EDUCAÇÃO: VERGONHA NACIONAL; E OUTRO
BRASILEIRO AGUARDA NO CORREDOR DA MORTE
De volta ao batente, após alguns dias de sombra e água fresca, a notícia mais lamentável (para o futuro do país) diz respeito ao terrível desempenho dos alunos brasileiros no Enem 2014.
O ensino nas escolas públicas brasileiras anda ruim demais, já havia diagnosticado a Prova Brasil, cujos resultados, avaliando crianças do 5º e 9º ano do fundamental e do 3º ano do ensino médio, em português e matemática, foram divulgados em novembro.
Um resumo da tragédia: a cada dez alunos, nove terminam o ensino médio sem aprendizagem adequada em matemática – 65% não sabem reconhecer um quadrado, um triângulo ou um círculo; e cerca de 60% não conseguem localizar informações essenciais num conto ou reportagem.
A Prova Brasil é usada para compor o principal indicador da qualidade da educação nas redes pública e privada no país, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em 2013, 23 estados ficaram abaixo da meta projetada – menos Amazonas, Pernambuco, Rio de Janeiro e Goiás.
Agora, além da queda na nota da redação do Enem, meio milhão de candidatos zerou a prova. Especialistas apontam justamente o provável número de “analfabetos funcionais” como causa fundamental para resultados tão desesperadores. Ou seja, são alunos aprovados em anos anteriores e no final do ensino médio, mas que não sabem ler um enunciado, explicar uma ideia ou escrever um texto com encadeamento e lógica.
Todos os indicadores convergem para o mesmo diagnóstico: estamos na rabeira! O Pisa (prova internacional de competências), por exemplo, fornece resultados similares há anos, num ranking em que os alunos brasileiros ocupam o desonroso 58º lugar entre 65 países.
Está comprovado que somente a educação de qualidade consegue diminuir as desigualdades econômicas e sociais, um dos maiores gargalos a impedir o aumento da produtividade, e por consequência, do desenvolvimento sustentável no Brasil. O Enem traz o alerta importante: não podemos mais adiar a reforma no sistema educacional, ou a competitividade do país estará seriamente ameaçada.

Morte... aos traficantes de drogas – Na Indonésia estão algumas das mais badaladas e belas praias do planeta, chamarizes para surfistas e aventureiros do mundo inteiro.
As ilhas de Bali e Java são destinos obrigatórios no sudeste da Ásia. Maior arquipélago do mundo, fincado na encruzilhada de dois oceanos – o Pacífico e o Índico – e dois continentes (Ásia e Austrália), a Indonésia é um mosaico de culturas, reunidas sob forte pressão religiosa.
De uns tempos para cá, intelectuais e políticos seculares lutam para manter a harmonia religiosa do país – o hinduísmo e o budismo são também presentes –, e as vozes moderadas estão revoltadas com a direção tomada, sobretudo no governo de Susilo Bambang Yudhoyono, substituído em fins do ano passado por Jako Widodo, um populista amplamente favorável à pena de morte.
Com mais de 250 milhões de habitantes, a Indonésia é o país com maior maioria muçulmana (87%) do mundo e sofre um processo de radicalização islâmica e intolerância contra tudo o que não for muçulmano. O turismo é levado a sério, no entanto a caça às drogas elevou-se sobremaneira.
Jako Widodo é o primeiro presidente do país sem vínculos com a ditadura do general Hadji Mohamed Suharto, outro populista sanguinário. Elegeu-se com a plataforma de ampliar o cerco aos traficantes. Punir com a morte entra no bojo dessa “política” de governo – um recado aos cartéis ocidentais para evitarem o país, que se transforma a cada dia em foco do jihadismo.
O surfista brasileiro Rodrigo Muxfeldt deve ter o mesmo destino de Marco Archer Cardoso Moreira, o conterrâneo fuzilado no sábado. Na Indonésia, tolerância mesmo apenas com assassinos. Só em 2014 foram soltos mais de 300 terroristas, e mais de 1000 tiveram penas comutadas nos últimos dez anos.
Dilma Rousseff andou pregando o diálogo com terroristas. Talvez agora a nossa governanta se convença que é tarefa amplamente impossível manter relações amigáveis, quando envolve essa gente configurada nos ditames e ideias da Idade Média.
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Por David Leite ©2014 | 19/01 às 12h25 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa. #Curta #Comente #Compartilhe

“INOCENTES” INÚTEIS, OS JUDEUS E O MALDITO
CAPITALISMO: TUDO JUNTO E BEM MISTURADO!
O mundo vive uma crise moral, um momento delicado, quando radicais islâmicos querem impor à humanidade, por meio da força bruta, um “estilo” de vida segundo leis religiosas. Mas sabem de quem é a culpa por esses coitadinhos agirem assim? Dos ubíquos judeus – sempre eles – e do maldito capitalismo. Os “inocentes” inúteis da esquerda até gritam que o “Charlie Hebdo” abusava...
O engraçado de tudo isso – se é que podemos rir, ainda mais diante da morte! – é que aquela redação esquerdista era reconhecida mundialmente por ser extremamente antirracista, antifascista e anticolonialista. Se havia conteúdo crítico ao islamismo, havia também contra o cristianismo e o judaísmo. Trocando em miúdos: o “Charlie Hebdo” sempre foi, antes de mais nada, um jornal provocativo, satírico, “subversivo”, anticlerical e por vezes até antirreligioso. E daí? É crime estimular o ódio (aqui e na França). Não era o que fazia o fanzine, afeito apenas à ironia.
Agora há pouco, vi pela TV parte da entrevista coletiva da turma que sobreviveu ao massacre de quarta-feira em Paris e que já prepara a edição do “Charlie Hebdo”, prevista para circular a partir de amanhã, com o auxílio luxuoso do “Libération”, do Google e do governo Francês. Serão três milhões de exemplares em 16 línguas, ante os 60 mil da última edição. O tiro saiu pela culatra, vê-se. Na capa, um Maomé choroso, dizendo que tudo está perdoado e segurando um cartaz com a frase “Je suis Charlie”. Quem riu por último, afinal? Os radicais, onde quer que estejam, terão de engolir mais essa. #Uia
Misturando as bolas, surgem no contexto do debate os judeus; sempre eles, aliás... Os fascistas europeus e americanos – brasileiros e sergipanos, também –, o grupo radical egípcio Irmandade Muçulmana, os terroristas degoladores do Estado Islâmico e os plestinos do Hamas concordam que os judeus devam ser exterminados. A questão palestina pesa, mas é apenas uma nesga a provocar o ódio a um povo com maior número de laureados pelo prêmio Nobel desde sua criação.
Várias colônias de judeus foram estabelecidas em terras confiscadas de proprietários nativos não-judeus na faixa de Gaza e arredores, ao custo de muitas vidas, inclusive de mulheres, crianças e adolescentes. Alguém ouviu um “ai” da imprensa ocidental? É visível a disparidade no valor da vida humana aos olhos do mundo ocidental: palestinos morrem feito baratas e, isolados na pobreza, são descartáveis; já os judeus quase sempre são sacralizados, que o diga a comoção em Paris pela morte de quatro deles num atentado correlato ao do “Charlie Hebdo”.
A mídia ocidental trata como “resposta” as ofensivas de Israel contra os palestinos, como se a resistência palestina não fosse, ela própria, um grito contra a opressão israelense. Se o Hamas mata judeus, não interessa quem os matou, ou sob quais circunstâncias. Toda a população palestina sofrerá – mais do que já sofre, normalmente, sob ocupação. A questão é que Israel, único enclave democrático no Oriente Médio, é visto como reduto do mal, enquanto o Hamas promove na Faixa de Gaza um regime onde prevalecem as “leis de deus”, conforme ditadas ao profeta Maomé.
Estamos diante de uma armadilha, e é preciso lutar para não sermos arrastados ao extremismo – os crimes contra a vida, perpetrados por insanos, não devem ser relativizados, advenham eles de militares norte-americanos mundo afora ou de judeus no Oriente Médio, de radicais islâmicos contra uma escola do Paquistão, em Paris ou no Iraque. Eis a questão: para justificar o arraigado antissemitismo e antiamericanismo na Europa e na América Latina, sobremodo, aceita-se até que o mundo retroceda à Lei Islâmica (Sharia). Não há como aceitar tamanha involução, óbvio.
Misturando as bolas um pouco mais, surge o maldito capitalismo e a guerra fria contra o regime assassino mais degradante da história humana, responsável por mais de 100 milhões de mortes, o comunismo! Atualmente, a maioria dos movimentos radicais islâmicos, no mundo todo, tem ligação com a ultraconservadora e reacionária seita wahhabismo, que controla a vida política da Arábia Saudita, do Catar e de outros aliados do Ocidente no Golfo Pérsico. Mesmo violento, direitista, extremista, reacionário, sexista e intolerante, o wahhabismo, direta e indiretamente, ainda hoje, mesmo após o 11 de setembro, recebe apoio de norte-americanos e europeus, numa contraposição ao regime russo. Durma com um barulho desses...
No passado, mais precisamente entre 1979 e 1989, os wahhabis vindos de todos os cantos do mundo islâmico foram treinados, financiados, armados e empregados no Afeganistão pelo Ocidente e seus aliados, para lutar a “Guerra Santa” contra os ateus comunistas. Não foi uma luta fácil, mas o resultado da guerra é conhecido: a União Soviética e o comunismo entraram em colapso econômico e psicológico. Entre os guerrilheiros estrangeiros envolvidos na “jihad” aos infiéis esquerdistas estava o jovem saudita Osama Bin Laden, criador e mentor da notória Al-Qaeda.
Os governos ocidentais que estimularam os wahhabis contra a URSS agora se veem, temerosos, diante do monstro criado. Mas como esses grupos se mantêm? Aparentemente, o apoio financeiro dos que atuam a partir e no Egito, Tunísia, Líbia, Síria, Iêmem, Barein, Iraque, Irã, Afeganistão e Paquistão vem de doadores ricos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes, e as suas raízes ideológicas estão no extremismo islâmico radical saudita, que permanece crescente.
Não será fácil cortar uma fonte econômica tão poderosa, alimentada pelos petrodólares e pelo ódio tribal, agravado ainda pela perda de influência política dos xeques árabes, de maioria sunita, contra xiitas e outras etnias alocadas no Norte da África, no Oriente Médio e Ásia Ocidental. A imposição da Lei Islâmica seria, então, uma mera “cortina de fumaça” a atuar em favor de interesses políticos?
Até um século atrás, a maior parte das sociedades muçulmanas, inclusive as da Síria, Iraque, Irã, Egito, Indonésia e Palestina eram absolutamente seculares e moderadas. Estavam muito mais preocupadas com a vida, o entretenimento, e até mesmo com a moda, do que com dogmas religiosos. Devemos lembrar ainda que o islã não é apenas uma religião; é também uma enorme cultura, uma das maiores do planeta, que enriqueceu a humanidade com conquistas científicas e arquitetônicas e com contribuições no campo da medicina, na música e nas artes. O que mudou?
Mudou a imposição do Ocidente, após a Segunda Guerra Mundial: a existência e a popularidade de governantes muçulmanos progressistas e marxistas administrando países ricos em recursos naturais eram claramente inaceitáveis, sobretudo se pretendiam usar aquela riqueza para melhorar a vida de seus povos. O que sobraria para corporações capitalistas? No livro autobiográfico “Confissões de um Assassino Econômico”*, o americano John Perkins explica como organizações internacionais (FMI, Banco Mundial, etc) canalizaram, através de empréstimos, verbas de países pobres para grandes corporações e famílias abastadas, que controlam as maiores fortunas mundiais.
A luta contra o imperialismo Ocidental, portanto, sobretudo o norte-americano, artífice de guerras que devastaram boa parte da infraestrutura de nações antes prósperas, como o Iraque, e que persiste na dilapidação de riquezas, especialmente do petróleo e do gás natural, estaria na raiz do engajamento dos milhares jovens pobres e iletrados contra os infiéis bem nutridos da Europa e Estados Unidos, sem falar que é um grande negócio para os radicais islâmicos absorver e gerir um patrimônio fantástico, seja ele em termos de grandes vastidões de terras e o petróleo, obviamente.
Por outro lado, moços e moças nascidos no Ocidente, descentes de imigrantes, encontram em sua maioria um clima de crescente xenofobia na Europa. A “inadequação” ao modo de vida ocidental e a falta de educação, de acesso a trabalhos dignos e de respeito à cultura religiosa fomentam a ira e ódio, e também estimulam que mais de dois mil jovens europeus, envolvidos pelo discurso motivacional pregado por líderes religiosos wahhabis não mais nas mesquitas, de onde parte deles foi expulsa, mas na internet, funciona como chamariz para uma vida aventureira nos desertos.
Em resumo, “inocentes” inúteis, judeus inescrupulosos controlando grande corporações financeiras, o maldito capitalismo devotado a dilapidar de muitos para enriquecer uns poucos, a falta de perspectivas de futuro e de melhores condições de vida para uma juventude oca e fragilizada, tudo junto e bem misturado, fomentam ataques como o perpetrado ao “Charlie Hebdo”, apenas o bode expiatório de uma “causa” muito maior. O mundo ideal seria aquele onde todos pudéssemos viver em paz, cercados de justiça social e qualidade de vida. A ganância e a intolerância – de todo tipo – são as verdadeiras chagas, responsáveis pelo atraso e regressão da humanidade. Pensemos nisso...

(*) Leia resenha sobre o livro “Confissões de um Assassino Econômico” em http://abraoolho-dmilk.blogspot.com.br/2011_08_28_archive.html.
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Por David Leite ©2014 | 13/01 às 18h00 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe

A ESQUERDA CALA SOBRE ATENTADO EM PARIS
PORQUE NO FUNDO CONCORDA COM O ATAQUE
Não ocorre por acaso o silêncio da esquerda brasileira quanto ao ataque covarde que dizimou quarta-feira passada a redação do satírico “Charlie Hebdo”, jornal de humor francês. No fundo, lá bem no fundo da alma, parte dessa turma muito bem colocada nas esferas do Poder Central gostaria de também decapitar ou fuzilar os adversários – neste caso, como os assassinos integram grupos armados anti-EUA, os inimigos dos meus inimigos são meus amigos: advém desse conceito o “apoio” enrustido!
Canalhas, vagabundos e miseráveis são os que atribuem abuso ao “Charlie Hebdo”, por fazer chacota de qualquer coisa. Que charge poderia suscitar tanto desprezo à vida, mesmo se desperta ira e ódio? A que exibe um demente Maomé sendo arrastado numa cadeira de rodas por um judeu? Ou a do beijo na boca entre um clérigo sunita e um dos chargistas do polêmico semanário, a simbolizar que o “amor”, mesmo entre os contrários, é possível? Batam-me um abacate com mel e lascas de limão, por favor.
Se os terroristas acham que assassinando inocentes – mesmo que provocadores – vão intimidar, estão muito enganados... Vamos caçar todos os intolerantes, mas mantendo o que nos faz melhor do que esses lacaios do mal: sob a força da lei, da tolerância e do convívio entre os contrários. O governo brasileiro e sua súcia de opinadores bem pagos com dinheiro público silenciam ante o terror. Já nós, o povo brasileiro, somos solidários com os corajosos jornalistas e humoristas que perderam suas vidas defendendo um dos maiores valores humanos: o direito à expressão de ideias.
A luta agora é por manter esses valores em voga. Nada de esmorecer! Sejamos machos uma vez na vida e mostremos que ninguém imporá valores religiosos ou seu “estilo” de vida sem reação. O Brasil ainda não foi palco de atentados como o de Paris, mas os serviços de inteligência do governo sabem da existência de células terroristas em pontos da fronteira com o Paraguai e Argentina, e também em algumas áreas de São Paulo. Como está o monitoramento desses grupos violentos? Vão deixar que algo aconteça, para então emitir uma nota chocha (e inócua) de pesar?
Fico aqui a imaginar qual teria sido a reação da “intelligentzia” brasileira, fosse o alvo não um jornal de humor escrachado e até mesmo radical, mas uma publicação comunista, como o “L'Humanité”, sendo atacado por cristãos de direita revoltados com as críticas à Igreja. Aliás, alguém ouviu falar sobre a construção de algum templo cristão em países islâmicos como o Irã, após a chegada ao poder nessas nações dos radicais fundamentalistas do Corão? Ou mesmo de algum atentado porque alguém queimou uma bíblia? Eis a diferença entre tolerância e o contrário...
Como os leitores já devem ser percebido, sou adepto da ironia sem pejo e do humor descarado. Morri um pouco com o assassínio de gente tão cheia de talento e... bom humor! De gente que, como eu, vive a rir da vida, de si mesmo, dos outros, em busca de um mundo melhor, onde a diferença de pensamento seja o grande patrimônio a gerar mais e mais riqueza intelectual, um bem pessoal e intransferível, mas plenamente compartilhável. Meus pêsames.
Somos todos “Charlie Hebdo”!

PS – Não é preciso dizer que o assunto em pauta neste escrito não foi alvo do interesse da “imprensa” sergipana, atolada de esquerdistas! Aliás, é um assunto chato demais, convenhamos.
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Por David Leite ©2014 | 10/01 às 15h00 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe

REVISTA VEJA CONFIRMA: SERGIPE PERDEU AO
NÃO ELEGER EDUARDO AMORIM GOVERNADOR
Caríssimas e caríssimos, interrompo minhas férias por uma causa justa: dar uma boa gargalhada dos eleitores sergipanos, meus conterrâneos que em outubro cometeram o desatino de acreditar na cantilena que a patuleia governista “vendeu” na TV, para descredenciar um político jovem, com ideias modernas e que agora é reconhecido nacionalmente, pelo mais importante veículo semanal de informação brasileiro, a revista Veja (Editora Abril), como “o melhor parlamentar de 2014”, na avaliação de desempenho feita pela sua equipe de jornalistas em parceria com o Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj). Isenção total, portanto!
O chamado “Ranking do Progresso” de Veja levou em consideração para formular a escolha propostas feitas na legislação capazes de contribuir para tornar o Brasil um país mais moderno e competitivo, na visão do semanário. O Necon desenvolveu uma metodologia que observa todas as etapas de uma proposição, de sua origem à votação final, atribuindo peso específico em cada uma das fases. Também pesaram discursos ou votações em plenário.
Neste tocante, diz Veja para justificar a escolha de Eduardo Amorim: “Ele já vinha se destacando desde que assumira sua cadeira no Congresso por ter uma intensa produção legislativa voltada para o desenvolvimento do país”. Foi destaque o fato do senador do PSC ser “um inabalável defensor da transparência dos gastos públicos, da simplificação da cobrança de impostos e da eficiência dos serviços prestados pelo governo”. Eis, pois, meu povo...
Outro ponto de destaque deu-se ainda em 2013, quando Eduardo Amorim foi relator da receita na Comissão de Orçamento do Congresso Nacional, cuja missão é discriminar o montante de recursos para os gastos do governo do exercício seguinte. A Veja diz que o senador sergipano “chegou a bater de frente com setores governistas e do próprio Legislativo ao defender a rigorosa exposição dos números de crescimento e inflação. Isso causou transtorno ao Ministério da Fazenda, que, nos últimos anos, se acostumou a utilizar sua 'contabilidade criativa' para maquiar as contas públicas”. Ou seja, antecipou-se ao desastre.
Pesou ainda na escolha de Veja a visão moderna de Eduardo Amorim sobre tributação, a luta pela qualificação dos órgãos de fiscalização e controle públicos, além da proposta de criar o Conselho Nacional dos Tribunais de Contas e de reforma política para melhorar a relação entre Executivo e Legislativo.
Trocando em miúdos: Sergipe perdeu uma grande oportunidade ao NÃO eleger Eduardo Amorim para governar o Estado pelos próximos quatro anos. O senador pode se orgulhar do seu mandato, reconhecido agora como o melhor entre todos os demais senadores do Brasil. Sergipe também pode se orgulhar de possuir um representante com visão modernizadora, que busca contribuir com iniciativas visando a ampliar e melhorar o desenvolvimento do país. Não é hora de chorar o leite derramado, mas sim de refletir sobre ações efetivadas – o voto! –, buscando corrigir erros futuros.
Aqui com os meus botões, penso: “Como foi possível manter sob sigilo absoluto e total, inclusive durante o período eleitoral, uma atuação tão pró-ativa e edificante?” De fato, o “prêmio” que Eduardo Amorim ora recebe, através do reconhecimento de Veja, somente reforça a tese de que sua comunicação careceu de inteligência e capacidade de reverberação qualificada, tanto antes quanto durante a campanha. Muito pouco ou quase nada dessa brilhante atuação chegou aos ouvidos dos sergipanos de forma massificada, intensiva e focada, o que constitui verdadeiro absurdo.
Ao senador Eduardo Amorim minhas considerações, e parabéns pela vitória! Vou gargalhar... com sombra e água fresca! #Uia
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Por David Leite ©2014 | 27/12 às 10h40 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe

QUEM NÃO PODE COM O POTE,
NÃO DEVE PEGAR NA RODILHA
Aprendi com o falecido jornalista Hugo Costa uma frase que me guia e me deixa pronto para toda sorte de desventuras praticadas contra mim por amigos (as piores, diga-se!) e adversários – sei que alguns se acham inimigos meus, mas prefiro não tratar ninguém nesse nível, pois me conheço! Dizia o velho jornalista sergipano: “Quem me enganar está perdoado. O erro foi meu...”
Geralmente, é do meu feitio o comedimento no trato de questões que envolvam a vida pessoal minha e alheia. Contudo, como estamos num fim de ano, pertine fazer um “balanço” das perdas e ganhos pessoais (no âmbito geral) obtidos durante o período. Não me vejo, portanto, acabrunhado para medir “prós” e “contras”, em busca de cometer menos erros de agora em diante. Talvez, seja esta ainda uma forma de ver as experiências de vida como eternos aprendizados.
O Ano do Ressentimento. Percebo que muita gente que me cerca ou que esteja no meu convívio distante se acumula de emoções negativas, sobretudo quanto ao outro – é como se a felicidade pessoal não fosse uma conquista... pessoal, e que não devêssemos buscar nos demais o melhor que possam oferecer. Inveja, cobiça e falta de amor ao próximo marcaram boa tarte das relações em 2014.
O pior dos males, porém, é a ingratidão! Como são ingratas determinadas pessoas... Advém daí, também, parte dos ressentimentos que se embrenham nos corações! Alguns de nós têm a estranha mania de criar problemas onde não há, e muitas vezes praticam a ingratidão como forma de punir o outro. Ledo engano: diminuem-se a si mesmos, sem alcançar qualquer fruto positivo, afinal.
Outra desventura é a onipotência. Há onipotentes de todos o calibres. No entanto, os mais “onipotentes” estão na política e na comunicação, minhas áreas de trabalho – e talvez por isso os veja com maior intensidade. “Quem não pode com o pote, não deve pegar na rodilha”, ensinava com muita propriedade Dona Caçula, minha santa avó, falecida aos 90 anos uma década e meia atrás. A derrota de outubro, fragorosa, expôs mitos políticos e científicos da comunicação.
Entrar numa “guerra” sem bala na agulha é o mesmo que decretar a prévia falência! Só os “onipotentes” acreditam que tudo se ajeitará com o tempo, como fazem as abóboras na boleia de um caminhão. Quem assim se enxerga, desintegra-se com maior facilidade. Neste tocante, 2014 desintegrou científicos da política e da comunicação, pulverizando figuras até então cunhadas como “infalíveis”. Vê-se, pois, que o buraco é mais embaixo. Triste de quem menospreza o adversário, dizia o grande general Sun Tzu dois milênios atrás.
Sejamos práticos, então! Estão perdoados aqueles que me trapacearam – todos! Estão perdoados aqueles que me fizeram humilhar para ajudá-los e hoje praticam a ingratidão sem pejo. Estão perdoados os que tentaram apagar o meu sorriso e agora sabem que gargalhei deles. Também peço perdão: aos que não pude atender a contento; aos que não pude honrar compromissos firmados – fá-lo-ei ao seu tempo, garanto; aos que não pude retribuir amor e carinho; aos que machuquei por palavras e atos; aos que de mim queriam e não alcançaram...
Espero amanhã, talvez já em 2015, inaugurar um novo momento de vida! Mais austero, mais elegante, mais amoroso, mais amantíssimo; menos severo comigo e com os demais; menos em muito, para ser mais em tudo...
Meu abraço fraterno aos leitores, amigas e amigos que me suportaram em 2014. Prometo dar o melhor de mim no ano que chega. Boas festas, e que sejamos ricos em saúde e paz; e que a prosperidade nos abunde a vida... Entro hoje de férias, devendo retornar apenas em fins de janeiro. Havendo algo que valha a pena tratar, voltarei com prazer. Mas quero mesmo é sombra e água fresca.
Abraços a todos...

“!CASTROS, ADIÓS!”
Encerra-se 2015 com a maior rasteira aplicada à esquerda vadia latino-americana, também conhecida como “esquerda festiva” latino-americana – e justamente vindo de quem menos se podia esperar, o presidente preto dos EUA. O cabra vem fazendo uma gestão complicada, com grande intervenção estatal na economia – um fetiche dessa turma da esquerda, imaginar que entende de finanças e gestão econômica – e deliberações por decreto de temas polêmicos, como a legalização dos imigrantes ilegais e a assinatura do acordo com a China sobre a questão ambiental.
O senhor Barack Obama fez cair por terra o maior de todos os argumentos que fazia Cuba, essa imensa fazenda-prisão, o último esteio do comunismo no planeta, ao lado da famigerada Coreia do Norte, também envolvida num processo de isolamento: serão reatadas relações diplomáticas com o país caribenho e a meta é abrandar paulatinamente o embargo, até eliminá-lo por completo. E por que, afinal, contrariar a turma pró-arrocho? “Não funcionou”, resumiu o esquerdista de Havard, acerca do embargo.
O The New York Times é o maior ninho de cobras da esquerda festiva nos EUA – aliás, a imprensa norte-americana, excetuando a conservadora FOX, que desbancou a CNN em audiência, mas perdeu recentemente o posto para a pequena MSNBC, já conhecida com a “Fox News da esquerda”, está infestada desse ofídicos. Não posso negar, contudo, que admiro o sensato colunista Nicholas Kistof, e sempre que algo importante ocorre nos EUA e região, lá vou eu atrás da opinião do calejado jornalista para entender certos detalhes, algo que pode passar ao largo.
Com o título “Welcome Back, Cuba!”, o artigo de Nicholas Kistof de 17/12 na página de opinião do NYT diz de cara que o embargo a Cuba só favoreceu a permanência e manutenção da elite comunista no poder, ao oferecer ao regime dos Castro um bode expiatório para seus fracassos econômicos e político. Exorta o veterano jornalista que “teria sido melhor se os Estados Unidos tivessem permitido invasões de turistas, empresários e investidores na ilha”. Diz ele, com máxima propriedade: “Às vezes, o poder das armas desaparece diante do poder do gracejo”, uma verdade...
Nicholas Kistof lembrou dos tempos de estudante, quando custeou uma visita a União Soviética contrabandeando jeans e “walkman” para moscovitas curiosos – “Meus colegas russos olhavam para minha mercadoria com reverência e, para mim, com inveja”. Em Cuba, estrangeiros reclamam com os nativos da qualidade capenga da internet e da aspereza do papel higiênico, rindo dos cubanos. Como afiança Nicholas Kistof, “Se esses encontros (e bens de consumo) não são letais (para abater o comunismo), exercem no mínimo uma ação corrosiva”. A inveja desperta desejos, ora!
Para finalizar, o caro Nicholas Kistof diz que as medidas propostas por Barack Obama podem não se traduzir em liberdade política para os cubanos, como ocorre na China hoje. No entanto, “As sucessivas ondas de visitantes estrangeiros perturbaram profundamente os chineses que acreditavam no sistema”. Trata-se, portanto, de um grande passo para ir quebrando, pelas beiradas, o repressivo e incompetente regime cubano, apresentando “um mundo novo”, esse em quem vivemos, àquele povo sofrido e carente.
Enfim, o presidente preto dos EUA fez por Cuba o que nem a tosca invasão da Baia dos Porcos conseguiu fazer: abrir as portas para que empresários e investidores do mundo todo possam levar àquele belo pedaço de terra um pouco de civilidade, através das benesses que apenas o capitalismo é capaz de produzir. Cuba vai sobreviver: Castros, Adiós! E diga-se, já vão tarde demais...
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Por David Leite ©2014 | 21/12 às 18h30 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe

OS PALANQUEIROS DO PT
Tem sido interessante observar o procedimento de determinados entes da imprensa – vou preferir não chamar de colegas pois podem se sentir ofendidos – quanto à postura da oposição no trato com o governo do PT. É como se todos fossem obrigados a aguentar calados as diabruras da gestão da nossa iluminada doutora em economia, a governAnta Dilma Rousseff, em cujo governo foi gestado o maior escândalo mundial com dinheiro público – o petrolão.
Essa turma acusa a oposição de não ter descido do palanque. Ai, ai, Santa Inocência... O que dizer, então, do Nosso Guia, o cabra que descobriu o Braziu? Mula da Silva pode ser um palanqueiro em tempo integral, mas isso não incomoda certos setores da imprensa – ele pode, é metalúrgico, é retirante da seca, é o Filho do Brasil. É tanta gente que não enxerga o que, por exemplo, é cristalino, conforme apresenta em Editorial o jornal “O Estado de S.Paulo”, em sua edição de 14/12. Leiam-no, por favor:

A URGÊNCIA DE LULA
A presidente Dilma Rousseff nem começou seu segundo mandato e seu padrinho, Luiz Inácio Lula da Silva, já está em plena campanha para a eleição de 2018. A bem da verdade, Lula nunca desceu do palanque – desde 2003, os governos lulopetistas se notabilizaram por administrar o País pensando somente na eleição seguinte, transformando o Estado em máquina partidária. Agora, no entanto, parece haver um sentido de urgência na atitude do ex-presidente, porque a oposição se fortaleceu pelo bom desempenho na última disputa presidencial e, também, porque o descalabro econômico e o maior escândalo de corrupção da história brasileira tornaram-se ameaças sérias a seu projeto de poder.
A principal estratégia de Lula e de seus seguidores tem sido atribuir cinicamente à oposição o mau comportamento republicano que hoje caracteriza o PT. “Eles acham que a campanha não acabou”, afirmou o ex-presidente, em discurso na abertura do 5.º Congresso do PT, em Brasília.
Com isso, Lula busca tirar a legitimidade das críticas da oposição, transformando-as em mera artimanha das “elites” para dar um “golpe” em Dilma e em seu partido – quando na verdade é Lula quem desmoraliza a democracia ao sistematicamente desrespeitar os que não votam nos petistas nem aceitam o assalto ao Estado. Para esse fim, vale tudo: no mesmo pronunciamento, Lula defendeu os envolvidos no escândalo da Petrobras, dizendo que eles já foram condenados pela imprensa antes mesmo da análise do caso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) - uma maneira nada sutil de dizer que, se o STF acatar as denúncias, só o fará por pressão dos jornais.
Na construção desse discurso contra a oposição, Lula especializou-se em ofender a inteligência alheia, apostando numa espécie de amnésia coletiva. “Eu perdi em 89, e todo mundo sabe como perdi, entretanto não fiquei na rua protestando, fui me preparar para a outra”, afirmou Lula, referindo-se à eleição presidencial de 1989, quando foi derrotado por Fernando Collor. Insinuando que a eleição de Collor não foi legítima (“todo mundo sabe como perdi”), Lula quis dizer que, apesar disso, não fez protestos como os que a oposição hoje faz. E foi adiante: “Quando a gente perdia, a gente acatava o resultado”.
Não é preciso fazer um grande esforço para lembrar que o PT sempre fez oposição sem trégua – votou contra o Plano Real e contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, para ficar em apenas dois exemplos da inconsequência do partido – e promoveu uma campanha sistemática para minar o governo de Fernando Henrique Cardoso, especialmente no segundo mandato. Líderes do partido, que hoje dizem “acatar o resultado” das eleições e se queixam das manifestações contra Dilma em razão do escândalo da Petrobras, chegaram a defender o impeachment de FHC diante das suspeitas de irregularidades nas privatizações. Era o “Fora FHC!”. Hoje, porém, Lula não se constrange em pedir que cessem os protestos contra Dilma porque ela “precisa governar”: “Deixem a mulher trabalhar, gente! Ela ganhou as eleições”.
Empenhado em ditar os rumos do segundo mandato, para fortalecer sua eventual candidatura em 2018, o ex-presidente, sempre que pode, cita as próximas eleições. “Eles (a oposição) começam a ficar apavorados com a perspectiva do quinto mandato”, discursou Lula, dando a senha para que os correligionários o ovacionassem. Em seguida, bem ao seu estilo, disse que “ninguém tem de pensar em 2018”, mas deixou clara a pressão sobre Dilma, ao dizer que espera dela o “sinal que ela vai dar do ponto de vista econômico, das políticas sociais, de desenvolvimento”.
Lula parece saber que é do desempenho de Dilma que depende sua força e a de seu partido para enfrentar a tempestade do escândalo de corrupção e sobreviver no poder em 2018. Essa é sua grande aflição e a razão pela qual imputa tudo o que se diz sobre o escândalo na Petrobras a uma campanha para “destruir” o PT.
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Por David Leite ©2014 | 19/12 às 10h10 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe

CUIDADO, O FACEBOOK PODE ESTAR
MANIPULANDO SUA MENTE, AGORA!
Fico impressionado com o avanço do Facebook sobre a vida das pessoas, e a influência direta causada pela rede social em escala global. Dia desses, todos ficamos estarrecidos quando se divulgou que durante uma semana, em 2012, o Facebook manipulou o algoritmo usado na distribuição das postagens na página de notícias de 700 mil usuários para verificar como elas afetavam o humor daquelas pessoas.
A vagabundagem, chamada de “estudo”, foi conduzida por pesquisadores de duas instituições de ensino americanas (Universidade de Cornell e Universidade da Califórnia) associadas ao Facebook. Quando se tornou público, em junho deste ano, ao ser publicado na 17ª edição dos Anais da Academia Nacional de Ciência, gerou grande mal-estar.
De acordo com o texto de apresentação do trabalho acadêmico, a intenção dos pesquisadores era “verificar se o número de palavras positivas ou negativas nas mensagens lidas pelos usuários resultaria em atualizações (comentários e postagens) positivas ou negativas nas redes sociais”.
Observou-se que os usuários que tiveram a distribuição de notícias manipulada utilizaram palavras positivas ou negativas, a depender do conteúdo ao qual foram expostos. O que se sabe, conforme afirmam os autores da pesquisa, é que “Estados emocionais podem ser transferidos de uma pessoa para outra por meio do contágio emocional, levando os indivíduos a experimentarem as mesmas emoções de modo inconsciente”.
Vejam ao que estamos expostos nas redes sociais: os resultados provam que emoções expressas no Facebook (e não apenas nesta plataforma, diga-se) podem influenciar as nossas próprias emoções, o que evidencia o contágio em larga escala via redes sociais. Noutras palavras: os chamados “metadados” capturados diariamente pelo Facebook para estudar tendências, podem ser manipulados para provocar reações adversas e inconscientes nos usuários.
Trata-se de uma arma muito perigosa, portanto, sobretudo pelo fato de o próprio Facebook, maior rede social do mundo, informar ter mais de um bilhão de usuários ativos. Vejam que esse é um tipo de “serviço” que pode interessar às grandes corporações capitalistas e aos governos.

IDIOTA – “David Leite, você é um idiota e fala do que não sabe!” A bela frase me foi dita seis meses atrás no calor de uma discussão sobre a manipulação praticada pelas redes sociais por um amigo a quem muito respeito – aliás, trata-se de um dos melhores profissionais da publicidade e da propaganda do país. Havia eu comentado sobre um estranho comportamento do Facebook em relação aos vídeos publicados na plataforma, advindos doutras redes sociais, especialmente o YouTube.
Um grupo de discussão foi criado por mim, envolvendo vários profissionais de Comunicação, para avaliar se havia mesmo alguma patifaria ocorrendo. Foi feito um experimento com um vídeo de um cliente atendido pela maioria dos envolvidos. Para minha surpresa, não houve nada de anormal naquela experimentação em particular – o vídeo foi publicado no Facebook com a ferramenta própria da plataforma e como link para o YouTube. De fato, o vídeo do YouTube obteve melhor audiência.
Aceitei a pecha de “idiota que nada sabe”, e segui minha viagem pela vida! Semana passada, uma reportagem da revista Época intitulada “Quem é o dono do que você produz” narrou a batalha travada pelo Facebook contra o rival YouTube, serviço do corrente Google. “Oxente”, pensei eu, “será que eu tinha alguma razão e o Facebook já tramava algo sórdido?” Vejamos...
Conforme Época, “o primeiro passo do Facebook foi dar prioridade a vídeos feitos com sua própria ferramenta de publicação, em detrimento dos filmes de outros serviços como YouTube, Vimeo ou Vevo”. Posteriormente, a rede social de Mark Zuckerberg radicalizou e decidiu que “os vídeos que não forem publicados com a ferramenta do próprio Facebook, não poderão mais ser vistos em seu site”. Resumindo: o Facebook quer você publicando menos vídeos na concorrência!
Suponho que a falha no nosso experimento, apesar de minhas observações empíricas já apontarem para a ocorrência da patifaria, decorreu do próprio algoritmo do Facebook, visando a estimular a produção de conteúdo, cujo fim é fazer dinheiro com propaganda. Tanto o YouTube quanto o Facebook se esforçam diuturnamente para atrair criadores de conteúdo, sobretudo os amadores. No nosso caso, era apenas a contingência financeira agindo, creio – o vídeo era patrocinado.
Eis pois que hoje sou um “idiota” sabedor que o Facebook estava agindo, sim, contra a concorrência. E pior ainda, o fazia às escondidas – como fez com o tal “estudo” citado acima. Depois da péssima repercussão da notícia, o Facebook resolveu voltar atrás. Em nota, disse que não está “limitando ou restringindo a exibição de vídeos de nenhum player externo”. Contudo, a empresa afirmou que desde a quarta-feira 3/12 alguns usuários notaram uma “alteração” nos vídeos externos dentro do Facebook. Ah, bom!
Google e Facebook, como afiancei, brigam pela audiência. Portanto, é um vale-tudo...
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Por David Leite ©2014 | 13/12 às 13h50 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.

ALELUIA, O CONGRESSO NACIONAL LIVROU-SE
DO PEQUENO DEPUTADO MENDONÇA PRADO
Diz a boa regra da guerra que não se deve tripudiar sobre o adversário derrotado. Não é este o caso, ao menos não é esta a declarada intenção deste escrito. Mas, sigamos... Todos sabem o que penso sobre essa esquerda vadia, também conhecida como “esquerda festiva” – dos filósofos esquerdoides, então (a começar pelo vagabundo do Jean Paul Sartre), tenho até náusea. No entanto, Alain de Botton passa no teste da minha cadeira de balanço, sobretudo pelo debochado “As consolações da filosofia”.
Nele, baseado no princípio socrático de raciocínio, o pensador francês ensina que é possível “desenvolver opiniões nas quais poderíamos, mesmo diante de uma tempestade, sentir uma confiança legítima”. Isso porque “Sócrates nos encoraja a não nos deixarmos abater pelo ar confiante das pessoas que não respeitam tal complexidade (referência à autonomia de raciocínio) e formulam pontos de vista sem dedicar-lhes, ao menos, o mesmo rigor que um oleiro dedica à sua arte”, que vem a ser moldar formas e contornos a partir de uma massa amorfa de barro.
Agora, passada a tempestade eleitoral e já fincado noutras “consolações”, encontro no filósofo Luiz Felipe Pondé, um pensador que admiro, um “encaminhamento” contemporâneo para compreender melhor o gesto tresloucado do deputado Mendonça Prado, a culminar hoje com sua despedida – sem retorno futuro, espero! – do Congresso Nacional: “A era do ressentimento” é um livro relativamente pequeno, mas capaz de explicar por que tantos (a exemplo do pequeno deputado) vivem angustiados, movidos por um desespero que cega, bestialmente, e embota a razão.
Quem acompanhou o processo eletivo deste ano ficou sem palavras diante do comportamento excessivo de Mendonça Prado. Uma coisa é a política, outra são todos os ritos advindos da civilização para a boa convivência. Juntar-se a Jackson Barreto, a quem chamava de ladrão e insinuava que tinha hábitos semelhantes ao ex-deputado Clodovil Hernandes, já falecido – creio que a alusão se refere à língua solta –, extirpou-lhe um palmo e meio. Imaginava ser um gigante no combate contra o desafeto Edivan Amorim, porém, de fato, tinha apenas o tamanho de um bonsai de limoeiro. Tanto fez que os votos sumiram...
A esperança do parlamentar nanico para permanecer na vitrine chamada Brasília, mesmo sem ter no Planalto Central qualquer relevância política, partidária ou pessoal, seria André Moura acabar castigado num processo judicial controverso, que lhe ameaçava a brilhante carreira, após uma votação surpreendente (mais de 75 mil votos), e diante da campanha sórdida que enfrentou, patrocinada por Jackson Barreto, tendo o auxílio luxuoso do próprio Mendonça Prado. O Tribunal Superior Eleitoral não permitiu a consolidação do que seria uma aberração jurídica ímpar, e com a decisão homologada ontem à noite, os votos do candidato reeleito serão agora validados pelo TSE e pelo TRE de Sergipe.
Foi-se o que era doce... Pelas contas, a coligação governista elegeu quatro deputados federais: Fábio Mitidieri, Fábio Reis, Valadares Filho e o pastor Jony Marcos. Já o grupo do senador Eduardo Amorim elegeu Adelson Barreto, Laércio Oliveira e agora consolida André Moura. Na sobra (quociente), a coligação de Jackson Barreto obteve 664 votos a mais que a coligação de Eduardo Amorim e, assim, emplaca mais um parlamentar, João Daniel, que fechou 52.959 votos contra 44.263 votos de Mendonça Prado. Com a entrada de André Moura, o quociente subiu. Não obstante, a coligação governista ainda fecha ganhando, com 113.536 votos contra 112.872 votos – diferença de 664 votos, perfazendo a média que define a sobra dentro dos votos válidos, que totalizam 1.052.826. A matemática eleitoral é cruel, como se vê!
Enfim, depois de tanto aprontar e achincalhar os adversários, inclusive praticando ingratidão com o sogro, prefeito João Alves Filho, que muito lhe ajudou e fez dele o cabra que é, Mendonça Prado agora virou apenas um ponto de interrogação em meio aos ressentimentos. Resta saber se, desempregado, correrá para sentar no colo quente do meu querido amigo governador Jackson Barreto (leia-se, a máquina governamental) – levando toda a corriola de jaburus que o acompanha e reverbera os impropérios – ou se vai dar um tempo, esperando a poeira baixar, para se refazer junto àqueles a quem maltratou demais e que, apesar da cretinice, ainda o consideram uma pessoa da “família”. Triste fim...
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Por David Leite ©2014 | 12/12 às 06h15 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.
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CASSAÇÃO PARA AGAMENON SOBRAL E LUCIMARA PASSOS
O assunto é sério! Os aracajuanos não merecem certos representantes no Parlamento municipal. Pior é assistir parte da imprensa ser tolerante com certas figuras que já ultrapassaram todos os limites da decência. Ainda mais grave é o comportamento leniente do conjunto dos vereadores com os pares incorrigíveis e abusados – o nefando “corporativismo”. Claro, todos sabem a quem me refiro: em particular, ao vereador Agamenon Sobral, e de modo endêmico à vereadora Lucimara Passos.
Agamenon Sobral não mereceria uma única linha neste escrito, não tivesse o cujo comportamento similar ao de alguém nascido nas cavernas, há 50 mil anos. O cabra é tão inconsequente e indecoroso que, a título de mostrar que é macho de verdade e sabe “polemizar”, propôs uma surra de couro cru e banho de sal para uma moça que supostamente teria tentado casar sem calcinha e foi barrada pelo sacerdote. Descobriu-se depois que a tal “notícia”, motivo da afetação de Agamenon Sobral, veiculada num jornaleco distribuído na Câmara Municipal, ainda por cima era falsa.
Alguns podem concluir acerca da idiota contumaz de Agamenon Sobral: “A estupidez humana não tem limites”. De fato, parece não existir um ponto de inflexão no caráter jocoso de alguns da espécie. Vejamos, a propósito, a reação estapafúrdia da vereadora Lucimara Passos contra o colega boquirroto. Ao discursar na tribuna da Casa, mostrou sua calcinha em protesto aos comentários feitos pelo parlamentar, sobre a dita noiva ser “uma vagabunda” que merecia “surra”. A emenda saiu muito pior que o soneto...
Já havia escrito ontem que, no meu pensar, tanto faz para o bom andamento dos trabalhos no Parlamento de Aracaju se Lucimara Passos, no desempenho das funções de vereadora, use ou não calcinha por baixo das demais vestes. No entanto, num parlamento já bastante desacreditado e sem foco nos inúmeros problemas de Aracaju – sobremodo diante da gestão broca e antiquada do prefeito João Alves Filho –, o gesto da comunista serviu para aprofundar o ridículo, constituindo, ao fim e ao cabo, mera palhaçada, cuja consequência maior foi fazê-la aparecer.
Não adianta Lucimara Passos aludir ao ato estúpido o objetivo de “chamar a atenção contra as atitudes de preconceito (perpetradas pelo energúmeno Agamenon Sobral) relacionados à mulher, atitudes essas que ajudam (sem dúvida) a promover o preconceito contras mulheres que não seguem determinado padrão de comportamento”. Se pretendia denunciar o colega pateta, evitando “calar diante de uma pessoa que tem acesso à tribuna da Câmara de Vereadores e à imprensa para fazer esse tipo de comentário”, que usasse de outros expedientes mais dignos à Casa.
Como afiancei, a questão é séria – aliás, a calcinha exibida por Lucimara Passos despertou curiosidade: será mesmo que a comunista costuma ir ao trabalho montada num “fio dental”?
Como afiancei, repito, a questão é séria! Trata-se de respeitar a liturgia da Casa do Povo. Inda bem que na sessão seguinte Agamenon Sobral não tentou exibir a própria cueca (se é que usa), porquanto seria transformar a tribuna da Câmara de Aracaju em verdadeiro picadeiro. Preferiu, no caso, aspergir no ar generosas porções de aromatizante de ambientes, dando a entender que a calcinha utilizada no protesto pela colega não estaria assim tão “cheirosa”, digamos – pareceu-me uma peça novinha...
Por essas e outras, tivessem coragem e aposentassem o “esprit de corps”, este seria o momento de ouro para os vereadores de Aracaju se livrarem do colega Agamenon Sobral, em função das recorrentes incivilidades e da constante falta de decoro parlamentar; e por consequência, na mesma toada, da contendora exibida, Lucimara Passos, que parece possuir no cérebro menos neurônios e mais excretas, mesmo que a imprensa de Sergipe – caso do editorial do Jornal da Cidade de hoje, por exemplo – ache linda a atitude dela e até defenda que foi correta sua inconsequência.
Cassação já para esses incautos! Os aracajuanos, cujo saco já está mais do que bem cheio, agradecem por esse ato de sabedoria!
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Por David Leite ©2014 | 27/11 às 11h42 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.