ANA MARIA ALVES DE MENDONÇA
É DESMENTIDA PELO PRÓPRIO PAI
Dizia Dona Caçula, minha santa avó --que Deus a tenha numa suíte celestial, porquanto honesta, trabalhadora e sincera: “Quem não pode com o pote, não pega na rodilha!” Na ânsia de ajudar o marido, o deputado federal Mendonça Prado, na inglória tarefa de evitar a manutenção da aliança política que ajudou a eleger em 2012, ainda no primeiro turno, o pai dela, João Alves Filho, prefeito de Aracaju, a jornalista Ana Maria Alves de Mendonça tem sofrido revezes, um atrás do outro. Pior, ela não se emenda...
Na quarta-feira, através de sua página pessoal do Facebook e via Twitter, a filha do alcaide saiu-se com a seguinte nota, que pretendia desqualificar informações publicadas nas redes sociais por amigos do senador Eduardo Amorim: “Acabo de saber que publicaram no Twitter que o prefeito JOÃO ALVES FILHO visitou a casa do Eduardo Amorim ontem. Esclareço que é mentira, pois (ele) estava em viagem ao RECIFE e chegou hoje de madrugada. Mentir é feio e cresce o nariz, ou (sic) povo que gosta de mentir, mente tanto que não separa verdade da mentira. Essa é a primeira de muitas mentiras que vão surgir.”
Como a verdade sempre aparece, quem veio à luz para trazê-la foi o próprio pai da moça. Por meio do Jornal da Cidade desta sexta-feira (coluna Periscópio), João Alves Filho esclareceu que na noite de segunda-feira esteve, sim senhora!, na casa do senador do PSC e pré-candidato ao Governo de Sergipe em outubro, para lhe fazer uma visita de cortesia, já que Eduardo Amorim está em convalescença, após passar por uma cirurgia para retirada de três hérnias --o parlamentar, informa ademais o diário, “ainda se recupera”, mas tem quadro estável.
Eis pois que Ana Maria Alves de Mendonça passa por outro vexame, entre muitos! Ao que parece, por falta de informação --ou quem sabe, na pior das hipóteses, por achar que todo mundo é trouxa e que sua palavra seria plenamente acreditada. Tentou desqualificar uma informação verdadeira, que nada tinha a ver com a politicagem que ela e marido empreendem na ânsia tresloucada (e invejosa) de prejudicar Eduardo Amorim. Ferrou-se...
Ainda bem que a imprensa sergipana, sempre atenta, expôs a verdadeira verdade e assim desarticulou outra daquelas querelas idiotas e sem nexo, que tinham o nítido fito de azedar a relação entre dois políticos perspicazes, que sabem a importância do papel que cada um terá na sucessão governamental. O tiro saiu pela culatra... Será que Ana Maria Alves de Mendonça agora vai se tocar?
Por David Leite | 10/01 às 11h55

FELIZ NATAL, BOM ANO-NOVO, GENTE!
HORA DE UM BOM DESCANSO (ENFIM)...
Gostaríamos de agradecer a todos os amigos que durante este ano prestigiaram o Abra-O-Olho. Neste momento, vamos esquecer por alguns momentos os problemas da vida, do estado, da política... e nos entregar à reflexão e, por que não?, às comemorações por mais um ano que se encerra. Para 2014, as esperanças se renovam. Boas festas, feliz Natal e próspero Ano-Novo, são os nossos votos a todos! Aquele abraço...
- - - - -
Estamos em férias de 10 dias. Retornamos à trincheira em 06/01.

VENÂNCIO FONSECA DESCOBRIU “ALGO”
QUE FUNCIONA NO GOVERNO DE SERGIPE
Utilizando o horário de propaganda partidária no rádio e televisão, o líder da oposição na Assembleia e presidente estadual do PP Venâncio Fonseca, fez uma dura crítica ao Governo de Sergipe, a quem atribuiu a responsabilidade por “mais um ano perdido”. O parlamentar começa criticando a educação, que segundo ele “não educa”. Disse também que a “saúde não previne nem cura”.
Recorrente em seus pronunciamentos tem sido a crítica pelo tratamento dispensado ao servidor público, “sem aumento”. Venâncio Fonseca lembrou ainda que Sergipe é o “quinto estado mais violento do Brasil” e que as “finanças (governamentais estão) quebradas”. Concluiu, resumindo: “Um governo que não governa!” Mas nem tudo estaria perdido, em sua opinião...
Com a ironia que lhe é característica, o líder oposicionista “descobriu” uma coisa que, no seu pensar, “funciona”: a propaganda! Porém, a classifica de “enganosa”, no que certamente tem completa razão! Vejam o vídeo e preparem-se para mais um bombástico torpedo contra a incompetência...
Por David Leite | 27/11 às 16h00

TERIA O JUIZ RINALDO SALVINO
AGIDO COM JUSTIÇA E ÉTICA?
No discurso de posse como presidente do Conselho Nacional de Justiça em abril de 2012, o então ministro do Supremo Tribunal Federal, o sergipano Carlos Ayres Britto, destacou o papel do juiz contemporâneo, de julgar as demandas do Estado e os interesses da sociedade, sabendo equilibrar razão e emoção. “O Judiciário é a luz no fim do túnel das nossas mais acirradas confrontações. É um Poder que não pode jamais perder a confiança da coletividade, sob pena de esgarçar o próprio tecido da coesão nacional”. Palavras sábias...
Após a prisão dos mensaleiros, viu-se a turma “petralha” agitar-se em críticas ao STF, sobretudo ao seu presidente, o ministro Joaquim Barbosa. Pior foram as manifestações através das redes sociais dessa esquerda picareta, de gente que diz lutar contra o preconceito, a definir o juiz negro como um “capitão do mato”, entre outros alaridos bem mais vexatórios, sempre em atentado direto à cor de sua pele. Ataca-se um magistrado e um tribunal por julgar e condenar notórios ladrões do dinheiro público, numa completa --e esperta!-- inversão de valores, tudo visando a confundir a patuleia! Eis nossa esquerda caviar...
Trago este introito para argumentar sobre dois pontos de vista. Primeiro: o rito legal colocado em prática pelo STF cumpriu todos os ditames do Estado Democrático de Direito. Segundo: a postura do doutor Joaquim Barbosa é exemplar, porquanto baseada estritamente na letra fria da lei. Podem chiar os “petralhas” e outros inconformados, mas não há como mudar os fatos... e as provas! O respeito às sentenças judiciais, após providos todos os recursos passíveis, é dever de todos. Indistintamente!
Assim dito, passo ao elemento de análise deste escrito, que visa questionar não uma sentença do magistrado de Japaratuba e Pirambu Rinaldo Salvino, que creio eu, certamente julga “sabendo equilibrar razão e emoção”. Ao fato! Na sexta-feira 22, o Jornal da Cidade trazia como manchete principal: “Família Moura perde direitos políticos --ação judicial impetrada pelo Ministério Público Estadual só não atinge Reinaldo Moura. Decisão ainda cabe recurso”. O que parece apenas uma informação pertinente esconde um expediente extremamente danoso ao exercício legal da Justiça.
Esclareço que o Jornal da Cidade agiu de modo correto ao publicar a decisão do doutor Rinaldo Salvino, pois era um “furo” de reportagem --apesar de a autora da matéria, a jornalista Kátia Santana, que conforme apurei, fez questão de assiná-la, ter cometido mais uma vez o grave deslise de não ouvir “o outro lado”, procedimento comum a quem pratica o jornalismo com seriedade e imparcialidade. A questão é: pode um juiz apropriar-se de uma informação pública --no caso uma sentença condenatória contra um político-- e divulgá-la em caráter exclusivo a um único órgão de imprensa, antes mesmo de notificar a parte ou de a decisão ter sido publicada no Diário Oficial da Justiça? Quais seriam as motivações para fazê-lo?
Do ponto de vista jurídico, a publicação no DOJ visa cientificar as partes do teor de determinada decisão judicial. Trata-se de uma formalidade imprescindível. Para evitar ilações, questionei a dois magistrados do Tribunal de Justiça de Sergipe e a dois renomados juristas --um deles professor universitário e advogado criminalista respeitado, que exerceu mandato parlamentar; o outro, um constitucionalista com atuação nacional, membro de entidades sindicais do direito-- se porventura teria o doutor Rinaldo Salvino agido com justiça e ética ao apoderar-se de informação privilegiada e divulgá-la de modo exclusivo a um órgão de comunicação.
O consenso dos cabras depõe contra o doutor Rinaldo Salvino. Disse um dos juízes por mim ouvidos: “Claro que não (pode agir assim). Está totalmente errado. Já aconteceu comigo de haver atraso no sistema no TJ, que é jurássico, você publica e leva tempo para aparecer. Mas (não publicar e informar) deliberadamente, não.” O outro juiz ouvido, um calejado desembargador, foi objetivo: “O magistrado deve manifesta-se nos autos e ponto. Fora deles, atua como ente político e não como juiz.” O professor e jurista esclareceu: “É absolutamente ilegal. Virou moda juiz fazer o que quiser. Não há tradição em Sergipe de punir aquele que age arbitrariamente. Não é correto servir como fonte à imprensa pois, pode constituir tráfico de influência. Ademais, ao privilegiar só um órgão de comunicação, afeta o princípio da livre concorrência.” Disse o outro jurista: “Fere sobremodo o papel da atividade judicial. Que motivação teria um juiz para produzir uma manchete de jornal? Não deve ser algo bom.”
De volta à questão: qual seria o fundamento de doutor Rinaldo Salvino? Fui ouvir o deputado André Moura. “Recebo mais essa punhalada pelas costas de forma traiçoeira, contra a qual não pude me pronunciar, não pude me defender e só tomamos conhecimento através de matéria do Jornal da Cidade. Isso é uma demonstração clara da perseguição do juiz contra a minha família... Veja como é estranho: vamos recorrer quando formos notificados, pois só quem foi notificado foi o Jornal da Cidade. Qualquer um que entenda um pouquinho de Legislação Eleitoral sabe que juiz de primeiro grau não tem o poder de cassar e nem tirar os direitos políticos de nenhum cidadão”. Como sempre há gente do contra, farei o papel de advogado do Diabo: e se doutor Rinaldo Salvino tiver sido vítima de um servidor aloprado, disposto, este sim, a prejudicar (por razões diversas) o deputado e sua família?
Para o professor e jurista, haveria apenas uma saída: “Fosse esse o caso, caberia ao juiz abrir um procedimento administrativo para apurar quem teria surrupiado o documento do Fórum de Japaratuba e repassado ao Jornal da Cidade. Não é nada complicado descobrir.” De toda sorte, seria muito bom que doutor Rinaldo Salvino pudesse esclarecer quem, afinal, repassou a informação privilegiada a repórter Kátia Santana. Caso tenha sido ele próprio, caberia então esclarecer que motivos o levaram a publicizar a sentença antes de publicá-la no DOJ.
O papel do juiz contemporâneo deve mesclar razão e emoção com equilíbrio. Um juiz deve ser acima de tudo isento e buscar na Constituição e em suas leis acessórias o fundamento jurídico para suas decisões. Se um juiz utiliza do poder de destruição da imagem que possui a imprensa para prejudicar, deliberadamente, um réu, não serve ao ofício de julgar. Não é o caso de atirar lama e pedras na reputação do doutor Rinaldo Salvino. Mas... Ocorre que de modo estranho, essa é a segunda vez que o Jornal da Cidade se utiliza de informações privilegiadas contra André Moura, com exclusividade, oriundas da comarca sob responsabilidade direta de doutor Rinaldo Salvino. Uma manchete contra um político fere sua imagem junto aos eleitores. Seria este o intento real de doutor Rinaldo Salvino: prejudicar a carreira política de André Moura? A dúvida paira no ar...
Por David Leite | 24/11 às 18h50

#FogoNoCircoMaracatu
DEPUTADO AUGUSTO BEZERRA DESAFIA
SENADOR ANTÔNIO CARLOS VALADARES
Os pronunciamentos de parlamentares na Assembleia Legislativa de Sergipe quase sempre são amorfos, sem muita querela ou agitação. Vez por outra o líder da oposição Venâncio Fonseca faz galhofa com os bichos-preguiça e o plenário cai na gargalhada. Hoje pela manhã ocorreu “um ponto fora da curva”. O vice-líder da oposição Augusto Bezerra foi à tribuna com cara de poucos amigos e prometeu trazer à público o que classificou como “verdadeiro escândalo”.
Para começo de história, o senador Antônio Carlos Valadares e Augusto Bezerra sempre se estranharam --mas todos sabemos, se algo está péssimo, pode piorar um pouquinho. Na semana passada, o velho coronel classificou o deputado de mentiroso: “Diga ao deputado Pinóquio que estou trabalhando, enquanto ele continua crescendo o nariz na mentira.” Seria a resposta à acusação de ter o senador tentado o voto aberto para todas as comissões do Senado (indicação do partido dele), menos para a escolha de autoridades, como os conselheiros de tribunais de contas. Augusto Bezerra não perdoou: “Era o voto Belivaldo Chagas!”, referência ao candidato do PSB derrotado por duas vezes à vaga de conselheiro do TCE/SE --venceu a deputada Suzana Azevedo.
O bate-boca seguiu noitinha adentro na quarta-feira 20, através do Twitter. Após recomendar ao senador que “tenha vergonha e assuma suas posições”, Augusto Bezerra garantiu possuir “a gravação (do voto)” e que a iria “colocar na TV Alese”. O deputado lembrou ainda do passado vexaminoso de Antônio Carlos Valadares, autor da famigerada CPMF. Para piorar o bafafá, acusou o sabujo coronel de embolsar mensalmente 52 mil reais de salário, burlando fragorosamente o teto do serviço público, hoje fixado em R$ 28.059,29. O deputado também acusou o senador de “mamar há 50 anos nas tetas do poder” --somente no governo estadual ele deteria 600 cargos, parte deles com os próprios parentes nomeados.
Augusto Bezerra achou pouco e relembrou que o presidente do PSB, (o governador pernambucano) Eduardo Campos, após o rompimento com a gestão da presidente Dilma Rousseff, deixou claro que os filiados deveriam entregar os cargos que detêm no governo federal. “Mas Antônio Carlos Valadares não entrega... São essas coisas que ele precisa esclarecer, que ele deve assumir, em vez de chamar as pessoas de mentirosas”. O deputado prometeu para segunda-feira próxima denúncias sobre o programa “Minha Casa Minha Vida”, que seriam “o maior escândalo do país”: “Há troca de casas por votos. Vou desmascarar essa fama de direito e honesto que o senhor tenta passar para a população.” Danou-se...
Por seu turno, através do Twitter, hoje Antônio Carlos Valadares preferiu não polemizar. Tratou apenas de reclamar do suposto mau tratamento que tem recebido e prometeu não desistir da luta! “Por que tanta agressividade de aliados de Eduardo Amorim contra mim e familiares? Acreditam que sou uma ameaça aos seus planos políticos. Estão perdendo tempo: não recuarei, não desistirei, continuarei lutando. Não me tirarão do caminho que escolhi. Aguardem, quem viver, verá.” Vamos aguardar, então...
Pensando melhor... alguém tem um pouco de gasolina?
Por David Leite | 20/11 22h00

CANDIDATOS AO GOVERNO EMPACADOS E
UM NOME NOVO SURGE PARA O SENADO...
Fosse a eleição para a escolha do novo governador de Sergipe e do representante do estado no Senado realizada entre os dias 28 e 31 de outubro, conforme apurou o Instituto W1 EMCAMPO nos 30 maiores redutos eleitorais, com margem de erro de 3,5% e oitocentas pessoas ouvidas, haveria segundo turno para o governo e a senadora Maria do Carmo reconduzida ao cargo. Os dados podem ser comparados nos gráficos apresentados em anexo (Clique na foto para ampliá-la).
No caso do governo, a surpresa é constatar uma leve queda na opção do preferido do eleitorado, o prefeito de Aracaju João Alves Filho, num comparativo com a pesquisa do mesmo instituto realizada em agosto. Ainda dentro da margem de erro, o Negão perdeu 3% dos votos, enquanto os demais concorrentes mantiveram-se em patamares idênticos, com 23% para o atual líder da oposição Eduardo Amorim e 20,3% para o governista Jackson Barreto.
Em se tratando da campanha do Negão, ainda há muitas dúvidas. João Alves Filho tem-se declarado disposto a permanecer no cargo, o que pode favorecer uma aliança com Eduardo Amorim, união cujo mérito seria definir a eleição ainda no primeiro turno. Mas há liderados do Negão trabalhando para fazê-lo unir-se a Jackson Barreto, fator que complicaria muito a campanha da oposição, pois criaria uma superforça política, com poder incomensurável.
Não há dúvida que João Alves Filho jamais arriscaria o conforto da prefeitura por uma campanha onde não houvesse um eleitorado bastante bem disposto a apostar nele para um quarto mandato de governador. Ou seja, venham as pesquisas a indicar porcentual inferior a 50% das intenções de voto, mesmo diante da possibilidade de crescimento sendo apontada pelos marqueteiros, o Negão não deixaria a prefeitura para disputar uma nova eleição.
Por sua vez, apesar de ser o senador Eduardo Amorim um político “novo” e cercado de boas expectativas, ele tem enfrentado dificuldades para convencer o eleitor de que tem uma penca de propostas para tirar Sergipe do atual desgoverno. O jornalista Gilmar Carvalho conjecturou sobre um dos motivos para, após o anúncio sobre a pré-candidatura do PSC, não ter havido crescimento nas intenções de voto do senador. “É um homem preparado, é o único realmente novo, mas precisa se apresentar como o novo, como ele é... Existe um grave erro no setor de comunicação de Eduardo Amorim”.
Para Gilmar Carvalho, e eu concordo com o colega, a comunicação do senador estaria mais “preocupada em responder às acusações de governistas, que muitas vezes baixam o nível... Adversário você não responde, trata-o com indiferença. A comunicação está toda errada.” O que Gilmar Carvalho aponta como falha é a conduta reativa em detrimento da pró-ativa, que trataria das propostas e pensamentos do senador e não da pauta dos adversários.
Neste tocante, apesar de ser uma metralhadora giratória no ataque verbal ao concorrente, o governador Jackson Barreto aproveita cada ocasião para divulgar as obras que inaugura e promete realizar em comícios disfarçados de atos públicos. Usa ainda prestadores de serviço na imprensa, travestidos de comunicadores sociais independentes, para detratar o adversário e divulgar informações do interesse do candidato governista. Tem um passado de máculas administrativas sérias, mas o ignora pontuando sempre os fatos positivos.
Por que, então, apesar de divulgar de forma tsunâmica até inauguração de bica d'água, Jackson Barreto não deslancha no coração do eleitorado? Mesmo não estando exposto no gráfico da pesquisa (anexo), o índice de rejeição do governador em exercício é altíssimo e o eleitor resigna-se quanto a possibilidade de entregar a Jackson Barreto um mandato executivo --pesquisa encomendada pela Secom estadual aponta que o governista danado teria boa chance na disputa pelo Senado, até num confronto com a senadora Maria do Carmo.
Por falar em disputa pelo Senado, não há novidade sobre a reeleição da esposa do prefeito João Alves Filho. No entanto, familiares dizem que Maria do Carmo talvez preferisse voltar ao convívio mais estreito com o Negão, atuando na periferia de Aracaju, onde construiu a imagem de “mãe dos pobres”. A saúde da senadora, apesar de estável, seria outro fator de preocupação da família. Neste quesito, caso também esteja fora da disputa o governador licenciado Marcelo Déda, por motivo de saúde, a única vaga ao Senado poderia sobrar para um nome novo, atuante na política nacional e bem disposto para cativar o eleitorado.
Líder do PSC na Câmara dos Deputados e presidente do Diretório Estadual do partido em Sergipe, o jovem parlamentar André Moura aparece como segunda opção do eleitor, estando bem à frente de nomes tradicionais como o do ex-prefeito de Estância Ivan Leite e da estrela do PT o doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho, provável futuro presidente da agremiação em Sergipe. Filho de políticos e bem enturmado entre os próceres do Congresso, André Moura trabalha pela reeleição, mas como ele próprio costuma dizer, “em política as oportunidades surgem as vezes de modo inesperado, e não se deve jogar fora uma boa oportunidade, por mais difícil que possa parecer”.
Eis então o quadro eleitoral há quase um ano do pleito! Mudanças poderão ocorrer, mas ao que tudo indica, não deve surgir nada de novo nesse cenário já bastante contextualizado.
Por David Leite | 18/11 às 18h10

GUSTINHO RIBEIRO, O LÍDER DOS DORMINHOCOS
E DA CACHORRADA QUE LADRA, MAS NÃO MORDE
Enquanto escrevo estas bem traçadas linhas --hoje, graças ao computador, nem Nosso Senhor escreve doutra forma--, o letárgico líder do governo na Assembleia tira uma boa soneca. Não, minha gente, o deputado Gustinho Ribeiro não sofre de hipersonia (ou sonolência excessiva), distúrbio cuja pessoa acometida tem dificuldade para se manter acordada durante o dia. O cabra é somente membro proeminente da Confraria dos Preguiçosos Contumazes (CPC).
Aliás, certo está o relapso lagartense, quando prefere roncar até o meio dia (e depois do almoço, ainda fazer a siesta --ninguém é de ferro!). Não é moleza comparecer ao local de trabalho se ao final do mês o gordo provento cai no bolso, mesmo sem se fazer presente. Convenhamos, já seria tedioso para Gustinho Ribeiro apenas representar o governo dos famosos bichos-preguiça. A piada maior é ele representar justamente o governo dos mamíferos vagarosos, uma gestão ociosa, sendo ele próprio um indolente de marca maior! Mas dormir em demasia concede “virtudes”.
Gustinho Ribeiro tem sido alvo de piadas. A mais hilária conta sobre um pesadelo com requintes de crueldade, que supostamente teria ele tido. Dizem as más línguas que o deputado governista até caiu da cama e teve de ser medicado, após atirar a própria cabeça ao chão. Motivo: enquanto ressonava, Gustinho Ribeiro se imaginou no plenário da Assembleia e pediu um aparte ao líder da oposição, que descia o sarrafo na gestão preguiçosa. Venâncio Fonseca teria negado o tal aparte, alegando o Regimento Interno. “Vossa excelência não pode se pronunciar deitado e usando pijamas. E por favor, escove os dentes...”
A CPC é onde Gustinho Ribeiro se sente em casa. Tem homenagens de todos os tipos oferecidas pelos confrades --“Medalha de Honra ao Mérito Dorminhoco”, “Medalha de Ouro em Sonolência Diurna e Noturna”, “Troféu Olímpico de Ronco e Flatulência em Sofás e Poltronas” e o cobiçado “Medalhão do Preguiçoso Real”, a mais alta honraria da comunidade roncadora... Bicho-preguiça juramentado, com anos de dormências homéricas, o líder da pestana não admite que lhe critiquem o espírito prostrado. Se alguém se atreve a fazê-lo, lá vem Gustinho Ribeiro com coisas do tipo “Vá latir longe daqui...” Opa, que cachorrada é essa? Latir?
Pensando bem, creio até que o líder dorminhoco tenha acordado para um fato que pode ter-me passado despercebido, mesmo sendo eu um sujeito hiperativo (com diagnóstico e tudo!). De uns tempos para cá, o governo sergipano mudou de mãos, e toda mudança sugere, digamos assim, uma representação no mundo animal... E eis aqui um bom motivo para a desaforada discórdia entre o PT de Marcelo Déda (a turma dos bichos-preguiça) e a gestão “transitória” do vice-governador Jackson Barreto: vivemos atualmente um desgoverno cachorro! Cachorro com a saúde, cachorro com a segurança, cachorro com os servidores públicos, cuja inflação corrói o parco salário...
Parabéns, então, ao líder dos preguiçosos e da cachorrada! Gustinho Ribeiro descobriu que animal mais se parece com o governo que tão bem representa. Não obstante, o meu querido amigo governador em exercício Jackson Barreto ser na verdade um camaleão, que muda de cor conforme a conveniência! Mas isto é assunto para outro dia, outra hora, outra conversa... Cansei! Vou tirar uma roncadinha, gente!
Por David Leite | 07/11 às 17h50 

O COMUNISTA DE BOUTIQUE SAI DA TOCA
Ocorreu de eu acordar de manhã cedo com uma voz rouca ao meu pé de ouvido. O ex-prefeito Opará, o comunista de boutique Edvaldo Nogueira, descia o sarrafo no Negão, em entrevista ao programa de André Barros e Rosalvo Nogueira (Jovem Pan FM). Edvaldo Nogueira não é bobo. Foi direto ao ponto. Disse haver “faltado trabalho de manutenção na cidade”, para evitar a carga das inundações de domingo e madrugada de segunda-feira. Estava coberto de razão. O serviço de limpeza pública perdeu em qualidade, é fato!
Piada pronta, contudo, foi ouvir o comunista de boutique afirmar que a PMA tinha condições de arcar com a iluminação pública sem precisar tarifar a população, já muito aviltada. “O Democratas costuma criticar a carga tributária do País, mas onde administra gera mais impostos”. Bingo! Pegou o Negão na contramão, e o danado vai dizer o quê? Edvaldo Nogueira fez diversas críticas à gestão de João Alves Filho e salientou que os aracajuanos não precisam ter paciência com o atual alcaide, por se tratar de uma figura experiente, com anos de estrada... Ai, ai...
Convenhamos, parte das queixas do ex-prefeito tem razão de ser. João Alves Filho parece meio bolado! É como se ele estivesse em permanentemente transe ou sob efeito de algum ansiolítico. Quem assistiu ao prefeito de Aracaju conversando em pleno meio dia com Suzane Vidal (TV Sergipe), observou a dispersão e a falta de concatenação das ideias. Chegou a ser engraçado o próprio Negão admitir que foi barrado por populares em bairros que visitou. Ao não responder às perguntas e ainda dizer que está tudo resolvido, o Negão gerou mais dúvidas sobre as ações da PMA!
Ou seja, como diria meu amigo Marcos Cardoso, na patuleia já começa a bater uma certa saudade de Foguinho. Ao menos, com o comunista de boutique no comando, os vermelhos que hoje permanecem de serviço na PMA --e são muitos, pode crer!-- tinham maior agilidade. Tomara que o recado do ex-prefeito tenha despertado o Negão...
Por David Leite | 05/11 às 19h00  

PESQUISA PADRÃO E A FORÇOSA PERGUNTA:
POR QUE JACKSON BARRETO NÃO DECOLA?
Um dos mais acreditados centros de pesquisas eleitorais de Sergipe, o Instituto Padrão realizou aferição entre os dias 20 e 22 de outubro, em 34 municípios, com margem de erro de 3,5%. Os resultados (veja ilustração à página; clique na imagem para ampliar) revelam, ao meu ver, um dado com efeito relevante sobre o moral dos governistas e, acima de tudo, entre os petistas, destronados do poder pelo governador de Sergipe em exercício Jackson Barreto: a candidatura do vice-governador não decola, mesmo diante dos gastos milionários em propaganda e do uso abusivo da máquina a fim de cooptar, para ficar numa palavra amena, lideranças políticas.
Qual seria, então, a razão primeva para essa falta de reciprocidade do eleitor? Não se deve esquecer que, mesmo sendo um político “das antigas” --e talvez exatamente por este motivo--, Jackson Barreto desperta no público certo sentimento de repulsa. Falastrão contumaz, loroteiro de primeira hora e detrator dos adversários, gente com quem invariavelmente já esteve em algum pleito, o candidato do governo tem ainda contra si um passado desastroso, com severas acusações de “improbidade administrativa”, ainda do período da cassação do mandato de prefeito de Aracaju (1988), processo conduzido pelo então governador (e hoje senador) Antônio Carlos Valadares, com o auxílio luxuoso do voto do então deputado estadual (e hoje governador licenciado) Marcelo Déda.
O eleitor sabe que pode confiar em Jackson Barreto para funções onde não esteja envolvida a ordenação de despesas, tanto é que elegeu Jackson Barreto deputado federal e logo em seguida vice-governador. Outra coisa é entregar a um político um dia considerado “o segundo maior ficha suja do Brasil” (de acordo com o programa “CQC”, da Rede Bandeirantes) as chaves dos cofres públicos. O povo não é bobo, apesar de muita gente achar-se detentor da condução da sabedoria popular, tratada nem sempre com o devido respeito. Talvez residam nestas dolorosas constatações a incapacidade de Jackson Barreto decolar nas pesquisas eleitorais, motivo para deixar seus assessores em polvorosas e com os nervos à flor da pele.
Para piorar o cenário, a população já foi informada que, caso Marcelo Déda não renuncie ao cargo, para concorrer à sua sucessão, Jackson Barreto terá de desincompatibilizar-se do cargo que hoje ocupa, se quiser concorrer --assim diz a legislação em vigor! Sem as benesses da máquina, o vice-governador perde muito da força política e financeira. Em contraposição, o prefeito João Alves Filho, sempre despontando na primeira colocação nas pesquisas, não parece disposto a abdicar do certo pelo duvidoso. O Negão já percebeu que a missão a ele confiada pelo eleitor, de resolver os problemas de Aracaju, exige dele que permaneça onde está, mantendo assim a aliança com Eduardo Amorim, que segue sendo a novidade no cenário, e incômodo para os adversários.
Por David Leite | 30/10 às 08h05 | (C)2013

DESTEMIDA E MUITO OPORTUNA A
ENTREVISTA DE EDUARDO AMORIM
Políticos são todos iguais ou alguns seriam mais iguais que os outros? François-Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire --antes de tudo, um polemista!--, se debatia em lutas titânicas contra as opiniões falsas, condenando toda atitude fundada na crença e na superstição ou ainda nos pensamentos puramente abstratos. Mas não devemos esquecer de suas convicções sobre o poder da verdade, da sabedoria e da felicidade. Fundado na premissa de que “o homem deve construir sua própria felicidade e ajudar seu próximo a ser feliz: a mais bela virtude é a benevolência; a grande lei da espécie é o trabalho”, é que leio a entrevista de Eduardo Amorim ao Cinform, edição desta semana (clique na imagem para ampliar).
Ao mesmo semanário, na edição anterior, Jackson Barreto, governador de Sergipe em exercício e candidato à sucessão do governador licenciado Marcelo Déda, acusou o grupo ao qual o senador comanda de agir como “predador”, e que “a sociedade brasileira e sergipana não aceita mais esse tipo de ação predatória”. Parece piada Jackson Barreto dizer-se preocupado com os cofres públicos --sim, a assertiva contra o adversário tem este tom generoso! Aliás, sobre predação do Erário, o danado do falastrão é autoridade notória, com carradas de processos por “improbidade administrativa” descansando nos escaninhos do Supremo Tribunal Federal. O Brasil é uma mãe com políticos “predadores”.
Meu herói filosófico francês discorria sobre a natureza da alma humana sem aquelas travas do “bem” e do “mal” bíblicos. Qual é o destino do homem, afinal? O homem bom existe? Ao dirigir-se em resposta a Jackson Barreto, Eduardo Amorim fez ao Cinform uma afirmação bastante voltaireana: O passado de cada um dirá quem é “O” predador --“(Mais) Uma atitude para querer enganar o povo”, comenta o senador sobre as palavras de JB, que julga serem “inapropriadas” para um governador e candidato. Como discordar de Eduardo Amorim ao afirmar uma verdade incontestável sobre quem é JB? “Quando se diz que ele (Jackson Barreto) está zen, é porque é do interesse dele estar. Mas as atitudes e as práticas dele são as mesmas do passado, que foi devastador...”
A entrevista merece ser lida porque revela as intenções de um político que se diz diferente. Políticos são todos iguais ou alguns seriam mais iguais que os outros? Leiam e reflitam.
Por David Leite | 28/10 às 12h15

PS: Havendo dificuldade para ler mesmo quando o texto for ampliado, sugiro baixar o arquivo e lê-lo no seu processador de imagens.