OPOSIÇÃO SEM VERGONHA
Tem gente que por dinheiro e poder faz qualquer coisa! Não, a frase não trata sobre os petistas no comando do País. O assunto é sobre Sergipe, mesmo; de fato, sobre a oposição sergipana. Tenho acompanhado o movimento do deputado federal André Moura visando a reorganizar o grupamento derrotado em outubro, numa das eleições mais bizarras da história de Sergipe.
Um homem de bem, médico de formação humanista, bacharel em Direito especializado em Direito Público, destacado pela atuação como senador modernista e cujas maiores bandeiras são a transparência e eficiência do serviço público, foi transformado pela eficiente comunicação do adversário num elemento sem qualquer compromisso com a coisa pública, etc e tal...
Lamentavelmente, o discurso oposicionista conquistou apenas uma terça parte do eleitorado – do total de votos apurados (1.239.891), nada menos que 448.795 eleitores se abstiveram, anularam os votos ou votaram em branco. Contabilizados os números dos principais concorrentes, Jackson Barreto obteve 537.793, uma vitória esmagadora, contra 415.641 de Eduardo Amorim. O recado estava dado: a oposição deveria permanecer oposição. A regra do jogo faz ganhadores e perdedores.
Parece uma equação simples: ganha-se ou perde-se! No entanto, na cabeça de alguns parlamentares de Sergipe, perder nem sempre significa... perder. O velho “jeitinho” do brasileiro provoca comichão e, tão logo o candidato do PSC recebeu o veredicto eleitoral, já havia deputados beijando a mão do governador Jackson Barreto, em busca de uma teta para abrigar os próprios lábios e os apaniguados sedentos de poder.
Diante da movimentação escrota, descarada e antipolítica, houve certo silêncio inicial – que durou, pasmem, até a semana passada! Silêncio quebrado apenas pelo recado duro de André Moura na imprensa, insurgido contra aqueles tirados a espertos que querem na Assembleia Legislativa posar de oposição, mas que atrás das cortinas fecharam robustos acordos para consolidar a força da já hegemônica bancada governista.
Em sua falação, André Moura foi cristalino como as águas do Caribe: “Espero que os deputados possam agir com coerência. Cada um tem independência suficiente. Ninguém é dono do mandato do outro, mas cada um tem de prestar contas do mandato a quem os elegeu”, acrescentando que prefere uma bancada reduzida, mas que seja oposição de verdade; e prometeu: “Vamos derrubar o muro do jogo duplo”. #Uia
É isso, então, minha gente: contra a falta de vergonha na cara, a falta de caráter, e a “inocência política” – assim mesmo, entre aspas –, só mesmo uma voz forte e decidida como a de André Moura, para ajeitar as abóboras na boleia dessa caminhonete chamada oposição sergipana, que corre o risco de desaparecer, caso não haja um líder capaz de aglutinar uma turma que já se imaginava governo, até encontrar o furacão Jackson Barreto.
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Por David Leite ©2015 | 11/02 às 15h15 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. ‪#‎Curta‬ ‪#‎Comente‬ ‪#‎Compartilhe‬

O POVO DE ARACAJU JÁ ANDA SAUDOSO
DO COMUNISTA DE BOUTIQUE, QUEM DIRIA...
Após dois anos de mandato, esperava-se mais do prefeito de Aracaju João Alves Filho, e a população já se mostra saudosa do antecessor, que fez uma administração considerada por muitos como mais arrojada que a atual. Ontem, por exemplo, em entrevista ao jornalista André Barros (A8SE/TV Atalaia), o presidente do PSC/SE deputado André Moura deu nota 6 à gestão do democrata. “É verdade que ele fez muito, mas ainda falta cumprir algumas importantes promessas de campanha”, disse o parlamentar.
Pesquisa encomendada pelo Governo de Sergipe ao Instituto Padrão, para avaliar o potencial dos prováveis candidatos à sucessão em Aracaju, acendeu a luz vermelha na PMA. Ela aponta empate técnico entre o ex-prefeito comunista Edvaldo Nogueira, com ligeira vantagem para o tocador de zabumba – 19,7% contra 19,2% do Negão. Logo abaixo vem Valadares Filho, com 17,5%; Robson Viana, candidato dos sonhos do governador Jackson Barreto, com 4,5%; e a petista professora Ana Lúcia Menezes, com 2,5%.
Espécie de “balão de ensaio” governista, a candidatura do atual secretário de Planejamento e Administração, além de presidente estadual do PMDB/SE, ex-prefeito João Augusto Gama, também tem sido citada como concorrente pela mídia chapa-branca. Ele, no entanto, disse que não será candidato – isso significa que muito provavelmente o será, anotem!
O prefeito João Alves Filho ainda tem um ano e seis meses para provar que merece a renovação do mandato. Tem uma equipe de assessores muito fraca, com raras exceções, mas talvez consiga sair do marasmo pela vocação empreendedora que sempre o motivou. É nessa esperança – a de que reconquiste o coração do eleitor  que se fiam os correligionários e simpatizantes da gestão do democrata. Mas ao que parece, mesmo para ele, não será uma tarefa fácil.
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Por David Leite ©2015 | 10/02 às 08h00 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. ‪#‎Curta‬ ‪#‎Comente‬ ‪#‎Compartilhe‬



TESE DO IMPEACHMENT É PLAUSÍVEL...
A bandalheira do PT não tem limites, avançando sobre instituições da República, com o fito de aboletar-se perpetuamente no poder. O partido abusa de estratagemas sórdidos, motivo mais do que suficiente para, dentro das normativas previstas na Constituição Cidadã, aplicar-lhe um corretivo forte, como o impedimento para Dilma Rousseff permanecer na presidência.
Por muito menos, o presidente Fernando Collor de Melo foi defenestrado do mando pátrio, com o auxílio luxuoso do PT e dos movimentos sociais de esquerda – antes de serem corrompidos, claro. Ao derrotar fragorosamente o candidato Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das primeiras eleições presidenciais diretas após o fim da ditadura (1999), o ex-governador alagoano entrou para a lista cara-pintada dos moralistas de então.
Trocando em miúdos: “impeachmar” um espertinho de meia tigela como Collor de Melo, o nordestino tirado a gente, pode. Fazer dele um exemplo de político punido por corrupção, idem. Já mandar para a cadeia o chefe do Mensalão e cultor juramentado do Petrolão ou impedir a continuidade do assalto praticado pelo PT de Dilma Rousseff, ah!, isso não pode. É golpe, é antidemocrático, é não aceitar o veredicto eleitoral. Bata-me um abacate com mel, raspas de limão e pitadas de gengibre...
A cambada que apoiou e saiu às ruas brandindo bandeiras verdes e amarelas no “Fora Collor”, pedindo a saída do boboca bacana, hoje nem sonha em caminhar em passeata, cobrando do PT ao menos um pouco de vergonha na cara, que dirá pedir o impeachment da governAnta mais bronca jamais vista – ela não sabe de nada, e isso é mesmo uma verdade sem contestação! Como disse o caro professor Fernando Henrique Cardoso, o respeito ao voto não redunda em permitir a bandalheira.
Aliás, o mesmo Fernando Henrique Cardoso que foi vítima do “Fora FHC”, quando veio à tona a denúncia de compra de votos – jamais provada, aliás – para a consolidação da reeleição! Ou será que essa turma já esqueceu disso, também? Lançar nas ruas o “Fora FHC” é legal, contra a petralhada, não! É golpe...
Comprovadas as devidas culpabilidades e decorridos os prazos legais para o processo judicial e seus contraditórios, havendo condenações, o impeachment é plenamente possível e necessário. Como o apoiei contra o danado do Fernando Collor de Melo, o apoio irrestritamente agora contra Dilma Rousseff, afinal, a lei é para todos, indistintamente... ainda! Sigamos...
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Por David Leite ©2014 | 09/02 às 11h05 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. ‪#‎Curta‬ ‪#‎Comente‬ ‪#‎Compartilhe‬

OPOSIÇÃO, CADÊ TU?
A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) é sempre o acontecimento político que marca o início do ano, sobretudo após a posse de um novo governo – não que a gestão de Jackson Barreto seja uma novidade para os sergipanos, mas pelo caráter de agora começar um período novo, como disse o próprio governador, “pós Marcelo Déda, pós PT”.
Não se estranha que o modelo republicano adotado no Brasil privilegia, desde sua fundação, o Poder Executivo em detrimento dos demais poderes, sobretudo o Poder Legislativo, tratado como subalterno. Vimos no plano nacional o Mensalão ser desvendado pela coragem de uns pouco homens públicos como o fio de um novelo gigante fabricado pelo PT, engrossado neste momento pelo Petrolão, com métodos ilegais de fomento e manutenção de uma bancada governista cativa a soldos generosos.
Em Brasília, três candidatos concorrem pela presidência da Câmara Federal, havendo um quase eleito (Eduardo Cunha, PMDB-RJ), que promete não fazer oposição ao Governo Federal, mas que diz, também, não será submisso à gestão Dilma Rousseff. Ele esclarece: “Estamos tentando construir uma candidatura partidária, uma candidatura da Casa, que busca o equilíbrio entre os Poderes”. Outro candidato, o governista Arlindo Chinaglia (PT-SP), luta com as armas terríveis que tem, ao que parece, sem chance de vitória. Enquanto um terceiro (Júlio Delgado, PSB-MG) marca presença, mostrando que existe um núcleo divergente do tal “consenso”.
Já em Sergipe, não por acaso, apenas o Poder Executivo apresentou candidato à Alese, o ex-prefeito de Itabaiana Luciano Bispo (PMDB), cujo grande mérito é ter com Jackson Barreto uma relação antiga e simbiótica, a ponto de, ainda como governador em exercício, JB ter nomeado para a Codise o irmão dele, Roberto Bispo, um cabra cheio de problemas com a Justiça, fato que desagradou sumamente a Marcelo Déda – dizem que até acelerou seu declínio, com o agravamento do estado de saúde.
Diz o bem informado jornalista Diógenes Bryner que “a chapa (governista) foi formada com o objetivo de desconstruir qualquer outra candidatura. Dela também participam dois deputados do PSD – Jéferson Andrade e Luiz Mitidieri –, o que isola o persistente Gustinho Ribeiro (do mesmo partido deles), que ainda mantém a candidatura e hoje terá encontro com o governador Jackson Barreto para uma decisão final. Se a própria legenda (PSD) não apoia o candidato, fica muito difícil.”
Trocando em miúdos: como até governistas muito ligados ao governador e apoiados pelos colegas deputados, caso de Gustinho Ribeiro e Garibalde Mendonça, enfrentam dificuldades para se firmar, a oposição, por seu turno, optou por não peitar o governador, talvez ainda aturdida com a fragorosa derrota de outubro, que deixou muita gente sem norte, como se ganhar ou perder não fizesse parte do jogo. O “luto” psicanalítico pode ajudar...
Convenhamos, quase nenhum político quer brigar com um governador em início de mandato, especialmente com um trator como Jackson Barreto, disposto a impor novas regras de gestão e um estilo político próprio de administrar. Como trabalha feito um jegue, por certo o novo mandatário não dará trégua a uma oposição cada vez mais minguada e vacilante. Talvez venhamos a ter uma oposição muito fraca, talvez a mais fraca dos últimos 30 anos, posto que poucos oposicionistas – diria até, raros oposicionistas! – aguentam ficar mais quatro anos longe das tetas do poder.
Em resumo: a oposição perde muito com a saída de Venâncio Fonseca da liderança e com sua indicação à Mesa Diretora  3ª secretaria. Perde mais ainda por não lançar candidato próprio e disputar com os governistas, uma ação política que teria o condão de mostrar as fragilidades do candidato danado que o governador JB escolheu para comandar o Legislativo estadual.
A oposição calou, ninguém teve coragem de dizer que Luciano Bispo, mesmo sendo gente boa e um cabra de fino trato, está melado dos pés à cabeça de malfeitos praticados durante suas gestões em Itabaiana. Improbidades que lhe serão cobradas pela Justiça mais adiante e poderão até custar seu próprio mandato – e isso é algo que não se pode desprezar numa “guerra”...
Por fim, lançar candidato próprio seria mais uma oportunidade para desgastar um governo que começa mal e tende a piorar, com o tempo. Ao mesmo tempo, parafraseando Eduardo Cunha, ajudaria a construir uma candidatura partidária (PSC e agregados), uma candidatura da Casa, que buscasse o equilíbrio entre os Poderes. Isso é óbvio, como as estrelas que despontam no céu no ocaso.
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Por David Leite ©2014 | 28/01 às 10h50 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe 

EDUCAÇÃO: VERGONHA NACIONAL; E OUTRO
BRASILEIRO AGUARDA NO CORREDOR DA MORTE
De volta ao batente, após alguns dias de sombra e água fresca, a notícia mais lamentável (para o futuro do país) diz respeito ao terrível desempenho dos alunos brasileiros no Enem 2014.
O ensino nas escolas públicas brasileiras anda ruim demais, já havia diagnosticado a Prova Brasil, cujos resultados, avaliando crianças do 5º e 9º ano do fundamental e do 3º ano do ensino médio, em português e matemática, foram divulgados em novembro.
Um resumo da tragédia: a cada dez alunos, nove terminam o ensino médio sem aprendizagem adequada em matemática – 65% não sabem reconhecer um quadrado, um triângulo ou um círculo; e cerca de 60% não conseguem localizar informações essenciais num conto ou reportagem.
A Prova Brasil é usada para compor o principal indicador da qualidade da educação nas redes pública e privada no país, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em 2013, 23 estados ficaram abaixo da meta projetada – menos Amazonas, Pernambuco, Rio de Janeiro e Goiás.
Agora, além da queda na nota da redação do Enem, meio milhão de candidatos zerou a prova. Especialistas apontam justamente o provável número de “analfabetos funcionais” como causa fundamental para resultados tão desesperadores. Ou seja, são alunos aprovados em anos anteriores e no final do ensino médio, mas que não sabem ler um enunciado, explicar uma ideia ou escrever um texto com encadeamento e lógica.
Todos os indicadores convergem para o mesmo diagnóstico: estamos na rabeira! O Pisa (prova internacional de competências), por exemplo, fornece resultados similares há anos, num ranking em que os alunos brasileiros ocupam o desonroso 58º lugar entre 65 países.
Está comprovado que somente a educação de qualidade consegue diminuir as desigualdades econômicas e sociais, um dos maiores gargalos a impedir o aumento da produtividade, e por consequência, do desenvolvimento sustentável no Brasil. O Enem traz o alerta importante: não podemos mais adiar a reforma no sistema educacional, ou a competitividade do país estará seriamente ameaçada.

Morte... aos traficantes de drogas – Na Indonésia estão algumas das mais badaladas e belas praias do planeta, chamarizes para surfistas e aventureiros do mundo inteiro.
As ilhas de Bali e Java são destinos obrigatórios no sudeste da Ásia. Maior arquipélago do mundo, fincado na encruzilhada de dois oceanos – o Pacífico e o Índico – e dois continentes (Ásia e Austrália), a Indonésia é um mosaico de culturas, reunidas sob forte pressão religiosa.
De uns tempos para cá, intelectuais e políticos seculares lutam para manter a harmonia religiosa do país – o hinduísmo e o budismo são também presentes –, e as vozes moderadas estão revoltadas com a direção tomada, sobretudo no governo de Susilo Bambang Yudhoyono, substituído em fins do ano passado por Jako Widodo, um populista amplamente favorável à pena de morte.
Com mais de 250 milhões de habitantes, a Indonésia é o país com maior maioria muçulmana (87%) do mundo e sofre um processo de radicalização islâmica e intolerância contra tudo o que não for muçulmano. O turismo é levado a sério, no entanto a caça às drogas elevou-se sobremaneira.
Jako Widodo é o primeiro presidente do país sem vínculos com a ditadura do general Hadji Mohamed Suharto, outro populista sanguinário. Elegeu-se com a plataforma de ampliar o cerco aos traficantes. Punir com a morte entra no bojo dessa “política” de governo – um recado aos cartéis ocidentais para evitarem o país, que se transforma a cada dia em foco do jihadismo.
O surfista brasileiro Rodrigo Muxfeldt deve ter o mesmo destino de Marco Archer Cardoso Moreira, o conterrâneo fuzilado no sábado. Na Indonésia, tolerância mesmo apenas com assassinos. Só em 2014 foram soltos mais de 300 terroristas, e mais de 1000 tiveram penas comutadas nos últimos dez anos.
Dilma Rousseff andou pregando o diálogo com terroristas. Talvez agora a nossa governanta se convença que é tarefa amplamente impossível manter relações amigáveis, quando envolve essa gente configurada nos ditames e ideias da Idade Média.
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Por David Leite ©2014 | 19/01 às 12h25 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa. #Curta #Comente #Compartilhe

“INOCENTES” INÚTEIS, OS JUDEUS E O MALDITO
CAPITALISMO: TUDO JUNTO E BEM MISTURADO!
O mundo vive uma crise moral, um momento delicado, quando radicais islâmicos querem impor à humanidade, por meio da força bruta, um “estilo” de vida segundo leis religiosas. Mas sabem de quem é a culpa por esses coitadinhos agirem assim? Dos ubíquos judeus – sempre eles – e do maldito capitalismo. Os “inocentes” inúteis da esquerda até gritam que o “Charlie Hebdo” abusava...
O engraçado de tudo isso – se é que podemos rir, ainda mais diante da morte! – é que aquela redação esquerdista era reconhecida mundialmente por ser extremamente antirracista, antifascista e anticolonialista. Se havia conteúdo crítico ao islamismo, havia também contra o cristianismo e o judaísmo. Trocando em miúdos: o “Charlie Hebdo” sempre foi, antes de mais nada, um jornal provocativo, satírico, “subversivo”, anticlerical e por vezes até antirreligioso. E daí? É crime estimular o ódio (aqui e na França). Não era o que fazia o fanzine, afeito apenas à ironia.
Agora há pouco, vi pela TV parte da entrevista coletiva da turma que sobreviveu ao massacre de quarta-feira em Paris e que já prepara a edição do “Charlie Hebdo”, prevista para circular a partir de amanhã, com o auxílio luxuoso do “Libération”, do Google e do governo Francês. Serão três milhões de exemplares em 16 línguas, ante os 60 mil da última edição. O tiro saiu pela culatra, vê-se. Na capa, um Maomé choroso, dizendo que tudo está perdoado e segurando um cartaz com a frase “Je suis Charlie”. Quem riu por último, afinal? Os radicais, onde quer que estejam, terão de engolir mais essa. #Uia
Misturando as bolas, surgem no contexto do debate os judeus; sempre eles, aliás... Os fascistas europeus e americanos – brasileiros e sergipanos, também –, o grupo radical egípcio Irmandade Muçulmana, os terroristas degoladores do Estado Islâmico e os plestinos do Hamas concordam que os judeus devam ser exterminados. A questão palestina pesa, mas é apenas uma nesga a provocar o ódio a um povo com maior número de laureados pelo prêmio Nobel desde sua criação.
Várias colônias de judeus foram estabelecidas em terras confiscadas de proprietários nativos não-judeus na faixa de Gaza e arredores, ao custo de muitas vidas, inclusive de mulheres, crianças e adolescentes. Alguém ouviu um “ai” da imprensa ocidental? É visível a disparidade no valor da vida humana aos olhos do mundo ocidental: palestinos morrem feito baratas e, isolados na pobreza, são descartáveis; já os judeus quase sempre são sacralizados, que o diga a comoção em Paris pela morte de quatro deles num atentado correlato ao do “Charlie Hebdo”.
A mídia ocidental trata como “resposta” as ofensivas de Israel contra os palestinos, como se a resistência palestina não fosse, ela própria, um grito contra a opressão israelense. Se o Hamas mata judeus, não interessa quem os matou, ou sob quais circunstâncias. Toda a população palestina sofrerá – mais do que já sofre, normalmente, sob ocupação. A questão é que Israel, único enclave democrático no Oriente Médio, é visto como reduto do mal, enquanto o Hamas promove na Faixa de Gaza um regime onde prevalecem as “leis de deus”, conforme ditadas ao profeta Maomé.
Estamos diante de uma armadilha, e é preciso lutar para não sermos arrastados ao extremismo – os crimes contra a vida, perpetrados por insanos, não devem ser relativizados, advenham eles de militares norte-americanos mundo afora ou de judeus no Oriente Médio, de radicais islâmicos contra uma escola do Paquistão, em Paris ou no Iraque. Eis a questão: para justificar o arraigado antissemitismo e antiamericanismo na Europa e na América Latina, sobremodo, aceita-se até que o mundo retroceda à Lei Islâmica (Sharia). Não há como aceitar tamanha involução, óbvio.
Misturando as bolas um pouco mais, surge o maldito capitalismo e a guerra fria contra o regime assassino mais degradante da história humana, responsável por mais de 100 milhões de mortes, o comunismo! Atualmente, a maioria dos movimentos radicais islâmicos, no mundo todo, tem ligação com a ultraconservadora e reacionária seita wahhabismo, que controla a vida política da Arábia Saudita, do Catar e de outros aliados do Ocidente no Golfo Pérsico. Mesmo violento, direitista, extremista, reacionário, sexista e intolerante, o wahhabismo, direta e indiretamente, ainda hoje, mesmo após o 11 de setembro, recebe apoio de norte-americanos e europeus, numa contraposição ao regime russo. Durma com um barulho desses...
No passado, mais precisamente entre 1979 e 1989, os wahhabis vindos de todos os cantos do mundo islâmico foram treinados, financiados, armados e empregados no Afeganistão pelo Ocidente e seus aliados, para lutar a “Guerra Santa” contra os ateus comunistas. Não foi uma luta fácil, mas o resultado da guerra é conhecido: a União Soviética e o comunismo entraram em colapso econômico e psicológico. Entre os guerrilheiros estrangeiros envolvidos na “jihad” aos infiéis esquerdistas estava o jovem saudita Osama Bin Laden, criador e mentor da notória Al-Qaeda.
Os governos ocidentais que estimularam os wahhabis contra a URSS agora se veem, temerosos, diante do monstro criado. Mas como esses grupos se mantêm? Aparentemente, o apoio financeiro dos que atuam a partir e no Egito, Tunísia, Líbia, Síria, Iêmem, Barein, Iraque, Irã, Afeganistão e Paquistão vem de doadores ricos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes, e as suas raízes ideológicas estão no extremismo islâmico radical saudita, que permanece crescente.
Não será fácil cortar uma fonte econômica tão poderosa, alimentada pelos petrodólares e pelo ódio tribal, agravado ainda pela perda de influência política dos xeques árabes, de maioria sunita, contra xiitas e outras etnias alocadas no Norte da África, no Oriente Médio e Ásia Ocidental. A imposição da Lei Islâmica seria, então, uma mera “cortina de fumaça” a atuar em favor de interesses políticos?
Até um século atrás, a maior parte das sociedades muçulmanas, inclusive as da Síria, Iraque, Irã, Egito, Indonésia e Palestina eram absolutamente seculares e moderadas. Estavam muito mais preocupadas com a vida, o entretenimento, e até mesmo com a moda, do que com dogmas religiosos. Devemos lembrar ainda que o islã não é apenas uma religião; é também uma enorme cultura, uma das maiores do planeta, que enriqueceu a humanidade com conquistas científicas e arquitetônicas e com contribuições no campo da medicina, na música e nas artes. O que mudou?
Mudou a imposição do Ocidente, após a Segunda Guerra Mundial: a existência e a popularidade de governantes muçulmanos progressistas e marxistas administrando países ricos em recursos naturais eram claramente inaceitáveis, sobretudo se pretendiam usar aquela riqueza para melhorar a vida de seus povos. O que sobraria para corporações capitalistas? No livro autobiográfico “Confissões de um Assassino Econômico”*, o americano John Perkins explica como organizações internacionais (FMI, Banco Mundial, etc) canalizaram, através de empréstimos, verbas de países pobres para grandes corporações e famílias abastadas, que controlam as maiores fortunas mundiais.
A luta contra o imperialismo Ocidental, portanto, sobretudo o norte-americano, artífice de guerras que devastaram boa parte da infraestrutura de nações antes prósperas, como o Iraque, e que persiste na dilapidação de riquezas, especialmente do petróleo e do gás natural, estaria na raiz do engajamento dos milhares jovens pobres e iletrados contra os infiéis bem nutridos da Europa e Estados Unidos, sem falar que é um grande negócio para os radicais islâmicos absorver e gerir um patrimônio fantástico, seja ele em termos de grandes vastidões de terras e o petróleo, obviamente.
Por outro lado, moços e moças nascidos no Ocidente, descentes de imigrantes, encontram em sua maioria um clima de crescente xenofobia na Europa. A “inadequação” ao modo de vida ocidental e a falta de educação, de acesso a trabalhos dignos e de respeito à cultura religiosa fomentam a ira e ódio, e também estimulam que mais de dois mil jovens europeus, envolvidos pelo discurso motivacional pregado por líderes religiosos wahhabis não mais nas mesquitas, de onde parte deles foi expulsa, mas na internet, funciona como chamariz para uma vida aventureira nos desertos.
Em resumo, “inocentes” inúteis, judeus inescrupulosos controlando grande corporações financeiras, o maldito capitalismo devotado a dilapidar de muitos para enriquecer uns poucos, a falta de perspectivas de futuro e de melhores condições de vida para uma juventude oca e fragilizada, tudo junto e bem misturado, fomentam ataques como o perpetrado ao “Charlie Hebdo”, apenas o bode expiatório de uma “causa” muito maior. O mundo ideal seria aquele onde todos pudéssemos viver em paz, cercados de justiça social e qualidade de vida. A ganância e a intolerância – de todo tipo – são as verdadeiras chagas, responsáveis pelo atraso e regressão da humanidade. Pensemos nisso...

(*) Leia resenha sobre o livro “Confissões de um Assassino Econômico” em http://abraoolho-dmilk.blogspot.com.br/2011_08_28_archive.html.
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Por David Leite ©2014 | 13/01 às 18h00 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe

A ESQUERDA CALA SOBRE ATENTADO EM PARIS
PORQUE NO FUNDO CONCORDA COM O ATAQUE
Não ocorre por acaso o silêncio da esquerda brasileira quanto ao ataque covarde que dizimou quarta-feira passada a redação do satírico “Charlie Hebdo”, jornal de humor francês. No fundo, lá bem no fundo da alma, parte dessa turma muito bem colocada nas esferas do Poder Central gostaria de também decapitar ou fuzilar os adversários – neste caso, como os assassinos integram grupos armados anti-EUA, os inimigos dos meus inimigos são meus amigos: advém desse conceito o “apoio” enrustido!
Canalhas, vagabundos e miseráveis são os que atribuem abuso ao “Charlie Hebdo”, por fazer chacota de qualquer coisa. Que charge poderia suscitar tanto desprezo à vida, mesmo se desperta ira e ódio? A que exibe um demente Maomé sendo arrastado numa cadeira de rodas por um judeu? Ou a do beijo na boca entre um clérigo sunita e um dos chargistas do polêmico semanário, a simbolizar que o “amor”, mesmo entre os contrários, é possível? Batam-me um abacate com mel e lascas de limão, por favor.
Se os terroristas acham que assassinando inocentes – mesmo que provocadores – vão intimidar, estão muito enganados... Vamos caçar todos os intolerantes, mas mantendo o que nos faz melhor do que esses lacaios do mal: sob a força da lei, da tolerância e do convívio entre os contrários. O governo brasileiro e sua súcia de opinadores bem pagos com dinheiro público silenciam ante o terror. Já nós, o povo brasileiro, somos solidários com os corajosos jornalistas e humoristas que perderam suas vidas defendendo um dos maiores valores humanos: o direito à expressão de ideias.
A luta agora é por manter esses valores em voga. Nada de esmorecer! Sejamos machos uma vez na vida e mostremos que ninguém imporá valores religiosos ou seu “estilo” de vida sem reação. O Brasil ainda não foi palco de atentados como o de Paris, mas os serviços de inteligência do governo sabem da existência de células terroristas em pontos da fronteira com o Paraguai e Argentina, e também em algumas áreas de São Paulo. Como está o monitoramento desses grupos violentos? Vão deixar que algo aconteça, para então emitir uma nota chocha (e inócua) de pesar?
Fico aqui a imaginar qual teria sido a reação da “intelligentzia” brasileira, fosse o alvo não um jornal de humor escrachado e até mesmo radical, mas uma publicação comunista, como o “L'Humanité”, sendo atacado por cristãos de direita revoltados com as críticas à Igreja. Aliás, alguém ouviu falar sobre a construção de algum templo cristão em países islâmicos como o Irã, após a chegada ao poder nessas nações dos radicais fundamentalistas do Corão? Ou mesmo de algum atentado porque alguém queimou uma bíblia? Eis a diferença entre tolerância e o contrário...
Como os leitores já devem ser percebido, sou adepto da ironia sem pejo e do humor descarado. Morri um pouco com o assassínio de gente tão cheia de talento e... bom humor! De gente que, como eu, vive a rir da vida, de si mesmo, dos outros, em busca de um mundo melhor, onde a diferença de pensamento seja o grande patrimônio a gerar mais e mais riqueza intelectual, um bem pessoal e intransferível, mas plenamente compartilhável. Meus pêsames.
Somos todos “Charlie Hebdo”!

PS – Não é preciso dizer que o assunto em pauta neste escrito não foi alvo do interesse da “imprensa” sergipana, atolada de esquerdistas! Aliás, é um assunto chato demais, convenhamos.
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Por David Leite ©2014 | 10/01 às 15h00 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe

REVISTA VEJA CONFIRMA: SERGIPE PERDEU AO
NÃO ELEGER EDUARDO AMORIM GOVERNADOR
Caríssimas e caríssimos, interrompo minhas férias por uma causa justa: dar uma boa gargalhada dos eleitores sergipanos, meus conterrâneos que em outubro cometeram o desatino de acreditar na cantilena que a patuleia governista “vendeu” na TV, para descredenciar um político jovem, com ideias modernas e que agora é reconhecido nacionalmente, pelo mais importante veículo semanal de informação brasileiro, a revista Veja (Editora Abril), como “o melhor parlamentar de 2014”, na avaliação de desempenho feita pela sua equipe de jornalistas em parceria com o Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj). Isenção total, portanto!
O chamado “Ranking do Progresso” de Veja levou em consideração para formular a escolha propostas feitas na legislação capazes de contribuir para tornar o Brasil um país mais moderno e competitivo, na visão do semanário. O Necon desenvolveu uma metodologia que observa todas as etapas de uma proposição, de sua origem à votação final, atribuindo peso específico em cada uma das fases. Também pesaram discursos ou votações em plenário.
Neste tocante, diz Veja para justificar a escolha de Eduardo Amorim: “Ele já vinha se destacando desde que assumira sua cadeira no Congresso por ter uma intensa produção legislativa voltada para o desenvolvimento do país”. Foi destaque o fato do senador do PSC ser “um inabalável defensor da transparência dos gastos públicos, da simplificação da cobrança de impostos e da eficiência dos serviços prestados pelo governo”. Eis, pois, meu povo...
Outro ponto de destaque deu-se ainda em 2013, quando Eduardo Amorim foi relator da receita na Comissão de Orçamento do Congresso Nacional, cuja missão é discriminar o montante de recursos para os gastos do governo do exercício seguinte. A Veja diz que o senador sergipano “chegou a bater de frente com setores governistas e do próprio Legislativo ao defender a rigorosa exposição dos números de crescimento e inflação. Isso causou transtorno ao Ministério da Fazenda, que, nos últimos anos, se acostumou a utilizar sua 'contabilidade criativa' para maquiar as contas públicas”. Ou seja, antecipou-se ao desastre.
Pesou ainda na escolha de Veja a visão moderna de Eduardo Amorim sobre tributação, a luta pela qualificação dos órgãos de fiscalização e controle públicos, além da proposta de criar o Conselho Nacional dos Tribunais de Contas e de reforma política para melhorar a relação entre Executivo e Legislativo.
Trocando em miúdos: Sergipe perdeu uma grande oportunidade ao NÃO eleger Eduardo Amorim para governar o Estado pelos próximos quatro anos. O senador pode se orgulhar do seu mandato, reconhecido agora como o melhor entre todos os demais senadores do Brasil. Sergipe também pode se orgulhar de possuir um representante com visão modernizadora, que busca contribuir com iniciativas visando a ampliar e melhorar o desenvolvimento do país. Não é hora de chorar o leite derramado, mas sim de refletir sobre ações efetivadas – o voto! –, buscando corrigir erros futuros.
Aqui com os meus botões, penso: “Como foi possível manter sob sigilo absoluto e total, inclusive durante o período eleitoral, uma atuação tão pró-ativa e edificante?” De fato, o “prêmio” que Eduardo Amorim ora recebe, através do reconhecimento de Veja, somente reforça a tese de que sua comunicação careceu de inteligência e capacidade de reverberação qualificada, tanto antes quanto durante a campanha. Muito pouco ou quase nada dessa brilhante atuação chegou aos ouvidos dos sergipanos de forma massificada, intensiva e focada, o que constitui verdadeiro absurdo.
Ao senador Eduardo Amorim minhas considerações, e parabéns pela vitória! Vou gargalhar... com sombra e água fresca! #Uia
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Por David Leite ©2014 | 27/12 às 10h40 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe

QUEM NÃO PODE COM O POTE,
NÃO DEVE PEGAR NA RODILHA
Aprendi com o falecido jornalista Hugo Costa uma frase que me guia e me deixa pronto para toda sorte de desventuras praticadas contra mim por amigos (as piores, diga-se!) e adversários – sei que alguns se acham inimigos meus, mas prefiro não tratar ninguém nesse nível, pois me conheço! Dizia o velho jornalista sergipano: “Quem me enganar está perdoado. O erro foi meu...”
Geralmente, é do meu feitio o comedimento no trato de questões que envolvam a vida pessoal minha e alheia. Contudo, como estamos num fim de ano, pertine fazer um “balanço” das perdas e ganhos pessoais (no âmbito geral) obtidos durante o período. Não me vejo, portanto, acabrunhado para medir “prós” e “contras”, em busca de cometer menos erros de agora em diante. Talvez, seja esta ainda uma forma de ver as experiências de vida como eternos aprendizados.
O Ano do Ressentimento. Percebo que muita gente que me cerca ou que esteja no meu convívio distante se acumula de emoções negativas, sobretudo quanto ao outro – é como se a felicidade pessoal não fosse uma conquista... pessoal, e que não devêssemos buscar nos demais o melhor que possam oferecer. Inveja, cobiça e falta de amor ao próximo marcaram boa tarte das relações em 2014.
O pior dos males, porém, é a ingratidão! Como são ingratas determinadas pessoas... Advém daí, também, parte dos ressentimentos que se embrenham nos corações! Alguns de nós têm a estranha mania de criar problemas onde não há, e muitas vezes praticam a ingratidão como forma de punir o outro. Ledo engano: diminuem-se a si mesmos, sem alcançar qualquer fruto positivo, afinal.
Outra desventura é a onipotência. Há onipotentes de todos o calibres. No entanto, os mais “onipotentes” estão na política e na comunicação, minhas áreas de trabalho – e talvez por isso os veja com maior intensidade. “Quem não pode com o pote, não deve pegar na rodilha”, ensinava com muita propriedade Dona Caçula, minha santa avó, falecida aos 90 anos uma década e meia atrás. A derrota de outubro, fragorosa, expôs mitos políticos e científicos da comunicação.
Entrar numa “guerra” sem bala na agulha é o mesmo que decretar a prévia falência! Só os “onipotentes” acreditam que tudo se ajeitará com o tempo, como fazem as abóboras na boleia de um caminhão. Quem assim se enxerga, desintegra-se com maior facilidade. Neste tocante, 2014 desintegrou científicos da política e da comunicação, pulverizando figuras até então cunhadas como “infalíveis”. Vê-se, pois, que o buraco é mais embaixo. Triste de quem menospreza o adversário, dizia o grande general Sun Tzu dois milênios atrás.
Sejamos práticos, então! Estão perdoados aqueles que me trapacearam – todos! Estão perdoados aqueles que me fizeram humilhar para ajudá-los e hoje praticam a ingratidão sem pejo. Estão perdoados os que tentaram apagar o meu sorriso e agora sabem que gargalhei deles. Também peço perdão: aos que não pude atender a contento; aos que não pude honrar compromissos firmados – fá-lo-ei ao seu tempo, garanto; aos que não pude retribuir amor e carinho; aos que machuquei por palavras e atos; aos que de mim queriam e não alcançaram...
Espero amanhã, talvez já em 2015, inaugurar um novo momento de vida! Mais austero, mais elegante, mais amoroso, mais amantíssimo; menos severo comigo e com os demais; menos em muito, para ser mais em tudo...
Meu abraço fraterno aos leitores, amigas e amigos que me suportaram em 2014. Prometo dar o melhor de mim no ano que chega. Boas festas, e que sejamos ricos em saúde e paz; e que a prosperidade nos abunde a vida... Entro hoje de férias, devendo retornar apenas em fins de janeiro. Havendo algo que valha a pena tratar, voltarei com prazer. Mas quero mesmo é sombra e água fresca.
Abraços a todos...

“!CASTROS, ADIÓS!”
Encerra-se 2015 com a maior rasteira aplicada à esquerda vadia latino-americana, também conhecida como “esquerda festiva” latino-americana – e justamente vindo de quem menos se podia esperar, o presidente preto dos EUA. O cabra vem fazendo uma gestão complicada, com grande intervenção estatal na economia – um fetiche dessa turma da esquerda, imaginar que entende de finanças e gestão econômica – e deliberações por decreto de temas polêmicos, como a legalização dos imigrantes ilegais e a assinatura do acordo com a China sobre a questão ambiental.
O senhor Barack Obama fez cair por terra o maior de todos os argumentos que fazia Cuba, essa imensa fazenda-prisão, o último esteio do comunismo no planeta, ao lado da famigerada Coreia do Norte, também envolvida num processo de isolamento: serão reatadas relações diplomáticas com o país caribenho e a meta é abrandar paulatinamente o embargo, até eliminá-lo por completo. E por que, afinal, contrariar a turma pró-arrocho? “Não funcionou”, resumiu o esquerdista de Havard, acerca do embargo.
O The New York Times é o maior ninho de cobras da esquerda festiva nos EUA – aliás, a imprensa norte-americana, excetuando a conservadora FOX, que desbancou a CNN em audiência, mas perdeu recentemente o posto para a pequena MSNBC, já conhecida com a “Fox News da esquerda”, está infestada desse ofídicos. Não posso negar, contudo, que admiro o sensato colunista Nicholas Kistof, e sempre que algo importante ocorre nos EUA e região, lá vou eu atrás da opinião do calejado jornalista para entender certos detalhes, algo que pode passar ao largo.
Com o título “Welcome Back, Cuba!”, o artigo de Nicholas Kistof de 17/12 na página de opinião do NYT diz de cara que o embargo a Cuba só favoreceu a permanência e manutenção da elite comunista no poder, ao oferecer ao regime dos Castro um bode expiatório para seus fracassos econômicos e político. Exorta o veterano jornalista que “teria sido melhor se os Estados Unidos tivessem permitido invasões de turistas, empresários e investidores na ilha”. Diz ele, com máxima propriedade: “Às vezes, o poder das armas desaparece diante do poder do gracejo”, uma verdade...
Nicholas Kistof lembrou dos tempos de estudante, quando custeou uma visita a União Soviética contrabandeando jeans e “walkman” para moscovitas curiosos – “Meus colegas russos olhavam para minha mercadoria com reverência e, para mim, com inveja”. Em Cuba, estrangeiros reclamam com os nativos da qualidade capenga da internet e da aspereza do papel higiênico, rindo dos cubanos. Como afiança Nicholas Kistof, “Se esses encontros (e bens de consumo) não são letais (para abater o comunismo), exercem no mínimo uma ação corrosiva”. A inveja desperta desejos, ora!
Para finalizar, o caro Nicholas Kistof diz que as medidas propostas por Barack Obama podem não se traduzir em liberdade política para os cubanos, como ocorre na China hoje. No entanto, “As sucessivas ondas de visitantes estrangeiros perturbaram profundamente os chineses que acreditavam no sistema”. Trata-se, portanto, de um grande passo para ir quebrando, pelas beiradas, o repressivo e incompetente regime cubano, apresentando “um mundo novo”, esse em quem vivemos, àquele povo sofrido e carente.
Enfim, o presidente preto dos EUA fez por Cuba o que nem a tosca invasão da Baia dos Porcos conseguiu fazer: abrir as portas para que empresários e investidores do mundo todo possam levar àquele belo pedaço de terra um pouco de civilidade, através das benesses que apenas o capitalismo é capaz de produzir. Cuba vai sobreviver: Castros, Adiós! E diga-se, já vão tarde demais...
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Por David Leite ©2014 | 21/12 às 18h30 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe