#RecordarÉViver | Coisas da política
EM QUAL JACKSON BARRETO SE DEVE
CRER: NO DE ONTEM OU NO DE HOJE?
Aqui serão poucas as palavras... O vídeo que ilustra esta postagem fala por si. Os sergipanos sabem que a política linguaruda é regra para Jackson Barreto. Os exemplos são muitos. Por duas décadas, a Família Franco despertou no filho de Santa Rosa de Lima eloquente comichão verbal. Para não melindrar os demônios, vou omitir os adjetivos nauseabundos proferidos por Jackson Barreto em vários palanques ao definir a Rede Cabaú (TV Sergipe). Tudo mudou após a privatização da Energipe (hoje, Energiza). Uma “botija” secreta – falam ainda num tal “eletrochoque” aplicado por Albano Franco – teria feito Jackson Barreto esquecer o abismo que supostamente o separava do adversário e a ele juntar-se, compondo a chapa como candidato a senador em 1998. Perdeu para Maria do Carmo.
Como para Jackson Barreto tudo é possível, se os fins justificam os meios, atitudes bajulatórias à alma alheia fazem parte do seu imenso rosário politiqueiro, quando interessam, claro! Não que tais palavras possam ter qualquer valor num pleito seguinte... Vejamos a eleição de 2010: o então candidato a vice-governador de Marcelo Déda desbundava elogios a um dos candidatos a senador de sua chapa. Dizia o boquirroto Jackson Barreto acerca de Eduardo Amorim: “Conheci o deputado (federal)... no exercício do seu mandato (2006/2009). Quatro anos de mandato... tenho certeza que Sergipe ganhou muito. Não tenho a menor dúvida que Eduardo Amorim, senador por Sergipe, será a voz do novo. Ele interpreta esse sentimento de mudança que nosso Estado está vivenciando” (veja vídeo).
Eis aqui a inusitada contradição: hoje Jackson Barreto esculhamba Eduardo Amorim pelo mesmo motivo que o elogiava em 2010. Ele não tem a menor dúvida que a candidatura do senador à sucessão governamental será “a voz do novo... que interpreta esse sentimento de mudança que nosso Estado está vivenciando”. Posto assim, fica fácil entender o desespero que o compele a detratar e maldizer o adversário em entrevistas e palanques, inclusive o eletrônico. A questão é: o que Jackson Barreto diz deve ser levado a sério? Em qual Jackson Barreto se deve crer: no de ontem ou no de hoje? É por essas e outras que dizem que peixe morre pela boca...
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Por David Leite ©2014 | 30/08 às 12h04 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe

EDUARDO AMORIM DEIXA
OS GOVERNISTAS ATÔNITOS
Era para ser um passeio, sem maiores consequências futuras, na opinião da brilhante equipe de estrategistas da campanha governista: Jackson Barreto, auxiliado pela professora Sônia Meire, detonaria Eduardo Amorim ainda no primeiro bloco do debate da TV Cidade, realizado ontem à noite! Faltou combinar com os “russos”...
Demostrando simpatia, muita firmeza e calma (diria, até certa frieza), Eduardo Amorim deixou atônitos os que o imaginavam um frei franciscano, disposto a ser imolado em nome de uma campanha sórdida, que o quis pintar como acessório político do irmão mais velho e ligado a malfeitos, quando foi secretário de Saúde.
A estratégia dos mais inteligentes marqueteiros miou... Aliás, miou feio! Eduardo Amorim não apenas foi coerente em suas respostas, como ainda fez perguntas contundentes, a ponto de deixar nervoso o candidato governista, que em alguns momentos pareceu-me visivelmente aborrecido com a performance do concorrente.
Diante do desempenho de Eduardo Amorim no debate de ontem, os governistas terão de encontrar outra estratégia para descaraterizar a personalidade forte e centrada do candidato da oposição. Um adversário focado, que foi subestimado, pode surpreender, e foi exatamente o que ocorreu. Seria o começo do fim?
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Por David Leite ©2014 | 27/08 às 08h55 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar. #Curta #Comente #Compartilhe  

SÓ PODE SER UMA GRANDE PIADA, GENTE...
Curioso por novidades, acordo e já abro os jornais – eles sempre trazem alguma surpresa! Hoje, quase caio da cama... Há muito tempo não via uma manchete com cara de piada pronta, daquelas que fazem gargalhar às escâncaras e nos levam a pensar que a humanidade, sim senhores, é movida pelo bom humorismo.
Refiro-me à manchete do vetusto Jornal da Cidade, a nos informar que o danado, o caro doutor (ele gosta de ser chamado assim) deputado Rogério Carvalho, e o companheiro do MST, e de estripulias, deputado João Daniel, resolveram denunciar, pasmem, um esquema de “compra de votos” no interior de Sergipe.
Piadas são sempre bem-vindas. Adoro gargalhar... Algumas piadas chegam a ser geniais, como a que li ontem, não lembro onde, segundo a qual, graças aos Céus o doutor Rogério Carvalho concorre ao Senado pelo PT, com o número 131. Já imaginaram se ele fosse do PSL, cujo número é 17? Nem quero pensar...
Mas, voltando à vaca fria: sinto certa ponta de inveja em doutor Rogério Carvalho e no pupilo do MST, João Daniel. Faz uns dias, o líder da oposição Venâncio Fonseca denunciou justamente a turma governista ligada a ambos. Acusação: pagar caro pelo apoio de liderança políticas. Falam do PT como “o partido milionário”.
Agora, são os acusados de ontem, essa gente supostamente forrada de muito dinheiro – pelo menos, é o que se ouve a toda hora nas rodas políticas – e dotada de uma ânsia de poder incomensurável, a reclamar na mesma toada. Só pode ser piada! Ou como diria um amigo rabugento, “santa falta de criatividade.” É fogo, mesmo...
Enfim, mesmo diante de certas piadas de mau gosto, confesso que ainda prefiro rir delas, a levar uma vida madorrenta e de cara amarrada. Prefiro rir de mim mesmo e dos outros. Vamos rir, gente!
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Por David Leite ©2014 | 26/08 às 10h47 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.

PRESO PELA PF, O EX-DIRETOR DA PETROBRAS
PAULO ROBERTO COSTA TEM MUITO A CONTAR
Os jornais brasileiros inundaram hoje as bancas (e tablets, no meu caso, afinal) com uma manchete poderosa, do tipo arrasa quarteirão, capaz de derrubar meia república e abalar as estruturas da campanha governista em Sergipe.
O ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa queria implantar uma refinaria de dinheiro sujo em Sergipe. Virou até garoto-propaganda (veja no link abaixo) de uma campanha paga com dinheiro do povo sergipano. Agora, para salvar a própria pele, ele decidiu recorrer à delação premiada. Trocando em miúdos: o “homem-bomba da Petrobras”, o garoto-propaganda da refinaria os sonhos do governador Jackson Barreto – um engodo de milhares de empregos – vai entregar algumas cabeças premiadas.
Quem tem orelhas, tem medo...
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Veja abaixo vídeo com a propaganda enganosa do Governo de Sergipe – dinheiro público jorgado no ralo!

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Por David Leite ©2014 | 12/08 às 13h45 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.
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CARTAS DO ALÉM: A IMPRENSA DE SERGIPE
SE VULGARIZA A CADA DIA – O QUE DÁ PENA!
Certa feita, escrevi num artigo publicado pelo Jornal do Dia (04/03/2013), tratando sobre falatórios no rádio e supostas análises políticas inspiradas na malandragem, que “o pudor ético de certos colegas de imprensa parece se esvair com a proximidade de eleições”. O texto aludia ainda que “o ataque aos adversários ganha ares de extravasamento, com atos infames, por vezes beirando a obscenidade”. A profecia enfim se materializou, diante do desespero dos governistas, cujas ações maldosas já não bastam. Chegou o momento de apelar para a invenção de notícias.
Em períodos de campanha eleitoral, torna-se comum a publicação de palavras distorcidas, de “notícias” horrorosas e “críticas” apimentadas, vindas de todos os lados. Malfeitos pregressos, gafes e até questões envolvendo a vida pessoal dos candidatados são reverberadas um tom acima, como forma de “denunciar” e “esclarecer”. Até este ponto, a imprensa pode ser classificada como “azeda”, “parcial” e até “vendida”. Porém, com fatos fundados na verdade, qualquer meio de comunicação pode e até deve explicitar seu pensamento sobre qualquer tema, inclusive a política.
Passado tal ponto – ou seja, o limite entre a verdade, a meia-verdade, a galhofa e a mentira deslavada, eivada de maledicências –, a imprensa deixa de cumprir a norma constitucional garantida pela liberdade de expressão, para adentrar no campo do crime: a calúnia, a injúria e difamação! Se mentir sobre algum fato já seria um decreto de morte para a credibilidade de qualquer meio de comunicação, inventar notícias extrapola qualquer fronteira da decência e da ética, merecendo o “profissional” de imprensa que assim age a qualificação de moleque – em alguns casos, até de perigoso marginal.
Aos exemplos: semanas atrás, utilizando como disfarce uma suposta crônica literária, o ouvidor do Governo de Sergipe e articulista dominical do Jornal do Dia, Luiz Eduardo Costa, transcreveu uma carta “escrita” do além pelo ex-governador Augusto Franco, com severas queixas ao filho Walter Franco, por permitir ao neto que leva seu nome figurar como candidato a vice-governador de Sergipe na chapa do senador Eduardo Amorim. Tratava-se de um insulto ignóbil a honra do falecido, que em vida tinha verdadeira ojeriza ao beneficiário da missiva, o candidato Jackson Barreto.
Hoje, foi a vez de Cláudio Nunes, do portal Infonet, publicar uma mensagem supostamente psicografada, que ele “não imagina quem enviou e muito menos quem é o destinatário, mas mensagem é mensagem...” Sim, às favas os fatos jornalísticos. É tempo de eleição! Mais adiante, alguém no rádio sugeriu que a tal mensagem seria do auxiliar de Edivan Amorim que cometeu suicídio duas semanas atrás. A questão é: um publica, como se nada soubesse; outro reverbera, já sabendo de tudo! Com as cartas do além, a imprensa de Sergipe se vulgariza a cada dia – o que dá pena!
O primeiro caso deixou a família Franco perplexa e muito irritada. Contudo, a decisão da maioria foi a de “esquecer” o triste episódio, em respeito à memória do ex-governador. Sorte de Luiz Eduardo Costa e do Jornal do Dia, que escaparam de mais uma reprimenda judicial – juntos, já colecionam mais de 50. Quanto à apelação de Cláudio Nunes, ela resume o tipo de alma jornalística que habita aquele corpo. Tratar de forma jocosa a finalidade espiritual da psicografia, além desvirtuá-la em favor de um embate político- eleitoral, é demonstração cabal dos fins a justificar os meios...
Parcela do jornalismo sergipano parece ter esquecido a máxima segundo qual é preciso respeitar para ser respeitado. Minha grande dúvida é: a culpa pelas patifarias seria apenas dos comunicadores sociais ou estariam eles a agir apenas de acordo com quem lhes encomenda (e paga) os serviços sujos, aqui denominados de mandantes? Por seu turno, veículos que aceitam publicar tais vigarices não poderiam ser tachados como coautores? Da mesma forma, não seria o público (ouvinte ou leitor) cúmplice, ao garantir audiência aos veículos que se prestam a publicar tais vigarices?
A campanha de Jackson Barreto tem utilizado como peça de campanha um trecho de um discurso de Marcelo Deda, no qual o falecido governador elogia o candidato governista. Na ausência de fatos concretos que deponham contra os concorrentes do candidato que apoiam, jornalistas ligados ao governo usam “mensagens do além” para criticar adversários. Muita gente comenta que, semanas antes de desencarnar, Marcelo Déda teria gravado uma mensagem na qual pede votos para Jackson Barreto. Diante dos abusos atuais, não duvido que, se de fato existir, essa mensagem não seja usada em breve. A coragem dessa turma para mexer com os espíritos já está mais do que provada. Fiquemos de olhos bem abertos!
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Por David Leite ©2014 | 12/08 às 13h45 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.

UMA CARTA DE DESAMOR DO SENADOR VALADARES
AO EX-AMIGO JACKSON BARRETO – QUE BELEZURA!
A política de Sergipe tem personagens danados, sempre muito ligeiros no arrocha e afrouxa. Um exemplo em destaque é o do nobre senador Antônio Carlos Valadares. Em 1994, seis anos após catapultar Jackson Barreto da Prefeitura de Aracaju sob acusação de corrupção, com uma canetada apoiada pelo então deputado estadual Marcelo Déda, o coronel de Simão Dias juntou-se novamente ao ex-prefeito, que concorria ao Governo de Sergipe contra Albano Franco, à época aliado do governador João Alves Filho. Quem leu (ou viveu os fatos) conhece bem a história: Jackson Barreto venceu no primeiro turno, mas foi derrotado fragorosamente no segundo.
E sabem quem colaborou para a derrota do cabra capaz de tudo? Ele próprio, o senador Antônio Carlos Valadares, a quem o prosaico deputado federal José Almeida Lima, ex-quase tudo (prefeito, deputado estadual, senador.. – agora, talvez até político) definiu como “figura não afeita a agressões, nem tem aparência assustadora. Ele não altera a voz, que é sempre monocórdica, não obstante residir aí o grave perigo, pois com essa monotonia, frieza e perfídia, ele calcula e tempera a gosto suas traições e maldades políticas. É que Antônio Carlos Valadares não se sente bem se não trair. É questão de sobrevivência da própria alma! É a sina, embora ele tenha recebido, ao longo dos anos, os estímulos positivos por conta desse seu comportamento!”
Na carta de desamor que ilustra esta postagem, tem-se um modelo refinado do pérfido “modus operandi” de sobrevivência política, talhado pelo honrado senador. Nela, sem pejo ou mesuras, Antônio Carlos Valadares admite que se juntou naquela ocasião ao desafeto por necessidade política, mas que dele se desgarrava, semanas depois, também por necessidade política, tudo isso durante o “interregnum” de um único pleito eleitoral. Haja versatilidade... Contudo, mesmo se tratando de alguém cuja palavra vale o mesmo que pirita, não se deve desconsiderar o teor da missiva, recheada de queixas (todas verdadeiras) típicas do fim de uma paixão arrebatadora (neste caso, política)...
Sobretudo à juventude, a carta de desamor de Antônio Carlos Valadares a Jackson Barreto servirá como um condão, a traçar claramente o perfil dos dois políticos, que ora mais uma vez estão amasiados (politicamente, falando), novamente por “necessidade política”. Aos demais eleitores (de todas as idades e matizes ideológicos), a epístola serve de indelével referência sobre a capacidade humana de abstrair-se de lembranças incômodas, quando os interesses pela manutenção do poder gritam alto, às turras. Santa Danação!
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Por David Leite ©2014 | 10/08 às 11h00 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.
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ENTREVISTA | JOÃO FONTES 
Ex-deputado pelo PT até 2006, o empresário João Fontes é conhecido dos sergipanos pela independência de suas posições políticas e, em especial, pela contundência das palavras. Fiz questão de convidá-lo para abrir esta série de entrevistas que #VerdadesQueIncomodam fará neste período de campanha, como forma de contribuir para o debate de ideias e, acima de tudo, buscar se inteirar dos bastidores da política. A série de entrevista é denominada de Abra-O-Olho, que também é o nome deste blog que mantenho desde 2007. A seguir, um resumo da entrevista (são aproximadamente 17 minutos, que você ouve no link abaixo) com o ex-petista João Fontes, um dos signatários, quando esteve deputado federal, da Lei da Ficha Lima.

“O SENADOR VALADARES ESTEVE COM SUKITA PARA
TRATAR SOBRE A CANDIDATURA DO EX-PREFEITO”
Claro que o tema do momento, a prisão e soltura do capelense Manoel Messias dos Santos (vulgo Sukita), não poderia deixar de figurar numa entrevista com João Fontes, cujos ex-companheiros de partido, José Dirceu e José Genoíno, hoje repousam na cadeia da Papuda (DF). Mais ainda por ter ele sido, juntamente a deputada pelo PSB Luíza Erundina (ex-prefeita de São Paulo, pelo PT), um dos signatários da lei que hoje tenta impedir a presença de mal políticos na vida pública do País.
Aliás, o controvertido Manoel Sukita revelou numa entrevista ao Cinform desta semana alguns fatos muito interessantes. O mais peculiar deles é que, ao chegar ao presídio onde ficou por 40 dias e quarenta noites, o ex-prefeito, acusado de meter a mão no erário capelense, foi julgado pelos colegas de detenção, para ser aceito. Detalhe: foi aprovado pela cambada de todos os pavilhões. O que o fato sugere? No meu entender – e João Fontes diz o que pensa sobre isso –, a turma da bandidagem sabe reconhecer um grande líder. A malandragem se respeita...
Voltado à entrevista... João Fontes se disse intrigado com o fato de o senador Antônio Carlos Valadares não ter visitado o ex-vice-presidente do PSB na prisão e, somente depois de duros recados de Manoel Sukita, de que abriria a boca, percebeu que não poderia ignorar o caso, que ao fim e ao cabo, promete ser explosivo. Mesmo que o próprio senador negue, e isso seja reverberado por segmentos da imprensa, a verdade é que ele esteve sexta-feira (de modo quase invisível) com o correligionário, conforme afirmou o próprio Manoel Sukita ao ex-deputado.
João Fontes não acredita que o PSB tenha condição de negar legenda a Manoel Sukita para que seja candidato a deputado estadual pelo fato de haver uma ligação estreita dele com a cúpula do partido em Sergipe, a quem representava publicamente. Ao Cinform, o ex-prefeito até afirmou ser ele mesmo e o deputado Valadares filho dois “patrimônios” do partido. Mas, se o PSB o fizer, estaria a endossar um político que a Justiça autorizou prender – e depois, a soltar – sob severas acusações de uso indevido do dinheiro público. O ex-deputado também acha estranho que o povo de Capela esteja se mobilizando para um ato de desagravo que o ex-prefeito organiza no próximo sábado, com o qual espera reunir 50 mil pessoas. Haveria até uma missa católica na programação.
O ex-deputado petista, que foi expulso do partido por divergir da conduta da agremiação no Congresso à época do Mensalão, também fala sobre a queda de Dilma Rousseff nas pesquisas e como isso pode influir no quadro eleitoral sergipano, trata sobre a falta de renovação política e de novas lideranças em Sergipe e deixa um recado perturbador à imprensa: “Não podemos ter aqui uma imprensa que silencie à malandragem. A imprensa é para informa, e não para deformar os fatos. Acho que Manoel Sukita é um péssimo cliente para quem deseja entrar no campo da assessoria política”. E q1ual comunicador social ousaria trabalhar para o ex-prefeito?
Ouçamos a entrevista...


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Por David Leite ©2014 | 23/07 às 10h40 | Reprodução permitida, se citada a fonte.
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MANOEL SUKITA, O MAIS NOVO HERÓI DE SERGIPE...
OU, ANTÔNIO CARLOS VALADARES QUE SE SEGURE
O Brasil é o país das sacanagens! A agremiação que ora comanda a nação, o histórico PT, começou como um partido de presos políticos na ditadura, e hoje é um partido de políticos presos. Repousam na penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, o ex-ministro do governo Lula da Silva, José Dirceu; o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-deputado José Genoino, que presidia o partido durante as patifarias do Mensalão.
Vejam só, anteontem, Ruy Ferraz Fontes, delegado titular da Divisão de Investigação de Crimes contra o Patrimônio da Polícia Civil de São Paulo, informou que o notório traficante de drogas Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, chamado agora de Russo entre os cafajestes paulistas, continua faceiramente a dar ordens de dentro do presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau (SP), por intermédio de outros detentos, de familiares e, claro, de advogados.
Não causa surpresa, portanto, que o ex-deputado mensaleiro Valdemar Costa Neto, comande o PR de sua cela na Papuda, em igual situação ao ex-colega Roberto Jefferson, que de uma Casa do Albergado em Niterói (RJ), onde cumpre pena, dê as ordens às lideranças do PTB. E todo mundo sabe que José Dirceu continua como homem forte do PT, influindo até nas eleições do Distrito Federal, onde definiu nomes preferenciais para concorrer a deputado federal pelo partido.
Sergipe não poderia ficar por baixo nessa lambança. No domingo, após 40 dias recluso ao presídio da Terra Dura em Aracaju, acusado de meter a mão no Erário, Manuel Messias dos Santos (vulgo Sukita), ex-prefeito de Capela e ex-vice-presidente do PSB/SE (até dois meses atrás), foi liberado pela Justiça Federal. De fato, ele está isolado no partido – tão logo foi preso, os antigos correligionários se afastaram dele! No entanto, os recados enviados diretamente da detenção surtiram efeito. Para piorar, avisou que será mesmo candidato a deputado estadual pela legenda.
Aliás, interessantes são os comentários dos curiosos sobre os tais “recados”. Há quem garanta que Manoel Sukita teria dito que, se abrir aqueles lábios e bochechas maquilados, um famoso radialista, meia dúzia de jornalistas safados e uns políticos tirados a vestais da probidade perderiam o sono – e mais alguns cabelos no cocuruto, em alguns casos muito específicos! O ex-prefeito é uma bomba chiando... A turma do PSB não tem colhões para negar-lhe a legenda. E hoje na imprensa, de acordo com o comentarista Diógenes Brayner, a informação é de que membros do partido de Manoel Sukita “se assustaram, não se sabe por que”, com a possibilidade de ele vir a persistir na intenção de candidatar-se neste pleito.
Capela até parou para rezar pelo seu filho “injustiçado”, o novo herói de Sergipe. Daqui a pouco, quem vai acabar atrás das grades são os policiais, os promotores e os juízes que autorizaram as prisões da quadrilha que assacou por dois mandatos os cofres públicos capelenses, cujo líder máximo era o próprio ex-mandatário. Nem no “Bem Amado” de Dias Gomes seria possível imaginar uma romaria chorosa, em devoção a um santo do pau oco, um improbo!
Convenhamos todos, diante do exposto, a situação mais complicada é a do senador e presidente do PSB/SE, Antônio Carlos Valadares, atualmente aliado do governador Jackson Barreto. Por falar no cujo, tentando ajudar a candidatura governista, à qual se juntou após ser um de seus mais severos críticos, o coronel de Simão Dias disse que, do “outro lado (referência a oposição), resolveram se juntar os milionários”. O empresário Augusto Franco Neto, candidato a vice-governador na chapa de Eduardo Amorim, mostrou-se surpreso com a assertiva: “O senador queria porque queria, até pouco tempo, uma composição com meu nome. Como não deu certo, agora não presto mais”.
Voltando a Manoel Sukita... O PSB não lhe pode negar legenda, até porque o ex-prefeito era, antes de ser preso, um dos mais aguerridos articuladores da candidatura de Antônio Carlos Valadares à sucessão. Seria também seu financiador? Sabemos que a candidatura do senador miou por falta de apoio político e de coragem dos socialistas, não por falta de suporte financeiro, tudo indica.
Trocando em miúdos: o senador tem o milionário que merece, um “ficha suja”, um “malaquias” tirado a esperto, um falastrão sem papas na língua ferina, que a ninguém respeita; uma mercadoria pega em flagrante delito sacando na boca de um caixa do Banese um milhão de reais dos sofres da Prefeitura de Capela, em dinheiro vivo. Se não quer assumir o pacote que ajudou a embalar desde a mocidade, Antônio Carlos Valadares pode até dá-lo de presente a Jackson Barreto, cuja extirpe se assemelha muito a de Manoel Sukita.
Enfim, um dia é da caça, o outro do caçador! O ex-prefeito Manoel Sukita ainda vai dar um trabalho miserável àqueles que, no momento mais severo da vida do cabra que já foi flanelinha e virou empresário do ramo de venda de automóveis, lhe deram um barulhento pé na bunda...
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Por David Leite ©2014 | 17/07 às 14h50 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliá-la.
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AS PREVISÕES SÃO DE PÁREO DURO
O comentarista político Diógenes Brayner tem feito algumas análises bem ponderadas do atual processo eleitoral sergipano. O jornalista diz em seu Plenário de hoje que “as eleições de outubro não serão fáceis. É muito claro o equilíbrio das duas alianças. Pelos nomes nelas inseridas e pelos candidatos ao Governo e Senado. Ninguém imagine que será um passeio ou que, a esta altura do campeonato, as favas estão contadas para um dos lados.” Tudo verdadeiro!
Supostamente baseado em pesquisas, Diógenes Brayner sugere que para o Senado Federal, Maria do Carmo Alves é que estaria à frente como candidata, “mas o deputado federal Rogério Carvalho transformou-se em um trator”, no que está coberto de razão. Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho tem habilidades de fazer inveja a muito prestidigitador e, tudo parece indicar, está forradinho de dinheiro. Por outro lado, o escriba alude que Jackson Barreto “se sobressai com o trabalho que realiza a frente do Estado”, enquanto o senador Eduardo Amorim “percorre há anos o interior do Estado e conquistou lideranças fortes, além de manter maioria na Assembleia Legislativa”. Sem contestação!
O olhar de Diógenes Brayner enxerga que, “com o registro de sua candidatura, Jackson está vendo mudanças do eleitorado a seu favor e até vibra com os resultados das pesquisas (todas não divulgadas). Mas tudo vai depender da condução das duas campanhas, para que a classe média se decida em quem deve acreditar. É ela que geralmente define o pleito, porque sua maioria fica fora dos colégios eleitorais construídos por chefes políticos que negociam consciências”. Neste ponto, discordo do cabra...
Que JB tem crescido, não há dúvida. Mas a classe média anda enfadada dos políticos e, em particular, dos governistas. Aliás, vem dela a maior abstenção nas urnas em 2010 – o total de ausências naquela eleição foi de 21%; em 2012, só em Aracaju, 32.760 eleitores (ou 8,92% dos alistados) deixaram de votar. Para piorar a situação, as gestões do PT, subscritas por Jackson Barreto desde 2006 (e, após a morte de Marcelo Déda, encapadas por ele), são pessimamente avaliadas. Ademais, Eduardo Amorim já provou ser bom de urna e junto ao eleitor apresenta-se como “novidade”. Tudo isso terá reflexos diretos na escolha do próximo governante. 
Aqui concordando com o veterano colega, o páreo de outubro será duro, muito duro! Hoje, seria impossível apostar nos vitoriosos...
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Por David Leite ©2014 | 16/07 às 10h50 | Reprodução permitida, se citada a fonte.

A GRANDE NOTÍCIA DA SEMANA:
OS ALIENÍGENAS SÃO EDUCADOS
Abro a edição de The Economist da semana em busca de ler a matéria de capa sobre a reinvenção do ensino universitário e deparo com uma notícia que pode mudar a vida de muita gente aficionada por alienígenas (veja reprodução da página em foco nesta postagem). Amigos próximos sabem bem o quanto me dedico a conhecer as histórias sobre seres de outros mundos que supostamente visitam a Terra. Adianto que nunca vi nenhum deles, fosse de longe ou de perto. Mas até para um crédulo como eu, a revista inglesa foi – digamos – além da conta.
Sob o título “Aliens are polite” (algo como Os alienígenas são educados) e a informação de que ali estava “tudo que você precisa saber sobre objetos voadores não identificados” (UFOs, em inglês), a “reportagem” conta que em 02/06/14, ávidos observadores dos céus celebraram o Dia Mundial do UFO – trata-se da data de aniversário da suposta queda de um disco voador perto de Roswell, povoado do Condado de Chaves, estado do Novo México (EUA), em 1947.
A revista informa que o Centro Nacional de Relatórios Sobre UFOs (NUFORC, na sigla em inglês) já catalogou cerca de 90 mil relatos de avistamentos de OVNIs, principalmente nos Estados Unidos, desde 1974. Conta The Economist que a fato interessante disso tudo é que “os estrangeiros são atenciosos. Eles raramente perturbam os terráqueos durante o horário de trabalho ou na hora de dormir. Em vez disso, eles tendem a surgir no começo da noite, especialmente às sextas-feiras, quando as pessoas estão sentadas na varanda de casa para melhor apreciar luzes piscando no céu, e bebendo sua quarta cerveja”. Sim, depois da quarta...
O local nos EUA preferido pelos alienígenas para darem o ar da graça é Washington. Localizado na costa oeste, é o último estado ao norte na fronteira com o Canadá. Detalhe: “A constatação é anterior à legalização da maconha lá”. Outros destinos populares também estão perto da fronteira com o Canadá, onde as luzes do norte são, por vezes, mais visíveis. Ao que parece, “os OVNIs tendem a evitar aparecer durante as horas do dia e nas grandes cidades, onde há um monte de outras luzes, e as pessoas poderiam pensar que eles seriam apenas aviões”.
Não, gente, não é piada! Eis pois que uma das mais importantes revistas da Europa, muito dedicada aos temas sisudos, como economia e política, deu-se ao refresco de trazer à pauta um texto que, se não fosse pelo inusitado e pelo próprio veículo, poderia ser alvo de deboche. Coragem da The Economist ou apenas um daqueles sutis recados à humanidade, alertando para o que vem por aí? A cada dia, mais e mais relatos sobre alienígenas aparecem na imprensa séria. Sinal dos tempos?
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Por David Leite ©2014 | 30/06 às 12h23 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Clique na imagem para ampliá-la.