O “MAIS MÉDICOS” É SÓ OUTRO ENGODO POLITIQUEIRO
O Brasil é o país do fingimento. O governo finge a governança e o povo finge acreditar que há governo! Os políticos fingem dizer a verdade e o povo... bem... Vejamos essa patifaria política e eleitoreira chamada “Mais Médicos”, outra fantasiosa criação do governo do PT.
Não há dúvida quanto à extrema necessidade de serviços de saúde eficientes, sobretudo no interior. De fato, o número insuficiente de médicos e a falta de medicamentos comprometem a qualidade do atendimento oferecido à população. Segundo o Ministério da Saúde, há 1,8 médicos para cada grupo de mil brasileiros. Na Argentina, são 3,2 médicos por mil habitantes; no Uruguai, 3,7. Pelo menos 700 municípios brasileiros não têm um único médico residindo na cidade, e 1.900 têm menos de um médico para cada três mil habitantes (na atenção básica). Para chegarmos à média do Reino Unido, que possui 2,7 profissionais para cada grupo de mil habitantes, o Brasil precisaria ter mais 168.424 médicos.
Às questões: por que os governos – sobretudo o Governo Federal – não conseguiram efetivar a interiorização dos médicos? Profissionais de outras nações resolverão o problema? Seriam os médicos brasileiros pessoas preguiçosas, desumanas e desinteressadas pela saúde do povo? A resposta é bastante simples: falta estrutura! Mesmo que se pague um salário justo e o médico esteja de plantão num hospital ou posto de saúde, nada poderá fazer se faltam equipamentos e até medicamentos, como um simples soro...
Os marqueteiros a serviço do PT consideram o “Mais Médicos” a redenção à combalida imagem pública da governanta candidata à reeleição, especialmente após as manifestações populares. Contudo, certo está o senador Eduardo Amorim, médico anestesiologista de profissão, quando diz que “a infraestrutura precária do sistema pode prejudicar e até tornar inútil o trabalho dos médicos estrangeiros”. Trocando em miúdos: sem investimentos em equipamentos, remédios e pessoal de apoio, restará ao doutores importados apenas imitar os colegas brasileiros – olhar para os pacientes e encaminhá-los ao local com atendimento razoável mais próximo.
Não é à toa que as emergências médicas de todas as capitais estão sempre abarrotadas. Aliás, hospital com maca no corredor virou cena comum. A ausência de leitos hospitalares é crônica no Brasil. Dados do IBGE indicam que em 2002 havia 2,7 leitos para cada mil brasileiros; em 2005 caiu para 2,4 e no ano passado a taxa ficou em 2,3. A Organização Mundial de Saúde recomenda que esse número fique entre 3 e 5 leitos por mil habitantes. Naturalmente, houve aumentou substancial da população, sobretudo no Norte. Mas essa queda decorre também da efetiva redução do número de leitos disponíveis no setor público e no privado: só entre 2007 e 2012, foram 4.770 leitos a menos. Apenas nos últimos cinco anos foram fechados 284 hospitais privados que faziam atendimento pelo SUS. Sem a correção da tabela de honorários, eles quebraram!
Detalhe: a maioria desses hospitais hoje fechados (ou com atendimento dedicado exclusivamente aos serviços particulares), estava localizada exatamente em cidades do interior. Resultado: o cidadão mais pobre enfrenta extrema dificuldade para realizar uma cirurgia eletiva ou mesmo uma consulta especializada, ação que obrigatoriamente antecede procedimentos mais complexos.
No tocante à legalidade, a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), contrária ao “Mais Médicos”, apontou que a violação dos direitos humanos não está apenas no trabalho dos médicos cubanos, importados da ilha-presídio no Caribe. “O fato de os médicos inscritos no programa ficarem dispensados do exame Revalida (que reconhece diplomas estrangeiros para o livre trabalho no Brasil) caracteriza um atentado à Declaração Universal dos Direitos do Homem. O fato de uma parcela da população ser atendida por profissionais que passaram pelo Revalida e outra não, é um atentado à dignidade humana”. Precisa dizer mais? O absurdo é evidente!
Por enquanto, o programa “Mais Médicos” é apenas isso: uma operação de fachada, uma nova arma de propaganda da gestão do PT! Ninguém deseja o pior, mas armengue nunca é solução...
Por David Leite | 09/10 às 15h30

VENÂNCIO FONSECA É UM DANADO
A cambada bem nutrida da Comunicação estadual tem se injuriado com o deputado Venâncio Fonseca – e não é de hoje! O líder da oposição foi o primeiro a desmascarar aquela patifaria marqueteira da “mudança”, com direito a ator global nas inserções veiculadas no rádio e na TV. Dizia ele: “Não sou ator de novela, mas vou provar que Sergipe realmente mudou! Pra pior...” Agora, o danado tem alardeado que vivemos sob o “desgoverno” do PT. É um pé no saco da propaganda oficial, tão descaradamente mentirosa!
Ao Jornal da Cidade de ontem, Venâncio Fonseca ironizou uma das maiores cafajestagens criadas pelo Doutor (ele gosta de ser chamado) deputado Rogério Carvalho, as tais clínicas da família! Disse o arauto: “Vou deixar de reconhecer que o governo investiu e construiu 50 e poucas Clínicas de Saúde? Construiu, mas funcionam?” Eis a questão: uma resposta com uma pergunta... e das boas... Tem prefeito aliado do governo cujo município fechou a unidade inaugurada ano passado. O que pensar dos gestores ligados à oposição?
Venâncio Fonseca também manda um recado à turma afoita do bloco político democrata: “João Alves Filho diz que o projeto dele é fazer uma boa administração como prefeito... Não posso falar pelos outros... para mim, acho que é o momento desta geração mostrar que tem capacidade de administrar Sergipe. Ele (o Negão) já teve (a sua), outros tiveram...” Trocando em miúdos: caso João Alves Filho venha mesmo a disputar o pleito, pode acabar sozinho mais uma vez! E aliás, por que tamanha ganância? O tempo exige renovação, é verdade.
No vídeo abaixo, o líder da oposição na Assembleia Legislativa mostra porque tem sido tão temido pelos governistas. É mais um daqueles bons recados com o estilo inconfundivelmente hilário de Venâncio Fonseca. Vamos vê-lo? (Aperte > para play).
Por David Leite | 07/10 às 13h50

EDIVAN AMORIM DESAFIA MENDONÇA PRADO
A DEBATER SOBRE “CAIXA 2” DE SUA CAMPANHA
O pequeno Mendonça Prado é um sujeito ousado! O parlamentar de verve irônica e quase sempre sarcástica notabiliza-se mais por defeitos lastimáveis – inveja entranhada e incondicional detratação pública de desafetos – do que por ações legislativas dignas da alta remuneração recebida mensalmente da Câmara Federal. Acostumado a injuriar, difamar e caluniar, o baixinho falastrão foi desafiado hoje pelo desalmado caçador de loroteiros Edivan Amorim a se despir da imunidade parlamentar e debater sobre... o “caixa dois” de sua campanha!
Em entrevista pela manhã à Ilha FM, balançando ao microfone o que parecia ser um aglomerado de papeis, Edivan Amorim cutucou Mendonça Prado (sem lhe citar diretamente): “Temos na bancada federal de Sergipe um falso moralista, um Demóstenes Torres. Gostaria que ele abrisse mão da imunidade parlamentar para a gente discutir os gastos do caixa dois de sua campanha”. Repito: o empresário não citou diretamente o nome do deputado. No entanto, momentos antes, confidenciou que desconfiava de “homem que se esconde atrás da saia da mulher.” Bingo! Dona Ana Maria Alves de Mendonça, esposa de Mendonça Prado, tem atacado sistematicamente os irmãos Amorim através de sua página pessoal no Facebook. Aliás, para ela o empresário indicou que “procure Deus”, a fim de obter ajuda e paz espiritual.
Diz certo adágio dos morros cariocas: “Malandro demais vira bicho...” Terá o aloprado Mendonça Prado coragem de aceitar o desafio de Edivan Amorim? Devemos recordar que, durante o julgamento do Mensalão pelo STF, a ministra Cármen Lúcia condenou a tentativa dos advogados do acusado Delúbio Soares de minimizar a ocorrência de caixa dois numa campanha. A magistrada admitiu estar diante de um fato “inusitado e inédito” na sua vida profissional: “Acho estranho e muito, muito grave, que alguém diga com toda tranquilidade que ‘Ora, houve caixa dois’. Caixa dois é crime. Caixa dois é uma agressão à sociedade brasileira...” Assim sendo, se caixa dois é crime e uma violência contra o povo, o angu desandou...
Para mim está muito claro a quem o desafio se endereça. Mendonça Prado – juntamente com o governador em exercício Jackson Barreto; uma pareia boa, portanto! – é o único político notoriamente especializado em atacar os Amorim. Com o auxílio luxuoso da própria consorte, frise-se! O desafiado é o democrata, sem dúvida! Obviamente, Mendonça Prado pode se fingir de morto, e como não teve o nome citado, pode alegar nada ter com isso. Mas como gosto de ver o circo pegar fogo, liguei para Edivan Amorim. Queria lhe apresentar a minha tese. Respondeu-me o cabra: “Você não é menino pequeno, conhece quem é quem em Sergipe. Então, tire as conclusões que achar mais convenientes! O que eu disse já basta. O recado está dado!”
Opa, opa! Recado? Então é isso: Mendonça Prado recebeu hoje um RE-CA-DO cristalino de Edivan Amorim, ao balançar uma penca de papeis, dizendo que queria debater sobre o caixa dois da campanha do deputado. Aí tem coisa! Edivan Amorim não é de dar ponto sem nó. O gesto de balançar os papeis não foi à toa. Teria o empresário algum documento comprometedor, capaz de transformar o vestal da honestidade Mendonça Prado num salafrário e canalha, ao nível do ex-senador do Democratas Demóstenes Torres? Só há uma forma de saber: o baixinho mostrar que é um macho destemido, abrir mão da impunidade... – ops, perdão! – da imunidade parlamentar e enfrentar Edivan Amorim de cara limpa.
Mas como diria o prezado cantor, compositor, humorista e político Francisco Everardo Oliveira Silva, conhecido pelo nome artístico de Tiririca, “Eu sou um abestado”! Aposto uma banda de jaca mole como o pequeno Mendonça Prado vai dar de ombros e seguir, indiferente ao desafio, destilando seu ódio contra os irmãos que tanto lhe rebaixam o ego. Não creio que o deputado boquirroto quereria encarar essa parada dura! Seria, por certo, seu fim como político...
Por David Leite | 03/10 às 17h45 | Charge: clique para ampliar!

SE O GOVERNO ESTADUAL IGNORA ATÉ UMA
PREFEITURA DO PT, JÁ PENSOU NO RESTO?
Carmópolis deveria ser um dos mais desenvolvidos municípios de Sergipe. Deveria... Mas não deu sorte! Rico em petróleo, é miserável quando o assunto é governança pública. Falta gente séria no comando. Sob a prefeita Esmeralda Mara Silva Cruz, uma economista tapada, incompetente até mesmo para produzir uma simples planilha – imagine conduzir um projeto de planejamento! –, Carmópolis vive um momento terrível. O dinheiro que é arrecadado pela gestão petista parece destinado a todo e qualquer fim, menos a servir ao povo.
Para piorar um quadro já bastante deteriorado (política, econômica e socialmente), a Ouro Negro sergipana está entregue à própria sorte no tocante à segurança. Na sessão de ontem na Câmara Municipal, o vereador Décio Neto voltou a cobrar da Secretaria de Segurança Pública mais atenção com a população carmopolitana. Segundo o vereador, todos os dias acontecem arrombamentos e assaltos sem qualquer mínima intervenção da SSP. Conforme narrou, “a população está assustada. O número de policiais e viaturas não é suficiente para cobrir todo o município. Ninguém aguenta mais”.
Contradição – Diante da queixa de Décio Neto, fiquei a matutar: “Peraí, mas a cambada bem nutrida da Comunicação estadual não torrou uma baita grana em propaganda para divulgar que inaugurou um Batalhão da Polícia Militar em Carmópolis?” Como não sou otário, fui dar uma checada! Na verdade, o governador em exercício Jackson Barreto inaugurou apenas a implantação da 3ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia Militar no município. Detalhe: trata-se de um batalhão com sede em Propriá! Santa cara de pau...
A prefeita Esmeralda é uma joia falsa! Membro do partido do governador Marcelo Déda e da governanta – que já foi estudanta, mas dizem que é completamente ignoranta –, é muito esperta para ajeitar seu caminho e o de parentes próximos! Já para administrar o município de Carmópolis, a prefeita cabeça de pedra dura segue os passos do seu partido, o PT – o partido das “...antas”...
Por David Leite | 02/10 às 09h00

A MÁQUINA DE PATIFARIAS BOATEIRAS
DO GOVERNO VOLTA A OPERAR SEM PEJO
Antes que algum canalha se interponha com vigarices, afianço: preferia Marcelo Déda gozando de plena saúde, para vê-lo derrotado nas urnas. Diante da doença que o acomete e da severidade do tratamento, talvez o governador não tenha condições de participar ativa e diretamente da campanha eleitoral de 2014. Isto posto, vamos ao que interessa: uma das mais ardilosas contramedidas para neutralizar um adversário publicamente é usar a emoção do povo contra ele.
O exemplo trazido aqui exporá o modus operandi da poderosa máquina de propaganda governista e a tentativa de desviar o olhar da patuleia de uma ação política positiva organizada hoje pelas agremiações da oposição. O PSC e outros 12 partidos lotaram de militantes a Assembleia Legislativa para realizar a II Plenária Pluripartidária de Sergipe. Parlamentares e personalidades de vários estados vieram a Aracaju a fim de prestigiar o senador Eduardo Amorim, lançado pré-candidato à sucessão governamental pelo grupamento.
Entrementes, logo cedinho, a rede boateira do governo fez circular por meio de alguns comunicadores sociais uma suposta piora na saúde do governador, cuja luta contra um câncer no estômago mobiliza uma grande corrente popular de oração. A “informação” dada era de que Marcelo Déda teria sido levado ao coma induzido, para lhe evitar maiores sofrimentos. A tal fofoca se espalhou pelo estado inteiro como fogo em mato seco. No Hospital Sírio Libanês em São Paulo, onde o governador se medica, o telefone não parou de tocar.
Detalhe sórdido: às 08:56 desta manhã, o FaxAju Online publicou a seguinte manchete: “Eles (a família Amorim) deixaram o governador doente e estressado”, afirma Jackson Barreto. Segundo o portal, “ao fazer um balanço das obras inauguradas no estado durante entrevista a uma emissora de rádio, Jackson Barreto responsabilizou os irmãos Amorim pelo atraso na aprovação do pedido de empréstimo através do Proinvest... e afirmou que, por conta disso, 'o governador licenciado ficou doente e estressado (com esse atraso). Fizeram Marcelo Déda sofrer e se humilhar', afirmou (o governador em exercício)”.
Coincidência? Não prezado público, apenas patifaria! O mesmo Jackson Barreto que em 1988 utilizou a morte da própria mãe para fazer propaganda eleitoral suja, detratando o então governador Antônio Carlos Valadares, condutor de sua cassação do comando da Prefeitura de Aracaju por “improbidade administrativa” – “Ele matou Dona Neuzice Barreto de desgosto”, dizia JB na TV –, agora abusa da combalida saúde de Marcelo Déda para tentar comover e emocionar a população, acusando o mais forte dos seus prováveis adversários em 2014 como causador do mal.
Pior ainda é observar um dado instigante: a boataria envolvendo a saúde do governador é corriqueiramente ativada pela rede de canalhices liderada por Jackson Barreto sempre em consonância com atividades proativas realizadas pelo senador Eduardo Amorim em finais de semana. Outra coincidência? Mais uma vez, a resposta é NÃO! De fato, para a tristeza de muitos petistas e pessoas apaixonadas politicamente por Marcelo Déda, as atitudes de Jackson Barreto induzem a concluir que ele intenta preparar o coração do povo, caso um final triste ocorra, para a campanha sentimental urdida pela marquetagem oficial.
Para a sorte dos sergipanos de boa fé, Deus parece colaborar para manter Marcelo Déda vivo, apesar das muitas mandingas que se espalham velozmente Sergipe afora. No fim de tarde, o chefe da Casa Civil, secretário Sílvio Santos, através do Twitter, desfez o boato. Informou que o governador estava em seu apartamento na capital paulista. Já o descolado jornalista Diógenes Brayner confirmou via FaxAju Online que ele inclusive havia solicitado uma torta de banana para comer. Marcelo Déda teria até lamentado o ocorrido, que convenhamos, decorre da pura irresponsabilidade do governo ao nada informar sobre sua saúde.
Enfim, que a população esteja alerta para o jogo sujo praticado pela comunicação governamental tão antecipadamente, dado que a campanha propriamente dita terá início somente em julho de 2014. Até lá, Sergipe conhecerá os métodos imundos usados por Jackson Barreto e corriola para fomentar no público o desejo de vingança, mote para a eleição que promete ser uma das mais bastardas da história.
Por David Leite | 27/09 às 23h25

INCOMODADO COM A PENETRAÇÃO DOS MEUS ESCRITOS,
JACKSON BARRETO RESOLVE ME PROCESSAR NA JUSTIÇA
Dizia um moralista francês do século 15 que “A falsa modéstia é o último requinte da vaidade.” Pois sem a tal da falsa modéstia, afianço: notícia melhor não haveria como a recebida no fim da tarde de quarta-feira passada, ao assinar um “Mandato de Intimação” entregue por um oficial de Justiça. O governador de Sergipe em exercício Jackson Barreto, incomodado com a penetração pública dos meus escritos, resolveu arguir-me ante um juiz, baseado em “alegações irresponsáveis, levianas, caluniosas e difamatórias”, conforme a ação judicial.
Não é a primeira vez que um político me processa por opiniões publicadas. Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho tentou e se deu mal. O deputado federal tomou um pito da Justiça, além de receber uma aula sobre o princípio democrático da liberdade de expressão. Jackson Barreto teria direito de buscar reparação, se supostamente tivesse eu inflamado, machucado ou deixado dolorido seu... ego de “homem do povo”. Na Justiça provarei como o passado linguarudo que lhe abunda a biografia e os fatos notórios sobre o seu modo de agir e fazer política foram cruciais para a formatação da minha opinião.
Que meu público leitor envolve mulheres e homens qualificados da sociedade, eu já sabia. Debato com pessoas da mais alta extirpe econômica, social e política. Recebo referências positivas (e negativas, obviamente) quando escritos alcançam grande repercussão. Não sou de afagar e comumente me utilizo do humor – nem sempre politicamente correto, admito! – para expressar o meu pensar. No entanto, jamais teclei meia linha em desavença com a verdade. Comento sobre atos e fatos do interesse público. Baseio-me em notícias de bastidores e nas publicadas pela imprensa. Ter o mandatário de Sergipe entre meus leitores aborrecidos, só me envaidece. Mas se JB não quer ser motivação de minha prosa – ou da de qualquer outro escriba –, sugiro que se retire da vida pública e busque a aposentadoria.
Antes de tudo, o papel da imprensa livre é informar e comentar notícias cuja repercussão afeta a sociedade. Muitos deram a própria vida para garantir às novas gerações essa prerrogativa constitucional. Jackson Barreto é um político que abusa do sentido da liberdade de expressão ao atacar adversários e desafetos. Diz o que lhe vem à língua sem mínimo pejo. Se o petardo é com ele, aí o danado estrebucha. JB lutou contra a ditadura militar, não deveria temer a dura verdade dita! Uma de suas queixas à Justiça: “Percebe-se igualmente (…) expressões... injuriosas, insinuantes e desonrosas, senão vejamos (e cita meu escrito): 'mesmo para um grande apreciador de terreiros de macumba...'” Bata-me um abacate, por favor!
Quem o conhece, não ignora que Jackson Barreto utiliza faz décadas os préstimos de uma famosa mãe de santo do bairro Santos Dumont (em Aracaju) para obter benesses “espirituais”, sabe-se lá de que ordem – e isso a mim não interessa! Vamos ao que interessa: o político católico, carola comedor de hóstia e andante contumaz em procissões meritórias da Igreja se arrepia todo, caso seja divulgada ao público sua obsessão por “trabalhos” afrorreligiosos – e ai de quem se atreva a fazê-lo! Tudo indica, o governador não quer que o eleitor mediano, católico ou evangélico, saiba que ele também reza e paga oferendas às entidades de terreiros...
O candidato governista à sucessão governamental também quer me impedir de dizer que ele “vai usar descaradamente o Erário para fazer politicagem”. Ora bolas... Tenha a santa paciência! Basta observar as últimas indicações de comissionados no Diário Oficial para constatar a existência de “servidores” ligados a políticos de cujo apoio Jackson Barreto tem se gabado. A lista é imensa e envolve gente que mora até noutros estados. Por isto, questionei antes e o refaço: imagine o que poderia acontecer aos cofres públicos sergipanos, se as chaves estão penduradas na arreata de JB? Foram necessárias apenas algumas poucas edições do Diário Oficial para que minha inquirição tivesse a devida resposta.
Dizia Otto Lara Resende: “A ação política é cruel, baseia-se numa competição animal. É preciso derrotar, esmagar, matar, aniquilar o inimigo.” Jackson Barreto leva a máxima do finado jornalista mineiro ao pé da letra – as palavras têm sentido figurado, data venia. Xinga e detrata com a serenidade de quem chupa um picolé de caju. Para ele, não há adversário honesto ou qualificado para um debate elevado, que aliás, jamais saberia fazê-lo. Jackson Barreto, incomodado com a repercussão pública de minha prosa, quer agora calar-me. Ato contínuo, exige minha prisão pelo crime de opinião. Sinceramente, só rindo...
Aguardemos a voz da Justiça!
Por David Leite | 24/09 às 14h38

JACKSON BARRETO É COMO GABRIELA:
NASCEU ASSIM... VAI SER SEMPRE ASSIM
“Cada um sabe a dor
E a delícia
De ser o que é...”
(Dom de Iludir, Caetano Veloso)
Hoje sei o valor da masturbação mental para iniciar uma boa conversa... Martin Heidegger, nazista juramentado e maior pensador metafísico do século passado, afiançava que “Nossa existência sai do abismo do nada e acaba no nada da morte”. Pensando bem, é fato – do nada para algo e do algo ao nada ser, no espaço de uma vida! Por que peste trago um assunto tão pouco degustável a este escrito político? Seria delírio filosófico? Nada disso... é por pura engambelação! A tal da masturbação mental: queria começar com algo terrificante.
Mirei no pé e acertei na testa... Disse ontem (vide escrito anterior) que a política linguaruda é regra para Jackson Barreto. Os exemplos são muitos... Mais um: por duas décadas, Albano Franco – ex-governador milionário, colecionador de beldades bem remuneradas – despertava no filho de Santa Rosa de Lima eloquente comichão verbal. Para não melindrar os demônios, vou omitir os adjetivos nauseabundos proferidos por JB em palanques ao definir o proprietário da Rede Cabaú de Notícias (atual TV Sergipe). Tudo mudou em 1998. Uma botija enviada por Albano Franco fez Jackson Barreto esquecer o abismo que supostamente os separava.
Como para Jackson Barreto tudo é possível, atitudes em contrário – bajulações à alma alheia – também existem. Não que possam valer alguma coisa num pleito seguinte! Na eleição de 2010, o então candidato a vice-governador de Marcelo Déda desbundava elogios a um dos candidatos a senador de sua chapa. Dizia o boquirroto Jackson Barreto acerca de Eduardo Amorim: “Conheci o deputado (federal)... no exercício do seu mandato. Quatro anos de mandato de... tenho certeza que Sergipe ganhou muito. Não tenho a menor dúvida que Eduardo Amorim, senador por Sergipe, será a voz do novo. Ele interpreta esse sentimento de mudança que nosso estado está vivenciando” (veja vídeo no link abaixo ou clique na imagem para ampliar).
Eis aqui uma inusitada contradição: hoje Jackson Barreto esculhamba Eduardo Amorim pelo mesmo motivo que o elogiava em 2010. Ele não tem a menor dúvida que a candidatura do senador à sucessão governamental será “a voz do novo... que interpreta esse sentimento de mudança que nosso estado está vivenciando”. Posto assim, fica fácil entender o desespero que o compele a detratar e maldizer o adversário. O comportamento rasteiro de Jackson Barreto seria, por assim dizer, uma canalhice filosófica que pode até dar samba. Do abismo do nada ao nada existencial. Como a Gabriela da modinha de Dorival Caymmi, Jackson Barreto nasceu assim, cresceu assim, é mesmo assim, vai ser sempre assim... Valei-me!
Por David Leite | 17/09 às 21h00

JACKSON BARRETO É UM SUJEITO GOZADO
Leio hoje a coluna do poético jornalista Jozailto Lima (Cinform; clique na foto abaixo para ampliar) e me desmancho em riso – não, o baiano sergipanizado não é um pândego, mas aqui e ali faz-se hilariante no manejo das vogais e consoantes. A primeira provocação casuística do texto do analista da política sergipana vem logo no título: “Eduardo Amorim já ABRIU a sucessão”. Motivo para o “desabrimento”? Ter o senador “aceitado o desafio” – nas palavras dele próprio – de ser o pré-candidato do PSC à sucessão governamental.
Eduardo Amorim estava na moita, tímido, como é seu modo de ser. Tanto que o povo ficou em dúvida se ele pretendia concorrer para descascar o maior abacaxi administrativo já produzido em toda a história de Sergipe. Prometida com pompa e circunstância pela turma dos bichos-preguiça em 2006 e renovada em 2010, a tal proposta de “mudança” vingou – para muito pior! Nosso pequeno estado vive um desgoverno. Ao “aceitar o desafio”, o senador certamente não ignora contra que tipo de adversário jeitoso vai guerrear.
Jackson Barreto brigou com meio PT para se impor como mandatário e o maior mérito de sua gestão – até agora – é ter cobrado dos bichos-preguiça ao menos fingir que trabalham, aparecendo vez por outra. O governador candidato está em campanha faz meses. Inaugura obrinhas quase todos os dias, conversa com políticos aliados e repasta com cabos eleitorais profissionais. Decolar que é bom, neca... Estacionou na terceira posição. Resultado: como nada tem a perder, pau na moleira do adversário...
Ao inspirado Jozailto Lima, Jackson Barreto classificou como “babaquice, uma maluquice, uma falta de assunto e vontade de querer ocupar espaço” a decisão de Eduardo Amorim de “aceitar o desafio” de derrotá-lo nas urnas em 2014. No jargão da patuleia, o cabra “pegou ar”. O senador parece ter o poder de “anestesiar” o candidato em exercício – certa feita, o danado disse que, fosse mesmo pleitear a governança, Eduardo Amorim não lhe faria “nem cócegas”; agora, diz que o senador é “um político vazio, oco...”
O nível da campanha governista está posto! Não se enganem, Jackson Barreto apela à baixaria e ao xingamento por desconhecer outro discurso. O candidato tem pendor declarado pelo canalhismo eleitoral. No passado, o hoje aliado senador Antônio Carlos Valadares foi acusado por JB de levar sua mãe a óbito – “de desgosto” – ao cassar-lhe em 1988 (por... afanar os cofres públicos) o mandato de prefeito de Aracaju. A política linguaruda é regra para Jackson Barreto!
Mas como eu dizia, o texto do poeta jornalista me levou às escâncaras. Não porque seja embromoso, pelo contrário. O motivo da minha galhofa é que imaginei a cara de tirado a esperto de Jackson Barreto, ao receber a notícia de que Eduardo Amorim decidira-se por encarar a disputa eleitoral. Penso que JB deve ter caído na gargalhada e quem sabe até repetido para quem o rodeia o bordão do “não faz nem cócegas!” Apenas uma correção: quem ABRIU mesmo, Jozailto Lima, foi Jackson Barreto! Há anos... Ops!
Aliás, pensando bem, confesso que agora finalmente “captei” o motivo para a reação boquirrota de JB contra seu proeminente adversário. No fundo, lá bem no fundo, o “nosso governador é um sujeito muito gozado... Bem gozado!
Por David Leite | 16/09 às 17h50

A DICOTOMIA QUE ABALA ANA LÚCIA MENEZES:
ELA É SITUAÇÃO OU OPOSIÇÃO – OU NADA DISSO?
A vida parlamentar não tem sido fácil para a professora Ana Lúcia Menezes. A fundadora do PT nunca imaginou quão difícil seria ser vidraça... Hoje na Alese pude acompanhar mais um debate entre a deputada petista e o líder da oposição Venâncio Fonseca. Não entro no mérito da discussão – tratavam sobre o reajuste dos professores! Prefiro ir direto ao ponto: o maior dilema de Ana Lúcia Menezes reside na dicotomia entre a deputada representante do sindicalismo trabalhista e a deputada governista, petista de carteirinha.
A ambiguidade abala o bem-estar político da “sindicalista”, cujo partido é governo e criou a maior esculhambação ao desmontar a carreira do magistério. Não pagar o piso nacional do professor é pinto perto das perdas oriundas da falta de critérios para avançar na profissão de professor da rede pública estadual. Minha dúvida é: Ana Lúcia Menezes teria coragem de criticar o próprio partido no horário eleitoral gratuito, para atender as queixas do Sintese? O PT a deixaria proclamar-se “independente” e promover a autocrítica?
Fundado para ser um sindicato dedicado à defesa do magistério e da causa da educação, o Sintese é hoje uma sucursal dos interesses cartoriais corporativistas e espécie de comitê eleitoral de petistas enfronhados na categoria. Nunca teve papel relevante na condução do processo educacional sergipano. Almejou mudar esse quadro com a ascensão do PT ao governo. Tomou ferro! Ana Lúcia Menezes é a estrela “sindicalista” mais vistosa. Espécie de “presidenta” de honra do clube, ela determina, manda e desmanda. Nada contra, se parte dos associados concorda com a política do morde-e-sopra que a deputada pratica com desenvoltura ímpar...
A questão é: como Ana Lúcia Menezes consegue diluir conceitos tão difusos e distintos – situação e oposição? Talvez a deputada professora seja uma atriz ainda aguardando para ter seus dotes interpretativos descobertos. Talvez – e não vejo outra explicação mais plausível – utilize a categoria como massa de manobra para ajeitar seu caminho e punir desafetos. Vejamos: no ano passado, Ana Lúcia Menezes convenceu os colegas de parlamento a arquivar o reajuste de 6,7% proposto pelo governo. Alegava que era uma piada de mau gosto com os professores. Agora, com a cara mais serena do mundo, pede que a Alese aprove o reajuste de 7,8%. Como bem inquiriu mais cedo Venâncio Fonseca, “qual é o ganho”? Ana Lúcia Menezes até que tentou ser didática na explicação. Não convenceu a ninguém!
Está na cara que a Alese entrou numa esparrela cujo objetivo era ferrar a imagem pública de Marcelo Déda, autor da primeira proposta. A oposição fez seu papel... O Sintese era um “detalhe”... E agora? Ana Lúcia Menezes teria mancomunado-se com Jackson Barreto só para dar um troco ao PT? Pode até ser que não, mas ao que tudo indica, encontrou “a” oportunidade de bandear-se para o lado de quem hoje governa e não encontra muito afeto entre os aliados do governador licenciado. Esperteza? Aposto mais no “instinto de sobrevivência”, comum a todos os animais da Terra. Neste caso, uma acurada sobrevivência política...
Ana Lúcia Menezes nunca mereceu dos caciques petistas qualquer prestígio. Deputada estadual mais votada da história do PT de Sergipe em 2002, com 20.274 votos, bateu 30.021 votos em 2006. Com o PT no poder, sequer palpitou sobre educação. O eleitor ficou na dúvida sobre o protagonismo da pedagoga, e em 2010 lhe conferiu exatos 20.000 votos! Reeleger-se uma vez mais parece tarefa hercúlea, sobretudo porque o governo do PT já naufragou. A bola da vez é o PMDB de Jackson Barreto e corriola. Quem duvidar que o aguarde...
A tal dualidade de Ana Lúcia Menezes pode até causar angústia na professora deputada, petista de carteirinha. A “sindicalista” pode até sofrer e remoer-se em náuseas com tanto desprezo vindo do governo que ajudou a eleger e reeleger... Mas por enquanto, o choro da descolada política dupla-face parece apenas coisa de novela televisiva, destinada a entreter uma plateia nem sempre muito atenta ao mundo real!
Por David Leite | 10/09/2013 | 20h38

COM ANDRÉ BARROS, GILMAR CARVALHO
PROVA QUE SERGIPE É UMA GRANDE PIADA
A dupla “de dois” formada pelos jornalistas André Barros e Gilmar Carvalho estreou um programa de vídeo há duas semanas na internet. Beldades à parte, a iniciativa é muito interessante. Hoje mesmo, encontrei o jornalista Ivan Valença na ala reservada à imprensa na Alese e o cutuquei – no bom sentido! –, perguntando quando faria a resenha desse “filme”. Foi enfático: “Deve ser uma beleza...” O vetusto colega nem viu, mas já gostou...
Quem também iria gostar de assistir ao “NETV” seria o finado líder político itabaianense Chico de Miguel. Consta do anedotário uma rixa do esquentado “coroné” com Gilmar Carvalho, então noviço apresentador numa emissora de rádio serrana. O jornalista batia todo santo dia. Os cupinchas não deixavam por menos, cobrando de Chico de Miguel a “solução definitiva” – geralmente, o cabra costumava resolver problemas com o revólver na cintura.
Uma manhã quente, após muitos queixumes da patuleia, o “coroné” resolveu agir. Ligou para o programa de Gilmar Carvalho, que prontamente o pôs no ar. – A que devo a honra?, questionou. “Sujeitcho, o povo anda dizeno qui tu fala mal deu. Nem ligo... e sabe pru quê? Pruque tu é repórti de rádia, e o povo num te vê. Bunitu como tu é, já pensou se tu fosse repórti da televisão? Aí ia sê uma disgraça”, sapecou o velho rabugento.
Agora no Céu dos “coroné”, onde certamente passeia com nosso Senhor, por ter sido uma alma decente, Chico de Miguel deve rir de chorar com Gilmar Carvalho ao lado de André Barros (este de madeixas tingidas de negro graúna) – o CãoCão prefere a cor acaju, pra encobrir o branco que lhe abunda os pelos revoltos! Os dois tratam de temas... sérios. Contudo, como não gargalhar, pensando na assertiva do velho sisudo? Explico: os óculos escuros de Gilmar Carvalho e a camisa cor-Sim, cor-Não escondem sua “beleza”... (detalhe: o Botox aplicado no danado não deu certo!).
Porém, como disse mais acima, a iniciativa é boa... e espero que vingue! Gilmar Carvalho falou muito mal de André Barros quando este sofria agruras judiciais advindas da sua passagem retumbante pela Secretaria de Comunicação, no governo de Albano Franco. O camarada passou uma borracha na querela e deixou o passado para trás. Agora, temos uma dupla “de dois”, juntinhos feito siameses, comentando a vida política local. Ai, ai...
Aliás, momento hilário do programa exibido ontem é quando André Barros oferece o número de telefone do “NETV” para o público “interagir” com os apresentadores e Gilmar Carvalho diz que, através do tal número, os cobradores do colega (presumo que devem ser muitos, pelo visto...) também podem lhe “cobrar”, e completa cachorramente que só não sabe “se vão receber”. Faz sentido... É mais uma prova de que o “jornalismo” em Sergipe, além de tudo, ainda pode ser uma formidável piada!
Enfim, não percam esse “filme” humorístico! Como supôs Ivan Valença, é mesmo “uma beleza”... você verá!
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Por David Leite | 04/09 às 15h25
Veja com os próprios... olhos!