PESQUISA PADRÃO E A FORÇOSA PERGUNTA:
POR QUE JACKSON BARRETO NÃO DECOLA?
Um dos mais acreditados centros de pesquisas eleitorais de Sergipe, o Instituto Padrão realizou aferição entre os dias 20 e 22 de outubro, em 34 municípios, com margem de erro de 3,5%. Os resultados (veja ilustração à página; clique na imagem para ampliar) revelam, ao meu ver, um dado com efeito relevante sobre o moral dos governistas e, acima de tudo, entre os petistas, destronados do poder pelo governador de Sergipe em exercício Jackson Barreto: a candidatura do vice-governador não decola, mesmo diante dos gastos milionários em propaganda e do uso abusivo da máquina a fim de cooptar, para ficar numa palavra amena, lideranças políticas.
Qual seria, então, a razão primeva para essa falta de reciprocidade do eleitor? Não se deve esquecer que, mesmo sendo um político “das antigas” --e talvez exatamente por este motivo--, Jackson Barreto desperta no público certo sentimento de repulsa. Falastrão contumaz, loroteiro de primeira hora e detrator dos adversários, gente com quem invariavelmente já esteve em algum pleito, o candidato do governo tem ainda contra si um passado desastroso, com severas acusações de “improbidade administrativa”, ainda do período da cassação do mandato de prefeito de Aracaju (1988), processo conduzido pelo então governador (e hoje senador) Antônio Carlos Valadares, com o auxílio luxuoso do voto do então deputado estadual (e hoje governador licenciado) Marcelo Déda.
O eleitor sabe que pode confiar em Jackson Barreto para funções onde não esteja envolvida a ordenação de despesas, tanto é que elegeu Jackson Barreto deputado federal e logo em seguida vice-governador. Outra coisa é entregar a um político um dia considerado “o segundo maior ficha suja do Brasil” (de acordo com o programa “CQC”, da Rede Bandeirantes) as chaves dos cofres públicos. O povo não é bobo, apesar de muita gente achar-se detentor da condução da sabedoria popular, tratada nem sempre com o devido respeito. Talvez residam nestas dolorosas constatações a incapacidade de Jackson Barreto decolar nas pesquisas eleitorais, motivo para deixar seus assessores em polvorosas e com os nervos à flor da pele.
Para piorar o cenário, a população já foi informada que, caso Marcelo Déda não renuncie ao cargo, para concorrer à sua sucessão, Jackson Barreto terá de desincompatibilizar-se do cargo que hoje ocupa, se quiser concorrer --assim diz a legislação em vigor! Sem as benesses da máquina, o vice-governador perde muito da força política e financeira. Em contraposição, o prefeito João Alves Filho, sempre despontando na primeira colocação nas pesquisas, não parece disposto a abdicar do certo pelo duvidoso. O Negão já percebeu que a missão a ele confiada pelo eleitor, de resolver os problemas de Aracaju, exige dele que permaneça onde está, mantendo assim a aliança com Eduardo Amorim, que segue sendo a novidade no cenário, e incômodo para os adversários.
Por David Leite | 30/10 às 08h05 | (C)2013

DESTEMIDA E MUITO OPORTUNA A
ENTREVISTA DE EDUARDO AMORIM
Políticos são todos iguais ou alguns seriam mais iguais que os outros? François-Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire --antes de tudo, um polemista!--, se debatia em lutas titânicas contra as opiniões falsas, condenando toda atitude fundada na crença e na superstição ou ainda nos pensamentos puramente abstratos. Mas não devemos esquecer de suas convicções sobre o poder da verdade, da sabedoria e da felicidade. Fundado na premissa de que “o homem deve construir sua própria felicidade e ajudar seu próximo a ser feliz: a mais bela virtude é a benevolência; a grande lei da espécie é o trabalho”, é que leio a entrevista de Eduardo Amorim ao Cinform, edição desta semana (clique na imagem para ampliar).
Ao mesmo semanário, na edição anterior, Jackson Barreto, governador de Sergipe em exercício e candidato à sucessão do governador licenciado Marcelo Déda, acusou o grupo ao qual o senador comanda de agir como “predador”, e que “a sociedade brasileira e sergipana não aceita mais esse tipo de ação predatória”. Parece piada Jackson Barreto dizer-se preocupado com os cofres públicos --sim, a assertiva contra o adversário tem este tom generoso! Aliás, sobre predação do Erário, o danado do falastrão é autoridade notória, com carradas de processos por “improbidade administrativa” descansando nos escaninhos do Supremo Tribunal Federal. O Brasil é uma mãe com políticos “predadores”.
Meu herói filosófico francês discorria sobre a natureza da alma humana sem aquelas travas do “bem” e do “mal” bíblicos. Qual é o destino do homem, afinal? O homem bom existe? Ao dirigir-se em resposta a Jackson Barreto, Eduardo Amorim fez ao Cinform uma afirmação bastante voltaireana: O passado de cada um dirá quem é “O” predador --“(Mais) Uma atitude para querer enganar o povo”, comenta o senador sobre as palavras de JB, que julga serem “inapropriadas” para um governador e candidato. Como discordar de Eduardo Amorim ao afirmar uma verdade incontestável sobre quem é JB? “Quando se diz que ele (Jackson Barreto) está zen, é porque é do interesse dele estar. Mas as atitudes e as práticas dele são as mesmas do passado, que foi devastador...”
A entrevista merece ser lida porque revela as intenções de um político que se diz diferente. Políticos são todos iguais ou alguns seriam mais iguais que os outros? Leiam e reflitam.
Por David Leite | 28/10 às 12h15

PS: Havendo dificuldade para ler mesmo quando o texto for ampliado, sugiro baixar o arquivo e lê-lo no seu processador de imagens.

EDUCAR PARA NÃO PRECISAR PUNIR --É SIMPLES!
O Brasil é um país cruel com os mais pobres. Se a pessoa é negra, tanto pior. Os números são claros neste tocante: segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre racismo no Brasil divulgado dia 17 deste mês, a possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que um branco; como resultado, a expectativa de vida de um homem brasileiro negro é menos que a metade de um branco. Na raiz do problema, a questão da educação. O país busca pelas políticas afirmativas --as famigeradas cotas raciais!-- resolver a situação. Não vai dar certo...
Sou um otimista inveterado. Acredito na educação como elemento de transformação social e moral, especialmente a pública (estudei em escolas públicas e apenas a minha especialização fiz em uma universidade norte-americana, com bolsa custeada). Mas inclusão social só funciona se for completada pela capacitação que prepare para a vida profissional e garanta emprego bem remunerado. Sem oportunidade de ascender socialmente, o moral do jovem pobre (e negro) se esvai. A baixa autoestima acaba compensada pela revolta contra a sociedade, um dos mais relevantes motivos para o assustador aumento da violência, especialmente entre os adolescentes. A discussão da revisão, a menor, da maioridade penal ressurge forte (93% da população a favor) justamente por causa disso.
O baixo nível da educação no Brasil não ocorre pela falta de dinheiro, mas de boa gestão e oportunidades. Num comparativo com outras nações, o patamar atual de investimento (5,8% do PIB) é proporcionalmente próximo do observado nos EUA e na Alemanha, e supera os do Japão, China e até da Coreia do Sul. O país carece é de ousadia e de planejamento visando a atender demandas estratégicas --se faltam médicos, formemos milhares deles; o mesmo para engenheiros! Revolucionar a educação corresponde a remunerar os professores por desempenho e deixar de designar diretores e supervisores escolares por interesses políticos; equipar as escolas com laboratório, biblioteca, gabinete médico e odontológico, serviços de aconselhamento psicológico e constante investimento em artes: música, teatro, pintura, dança, folclore, artesanato etc.
Além dessas medidas, a escola precisa ser um farol para as comunidades onde estão inseridas. Abri-las para receber grupos de pais para a prática de atividades esportivas e recreativas, cursos de alfabetização e profissionalizantes (corte e costura, crochê, renda etc). Cada unidade deve ser instada a promover concursos (poesia, olimpíadas, artes etc), não apenas para o alunato, mas para envolver amigos e parentes dos alunos. O propósito da educação é preparar o indivíduo para as responsabilidades da cidadania. Escola e comunidades juntas equivalem por altíssimos investimentos em políticas de efeitos duvidosos e que, ao fim e ao cabo, provaram-se inúteis para evitar que tantos brasileiros ainda estejam na pobreza.
Muito do que aqui foi dito é de simples aplicação e retorno relativamente rápido. A Coreia do Sul apostou nisso e hoje é um sucesso de meritocracia social e desenvolvimento econômico --o país concorre com os mais ricos do mundo e tem sido competente na guerra comercial e de talentos intelectuais. O Brasil pode dar melhores exemplos para o mundo do que apenas o futebol, as mulheres bonitas e as paisagens de tirar o fôlego dos turistas. Precisamos crescer como nação. É preciso acabar com a matança dos nossos jovens. Educar é o princípio básico que vai evitar punir no futuro. Uma lição tão antiga, mas ainda não muito bem assimilada por nossos líderes políticos e, lamentavelmente, pela própria sociedade, que segue enganada por políticas públicas embromadoras...
Por David Leite | 20/10 às 19h55 (Horário de Brasília) 

DESTA “VIAGEM NA ARGILA” SURGE UM
JOZAILTO LIMA FEITO DO PURO BARRO
Devo advertir, a tarefa de ler poesia para criticá-la mais adiante jamais me passou à cabeça. Desvendar os mistérios do coração e da alma de um poeta requer afastar-se da realidade e adentrar em sua essência. A inteireza da forma lírica a lhe induzir o fazer poético nem sempre salta aos olhos! A incompreensão da poesia advém daí. Os poetas são antigos, como antiga é a vida, o sublime e o profano. Um homem realista, sincero consigo próprio e os demais, direto e eficaz nas palavras, teria a competência dos bons críticos para interpretar os versos de um poeta e traduzir em palavras o significado de sua prosa? Veremos...
Sempre me questionei se o velho dilema da essência e da existência poderia ser explicado pela narrativa poética. Para encontrar a resposta, percebi que seria necessário mais do que a simples leitura da poesia. O coração do homem tem catedrais imensas, ainda pouco exploradas na inteireza. Em “De Profundis”, guiado por dolorosa paixão, outras vezes pela raiva e compaixão, Oscar Wilde sugere como aflora o sujeito poético na alma humana. Diz o dramaturgo: “Por detrás da alegria e do riso, pode haver uma natureza vulgar, dura e insensível. Mas por detrás do sofrimento, há sempre sofrimento. Ao contrário do prazer, a dor não usa máscara.”
Então, o “sentimento” deveria ser o Norte... Todavia, analisar a coletânea de poemas de Jozailto Lima reunidas em “Viagem na Argila” não constituiu tarefa simples. Nada é fácil quando a alma é grande! O penar existe no poeta, mas está dissimulado... O autor ironicamente diz que “poesia não precisa de alma”. Estaria apenas fingindo? Vem certamente de alguma de suas muitas “almas” a angústia, a sofreguidão do homem sertanejo, de cuja terra seca Jozailto Lima peneira pedregulhos e os transforma em... “peixe no deserto:
só sei que quando menos espero, ei-la-me aqui e ali
– peixe inteiro, com todas suas espinhas borbulhando
na minha garganta – pulsante, querente, pedinte
em fardos e flagelos. de repente, faz-se meu pote instantâneo
de luz e explosão. de rodilha em mãos,
tecida daqueles meus panos mais imprestáveis,
quero-me sempre pronto a alçá-la do nada
à página, do breu à luz, bastando o mais simples bote.

[arte poética (a rodilha e o pote), Jozailto Lima]
Analisar textos poéticos exige submersão e submissão à poesia e ao poeta. As experiências vividas estão por toda parte na obra de Jozailto Lima. Ao não negá-las, colocou sua alma nos lábios da própria vida. A negação da alma, que seja por um único instante da existência, cega o coração e sem a visão do coração, de nada serve possuir o atento “olho de sabre”:
lama e alma
são irmãs
na mesma
carne calma.

Na idêntica lâmina
linguística, suja ou alva,
e no alinhamento de eles, de as e emes.

Alma e lama:
tudo clama
a mesma tábula
onde o raso se afunda
e o fundo se arrasa.

[alma e lama, Jozailto Lima]
Poderia citar muitos outros bons exemplos para expressar quão maravilhoso é ler (e apreciar) a poesia de Jozailto Lima. Nela tudo está bem encaixadinho, como se o poeta – modernista, sem afetação – fosse só um construtor de letras. Engana-se, porém, quem não percebe a sombra dele mesmo no fôlego daquele compasso com descompasso, da alegria e euforia que descamba em tristeza para, imediatamente, cair na gargalhada, interpelando o “outro”, que em essência é sua própria alma gêmea. Ele... e ponto!
Nesta “Viagem na Argila”, Jozailto Lima alude de que barro saímos muitos de nós nordestinos, de como viramos “utensílios” para a fornalha da vida. Jocoso, brinca quando nos transformamos em serventia ao desejo alheio e nos faz imaginar como ao barro voltaremos, se a verdade estiver certa quanto a existência de algo mais que... o NADA. Assim, mais do que poeta fingidor da dor, Jozailto Lima é o filósofo arguto e generoso nascido desse barro – e é neste exato ponto que sua poesia cresce e se eterniza.
Por David Leite | 13/10 às 20h10

O “MAIS MÉDICOS” É SÓ OUTRO ENGODO POLITIQUEIRO
O Brasil é o país do fingimento. O governo finge a governança e o povo finge acreditar que há governo! Os políticos fingem dizer a verdade e o povo... bem... Vejamos essa patifaria política e eleitoreira chamada “Mais Médicos”, outra fantasiosa criação do governo do PT.
Não há dúvida quanto à extrema necessidade de serviços de saúde eficientes, sobretudo no interior. De fato, o número insuficiente de médicos e a falta de medicamentos comprometem a qualidade do atendimento oferecido à população. Segundo o Ministério da Saúde, há 1,8 médicos para cada grupo de mil brasileiros. Na Argentina, são 3,2 médicos por mil habitantes; no Uruguai, 3,7. Pelo menos 700 municípios brasileiros não têm um único médico residindo na cidade, e 1.900 têm menos de um médico para cada três mil habitantes (na atenção básica). Para chegarmos à média do Reino Unido, que possui 2,7 profissionais para cada grupo de mil habitantes, o Brasil precisaria ter mais 168.424 médicos.
Às questões: por que os governos – sobretudo o Governo Federal – não conseguiram efetivar a interiorização dos médicos? Profissionais de outras nações resolverão o problema? Seriam os médicos brasileiros pessoas preguiçosas, desumanas e desinteressadas pela saúde do povo? A resposta é bastante simples: falta estrutura! Mesmo que se pague um salário justo e o médico esteja de plantão num hospital ou posto de saúde, nada poderá fazer se faltam equipamentos e até medicamentos, como um simples soro...
Os marqueteiros a serviço do PT consideram o “Mais Médicos” a redenção à combalida imagem pública da governanta candidata à reeleição, especialmente após as manifestações populares. Contudo, certo está o senador Eduardo Amorim, médico anestesiologista de profissão, quando diz que “a infraestrutura precária do sistema pode prejudicar e até tornar inútil o trabalho dos médicos estrangeiros”. Trocando em miúdos: sem investimentos em equipamentos, remédios e pessoal de apoio, restará ao doutores importados apenas imitar os colegas brasileiros – olhar para os pacientes e encaminhá-los ao local com atendimento razoável mais próximo.
Não é à toa que as emergências médicas de todas as capitais estão sempre abarrotadas. Aliás, hospital com maca no corredor virou cena comum. A ausência de leitos hospitalares é crônica no Brasil. Dados do IBGE indicam que em 2002 havia 2,7 leitos para cada mil brasileiros; em 2005 caiu para 2,4 e no ano passado a taxa ficou em 2,3. A Organização Mundial de Saúde recomenda que esse número fique entre 3 e 5 leitos por mil habitantes. Naturalmente, houve aumentou substancial da população, sobretudo no Norte. Mas essa queda decorre também da efetiva redução do número de leitos disponíveis no setor público e no privado: só entre 2007 e 2012, foram 4.770 leitos a menos. Apenas nos últimos cinco anos foram fechados 284 hospitais privados que faziam atendimento pelo SUS. Sem a correção da tabela de honorários, eles quebraram!
Detalhe: a maioria desses hospitais hoje fechados (ou com atendimento dedicado exclusivamente aos serviços particulares), estava localizada exatamente em cidades do interior. Resultado: o cidadão mais pobre enfrenta extrema dificuldade para realizar uma cirurgia eletiva ou mesmo uma consulta especializada, ação que obrigatoriamente antecede procedimentos mais complexos.
No tocante à legalidade, a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), contrária ao “Mais Médicos”, apontou que a violação dos direitos humanos não está apenas no trabalho dos médicos cubanos, importados da ilha-presídio no Caribe. “O fato de os médicos inscritos no programa ficarem dispensados do exame Revalida (que reconhece diplomas estrangeiros para o livre trabalho no Brasil) caracteriza um atentado à Declaração Universal dos Direitos do Homem. O fato de uma parcela da população ser atendida por profissionais que passaram pelo Revalida e outra não, é um atentado à dignidade humana”. Precisa dizer mais? O absurdo é evidente!
Por enquanto, o programa “Mais Médicos” é apenas isso: uma operação de fachada, uma nova arma de propaganda da gestão do PT! Ninguém deseja o pior, mas armengue nunca é solução...
Por David Leite | 09/10 às 15h30

VENÂNCIO FONSECA É UM DANADO
A cambada bem nutrida da Comunicação estadual tem se injuriado com o deputado Venâncio Fonseca – e não é de hoje! O líder da oposição foi o primeiro a desmascarar aquela patifaria marqueteira da “mudança”, com direito a ator global nas inserções veiculadas no rádio e na TV. Dizia ele: “Não sou ator de novela, mas vou provar que Sergipe realmente mudou! Pra pior...” Agora, o danado tem alardeado que vivemos sob o “desgoverno” do PT. É um pé no saco da propaganda oficial, tão descaradamente mentirosa!
Ao Jornal da Cidade de ontem, Venâncio Fonseca ironizou uma das maiores cafajestagens criadas pelo Doutor (ele gosta de ser chamado) deputado Rogério Carvalho, as tais clínicas da família! Disse o arauto: “Vou deixar de reconhecer que o governo investiu e construiu 50 e poucas Clínicas de Saúde? Construiu, mas funcionam?” Eis a questão: uma resposta com uma pergunta... e das boas... Tem prefeito aliado do governo cujo município fechou a unidade inaugurada ano passado. O que pensar dos gestores ligados à oposição?
Venâncio Fonseca também manda um recado à turma afoita do bloco político democrata: “João Alves Filho diz que o projeto dele é fazer uma boa administração como prefeito... Não posso falar pelos outros... para mim, acho que é o momento desta geração mostrar que tem capacidade de administrar Sergipe. Ele (o Negão) já teve (a sua), outros tiveram...” Trocando em miúdos: caso João Alves Filho venha mesmo a disputar o pleito, pode acabar sozinho mais uma vez! E aliás, por que tamanha ganância? O tempo exige renovação, é verdade.
No vídeo abaixo, o líder da oposição na Assembleia Legislativa mostra porque tem sido tão temido pelos governistas. É mais um daqueles bons recados com o estilo inconfundivelmente hilário de Venâncio Fonseca. Vamos vê-lo? (Aperte > para play).
Por David Leite | 07/10 às 13h50

EDIVAN AMORIM DESAFIA MENDONÇA PRADO
A DEBATER SOBRE “CAIXA 2” DE SUA CAMPANHA
O pequeno Mendonça Prado é um sujeito ousado! O parlamentar de verve irônica e quase sempre sarcástica notabiliza-se mais por defeitos lastimáveis – inveja entranhada e incondicional detratação pública de desafetos – do que por ações legislativas dignas da alta remuneração recebida mensalmente da Câmara Federal. Acostumado a injuriar, difamar e caluniar, o baixinho falastrão foi desafiado hoje pelo desalmado caçador de loroteiros Edivan Amorim a se despir da imunidade parlamentar e debater sobre... o “caixa dois” de sua campanha!
Em entrevista pela manhã à Ilha FM, balançando ao microfone o que parecia ser um aglomerado de papeis, Edivan Amorim cutucou Mendonça Prado (sem lhe citar diretamente): “Temos na bancada federal de Sergipe um falso moralista, um Demóstenes Torres. Gostaria que ele abrisse mão da imunidade parlamentar para a gente discutir os gastos do caixa dois de sua campanha”. Repito: o empresário não citou diretamente o nome do deputado. No entanto, momentos antes, confidenciou que desconfiava de “homem que se esconde atrás da saia da mulher.” Bingo! Dona Ana Maria Alves de Mendonça, esposa de Mendonça Prado, tem atacado sistematicamente os irmãos Amorim através de sua página pessoal no Facebook. Aliás, para ela o empresário indicou que “procure Deus”, a fim de obter ajuda e paz espiritual.
Diz certo adágio dos morros cariocas: “Malandro demais vira bicho...” Terá o aloprado Mendonça Prado coragem de aceitar o desafio de Edivan Amorim? Devemos recordar que, durante o julgamento do Mensalão pelo STF, a ministra Cármen Lúcia condenou a tentativa dos advogados do acusado Delúbio Soares de minimizar a ocorrência de caixa dois numa campanha. A magistrada admitiu estar diante de um fato “inusitado e inédito” na sua vida profissional: “Acho estranho e muito, muito grave, que alguém diga com toda tranquilidade que ‘Ora, houve caixa dois’. Caixa dois é crime. Caixa dois é uma agressão à sociedade brasileira...” Assim sendo, se caixa dois é crime e uma violência contra o povo, o angu desandou...
Para mim está muito claro a quem o desafio se endereça. Mendonça Prado – juntamente com o governador em exercício Jackson Barreto; uma pareia boa, portanto! – é o único político notoriamente especializado em atacar os Amorim. Com o auxílio luxuoso da própria consorte, frise-se! O desafiado é o democrata, sem dúvida! Obviamente, Mendonça Prado pode se fingir de morto, e como não teve o nome citado, pode alegar nada ter com isso. Mas como gosto de ver o circo pegar fogo, liguei para Edivan Amorim. Queria lhe apresentar a minha tese. Respondeu-me o cabra: “Você não é menino pequeno, conhece quem é quem em Sergipe. Então, tire as conclusões que achar mais convenientes! O que eu disse já basta. O recado está dado!”
Opa, opa! Recado? Então é isso: Mendonça Prado recebeu hoje um RE-CA-DO cristalino de Edivan Amorim, ao balançar uma penca de papeis, dizendo que queria debater sobre o caixa dois da campanha do deputado. Aí tem coisa! Edivan Amorim não é de dar ponto sem nó. O gesto de balançar os papeis não foi à toa. Teria o empresário algum documento comprometedor, capaz de transformar o vestal da honestidade Mendonça Prado num salafrário e canalha, ao nível do ex-senador do Democratas Demóstenes Torres? Só há uma forma de saber: o baixinho mostrar que é um macho destemido, abrir mão da impunidade... – ops, perdão! – da imunidade parlamentar e enfrentar Edivan Amorim de cara limpa.
Mas como diria o prezado cantor, compositor, humorista e político Francisco Everardo Oliveira Silva, conhecido pelo nome artístico de Tiririca, “Eu sou um abestado”! Aposto uma banda de jaca mole como o pequeno Mendonça Prado vai dar de ombros e seguir, indiferente ao desafio, destilando seu ódio contra os irmãos que tanto lhe rebaixam o ego. Não creio que o deputado boquirroto quereria encarar essa parada dura! Seria, por certo, seu fim como político...
Por David Leite | 03/10 às 17h45 | Charge: clique para ampliar!

SE O GOVERNO ESTADUAL IGNORA ATÉ UMA
PREFEITURA DO PT, JÁ PENSOU NO RESTO?
Carmópolis deveria ser um dos mais desenvolvidos municípios de Sergipe. Deveria... Mas não deu sorte! Rico em petróleo, é miserável quando o assunto é governança pública. Falta gente séria no comando. Sob a prefeita Esmeralda Mara Silva Cruz, uma economista tapada, incompetente até mesmo para produzir uma simples planilha – imagine conduzir um projeto de planejamento! –, Carmópolis vive um momento terrível. O dinheiro que é arrecadado pela gestão petista parece destinado a todo e qualquer fim, menos a servir ao povo.
Para piorar um quadro já bastante deteriorado (política, econômica e socialmente), a Ouro Negro sergipana está entregue à própria sorte no tocante à segurança. Na sessão de ontem na Câmara Municipal, o vereador Décio Neto voltou a cobrar da Secretaria de Segurança Pública mais atenção com a população carmopolitana. Segundo o vereador, todos os dias acontecem arrombamentos e assaltos sem qualquer mínima intervenção da SSP. Conforme narrou, “a população está assustada. O número de policiais e viaturas não é suficiente para cobrir todo o município. Ninguém aguenta mais”.
Contradição – Diante da queixa de Décio Neto, fiquei a matutar: “Peraí, mas a cambada bem nutrida da Comunicação estadual não torrou uma baita grana em propaganda para divulgar que inaugurou um Batalhão da Polícia Militar em Carmópolis?” Como não sou otário, fui dar uma checada! Na verdade, o governador em exercício Jackson Barreto inaugurou apenas a implantação da 3ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia Militar no município. Detalhe: trata-se de um batalhão com sede em Propriá! Santa cara de pau...
A prefeita Esmeralda é uma joia falsa! Membro do partido do governador Marcelo Déda e da governanta – que já foi estudanta, mas dizem que é completamente ignoranta –, é muito esperta para ajeitar seu caminho e o de parentes próximos! Já para administrar o município de Carmópolis, a prefeita cabeça de pedra dura segue os passos do seu partido, o PT – o partido das “...antas”...
Por David Leite | 02/10 às 09h00

A MÁQUINA DE PATIFARIAS BOATEIRAS
DO GOVERNO VOLTA A OPERAR SEM PEJO
Antes que algum canalha se interponha com vigarices, afianço: preferia Marcelo Déda gozando de plena saúde, para vê-lo derrotado nas urnas. Diante da doença que o acomete e da severidade do tratamento, talvez o governador não tenha condições de participar ativa e diretamente da campanha eleitoral de 2014. Isto posto, vamos ao que interessa: uma das mais ardilosas contramedidas para neutralizar um adversário publicamente é usar a emoção do povo contra ele.
O exemplo trazido aqui exporá o modus operandi da poderosa máquina de propaganda governista e a tentativa de desviar o olhar da patuleia de uma ação política positiva organizada hoje pelas agremiações da oposição. O PSC e outros 12 partidos lotaram de militantes a Assembleia Legislativa para realizar a II Plenária Pluripartidária de Sergipe. Parlamentares e personalidades de vários estados vieram a Aracaju a fim de prestigiar o senador Eduardo Amorim, lançado pré-candidato à sucessão governamental pelo grupamento.
Entrementes, logo cedinho, a rede boateira do governo fez circular por meio de alguns comunicadores sociais uma suposta piora na saúde do governador, cuja luta contra um câncer no estômago mobiliza uma grande corrente popular de oração. A “informação” dada era de que Marcelo Déda teria sido levado ao coma induzido, para lhe evitar maiores sofrimentos. A tal fofoca se espalhou pelo estado inteiro como fogo em mato seco. No Hospital Sírio Libanês em São Paulo, onde o governador se medica, o telefone não parou de tocar.
Detalhe sórdido: às 08:56 desta manhã, o FaxAju Online publicou a seguinte manchete: “Eles (a família Amorim) deixaram o governador doente e estressado”, afirma Jackson Barreto. Segundo o portal, “ao fazer um balanço das obras inauguradas no estado durante entrevista a uma emissora de rádio, Jackson Barreto responsabilizou os irmãos Amorim pelo atraso na aprovação do pedido de empréstimo através do Proinvest... e afirmou que, por conta disso, 'o governador licenciado ficou doente e estressado (com esse atraso). Fizeram Marcelo Déda sofrer e se humilhar', afirmou (o governador em exercício)”.
Coincidência? Não prezado público, apenas patifaria! O mesmo Jackson Barreto que em 1988 utilizou a morte da própria mãe para fazer propaganda eleitoral suja, detratando o então governador Antônio Carlos Valadares, condutor de sua cassação do comando da Prefeitura de Aracaju por “improbidade administrativa” – “Ele matou Dona Neuzice Barreto de desgosto”, dizia JB na TV –, agora abusa da combalida saúde de Marcelo Déda para tentar comover e emocionar a população, acusando o mais forte dos seus prováveis adversários em 2014 como causador do mal.
Pior ainda é observar um dado instigante: a boataria envolvendo a saúde do governador é corriqueiramente ativada pela rede de canalhices liderada por Jackson Barreto sempre em consonância com atividades proativas realizadas pelo senador Eduardo Amorim em finais de semana. Outra coincidência? Mais uma vez, a resposta é NÃO! De fato, para a tristeza de muitos petistas e pessoas apaixonadas politicamente por Marcelo Déda, as atitudes de Jackson Barreto induzem a concluir que ele intenta preparar o coração do povo, caso um final triste ocorra, para a campanha sentimental urdida pela marquetagem oficial.
Para a sorte dos sergipanos de boa fé, Deus parece colaborar para manter Marcelo Déda vivo, apesar das muitas mandingas que se espalham velozmente Sergipe afora. No fim de tarde, o chefe da Casa Civil, secretário Sílvio Santos, através do Twitter, desfez o boato. Informou que o governador estava em seu apartamento na capital paulista. Já o descolado jornalista Diógenes Brayner confirmou via FaxAju Online que ele inclusive havia solicitado uma torta de banana para comer. Marcelo Déda teria até lamentado o ocorrido, que convenhamos, decorre da pura irresponsabilidade do governo ao nada informar sobre sua saúde.
Enfim, que a população esteja alerta para o jogo sujo praticado pela comunicação governamental tão antecipadamente, dado que a campanha propriamente dita terá início somente em julho de 2014. Até lá, Sergipe conhecerá os métodos imundos usados por Jackson Barreto e corriola para fomentar no público o desejo de vingança, mote para a eleição que promete ser uma das mais bastardas da história.
Por David Leite | 27/09 às 23h25

INCOMODADO COM A PENETRAÇÃO DOS MEUS ESCRITOS,
JACKSON BARRETO RESOLVE ME PROCESSAR NA JUSTIÇA
Dizia um moralista francês do século 15 que “A falsa modéstia é o último requinte da vaidade.” Pois sem a tal da falsa modéstia, afianço: notícia melhor não haveria como a recebida no fim da tarde de quarta-feira passada, ao assinar um “Mandato de Intimação” entregue por um oficial de Justiça. O governador de Sergipe em exercício Jackson Barreto, incomodado com a penetração pública dos meus escritos, resolveu arguir-me ante um juiz, baseado em “alegações irresponsáveis, levianas, caluniosas e difamatórias”, conforme a ação judicial.
Não é a primeira vez que um político me processa por opiniões publicadas. Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho tentou e se deu mal. O deputado federal tomou um pito da Justiça, além de receber uma aula sobre o princípio democrático da liberdade de expressão. Jackson Barreto teria direito de buscar reparação, se supostamente tivesse eu inflamado, machucado ou deixado dolorido seu... ego de “homem do povo”. Na Justiça provarei como o passado linguarudo que lhe abunda a biografia e os fatos notórios sobre o seu modo de agir e fazer política foram cruciais para a formatação da minha opinião.
Que meu público leitor envolve mulheres e homens qualificados da sociedade, eu já sabia. Debato com pessoas da mais alta extirpe econômica, social e política. Recebo referências positivas (e negativas, obviamente) quando escritos alcançam grande repercussão. Não sou de afagar e comumente me utilizo do humor – nem sempre politicamente correto, admito! – para expressar o meu pensar. No entanto, jamais teclei meia linha em desavença com a verdade. Comento sobre atos e fatos do interesse público. Baseio-me em notícias de bastidores e nas publicadas pela imprensa. Ter o mandatário de Sergipe entre meus leitores aborrecidos, só me envaidece. Mas se JB não quer ser motivação de minha prosa – ou da de qualquer outro escriba –, sugiro que se retire da vida pública e busque a aposentadoria.
Antes de tudo, o papel da imprensa livre é informar e comentar notícias cuja repercussão afeta a sociedade. Muitos deram a própria vida para garantir às novas gerações essa prerrogativa constitucional. Jackson Barreto é um político que abusa do sentido da liberdade de expressão ao atacar adversários e desafetos. Diz o que lhe vem à língua sem mínimo pejo. Se o petardo é com ele, aí o danado estrebucha. JB lutou contra a ditadura militar, não deveria temer a dura verdade dita! Uma de suas queixas à Justiça: “Percebe-se igualmente (…) expressões... injuriosas, insinuantes e desonrosas, senão vejamos (e cita meu escrito): 'mesmo para um grande apreciador de terreiros de macumba...'” Bata-me um abacate, por favor!
Quem o conhece, não ignora que Jackson Barreto utiliza faz décadas os préstimos de uma famosa mãe de santo do bairro Santos Dumont (em Aracaju) para obter benesses “espirituais”, sabe-se lá de que ordem – e isso a mim não interessa! Vamos ao que interessa: o político católico, carola comedor de hóstia e andante contumaz em procissões meritórias da Igreja se arrepia todo, caso seja divulgada ao público sua obsessão por “trabalhos” afrorreligiosos – e ai de quem se atreva a fazê-lo! Tudo indica, o governador não quer que o eleitor mediano, católico ou evangélico, saiba que ele também reza e paga oferendas às entidades de terreiros...
O candidato governista à sucessão governamental também quer me impedir de dizer que ele “vai usar descaradamente o Erário para fazer politicagem”. Ora bolas... Tenha a santa paciência! Basta observar as últimas indicações de comissionados no Diário Oficial para constatar a existência de “servidores” ligados a políticos de cujo apoio Jackson Barreto tem se gabado. A lista é imensa e envolve gente que mora até noutros estados. Por isto, questionei antes e o refaço: imagine o que poderia acontecer aos cofres públicos sergipanos, se as chaves estão penduradas na arreata de JB? Foram necessárias apenas algumas poucas edições do Diário Oficial para que minha inquirição tivesse a devida resposta.
Dizia Otto Lara Resende: “A ação política é cruel, baseia-se numa competição animal. É preciso derrotar, esmagar, matar, aniquilar o inimigo.” Jackson Barreto leva a máxima do finado jornalista mineiro ao pé da letra – as palavras têm sentido figurado, data venia. Xinga e detrata com a serenidade de quem chupa um picolé de caju. Para ele, não há adversário honesto ou qualificado para um debate elevado, que aliás, jamais saberia fazê-lo. Jackson Barreto, incomodado com a repercussão pública de minha prosa, quer agora calar-me. Ato contínuo, exige minha prisão pelo crime de opinião. Sinceramente, só rindo...
Aguardemos a voz da Justiça!
Por David Leite | 24/09 às 14h38