AS PREVISÕES SÃO DE PÁREO DURO
O comentarista político Diógenes Brayner tem feito algumas análises bem ponderadas do atual processo eleitoral sergipano. O jornalista diz em seu Plenário de hoje que “as eleições de outubro não serão fáceis. É muito claro o equilíbrio das duas alianças. Pelos nomes nelas inseridas e pelos candidatos ao Governo e Senado. Ninguém imagine que será um passeio ou que, a esta altura do campeonato, as favas estão contadas para um dos lados.” Tudo verdadeiro!
Supostamente baseado em pesquisas, Diógenes Brayner sugere que para o Senado Federal, Maria do Carmo Alves é que estaria à frente como candidata, “mas o deputado federal Rogério Carvalho transformou-se em um trator”, no que está coberto de razão. Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho tem habilidades de fazer inveja a muito prestidigitador e, tudo parece indicar, está forradinho de dinheiro. Por outro lado, o escriba alude que Jackson Barreto “se sobressai com o trabalho que realiza a frente do Estado”, enquanto o senador Eduardo Amorim “percorre há anos o interior do Estado e conquistou lideranças fortes, além de manter maioria na Assembleia Legislativa”. Sem contestação!
O olhar de Diógenes Brayner enxerga que, “com o registro de sua candidatura, Jackson está vendo mudanças do eleitorado a seu favor e até vibra com os resultados das pesquisas (todas não divulgadas). Mas tudo vai depender da condução das duas campanhas, para que a classe média se decida em quem deve acreditar. É ela que geralmente define o pleito, porque sua maioria fica fora dos colégios eleitorais construídos por chefes políticos que negociam consciências”. Neste ponto, discordo do cabra...
Que JB tem crescido, não há dúvida. Mas a classe média anda enfadada dos políticos e, em particular, dos governistas. Aliás, vem dela a maior abstenção nas urnas em 2010 – o total de ausências naquela eleição foi de 21%; em 2012, só em Aracaju, 32.760 eleitores (ou 8,92% dos alistados) deixaram de votar. Para piorar a situação, as gestões do PT, subscritas por Jackson Barreto desde 2006 (e, após a morte de Marcelo Déda, encapadas por ele), são pessimamente avaliadas. Ademais, Eduardo Amorim já provou ser bom de urna e junto ao eleitor apresenta-se como “novidade”. Tudo isso terá reflexos diretos na escolha do próximo governante. 
Aqui concordando com o veterano colega, o páreo de outubro será duro, muito duro! Hoje, seria impossível apostar nos vitoriosos...
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Por David Leite ©2014 | 16/07 às 10h50 | Reprodução permitida, se citada a fonte.

A GRANDE NOTÍCIA DA SEMANA:
OS ALIENÍGENAS SÃO EDUCADOS
Abro a edição de The Economist da semana em busca de ler a matéria de capa sobre a reinvenção do ensino universitário e deparo com uma notícia que pode mudar a vida de muita gente aficionada por alienígenas (veja reprodução da página em foco nesta postagem). Amigos próximos sabem bem o quanto me dedico a conhecer as histórias sobre seres de outros mundos que supostamente visitam a Terra. Adianto que nunca vi nenhum deles, fosse de longe ou de perto. Mas até para um crédulo como eu, a revista inglesa foi – digamos – além da conta.
Sob o título “Aliens are polite” (algo como Os alienígenas são educados) e a informação de que ali estava “tudo que você precisa saber sobre objetos voadores não identificados” (UFOs, em inglês), a “reportagem” conta que em 02/06/14, ávidos observadores dos céus celebraram o Dia Mundial do UFO – trata-se da data de aniversário da suposta queda de um disco voador perto de Roswell, povoado do Condado de Chaves, estado do Novo México (EUA), em 1947.
A revista informa que o Centro Nacional de Relatórios Sobre UFOs (NUFORC, na sigla em inglês) já catalogou cerca de 90 mil relatos de avistamentos de OVNIs, principalmente nos Estados Unidos, desde 1974. Conta The Economist que a fato interessante disso tudo é que “os estrangeiros são atenciosos. Eles raramente perturbam os terráqueos durante o horário de trabalho ou na hora de dormir. Em vez disso, eles tendem a surgir no começo da noite, especialmente às sextas-feiras, quando as pessoas estão sentadas na varanda de casa para melhor apreciar luzes piscando no céu, e bebendo sua quarta cerveja”. Sim, depois da quarta...
O local nos EUA preferido pelos alienígenas para darem o ar da graça é Washington. Localizado na costa oeste, é o último estado ao norte na fronteira com o Canadá. Detalhe: “A constatação é anterior à legalização da maconha lá”. Outros destinos populares também estão perto da fronteira com o Canadá, onde as luzes do norte são, por vezes, mais visíveis. Ao que parece, “os OVNIs tendem a evitar aparecer durante as horas do dia e nas grandes cidades, onde há um monte de outras luzes, e as pessoas poderiam pensar que eles seriam apenas aviões”.
Não, gente, não é piada! Eis pois que uma das mais importantes revistas da Europa, muito dedicada aos temas sisudos, como economia e política, deu-se ao refresco de trazer à pauta um texto que, se não fosse pelo inusitado e pelo próprio veículo, poderia ser alvo de deboche. Coragem da The Economist ou apenas um daqueles sutis recados à humanidade, alertando para o que vem por aí? A cada dia, mais e mais relatos sobre alienígenas aparecem na imprensa séria. Sinal dos tempos?
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Por David Leite ©2014 | 30/06 às 12h23 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Clique na imagem para ampliá-la.

#PrisãoDeManoelSukita
DEUS ME LIVRE DA POTENTE LÍNGUA
DO DEPUTADO VENÂNCIO FONSECA
Mosfios, pegando ponga no velho Millôr Fernandes, “estou boquiaberto e não consigo boquifechar”. Já ajoelhei ao lado da cama e pedi ao bom Deus que me livre e proteja da ferocidade e eficácia da poderosa língua do deputado estadual Venâncio Fonseca, líder da oposição na Alese. Estou pasmo sobre como fui profético num texto escrito no domingo, 01/05, quando afirmei que, “Se procurava sarna para se coçar, Manoel Sukita a encontrou”, ao incluir o parlamentar do PP no roll dos “matadores” de Sergipe – sim, Venâncio Fonseca seria um Lampião moderno, assassino contumaz, na célebre opinião do ex-prefeito capelense. Questionado se teria provas, esquivou-se: “É só procurar por aí!”
Ontem à tarde, munido com cinco quilos de documentos, 10 megabits de palavras – foram quase 3 horas de discurso, na tribuna da Assembleia – e da ironia que lhe é peculiar, Venâncio Fonseca desancou Manoel Messias dos Santos (vulgo Sukita), a quem classificou de “coronel maquiado”, com as bochechas vermelhas, “não por vergonha, mas por cinismo e maquiagem”! O deputado atribuiu à querela sobre a carnalita o chilique que teria levado o ex-prefeito a fazer tão grave e irresponsável acusação contra ele. Como se por antecipação – ou foi praga mesmo? #Uia –, Venâncio Fonseca disse que Manoel Sukita não era um caso de psiquiatria, “é antes um caso de polícia e da Justiça”. E não é que a casa caiu?
Nesta manhã, agentes da Polícia Federal e policiais civis sergipanos cumpriram mandados de prisão do próprio Manoel Sukita, mais a esposa, uma irmã dele e um ex-secretário de Finanças da Prefeitura de Capela, além de também cumprir mandados de busca e apreensão de documentos e computadores em duas empresas do ex-prefeito. Na Polícia Federal, investigam-se os crimes de lavagem de dinheiro e de responsabilidade. Na Polícia Civil de Sergipe tramitam três inquéritos para investigar crimes de responsabilidade supostamente praticados por Manoel Sukita durante sua gestão. Existem ainda procedimentos nos Ministérios Públicos Federal e Estadual para apurar atos de improbidade administrativa. Por outro lado, segundo levantamentos realizados pela CGU, constam diversos indícios de irregularidades na aplicação e prestação de contas de recursos federais, por parte do ex-gestor, em convênios firmados junto a vários Ministérios.
Trocando em miúdos: Manoel Sukita é mesmo um caso de polícia. Empresário de sucesso, o cabra não precisava enveredar pelo caminho fácil da bandidagem. Mas quem nunca comeu melado, quando come se lambuza. Dinheiro público enebria... Disse eu no domingo que o danado falastrão já devia estar atrás das grades há tempos. Hoje, mesmo que tardiamente, a Justiça enfim cumpriu com sua dolorosa obrigação. E como disse há pouco, num texto publicado nas redes sociais o jornalista diretor do Cinform Jozailto Lima, uma das vítimas da inconsequência do boquirroto, “O que se espera, para além do barulho de agora, é que ele seja submetido aos rigores da Justiça e que a panelinha de aliados não tente protegê-lo contra o impossível.” Faço minhas as suas palavras, e ponto final.
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Por David Leite ©2014 | 03/06 às 10h31 | Reprodução permitida, se citada a fonte.
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Atualizado às 12h10 de 03/06 | 
#BoaTarde

CHOROSO NO MOMENTO DA PRISÃO, O BOQUIRROTO
EX-PREFEITO DE CAPELA SE DIZ PERSEGUIDO, COITADO
Manoel Sukita disse ainda que operação das polícias Civil e Federal foi ação de adversários e declara estar preparado para a prisão. Na entrevista à Serpente Falante da Cabeça Redonda Avantajada e de Olhos Esbugalhados, Pança Nababesca e Pernas Finas (vulgo George Magalhães), ele disse saber que o radialista também torcia pela sua prisão e que rezaria para isso jamais venha a acontecer com o ex-sócio.
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Ouça entrevista do ex-prefeito ao radialista, que pode a qualquer momento também cair na esparrela, pois também investigado pela PF... http://www.comsensoweb.com.br/portal/2014/06/03/sukita-diz-que-operacao-das-policias-civil-e-federal-foi-obra-de-seus-adversarios-e-declara-estar-preparado-para-a-prisao/

MANOEL SUKITA ACHA VENÂNCIO FONSECA
PIOR QUE VIRGULINO FERREIRA, O LAMPIÃO
A política não é tarefa para amadores! Não é qualquer um que aguenta exercer tal função. Na hora do bem-bom, todo mundo se apresenta para ocupar um cargo público, mais das vezes sem levar em conta a exigência de predicados especiais, dentre os quais o mais notório, antes mesmo da competência, é a honestidade – a compreensão correta do que seja a política também é requisito essencial. O outro lado da moeda, contudo, tem um preço quase sempre elevadíssimo, especialmente quando o confronto de ideias é substituído pelo ataque pessoal, pela calúnia e difamação. Nessas horas, a política mostra-se mais do que rasteira...
Ex-prefeito de Capela, Manoel Messias dos Santos (vulgo Sukita) extrapolou todos os limites da decência nas querelas radiofônicas que trava quase diariamente com o deputado estadual Venâncio Fonseca, líder da oposição na Alese. Tresloucado no linguajar e travestido com as armas do cinismo, as quais usa com descaramento profissional, o danado incluiu o parlamentar do PP no roll dos “matadores” de Sergipe – sim, Venâncio Fonseca seria um assassino contumaz. Questionado se teria provas, esquivou-se: “É só procurar por aí!”
Não é a primeira vez que Manoel Sukita age como um “sem-noção”. Em outubro de 2009, ainda no exercício do cargo de prefeito, exortou a deputada estadual Ana Lúcia Menezes e seu colega Iran Barbosa (à época deputado federal) a terem “Vergonha ao falar em educação, porque nunca contribuíram efetivamente com a área”. O prefeito foi mais longe. Acusou a nobre parlamentar do PT de sempre ter usado a educação para se “locupletar”, ou seja: enriquecer, usando dinheiro público. Assertiva que não encontra lastro em qualquer prova real. Fez o mesmo com Jozailto Lima, tachando o jornalista de “vendido”, após denúncias feitas pelo Cinform.
Manoel Sukita seria um “incutido”, beirando o ridículo – o tipo que se acha louco? Doente mental ele não é... Pelo contrário, é esperto até demais! É tão esperto que permanece longe da cadeia. E caso o Judiciário assim decida, ainda poderá ser candidato a deputado estadual, alcançando a almejada impunidade – perdão, imunidade parlamentar! Tudo isso, mesmo diante de acusações como a de ter sacado R$ 1 milhão de reais da conta da Prefeitura de Capela, na boca de um caixa do Banese, no último dia de sua gestão.
Se procurava sarna para se coçar, Manoel Sukita a encontrou. Transformar Venâncio Fonseca num bandido pior do que Lampião não tem justificativa – isso tudo somente porque o deputado disse que o ex-prefeito está numa fase ruim, pois “Sonha todas as noites com os repasses do Fundo de Participação dos Municípios – FPM. Tem uma saudade danada do cofre da Prefeitura de Capela”. Doido por dinheiro público? Parece que Venâncio Fonseca afinal descobriu a tal “doença” que mantém Manoel Sukita eternamente com os nervos à flor da pele bronzeada e maquilada: a saudade do talão de cheques públicos do qual ele abusava, como se a ele pertencesse.
Daqui, seguem alguns rápidos questionamentos: finalmente, vão o Judiciário e o Ministério Público permitir que Manoel Sukita seja mesmo candidato em outubro, que alcance a almejada impunidade – ops... imunidade parlamentar? Cadê o julgamento das contas do ex-prefeito em curso no Tribunal de Contas desde 2013? Por que a demora para julgá-las? Por que a Polícia Federal não conclui a investigação que realiza sobre os saques feitos por Manoel Sukita em contas de convênios com os ministérios da Saúde, Educação e Cidades? Por que o atual prefeito Ezequiel Leite ainda não apresentou o resultado da auditoria realizada na prefeitura, com informações chocantes sobre desvios de recursos públicos federais e locais?
De toda sorte, uma coisa está clara: Manoel Sukita deve ter bons advogados, do contrário, já estaria atrás das grades há tempos.
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Por David Leite ©2014 | Reprodução permitida, se citada a fonte.
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A POESIA CHOROSA DE CARLOS CAUÊ
Abram o coração e deixem entrar a poesia. Como disse Paulo Leminski: “Ameixas / ame-as ou deixe-as.” Os poetas são assim mesmo, um tanto quanto confusos para a maioria dos mortais. Ou como propôs Walt Whitman, todos devemos ter “Uma hora para a loucura e a alegria!”, pois estamos vivos, não é? A poesia não tem compromisso com qualquer sentido...
O jornalista e publicitário Carlos Cauê também se assume um “poeta”. Deve haver um poeta em cada um de nós, imagino! O meu, por exemplo, com certeza mora nos cafundós da China, em alguma montanha. Estas linhas pretendem traçar as minhas impressões sobre o livro “amorável”, que li nesta madrugada de domingo.
Os poetas sempre foram os mais inventivos dos humanos. Fingem sentimentos que jamais lhe afloraram, senão na mente fértil. Poesia por vezes nem carece de palavras ditas. O silêncio também pode expressar. Vejam a capa de “amorável” (reprodução nesta postagem): num vidro molhado de um box de banheiro com temperatura elevada, alguém (parece uma mão masculina) desenha um coração sobre o qual impõe a mão direita, que também lhe sustenta o corpo, como se recebesse algo por trás – uma massagem? A cena erótica diz sem dizer...
A começar pelo título, “amorável” é uma danação. É mera conjectura, pois de Carlos Cauê (pessoalmente) nada ouvi sobre. Mas julgo que amorável venha a ser um adjetivo que designa algo digno de ser adoravelmente amado, por suas qualidades superiores. Nem mesmo o “prefaciador” do livro, o também poeta e membro da Academia Sergipense de Letras jornalista Amaral Cavalcante, ousou definir o que venha a ser “amorável”. Mas convenhamos, isso pouco importa, caso a poesia de Carlos Cauê seja algo sublime.
Eis pois: tudo começa e termina no campo do sublime, quando o assunto é poesia – nem mais nem menos! Jozailto Lima, poeta e jornalista, “posfaciador” de “amorável”, ficou encantado com a declaração de Carlos Cauê de que Faço versos como quem sangra. Mulheres sangram todos os meses, mas há poesia nisso? Ainda prefiro Manoel Bandeira em “Desencanto”: “Eu faço versos como quem chora” – “volúpia ardente... tristeza esparsa... remorso vão... amargo e quente.” Carlos Cauê sangra e chora, pude confirmar.
“amorável” seria um esforço meso verborrágico de obliteração de alguma paixão mal resolvida? As “confissões” afetadas (em alguns raros momentos), beirando a quase confidência, revelariam um coração atormentado pela decepção amorosa, que aguarda a “Recompensa das esperas”? Nada disso importa, se a alma é grande. Neste sentido, “amorável” revela um novo poeta: “... E o teu olho cego / Acendendo em mim a destruição / Da minha recusa”.
Podem dizer o que quiser, para mim Carlos Cauê faz poesia, sim! Ao seu jeito e maneira, como fazem os poetas. Todos somos um pouco poetas, afinal... Não arrisco escrever mais nada, hoje... hoje!
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Por David Leite ©2014 | Reprodução permitida, se citada a fonte.
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ENTREVISTA DO NEGÃO AO CINFORM TEM
INFORMAÇÕES DE SOBRA NAS ENTRELINHAS
vem João Alves Filho dizendo ao Cinform desta semana ter feito “a coisa certa” ao preferir completar o mandato de prefeito de Aracaju, em vez de tentar a sorte numa disputa pela sucessão governamental. Não é que concordo com o velho Negão? Sua entrevista merece ser lida e relida. Diz muito sobre a sapiência de um político calejado, com quase 40 anos de vida pública, iniciada em 1975 no mesmo cargo, por indicação do então governador José Rollemberg Leite.
Farei a seguir um rápido resumo do que foi dito e em seguida comento.
JAF foi cristalino ao afirmar que não poderia deixar a PMA porque contrariaria o povo de Aracaju. Acerca da sucessão ao governo, afirmou não haver em Sergipe um único político com quem não se sinta à vontade para conversar, mas que no momento exerce uma prática corriqueira em sua vida, a meditação – sobre qual caminho tomar, apesar de não ter ressalvas contra Eduardo Amorim ou Jackson Barreto. O proveito político do seu apoio a qualquer dos candidatos deve servir para benefício do município, “se somando à prefeitura”. Quanto às posições públicas do genro Mendonça Prado de apoio explícito a Jackson Barreto, ocorrem porque no seu grupo “cada um diz o que pensa”, mas na hora certa “vamos marchar juntos”.
Sobre o destino político da senadora Maria do Carmo Alves, o Negão disse que se depender dele, ela segue no Senado. Tergiversou sobre gostar ou não de ser prefeito, mas foi taxativo: “Quero ver o que posso fazer de melhor”. Disse que a quase totalidade dos procedimentos de saúde passam pela sua gestão e melhor do que construir hospitais seria reajustar a tabela do SUS, defasada há 12 anos. Sobre o caos no trânsito e a pasmaceira do transporte público, afirmou que teve de corrigir erros da gestão passada e prometeu fazer a licitação das linhas de ônibus antes de autorizar a majoração do preço da tarifa dos coletivos.
Comento, afinal: no geral, o prefeito foi bem em sua entrevista. Mas cá comigo, fico a matutar sobre alguns pontos. Por exemplo, a situação do pequeno deputado Mendonça Prado. O cabra entranhou um ódio que resvala em ira aos Amorim. Como operará a sua campanha? Em que palanque estará? Como se portará, caso a opção do Democratas seja pelo senador Eduardo Amorim? O papo do Negão de que o seu partido é democrático até no nome atrapalha mais do que ajuda, pois demonstra lá pelas tantas uma certa “falta de pulso”. Ademais, caso de fato decline de marchar ao lado Jackson Barreto, João Alves Filho deixaria frustrada a querida filha Ana Maria de Mendonça, hoje defensora ardorosamente roxa do governador-candidato, a quem já julga até reeleito.
Um outro ponto é a confirmação do desejo de JAF – e da maioria do grupo comandado por ele, diga-se – por manter no Senado a esposa. Dona Maria do Carmo Alves é peça importante demais no Democratas para ter sua candidatura descartada. Caso venha a ser reeleita, provavelmente será a única senadora do partido, ora em franco declínio, com mandato. Entrementes, não haveria espaço para ela na chapa de Jackson Barreto, posto que o PT jamais abriria mão da candidatura ao Senado do doutor (ele gosta de ser chamado assim) deputado Rogério Carvalho, já posta à rua. Mesmo a indicação de um nome do Democratas para compor a chapa como candidato a vice-governador encontra resistência entre os petistas.
Por fim, uma frase do Negão explicita como funciona a cabeça dele: “Estou analisando com cuidado (as possibilidades de apoio), pois sei da minha responsabilidade. Não posso tomar uma decisão de forma rápida e precipitada. Esse não é o meu estilo”. Ou seja, não aceita qualquer pressão. Completou afirmando que com isso não estaria a dizer que já não tenha as suas “tendências”, mas fará as análises “com calma”. Paciência não faz mal a ninguém...
Aposto uma pitomba que no primeiro nome do escolhido pelo Negão não há a letra “i”, mas tem as letras “a” e “o”. Quem se habilita?
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Por David Leite © 2014 | Reprodução permitida, se citada a fonte.
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PROREDES TEM CAUSADO MUITO CHILIQUE
NA IMPRENSA SERGIPANA E NO GOVERNO
Semanas atrás, ouvi dum importante líder político local uma assertiva instigante: “Evito ler os jornais sergipanos porque não me acrescem nada.” Pensei comigo tratar-se de coisa de quem não sabe conviver com a crítica. Passados uns dias, proferia uma palestra para alunos de Comunicação e os questionei acerca da “qualidade” da imprensa – não falava especificamente sobre Sergipe, mas calhou! Mais de 70% disseram evitar a leitura de jornal e ouvir rádio porque a internet fornecia melhor conteúdo informativo. O restante não tinha conceito formado.
Pessoas distintas com interesses diversos e até antagônicos pensando a mesma coisa sobre a “qualidade” da imprensa sergipana? Aí tem coisa! Leia-se por “qualidade” não apenas o conteúdo, mas também a credibilidade. Eis os fatos: o jornalismo impresso de Sergipe envelheceu antes de se integrar a Era da Comunicação e muitos profissionais fazem “bico” (como assessores) para complementar os baixos salários; já o rádio, aglutinou em algumas emissoras uma corja de bandidos disfarçados de comunicadores sociais, que atuam a soldo de quem paga mais. Como poucos fazem jornalismo de verdade, a isenção dos veículos tem sido corroída.
É neste cenário que abro os jornais deste domingo e deparo com uma hilária saraivada de tiros de festim contra a oposição. O Programa de Fortalecimento das Redes de Inclusão Social e de Atenção à Saúde (Proredes), financiamento de 100 milhões de dólares do BID e 40 milhões de dólares em contrapartida do Governo do Estado, causa chilique nos “formadores de opinião”. Os ataques mais rocambolescos se dirigem ao líder oposicionista Eduardo Amorim, cuja pré-candidatura à sucessão governamental assusta os entranhados no poder.
As palavras escritas contra o senador do PSC fariam rir pelo despropósito, não estivessem banhadas em ódio e ira. Pior é constatar a incapacidade da imprensa de fazer uma conta simples: até 2007, o endividamento total de Sergipe somava R$ 820 milhões. De lá para cá, a dívida cresceu a galope de cavalo marchador. Soma agora mais de R$ 3 bilhões! Ainda assim, com a cara mais lavada do mundo, querem mais R$ 250 milhões sem explicar como foram torrados R$ 2,2 bilhões, o equivalente a 10% do PIB sergipano de 2012. Antes de fazer festa com o dinheiro público, o governo sergipano precisa “se limpar” com a sociedade.
Independente da querela sobre afinal onde estaria a bilionária fortuna, a oposição aprovou na Alese o Proredes. Contudo, nada mais justo que também apresentasse sugestões ao projeto na forma de emendas parlamentares. Pra quê? Os governistas chiaram. A imprensa descabelou-se. O governador Jackson Barreto já avisou que vai vetar tudo, incluindo as emendas que favorecem a Prefeitura de Aracaju, encaminhadas a pedido do prefeito João Alves Filho. A bancada da oposição já prepara o veto ao veto do governador.
Noutras palavras: a luta continua! Muitos ansiolíticos ainda serão ingeridos. Aguardem... | Clique na foto para ampliar.
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Por David Leite © 2014 | Reprodução permitida, se citada a fonte.

JACKSON BARRETO ANDA CALADINHO
SOBRE A TAL “REFINARIA DE DINHEIRO”
De garoto-propaganda do Governo de Sergipe a personagem central do escândalo de pagamento de propina a políticos, foi um pulo! Usado para anunciar a construção da primeira refinaria do estado, orçada em 120 milhões de reais, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa transformou-se num estorvo para a gestão de Jackson Barreto. A indústria seria erguida na Barra dos Coqueiros pela Costa Global, empresa de fachada usada por Paulo Roberto Costa para lavar dinheiro, conforme documentos apreendidos pela Polícia Federal.
Preso em 21 de março sob suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro – algo próximo de 1,5 bilhão de reais –, Paulo Roberto Costa foi o único “empreendedor” a aparecer em um vídeo institucional produzido pela Secretaria de Comunicação de Carlos Cauê, sobre a tal “Refinaria de Dinheiro” (veja na janela abaixo). O danado é do tipo que se pode definir como um verdadeiro “homem-bomba”. Sabe muito! De modo particular, pode revelar como funciona a articulação com empresas e fornecedores da Petrobras utilizados para financiar campanhas eleitorais de petistas e aliados.
O projeto da “Refinaria de Dinheiro” da gestão de Jackson Barreto fazia parte de um plano maior engendrado por Paulo Roberto Costa. Incluía a construção de outras três unidades ao longo desta década – todas privadas. Os locais já estavam definidos: além de Sergipe, Ceará, Alagoas e Espírito Santo foram sondados pelo ex-diretor da Petrobras. Em Sergipe, as operações seguiam bastante adiantadas. O governador anunciou em 13 de janeiro, com toda a pompa e circunstância, a assinatura do protocolo de intenções que autorizava a implantação da Refinaria Governador Marcelo Déda. A prisão de Paulo Roberto Costa derramou um rio de água gelada na folia, que já era tratada dentro do governo como “a galinha dos ovos de ouro” da campanha eleitoral... Nem imagino por quê.
Para tentar se livrar de possíveis desgastes junto ao eleitorado, posto ter anunciado que a construção da primeira unidade modular deveria empregar 200 trabalhadores e na fase de operação seriam gerados 50 empregos diretos e 200 indiretos, o Governo de Sergipe informou o cancelamento do negócio, após a detenção de Paulo Roberto Costa. Para um público aturdido com a prisão do homem a quem Jackson Barreto teceu loas e favas, o governador saiu-se com a desculpa esfarrapada de não ter havido qualquer prejuízo para o Estado, vez que não foi realizada nenhuma concessão de incentivo (?), pois o projeto ainda se encontrava na fase protocolar de intenções e aguardava as definições da ANP e Petrobras, indispensáveis a qualquer decisão governamental.
Ops, que patifaria é essa? Como não houve prejuízo? E a propaganda enganosa, quem vai cobrir seus custos? Ademais, o próprio garoto-propaganda Paulo Roberto Costa confessa algo bem diferente, na gravação feita dois meses antes da prisão: “Tivemos todo apoio do Governo de Sergipe na realização do investimento, porque essa refinaria vai agregar muito valor e muito emprego, e geração de receita para Sergipe”. Então, era tudo mentira? Santa danação...
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Por David Leite (C)2014 | Com informações da Agência Sergipe de Notícias e da imprensa | Reprodução permitida, se citada a fonte

JOÃO ALVES FILHO E A RESPOSTA DA VIDA
Em certos momentos históricos –caso da eleição deste próximo outubro– as palavras têm força para mudar o presente e alinhavar o futuro. Dizia o escritor, pensador, jornalista e magistral político Winston Churchill que “A maior lição da vida é a de que, às vezes, até os tolos têm razão”. O jornalista Gilmar Carvalho publicou um texto brilhante*, cuja relevância histórica será testada muito em breve. Liam-no nas linhas abaixo (em vermelho). Volto em seguida para comentar...
Há muita angústia entre políticos com a proximidade do Dia do Fico ou Não Fico de João Alves Filho.
Enxotado do governo nas eleições de 2006, seja qual for a decisão, João Alves já é um grande vencedor. Não apenas por ter voltado, desta vez nas urnas, a ser prefeito de Aracaju, mas por ter derrotado o grupo formado em 1994 para derrotá-lo, e agora ser bajulado publicamente para apoiar quem o chamou de “ladrão”, “chefe de quadrilha”, e que o acusou de “não ter poupado nem o próprio filho”.
O João derrotado em 2006, com a caneta na mão, hoje é paparicado publicamente por quem agora também tem a caneta, mas quando foi deputado federal não respeitou nem as dores do pai e do esposo.
Dizem que na política até a raiva é combinada. Ninguém combina com ninguém ser acusado publicamente de ser “chefe de quadrilha”, e de ter envolvido a própria família em assaltos aos cofres públicos.
Como a vida devolve o que recebe, agora é a vez de João Alves Filho voltar a dar sonoras gargalhadas, enquanto seu algoz, hoje fantasiado de menino arrependido e necessitado, suplica seu apoio para não correr um risco maior de sofrer mais uma grande frustração.
Voltei. Num rápido resumo: caso o Negão opte por apoiar a Jackson Barreto, terá uma conta terrível a debitar à história de sua vida. Não apenas a vida política, mas principalmente a pessoal. O atual governador conspirou para levar João Alves Filho à cadeia, com o fito de enterrá-lo definitivamente, livrando o campo político de um dos mais prolíficos homens públicos, desde a fundação de Sergipe.
Quem é eleitor do Negão e o ajudou a retomar 35 anos depois a Prefeitura de Aracaju, não aceitará calado a tentativa de junção entre água e óleo de peroba. Esquecendo o que disseram e fizeram com ele e com sua família –aí incluso o pequeno deputado Mendonça Prado, seu genro–, João Alves Filho acrescerá um novo título (nada honroso) ao cabedal biográfico: o de político sem-vergonha na cara.
Ouça no quadro abaixo o que disse Jackson Barreto em 2006 sobre o então candidato a reeleição João Alves Filho, sua esposa, senadora Maria do Carmo (também candidata à reeleição), seu filho João Alves Neto (que coordenava a campanha eleitoral do pai, mesmo sem qualquer experiência no assunto) e o também candidato à reeleição, o tal “genro”, que não era outro senão Mendonça Prado, que agora, de rabo entre as pernas, promove a tentativa de união com quem lhe sugeriu um cantinho numa das penitenciárias sergipanas.
Por David Leite (c)2014 | Com informações da imprensa
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OS DESABAFOS PÚBLICOS DA SEGUNDA FILHA
DE JOÃO ALVES FILHO VIRARAM CORRIQUEIROS
Uma semana atrás, a esposa do deputado federal Mendonça Prado, jornalista Ana Alves de Mendonça, apelou de público ao pai prefeito, em sua página no Facebook, dizendo que espera do prefeito João Alves Filho que ele não se afaste do cargo para ser candidato à sucessão governamental neste ano –em caso de vitória, seria o quarto mandato do Negão como governador de Sergipe. Ontem à noite, mais uma vez de forma pública, a filha do prefeito opinou sobre o processo político. E ao seu estilo, trouxe nas entrelinhas recados a aliados, colaboradores e ao próprio pai, a quem renovou o pedido para ficar onde está.
Naturalmente, Ana Alves de Mendonça tem direito como cidadão e familiar do prefeito de explanar ideias políticas ou opinar sobre a gestão. Contudo, em vez de manter recato, como faz a maioria dos filhos dos poderosos, a jornalista tenta interferir no processo eleitoral, por vezes servido de porta-voz informal do marido –ele nega a função! Depois, chorosa, parte para reclamar das consequências do que diz. Em 2012, próximo da eleição, tomou uma relepada pública do pai, por tais atitudes. João Alves Filho disse ter sido “surpreendido” com as declarações da filha, acerca do acordo político firmado entre o Democratas e os partidos ligados ao senador Eduardo Amorim: “Considero suas colocações inoportunas e, absolutamente, não contam com meu aval.”
Ontem, Ana Alves de Mendonça logrou-se “impressionada” pelo fato de “uma opinião, um pedido de cidadã e filha, uma declaração de amor” fazer “MORCEGOS, LOBOS EM PELE DE CORDEIRO E INVEJOSOS” –assim, com maiúsculas!– se darem “ao trabalho de por pai falando de filha” (vejam as declarações dela na foto desta postagem; clique para ampliar). Ignora a jornalista que quem diz o quer muitas vezes acaba por ouvir o que não deseja? De fato, o próprio pai já dispensou à ladainha de Ana Alves de Mendonça a importância devida.
Querer alguma função decisória no processo político exige um pouco mais do que apenas ter sangue! Algumas pessoas não entendem esse “detalhe”...
Por David Leite (c)2014 | Com informações da imprensa
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#BoaTarde | Atualização às 14h25
QUANDO A EMENDA SAI PIOR QUE O SONETO
Claro que as declarações de Ana Alves de Mendonça iriam reverberar negativamente junto aos aliados e amigos do Negão. Sem pensar (?) –talvez, nunca se sabe, no caso dela–, a filha do prefeito fez menção a “pessoas fortemente ligadas” a João Alves Filho, que, segundo ela, “querem ver o circo pegar fogo”. Isso mexeu com os brios de muita gente, incluindo (talvez) o vice-prefeito José Carlos Machado.
Há duas horas, para emendar um soneto que jamais deveria ter sido escrito, porquanto inoportuno, em qualquer sentido possível, a jornalista saiu-se a pedir desculpas. Disse Ana Alves de Mendonça no Facebook: “Cito no texto pessoas que cercam o atual prefeito João Alves Filho com mas (ela quis dizer 'más') intenções, o que é com alguns políticos de várias agremiações (quais?). Gostaria de esclarecer (faltou uma preposição aqui –'porém',) que a postagem nada tem haver (Sic) com JOSÉ CARLOS MACHADO, pessoa que é amigo fiel do prefeito, da família, meu e do (deputado) Mendonça (Prado, seu marido). Machado é dessas pessoas raras na política aonde (Sic) a amizade verdadeira prevalece, independente de qualquer decisão ou situação...”
Enfim, é um remendo atrás do outro. Santa danação...