de informação, por todas as implicações advindas do caso.
Passando ao largo neste escrito do pânico sofrido pelos colegas, com quem nos solidarizamos, devemos nos questionar sobre a atitude espúria e sem-vergonha do desgoverno do festivo Jackson Barreto quando tentou tirar proveito eleitoral do ocorrido. Pugnar aos adversários políticos o ataque através de nota pública** emitida pela Secretaria de Comunicação, via suposição e ilação, por ser a emissora propriedade de um dos candidatos a prefeito de Aracaju, beira a canalhice, a sacanagem pura e simples. Algo bem próprio de algumas figuras da turba desgovermental.
Como a verdade sempre aparece, a SSP/SE informou na manhã desta terça-feira (13) que apreendeu um dos vagabundos suspeitos de invadir e assaltar a rádio – Igor Vinícius foi interrogado na presença da mãe dele e confessou com detalhes o crime. A polícia também já identificou os outros quatro bandidos e tem informações sobre a participação de cada um deles no evento, que foi planejado com o intuito de subtrair bens com algum valor de revenda – ou seja, um assalto, de fato
Assim, a tal “Nota de solidariedade” emitida pelo (des)Governo de Sergipe horas após o atentando, urdida com viés criminosamente vigarista, choca-se com o resultado ora apresentado pela SSP/SE. Mas, o que se pode esperar dessa gandaia que finge governar?
O “tiro” das bestas-feras oficiais poderia ter atingido o alvo: o candidato da prefeitura e o da oposição. Coube a um órgão do Estado de Sergipe colocar os pontos dos “is” e evitar o sucesso de mais uma bandalheira “pensada” nas imundas coxias desse desgoverno mal pagador e, como se vê, muito descarado!
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(*) Veja vídeo do ataque a Rádio 103FM:
(**) Leia notas públicas da Secom e SSP/SE:



VALADARES FILHO FAZ CONCORRÊNCIA TREMER
Teria o candidato do festivo governador Jackson Barreto, o ex-prefeito Edvaldo Nogueira, chegado ao seu teto máximo de crescimento quanto à capacidade de arrebanhar votos? A julgar pela pesquisa Cinform/Dataform desta segunda-feira (12) – Valadares Filho saiu de 15,14% para 23,47% contra um crescimento do concorrente de 26,70% para 31,12% –, alguns analistas da cena política de Aracaju ouvidos por mim, mas que preferem se manter no anonimato, acreditam que sim!
Dos quatro colegas com quem conversei nesta manhã, três concordam quanto à impossibilidade de Edvaldo Nogueira vencer a própria rejeição, somada à descrença no governador Jackson Barreto e no PT, de quem também recebe apoio. Por outro lado, dois desses analistas acreditam na possibilidade de Valadares Filho crescer ainda mais, vindo a suplantar o candidato governista antes mesmo da votação deste primeiro turno, posto que o segundo turno parece cada vez mais consolidado.
De fato, Edvaldo Nogueira surpreende e chega a um patamar além do que lhe seria supostamente devido, mas deve empacar em algo próximo dos 35%. Talvez tenha subido tão alto em função da polarização política bem-ajambrada pelo marketing de campanha, pelas aparições na TV com leves críticas aos adversários e por ter aproveitado bem Eliane Déda, sua candidata a vice. Talvez seja este – 30, 35% – o limite do seu cabedal eleitoral, afinal, ele não foi uma tragédia como prefeito.
O cenário, todavia, se complica para os governistas com a derrota iminente de João Alves Filho – há quem diga, aliás, que o Negão lançou-se candidato apenas para atender aos pedidos chorosos de Jackson Barreto e assim embolar a disputa. Ou seja, talvez tenha o governador apenas adiado um veredicto final já estabelecido: os eleitores do atual prefeito, apontam pesquisas, tendem a migrar o voto para Valadares Filho. Avista-se, portanto, um segundo turno bastante disputado, ao contrário de que esperavam uns e outros, e com Valadares Filho à frente.

NA SOFRÊNCIA, MANOEL SUKITA ACUSA MPE/SE
DE MANCOMUNAR-SE COM SEUS ADVERSÁRIOS
Na noite da terça-feira (06), um áudio veiculado em grupos do WhatsApp com a voz da procuradora regional eleitoral Eunice Dantas gerou polêmica. A promotora de Justiça anunciou ter representado criminal e disciplinarmente o juiz eleitoral Jorge Luís Almeida Fraga e o advogado Mário Cézar Vasconcelos, que atuou como magistrado do TRE/SE entre 2012 e 2014, por terem “deliberadamente” atrasado um dos muitos processos movidos pelo Ministério Público Eleitoral contra o ex-prefeito de Capela, Manoel Messias dos Santos, vulgo Sukita, pelo crime de corrupção eleitoral nas eleições de 2004.
Acusações tão graves – veja nesta postagem matéria do Jornal do Dia desta quinta-feira (08) e ouça áudio da procuradora Eunice Dantas [link abaixo] – suscitaram respostas imediatas. Em nota publicada nesta manhã em vários canais de comunicação, o presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), Antonio Henrique de Almeida Santos, buscou tirar fora da querela o Judiciário. Disse ele, textualmente: “Os membros do Tribunal Regional Eleitoral citados na imprensa não são desembargadores ou juízes de direito, não fazendo parte, portanto, da Justiça Estadual de Sergipe, cujos membros compõem esta associação de magistrados”.
De fato, conforme dispõe o artigo 121, § 2º da Constituição brasileira, os Tribunais Regionais Eleitorais, esdruxulamente são compostos por membros temporários, cujos mandatos têm duração de dois a quatro anos. Cada Estado da Federação possui um Tribunal Regional Eleitoral, com sede na capital, composto por dois desembargadores do Tribunal de Justiça, dois juízes de direito, um juiz federal e dois advogados, indicados pela Ordem dos Advogados de Sergipe (OAB) em lista, sendo a escolha dos respectivos, no entanto, uma prorrogativa exclusiva de Tribunal de Justiça (TJ).
Inconformado com a repercussão bastante negativa do entrevero, tanto na imprensa quanto certamente entre seus possíveis eleitores, o candidato a prefeito de Japaratuba Manoel Sukita foi chorar no programa “Liberdade Sem Censura” [Liberdade FM], hoje pela manhã. A sofrência foi grande e o danado não resistiu: ele acusou o Ministério Público Eleitoral de Sergipe de “fazer o jogo” dos seus adversários, justificando ser a denúncia uma tentativa clara para tentar prejudicá-lo politicamente – ouça o áudio [link abaixo]. Resta saber, diante da desdita de suas palavras, qual será a reação dos promotores.
De toda sorte, uma coisa é certa: o MP atacou apenas dois advogados tronados juízes pelo TJ/SE após aprovação do corpo de desembargadores. Aliás, os acusados não tiveram direito à defesa. Nada foi dito por Eunice Dantas, no entanto, quanto aos demais magistrados – membros do TJ e do Tribunal Regional Federal – em cujas mãos os volumosos processos contra Manoel Sukita também dormitaram, sem, pelo visto, causar tanta estranheza…
Enfim, trata-se de um caso que promete render novos e inusitados capítulos.
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>>> Ouça o áudio com a denúncia da procuradora regional eleitoral, Eunice Dantas:
>>> Ouça áudio com Manoel Sukita acusando a promotora Eunice Dantas de mancomunar-se com seus adversários, para prejudicá-lo politicamente:



MARGINAIS PICHAM COMITÊ DE VALADARES FILHO
EM REPRESÁLIA AO VOTO FAVORÁVEL AO IMPEACHMENT
Pelas leis brasileiras, pichação é crime, com pena prevista (artigo 65 da Lei 9.605/98) de três meses a um ano de detenção para quem “pichar, grafitar ou, por outro meio, conspurcar edificação ou monumento urbano”. A pena aumenta de seis meses a um ano de prisão, se o ato for praticado contra monumento ou algo tombado em virtude de seu valor artístico, arqueológico ou histórico.
Por causa do posicionamento favorável ao impeachment da agora ex-GovernAnta, parlamentares federais foram vítimas de agressões verbais e pressão sem tamanho, tanto nos gabinetes em Brasília quanto até nas próprias residências nos Estados de origem. Sem o poder da máquina pública para interferir na vida política do país, restou ao PT regredir ao modelo brutal de fazer oposição ou infernizar os que lhe são contrários.
Não se pode atribuir diretamente ao candidato Edvaldo Nogueira o ato perpetrado na madrugada desta quarta-feira (01) contra o comitê eleitoral do adversário Valadares Filho (fotos). Porém, nas pichações das paredes do prédio lê-se a palavra “golpista”, usada pelos petralhas para definir os parlamentares favoráveis ao impeachment. Se não foi a turma do PT, quem então poderia sê-lo? A quem mais interessaria, politicamente, desgastar o candidato?
Por ter ao lado dele elementos do PT, principal suspeito de abrigar em suas fileiras os tais pichadores – caso não estejam eles no próprio PCdoB de Edvaldo Nogueira –, caberia ao candidato do governador Jackson Barreto vir a público dizer que não concorda com esse tipo de ação política, que cada um tem direito nutrir opção política e ideológica e que numa democracia os contrários devem ser respeitados. Mantendo-se caladinho, ele “assinará” a pichação, o que seria muito feio.
Ao que parece, a aprovação pelo Congresso Nacional do impeachment de Dilma Rousseff atiçou o velho instinto animal dos petralhas! #Danação

ACORDEM O NEGÃO, POR FAVOR!
Lembram daquele candidato sorridente e prometedor da eleição de 2012, que por força do “mito” do gerente indomável, do cabra fazedor de obras, acabou levado à vitória? Pois bem, após ter passado quase quatro anos dormindo no ponto e culpar [no rádio e na TV] a transposição por ter feito a pior entre todas as gestões das últimas duas décadas em Aracaju, o candidato João Alves Filho tenta agora, de novo, emplacar o discurso do coitadinho perseguido pela cambada petralha e larápia.
“Perseguido”, mesmo, está o esquecido povo de Aracaju, sobretudo o mais pobre, cuja vida piorou muito desde que o Negão e sua corriola ligeira – que só pensa naquilo, conforme disse um político proeminente! – fizeram da prefeitura um cabide de empregos [até para acomodar amantes e filhos]. As promessas da eleição de 2012 estão, aos poucos, sendo ressuscitadas, como se fossem “ideias” novinhas em folha. Resta saber se o povo vai cair, de novo, nesse conto do vigário! Se vai acreditar…
De toda sorte, assistindo aos programas eleitorais de 2016, constata-se: alguém precisa, urgentemente, acordar o Negão. Ligaram a câmera enquanto o coitado estava roncando, editaram os momentos em que ele abre os olhos e balbucia palavras como se estive em transe e jogaram o “resultado” na TV. É muito hilário, mosfios! Santa danação, meu povo!





“NÃO FIZ ‘MODE’ A TRANSPOSIÇÃO”, ALEGA O NEGÃO
Quem não lembra da gozação na eleição passada, segundo a qual até as pirâmides do Egito tinham sido feitas pelas mãos miraculosas de João Alves Filho? Era tanta danação que um político com humor ferino dizia que, levando a sério tudo que creditavam como obra do Negão, no dia em que ele partir para a Glória Celestial, Sergipe fecha as portas e se muda para a Bahia!
Mas o “mito” não fez! Ou melhor, fez sim: fez a pior gestão da história de Aracaju, desde a própria gestão dele como prefeito biônico [1975 e 1979]. De fato, aqueles eram outros tempos e se você pintasse um meio-fio ou asfaltasse uma rua já seria considerado um grande obreiro. Pois bem, João Alves não fez o que prometeu e põe a culpa na… transposição do Velho Chico!
Não, não é piada! A culpa do Negão ter dormido no ponto nos últimos três anos e oito meses é da transposição do São Francisco, foi o que ele disse hoje no rádio. É o tipo de coisa que lembra uma velha anedota, a do cabra com diarreia que faz de tudo para se segurar, até não se conter e descer o barro, alegando: “O que é um peido para quem já está cagado?”.
Contra outra, Negão!

PS – Nas fotos, um pouco das “obras” de JAF, que pretende continuar “obrando”, se o povo de Aracaju deixar, é claro!




EDVALDO NOGUEIRA PRECISA EXPLICAR DENÚNCIA
Ao que parece, o candidato do governador Jackson Barreto e do PT à Prefeitura de Aracaju, o caro ex-prefeito Edvaldo Nogueira, começará sua campanha tendo de explicar esse tal superfaturamento – como e por que ocorreu – denunciado ao Ministério Público Estadual, conforme reportagem exibida pelo Jornal do Estado (TV Atalaia), edição desta quinta-feira (26).
Frise-se que, ao menos até esta denúncia ser encaminhada, não pesava contra o camarada qualquer acusação de desvio de dinheiro público ou de enriquecimento ilícito. Mas, pela gravidade das acusações, faz-se urgente investigar se havia alguma destinação não-republicana para tanto dinheiro, posto que o lixo, como se sabe, sempre foi uma mina de ouro usada para financiar partidos políticos e campanhas eleitorais!
A coisa é séria, gente. Muito séria!

REINO UNIDO: VENCEU O “SIM”! ADEUS UNIÃO EUROPEIA
Por ser um movimento que envolve, de modo inédito, partidos à direita e à esquerda do Reino Unido (RU), o plebiscito vencedor do Sim pela saída da União Europeia requer uma análise mais aprofundada, o que não se fará aqui. Porém, pode-se colocar alguns pontos para nossa reflexão sobre a questão.
Primeiro: mais uma vez, os institutos de pesquisas se embolaram – ou foram ludibriados pela opinião pública. Nenhum deles chegou sequer perto do resultado final, bastante apertado. Todos apontavam uma vitória do Não. Venceu o Sim.
Segundo: o movimento à direita, composto por gente da classe média média e da classe média alta, com boa escolaridade, criticou, majoritariamente, a abertura de fronteiras à imigração sem barreiras de pessoas cuja adaptação cultural nem sempre ocorre, sobretudo pela falta de integração com a língua inglesa e pelo culto a religiões com veio radical e de crítica ao individualismo, numa sociedade amplamente liberal e em cujo cerne o individualismo é levado muito a sério.
Terceiro: à esquerda ocorre algo similar na crítica à abertura de fronteiras, mas por outro viés – os sindicatos [que representam a classe média baixa trabalhadora e com pouca escolaridade] estão em polvorosas com a chegada de trabalhadores estrangeiros, sobretudo do leste europeu, que aceitam salários inferiores e não exigem as mesmas regras do bem-estar social impostas pelos trabalhadores locais. Essa gente chega com boa qualificação técnica e mais anos de estudo, em sua maioria fala inglês e tem muito foco em se estabelecer no RU. Quem se destaca negativamente são os poloneses, que costumam formar guetos nos quais a língua é a deles e a cultura local, também.
Quarto: o sistema de pesquisa do Google entrou em pane nos dois dias anteriores e no dia do plebiscito em razão da pergunta “O que é União Europeia?”. Vê-se, pois, uma demonstração clara de que a maioria do povo estava alheia ao que era discutido amplamente na imprensa, mas que passou ao largo tanto da campanha do Sim, quanto do Não. Os contedores estavam mais ocupados em atacar os “inimigos” do que em explicar o que estava em jogo e os riscos para a economia do RU nos próximos anos. Típico da política de polarização no Brasil, mas estranho ao habitual ambiente de discussão racional do RU.
Resultado prático: por terem votado majoritariamente no Não, Escócia e Irlanda do Norte devem se desgarrar de vez de Inglaterra e País de Gales, mandando para o buraco uma aliança política e de gestão financeira que tem quase 350 anos. O mundo não acabou, nem a União Europeia também, ao menos por enquanto. Uma coisa é certa, no entanto: a disputa nacionalismo x globalismo entrou de vez na discussão do mundo, por atingir – de modo negativo – justamente a classe trabalhadora local. Os empregos inundam os parques da Ásia, mas sumiram para a classe média baixa da Europa e dos EUA. Os países ricos aumentam a concentração de renda num momento economicamente péssimo para as nações mais desenvolvidas.
Eis as questões a se pensar…
Tudo isso foi observado pelo economista francês Thomas Piketty em dois livros muito polêmicos: “O Capital”, e antes em “A Economia da Desigualdade”. Recomendo a leitura de ambos, para que se entenda o cenário atual.
Por fim, um adendo: o nacionalismo exacerbado confundiu o trabalhador mais velho do RU, que viverá mais 20, 30 anos em detrimento do trabalhador mais novo, que tem mais 50, 60 anos de expectativa de vida. Isso está claro no resultado altamente polarizado. Sem dúvida, o populismo venceu a razão e isso está virando praga no mundo todo, especialmente diante da alta concentração de renda. Ricos ficando mais ricos, pobres ficando mais pobres. Veja que a crítica do Sim era contra as multinacionais, os grandes bancos, a abertura de fronteiras, os especuladores... A discussão deve continuar. É isso!

“AMO CAPELA, MAS VOU COM JAPARATUBA!” – OU... O DANADO DO SUKITA É UM SUJEITO MUITO CAPAZ! CAPAZ DE TUDO

Um amigo, proprietário de um instituto de pesquisas com atuação em vários municípios sergipanos, com quem sempre debato sobre a política local, vez por outra me renova as informações quanto a eleição para prefeitos, em outubro. Japaratuba está entre minhas curiosidades e, pelo andar da carruagem, tudo indica que o ex-prefeito de Capela, Manoel Messias Santos, vulgo Sukita, vai tentar a sorte como candidato a prefeito daquela municipalidade.
Para quem já esqueceu, Sukita é aquele cabra eternamente maquiado que sacou na boca de um caixa do Banese cheques no valor [somado] de quase R$ 1 milhão, de uma conta corrente da Prefeitura de Capela, faltando uns poucos dias para encerrar o seu mantado, em 2012.
Por causa desse estripulia, ele acabou preso. Ficou um tempo no presídio e, agora solto, resolveu “atacar” em duas frentes políticas: lançar candidata a prefeita de Capela a sua esposa, Silvany Yanina Mamlak, também presa numa operação da Polícia Federal que investigava crimes de lavagem de dinheiro [público] surripiado de contas da prefeitura capelense, que eram abastecidas com verbas federais; e lançar ele próprio candidato a prefeito de Japaratuba.
Segundo as más-línguas, na verdade a candidatura em Japaratuba faria parte de um “plano econômico” urdido pela mente satânica de Sukita com o único objetivo de forçar o atual prefeito japaratubense, o famoso “rei do gado” Hélio Sobral Leite – a alcunha se deve ao pendor dele pela pecuária leiteira –, a fechar um acordo “politico” que lhe permita financiar a campanha da esposa [em Capela] sem tirar do próprio bolso.
A teoria da conspiração faz sentido, dado que hoje Sukita se diz um homem quebrado, pois usa o “pouco” que ainda lhe resta para pagar caríssimos advogados e, assim, manter-se bem longe da cadeia, por causa dos vários processos judiciais por improbidade administrativa aos quais responde. Pela trama, se Hélio Sobral topar o acordo com Sukita, este retira a candidatura e obrigaria o grupo político mantido por ele em Japaratuba, pequeno mas organizado, a apoiar a candidatura do prefeito.
Hoje, no programa do jornalista André Barros [FM Liberdade, Aracaju], a vereadora do Democratas de Capela, Érica Santana, pré-candidata do partido à sucessão naquele município, triturou o velho Sukita. Disse tudo e mais um pouquinho sobre o danado...
Ouçam um resumo da entrevista [abaixo]. O povo de Japaratuba vai saber, por exemplo, que Sukita é “casado” com Capela e pretende usar Japaratuba como amante. Vai saber também em que condições o ex-prefeito deixou as contas públicas daquela cidade e o perigo que qualquer cofre público sofre quando ele está por perto.
Como se ouvirá, Sukita é um danado muito capaz… capaz de tudo!

“CEMUS” O QUARTO (NO) PODER! – OU A “CONVERSA (A)FIADA” DO ILUSTRE PAULO HENRIQUE AMORIM
Quase 550 páginas separam capa e contracapa no caudaloso “O Quarto Poder – Uma Outra História”, escrito pelo jornaTista* Paulo Henrique Amorim (PHA). Resenhar um livro em poucos parágrafos é tarefa para gênios. Tentarei “resumir” a obra – aliás, “obra” era como minha falecida avó Dona Caçula chamava uma defecação.
A primeira impressão é a de que PHA acha o leitor um completo idiota. Mais adiante explicarei por quê.
O livro começa com um esboço do surgimento do rádio no Brasil e a opção tanto deste quanto da iniciante televisão pelo modelo “comercial”, de influência norte-americana. A crítica ao modelo se dá em duas frentes: a opção por um conteúdo não-educativo e a influência do capital sobre a programação.
Até esse ponto, PHA faz firulas, ataca o PIG – o Partido da Imprensa Golpista – e fala dos conspiradores, essa gente sórdida que ao longo da história política do Brasil só pensou em golpe. Trata-se de um preâmbulo para chegar ao “golpe” [de sorte para o País, no meu pensar] contra nossa amada GovernAnta, por ora dispensada das funções de presidente da República.
O livro é um rosário contra a direita golpista e pura louvação aos santificados próceres da esquerda, tendo o notório Mula Lava-jato à frente, absolutamente todos bem-intencionados e mal compreendidos. Sarrafos dialéticos e chibatadas metafóricas são dispensados aos energúmenos ditadores militares, ao esperto Tancredo Neves, ao malvado José Sarney, em Fernando Collor e, sobretudo, contra o nefasto Fernando Henrique Cardoso, o demônio mentor do Plano Real.
Paulo Henrique Amorim tem um malvado de cabeceira, digamos assim: Roberto Marinho! Capítulos inteiros são dedicados ao jornalista, proprietário de O Globo. Histórias peludas e muita dilaceração dos “serviços” prestados – e bem-remunerados – pelo “Cidadão Kane” dos trópicos aos homens do poder, desde 1964 até o leito de morte, quando “faltou”. O líder do PIG tem companhias, mas todas secundárias – os Mesquitas, os Frias, os Nascimento Brito… –, de acordo com o jornaTista.
Como disse mais acima, a primeira impressão que me passa “O Quarto Poder – Uma Outra História” é a de que PHA acha o leitor um completo idiota, que será fácil de enrolar se passando por alguém dedicado a expor verdades absolutas. Talvez ele ignore, mas o respeitável público ficou estarrecido ao saber de algo absurdo, mas o absurdo não existe quando se fala em governos petralhas.
Pois bem, Mula Lava-jato e a GovernAnta repassaram aos jornalistas Paulo Henrique Amorim e Luiz Nassiff, grandes defensores do PT e críticos dos adversários políticos do partido, sobretudo do PSDB, um nadica de R$ 8,3 milhões entre 2004 e 2015. Semana passada, Michel Temer mandou fechar a torneira. O jornaTista PHA perderá, até o fim do ano, R$ 865 mil em patrocínios de estatais e ministérios. Nada mau, hein?
Independente do nosso PHA ser um danado que ganha uma bolada milionária para manter um blog fajuto na Intenet e um canal meia boca no YouTube, usados para desancar os divergentes aos que lhe remuneram tão regiamente, “O Quarto Poder – Uma Outra História” é um livro com narrativa interessante sobre os bastidores da TV e, sobretudo, do jornalismo praticado no Brasil. Não diria que vale os quase R$ 45,00 pagos por ele, mas vale alguma coisa, sim. Há momentos hilários, até porque o vexaminoso PHA tem certa veia humorística, para inglês ver.
Leiam-no com um olho no santo outro na missa…

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(*) – Neologismo cunhado pelo malicioso colega César “Brahma” Gomes, para definir um jornalista/petista de carteirinha; maioria nas redações e no serviço público.

Citações imperdíveis…
Sobre Sergipe – O “Relatório Link” (1960/61), do geólogo norte-americano Walter K. Link, sugeriu começar a exploração do petróleo no Brasil pelo litoral do Estado de Sergipe. A família Franco é citada por deter a concessão de duas emissoras de TV, justamente as com maior audiência no Estado.
Sobre Delfim Neto – “Se Delfim me ligar, diga que eu estou cagando”. A frase está atribuída ao jornalista austríaco, naturalizado brasileiro, Frederico Heller, num momento qualquer em 1974, durante a discussão sobre planejamento econômico no governo.
Sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão – “Tudo que alguém precisa para ser jornalistas não exige mais do que três meses num laboratório do Senai. O resto, o resto é ler Machado de Assis”, segundo o próprio PHA.