POR ERRO, GEORGE MAGALHÃES EXPÕE UM PÊNIS EM
GRUPO DE POLÍTICOS E JORNALISTAS NO WHATSAPP
Parte da imprensa e do mundo político está em polvorosas. Um grupo integrado por parlamentares, gestores públicos, jornalistas e radialistas foi vítima no fim da manhã desta terça-feira (01) de um “atentado” ao pudor, com a exposição pelo comunicador da 103FM George Magalhães do próprio pênis, supostamente.

Um sujeito cuja foto e o número do telefone correspondem aos de George Magalhães (vide fotos abaixo), aparentemente deitado à cama, segura um pênis em riste. Com a câmera do celular faz fotos. Duas delas foram enviadas ao grupo “Sergipe em Debate”, da rede social WhatsApp Messenger, para as quase 100 pessoas que integram o canal. Deu-se o alarde!
Chocados, alguns integrantes do grupo passaram a comentar... Talvez atônito com o erro, o comunicador manteve-se em silêncio, enquanto alguém disse que, “de duas, uma: ou ele (George Magalhães) ficará calado e depois dirá que mandou errado ou vai dizer que foi alguém que pegou o celular dele e, de má-fé, mandou as (indecentes) fotos pru grupo”.
Diante do descalabro, um dos moderadores do “Sergipe em Debate” decidiu por remover o comunicador do grupo – logo depois, ele foi reconduzido. Em seguida, George Magalhães ligou para Júnior Torres, amigo pessoal dele e também integrante do grupo, que informou aos demais colegas o teor da conversa com o comunicador. Com voz até trêmula, coitado, ele pediu desculpas e admitiu o envio das fotos de forma errada, e que a intenção dele não era essa. O destinatário seria uma outra pessoa, mas que acabou postando-as indevidamente no grupo.
Sem dúvida, George Magalhães não faria uma patifaria do tipo, intencionalmente, até porque expor o próprio (suposto) pinto não lhe traria qualquer vantagem, no caso em voga. A toda hora muitas pessoas enviam mensagens equivocadas e até embaraçosas para pessoas e grupos. Que o exemplo sirva de lição, para que seja redobrada a atenção no instante de enviar mensagens e fotos.

MARKETING DEFASADO E CAMPANHA ODIOSA:
HENRI CLAY ANDRADE VENCE AS MÁQUINAS
Os advogados sergipanos foram às urnas na sexta-feira (27), após um mês de campanha eleitoral, da qual saiu vitorioso o candidato Henri Clay Andrade, eleito presidente da OAB/SE para o próximo triênio (2016/18). Foi uma campanha atípica – e virulenta –, marcada pela atuação maciça dos três candidatos concorrentes nas redes sociais da internet e na mídia tradicional.
São notórios os erros da campanha da situação, derrotada por um punhado de votos – 181, de fato. Errou o comandante do processo, o presidente Carlos Augusto Monteiro Nascimento, cuja condução da campanha o levou a atos de insensatez, dentre os quais menosprezar o adversário e a inteligência dos colegas – em alguns casos, publicamente.
O marqueteiro que não gosta de ser chamado assim também errou. Fez “leitura equivocada do processo político” – ou talvez não tenha tido acesso a instrumentos como pesquisa eleitoral e monitoramento de mídias sociais; ou teve e não soube lê-los.
Pior erro, contudo, foi o cujo não ter compreendido o mecanismo de funcionamento de uma eleição classista, com sutis diferenças entre campanhas envolvendo partidos políticos e a população em geral. Errou na mão, na dose do tempero. Salgou…
Quanto ao presidente, ficou evidente o estilo odioso imprimido à campanha. A candidata Rose Morais até tentou passar ao público certa fleuma e, quando pode, a sensação de ser “vítima” dos adversários, às vezes transparecendo sua “condição” de mulher. Porém, mostrou-se tão belicosa quanto o padrinho, o que contribuiu para aumentar a rejeição de ambos junto aos colegas.
O marqueteiro imbatível, por seu turno, fez campanha ao seu estilo barroco. Usou expedientes surrados, como tentar detratar adversários pela via do humor rasteiro e diálogos já há muito batidos. Tentou “sensibilizar” a audiência através de peças publicitárias cavernosas, com voz gutural... O ápice foi utilizar imagens da campanha eleitoral de Jackson Barreto em 2014 e músicas sem licença autoral. Equivocou-se, sobremodo, quanto à natureza do público com o qual tentava interagir.
Ao que tudo indica, sendo esta uma campanha focada nas redes sociais da internet, o marqueteiro não fez uso de ferramentas de monitoramento e de gerenciamento de mídias sociais (vide gráficos). É até pitoresco não ter ele “percebido” detalhes cruciais às plataformas da internet, o que beira o quase amadorismo. Não tem lógica insistir em materiais cujo “sentimento” nas redes era negativo, só se ignorasse esse tal “feeling”. Talvez tenha a estratégia sido contaminada pelos “resultados” vistos nas próprias postagens, o que seria o fim da picada, uma ironia para uma campanha tão poderosa.
Errar é humano, sim, no entanto a turma derrotada errou demais. Foi além dos limites. Parecia tonta no meio de campo. Deu à oposição uma vitória histórica contra uma máquina poderosa, reforçada ainda pela estrutura do governo e sua influência nos meios de comunicação. Em 80 anos de história da OAB/SE, é a primeira vez que a oposição derrota o poder de plantão. Como disse um colega jornalista, “fosse Henri Clay Andrade um pouco mais sátiro, deveria mandar fazer uma estátua (de Carlos Augusto Monteiro Nascimento) em agradecimento pela tragédia a que levou a sua candidata Rose Morais”.
Ao todo, 5630 advogados estavam aptos a votar. De acordo com a Comissão Eleitoral da OAB/SE, Henri Clay Andrade obteve 1861 votos, Rose Morais 1743 e Emanuel Cacho 398 votos.
Henri Clay Andrade fez um resumo da eleição: “Ganhamos com o braço, na raça, contra tudo e contra todos, pois nós queremos uma OAB independente e que não se ajoelhe para os poderosos. Vamos defender a sociedade e a advocacia”. Eis, pois...  

CANDIDATA DE CARLOS AUGUSTO MONTEIRO É DESMASCARADA POR ASSOCIAÇÃO DE JUÍZES
A ânsia por não largar o osso anda mexendo com os neurônios (?) dos “Donos do Poder” – explico mais adiante – neste pleito para a Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe. A entidade, antes defensora da advocacia e da sociedade, passou por uma transformação inimaginável na gestão do atual presidente, o advogado de banqueiros Carlos Augusto Monteiro – até rimou
Ainda na pré-campanha, expedientes toscos foram usados para macular a moral e a honra dos adversários. Exemplo maior foi o famoso vídeo no qual o marqueteiro Lelé da Cuca dublava um bode cuspidor, em alusão aos advogados contrários à candidata Roseline Morais. Seguiram-se tentativas de impugnação de chapa de Henri Clay Andrade e Inácio Krauss. Depois, boatos na imprensa tratavam sobre uma possível candidatura de Henri Clay Andrade a prefeito de Aracaju, mesmo que uma simples consulta ao TRE comprovasse não ter ele filiação partidária alguma.
Agora, para vergonha da advocacia sergipana, já bastante desprestigiada pela omissão da OAB em defesa da classe e da sociedade – o povo ainda não engoliu a entidade ter ficado a favor do aumento do IPTU em Aracaju –, vem o desmentido feroz da Associação dos Magistrados Trabalhistas (AmatraXX) diante de um Conto da Carochinha dito no debate do programa de Gilmar Carvalho por Roseline Morais, ela própria advogada trabalhista e presidente da entidade dos defensores trabalhistas, de que teria formulado queixas contra magistrados do Tribunal do Trabalho em Sergipe por causa de “recorrentes abusos” contra as prerrogativas advocatícias.
Uma campanha e debates eleitorais baseados em mentiras poderiam funcionar 20 anos atrás, mas não nesta “Era da Informação”. Alguém precisa avisar isso à candidata de Carlos Augusto Monteiro. Encastelados no Palácio da OAB, achando-se “Donos do Poder”, perderam o rumo, cegaram-se pelo desejo sem pejo de virar um “patrimônio” daquela casa octogenária. Levaram a OAB ao abismo de ser recorrentemente confrontada com desmentidos. O de ontem (vide foto), de triste repercussão, é apenas mais um em uma coleção abjeta e plenamente dispensável.
Sergipe NÃO merece uma OAB fraca, tolerante com o abuso de poder das vestais do Poder e useira e vezeira da mentira. Uma entidade como a OAB precisa se resguardar, manter-se nobre e altiva, e o que se vê nesta eleição é justamente o contrário: um vale-tudo patrocinado pelo próprio presidente da Ordem, que se comporta não como um magistrado, mas como um torcedor de agremiação esportiva, ora urrando, ora fazendo bicos proeminentes, ora tentando se explicar das recorrentes diabruras de sua pupila-candidata. Que vergonha… ou melhor, que falta de vergonha.
Na sexta-feira 27 de novembro, advogadas e advogados sergipanos, da capital e do interior, vão às urnas escolher a próxima diretoria da OAB/SE. A classe sempre se caracterizou por ser capaz de discernir com clareza entre boas e más escolhas. Não há dúvida quanto ao despreparo de Roseline Morais para uma função que exige, no mínimo, alguém imbuído da verdade. Eis a questão...



QUEM AVISA AMIGO É...
O semanário Cinform fez excelente escolha ao nomear o jornalista Anderson Christian para conduzir a coluna “Cinformando”. O cabra é, perdão pelo clichê, uma “cobra criada”. Tem cabedal para avaliar cenários políticos e experiência em campanhas eleitorais, a permitir-lhe uma visão “inside” do processo partidário. Ademais, o caldo de quem aprecia leitura e música fá-lo trafegar por essas paisagens áridas da política como quem surfa ondas, daí o texto fluido.
Após os rapapés para o colega que estreia, vamos a um dos focos de suas análises nesta segunda-feira (19). Na opinião Anderson Christian – por mim corroborada, “in totum” –, tem havido abusos nos programas matutinos do rádio, onde “a campanha eleitoral nem é pré em algumas emissoras, está deflagrada e em pleno andamento”. Alerta o colega que “o Ministério Público Eleitoral ouve, e muito, esses mesmos programas”.
Sem citar nominalmente o comunicador George Magalhães, o analista atenta para “a atitude do radialista (que) visa a ajudar o chefe, é claro. Mas, de tão acintosa e espalhafatosa, a série de elogios ao ex-gestor – referência ao ex-prefeito Edvaldo Nogueira, cuja esposa é proprietária da 103FM, onde o programa é veiculado – pode acabar prejudicando a futura candidatura”.
Quem avisa amigo é...



NO QUE ERRAM LUIZ EDUARDO OLIVA E LUIZ EDUARDO COSTA SOBRE ATAQUES A JOSÉ EDUARDO DUTRA?
As edições domingueiras do Jornal da Cidade e do Jornal do Dia trouxeram escritos assinados por Luiz Eduardo Oliva e Luiz Eduardo Costa repudiando o ato de hostilidade contra o ex-senador e ex-presidente do PT José Eduardo Dutra, em frente à casa onde era velado o corpo do dirigente sindical, morto domingo passado vítima de câncer.
Os jornalistas são craques em erudição. “A morte de Zé Eduardo e a nau da insensatez” e “A baba de ódio que se derramou sobre o morto” os títulos dos respectivos artigos.
Luiz Eduardo Oliva apela aos clássicos da cultura elitista ocidental – a tragédia grega de Sófocles “Antígona” e a “Ilíada” de Homero – para condenar “os destemperados e tomados pelo ódio (que) não tiveram a menor cerimônia, o menor sentimento, e violando o sagrado direito de velar os mortos, foram à porta do velatório protestar e afrontar familiares e amigos de quem não podia se defender, e ainda jogaram panfletos em que se dizia Petista bom é petista morto”.
Luiz Eduardo Costa, jornalista de soberba eloquência, capaz de cometer textos laudatórios sobre – como exemplo frugal, por favor – a monarquia dirigida pelo ministro Jean-Baptiste Colbert sob o reinado de Luiz XIV de França, sem precisar recorrer ao Senhor Google, tratou do vitupério contra o petista sob a ótica da bravura do filósofo basco Miguel de Unamuno, reitor da Universidade de Salamanca durante a Guerra Civil Espanhola.
Na mesma linha de raciocínio usada pelo colega esquerdista, diz Luiz Eduardo Costa: “Quando num velório um morto é insultado, como aconteceu ao ser velado o corpo de José Eduardo Dutra, fica-se a duvidar do que acontece neste Brasil, onde Sérgio Buarque de Holanda exaltou o povo que era cordial”.
Ambos os escribas estão corretos ao analisar a reação ao corpo inerte do ex-senador: ódio desmedido, violência sem tamanho, ofensa vil à dignidade e a honra; uma afronta, um insulto lamentável e reprovável. Porém, no que erram Luiz Eduardo Oliva e Luiz Eduardo Costa sobre o ignóbil ataque ao velório de José Eduardo Dutra?
Nas motivações (dos manifestantes) não ditas, e menos ainda explicadas por eles – ou ao menos aludidas, por muito necessárias, para se entender o atual momento político brasileiro, fruto de uma contenda torpe engendrada pelo “Lulopetismo”: o “nós, bons versus eles, maus”, a condenar metade do país ao infortúnio de uma qualificação pejorativa, fruto da visão distorcida da política, e dos métodos plebiscitários urdidos e praticados pelo “genial” palanqueiro Luiz Inácio Lula da Silva.
É preciso se dizer sem medo, mesmo que nada disso mude – ou tente justificar, muito pelo contrário – aquele ato covarde: o vitupério ao velório de José Eduardo Dutra era uma ataque não àquele corpo morto, não ao ser humano tragado pela tragédia de uma doença infernal, mas ao chefe do PT que ele fora até bem pouco tempo, ao representante dessa facção política enrolada até a medula na Operação Lava-jato. Era um protesto inadvertido, esquisito, fora de ordem ou propósito civilizado ou civilizatório, porém um protesto... do tipo que só o PT o seria capaz de realizar. E que, no entanto, agora sente na própria pele.
Lamentavelmente, graças à maquinação mesquinha e rasteira praticada pelo “Lulopetismo”, a política no Brasil está radicalizada ao limite. E, convenhamos, José Eduardo Dutra não merecia “homenagem” tão virulenta no momento de sua despedida.



 SER JOVEM NÃO É DEFEITO, GENTE!
Nos últimos dias, declarações sobre candidaturas, competências e a eleição de 2016, do vice-prefeito de Aracaju José Carlos Machado, e dos deputados federais André Moura e Valadares Filho, atiçaram o meio político.
Para José Carlos Machado, a situação de Aracaju seria mais drástica, caso tivesse Valadares Filho como prefeito, porque “não se pode comparar a experiência de João Alves Filho com a dele”.
Na análise do deputado André Moura, arguto observador da cena política, as pesquisas hoje apontam para o empate técnico entre o prefeito e Valadares Filho, razão para o receio de José Carlos Machado, pois “há o desgaste natural de quem está no poder” e o “risco de perder existe, não se pode negar”.
Já na ótica de Valadares Filho, prefeito e vice morrem de medo da renovação, isso porque “ela virá acompanhada de novos projetos, de novas ideias e de uma grande energia e vontade de acertar”.
Vamos à história, em rápidas pinceladas: em 1975, ao assumir pela primeira vez o cargo de prefeito de Aracaju e nomear José Carlos Machado secretário de Obras, tanto este quanto o próprio João Alves Filho possuíam “zero” de experiência em gestão pública, não obstante terem literalmente “revolucionado” Aracaju. Somente em termos de grande avenidas, 14 foram implantadas. À época, eles eram ainda mais jovens do que Valadares Filho, e isso não lhes impediu a competência.
Ademais, no fatídico ano de 2006, com a máquina governamental às mãos, montado sobre uma experiência de quatro mandatos – um de prefeito, três de governador e uma passagem marcante como ministro do Interior na gestão do presidente Ribamar Ferreira (José Sarney) –, João Alves Filho achou-se no direito de desdenhar o contendor Marcelo Déda, vindo a perder para “o Menino” meses depois.
José Carlos Machado é um dos homens mais inteligentes com quem convivi e conheci. Possui visão estratégica macro do que seja administração pública e gestão eficiente. É um empresário consolidado, cuja atuação política é respeitada e até admirada pelos adversários. Contudo, erra ao usar o mesmo comparativo feito pelo amigo e parceiro João Alves Filho nove anos atrás.
Convenhamos – já ensinava há 2 mil anos o grande general chinês Sun Tzu –, não se deve desdenhar do adversário, sobretudo com ele às barbas (vide as declarações de André Moura sobre as pesquisas realizadas nos últimos meses). Pior ainda quando a gestão empreendida pelo DEM/PSDB carece de, digamos, presença mais visível, mesmo após a troca de luzes na Avenida Beira Mar. Seria mera justificativa pelo fracasso?
A briga promete ser boa, sobretudo porque não se deve menosprezar um outro contendor disposto a também lutar pelo pódio. Edvaldo Nogueira pode até não ter o mesmo approach de Valadares Filho, mas tem duas forças a favor dele: foi prefeito de Aracaju e não fez feio, além de trafegar bem entre a juventude “sonhática” das faculdades. Detalhe: ambos têm a possibilidade de receber apoio do governador Jackson Barreto que, mesmo desgastado politicamente, tem a máquina.
Porém, para finalizar, se alguém me questionasse neste instante: quem de todos os pré-candidatos possíveis teria chance de ser o próximo prefeito, eu diria sem medo de errar, o Negão.
O motivo é simples: Valadares Filho e Edvaldo Nogueira – assim como Zezinho Sobral (PMDB) e a própria deputada petista Ana Lúcia Menezes, também supostos contedores – não trabalham de forma estratégica. Acreditam piamente que podem empurrar com a barriga a discussão – leia-se, pré-campanha – até o próximo ano, mesmo erro cometido por Eduardo Amorim na eleição de 2014, com o resultado que todos conhecemos.

 #Eleição2016 | Prefeitura de Aracaju
VALADARES FILHO, O PRÓXIMO PREFEITO?
O PSB já decidiu, por unanimidade: o deputado federal Valadares Filho será o candidato do partido à Prefeitura de Aracaju em 2016. Trata-se de um nome bastante competitivo, capaz de fazer muito estrago. Não esqueçam, por pouco em 2012 o deputado socialista não provoca um segundo turno, fator que poderia ter comprometido a vitória do atual prefeito João Alves Filho.
Segundo Valadares Filho, um jovem cheio de gás e boas ideias, seu partido está preparado para o desafio de 2016. Ele até fala em “preparação das bases” e em “foco” neste objetivo. O deputado tem experiência eleitoral e, obviamente, sabe que não será fácil tirar o docinho dos lábios carnudos do Negão, mesmo com os aracajuanos esconjurando o alcaide. Possibilidades há, e muitas!
Além de diversas promessas não cumpridas – e difíceis de serem realizadas –, João Alves Filho utiliza uma forma de administrar ultrapassada, eivada de vícios e práticas que atrasam Aracaju, outrora cidade da “qualidade de vida”, hoje virou a #LixoAju. O projeto do BRT, por exemplo, não saiu do papel porque o Negão, pasmem, perdeu o prazo junto ao Ministério das Cidades.
Valadares Filho tem a cara da renovação, apelo crucial como alternativa política.

 #LixoAju #FoiJoãoQuemFez
SERÁ QUE AGORA JOÃO ALVES FILHO DEMITIRÁ OS PETISTAS E COMUNISTAS? SERÁ?
Esta terça-feira madorrenta – o dia começou com um Sol sem ardor, encoberto por nuvens – traz uma novidade “tremenda”. Em nota à imprensa, sob o título “Medidas Administrativas da Prefeitura de Aracaju para enfrentar a crise”, o prefeito informa: “Em virtude da enorme crise econômica e financeira que assola todo o país (…) João Alves Filho resolve anunciar as seguintes medidas administrativas: devolver servidores requisitados com ônus à prefeitura e exonerar todos os cargos em comissão, exceto secretários, diretores de autarquia, fundações e empresas”.
Em contrapartida, o Negão prometeu recontratar 50% do efetivo dispensado, “em função da importância dos funcionários” e “a critério de cada Secretário”. Aleluia, amém! Com 2 anos, 9 meses, 29 dias e 10 horas de atraso, espera-se que agora sejam dispensados da Prefeitura de Aracaju os servidores comissionados, petistas e comunistas, ainda remanescentes das gestões anteriores, mantidos a pretexto de... Bem, eu mesmo não sei informar. Alguém sabe?
De toda sorte, o nosso venerado prefeito estima, com as referidas medidas, economizar cerca 3 milhões de reais mensais com folha de pagamento. Quem, afinal, disse que doutor João Alves Filho dorme no ponto? Essa turma maldosa e ressentida gosta de fazer intriga, viu! Santa danação...

‪#‎AnáliseDaImprensa‬ | Colunista Diógenes Brayner
CONSPIRAÇÃO CONTRA DIÓGENES BRAYNER, SIMPLES ERRO OU INFORMAÇÃO PLANTADA?
Por David Leite | Terça-feira, 14/07/2015 às 15h25
Segue a polêmica em torno da coluna “Plenário” do Correio de Sergipe de hoje. Pode-se dizer tudo acerca do analista político Diógenes Brayner, menos que ele seja um neófito ou que não cause polêmica com seus escritos. Como narrei mais cedo, o tema do comentário do jornalista, a suposta mudança de partido pelo vice-prefeito de Aracaju José Carlos Machado (do PSDB para o PPS), acabou por gerar queixas no grupo do Zapzap “Política&Amenidades”, administrado por Diógenes Brayner.
Citados pela coluna, o empresário Clovis Silveira, presidente do Diretório Regional do PPS; o ex-deputado federal João Fontes, futuro vice-presidente do PSDB-SE; o senador Eduardo Amorim e o futuro presidente tucano Pedrinho Barreto, além do próprio José Carlos Machado – e para piorar, até o empresário Edivan Amorim, que entrou de “gaiato” no navio – desmentiram “Plenário”, talvez a coluna política mais influente da imprensa local.
Os primeiros teriam participado de uma reunião na sexta-feira na sede do PSC em Aracaju, da qual também teria participado o deputado federal André Moura, com o objetivo de, supostamente, discutir a permanência (ou não) do vice-prefeito no PSDB.
Eduardo Amorim (ainda filiado ao PSC) disse à Ilha FM pela manhã que José Carlos Machado não lhe telefonou dizendo que trocaria de partido. Já o vice-prefeito garantiu na mesma rádio que ainda nem decidiu se deixará o PSDB.
Ainda na Ilha FM, o secretário-geral do PPS, radialista Marcos Aurélio, disse que, se José Carlos Machado filiar-se ao PPS, ele deixará o partido. Por sua vez, minutos antes, Clóvis Silveira confirmou o convite feito dias atrás ao (ainda) tucano para filiar-se ao partido “com o compromisso de ele ser indicado como candidato à reeleição junto com o prefeito João Alves Filho”.
O sarapatel de gato selvagem continuou com João Fontes negando a informação divulgada por Diógenes Brayner, de que ele teria telefonado para Eduardo Amorim comunicando a filiação de José Carlos Machado ao PPS. Ele também negou ter participado da dita reunião de sexta-feira passada com André Moura, Eduardo Amorim e Pedrinho Barreto no PSC. Já Pedrinho Barreto lamentou a publicação de uma informação não dita por ele. 
Ao desculpar-se pelo erro de “incluir” João Fontes no colóquio, o jornalista envolveu o empresário Edivan Amorim: “Me equivoquei (...) o outro [político no encontro] foi Edivan Amorim. Consertarei amanhã. Desculpe.”
A situação complicou um pouco mais pois Edivan Amorim disse a mim, numa conversa privada no Zapzap, que não participou nem na sexta-feira ou em qualquer outro momento por esses dias de reuniões para discutir sobre o PSDB ou acerca de José Carlos Machado. Afirmou ainda estar em viagem a São Paulo desde o sábado, 11/07. Finalizou garantindo que quem trata de questões políticas em Sergipe é o irmão, Eduardo Amorim. “Estou fora [desse assunto], não quero me meter”, concluiu.
No grupo “Política&Amenidades”, baseado na crença de suas fontes e na prolífica tarimba como analista político, Diógenes Brayner não titubeou: “Vou encerrar aqui. Não vou discutir (…) Tenho extremo cuidado com as informações que passo a público. Não gostaria de polemizar, mas cuidarei de dar todas as informações. É da ética e do bom jornalismo. Mantenho tudo que escrevi ontem [à noite e publicado hoje no Correio de Sergipe] e trarei [sobre] novos fatos amanhã. Vai ser ótimo.”
Já está sendo ótimo... Eis as questões: estamos diante de uma conspiração para tentar desacreditar um jornalista respeitado e, sem dúvida, dos mais bem informados de Sergipe ou Diógenes Brayner simplesmente errou – ou ainda, uma outra opção: teria ele sido induzido ao erro por uma “informação plantada” através de uma de suas fontes, disposta a tumultuar o processo?
Convenhamos, o próprio analista reconheceu o erro no caso de João Fontes. Por que não haveria de reconhecer os demais supostos erros, se tais situações não houvessem de fato ocorrido? Por outro lado, Edivan Amorim afirma não ter estado em qualquer reunião partidária nem tratado sobre o PSDB com as figuras em questão. Diógenes Brayner mantém a informação ou o empresário, em São Paulo desde sábado passado, estaria a negar a cristalina verdade? Tais dúvidas ainda perduram.
Diógenes Brayner prometeu esclarecer tudo na coluna de amanhã. Também acrescentará novidades ao conteúdo já divulgado, disse ele. Esperemos, pois, pelo que a velha raposa tem a nos dizer. Estou muito curioso... #‎SantaDanação‬

NAS IDAS E VINDAS DO PSDB, O JORNALISMO PATINA

Por David Leite | Terça-feira, 14/07/2015 às 10h35

São tantas as idiossincrasias políticas a envolver a redistribuição de comando do PSDB de Sergipe que até a imprensa anda meio tonta. No domingo, o analista político Gilvan Manoel escreveu no Jornal do Dia que o partido “já foi o mais forte de Sergipe durante os dois governos de Albano Franco. [Mas] hoje virou uma sigla de aluguel.” Ontem, na Liberdade FM, a experiente repórter Magna Santana ficou confusa: o ex-presidente do PSDB Roberto Góis estava ou não filiado à agremiação, ficava ou sairia? Hoje o tumulto atingiu até um totem do jornalismo político e seu “Plenário”. O caro Diógenes Brayner trocou alhos por bugalhos e terá que se corrigir amanhã.
Coisas da vida? Nada disso, meu povo amado. O jornalismo, sobretudo o opinativo, deve ter excessivo cuidado com os tais “pontos de vista”, sob pena de cair na incúria panfletária.
O PSDB, por exemplo, era sim uma força política relevante entre 1995 e 2002, mas em termos de filiados nunca foi lá grande coisa. Ademais, o mais importante partido de oposição, hoje, mesmo vivendo um caos político [aqui e em Brasília], só com quase nenhuma boa vontade do Jornal do Dia poderia ser classificado como “uma sigla de aluguel”. Por causa da presença do senador Eduardo Amorim no processo, o jornalista Gilvan Manoel teve embaçadas as lentes de sua análise.
A “tontura” de Magna Santana decorreu também das “declarações impensadas” – como comentou um ex-senador – do próprio Roberto Góis. Num dia, o ar no partido era insustentável. No outro, já dava para ver um pouco de céu azul, pois o “cachimbo da paz” havia sido fumado entre os antigos e os novos senhorios do PSDB, incluindo aquele que sempre foi mesmo não tendo sido quase nunca, o ex-governador Albano Franco. Pedrinho Barreto, novo presidente do partido, é um arranjo político genial, pois ele mantém relações de longas datas com todos os envolvidos no processo e goza da confiança mútua – até do próprio prefeito João Alves Filho.
Agora de manhã, via Zapzap, o ex-deputado João Fontes disse que não procede a informação divulgada por Diógenes Brayner dizendo que ele havia telefonado para Eduardo Amorim comunicando que José Carlos Machado iria se filiar ao PPS. “Lamento que se divulgue uma informação envolvendo o meu nome sem eu ter sido consultado sobre o assunto”, reclamou.
Tema do comentário do jornalista, a suposta mudança de partido pelo vice-prefeito de Aracaju acabou gerando queixas no grupo “Política&Amenidades” administrado por Diógenes Brayner. “Em nenhum momento eu participei de reunião na sexta-feira passada com André Moura, Eduardo Amorim e Pedrinho Barreto no PSC para vetar no nome de José Carlos Machado para vice-prefeito em 2016, como divulgado na coluna 'Plenário' de hoje. Vê-se claramente que a matéria foi plantada ou Diógenes Brayner é muito mal informado”, escreveu um inflado João Fontes.
O advogado Pedrinho Barreto, talvez menos ofendido, também reclamou de “Plenário”: “Lamento [ele] ter publicado informação não dita por mim. Nunca disse que José Carlos Machado jamais seria indicado [candidato à reeleição de vice-prefeito]. O que disse foi que não depende de mim tal indicação.”
Num primeiro momento, Diógenes Brayner escreveu: “Confirmo a informação.” Mais adiante, porém, recuou: “Querido João Fontes, eu digo [no texto publicado pelo Correio de Sergipe, hoje] que na reunião de sexta-feira estavam Pedrinho Barreto, André Moura, Eduardo Amorim e o outro [presente] foi Edivan Amorim. Essa me equivoquei e consertarei amanhã. Desculpe.”
Ou seja, foram tantas essas idas e vindas no PSDB nestes dias passados, que até o jornalismo sergipano acabou patinando.