RATOS DE REDES SOCIAIS: VAMOS EXTINGUIR ESTA PRAGA
Ou: “Agente tamém sabemo xafurdar na lama, çi for pressizo”...

Por David Leite | Sexta-feira, 05/04/2013 | 10h50
Nos últimos anos tenho dedicado meu tempo livre ao estudo dos novos fenômenos da comunicação – as redes sociais na internet – e sua influência na sociedade, sempre tão displicente quanto a manipulação de ideias e conceitos.
O uso intensivo do rádio e posteriormente da televisão para causas políticas teve seu tempo áureo – vide Segunda Guerra Mundial (dr. Paul Joseph Goebbels) e embates eleitorais inesquecíveis, como aquele entre John F. Kennedy e Richard Nixon, em 1960. Hoje, o palco político, a nova arena de disputa para consquistar votos e adeptos é a internet, por meio do Twitter e do Facebook.
Sem mais delongas, vamos ao que interessa. Quando estive adjunto da Comunicação na gestão de João Alves Filho (2005/2006), convenci um reticente César Gama, titular da pasta, a mandar para o quinto dos infernos nossa turma de ratos de rádio, mantidos até então. Foi o contributo para tentar extinguir uma praga vezeira de opinar sobre qualquer assunto com “independência”.
Mas que independência, se eram pagos por nós para nos defender quando atacados pelos radialistas de plantão e por adversários, fosse pessoalmente ou através dos seus ratos de rádio? Que credibilidade pública podiam ter se eram até identificáveis, havendo inclusive um rodízio para não marcar as vozes? Ao assumir o governo, Marcelo Déda achou por bem reativar o ninho e eis que os ratos de rádio voltaram com força ainda maior, daquela feita com uma missão específica: detonar o ex-governo.
Não houve um único dia nos anos de 2007 e 2008 (eleitoral) em que o Negão não fosse lembrado como causador das maiores mazelas perpetradas contra Sergipe, a Administração Pública e, sobretudo, o Erário. João Alves Filho foi alvo da mais insidiosa e patife campanha contra um político sergipano na história recente.
Com o advento da internet e suas poderosas redes sociais que agregam sobretudo a juventude e os adultos mais descolados, surgiu uma nova modalidade de detratores da moral alheia e disseminadores de conteúdo político negativo destinado a adversários: os ratos de Twitter e Facebook.
Reconhecer um desses murídeos é fácil demais: geralmente são jovens, posam de estudantes, de independentes, de desinteressados e, acima de tudo, de politicamente engajados. Porém, todos esses atributos se misturam ao esgoto da política, com essa gente sendo remunerada para realizar o trabalho sujo.
Os exemplos de ações pútridas patrocinadas por políticos são muitos, sobretudo quando estes estão no poder. Na ânsia de esconder do eleitor os ataques pérfidos contra seus adversários – muito por causa da falta de coragem para fazê-lo frente a frente, porque macaco velho sabe em que cipo se balança –, contratam os serviços dos murídeos de redes sociais, muitos a peso de ouro.
Toda expressão do cidadão comum é bem vinda, porquanto ele é de fato o verdadeiro “dono” do poder, sendo os políticos apenas representantes do povo. Assessores remunerados ou não, por seu turno, são de pronto reconhecidos pois se identificam e, assim, emitem opiniões com o selo, a cara do político a quem representam. Os ratos de redes sociais, não! Assim como os ratos de rádio, fingem que são independentes. Contudo, fazem um jogo imundo, usando do oportunismo dissimulado, cujo o fito é engambelar trouxas e desatentos.
Noutras partes do mundo civilizado, os ratos de rádio foram banidos. Entretanto, a praga dos murídeos de redes sociais está disseminada no planeta inteiro onde o acesso a internet é livre. Caberia então aos políticos e seus assessores conscientizarem-se da necessidade urgente – ao bem da política e da própria classe dos políticos – de jogar limpo e obrigar aqueles a quem contratam (e são remunerados para tanto) a se identificarem publicamente. O cidadão comum, o eleitor, o consumidor de opinião não pode mais ser enganado.
Hoje trabalho para o PSC – assim como por 17 anos servi ao Democratas – e não escondo isso de ninguém. Minhas opiniões são públicas. Mantenho este espaço pessoal para discutir política, mas busco sempre elogiar ou criticar com responsabilidade, tendo a verdade como arma primeva e da qual nunca me desvencilho. Causaria-me espécie, portanto, ver (por exemplo) políticos “prestando solidariedade” a assessores que se dizem “perseguidos por aqueles que são contrários a liberdade de expressão”, se este fosse um caso real.
Batam-me um abacate com mel, por favor. Liberdade de expressão? Uma ova. Teriam de ter vergonha na face de carranca... Agora, suponha que um cabra banque ratos de Twitter, empregue-os através de outro poderoso numa secretaria qualquer, dê-lhes a função de detratar o adversário, o adversário vá à Justiça para acabar com uma palhaçada, por exemplo; daí a Justiça lhe dê ganho de causa e mande parar com a esculhambação, e os canalhas ainda receberem a solidariedade pública do mandante – o coautor! Seria, convenhamos, uma santa cara de pau...
Eis o clima em que se vive atualmente em Sergipe, com todas as possibilidades que daí advêm, conforme exemplifiquei na suposição acima. O cidadão que se alerte para não ser enganado! Mas fica o aviso, parafraseando o impagável Stanislaw Ponte Preta, nosso querido Sérgio Porto: Restaure-se a moralidade ou nos locupletemos todos! “Agente tamém sabemo xafurdar na lama, çi for pressizo”...

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PS: Informo, para qualquer fim, que o pensamento exposto acima é de minha total responsabilidade e em nada coaduna com a opinião nem do PSC e muito menos de qualquer um dos seus líderes em Sergipe ou em qualquer outro estado do País. Trata-se de uma manifestação pessoal e restrita deste escriba!

Amigas e amigos, o desmentido de Marcelo Déda...
A VERDADE SEMPRE APARECE - DOA A QUEM DOER
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ANDRÉ MOURA, BABÁ DE MARCO FELICIANO?
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Por David Leite | Terça-feira, 02/04/2013 | 15h55
Ai, ai... Como diria minha Santa Vó Dona Caçula, pimenta no fiofó dos outros é refresco. Esse tal de Marco Feliciano não perde a chance de provar que é ainda mais sem-noção do que afiançam seu alegres adversários, a exemplo do deputado Jean Wyllys, outro paquiderme intelectual cuja estranha mania – algo abjeto, aliás – é tratar como inimigas as pessoas que dele discordam.
Não é que no final de semana o idiota, durante um ato religioso, comparou ex-membros da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, que ora preside, ao próprio Lúcifer? Pessoalmente, penso eu, Marco Feliciano já teve seus procurados 15 minutos de fama. Sim, antes que eu esqueça: tem até um Jô Soares e uma Marília Gabriela agendados!
Todos sabem da minha posição a favor da democrática – por causa do rito legal – permanência do deputado-pastor na CDHM. Mas convenhamos, aquele tagarela nauseabundo não ajuda. Hoje, obrigado pelas circunstâncias, um constrangido André Moura, líder do PSC em Brasília, disse que a fala do pastor causa “preocupação” na bancada. Contudo, voltou a insistir, a decisão de renunciar ao cargo na comissão é “exclusividade” de Marco Feliciano.
André Moura disse ainda não haver mais nada que a liderança do PSC possa fazer sobre o caso, “situação que deixa a todos (os parlamentares do PSC) incomodados”. As declarações do deputado-pastor, na visão do líder, fizeram a coisa tomar proporções maiores, que fogem da alçada da bancada e da liderança.
Trocando em miúdos, o imbróglio Marco Feliciano – mesmo a contragosto de certo radialista sergipano, não é George Magalhães? – terá que ser resolvido pela Executiva Nacional do PSC e pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, não mais por André Moura, que exauriu suas atribuições como líder de bancada.
Na verdade, sabe caríssimo George Magalhães, o que eu queria mesmo era que André Moura fosse babá do deputado Marco Feliciano, como foi Dona Filó lá em casa... Bastava umas palmadas bem dadas e a bagunça estava resolvida!  

CARLOS CAUÊ, AS BANANAS E O BANANAL

Por David Leite | Terça-feira, 19/03/2913 | 10h55
É um tédio comer banana pela manhã – ou a qualquer hora! Meu pai, Seu Ricardo, adora uma bananinha madura batida com mel e salpicada de limão. Prata, preferencialmente. Lá em casa nunca passamos fome. Mas confesso: banana talvez só caia bem numa vitamina – leite, chocolate, maçã, mamão...
Muita gente costuma dar uma banana quando a situação assim o requer. O gesto de apontar o cotovelo para o interlocutor. O secretário de Comunicação Carlos Cauê é apreciador de bananeiras. Tem várias delas plantadas no jardim de casa. Ele também adora Paris! Mas quem não adoraria? Não sei se os franceses gostam de banana. Sei apenas que muito do que fazemos vem do inconsciente.
Depois de mexer e remexer em cacholas de todo tipo, tamanho e padrão, o neurocientista britânico do University College em Londres Chris Frith concluiu: “Cerca de 90% do que nosso cérebro faz nunca chega à consciência.” Somos guiados pelo inconsciente.
Aliás, o “inconsciente freudiano” – o tal armazém de memórias e fantasias sexuais acessáveis pela psicanálise – seria uma grande balela, isso porque a mente subliminar estaria interconectada e influenciaria nosso pensamento racional o tempo todo.
Carlos Cauê é poeta de humores. Nunca li nada de sua lavra sobre bananas e bananeiras. Sei somente que a WG Produções fatura algo como 90% de toda a verba de produção da Comunicação. Cascas de banana no caminho: todos sabemos onde despacha o secretário, mas no Facebook ele diz “trabalhar” na WG Produções (veja foto, clique para ampliar).
Vejam o que é o inconsciente! Somos todos uns bananas... Claro que Carlos Cauê jamais trabalhou na WG Produções. Por lá – talvez! – ele só plante e colha... bananas. Talvez, talvez...

CLÁUDIO NUNES É MUITO ESPERTO, NÃO DUVIDEM

Por David Leite | Sexta-feira, 15/03/2013 | 10h15
Quisesse um dia ser eu um cara esperto, mirar-me-ia em Cláudio Nunes, aquele comentarista político do Portal Infonet. O danado jornalista dorme e acorda pensando numa maneira de transmutar o realismo fantástico governista à real realidade: o factual... Certamente, não é uma tarefa fácil – nem para qualquer um!
Ensinam os mestres que o Realismo Fantástico – proeminente escola literária do século XX – tem sido considerado por muitos estudiosos como a resposta da América Latina à Literatura Fantástica da Europa. Alguns professores também o tratam por outros nomes como Realismo Mágico ou Realismo Maravilhoso.
O Realismo Fantástico expõe personagens com intuição e previsões como sentidos humanos natos, pelos quais elementos mágicos surgem em meio a história e não têm necessariamente explicação plausível. A noção de tempo também é distorcida: o presente pode se repetir por muitas vezes. A fantasia e o real se fundem ao cotidiano com elementos inusitados que no contexto fazem parte da história. No meu pensar, Gabriel García Marquéz (ganhador de um Nobel de Literatura) e Jorge Luís Borges são os maiores escritores do gênero.
Antes que me atirem pedras, afianço: longe de mim querer comparar a estética sintática de Cláudio Nunes à estatura dos criadores de “Um general em seu labirinto” e “Ficciones”. Ou mesmo querer agregar valor literário aos escritos do analista político. Não! Trata-se apenas da justaposição explícita do uso da técnica de distorcer a realidade factual com o fito de envernizar o entalhe carcomido.
No poslúdio de “Do legado rico da honestidade”, sua análise de hoje, o diarista da Infonet diz – volto comentando acerca mais abaixo:
“O maior legado do governador Marcelo Déda não serão as dezenas de obras de pequeno e médio porte construídas em todos os municípios. Não serão as rodovias construídas e recuperadas. Não serão as duas pontes – Joel Silveira e Gilberto Amado.
O maior legado do governo Déda não precisaria ser ressaltado se o Brasil fosse um país sério, porque é uma obrigação. O maior legado do governo Déda até a oposição reconhece: o zelo com o dinheiro público.
O legado deixado pelo governador Marcelo Déda é de que os recursos públicos podem ser aplicados com transparência, compromisso e respeito.
E como bem escreveu William Shakespeare: "Não há legado mais rico que a honestidade.”
Comento: observem o estandarte mágico da moralidade incontestável, do ilibado acima de qualquer suspeita, do praticante que faz e acontece... Ainda bem que Cláudio Nunes não acredita no que a propaganda do governo do PT afiança serem “grandes obras”. Ele as caracteriza com os adjetivos realísticos: “de pequeno e médio porte”. Seria vexaminoso, mesmo para alguém como ele...
O realismo fantástico que mescla um mundo abstrato ao cotidiano das pessoas comuns surge na pena de Cláudio Nunes na designação do que define como o “maior legado do governo Déda”, que até a oposição reconheceria: “o zelo com o dinheiro público.” Marcelo Déda pode não roubar e até pode não deixar que roubem, no entanto mantém distância galática do zelo com o Erário público.
Gastar mal é tanto ruim quanto roubar, pois tira do pobre a saúde pública que lhe mantém vivo, já que não pode usufruir das benesses dum Sírio Libanês. Não pagar a quem deve é trágico para a sobrevida dos pequenos e médios negócios, em prejuízo de operários e trabalhadores assalariados. O descumprimento da lei do piso nacional dos professores compromete o maior dos bens futuros: uma geração letrada e preparada para os desafios do emprego moderno! Entupir a máquina governamental de apaniguados do poder carcome o serviço público e limita investimentos.
O mundo real cobra as promessas de mudar para melhor feitas por Marcelo Déda na campanha de 2006 e referendadas na campanha de 2010. Gente de carne e osso, com sonhos a realizar. Sonhos simples, como ter segurança para ir e vir e a oportunidade de ver os filhos num trabalho digno! Gente que enxerga o óbvio perjúrio praticado por Cláudio Nunes quando faz a citação do barroco William Shakespeare – “Não há legado mais rico que a honestidade”. Um abstrato contexto (re)criado pela pena do jornalista.
Melhor seria recorrer a um clássico moderno, de um universo realmente fantástico – “Alice no País das Maravilhas!”, escrito por Lewis Carroll em 1865. Diz Alice: “Aqui parecem todos malucos”. Reponde o Gato Cheshire: “É verdade, eu também sou maluco… Completamente maluco.” Alice: “Eu não.” Gato Cheshire: “Claro que és. Se não fosses maluca, não estavas aqui...” Muito sensato!

NÃO BASTA SER GENTE, TEM DE SER ENGAJADO

Por David Leite | Terça-feira, 12/03/2013 | 11h40
O brado retumbante dos “politicamente corretos” chegou aos píncaros com a indicação do pastor Marco Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. O parlamentar não poderia presidir a comissão porque seria contra os preceitos básicos que esta defende.
Vejam o que é a vilania do oportunismo descarado. O fascismo modernoso não se opõe, como outrora, aos tipos diversos de liberalismos, socialismos ou democracias... Ao contrário, impõe valores supostamente “apolíticos”. O novo “fascismo social”, como outrora, usa de movimentos de massa para atacar as instituições democráticas e partidos políticos. Mas agora tem fortes aliados...
Não basta ser gente! É necessário também ser engajado. Não basta “Ser”, apenas... pois o rótulo de gay, negro, mulher... é imprescindível para sobreviver na selva de pedra – e ai de quem não tenha ao menos um deles! Observe-se que um quantitativo cada vez maior dessa gente estúpida está caindo numa esparrela. A opinião contrária virou crime, mesmo sem haver crime...
Ao ao ser eleito para a tal comissão, o deputado Marco Feliciano prometeu aos colegas realizar uma presidência colegiada com a participação de todos os grupos ali representados. De nada valeu a palavra dele – nem os instrumentos legais de que dispõem os demais membros da Câmara para impedi-lo de fazer valer apenas e tão somente a sua opinião! Santa danação...
O ser humano é mesmo um bicho desgraçado. Acaba sempre inventando uma forma de controle social das massas ignaras – e por consequência, do aparato do poder. Mas vejam: sem hipocrisia não há civilização. A maior das hipocrisias é negar a hipocrisia reinante, que se impõe como única e verdadeira. Marco Feliciano foi eleito por gente que concorda com seu pensar, não esqueçam!
Se antes o fascismo usava do corporativismo de Estado, através de um partido único e de sindicatos nacionais subordinados ao Estado para manter-se no mando, hoje se reinventa – além de todo o aparato citado, agregou à causa também parcela generosa da imprensa, com o papo furado do “politicamente correto”. O linchamento moral de quem não reza na cartilha é certo...
Tudo tem seu preço! O alto custo de dizer-se contrário ao casamento gay é ser considerado anti-humano, antissocial... – por mim, qualquer um pode casar-se até com um poste, se for da sua vontade! Vá dizer que o melhor movimento negro é o produzido pelos quadris da mulata... Ou que lugar de mulher é no sofá da casa, comendo pipoca em frente à TV. Me batam um abacate!
Espero sinceramente que os colegas de Marcos Feliciano não se acovardem. Hoje será discutida no PSC em Brasília a “reação das massas”. Agora, tirar o cara porque um bando de descontentes assim o deseja é dose! Não dá para engolir mais essa... tudo porque o pastor não é do time rosa, nem do negro, nem da saia rodada e não congrega com a turba que acha tudo isso muito lindo!
Não sou homofóbico nem gayzista, não sou negrofóbico nem da negritude, não sou feminista nem machista... eu sou gente – por enquanto, pois um dia vou virar cinzas! E se me ouvirem, os deputados do PSC não cairão na armadilha dessa turma aloprada que deseja empurrar goela abaixo suas querelas.
É como se ser gay, negro ou mulher engajada fizesse de você um ser humano melhor. Sinto muito dizer: NÃO FAZ! A democracia é o regime dos iguais – todos iguais em seus direitos e deveres, agindo com respeito às diferenças que nos fazem uma raça tão diversa: a raça humana, essa desgraça! O deputado Marco Feliciano, mesmo sendo o cara horroroso que é, foi votado pelos eleitores que nele se viram representados e pelos colegas que nele confiam – e acabou!
Somos desgraçados, sim! Até o dia em que aprendamos a conviver uns com os outros, respeitando os matizes diversos – sociais, políticos e pessoais. A diversidade, sobretudo a diversidade do pensar, é o que nos distingue das demais espécies. Por isso na cabeça dos “fascistas sociais” é trabalho para mil gerações, talvez! A menos que...

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O PASTOR FICA – E VÃO PASTAR OS CHORÕES...
Atualização por David Leite | 19h35
Reunida nesta tarde, a bancada do PSC decidiu manter o pastor Marco Feliciano (SP) como presidente da Comissão de Diretos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Que felicidade saber que naquele parlamento – tão cheio de vilanias – ainda há homens que honram as calças que vestem... Não caíram no conto dos totalitários disfarçados de defensores da causa democrática.
Sabemos agora que os verdadeiros sabujos são aqueles que ainda bradam pela saída do pastor. Não o queriam por ele não ser do time rosa... nem do negro ou da saia rodada e por não congregar com a turba que acha tudo isso muito lindo. Vão pastar, chorões! Impostores oportunistas! Defender direitos de quem pensa como a gente é fácil. Quero ver é lutar pela liberdade de expressão daqueles que pensam o diametralmente oposto.
Venceu a surrada democracia – aquela definida pelo respeito aos contrários! Para defender a tolerância, a gandaia dos “movimentos sociais” fez Brasil adentro “mobilizações” de desabrida intolerância. Prevaleceu o fato de o pastor ser membro atuante da comissão desde 2011 e ter mantido o compromisso de garantir o direito de voz e voto aos demais membros – são 17 ao todo.
Disse antes e reafirmo: não creio que Marco Feliciano vá atentar contra as bandeiras da luta humanista e da equiparação social e econômica. Como afiançou o presidente do PSC André Moura (SE), regimentalmente nada havia a impedir o cujo de assumir o mandato, e se não cumprir as promessas feitas à bancada do partido, seus colegas serão os primeiros a exigir-lhe a renúncia.
O mais estranho de tudo é esses mesmos “movimentos sociais”, que queriam decapitar o pastor evangélico falastrão, ficarem caladinhos quando o assunto é a presença na Comissão de Constituição e Justiça de dois condenados pelo STF no julgamento do Mensalão: João Paulo Cunha e José Genoíno. Cadê as mobilizações pelo decoro na Câmara? Afinal, juntos, eles somam 17 anos de cadeia…
Ou seja, ladrões e vigaristas podem! Acusado (?) de homofobia e negrofobia, não! Me tragam uma tigela de açaí com cupuaçu, granola e mel...
Enfim, o pastor fica – e ponto final!

ANDRÉ MOURA DESISTE DE “DEBATE” – CERTÍSSIMO!

Por David Leite | Quinta-feira, 07/03/2013 | 17h30
No programa do jornalista George Magalhães na Mega FM de Aracaju hoje pela manhã, o deputado federal André Moura pediu mais uma vez desculpas aos ouvintes pelo baixo nível do debate com o colega de Câmara Mendonça Prado em bafafá ocorrido no mesmo espaço, sexta-feira passada. Informou também que não irá comparecer ao debate previsto para amanhã, marcado pela emissora.
O apresentador de A Hora da Verdade, na onda da repercussão (negativa, frise-se) conquistada com o maldito bate-boca, queria promover um novo embate entre os parlamentares. Mendonça Prado já havia confirmado sua participação e tem demonstrado nas redes sociais que não está – ao contrário de André Moura – nem um pouco arrependido pela baixaria. No lugar de um “debate”, George Magalhães prometeu fazer uma entrevista com o deputado do Democratas.
Em suas considerações e justificativas para evitar o que certamente seria apenas mais um novo confronto, posto que no campo político não há o que ser discutido com Mendonça Prado, André Moura disse estar ciente de ter uma personalidade forte – e que se fosse provocado pelo adversário, não ficaria calado! Desta forma, acredita ele que poderia se repetir o bate-boca. Por outro lado, o deputado disse que tudo que queria dizer sobre e a Mendonça Prado, já externou na sexta-feira passada e não retira uma só vírgula... Quer mais bomba do que isso?
Ademais, André Moura disse – e aqui lhe dou plena razão – que Mendonça Prado não é líder de nada e que não apita no Democratas de Sergipe. A prova maior da falta de importância política dele seria o fato de, mesmo Mendonça Prado publicamente se dizendo contra a aliança com o grupo liderado pelo senador Eduardo Amorim para eleger João Alves Filho prefeito da capital sergipana, a junção teria ocorrido sem traumas e que a tal “desimportância” perdura intacta.
Para finalizar, o deputado do PSC disse que amanhã vai cuidar de uma agenda positiva, algo “mais proveitoso e produtivo, do que ficar batendo boca com Mendonça Prado”. André Moura também garantiu que estaria à disposição do programa para falar sobre temas que sejam do interesse público e aproveitou a ocasião para sugerir a Mendonça Prado que também peça desculpas ao público pelo papelão patético – palavras minhas – da semana passada. Coisa que eu duvido que ele faça...
Haja lucidez desse rapaz, amigas e amigos. Ponto para André Moura...

DEZ ANOS DE PT – MAS ESQUEÇAM O MENSALÃO, SIM?
Por David Leite | Quinta-feira, 07/03/2013 | 04h05
Hoje dentro da programação em comemoração aos dez anos no comando do Governo Federal, o PT de Sergipe irá reunir lideranças, militantes e convidados para um ato público. Na ocasião será distribuída a cartilha “O Decênio que Mudou o Brasil” – e já está confirmada a presença do chefe da quadrilha do Mensalão, o ex-ministro condenado pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de cadeia José Dirceu de Oliveira e Silva, vulgo Zé Dirceu!
A Juventude do PT, imaginem as senhoras e os senhores, pretende fazer uma “homenagem” ao preclaro camarada, por ter sido ele o “grande arquiteto do projeto do partido”, ao lado de Mulla da Silva & Cia Aloprada. Talvez o governador Marcelo Déda não se sinta muito confortável em meio a tanta gente boa – irá ele comparecer ante amigo tão distinto? Nunca se sabe...
A CARTILHA – Trata-se de uma peça de propaganda elaborada pelo PT em colaboração com o Instituto Lula e a Fundação Perseu Abramo. Publicada em fevereiro, ela traz um emaranhado de conquistas que o petismo atribui a si, num típico embaralhamento entre causa e consequência – ou seja, uma magia dos marqueteiros para apresentar como sendo do partido ações e projetos sedimentados noutros governos, a começar pelo de Itamar Franco.
São tantos os autoelogios que se um extraterrestre aportasse hoje no Brasil e visse a cartilha, iria imaginar que “este País foi fundado em 2003 por Mulla da Silva & Cia Aloprada. Aliás, foi a presidenta (ela exige ser chamada assim) Dilma Rousseff quem deixou isso muito claro no encontro nacional que marcou o aniversário do PT há duas semanas, em São Paulo: “Não herdamos nada, nós construímos”. Só faltou dizer ...do zero!, para fechar com chave de ouro.
Sobre o Mensalão? Nadica de nada é dito nessa maçaroca, pelo bem da preservação da imagem de um partido que se pretende sério – diga-se...
ZÉ DIRCEU – A presença dessa alma nefanda em Aracaju, ciceroneada pela alta cúpula do PT local, é prova de que o petismo não enxerga José Dirceu de Oliveira e Silva como um bandido condenado a prisão em regime fechado e que somente aguarda a conclusão do processo para começar a cumpri a pena. Agora, imaginem: o PT se compromete em seu estatuto a expulsar os condenados por práticas ilícitas e improbidade administrativa. No entanto, com José Dirceu é diferente. O danado é até admirado... Santa retidão de caráter, amigas e amigos.
Lembro de um quase opúsculo que li faz tempo chamado “Todos os Sócios do Presidente”, dos jornalistas Gustavo Krieger, Luiz Antônio Novaes e Tales Faria, com a narrativa das peripécias de Fernando Collor de Melo e Paulo César Farias. Quem escrevia a orelha era Zé Dirceu! Àquela época, tanto para ele quanto para o PT, a imprensa prestava um grande papel social – hoje querem “regulamentá-la”! No texto, o então deputado condenava o presidente, pois “a CPI relevou que o chefe da corrupção era o próprio Collor, envolvido em fatos incompatíveis com o cargo” que exercia.
Naquele mesmo texto, Zé Dirceu dizia: “A CPI só saiu do papel graças à pressão da sociedade organizada e às denúncias da imprensa”. Tanto para o PT quanto para Zé Dirceu atualmente, jornalistas e veículos de comunicação da imprensa livre são os vilões da história. Quanta mudança... aliás, que mudança!
Pois é esse senhor, julgado e condenado por crimes perpetrados dentro do Palácio do Planalto, na antessala do presidente da República – que nada sabia, creiam! – que hoje estará em Aracaju sendo incensado pelos seus confrades.
Triste, mas real... muito real. Milhões de reais, aliás!  

O QUE JÁ ESTÁ RUIM PODE PIORAR
Ou... SIGMUND FREUD EXPLICA...

Por David Leite | Terça-feira, 05/03/2013 | 09h42
Ontem, num gesto de humildade e respeito ao público, que não suporta mais tanta baixaria no rádio sergipano, patrocinada por um jornalismo amador e disposto a tudo para conquistar uma audiência (também) tosca, o deputado federal André Moura reconheceu que exagerou no bate-boca de sexta-feira no programa do jornalista George Magalhães, e pediu desculpas aos ouvintes.
Vejam bem: uma coisa é tratar na imprensa de assuntos do interesse público – inclusive os de ordem patrimonial dos adversários, ponto que importa em qualquer debate, frise-se –, outra é atacar a vida pessoal de quem quer que seja, como ocorreu no “debate” na Mega FM, reprisado ontem em todos os seus maléficos instantes – valha-me Céus. Santa glória da mediocridade...
Volto a tratar deste tema chato porquanto, até o momento, o deputado Mendonça Prado fez-se de rogado. Magnânimo em seu narcisismo, ainda não se dignou – como fez seu colega de parlamento – em desculpar-se com a patuleia pelo espetáculo malévolo! Ou seja, se não o fez é porque certamente acredita que estava mais do que certo no seu comportamento nefando...
Não estava, não, nobre deputado Mendonça Prado... E pior – se é que pode haver algo ainda mais podre! –, o representante do Democratas diz via Twitter: “Estou à disposição para novos debates. É o melhor método de aprimoramento do processo democrático e conhecimento das pessoas.” Debate? Que debate? Sinceramente, Mendonça Prado precisa antes passar por um processo de rehabit*, se quiser retomar qualquer discussão pública com seus adversários – e usar de ansiolíticos, para manter a fleuma.

FREUD EXPLICA – A psicanálise em sua concepção filosófica jogou uma pá de cal no antropocentrismo. Mostrou que não somos nem mesmo o centro de nós mesmo, por estarmos sujeitos às pulsões advindas do inconsciente. Esta foi a grande contribuição de S. Freud à humanidade: consolidar a pequenez do homo sapiens! Pena que de nada tenha valido esse gigantesco esforço intelectual para algumas mentes que se acham portadoras de divinal sapiência...
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(*) Do Inglês, Rehabit é a contração do advérbio Rehabilitation, processo clínico ou terapêutico usado para tratar pessoas com dificuldades de manter a sobriedade mental por razões diversas, incluindo as de ordem psicossocial (fobias, neuras...) e cognitiva ou por dependência de fármacos e outros elementos químicos (drogas em geral).

BATE-BOCA NO RÁDIO:
QUE O BOM SENSO PREVALEÇA

Por David Leite | Segunda-feira, 04/03/2013 | 14h27
Tal não foi a minha surpresa – muito positiva, aliás! – ao ouvir nesta manhã, no programa do jornalista Gilmar Carvalho, o deputado federal André Moura admitir o erro na discussão de sexta-feira com o colega de Câmara Federal Mendonça Prado e pedir desculpas ao público. Um gesto nobre, porquanto denota que podemos esperar um debate de melhor nível de agora em diante.
De fato, a repercussão do miserável bate-boca foi a pior possível em todos os recantos da sociedade – imbróglio com prejuízo sobretudo à política, que anda em baixa no Brasil e tem sido alvo da indiferença do povo. Ao admitir que aquele tipo de debate nada constrói e resignar-se diante dos ouvintes, André Moura busca mostrar que há caminhos mais elevados à discussão política.
Espera-se agora que o deputado Mendonça Prado, pessoa educada e que certamente tem bom senso, também possa ter o mesmo gesto de elegância, em benefício de sua imagem pública e da política, que ele abraçou como profissão. Ter humildade é sem dúvida um ato de superior sabedoria...
E que fatos assim jamais se repitam, para o bem dos nossos ouvidos!