CARTAS DO ALÉM: A IMPRENSA DE SERGIPE
SE VULGARIZA A CADA DIA – O QUE DÁ PENA!
Certa feita, escrevi num artigo publicado pelo Jornal do Dia (04/03/2013), tratando sobre falatórios no rádio e supostas análises políticas inspiradas na malandragem, que “o pudor ético de certos colegas de imprensa parece se esvair com a proximidade de eleições”. O texto aludia ainda que “o ataque aos adversários ganha ares de extravasamento, com atos infames, por vezes beirando a obscenidade”. A profecia enfim se materializou, diante do desespero dos governistas, cujas ações maldosas já não bastam. Chegou o momento de apelar para a invenção de notícias.
Em períodos de campanha eleitoral, torna-se comum a publicação de palavras distorcidas, de “notícias” horrorosas e “críticas” apimentadas, vindas de todos os lados. Malfeitos pregressos, gafes e até questões envolvendo a vida pessoal dos candidatados são reverberadas um tom acima, como forma de “denunciar” e “esclarecer”. Até este ponto, a imprensa pode ser classificada como “azeda”, “parcial” e até “vendida”. Porém, com fatos fundados na verdade, qualquer meio de comunicação pode e até deve explicitar seu pensamento sobre qualquer tema, inclusive a política.
Passado tal ponto – ou seja, o limite entre a verdade, a meia-verdade, a galhofa e a mentira deslavada, eivada de maledicências –, a imprensa deixa de cumprir a norma constitucional garantida pela liberdade de expressão, para adentrar no campo do crime: a calúnia, a injúria e difamação! Se mentir sobre algum fato já seria um decreto de morte para a credibilidade de qualquer meio de comunicação, inventar notícias extrapola qualquer fronteira da decência e da ética, merecendo o “profissional” de imprensa que assim age a qualificação de moleque – em alguns casos, até de perigoso marginal.
Aos exemplos: semanas atrás, utilizando como disfarce uma suposta crônica literária, o ouvidor do Governo de Sergipe e articulista dominical do Jornal do Dia, Luiz Eduardo Costa, transcreveu uma carta “escrita” do além pelo ex-governador Augusto Franco, com severas queixas ao filho Walter Franco, por permitir ao neto que leva seu nome figurar como candidato a vice-governador de Sergipe na chapa do senador Eduardo Amorim. Tratava-se de um insulto ignóbil a honra do falecido, que em vida tinha verdadeira ojeriza ao beneficiário da missiva, o candidato Jackson Barreto.
Hoje, foi a vez de Cláudio Nunes, do portal Infonet, publicar uma mensagem supostamente psicografada, que ele “não imagina quem enviou e muito menos quem é o destinatário, mas mensagem é mensagem...” Sim, às favas os fatos jornalísticos. É tempo de eleição! Mais adiante, alguém no rádio sugeriu que a tal mensagem seria do auxiliar de Edivan Amorim que cometeu suicídio duas semanas atrás. A questão é: um publica, como se nada soubesse; outro reverbera, já sabendo de tudo! Com as cartas do além, a imprensa de Sergipe se vulgariza a cada dia – o que dá pena!
O primeiro caso deixou a família Franco perplexa e muito irritada. Contudo, a decisão da maioria foi a de “esquecer” o triste episódio, em respeito à memória do ex-governador. Sorte de Luiz Eduardo Costa e do Jornal do Dia, que escaparam de mais uma reprimenda judicial – juntos, já colecionam mais de 50. Quanto à apelação de Cláudio Nunes, ela resume o tipo de alma jornalística que habita aquele corpo. Tratar de forma jocosa a finalidade espiritual da psicografia, além desvirtuá-la em favor de um embate político- eleitoral, é demonstração cabal dos fins a justificar os meios...
Parcela do jornalismo sergipano parece ter esquecido a máxima segundo qual é preciso respeitar para ser respeitado. Minha grande dúvida é: a culpa pelas patifarias seria apenas dos comunicadores sociais ou estariam eles a agir apenas de acordo com quem lhes encomenda (e paga) os serviços sujos, aqui denominados de mandantes? Por seu turno, veículos que aceitam publicar tais vigarices não poderiam ser tachados como coautores? Da mesma forma, não seria o público (ouvinte ou leitor) cúmplice, ao garantir audiência aos veículos que se prestam a publicar tais vigarices?
A campanha de Jackson Barreto tem utilizado como peça de campanha um trecho de um discurso de Marcelo Deda, no qual o falecido governador elogia o candidato governista. Na ausência de fatos concretos que deponham contra os concorrentes do candidato que apoiam, jornalistas ligados ao governo usam “mensagens do além” para criticar adversários. Muita gente comenta que, semanas antes de desencarnar, Marcelo Déda teria gravado uma mensagem na qual pede votos para Jackson Barreto. Diante dos abusos atuais, não duvido que, se de fato existir, essa mensagem não seja usada em breve. A coragem dessa turma para mexer com os espíritos já está mais do que provada. Fiquemos de olhos bem abertos!
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Por David Leite ©2014 | 12/08 às 13h45 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.

UMA CARTA DE DESAMOR DO SENADOR VALADARES
AO EX-AMIGO JACKSON BARRETO – QUE BELEZURA!
A política de Sergipe tem personagens danados, sempre muito ligeiros no arrocha e afrouxa. Um exemplo em destaque é o do nobre senador Antônio Carlos Valadares. Em 1994, seis anos após catapultar Jackson Barreto da Prefeitura de Aracaju sob acusação de corrupção, com uma canetada apoiada pelo então deputado estadual Marcelo Déda, o coronel de Simão Dias juntou-se novamente ao ex-prefeito, que concorria ao Governo de Sergipe contra Albano Franco, à época aliado do governador João Alves Filho. Quem leu (ou viveu os fatos) conhece bem a história: Jackson Barreto venceu no primeiro turno, mas foi derrotado fragorosamente no segundo.
E sabem quem colaborou para a derrota do cabra capaz de tudo? Ele próprio, o senador Antônio Carlos Valadares, a quem o prosaico deputado federal José Almeida Lima, ex-quase tudo (prefeito, deputado estadual, senador.. – agora, talvez até político) definiu como “figura não afeita a agressões, nem tem aparência assustadora. Ele não altera a voz, que é sempre monocórdica, não obstante residir aí o grave perigo, pois com essa monotonia, frieza e perfídia, ele calcula e tempera a gosto suas traições e maldades políticas. É que Antônio Carlos Valadares não se sente bem se não trair. É questão de sobrevivência da própria alma! É a sina, embora ele tenha recebido, ao longo dos anos, os estímulos positivos por conta desse seu comportamento!”
Na carta de desamor que ilustra esta postagem, tem-se um modelo refinado do pérfido “modus operandi” de sobrevivência política, talhado pelo honrado senador. Nela, sem pejo ou mesuras, Antônio Carlos Valadares admite que se juntou naquela ocasião ao desafeto por necessidade política, mas que dele se desgarrava, semanas depois, também por necessidade política, tudo isso durante o “interregnum” de um único pleito eleitoral. Haja versatilidade... Contudo, mesmo se tratando de alguém cuja palavra vale o mesmo que pirita, não se deve desconsiderar o teor da missiva, recheada de queixas (todas verdadeiras) típicas do fim de uma paixão arrebatadora (neste caso, política)...
Sobretudo à juventude, a carta de desamor de Antônio Carlos Valadares a Jackson Barreto servirá como um condão, a traçar claramente o perfil dos dois políticos, que ora mais uma vez estão amasiados (politicamente, falando), novamente por “necessidade política”. Aos demais eleitores (de todas as idades e matizes ideológicos), a epístola serve de indelével referência sobre a capacidade humana de abstrair-se de lembranças incômodas, quando os interesses pela manutenção do poder gritam alto, às turras. Santa Danação!
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Por David Leite ©2014 | 10/08 às 11h00 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliar.
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ENTREVISTA | JOÃO FONTES 
Ex-deputado pelo PT até 2006, o empresário João Fontes é conhecido dos sergipanos pela independência de suas posições políticas e, em especial, pela contundência das palavras. Fiz questão de convidá-lo para abrir esta série de entrevistas que #VerdadesQueIncomodam fará neste período de campanha, como forma de contribuir para o debate de ideias e, acima de tudo, buscar se inteirar dos bastidores da política. A série de entrevista é denominada de Abra-O-Olho, que também é o nome deste blog que mantenho desde 2007. A seguir, um resumo da entrevista (são aproximadamente 17 minutos, que você ouve no link abaixo) com o ex-petista João Fontes, um dos signatários, quando esteve deputado federal, da Lei da Ficha Lima.

“O SENADOR VALADARES ESTEVE COM SUKITA PARA
TRATAR SOBRE A CANDIDATURA DO EX-PREFEITO”
Claro que o tema do momento, a prisão e soltura do capelense Manoel Messias dos Santos (vulgo Sukita), não poderia deixar de figurar numa entrevista com João Fontes, cujos ex-companheiros de partido, José Dirceu e José Genoíno, hoje repousam na cadeia da Papuda (DF). Mais ainda por ter ele sido, juntamente a deputada pelo PSB Luíza Erundina (ex-prefeita de São Paulo, pelo PT), um dos signatários da lei que hoje tenta impedir a presença de mal políticos na vida pública do País.
Aliás, o controvertido Manoel Sukita revelou numa entrevista ao Cinform desta semana alguns fatos muito interessantes. O mais peculiar deles é que, ao chegar ao presídio onde ficou por 40 dias e quarenta noites, o ex-prefeito, acusado de meter a mão no erário capelense, foi julgado pelos colegas de detenção, para ser aceito. Detalhe: foi aprovado pela cambada de todos os pavilhões. O que o fato sugere? No meu entender – e João Fontes diz o que pensa sobre isso –, a turma da bandidagem sabe reconhecer um grande líder. A malandragem se respeita...
Voltado à entrevista... João Fontes se disse intrigado com o fato de o senador Antônio Carlos Valadares não ter visitado o ex-vice-presidente do PSB na prisão e, somente depois de duros recados de Manoel Sukita, de que abriria a boca, percebeu que não poderia ignorar o caso, que ao fim e ao cabo, promete ser explosivo. Mesmo que o próprio senador negue, e isso seja reverberado por segmentos da imprensa, a verdade é que ele esteve sexta-feira (de modo quase invisível) com o correligionário, conforme afirmou o próprio Manoel Sukita ao ex-deputado.
João Fontes não acredita que o PSB tenha condição de negar legenda a Manoel Sukita para que seja candidato a deputado estadual pelo fato de haver uma ligação estreita dele com a cúpula do partido em Sergipe, a quem representava publicamente. Ao Cinform, o ex-prefeito até afirmou ser ele mesmo e o deputado Valadares filho dois “patrimônios” do partido. Mas, se o PSB o fizer, estaria a endossar um político que a Justiça autorizou prender – e depois, a soltar – sob severas acusações de uso indevido do dinheiro público. O ex-deputado também acha estranho que o povo de Capela esteja se mobilizando para um ato de desagravo que o ex-prefeito organiza no próximo sábado, com o qual espera reunir 50 mil pessoas. Haveria até uma missa católica na programação.
O ex-deputado petista, que foi expulso do partido por divergir da conduta da agremiação no Congresso à época do Mensalão, também fala sobre a queda de Dilma Rousseff nas pesquisas e como isso pode influir no quadro eleitoral sergipano, trata sobre a falta de renovação política e de novas lideranças em Sergipe e deixa um recado perturbador à imprensa: “Não podemos ter aqui uma imprensa que silencie à malandragem. A imprensa é para informa, e não para deformar os fatos. Acho que Manoel Sukita é um péssimo cliente para quem deseja entrar no campo da assessoria política”. E q1ual comunicador social ousaria trabalhar para o ex-prefeito?
Ouçamos a entrevista...


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Por David Leite ©2014 | 23/07 às 10h40 | Reprodução permitida, se citada a fonte.
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MANOEL SUKITA, O MAIS NOVO HERÓI DE SERGIPE...
OU, ANTÔNIO CARLOS VALADARES QUE SE SEGURE
O Brasil é o país das sacanagens! A agremiação que ora comanda a nação, o histórico PT, começou como um partido de presos políticos na ditadura, e hoje é um partido de políticos presos. Repousam na penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, o ex-ministro do governo Lula da Silva, José Dirceu; o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-deputado José Genoino, que presidia o partido durante as patifarias do Mensalão.
Vejam só, anteontem, Ruy Ferraz Fontes, delegado titular da Divisão de Investigação de Crimes contra o Patrimônio da Polícia Civil de São Paulo, informou que o notório traficante de drogas Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, chamado agora de Russo entre os cafajestes paulistas, continua faceiramente a dar ordens de dentro do presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau (SP), por intermédio de outros detentos, de familiares e, claro, de advogados.
Não causa surpresa, portanto, que o ex-deputado mensaleiro Valdemar Costa Neto, comande o PR de sua cela na Papuda, em igual situação ao ex-colega Roberto Jefferson, que de uma Casa do Albergado em Niterói (RJ), onde cumpre pena, dê as ordens às lideranças do PTB. E todo mundo sabe que José Dirceu continua como homem forte do PT, influindo até nas eleições do Distrito Federal, onde definiu nomes preferenciais para concorrer a deputado federal pelo partido.
Sergipe não poderia ficar por baixo nessa lambança. No domingo, após 40 dias recluso ao presídio da Terra Dura em Aracaju, acusado de meter a mão no Erário, Manuel Messias dos Santos (vulgo Sukita), ex-prefeito de Capela e ex-vice-presidente do PSB/SE (até dois meses atrás), foi liberado pela Justiça Federal. De fato, ele está isolado no partido – tão logo foi preso, os antigos correligionários se afastaram dele! No entanto, os recados enviados diretamente da detenção surtiram efeito. Para piorar, avisou que será mesmo candidato a deputado estadual pela legenda.
Aliás, interessantes são os comentários dos curiosos sobre os tais “recados”. Há quem garanta que Manoel Sukita teria dito que, se abrir aqueles lábios e bochechas maquilados, um famoso radialista, meia dúzia de jornalistas safados e uns políticos tirados a vestais da probidade perderiam o sono – e mais alguns cabelos no cocuruto, em alguns casos muito específicos! O ex-prefeito é uma bomba chiando... A turma do PSB não tem colhões para negar-lhe a legenda. E hoje na imprensa, de acordo com o comentarista Diógenes Brayner, a informação é de que membros do partido de Manoel Sukita “se assustaram, não se sabe por que”, com a possibilidade de ele vir a persistir na intenção de candidatar-se neste pleito.
Capela até parou para rezar pelo seu filho “injustiçado”, o novo herói de Sergipe. Daqui a pouco, quem vai acabar atrás das grades são os policiais, os promotores e os juízes que autorizaram as prisões da quadrilha que assacou por dois mandatos os cofres públicos capelenses, cujo líder máximo era o próprio ex-mandatário. Nem no “Bem Amado” de Dias Gomes seria possível imaginar uma romaria chorosa, em devoção a um santo do pau oco, um improbo!
Convenhamos todos, diante do exposto, a situação mais complicada é a do senador e presidente do PSB/SE, Antônio Carlos Valadares, atualmente aliado do governador Jackson Barreto. Por falar no cujo, tentando ajudar a candidatura governista, à qual se juntou após ser um de seus mais severos críticos, o coronel de Simão Dias disse que, do “outro lado (referência a oposição), resolveram se juntar os milionários”. O empresário Augusto Franco Neto, candidato a vice-governador na chapa de Eduardo Amorim, mostrou-se surpreso com a assertiva: “O senador queria porque queria, até pouco tempo, uma composição com meu nome. Como não deu certo, agora não presto mais”.
Voltando a Manoel Sukita... O PSB não lhe pode negar legenda, até porque o ex-prefeito era, antes de ser preso, um dos mais aguerridos articuladores da candidatura de Antônio Carlos Valadares à sucessão. Seria também seu financiador? Sabemos que a candidatura do senador miou por falta de apoio político e de coragem dos socialistas, não por falta de suporte financeiro, tudo indica.
Trocando em miúdos: o senador tem o milionário que merece, um “ficha suja”, um “malaquias” tirado a esperto, um falastrão sem papas na língua ferina, que a ninguém respeita; uma mercadoria pega em flagrante delito sacando na boca de um caixa do Banese um milhão de reais dos sofres da Prefeitura de Capela, em dinheiro vivo. Se não quer assumir o pacote que ajudou a embalar desde a mocidade, Antônio Carlos Valadares pode até dá-lo de presente a Jackson Barreto, cuja extirpe se assemelha muito a de Manoel Sukita.
Enfim, um dia é da caça, o outro do caçador! O ex-prefeito Manoel Sukita ainda vai dar um trabalho miserável àqueles que, no momento mais severo da vida do cabra que já foi flanelinha e virou empresário do ramo de venda de automóveis, lhe deram um barulhento pé na bunda...
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Por David Leite ©2014 | 17/07 às 14h50 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa | Clique na imagem para ampliá-la.
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AS PREVISÕES SÃO DE PÁREO DURO
O comentarista político Diógenes Brayner tem feito algumas análises bem ponderadas do atual processo eleitoral sergipano. O jornalista diz em seu Plenário de hoje que “as eleições de outubro não serão fáceis. É muito claro o equilíbrio das duas alianças. Pelos nomes nelas inseridas e pelos candidatos ao Governo e Senado. Ninguém imagine que será um passeio ou que, a esta altura do campeonato, as favas estão contadas para um dos lados.” Tudo verdadeiro!
Supostamente baseado em pesquisas, Diógenes Brayner sugere que para o Senado Federal, Maria do Carmo Alves é que estaria à frente como candidata, “mas o deputado federal Rogério Carvalho transformou-se em um trator”, no que está coberto de razão. Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho tem habilidades de fazer inveja a muito prestidigitador e, tudo parece indicar, está forradinho de dinheiro. Por outro lado, o escriba alude que Jackson Barreto “se sobressai com o trabalho que realiza a frente do Estado”, enquanto o senador Eduardo Amorim “percorre há anos o interior do Estado e conquistou lideranças fortes, além de manter maioria na Assembleia Legislativa”. Sem contestação!
O olhar de Diógenes Brayner enxerga que, “com o registro de sua candidatura, Jackson está vendo mudanças do eleitorado a seu favor e até vibra com os resultados das pesquisas (todas não divulgadas). Mas tudo vai depender da condução das duas campanhas, para que a classe média se decida em quem deve acreditar. É ela que geralmente define o pleito, porque sua maioria fica fora dos colégios eleitorais construídos por chefes políticos que negociam consciências”. Neste ponto, discordo do cabra...
Que JB tem crescido, não há dúvida. Mas a classe média anda enfadada dos políticos e, em particular, dos governistas. Aliás, vem dela a maior abstenção nas urnas em 2010 – o total de ausências naquela eleição foi de 21%; em 2012, só em Aracaju, 32.760 eleitores (ou 8,92% dos alistados) deixaram de votar. Para piorar a situação, as gestões do PT, subscritas por Jackson Barreto desde 2006 (e, após a morte de Marcelo Déda, encapadas por ele), são pessimamente avaliadas. Ademais, Eduardo Amorim já provou ser bom de urna e junto ao eleitor apresenta-se como “novidade”. Tudo isso terá reflexos diretos na escolha do próximo governante. 
Aqui concordando com o veterano colega, o páreo de outubro será duro, muito duro! Hoje, seria impossível apostar nos vitoriosos...
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Por David Leite ©2014 | 16/07 às 10h50 | Reprodução permitida, se citada a fonte.

A GRANDE NOTÍCIA DA SEMANA:
OS ALIENÍGENAS SÃO EDUCADOS
Abro a edição de The Economist da semana em busca de ler a matéria de capa sobre a reinvenção do ensino universitário e deparo com uma notícia que pode mudar a vida de muita gente aficionada por alienígenas (veja reprodução da página em foco nesta postagem). Amigos próximos sabem bem o quanto me dedico a conhecer as histórias sobre seres de outros mundos que supostamente visitam a Terra. Adianto que nunca vi nenhum deles, fosse de longe ou de perto. Mas até para um crédulo como eu, a revista inglesa foi – digamos – além da conta.
Sob o título “Aliens are polite” (algo como Os alienígenas são educados) e a informação de que ali estava “tudo que você precisa saber sobre objetos voadores não identificados” (UFOs, em inglês), a “reportagem” conta que em 02/06/14, ávidos observadores dos céus celebraram o Dia Mundial do UFO – trata-se da data de aniversário da suposta queda de um disco voador perto de Roswell, povoado do Condado de Chaves, estado do Novo México (EUA), em 1947.
A revista informa que o Centro Nacional de Relatórios Sobre UFOs (NUFORC, na sigla em inglês) já catalogou cerca de 90 mil relatos de avistamentos de OVNIs, principalmente nos Estados Unidos, desde 1974. Conta The Economist que a fato interessante disso tudo é que “os estrangeiros são atenciosos. Eles raramente perturbam os terráqueos durante o horário de trabalho ou na hora de dormir. Em vez disso, eles tendem a surgir no começo da noite, especialmente às sextas-feiras, quando as pessoas estão sentadas na varanda de casa para melhor apreciar luzes piscando no céu, e bebendo sua quarta cerveja”. Sim, depois da quarta...
O local nos EUA preferido pelos alienígenas para darem o ar da graça é Washington. Localizado na costa oeste, é o último estado ao norte na fronteira com o Canadá. Detalhe: “A constatação é anterior à legalização da maconha lá”. Outros destinos populares também estão perto da fronteira com o Canadá, onde as luzes do norte são, por vezes, mais visíveis. Ao que parece, “os OVNIs tendem a evitar aparecer durante as horas do dia e nas grandes cidades, onde há um monte de outras luzes, e as pessoas poderiam pensar que eles seriam apenas aviões”.
Não, gente, não é piada! Eis pois que uma das mais importantes revistas da Europa, muito dedicada aos temas sisudos, como economia e política, deu-se ao refresco de trazer à pauta um texto que, se não fosse pelo inusitado e pelo próprio veículo, poderia ser alvo de deboche. Coragem da The Economist ou apenas um daqueles sutis recados à humanidade, alertando para o que vem por aí? A cada dia, mais e mais relatos sobre alienígenas aparecem na imprensa séria. Sinal dos tempos?
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Por David Leite ©2014 | 30/06 às 12h23 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Clique na imagem para ampliá-la.

#PrisãoDeManoelSukita
DEUS ME LIVRE DA POTENTE LÍNGUA
DO DEPUTADO VENÂNCIO FONSECA
Mosfios, pegando ponga no velho Millôr Fernandes, “estou boquiaberto e não consigo boquifechar”. Já ajoelhei ao lado da cama e pedi ao bom Deus que me livre e proteja da ferocidade e eficácia da poderosa língua do deputado estadual Venâncio Fonseca, líder da oposição na Alese. Estou pasmo sobre como fui profético num texto escrito no domingo, 01/05, quando afirmei que, “Se procurava sarna para se coçar, Manoel Sukita a encontrou”, ao incluir o parlamentar do PP no roll dos “matadores” de Sergipe – sim, Venâncio Fonseca seria um Lampião moderno, assassino contumaz, na célebre opinião do ex-prefeito capelense. Questionado se teria provas, esquivou-se: “É só procurar por aí!”
Ontem à tarde, munido com cinco quilos de documentos, 10 megabits de palavras – foram quase 3 horas de discurso, na tribuna da Assembleia – e da ironia que lhe é peculiar, Venâncio Fonseca desancou Manoel Messias dos Santos (vulgo Sukita), a quem classificou de “coronel maquiado”, com as bochechas vermelhas, “não por vergonha, mas por cinismo e maquiagem”! O deputado atribuiu à querela sobre a carnalita o chilique que teria levado o ex-prefeito a fazer tão grave e irresponsável acusação contra ele. Como se por antecipação – ou foi praga mesmo? #Uia –, Venâncio Fonseca disse que Manoel Sukita não era um caso de psiquiatria, “é antes um caso de polícia e da Justiça”. E não é que a casa caiu?
Nesta manhã, agentes da Polícia Federal e policiais civis sergipanos cumpriram mandados de prisão do próprio Manoel Sukita, mais a esposa, uma irmã dele e um ex-secretário de Finanças da Prefeitura de Capela, além de também cumprir mandados de busca e apreensão de documentos e computadores em duas empresas do ex-prefeito. Na Polícia Federal, investigam-se os crimes de lavagem de dinheiro e de responsabilidade. Na Polícia Civil de Sergipe tramitam três inquéritos para investigar crimes de responsabilidade supostamente praticados por Manoel Sukita durante sua gestão. Existem ainda procedimentos nos Ministérios Públicos Federal e Estadual para apurar atos de improbidade administrativa. Por outro lado, segundo levantamentos realizados pela CGU, constam diversos indícios de irregularidades na aplicação e prestação de contas de recursos federais, por parte do ex-gestor, em convênios firmados junto a vários Ministérios.
Trocando em miúdos: Manoel Sukita é mesmo um caso de polícia. Empresário de sucesso, o cabra não precisava enveredar pelo caminho fácil da bandidagem. Mas quem nunca comeu melado, quando come se lambuza. Dinheiro público enebria... Disse eu no domingo que o danado falastrão já devia estar atrás das grades há tempos. Hoje, mesmo que tardiamente, a Justiça enfim cumpriu com sua dolorosa obrigação. E como disse há pouco, num texto publicado nas redes sociais o jornalista diretor do Cinform Jozailto Lima, uma das vítimas da inconsequência do boquirroto, “O que se espera, para além do barulho de agora, é que ele seja submetido aos rigores da Justiça e que a panelinha de aliados não tente protegê-lo contra o impossível.” Faço minhas as suas palavras, e ponto final.
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Por David Leite ©2014 | 03/06 às 10h31 | Reprodução permitida, se citada a fonte.
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Atualizado às 12h10 de 03/06 | 
#BoaTarde

CHOROSO NO MOMENTO DA PRISÃO, O BOQUIRROTO
EX-PREFEITO DE CAPELA SE DIZ PERSEGUIDO, COITADO
Manoel Sukita disse ainda que operação das polícias Civil e Federal foi ação de adversários e declara estar preparado para a prisão. Na entrevista à Serpente Falante da Cabeça Redonda Avantajada e de Olhos Esbugalhados, Pança Nababesca e Pernas Finas (vulgo George Magalhães), ele disse saber que o radialista também torcia pela sua prisão e que rezaria para isso jamais venha a acontecer com o ex-sócio.
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Ouça entrevista do ex-prefeito ao radialista, que pode a qualquer momento também cair na esparrela, pois também investigado pela PF... http://www.comsensoweb.com.br/portal/2014/06/03/sukita-diz-que-operacao-das-policias-civil-e-federal-foi-obra-de-seus-adversarios-e-declara-estar-preparado-para-a-prisao/

MANOEL SUKITA ACHA VENÂNCIO FONSECA
PIOR QUE VIRGULINO FERREIRA, O LAMPIÃO
A política não é tarefa para amadores! Não é qualquer um que aguenta exercer tal função. Na hora do bem-bom, todo mundo se apresenta para ocupar um cargo público, mais das vezes sem levar em conta a exigência de predicados especiais, dentre os quais o mais notório, antes mesmo da competência, é a honestidade – a compreensão correta do que seja a política também é requisito essencial. O outro lado da moeda, contudo, tem um preço quase sempre elevadíssimo, especialmente quando o confronto de ideias é substituído pelo ataque pessoal, pela calúnia e difamação. Nessas horas, a política mostra-se mais do que rasteira...
Ex-prefeito de Capela, Manoel Messias dos Santos (vulgo Sukita) extrapolou todos os limites da decência nas querelas radiofônicas que trava quase diariamente com o deputado estadual Venâncio Fonseca, líder da oposição na Alese. Tresloucado no linguajar e travestido com as armas do cinismo, as quais usa com descaramento profissional, o danado incluiu o parlamentar do PP no roll dos “matadores” de Sergipe – sim, Venâncio Fonseca seria um assassino contumaz. Questionado se teria provas, esquivou-se: “É só procurar por aí!”
Não é a primeira vez que Manoel Sukita age como um “sem-noção”. Em outubro de 2009, ainda no exercício do cargo de prefeito, exortou a deputada estadual Ana Lúcia Menezes e seu colega Iran Barbosa (à época deputado federal) a terem “Vergonha ao falar em educação, porque nunca contribuíram efetivamente com a área”. O prefeito foi mais longe. Acusou a nobre parlamentar do PT de sempre ter usado a educação para se “locupletar”, ou seja: enriquecer, usando dinheiro público. Assertiva que não encontra lastro em qualquer prova real. Fez o mesmo com Jozailto Lima, tachando o jornalista de “vendido”, após denúncias feitas pelo Cinform.
Manoel Sukita seria um “incutido”, beirando o ridículo – o tipo que se acha louco? Doente mental ele não é... Pelo contrário, é esperto até demais! É tão esperto que permanece longe da cadeia. E caso o Judiciário assim decida, ainda poderá ser candidato a deputado estadual, alcançando a almejada impunidade – perdão, imunidade parlamentar! Tudo isso, mesmo diante de acusações como a de ter sacado R$ 1 milhão de reais da conta da Prefeitura de Capela, na boca de um caixa do Banese, no último dia de sua gestão.
Se procurava sarna para se coçar, Manoel Sukita a encontrou. Transformar Venâncio Fonseca num bandido pior do que Lampião não tem justificativa – isso tudo somente porque o deputado disse que o ex-prefeito está numa fase ruim, pois “Sonha todas as noites com os repasses do Fundo de Participação dos Municípios – FPM. Tem uma saudade danada do cofre da Prefeitura de Capela”. Doido por dinheiro público? Parece que Venâncio Fonseca afinal descobriu a tal “doença” que mantém Manoel Sukita eternamente com os nervos à flor da pele bronzeada e maquilada: a saudade do talão de cheques públicos do qual ele abusava, como se a ele pertencesse.
Daqui, seguem alguns rápidos questionamentos: finalmente, vão o Judiciário e o Ministério Público permitir que Manoel Sukita seja mesmo candidato em outubro, que alcance a almejada impunidade – ops... imunidade parlamentar? Cadê o julgamento das contas do ex-prefeito em curso no Tribunal de Contas desde 2013? Por que a demora para julgá-las? Por que a Polícia Federal não conclui a investigação que realiza sobre os saques feitos por Manoel Sukita em contas de convênios com os ministérios da Saúde, Educação e Cidades? Por que o atual prefeito Ezequiel Leite ainda não apresentou o resultado da auditoria realizada na prefeitura, com informações chocantes sobre desvios de recursos públicos federais e locais?
De toda sorte, uma coisa está clara: Manoel Sukita deve ter bons advogados, do contrário, já estaria atrás das grades há tempos.
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Por David Leite ©2014 | Reprodução permitida, se citada a fonte.
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A POESIA CHOROSA DE CARLOS CAUÊ
Abram o coração e deixem entrar a poesia. Como disse Paulo Leminski: “Ameixas / ame-as ou deixe-as.” Os poetas são assim mesmo, um tanto quanto confusos para a maioria dos mortais. Ou como propôs Walt Whitman, todos devemos ter “Uma hora para a loucura e a alegria!”, pois estamos vivos, não é? A poesia não tem compromisso com qualquer sentido...
O jornalista e publicitário Carlos Cauê também se assume um “poeta”. Deve haver um poeta em cada um de nós, imagino! O meu, por exemplo, com certeza mora nos cafundós da China, em alguma montanha. Estas linhas pretendem traçar as minhas impressões sobre o livro “amorável”, que li nesta madrugada de domingo.
Os poetas sempre foram os mais inventivos dos humanos. Fingem sentimentos que jamais lhe afloraram, senão na mente fértil. Poesia por vezes nem carece de palavras ditas. O silêncio também pode expressar. Vejam a capa de “amorável” (reprodução nesta postagem): num vidro molhado de um box de banheiro com temperatura elevada, alguém (parece uma mão masculina) desenha um coração sobre o qual impõe a mão direita, que também lhe sustenta o corpo, como se recebesse algo por trás – uma massagem? A cena erótica diz sem dizer...
A começar pelo título, “amorável” é uma danação. É mera conjectura, pois de Carlos Cauê (pessoalmente) nada ouvi sobre. Mas julgo que amorável venha a ser um adjetivo que designa algo digno de ser adoravelmente amado, por suas qualidades superiores. Nem mesmo o “prefaciador” do livro, o também poeta e membro da Academia Sergipense de Letras jornalista Amaral Cavalcante, ousou definir o que venha a ser “amorável”. Mas convenhamos, isso pouco importa, caso a poesia de Carlos Cauê seja algo sublime.
Eis pois: tudo começa e termina no campo do sublime, quando o assunto é poesia – nem mais nem menos! Jozailto Lima, poeta e jornalista, “posfaciador” de “amorável”, ficou encantado com a declaração de Carlos Cauê de que Faço versos como quem sangra. Mulheres sangram todos os meses, mas há poesia nisso? Ainda prefiro Manoel Bandeira em “Desencanto”: “Eu faço versos como quem chora” – “volúpia ardente... tristeza esparsa... remorso vão... amargo e quente.” Carlos Cauê sangra e chora, pude confirmar.
“amorável” seria um esforço meso verborrágico de obliteração de alguma paixão mal resolvida? As “confissões” afetadas (em alguns raros momentos), beirando a quase confidência, revelariam um coração atormentado pela decepção amorosa, que aguarda a “Recompensa das esperas”? Nada disso importa, se a alma é grande. Neste sentido, “amorável” revela um novo poeta: “... E o teu olho cego / Acendendo em mim a destruição / Da minha recusa”.
Podem dizer o que quiser, para mim Carlos Cauê faz poesia, sim! Ao seu jeito e maneira, como fazem os poetas. Todos somos um pouco poetas, afinal... Não arrisco escrever mais nada, hoje... hoje!
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Por David Leite ©2014 | Reprodução permitida, se citada a fonte.
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ENTREVISTA DO NEGÃO AO CINFORM TEM
INFORMAÇÕES DE SOBRA NAS ENTRELINHAS
vem João Alves Filho dizendo ao Cinform desta semana ter feito “a coisa certa” ao preferir completar o mandato de prefeito de Aracaju, em vez de tentar a sorte numa disputa pela sucessão governamental. Não é que concordo com o velho Negão? Sua entrevista merece ser lida e relida. Diz muito sobre a sapiência de um político calejado, com quase 40 anos de vida pública, iniciada em 1975 no mesmo cargo, por indicação do então governador José Rollemberg Leite.
Farei a seguir um rápido resumo do que foi dito e em seguida comento.
JAF foi cristalino ao afirmar que não poderia deixar a PMA porque contrariaria o povo de Aracaju. Acerca da sucessão ao governo, afirmou não haver em Sergipe um único político com quem não se sinta à vontade para conversar, mas que no momento exerce uma prática corriqueira em sua vida, a meditação – sobre qual caminho tomar, apesar de não ter ressalvas contra Eduardo Amorim ou Jackson Barreto. O proveito político do seu apoio a qualquer dos candidatos deve servir para benefício do município, “se somando à prefeitura”. Quanto às posições públicas do genro Mendonça Prado de apoio explícito a Jackson Barreto, ocorrem porque no seu grupo “cada um diz o que pensa”, mas na hora certa “vamos marchar juntos”.
Sobre o destino político da senadora Maria do Carmo Alves, o Negão disse que se depender dele, ela segue no Senado. Tergiversou sobre gostar ou não de ser prefeito, mas foi taxativo: “Quero ver o que posso fazer de melhor”. Disse que a quase totalidade dos procedimentos de saúde passam pela sua gestão e melhor do que construir hospitais seria reajustar a tabela do SUS, defasada há 12 anos. Sobre o caos no trânsito e a pasmaceira do transporte público, afirmou que teve de corrigir erros da gestão passada e prometeu fazer a licitação das linhas de ônibus antes de autorizar a majoração do preço da tarifa dos coletivos.
Comento, afinal: no geral, o prefeito foi bem em sua entrevista. Mas cá comigo, fico a matutar sobre alguns pontos. Por exemplo, a situação do pequeno deputado Mendonça Prado. O cabra entranhou um ódio que resvala em ira aos Amorim. Como operará a sua campanha? Em que palanque estará? Como se portará, caso a opção do Democratas seja pelo senador Eduardo Amorim? O papo do Negão de que o seu partido é democrático até no nome atrapalha mais do que ajuda, pois demonstra lá pelas tantas uma certa “falta de pulso”. Ademais, caso de fato decline de marchar ao lado Jackson Barreto, João Alves Filho deixaria frustrada a querida filha Ana Maria de Mendonça, hoje defensora ardorosamente roxa do governador-candidato, a quem já julga até reeleito.
Um outro ponto é a confirmação do desejo de JAF – e da maioria do grupo comandado por ele, diga-se – por manter no Senado a esposa. Dona Maria do Carmo Alves é peça importante demais no Democratas para ter sua candidatura descartada. Caso venha a ser reeleita, provavelmente será a única senadora do partido, ora em franco declínio, com mandato. Entrementes, não haveria espaço para ela na chapa de Jackson Barreto, posto que o PT jamais abriria mão da candidatura ao Senado do doutor (ele gosta de ser chamado assim) deputado Rogério Carvalho, já posta à rua. Mesmo a indicação de um nome do Democratas para compor a chapa como candidato a vice-governador encontra resistência entre os petistas.
Por fim, uma frase do Negão explicita como funciona a cabeça dele: “Estou analisando com cuidado (as possibilidades de apoio), pois sei da minha responsabilidade. Não posso tomar uma decisão de forma rápida e precipitada. Esse não é o meu estilo”. Ou seja, não aceita qualquer pressão. Completou afirmando que com isso não estaria a dizer que já não tenha as suas “tendências”, mas fará as análises “com calma”. Paciência não faz mal a ninguém...
Aposto uma pitomba que no primeiro nome do escolhido pelo Negão não há a letra “i”, mas tem as letras “a” e “o”. Quem se habilita?
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Por David Leite © 2014 | Reprodução permitida, se citada a fonte.
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