ENTREVISTA DO NEGÃO AO CINFORM TEM
INFORMAÇÕES DE SOBRA NAS ENTRELINHAS
vem João Alves Filho dizendo ao Cinform desta semana ter feito “a coisa certa” ao preferir completar o mandato de prefeito de Aracaju, em vez de tentar a sorte numa disputa pela sucessão governamental. Não é que concordo com o velho Negão? Sua entrevista merece ser lida e relida. Diz muito sobre a sapiência de um político calejado, com quase 40 anos de vida pública, iniciada em 1975 no mesmo cargo, por indicação do então governador José Rollemberg Leite.
Farei a seguir um rápido resumo do que foi dito e em seguida comento.
JAF foi cristalino ao afirmar que não poderia deixar a PMA porque contrariaria o povo de Aracaju. Acerca da sucessão ao governo, afirmou não haver em Sergipe um único político com quem não se sinta à vontade para conversar, mas que no momento exerce uma prática corriqueira em sua vida, a meditação – sobre qual caminho tomar, apesar de não ter ressalvas contra Eduardo Amorim ou Jackson Barreto. O proveito político do seu apoio a qualquer dos candidatos deve servir para benefício do município, “se somando à prefeitura”. Quanto às posições públicas do genro Mendonça Prado de apoio explícito a Jackson Barreto, ocorrem porque no seu grupo “cada um diz o que pensa”, mas na hora certa “vamos marchar juntos”.
Sobre o destino político da senadora Maria do Carmo Alves, o Negão disse que se depender dele, ela segue no Senado. Tergiversou sobre gostar ou não de ser prefeito, mas foi taxativo: “Quero ver o que posso fazer de melhor”. Disse que a quase totalidade dos procedimentos de saúde passam pela sua gestão e melhor do que construir hospitais seria reajustar a tabela do SUS, defasada há 12 anos. Sobre o caos no trânsito e a pasmaceira do transporte público, afirmou que teve de corrigir erros da gestão passada e prometeu fazer a licitação das linhas de ônibus antes de autorizar a majoração do preço da tarifa dos coletivos.
Comento, afinal: no geral, o prefeito foi bem em sua entrevista. Mas cá comigo, fico a matutar sobre alguns pontos. Por exemplo, a situação do pequeno deputado Mendonça Prado. O cabra entranhou um ódio que resvala em ira aos Amorim. Como operará a sua campanha? Em que palanque estará? Como se portará, caso a opção do Democratas seja pelo senador Eduardo Amorim? O papo do Negão de que o seu partido é democrático até no nome atrapalha mais do que ajuda, pois demonstra lá pelas tantas uma certa “falta de pulso”. Ademais, caso de fato decline de marchar ao lado Jackson Barreto, João Alves Filho deixaria frustrada a querida filha Ana Maria de Mendonça, hoje defensora ardorosamente roxa do governador-candidato, a quem já julga até reeleito.
Um outro ponto é a confirmação do desejo de JAF – e da maioria do grupo comandado por ele, diga-se – por manter no Senado a esposa. Dona Maria do Carmo Alves é peça importante demais no Democratas para ter sua candidatura descartada. Caso venha a ser reeleita, provavelmente será a única senadora do partido, ora em franco declínio, com mandato. Entrementes, não haveria espaço para ela na chapa de Jackson Barreto, posto que o PT jamais abriria mão da candidatura ao Senado do doutor (ele gosta de ser chamado assim) deputado Rogério Carvalho, já posta à rua. Mesmo a indicação de um nome do Democratas para compor a chapa como candidato a vice-governador encontra resistência entre os petistas.
Por fim, uma frase do Negão explicita como funciona a cabeça dele: “Estou analisando com cuidado (as possibilidades de apoio), pois sei da minha responsabilidade. Não posso tomar uma decisão de forma rápida e precipitada. Esse não é o meu estilo”. Ou seja, não aceita qualquer pressão. Completou afirmando que com isso não estaria a dizer que já não tenha as suas “tendências”, mas fará as análises “com calma”. Paciência não faz mal a ninguém...
Aposto uma pitomba que no primeiro nome do escolhido pelo Negão não há a letra “i”, mas tem as letras “a” e “o”. Quem se habilita?
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Por David Leite © 2014 | Reprodução permitida, se citada a fonte.
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PROREDES TEM CAUSADO MUITO CHILIQUE
NA IMPRENSA SERGIPANA E NO GOVERNO
Semanas atrás, ouvi dum importante líder político local uma assertiva instigante: “Evito ler os jornais sergipanos porque não me acrescem nada.” Pensei comigo tratar-se de coisa de quem não sabe conviver com a crítica. Passados uns dias, proferia uma palestra para alunos de Comunicação e os questionei acerca da “qualidade” da imprensa – não falava especificamente sobre Sergipe, mas calhou! Mais de 70% disseram evitar a leitura de jornal e ouvir rádio porque a internet fornecia melhor conteúdo informativo. O restante não tinha conceito formado.
Pessoas distintas com interesses diversos e até antagônicos pensando a mesma coisa sobre a “qualidade” da imprensa sergipana? Aí tem coisa! Leia-se por “qualidade” não apenas o conteúdo, mas também a credibilidade. Eis os fatos: o jornalismo impresso de Sergipe envelheceu antes de se integrar a Era da Comunicação e muitos profissionais fazem “bico” (como assessores) para complementar os baixos salários; já o rádio, aglutinou em algumas emissoras uma corja de bandidos disfarçados de comunicadores sociais, que atuam a soldo de quem paga mais. Como poucos fazem jornalismo de verdade, a isenção dos veículos tem sido corroída.
É neste cenário que abro os jornais deste domingo e deparo com uma hilária saraivada de tiros de festim contra a oposição. O Programa de Fortalecimento das Redes de Inclusão Social e de Atenção à Saúde (Proredes), financiamento de 100 milhões de dólares do BID e 40 milhões de dólares em contrapartida do Governo do Estado, causa chilique nos “formadores de opinião”. Os ataques mais rocambolescos se dirigem ao líder oposicionista Eduardo Amorim, cuja pré-candidatura à sucessão governamental assusta os entranhados no poder.
As palavras escritas contra o senador do PSC fariam rir pelo despropósito, não estivessem banhadas em ódio e ira. Pior é constatar a incapacidade da imprensa de fazer uma conta simples: até 2007, o endividamento total de Sergipe somava R$ 820 milhões. De lá para cá, a dívida cresceu a galope de cavalo marchador. Soma agora mais de R$ 3 bilhões! Ainda assim, com a cara mais lavada do mundo, querem mais R$ 250 milhões sem explicar como foram torrados R$ 2,2 bilhões, o equivalente a 10% do PIB sergipano de 2012. Antes de fazer festa com o dinheiro público, o governo sergipano precisa “se limpar” com a sociedade.
Independente da querela sobre afinal onde estaria a bilionária fortuna, a oposição aprovou na Alese o Proredes. Contudo, nada mais justo que também apresentasse sugestões ao projeto na forma de emendas parlamentares. Pra quê? Os governistas chiaram. A imprensa descabelou-se. O governador Jackson Barreto já avisou que vai vetar tudo, incluindo as emendas que favorecem a Prefeitura de Aracaju, encaminhadas a pedido do prefeito João Alves Filho. A bancada da oposição já prepara o veto ao veto do governador.
Noutras palavras: a luta continua! Muitos ansiolíticos ainda serão ingeridos. Aguardem... | Clique na foto para ampliar.
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Por David Leite © 2014 | Reprodução permitida, se citada a fonte.

JACKSON BARRETO ANDA CALADINHO
SOBRE A TAL “REFINARIA DE DINHEIRO”
De garoto-propaganda do Governo de Sergipe a personagem central do escândalo de pagamento de propina a políticos, foi um pulo! Usado para anunciar a construção da primeira refinaria do estado, orçada em 120 milhões de reais, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa transformou-se num estorvo para a gestão de Jackson Barreto. A indústria seria erguida na Barra dos Coqueiros pela Costa Global, empresa de fachada usada por Paulo Roberto Costa para lavar dinheiro, conforme documentos apreendidos pela Polícia Federal.
Preso em 21 de março sob suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro – algo próximo de 1,5 bilhão de reais –, Paulo Roberto Costa foi o único “empreendedor” a aparecer em um vídeo institucional produzido pela Secretaria de Comunicação de Carlos Cauê, sobre a tal “Refinaria de Dinheiro” (veja na janela abaixo). O danado é do tipo que se pode definir como um verdadeiro “homem-bomba”. Sabe muito! De modo particular, pode revelar como funciona a articulação com empresas e fornecedores da Petrobras utilizados para financiar campanhas eleitorais de petistas e aliados.
O projeto da “Refinaria de Dinheiro” da gestão de Jackson Barreto fazia parte de um plano maior engendrado por Paulo Roberto Costa. Incluía a construção de outras três unidades ao longo desta década – todas privadas. Os locais já estavam definidos: além de Sergipe, Ceará, Alagoas e Espírito Santo foram sondados pelo ex-diretor da Petrobras. Em Sergipe, as operações seguiam bastante adiantadas. O governador anunciou em 13 de janeiro, com toda a pompa e circunstância, a assinatura do protocolo de intenções que autorizava a implantação da Refinaria Governador Marcelo Déda. A prisão de Paulo Roberto Costa derramou um rio de água gelada na folia, que já era tratada dentro do governo como “a galinha dos ovos de ouro” da campanha eleitoral... Nem imagino por quê.
Para tentar se livrar de possíveis desgastes junto ao eleitorado, posto ter anunciado que a construção da primeira unidade modular deveria empregar 200 trabalhadores e na fase de operação seriam gerados 50 empregos diretos e 200 indiretos, o Governo de Sergipe informou o cancelamento do negócio, após a detenção de Paulo Roberto Costa. Para um público aturdido com a prisão do homem a quem Jackson Barreto teceu loas e favas, o governador saiu-se com a desculpa esfarrapada de não ter havido qualquer prejuízo para o Estado, vez que não foi realizada nenhuma concessão de incentivo (?), pois o projeto ainda se encontrava na fase protocolar de intenções e aguardava as definições da ANP e Petrobras, indispensáveis a qualquer decisão governamental.
Ops, que patifaria é essa? Como não houve prejuízo? E a propaganda enganosa, quem vai cobrir seus custos? Ademais, o próprio garoto-propaganda Paulo Roberto Costa confessa algo bem diferente, na gravação feita dois meses antes da prisão: “Tivemos todo apoio do Governo de Sergipe na realização do investimento, porque essa refinaria vai agregar muito valor e muito emprego, e geração de receita para Sergipe”. Então, era tudo mentira? Santa danação...
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Por David Leite (C)2014 | Com informações da Agência Sergipe de Notícias e da imprensa | Reprodução permitida, se citada a fonte

JOÃO ALVES FILHO E A RESPOSTA DA VIDA
Em certos momentos históricos –caso da eleição deste próximo outubro– as palavras têm força para mudar o presente e alinhavar o futuro. Dizia o escritor, pensador, jornalista e magistral político Winston Churchill que “A maior lição da vida é a de que, às vezes, até os tolos têm razão”. O jornalista Gilmar Carvalho publicou um texto brilhante*, cuja relevância histórica será testada muito em breve. Liam-no nas linhas abaixo (em vermelho). Volto em seguida para comentar...
Há muita angústia entre políticos com a proximidade do Dia do Fico ou Não Fico de João Alves Filho.
Enxotado do governo nas eleições de 2006, seja qual for a decisão, João Alves já é um grande vencedor. Não apenas por ter voltado, desta vez nas urnas, a ser prefeito de Aracaju, mas por ter derrotado o grupo formado em 1994 para derrotá-lo, e agora ser bajulado publicamente para apoiar quem o chamou de “ladrão”, “chefe de quadrilha”, e que o acusou de “não ter poupado nem o próprio filho”.
O João derrotado em 2006, com a caneta na mão, hoje é paparicado publicamente por quem agora também tem a caneta, mas quando foi deputado federal não respeitou nem as dores do pai e do esposo.
Dizem que na política até a raiva é combinada. Ninguém combina com ninguém ser acusado publicamente de ser “chefe de quadrilha”, e de ter envolvido a própria família em assaltos aos cofres públicos.
Como a vida devolve o que recebe, agora é a vez de João Alves Filho voltar a dar sonoras gargalhadas, enquanto seu algoz, hoje fantasiado de menino arrependido e necessitado, suplica seu apoio para não correr um risco maior de sofrer mais uma grande frustração.
Voltei. Num rápido resumo: caso o Negão opte por apoiar a Jackson Barreto, terá uma conta terrível a debitar à história de sua vida. Não apenas a vida política, mas principalmente a pessoal. O atual governador conspirou para levar João Alves Filho à cadeia, com o fito de enterrá-lo definitivamente, livrando o campo político de um dos mais prolíficos homens públicos, desde a fundação de Sergipe.
Quem é eleitor do Negão e o ajudou a retomar 35 anos depois a Prefeitura de Aracaju, não aceitará calado a tentativa de junção entre água e óleo de peroba. Esquecendo o que disseram e fizeram com ele e com sua família –aí incluso o pequeno deputado Mendonça Prado, seu genro–, João Alves Filho acrescerá um novo título (nada honroso) ao cabedal biográfico: o de político sem-vergonha na cara.
Ouça no quadro abaixo o que disse Jackson Barreto em 2006 sobre o então candidato a reeleição João Alves Filho, sua esposa, senadora Maria do Carmo (também candidata à reeleição), seu filho João Alves Neto (que coordenava a campanha eleitoral do pai, mesmo sem qualquer experiência no assunto) e o também candidato à reeleição, o tal “genro”, que não era outro senão Mendonça Prado, que agora, de rabo entre as pernas, promove a tentativa de união com quem lhe sugeriu um cantinho numa das penitenciárias sergipanas.
Por David Leite (c)2014 | Com informações da imprensa
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OS DESABAFOS PÚBLICOS DA SEGUNDA FILHA
DE JOÃO ALVES FILHO VIRARAM CORRIQUEIROS
Uma semana atrás, a esposa do deputado federal Mendonça Prado, jornalista Ana Alves de Mendonça, apelou de público ao pai prefeito, em sua página no Facebook, dizendo que espera do prefeito João Alves Filho que ele não se afaste do cargo para ser candidato à sucessão governamental neste ano –em caso de vitória, seria o quarto mandato do Negão como governador de Sergipe. Ontem à noite, mais uma vez de forma pública, a filha do prefeito opinou sobre o processo político. E ao seu estilo, trouxe nas entrelinhas recados a aliados, colaboradores e ao próprio pai, a quem renovou o pedido para ficar onde está.
Naturalmente, Ana Alves de Mendonça tem direito como cidadão e familiar do prefeito de explanar ideias políticas ou opinar sobre a gestão. Contudo, em vez de manter recato, como faz a maioria dos filhos dos poderosos, a jornalista tenta interferir no processo eleitoral, por vezes servido de porta-voz informal do marido –ele nega a função! Depois, chorosa, parte para reclamar das consequências do que diz. Em 2012, próximo da eleição, tomou uma relepada pública do pai, por tais atitudes. João Alves Filho disse ter sido “surpreendido” com as declarações da filha, acerca do acordo político firmado entre o Democratas e os partidos ligados ao senador Eduardo Amorim: “Considero suas colocações inoportunas e, absolutamente, não contam com meu aval.”
Ontem, Ana Alves de Mendonça logrou-se “impressionada” pelo fato de “uma opinião, um pedido de cidadã e filha, uma declaração de amor” fazer “MORCEGOS, LOBOS EM PELE DE CORDEIRO E INVEJOSOS” –assim, com maiúsculas!– se darem “ao trabalho de por pai falando de filha” (vejam as declarações dela na foto desta postagem; clique para ampliar). Ignora a jornalista que quem diz o quer muitas vezes acaba por ouvir o que não deseja? De fato, o próprio pai já dispensou à ladainha de Ana Alves de Mendonça a importância devida.
Querer alguma função decisória no processo político exige um pouco mais do que apenas ter sangue! Algumas pessoas não entendem esse “detalhe”...
Por David Leite (c)2014 | Com informações da imprensa
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#BoaTarde | Atualização às 14h25
QUANDO A EMENDA SAI PIOR QUE O SONETO
Claro que as declarações de Ana Alves de Mendonça iriam reverberar negativamente junto aos aliados e amigos do Negão. Sem pensar (?) –talvez, nunca se sabe, no caso dela–, a filha do prefeito fez menção a “pessoas fortemente ligadas” a João Alves Filho, que, segundo ela, “querem ver o circo pegar fogo”. Isso mexeu com os brios de muita gente, incluindo (talvez) o vice-prefeito José Carlos Machado.
Há duas horas, para emendar um soneto que jamais deveria ter sido escrito, porquanto inoportuno, em qualquer sentido possível, a jornalista saiu-se a pedir desculpas. Disse Ana Alves de Mendonça no Facebook: “Cito no texto pessoas que cercam o atual prefeito João Alves Filho com mas (ela quis dizer 'más') intenções, o que é com alguns políticos de várias agremiações (quais?). Gostaria de esclarecer (faltou uma preposição aqui –'porém',) que a postagem nada tem haver (Sic) com JOSÉ CARLOS MACHADO, pessoa que é amigo fiel do prefeito, da família, meu e do (deputado) Mendonça (Prado, seu marido). Machado é dessas pessoas raras na política aonde (Sic) a amizade verdadeira prevalece, independente de qualquer decisão ou situação...”
Enfim, é um remendo atrás do outro. Santa danação...  


#HumorDoDia
A NATUREZA APRONTA CADA COISA...
(Rir é o melhor remédio; clique na imagem para ampliar)
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Por David Leite (c)2014

DESGOVERNO DE SERGIPE
NA SEGURANÇA PÚBLICA
Deputado Capitão Samuel expõe de modo direto o caos, o desgoverno na Segurança Pública de Sergipe (veja vídeo abaixo). Trata-se mais do que uma crítica. De fato é um chamamento para que sejam encontradas soluções urgentes, para evitar que a bandidagem “se crie”...
Por David Leite (c)2014 | Material de divulgação
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CACHORRADA NA POLÍTICA – A SUJEIRA TOTAL!
Isso não é piada... é um discurso de Jackson Barreto, quando era deputado federal, tratando sobre o governo (2003/2006) de João Alves Filho, a quem fazia oposição ferrenha, sem medir palavras.
Disse o boquirroto, que agora sonha em ter o apoio do prefeito de Aracaju, sob os auspícios luxuosos de Mendonça Prado e agregados, além de diversos lacaios que sonham em faturar com a campanha eleitoral de outubro, que a família Alves deveria estar presa!
Disse Jackson Barreto: “Se fosse feita uma auditoria no Estado de Sergipe, o governador |João Alves estaria preso, a mulher de João Alves (senadora Maria do Carmo) estaria presa, o filho de João Alves (João Alves Neto) estaria preso – e acabou por fim sendo preso em 2008 –, o genro de João Alves (deputado Mendonça Prado) estaria preso, porque, na verdade, ali não é um esquema de governo, ali é uma quadrilha montada irresponsavelmente, usando dinheiro público, o dinheiro do Estado, para fazer a campanha (de reeleição, em 2006) mais suja e mais sórdida que o meu Estado de Sergipe já conheceu.”
Duvidam que aquela voz rouca, indecente e ignóbil tenha dito tantas asneiras e calúnias? Duvidam mesmo? Ouçam então o áudio compilado dos arquivos da Câmara dos Deputados no link abaixo. E saibam que isso é pinto. Tenho coisas de arrepiar até os cabelos do... sovaco, como diria nossa jovem coroa Thäis Bezerra! #Uia
Por David Leite  © 2014 

O PRESENTE DE ELIANE AQUINO AOS SERGIPANOS
E A GRAVÍSSIMA DENÚNCIA DE ROGÉRIO CARVALHO
Vou começar de trás pra frente. Os petistas são capazes de tudo contra os adversários – contra os adversários? Essa turma petralha jamais abre mão de aloprar e vez por outra de abusar até mesmo da malandragem para alcançar algum intento! Os petistas de Sergipe, porém, inovaram. Transformaram-se em canibais políticos...
Presidente do partido eleito entre muito grito e palavrão, Doutor (ele gosta de ser chamado assim) deputado Rogério Carvalho é hoje o petista mais fogoso no enfrentamento da máquina de esmigalhar valores morais e éticos que é o PT. Anteontem, o cabra que fala grosso e peita a turma olho no olho, confirmou ao jornalista Eugênio Nascimento (Jornal da Cidade) uma patifaria. Calma, gente, não foi a confissão de alguma improbidade praticada por ele mesmo, mas uma denúncia gravíssima contra os próprios companheiros.
Segundo doutor Rogério Carvalho, na tentativa de regularizar, “ainda que ilegalmente”, a filiação da ex-primeira dama Eliane Aquino, lançada pré-candidata ao Senado (leia texto anterior), alguém usou a senha que ele tinha no período em que presidiu interinamente o partido, acessou o FiliaWeb e registrou a inscrição da viúva de Marcelo Déda em 9 de dezembro do ano passado, com data retroativa a 26 de setembro de 2002. O cujo não apresentou nomes, mas considerou o ato como “coisa de gente maldosa, uma armação política”.
Ué, “coisa de gente maldosa”? “Uma armação política”? Não senhor! Não senhor! É um crime gravíssimo, que precisa ser investigado pela Polícia Federal – talvez, num desses rompantes, ao estilo do que extinguiu os dinossauros, até mesmo o letárgico Ministério Público Federal possa se “interessar” pela denúncia, posto que o sistema FiliaWeb é o instrumento usado pela Justiça Eleitoral para os partidos políticos administrarem e informarem ao TSE as listas de filiação partidária de cada agremiação em todo o país, via internet. Cada presidente e vice-presidente tem sua senha (exclusiva) de acesso...

ELIANE AQUINO DESISTE DA DISPUTA AO SENADO – O calo apertou e ficou insuportável para a viúva de Marcelo Déda manter a candidatura ao Senado. A campanha iniciada por amigos e colaboradores do falecido governador para fazê-la candidata na chapa de Jackson Barreto miou com o sumiço de sua ficha de filiação. Por uma dessas patifarias da vida, “descobriram” no próprio PT que Eliane Aquino não seria membro da agremiação. Iniciou-se, então, uma hilariante caça ao documento de filiação da distinta senhora, jamais encontrado em qualquer registro oficial.
Com cara chorosa, num breve discurso feito durante a festa dos 34 anos do PT (na segunda-feira, em Aracaju), a secretária de Inclusão Social Eliane Aquino pediu desculpas ao deputado Márcio Macedo e ao ex-secretário da Casa Civil Sílvio Santos, e anunciou que estava fora da disputa eleitoral, pois estava incomodando ela e à família: “Da mesma forma que coloquei meu nome para o projeto do partido, estou retirando... Meu nome está fora desse projeto.” Eliane Aquino disse, porém, que vai continuar como militante petista.
A viúva de Marcelo Déda é uma mulher sensata e corajosa! Os sergipanos certamente agradecem esse gesto de tão nobre desprendimento... A petralhada canibal, também! Santa Danação.
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Por David Leite | © 2014 | Com informações da imprensa | Reprodução autorizada, se citada a fonte | #soundcloud | PodCast ABRA-O-OLHO: Ouça a versão em áudio deste texto: https://soundcloud.com/david-leite-csm/podcast-abra-o-olho-com-david?utm_source=soundcloud&utm_campaign=share&utm_medium=twitter | Atenção: clique na imagem para ampliar.

O SUMIÇO DA FICHA! NÃO, MINHA GENTE, NÃO
É NOVELA MEXICANA. É SÓ O PT “DISCUTINDO”
Sergipe é uma terra generosa e bastante acolhedora. Vejam o caso da ex-primeira-dama Eliane Aquino, viúva do governador Marcelo Déda. A secretária de Inclusão Social fora uma pessoa discreta e até mesmo apagada! Incumbida de informar a população sobre o estado de saúde do marido diante da onda de boatos sobre sua morte, a jornalista brasiliense se tornou uma celebridade. No funeral do líder petista, ela causou ondas de histeria entre militantes do partido e na gente do povo. Dia 23 de dezembro, a fim de ampará-la e aos filhos menores, a Assembleia Legislativa aprovou uma pensão vitalícia de R$ 16 mil mensais. Nem a oposição contestou a medida – já imaginaram a gritaria dos governistas caso a senadora Maria do Carmo recebesse tal mimo, se num infortúnio João Alves Filho batesse as botas?
O fato de Eliane Aquino tornar-se uma estrela não passou despercebido pela enciumada cúpula do PT local, comandada pelo doutor (ele gosta de ser chamado assim) deputado Rogério Carvalho, sobretudo após a campanha iniciada por amigos e colaboradores do falecido governador para fazê-la candidata ao Senado na chapa de Jackson Barreto. Contudo, por uma dessas patifarias da vida, “descobriram” no próprio PT que a viúva não seria membro da agremiação. Iniciou-se, então, uma hilariante caça à ficha de filiação da distinta senhora, até o momento ainda desaparecida. Rápido entre parênteses: não é que lembrei do especulador Donald Trump a insistir em espalhafatosas entrevistas que Barack Obama nascera fora dos EUA, o que obrigou a Casa Branca a apresentar a certidão de nascimento do presidente, exibida posteriormente, mas que muita gente (inclusive eu) acredita ser falsa?
Aqui também tudo no PT é possível, até mesmo uma encenação pública do sumiço do documento de filiação de Eliane Aquino a fim de fomentar o bate-boca e render assunto na imprensa – o efeito “comoção”, algo que a morte de Marcelo Déda parece não ter alcançado no grau desejado –, para pavimentar o caminho da candidatura ao Senado urdida por Mula da Silva: a “injustiçada” viúva; a “mulher-coragem” que deu a volta por cima, após enfrentar tantas desventuras. Alguns poderão dizer, “mas doutor Rogério Carvalho também seria supostamente candidato ao cargo. Como comanda o partido, jamais abriria mão de disputar a vaga da senadora Maria do Carmo, ela própria provavelmente candidata à releição.” Bingo! Sem a cobertura imunizadora do mandato, doutor Rogério Carvalho não viveria um único dia longe do importunamento da Justiça. O danado arriscaria bater de frente com Maria do Carmo ou com alguém apoiado por ela e pelo Negão? Quem tem umbigo tem medo...
Sexta-feira passada, Eliane Aquino foi cutucada pela deputada Ana Lúcia Menezes sobre a falta que uma ficha de filiação faz. A viúva chegou com uma versão rocambolesca para o sumiço do tal documento. Estava magoada. Porém, a mágoa maior adviria do tratamento dispensado pelos “companheiros”. Precipitando um leve sorriso – ou seria desdém, impaciência? –, a ex-primeira-dama disse que achava tudo isso até engraçado! “Vou repetir, a minha consciência está muito tranquila. Assinei (a ficha) em Brasília, antes de me casar com Marcelo Déda. O problema não é simplesmente a filiação. Hoje, o agrupamento (de doutor Rogério Carvalho), como ele próprio disse, tem 60% do partido. Se eles não me quiserem, eu não vou entrar do mesmo jeito. Só entraria se fosse uma decisão de partido. Não tenho necessidade de estar nessa briga. Não quero esse ódio pra mim. Não estou aqui para disputar com ninguém.
A entrevista de Eliane Aquino é reveladora sobre o PT e suas idiossincrasias (ouça um resumo abaixo, com seis minutos de duração). Vale cada segundo... Como diria minha querida amiga Ana Alves de Mendonça, super-recomendo! #Uia
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Por David Leite | © 2014 | Com informações da imprensa e áudio da Rádio Atalaia FM | Reprodução autorizada, se citada a fonte