SE O GOVERNO ESTADUAL IGNORA ATÉ UMA
PREFEITURA DO PT, JÁ PENSOU NO RESTO?
Carmópolis deveria ser um dos mais desenvolvidos municípios de Sergipe. Deveria... Mas não deu sorte! Rico em petróleo, é miserável quando o assunto é governança pública. Falta gente séria no comando. Sob a prefeita Esmeralda Mara Silva Cruz, uma economista tapada, incompetente até mesmo para produzir uma simples planilha – imagine conduzir um projeto de planejamento! –, Carmópolis vive um momento terrível. O dinheiro que é arrecadado pela gestão petista parece destinado a todo e qualquer fim, menos a servir ao povo.
Para piorar um quadro já bastante deteriorado (política, econômica e socialmente), a Ouro Negro sergipana está entregue à própria sorte no tocante à segurança. Na sessão de ontem na Câmara Municipal, o vereador Décio Neto voltou a cobrar da Secretaria de Segurança Pública mais atenção com a população carmopolitana. Segundo o vereador, todos os dias acontecem arrombamentos e assaltos sem qualquer mínima intervenção da SSP. Conforme narrou, “a população está assustada. O número de policiais e viaturas não é suficiente para cobrir todo o município. Ninguém aguenta mais”.
Contradição – Diante da queixa de Décio Neto, fiquei a matutar: “Peraí, mas a cambada bem nutrida da Comunicação estadual não torrou uma baita grana em propaganda para divulgar que inaugurou um Batalhão da Polícia Militar em Carmópolis?” Como não sou otário, fui dar uma checada! Na verdade, o governador em exercício Jackson Barreto inaugurou apenas a implantação da 3ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia Militar no município. Detalhe: trata-se de um batalhão com sede em Propriá! Santa cara de pau...
A prefeita Esmeralda é uma joia falsa! Membro do partido do governador Marcelo Déda e da governanta – que já foi estudanta, mas dizem que é completamente ignoranta –, é muito esperta para ajeitar seu caminho e o de parentes próximos! Já para administrar o município de Carmópolis, a prefeita cabeça de pedra dura segue os passos do seu partido, o PT – o partido das “...antas”...
Por David Leite | 02/10 às 09h00

A MÁQUINA DE PATIFARIAS BOATEIRAS
DO GOVERNO VOLTA A OPERAR SEM PEJO
Antes que algum canalha se interponha com vigarices, afianço: preferia Marcelo Déda gozando de plena saúde, para vê-lo derrotado nas urnas. Diante da doença que o acomete e da severidade do tratamento, talvez o governador não tenha condições de participar ativa e diretamente da campanha eleitoral de 2014. Isto posto, vamos ao que interessa: uma das mais ardilosas contramedidas para neutralizar um adversário publicamente é usar a emoção do povo contra ele.
O exemplo trazido aqui exporá o modus operandi da poderosa máquina de propaganda governista e a tentativa de desviar o olhar da patuleia de uma ação política positiva organizada hoje pelas agremiações da oposição. O PSC e outros 12 partidos lotaram de militantes a Assembleia Legislativa para realizar a II Plenária Pluripartidária de Sergipe. Parlamentares e personalidades de vários estados vieram a Aracaju a fim de prestigiar o senador Eduardo Amorim, lançado pré-candidato à sucessão governamental pelo grupamento.
Entrementes, logo cedinho, a rede boateira do governo fez circular por meio de alguns comunicadores sociais uma suposta piora na saúde do governador, cuja luta contra um câncer no estômago mobiliza uma grande corrente popular de oração. A “informação” dada era de que Marcelo Déda teria sido levado ao coma induzido, para lhe evitar maiores sofrimentos. A tal fofoca se espalhou pelo estado inteiro como fogo em mato seco. No Hospital Sírio Libanês em São Paulo, onde o governador se medica, o telefone não parou de tocar.
Detalhe sórdido: às 08:56 desta manhã, o FaxAju Online publicou a seguinte manchete: “Eles (a família Amorim) deixaram o governador doente e estressado”, afirma Jackson Barreto. Segundo o portal, “ao fazer um balanço das obras inauguradas no estado durante entrevista a uma emissora de rádio, Jackson Barreto responsabilizou os irmãos Amorim pelo atraso na aprovação do pedido de empréstimo através do Proinvest... e afirmou que, por conta disso, 'o governador licenciado ficou doente e estressado (com esse atraso). Fizeram Marcelo Déda sofrer e se humilhar', afirmou (o governador em exercício)”.
Coincidência? Não prezado público, apenas patifaria! O mesmo Jackson Barreto que em 1988 utilizou a morte da própria mãe para fazer propaganda eleitoral suja, detratando o então governador Antônio Carlos Valadares, condutor de sua cassação do comando da Prefeitura de Aracaju por “improbidade administrativa” – “Ele matou Dona Neuzice Barreto de desgosto”, dizia JB na TV –, agora abusa da combalida saúde de Marcelo Déda para tentar comover e emocionar a população, acusando o mais forte dos seus prováveis adversários em 2014 como causador do mal.
Pior ainda é observar um dado instigante: a boataria envolvendo a saúde do governador é corriqueiramente ativada pela rede de canalhices liderada por Jackson Barreto sempre em consonância com atividades proativas realizadas pelo senador Eduardo Amorim em finais de semana. Outra coincidência? Mais uma vez, a resposta é NÃO! De fato, para a tristeza de muitos petistas e pessoas apaixonadas politicamente por Marcelo Déda, as atitudes de Jackson Barreto induzem a concluir que ele intenta preparar o coração do povo, caso um final triste ocorra, para a campanha sentimental urdida pela marquetagem oficial.
Para a sorte dos sergipanos de boa fé, Deus parece colaborar para manter Marcelo Déda vivo, apesar das muitas mandingas que se espalham velozmente Sergipe afora. No fim de tarde, o chefe da Casa Civil, secretário Sílvio Santos, através do Twitter, desfez o boato. Informou que o governador estava em seu apartamento na capital paulista. Já o descolado jornalista Diógenes Brayner confirmou via FaxAju Online que ele inclusive havia solicitado uma torta de banana para comer. Marcelo Déda teria até lamentado o ocorrido, que convenhamos, decorre da pura irresponsabilidade do governo ao nada informar sobre sua saúde.
Enfim, que a população esteja alerta para o jogo sujo praticado pela comunicação governamental tão antecipadamente, dado que a campanha propriamente dita terá início somente em julho de 2014. Até lá, Sergipe conhecerá os métodos imundos usados por Jackson Barreto e corriola para fomentar no público o desejo de vingança, mote para a eleição que promete ser uma das mais bastardas da história.
Por David Leite | 27/09 às 23h25

INCOMODADO COM A PENETRAÇÃO DOS MEUS ESCRITOS,
JACKSON BARRETO RESOLVE ME PROCESSAR NA JUSTIÇA
Dizia um moralista francês do século 15 que “A falsa modéstia é o último requinte da vaidade.” Pois sem a tal da falsa modéstia, afianço: notícia melhor não haveria como a recebida no fim da tarde de quarta-feira passada, ao assinar um “Mandato de Intimação” entregue por um oficial de Justiça. O governador de Sergipe em exercício Jackson Barreto, incomodado com a penetração pública dos meus escritos, resolveu arguir-me ante um juiz, baseado em “alegações irresponsáveis, levianas, caluniosas e difamatórias”, conforme a ação judicial.
Não é a primeira vez que um político me processa por opiniões publicadas. Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho tentou e se deu mal. O deputado federal tomou um pito da Justiça, além de receber uma aula sobre o princípio democrático da liberdade de expressão. Jackson Barreto teria direito de buscar reparação, se supostamente tivesse eu inflamado, machucado ou deixado dolorido seu... ego de “homem do povo”. Na Justiça provarei como o passado linguarudo que lhe abunda a biografia e os fatos notórios sobre o seu modo de agir e fazer política foram cruciais para a formatação da minha opinião.
Que meu público leitor envolve mulheres e homens qualificados da sociedade, eu já sabia. Debato com pessoas da mais alta extirpe econômica, social e política. Recebo referências positivas (e negativas, obviamente) quando escritos alcançam grande repercussão. Não sou de afagar e comumente me utilizo do humor – nem sempre politicamente correto, admito! – para expressar o meu pensar. No entanto, jamais teclei meia linha em desavença com a verdade. Comento sobre atos e fatos do interesse público. Baseio-me em notícias de bastidores e nas publicadas pela imprensa. Ter o mandatário de Sergipe entre meus leitores aborrecidos, só me envaidece. Mas se JB não quer ser motivação de minha prosa – ou da de qualquer outro escriba –, sugiro que se retire da vida pública e busque a aposentadoria.
Antes de tudo, o papel da imprensa livre é informar e comentar notícias cuja repercussão afeta a sociedade. Muitos deram a própria vida para garantir às novas gerações essa prerrogativa constitucional. Jackson Barreto é um político que abusa do sentido da liberdade de expressão ao atacar adversários e desafetos. Diz o que lhe vem à língua sem mínimo pejo. Se o petardo é com ele, aí o danado estrebucha. JB lutou contra a ditadura militar, não deveria temer a dura verdade dita! Uma de suas queixas à Justiça: “Percebe-se igualmente (…) expressões... injuriosas, insinuantes e desonrosas, senão vejamos (e cita meu escrito): 'mesmo para um grande apreciador de terreiros de macumba...'” Bata-me um abacate, por favor!
Quem o conhece, não ignora que Jackson Barreto utiliza faz décadas os préstimos de uma famosa mãe de santo do bairro Santos Dumont (em Aracaju) para obter benesses “espirituais”, sabe-se lá de que ordem – e isso a mim não interessa! Vamos ao que interessa: o político católico, carola comedor de hóstia e andante contumaz em procissões meritórias da Igreja se arrepia todo, caso seja divulgada ao público sua obsessão por “trabalhos” afrorreligiosos – e ai de quem se atreva a fazê-lo! Tudo indica, o governador não quer que o eleitor mediano, católico ou evangélico, saiba que ele também reza e paga oferendas às entidades de terreiros...
O candidato governista à sucessão governamental também quer me impedir de dizer que ele “vai usar descaradamente o Erário para fazer politicagem”. Ora bolas... Tenha a santa paciência! Basta observar as últimas indicações de comissionados no Diário Oficial para constatar a existência de “servidores” ligados a políticos de cujo apoio Jackson Barreto tem se gabado. A lista é imensa e envolve gente que mora até noutros estados. Por isto, questionei antes e o refaço: imagine o que poderia acontecer aos cofres públicos sergipanos, se as chaves estão penduradas na arreata de JB? Foram necessárias apenas algumas poucas edições do Diário Oficial para que minha inquirição tivesse a devida resposta.
Dizia Otto Lara Resende: “A ação política é cruel, baseia-se numa competição animal. É preciso derrotar, esmagar, matar, aniquilar o inimigo.” Jackson Barreto leva a máxima do finado jornalista mineiro ao pé da letra – as palavras têm sentido figurado, data venia. Xinga e detrata com a serenidade de quem chupa um picolé de caju. Para ele, não há adversário honesto ou qualificado para um debate elevado, que aliás, jamais saberia fazê-lo. Jackson Barreto, incomodado com a repercussão pública de minha prosa, quer agora calar-me. Ato contínuo, exige minha prisão pelo crime de opinião. Sinceramente, só rindo...
Aguardemos a voz da Justiça!
Por David Leite | 24/09 às 14h38

JACKSON BARRETO É COMO GABRIELA:
NASCEU ASSIM... VAI SER SEMPRE ASSIM
“Cada um sabe a dor
E a delícia
De ser o que é...”
(Dom de Iludir, Caetano Veloso)
Hoje sei o valor da masturbação mental para iniciar uma boa conversa... Martin Heidegger, nazista juramentado e maior pensador metafísico do século passado, afiançava que “Nossa existência sai do abismo do nada e acaba no nada da morte”. Pensando bem, é fato – do nada para algo e do algo ao nada ser, no espaço de uma vida! Por que peste trago um assunto tão pouco degustável a este escrito político? Seria delírio filosófico? Nada disso... é por pura engambelação! A tal da masturbação mental: queria começar com algo terrificante.
Mirei no pé e acertei na testa... Disse ontem (vide escrito anterior) que a política linguaruda é regra para Jackson Barreto. Os exemplos são muitos... Mais um: por duas décadas, Albano Franco – ex-governador milionário, colecionador de beldades bem remuneradas – despertava no filho de Santa Rosa de Lima eloquente comichão verbal. Para não melindrar os demônios, vou omitir os adjetivos nauseabundos proferidos por JB em palanques ao definir o proprietário da Rede Cabaú de Notícias (atual TV Sergipe). Tudo mudou em 1998. Uma botija enviada por Albano Franco fez Jackson Barreto esquecer o abismo que supostamente os separava.
Como para Jackson Barreto tudo é possível, atitudes em contrário – bajulações à alma alheia – também existem. Não que possam valer alguma coisa num pleito seguinte! Na eleição de 2010, o então candidato a vice-governador de Marcelo Déda desbundava elogios a um dos candidatos a senador de sua chapa. Dizia o boquirroto Jackson Barreto acerca de Eduardo Amorim: “Conheci o deputado (federal)... no exercício do seu mandato. Quatro anos de mandato de... tenho certeza que Sergipe ganhou muito. Não tenho a menor dúvida que Eduardo Amorim, senador por Sergipe, será a voz do novo. Ele interpreta esse sentimento de mudança que nosso estado está vivenciando” (veja vídeo no link abaixo ou clique na imagem para ampliar).
Eis aqui uma inusitada contradição: hoje Jackson Barreto esculhamba Eduardo Amorim pelo mesmo motivo que o elogiava em 2010. Ele não tem a menor dúvida que a candidatura do senador à sucessão governamental será “a voz do novo... que interpreta esse sentimento de mudança que nosso estado está vivenciando”. Posto assim, fica fácil entender o desespero que o compele a detratar e maldizer o adversário. O comportamento rasteiro de Jackson Barreto seria, por assim dizer, uma canalhice filosófica que pode até dar samba. Do abismo do nada ao nada existencial. Como a Gabriela da modinha de Dorival Caymmi, Jackson Barreto nasceu assim, cresceu assim, é mesmo assim, vai ser sempre assim... Valei-me!
Por David Leite | 17/09 às 21h00

JACKSON BARRETO É UM SUJEITO GOZADO
Leio hoje a coluna do poético jornalista Jozailto Lima (Cinform; clique na foto abaixo para ampliar) e me desmancho em riso – não, o baiano sergipanizado não é um pândego, mas aqui e ali faz-se hilariante no manejo das vogais e consoantes. A primeira provocação casuística do texto do analista da política sergipana vem logo no título: “Eduardo Amorim já ABRIU a sucessão”. Motivo para o “desabrimento”? Ter o senador “aceitado o desafio” – nas palavras dele próprio – de ser o pré-candidato do PSC à sucessão governamental.
Eduardo Amorim estava na moita, tímido, como é seu modo de ser. Tanto que o povo ficou em dúvida se ele pretendia concorrer para descascar o maior abacaxi administrativo já produzido em toda a história de Sergipe. Prometida com pompa e circunstância pela turma dos bichos-preguiça em 2006 e renovada em 2010, a tal proposta de “mudança” vingou – para muito pior! Nosso pequeno estado vive um desgoverno. Ao “aceitar o desafio”, o senador certamente não ignora contra que tipo de adversário jeitoso vai guerrear.
Jackson Barreto brigou com meio PT para se impor como mandatário e o maior mérito de sua gestão – até agora – é ter cobrado dos bichos-preguiça ao menos fingir que trabalham, aparecendo vez por outra. O governador candidato está em campanha faz meses. Inaugura obrinhas quase todos os dias, conversa com políticos aliados e repasta com cabos eleitorais profissionais. Decolar que é bom, neca... Estacionou na terceira posição. Resultado: como nada tem a perder, pau na moleira do adversário...
Ao inspirado Jozailto Lima, Jackson Barreto classificou como “babaquice, uma maluquice, uma falta de assunto e vontade de querer ocupar espaço” a decisão de Eduardo Amorim de “aceitar o desafio” de derrotá-lo nas urnas em 2014. No jargão da patuleia, o cabra “pegou ar”. O senador parece ter o poder de “anestesiar” o candidato em exercício – certa feita, o danado disse que, fosse mesmo pleitear a governança, Eduardo Amorim não lhe faria “nem cócegas”; agora, diz que o senador é “um político vazio, oco...”
O nível da campanha governista está posto! Não se enganem, Jackson Barreto apela à baixaria e ao xingamento por desconhecer outro discurso. O candidato tem pendor declarado pelo canalhismo eleitoral. No passado, o hoje aliado senador Antônio Carlos Valadares foi acusado por JB de levar sua mãe a óbito – “de desgosto” – ao cassar-lhe em 1988 (por... afanar os cofres públicos) o mandato de prefeito de Aracaju. A política linguaruda é regra para Jackson Barreto!
Mas como eu dizia, o texto do poeta jornalista me levou às escâncaras. Não porque seja embromoso, pelo contrário. O motivo da minha galhofa é que imaginei a cara de tirado a esperto de Jackson Barreto, ao receber a notícia de que Eduardo Amorim decidira-se por encarar a disputa eleitoral. Penso que JB deve ter caído na gargalhada e quem sabe até repetido para quem o rodeia o bordão do “não faz nem cócegas!” Apenas uma correção: quem ABRIU mesmo, Jozailto Lima, foi Jackson Barreto! Há anos... Ops!
Aliás, pensando bem, confesso que agora finalmente “captei” o motivo para a reação boquirrota de JB contra seu proeminente adversário. No fundo, lá bem no fundo, o “nosso governador é um sujeito muito gozado... Bem gozado!
Por David Leite | 16/09 às 17h50

A DICOTOMIA QUE ABALA ANA LÚCIA MENEZES:
ELA É SITUAÇÃO OU OPOSIÇÃO – OU NADA DISSO?
A vida parlamentar não tem sido fácil para a professora Ana Lúcia Menezes. A fundadora do PT nunca imaginou quão difícil seria ser vidraça... Hoje na Alese pude acompanhar mais um debate entre a deputada petista e o líder da oposição Venâncio Fonseca. Não entro no mérito da discussão – tratavam sobre o reajuste dos professores! Prefiro ir direto ao ponto: o maior dilema de Ana Lúcia Menezes reside na dicotomia entre a deputada representante do sindicalismo trabalhista e a deputada governista, petista de carteirinha.
A ambiguidade abala o bem-estar político da “sindicalista”, cujo partido é governo e criou a maior esculhambação ao desmontar a carreira do magistério. Não pagar o piso nacional do professor é pinto perto das perdas oriundas da falta de critérios para avançar na profissão de professor da rede pública estadual. Minha dúvida é: Ana Lúcia Menezes teria coragem de criticar o próprio partido no horário eleitoral gratuito, para atender as queixas do Sintese? O PT a deixaria proclamar-se “independente” e promover a autocrítica?
Fundado para ser um sindicato dedicado à defesa do magistério e da causa da educação, o Sintese é hoje uma sucursal dos interesses cartoriais corporativistas e espécie de comitê eleitoral de petistas enfronhados na categoria. Nunca teve papel relevante na condução do processo educacional sergipano. Almejou mudar esse quadro com a ascensão do PT ao governo. Tomou ferro! Ana Lúcia Menezes é a estrela “sindicalista” mais vistosa. Espécie de “presidenta” de honra do clube, ela determina, manda e desmanda. Nada contra, se parte dos associados concorda com a política do morde-e-sopra que a deputada pratica com desenvoltura ímpar...
A questão é: como Ana Lúcia Menezes consegue diluir conceitos tão difusos e distintos – situação e oposição? Talvez a deputada professora seja uma atriz ainda aguardando para ter seus dotes interpretativos descobertos. Talvez – e não vejo outra explicação mais plausível – utilize a categoria como massa de manobra para ajeitar seu caminho e punir desafetos. Vejamos: no ano passado, Ana Lúcia Menezes convenceu os colegas de parlamento a arquivar o reajuste de 6,7% proposto pelo governo. Alegava que era uma piada de mau gosto com os professores. Agora, com a cara mais serena do mundo, pede que a Alese aprove o reajuste de 7,8%. Como bem inquiriu mais cedo Venâncio Fonseca, “qual é o ganho”? Ana Lúcia Menezes até que tentou ser didática na explicação. Não convenceu a ninguém!
Está na cara que a Alese entrou numa esparrela cujo objetivo era ferrar a imagem pública de Marcelo Déda, autor da primeira proposta. A oposição fez seu papel... O Sintese era um “detalhe”... E agora? Ana Lúcia Menezes teria mancomunado-se com Jackson Barreto só para dar um troco ao PT? Pode até ser que não, mas ao que tudo indica, encontrou “a” oportunidade de bandear-se para o lado de quem hoje governa e não encontra muito afeto entre os aliados do governador licenciado. Esperteza? Aposto mais no “instinto de sobrevivência”, comum a todos os animais da Terra. Neste caso, uma acurada sobrevivência política...
Ana Lúcia Menezes nunca mereceu dos caciques petistas qualquer prestígio. Deputada estadual mais votada da história do PT de Sergipe em 2002, com 20.274 votos, bateu 30.021 votos em 2006. Com o PT no poder, sequer palpitou sobre educação. O eleitor ficou na dúvida sobre o protagonismo da pedagoga, e em 2010 lhe conferiu exatos 20.000 votos! Reeleger-se uma vez mais parece tarefa hercúlea, sobretudo porque o governo do PT já naufragou. A bola da vez é o PMDB de Jackson Barreto e corriola. Quem duvidar que o aguarde...
A tal dualidade de Ana Lúcia Menezes pode até causar angústia na professora deputada, petista de carteirinha. A “sindicalista” pode até sofrer e remoer-se em náuseas com tanto desprezo vindo do governo que ajudou a eleger e reeleger... Mas por enquanto, o choro da descolada política dupla-face parece apenas coisa de novela televisiva, destinada a entreter uma plateia nem sempre muito atenta ao mundo real!
Por David Leite | 10/09/2013 | 20h38

COM ANDRÉ BARROS, GILMAR CARVALHO
PROVA QUE SERGIPE É UMA GRANDE PIADA
A dupla “de dois” formada pelos jornalistas André Barros e Gilmar Carvalho estreou um programa de vídeo há duas semanas na internet. Beldades à parte, a iniciativa é muito interessante. Hoje mesmo, encontrei o jornalista Ivan Valença na ala reservada à imprensa na Alese e o cutuquei – no bom sentido! –, perguntando quando faria a resenha desse “filme”. Foi enfático: “Deve ser uma beleza...” O vetusto colega nem viu, mas já gostou...
Quem também iria gostar de assistir ao “NETV” seria o finado líder político itabaianense Chico de Miguel. Consta do anedotário uma rixa do esquentado “coroné” com Gilmar Carvalho, então noviço apresentador numa emissora de rádio serrana. O jornalista batia todo santo dia. Os cupinchas não deixavam por menos, cobrando de Chico de Miguel a “solução definitiva” – geralmente, o cabra costumava resolver problemas com o revólver na cintura.
Uma manhã quente, após muitos queixumes da patuleia, o “coroné” resolveu agir. Ligou para o programa de Gilmar Carvalho, que prontamente o pôs no ar. – A que devo a honra?, questionou. “Sujeitcho, o povo anda dizeno qui tu fala mal deu. Nem ligo... e sabe pru quê? Pruque tu é repórti de rádia, e o povo num te vê. Bunitu como tu é, já pensou se tu fosse repórti da televisão? Aí ia sê uma disgraça”, sapecou o velho rabugento.
Agora no Céu dos “coroné”, onde certamente passeia com nosso Senhor, por ter sido uma alma decente, Chico de Miguel deve rir de chorar com Gilmar Carvalho ao lado de André Barros (este de madeixas tingidas de negro graúna) – o CãoCão prefere a cor acaju, pra encobrir o branco que lhe abunda os pelos revoltos! Os dois tratam de temas... sérios. Contudo, como não gargalhar, pensando na assertiva do velho sisudo? Explico: os óculos escuros de Gilmar Carvalho e a camisa cor-Sim, cor-Não escondem sua “beleza”... (detalhe: o Botox aplicado no danado não deu certo!).
Porém, como disse mais acima, a iniciativa é boa... e espero que vingue! Gilmar Carvalho falou muito mal de André Barros quando este sofria agruras judiciais advindas da sua passagem retumbante pela Secretaria de Comunicação, no governo de Albano Franco. O camarada passou uma borracha na querela e deixou o passado para trás. Agora, temos uma dupla “de dois”, juntinhos feito siameses, comentando a vida política local. Ai, ai...
Aliás, momento hilário do programa exibido ontem é quando André Barros oferece o número de telefone do “NETV” para o público “interagir” com os apresentadores e Gilmar Carvalho diz que, através do tal número, os cobradores do colega (presumo que devem ser muitos, pelo visto...) também podem lhe “cobrar”, e completa cachorramente que só não sabe “se vão receber”. Faz sentido... É mais uma prova de que o “jornalismo” em Sergipe, além de tudo, ainda pode ser uma formidável piada!
Enfim, não percam esse “filme” humorístico! Como supôs Ivan Valença, é mesmo “uma beleza”... você verá!
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Por David Leite | 04/09 às 15h25
Veja com os próprios... olhos!

>> Imprensa Censurada <<
ÓDIO ENTRANHADO E INTERESSES POLÍTICOS
DERRUBAM O JORNALISTA CARLOS FERREIRA
A história é longa. Tentarei resumir ao máximo. O jornalista Carlos Ferreira estreou na segunda-feira 19 o programa “Espaço Livre” na Rádio Atalaia AM, atendendo ao convite do arrendatário da emissora ex-deputado pastor Daniel Fortes. Substituía o radialista Flávio Vieira, afastado após comprovadas denúncias de graves desvios éticos (leia abaixo OS TARADOS JÁ ESTÃO CAINDO! ENQUANTO ISSO, A SERPENTE FICHA SUJA ESPERNEIA...).
O experiente jornalista e radialista Carlos Ferreira, com mais de 35 anos ao microfone, durou apenas uma semana e um dia no novo posto. Na terça-feira, ele recebeu o aviso de que estaria fora da programação já nesta quarta-feira (ontem). Pelo Twitter, comentou: “Hoje a censura calou a democracia do rádio. Francamente!” O destino dele foi selado ainda na manhã do primeiro dia de trabalho. O alto comando do Sistema Atalaia de Comunicação, concessionário da Rádio Atalaia AM, recebeu pressões e de imediato acionou o pastor Daniel Fortes.
A conversa com o arrendatário foi sem rodeios: “Esse rapaz (Carlos Ferreira) não vai dar certo! É a cara do (empresário) Edivan Amorim. Foi colocado nessa rádio para bater no governo estadual.” De pronto, Daniel Fortes ponderou que não aceitaria a demissão do apresentador e, caso ela fosse efetivada, estaria caracterizada a quebra de contrato entre as partes. Assim, a responsabilidade direta seria do Sistema Atalaia de Comunicação: além da multa rescisória de 66 mil reais, a emissora daria mais trinta dias (sem ônus) ao pastor a fim de encerrar o contrato e dispensar sua equipe.
Na quarta-feira 21, uma nova reunião foi convocada pelo concessionário. Para surpresa dos diretores presentes, Daniel Fortes chegou acompanhado de Carlos Ferreira – o jornalista acabou permanecendo no recinto. O clima ficou quente quando Walter Franco reclamou da falta de aviso prévio sobre quem seria o apresentador do programa e ouviu como resposta que seu filho Augusto Franco Neto havia sido comunicado antecipadamente. “O senhor está mentindo!”, insinuou o empresário. “Sou um pastor, o senhor me respeite. Sou um homem honrado, não costumo mentir. Falei, sim, e tenho provas”, retrucou o pastor.
Como qualquer raposa velha, Walter Franco tinha um trunfo. Ele vinha sendo pressionado por agentes ligados ao governador em exercício Jackson Barreto. Também havia recebido ligações do irmão do senador Antônio Carlos Valadares, Zé Valadares, ex-prefeito de Simão Dias. O primeiro ameaçou com o corte de verbas governamentais ao Sistema Atalaia de Comunicação. O segundo, com o cancelamento do apoio político na sua região – o empresário pretende disputar uma cadeira na Alese em 2014. Num encontro particular após a reunião citada acima, Walter Franco reiterou sua decisão a Daniel Fortes, alegando que o contrato de arrendamento cobria apenas 21 horas do dia. Nas três horas restantes, mandava o concessionário.
O temor de Jackson Barreto estava fundado na veemência e na seriedade de Carlos Ferreira. Como jornalista acreditado e pautado pela verdade, tem sido um crítico incansável da inação do governo, sobretudo no setor da segurança – ele foi assessor da SSP por um período. Por seu turno, Zé Valadares contraiu ódio mortal pelo jornalista quando este optou por deixar a sua Tropical FM em Simão Dias para apresentar um programa diário na Rádio Ilha AM em Tobias Barreto, ligada a Edivan Amorim. A derrota na tentativa de reeleger-se prefeito de Simão Dias no ano passado para o candidato apoiado pelo empresário agravou a ira.
Sem forças para contrapor a letra fria do contrato e incapaz de demover o concessionário, Daniel Fortes se viu entre a cruz e a espada – por deferência pessoal de Walter Franco, desde o início do arrendamento coube a ele indicar o apresentador do horário jornalístico, que vai das 06h00 às 09h00. A decisão estava posta: se insistisse em manter Carlos Ferreira apresentando o programa “Espaço Livre”, o pastor iria enfrentar a guarnição jurídica do Sistema Atalaia de Comunicação, com prejuízo previsível para o trabalho evangelizador realizado por ele ao longo do  dia na emissora. Não deu outra! Carlos Ferreira subiu ao cadafalso ontem, como a mais nova vítima da ingerência política nos meios de comunicação sergipanos.
Através do Twitter, Carlos Ferreira comentou: “Os amigos do poder pediram minha saída à direção da empresa. O pedido foi aceito. Querem um pistoleiro intelectual. Não sou. Os poderes não suportaram um programa independente, sem subserviência”. O presidente do Sindicato dos Radialistas de Sergipe Fernando Cabral disse que vai convidar a emissora a esclarecer o motivo para afastar Carlos Ferreira, a fim de evitar especulações. “Somos contrários a qualquer censura. Queremos ouvir a direção da Rádio Atalaia AM”, completou.
Conversei com Carlos Ferreira ontem de manhã. Estava tranquilo e cheio de planos. Perguntei se teria algo a declarar sobre o episódio: “Gostaria de pedir desculpas ao povo de Sergipe por certa feita ter declarado durante uma coletiva à imprensa no Palácio do Governo que o empresário Walter Franco era um democrata, que prezava a liberdade de imprensa. Agradeço a Deus a oportunidade de descobrir que eu estava errado e poder agora me desculpar com a opinião pública por ter feito um comentário completamente fora da realidade”.
Nesse ambiente onde o jornalismo sério tem perdido espaço para os conchavos politiqueiros e mantenedores entre governos, “profissionais” da comunicação social e concessionários, fica impossível expor a verdade nua e crua, essência do exercício da imprensa livre! Além de intelectualmente desestimulante, a cultura da “opinião bovina” imposta pelo PT – e agora referendada por Jackson Barreto – acelera a morte do radiojornalismo em Sergipe. Nada é mais sem vergonha do que a opinião comprada travestida de opinião isenta. Nada pode ser mais imundo (e deletério à democracia) do que o esforço para sufocar o contraditório!
Lamentável... A Carlos Ferreira minha solidariedade!
_________________________
Por David Leite | 29/08 às 15h16

CHOROSA, A DEPUTADA GORETTI REIS FALA
COM PROPRIEDADE SOBRE “POLITICAGEM”
Eis pois que o buraco é mais embaixo... Aliás, como afiançou o famoso filósofo chinês do século VII a.C., Lao Tsé, a quem se atribui a autoria do “Tao Te Ching”, obra fundadora do Taoísmo, “Aquele que tudo julga fácil, encontrará muitas dificuldades”. Hoje no rádio, chorosa, a secretária de Saúde de Aracaju finalmente admitiu: “Temos tido muita dor de cabeça à frente da secretaria”.
Interessante também foi a afirmação de que o seu “perfil de administração” não permite espaço para a “politicagem”, a maior piada contada neste ano por uma autoridade pública. Quando o prefeito João Alves Filho efetivou Goretti Reis no comando da SMS, não o fez por outra razão senão a... politicagem – para ela, os cargos poderosos destinados a aliados seus; para ele, os votos de Lagarto; e de lambuja, ainda os votos de Ribeirópolis, com o suplente de deputado Antônio Passos empossado.
O motivo para Goretti Reis se lastimar de manhã cedo seriam as cobranças de certos “privilégios” por parlamentares supostamente aliados. A deputada apelou: “O prefeito João Alves Filho pode ficar à vontade (para substituí-la), caso esteja recebendo pressão de vereadores (que dela reclamam).” Um dos edis acusados de solicitar no gabinete da secretária a marcação de exames e consultas em postos de saúde, “furando a fila”, Agamenon Sobral desafiou a gestora: “Prove que lhe fiz um pedido indecente...”.
Considerado por colegas de parlamento como “atabalhoado”, o vereador se destaca pelo comportamento “agressivo”. Pode até ser encaminhado para julgamento no Conselho de Ética. Mas a prática de fazer pedidos diretos aos secretários, para atender eleitores, não faz de Agamenon Sobral um indecente, como Goretti Reis tentou pintá-lo. Afinal, a secretária atende a inúmeros pedidos semelhantes todos os dias, oriundos inclusive do Gabinete do prefeito.
O problema de Goretti Reis remete àquela frase lá de cima, sobre achar tudo “fácil”. Tanto a ilustre deputada quanto o descolado prefeito João Alves Filho intuíram estar plenamente “iluminados” com o saber celestial, para resolver rapidamente os mais de 30 anos de desmandos, patifarias, corrupção e locupletação promovidos pela turma da esquerda. Obviamente, somente agora dão-se conta da colossal esculhambação deixada pelos que nunca se dedicaram a administrar com seriedade. Não há como agradar a todos!
Pensasse um pouco menos na própria reeleição e se dedicasse de corpo e alma à gestão da Secretaria de Saúde; fosse corajosa para se livrar da cambada militante ligada ao PT e agregados que ainda mantém na SMS; tivesse menos arrogância para se julgar capacitada e, mais das vezes, fosse menos indisciplinada com quem ajudou a transportar o andor eleitoral de João Alves Filho em 2012, talvez – mas somente talvez! –, quem sabe, a deputada Goretti Reis pudesse sair da arapuca na qual agora se debate, lacrimejosa...
Como disse Lao Tsé, “Aquele que tudo julga fácil, encontrará muitas dificuldades”. Que fique a lição para os demais da raça... que se julgam também muito espertos! Não é, José Carlos Machado?
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Por David Leite | 13/08 às 15h30

JOSÉ CARLOS MACHADO É UM CABRA IMPOTENTE
E DOUTOR ROGÉRIO CARVALHO A “BOLA DA VEZ”
A democracia, “o pior dos regimes, fora todos os outros”, como diria Winston Churchill, permitiu o retorno ao poder de um político tido pelo petismo como morto e sepultado, após as muitas tentativas de sufocá-lo. João Alves Filho, tal como o pássaro da mitologia grega, ao “morrer” politicamente teria entrado em autocombustão e, passado algum tempo, renasceu das próprias cinzas. Ao lado da fênix democrata, o leal José Carlos Machado, amigo do prefeito de Aracaju desde a época da faculdade. Lá se vão quase 45 anos de convivência...
Diariamente, João Alves Filho enfrenta um dilema crescente. Imaginou que seria fácil, por causa da experiência anterior – foi alcaide entre 1975 e 1979, nomeado pela Ditadura Militar –, dar solução aos acachapantes problemas da capital sergipana, após 30 anos de gestões atabalhoadas, desprovidas de projetos sérios e afeitas somente às facilidades financeiras advindas do poder emanado pela caneta do prefeito, espécie de supersíndico. O democrata descobriu-se diante de um desafio monumental, caracterizado pelo “varejo”!
Não é tarefa fácil tentar superar a impotência/inapetência que afundou a prefeitura, sobretudo nos últimos 12 anos (de espertezas com contornos cada vez mais extraordinários – que o digam os próceres da construção civil). A paciência do povo se esvai... São tantas as mazelas encontradas que ou se promovem mudanças positivas já ou a imagem pública de João Alves Filho chegará ao final do ano arrombada, em prejuízo imediato ao projeto político que efetivaria o vice-prefeito de Aracaju no cargo hoje ocupado pelo Negão.
Ao vice-prefeito foi delegada a tarefa de tocar o dia a dia típico de uma gestão municipal, enquanto o Negão trata do macro, uma aptidão “natural”. José Carlos Machado contudo, apesar de bastante imiscuído no “varejo”, vê-se impotente para dar celeridade e até um certo rumo à administração. Para piorar, tem demonstrado inquietação com a falta de “profissionalismo” e a demência de alguns secretários e assessores diretos. Não era para menos, diante do inequívoco erro estratégico de manter nos cargos “técnicos” vermelhos de carteirinha.
Com justeza, agora José Carlos Machado cobra uma ajudinha do deputado federal Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho – a quem, frise-se, ele “não acusa de nada”. Quer que o petista use o prestígio supostamente mantido junto ao ministro da Saúde Alexandre Padilha, para desatar alguns nós. Nos últimos dias, com sua peculiar cara de pau-brasil, o ex-secretário de Saúde fez incursões por microfones matinais explicando como melhorar o serviço que ele fez naufragar com perícia, para, politicando com a saúde alheia, chegar à Câmara dos Deputados.
Por inúmeras razões, cabe ao Doutor Rogério Carvalho colaborar para diminuir a esculhambação promovida por ele e equipe, cuja influência na Prefeitura de Aracaju perdura ainda hoje, mesmo sob a batuta do arquirrival João Alves Filho. O melhor exemplo é a presença da esposa do ex-prefeito petista de Propriá Paulo Brito, enfermeira Tina Luíza Cabral – também militante do PT e cupincha do Doutor Rogério Carvalho, por quem foi indicada –, no comando do Núcleo de Controle, Avaliação, Auditoria e Regulação (Nuccar), função mais importante na estrutura da Secretaria Municipal da Saúde, depois do cargo de secretário.
Vejam a que ponto chegamos: pela força política que ainda detém na prefeitura democrata de Aracaju, a estrela do PT Doutor Rogério Carvalho é agora o fiel da balança e, pasmem, está sendo requisitado pelo vice-prefeito para dar “uma força” à gestão. Pode não ser lá muito conveniente, politicamente falando. Mas que é engraçado, isso é... Muito, aliás!
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Por David Leite | 12/08 às 18h05