Terça-feira, 05 de Junho de 2012 | 18h26 | Políticas Públicas: Educação
Ministério da Educação confirma: o que falta em Sergipe é competência
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Levantamento preliminar do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), do Ministério da Educação, mostra que em 2010 o Estado de Sergipe investiu 28,31% no setor, porcentual acima dos 25% estabelecidos pela Constituição Federal para investimentos em educação por estados e municípios – as informações são declaratórias e a veracidade dos dados é de responsabilidade de quem as informa; no caso, prefeituras e governos estaduais.
Tomemos, no entanto, como absolutamente verdadeiros os números divulgados pela gestão de Marcelo Déda. Conclui-se, então, que dinheiro não é o problema, que não faltam recursos financeiros para garantir educação aos alunos pobres matriculados na rede estadual de ensino. A carência seria, exclusivamente, de competência.
O secretário de Educação Belivaldo Chagas diz serem “os grandes investimentos promovidos com o salário dos professores, transporte escolar e reforma, ampliação e manutenção das escolas”. Alguma coisa não está batendo com a realidade...
A greve dos professores, que durava quase um mês e foi decretada ilegal pela Justiça, em atendimento a pedido feito por Marcelo Déda, não estava a ocorrer justamente por conta da não implantação do piso nacional da categoria e pela falta de condições de trabalho?
Ou seja, por mais que o governo petista queira negar, ele próprio admite que dinheiro existe (e muito!). O que não existe é um plano exequível de melhoria da qualidade da educação, com a valorização do magistério, o reequipamento das escolas, o estabelecimento de um currículo bem modelado, e de metas para a sala de aula.
Por fim, mas não menos importante, carece-se do engajamento de todos os envolvidos no processo educacional – incluindo os pais dos alunos – num projeto honesto e apolítico de resgate da educação pública estadual. Um projeto de Estado e não de um governo...
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Clique na foto para ampliar. Atenção: a ilustração acima é uma obra de ficção e apenas objetiva satirizar o personagem envolvido no comentário em epígrafe, este sim uma peça informativa factual. Qualquer semelhança com a realidade política sergipana terá ocorrido por mera coincidência. Por @DavidLeite_SE (com foto da ASN/Secom).

Verdades que incomodam, sobremaneira (adendo ao comentário anterior)
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Meu comentário publicado logo abaixo gerou contestação. O jornalista Pedro Carregosa, da assessoria de Comunicação do suposto candidato do PT a prefeito de Aracaju, encaminhou o seguinte link http://www.rogeriocarvalho.com/ver_noticia.asp?cod=503, com matéria publicada no blog do doutor-deputado, onde se afirma justamente o contrário do que eu informei.
O que ele, Pedro Carregosa, não disse é que a tal informação é datada de 09/05/2012, portanto um mês quase atrás. Deve ser algum tipo de piada, ou o caro colega nunca ouviu falar de um adágio da política, atribuída ao falecido senador Magalhães Pinto, velha raposa mineira, de que “política é como nuvem. A cada olhar, enxerga-se um novo formato”. Danou-se, gente...
Por outro lado, é comum na política dizer-se algo e fazer o diametralmente oposto. Vejam, por exemplo, o que disse mais cedo o jornalista-plantonista do Sistema Valadares de Comunicação (SVC), o caro Diógenes Brayner, através do Twitter: “Sem cabimento a informação (dada por mim) de que o Diretório Nacional do PT mandou retirar a candidatura de Rogério Carvalho. A candidatura de consenso ainda esta sendo discutida...”
Amigos, tenho para mim que, quando Diógenes Brayner nega qualquer informação relacionada à família Valadares, pode apostar, é porque é tudo verdade. Senão...
Que “consenso” é esse, já que a professora Ana Lúcia Menezes queria ser a candidata do PT e, coitada, acabou atirada pelo governador Marcelo Déda da carroceria do caminhão eleitoral, estando o veículo a 120 quilômetros por hora, e por sorte caiu a dileta professora-deputada num buraco da estrada Ribeirópolis/Aparecida, transformado em imensa poça d'água, vindo a salvar-se?
Sem falar do próprio senador Antônio Carlos Valadares, que tem lutado por todos os meios – as vezes com as unhas dos pés e mãos, noutras com a afiada arcada dentária – para indicar o querido filho como candidato do grupo governista, mesmo estando ele à frente do candidato do PT...
Trocando em miúdos: conta outra, caros Pedro Carregosa e Diógenes Brayner!


Segunda-feira, 04 de Junho de 2012 | 11h10 | Eleições
Arapuca para Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho já está armada
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Não é segredo para ninguém que o “coroné” Lula da Silva manda no Partido dos Trabalhadores – um bom exemplo é a própria dependência da criatura (a presidente Dilma Rousseff), que nunca brigará com o criador por depender dele, politicamente, para controlar o PT, que a detesta...
Agora, chega-me a informação de que ontem, numa conversa por telefone com um manda-chuva do PT de São Paulo, Marcelo Déda teria recebido um recado claro do “cumpadre”: o candidato em Aracaju terá de ser o deputado federal Valadares Filho – é “ozóios da cobra verde” em ação!
Prepara-se, assim, uma humilhação pública ao candidato Doutor deputado Rogério Carvalho, que já disse não ter a intenção de arredar pé da indicação (sem lutar). Seria possível a Marcelo Déda detonar a candidatura de Rogério Carvalho, como fez com a da professora Ana Lúcia Menezes?
Vejam o caso de Recife...
Na capital pernambucana, Lula da Silva decidiu que o prefeito João da Costa não disputará a reeleição – e ponto final... Apesar de o prefeito ter vencido as prévia partidárias, a Executiva Nacional do PT, por ordem do “coroné”, simplesmente anulou o processo.
As ações de Lula da Silva no Recife decorrem de divergências locais (e são grandes, nascidas de uma disputa de alas do PT na escolha da empresa que faz a coleta de lixo). Mas também atendem a uma das exigências do governador Eduardo Campos: para João Haddad ter o apoio do PSB na capital paulista, João Costa teria de ser defenestrado no Recife.
Ora, se Lula da Silva já decidiu que não haveria prévias em São Paulo e cancelou as do Recife, atendendo aos reclamos do cacique do PSB, por que não faria o mesmo (ou seja: interferir ao bel-prazer) em relação a eleição em Aracaju, para satisfazer as exigências do senador Antônio Carlos Valadares, hoje no comando do poderoso Conselho de Ética do Senado?
Ou seja, quem dançou nessa – e feio, diga-se – foi o danado do Doutor Rogério Carvalho...
Clique na foto para ampliar. Atenção: a ilustração acima é uma obra de ficção e apenas objetiva satirizar os personagens envolvidos no comentário em epígrafe, este sim uma peça informativa factual. Qualquer semelhança com a realidade política sergipana terá ocorrido por mera coincidência. Por @DavidLeite_SE (com fotos de vários autores).

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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012 | 19h30 | Políticas Públicas: Educação
O fundo poço II
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O escrito anterior (O Fundo do Poço – vide logo abaixo) gerou várias manifestações de professores e também de leitores sem vínculo com a educação, por meio do canal https://www.facebook.com/groups/educadoracris/. Em discussão, alguns pontos interessantes, que faço questão de comentar, porquanto creio serem do interesse público. Vou dividir por partes os temas discutidos, para facilitar a dinâmica do debate e prover respostas a cada afirmação que tenha sido merecedora de observação, na minha ótica, claro.
Começo pelas investidas do ex-presidente do Sintese, professor Joel Almeida. Logo mais, tratarei dos demais contendores, em função de outras ocupações que me tomam a agenda... Diz o “cumpanheiro” Joel Almeida: “O Sintese é um sindicato. A competência para apresentar proposta para melhorar a qualidade de ensino é dos governos, e sempre insistimos nessa tese.”
De fato, tentar eximir-se da responsabilidade que a representação sindical em tese deveria ter com um projeto de qualificação da educação pública tem sido recorrente na formulação teórica dos sindicalistas sergipanos, tanto é que, num documento enviado em 13/07/2011, em contribuição ao Plano Nacional de Educação, o Sintese, sob o título “Sistema Nacional de Educação articulado ao Plano Nacional de Educação”, diz:
“(...) Não se pode, também, enfraquecer o caráter público do Sistema Nacional de Educação a pretexto de que a educação é uma tarefa não apenas do governo, mas de toda a sociedade. De fato, não é uma tarefa de governo, mas de Estado. E é uma tarefa de toda a sociedade, na medida em que o Estado, enquanto guardião do bem público, expressa, ou deveria expressar, os interesses de toda a sociedade. Nessa condição, toda a sociedade deveria não apenas se sentir representada no Estado, mas vivenciar o Estado como coisa sua. Nesses termos, a forma pela qual a sociedade, em seu conjunto, estará cuidando da educação é reforçando seu caráter público e cobrando do Estado a efetiva priorização da educação. Deve-se, portanto, fazer reverter a tendência hoje em curso, de diluir as responsabilidades educativas do poder público transferindo-as para iniciativas de filantropia e de voluntariado. Com efeito, tal tendência configura um retrocesso diante das conquistas do Estado moderno. É como se estivéssemos retornando ao início da era moderna, quando a questão da instrução popular era tratada como um problema de caridade pública. Essa fase foi ultrapassada e a ela não devemos jamais retornar, sob pena de anularmos todo o desenvolvimento da sociedade moderna, que desembocou na tese da escola pública universal, gratuita, laica e obrigatória, concebida como direito de todos e dever do Estado.”
Deixando de lado a “filantropia” e o “voluntariado”, pois até a escola da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) foi fechada em Sergipe por ter os subsídios de apoio à educação cortados pelo governo do PT – sem qualquer mínimo protesto público do Sintese, frise-se –, o enunciado acima reforça o aspecto do “sindicalismo de resultados” praticado às escâncaras pela representação dos professores sergipanos, em detrimento do interesse da coletividade.
Assim atuam os sindicalistas do PT (Sintese): apenas no interesse meramente classista – em contradição com os métodos de sucesso em uso em países como a Coreia do Sul (e Japão no passado), por exemplo, que somente alcançou o atual status de excelência mundial em educação, sobretudo no exame Pisa, após a junção do governo federal, academia, entidades não-governamentais, representações sindicais dos servidores públicos e a comunidade – pais como copartícipes da educação dos filhos –, num projeto nacional pela valorização da educação pública.
No quadro publicado abaixo, apresento um comparativo econômico e social do Brasil com a Coreia do Sul, um país sem petróleo, sem minérios e com agricultura irrelevante até hoje, cujo atual destaque no mercado internacional decorre do maciço investimento na educação de qualidade. Em 1969, observem este detalhe, enquanto operavam no Brasil três grandes montadoras de carros – Chevrolet, Ford e Volkswagen –, a Coreia do Sul dava os primeiros passos para desenvolver indústrias, incluindo parques automobilísticos, partindo praticamente do zero... A meta dos coreanos era ter competitividade global em apenas duas décadas, priorizada pela atuação governamental intensa na formação de mão de obra especializada, sobretudo no setor da eletroeletrônica.
Resultado: hoje, o Brasil ainda não possui uma indústria automobilística própria nem eletroeletrônicos de renome planetário, enquanto a Coreia do Sul, além de deter marcas mundialmente reconhecidas como símbolos de status e qualidade – Kia e Hyunday, no setor de automóveis; LG e Samsung, no de eletrônicos; apenas para citar os exemplos mais vistosos –, também dá um banho no Brasil em termos de alunos melhor formados para o mercado de trabalho.
Voltando a casuística do professor Joel Almeida... Comenta ele que “os Governos de Sergipe nos últimos trinta anos têm se mostrado incompetentes para isso (dar melhor qualidade à educação), e aí, leia-se, João Alves Filho, Antônio Carlos Valadares, Albano Franco e Marcelo Déda, que confesso, esperava um pouco mais, mas tem se mostrado igual aos outros”.
Interessante é observar como é fácil agora tratar todos os governantes com a mesma pecha de incompetentes, sem assumir qualquer responsabilidade no processo – sim, porquanto uma das mais nefandas práticas dos sindicalizados do Sintese, e não apenas deles, mas de parcela significativa dos professores, foi fazer da sala de aula palanque eleitoral, em benefício de políticos filiados sobretudo ao PT. Como fazem agora com Marcelo Déda – quando acontece de comparecerem ao local de trabalho –, os professores sempre responsabilizaram os políticos pelo caos na educação, ludibriando os alunos com discursos catequizadores, em detrimento de aplicar um currículo coordenado e bem formulado. Resultado: Sergipe hoje está na rabeira da educação nacional!
Ademais, finalmente o professor Joel Almeida admite que nunca esteve entre as prioridades do Sintese contribuir com propostas para melhorar a qualidade da escola pública, tanto é que ele mesmo diz que, coitados, “Cansados da incompetência desses governos, e mesmo sabendo que é um papel que não nos cabe, resolvemos criar um grupo de trabalho esse ano para formular uma proposta avançada de educação, e aprová-la em nosso Congresso Estadual que se realizará em novembro. Agora, não sei se esses governantes conservadores toparão implementá-la.”
Vou aguardar de camarote – sentado, claro...
O professor Joel Almeida diz ainda: “Alguns governadores têm a mania de copiar programas estadunidenses e fazer os pacotes; folgo e sinto em lhe dizer que esta receita que você apresenta – ele se refere aos sete pontos em destaque no artigo anterior –, parte importante dela, já faliu no lugar onde a criaram, nos EUA”.
Santa inocência... O prezado professor Joel Almeida sugere a leitura de um artigo de O Estado de S.Paulo, de 02/08/2010, sob o título “Nota mais alta não é educação melhor”, com entrevista com a professora, historiadora da educação e pesquisadora da Universidade de Nova York Diane Ravitch, ex-presidente do National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos testes federais nos Estados Unidos à época do governo democrata de Bill Clinton. A doutora Diane Ravitch ajudou a implementar, junto com Eric Nadelstern, atual subsecretário de Educação de Nova Iorque – guardem este nome, pois voltarei a falar dele mais adiante –, os programas “No Child Left Behind” e “Accountability”, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em medição e mérito, para melhorar a educação.
A doutora, ex-secretária-adjunta de Educação do governo Bill Clinton, afirma que a política da meritocracia acabou provocando a queda da qualidade do sistema educacional nos EUA: “Primeiro, porque estabeleceu um objetivo utópico de ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014. Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria – e não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas estão sendo fechadas porque não atingiram a meta. Então, a legislação estava errada, porque apostou numa estratégia de avaliações e responsabilização, que levou a alguns tipos de trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais seria atingido. Isso também levou a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque pune escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações mínimas.”
Mas quem disse que o que é bom para os EUA é bom para o Brasil? – eu é que não fui, apesar de ter estudado num universidade americana e saber como a metodologia é totalmente diferente da abordagem comumente usada na academia brasileira, e louvar o sistema de meritocracia. Aliás, o professor Joel Almeida não captou a essência das minhas propostas. Entende-se o porquê, afinal ele esteve dedicado nos últimos 20 anos a tentar barganhar dinheiro e vantagens para os colegas, não a pesquisar os motivos pelos quais alguns municípios brasileiros têm se destacado dos demais na qualidade do ensino ministrado nas escolas públicas.
Em auxílio ao ilustre sindicalista, peço que por ora o professor Joel Almeida esqueça a doutora Diane Ravitch e se detenha, se tiver um tempinho, no trabalho de um grupo de pesquisadores do Instituto Fernand Braudel (de São Paulo), que visitou escolas e realizou entrevistas com diretores, professores, supervisores, alunos, coordenadores de pais e gestores do alto escalão da Secretaria de Educação de Nova Iorque, para aferir as razões pelas quais a reforma educacional na cidade, iniciada em 2002, mostrou resultados surpreendentes (veja link para o relatório em PDF abaixo). O trabalho desse grupo, aliás, rendeu uma série de quatro artigos no jornal O Estado de S.Paulo, e a vinda de Eric Nadelstern, para encontros com gestores, professores e sindicalistas em São Paulo (veja link para os artigos abaixo, publicados num livro em PDF).
Por outro lado, como a retórica do professor Joel Almeida está baseada na premissa de que somente a turma da esquerda, esses iluminados, tem condição de mudar o mundo, no âmbito da educação, o que está dando certo hoje no Brasil vem exatamente na contramão do que ele e seus colegas pregam – qual seja: o estabelecimento de metas para a sala de aula, pois quando a escola passa a ser cobrada e até premiada por seu cumprimento, tal como ocorre no mundo corporativo, como um bônus salarial para profissionais que elevam o nível do ensino, quem ganha é o aluno pobre.
O sistema de meritocracia à brasileira é adotado atualmente por 20% das 180 mil escolas públicas do País, com resultados exultantes, mesmo que ainda distantes dos de países mais avançados. Não é por acaso que dos dez municípios a ocupar os primeiros lugares na lista de excelência do Ministério da Educação (Prova Brasil, relativos ao resultado do 9º. Ano do ensino fundamental em língua portuguesa, e Pisa 2009), sete sejam mineiros – lá, os programas de qualificação da educação tiveram continuidade, independente de quem fosse o prefeito, governador, sindicalista-mor...
Na verdade, prezado professor Joel Almeida, o que afinal faz o sucesso daquelas sete metas por mim apresentadas, e que são adotadas pelas escolas públicas brasileiras que têm nível de excelência na educação, é o fato de serem a junção de medidas já testadas em outros países, adaptadas à vocação do Brasil, e que se sobrepõem ao corporativismo defendido pelo amigo, lamentavelmente ainda em voga no ambiente escolar e fator maior para Sergipe hoje estar na rabeira nacional nos exames do MEC, aliado à incompetência – e nisso o senhor está coberto de razão – do governador que os professores sergipanos, o senhor em particular, ajudaram com seu voto a eleger e reeleger e a quem agora, de forma desrespeitosa, comparam com um assassino como Adolf Hitler.
Por hoje é isso... volto quando o tempo me permitir para responder aos demais contendores.
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A reforma educacional de Nova York | Possibilidades para o Brasil
Qualidade na Educação | A luta por melhores escolas
1. A luta por melhores escolas em São Paulo e Nova York, em 20 de abril de 2007.
2. O grande esforço de ensinar e aprender, em 20 de maio de 2007.
3. Ordem e desordem nas escolas, em 17 de junho de 2007.
4. O que deve ser feito? Publicado em 16 de junho de 2007.

Veja também (em inglês), acerca do livro da doutora Diane Ravitch, um descritivo: “The Death and Life of the Great American School System: How Testing and Choice Are Undermining Education. Study Guide, prepared by Carol Burris”. http://www.dianeravitch.com/Study_Guide_for_Death_and_Life.pdf

Comparativo Brasil x Coreia: um exemplo de sucesso que levaremos anos, talvez décadas, para alcançar (clique na foto para ampliar).
OBS: Peço desconsiderarem o valor do PIB, grafado incorretamente no quadro acima. O Brasil, em 2009, teve um PIB de R$ 3,1 trilhões, equivalentes a US$ 1,65 trilhão (pela cotação média anual do dólar a R$ 1,9 ); enquanto a Coreia do Sul teve um PIB de US$ 1,37 trilhão, portanto um pouco abaixo do Brasil...


Terça-feira, 29 de Maio de 2012 | 11h25 | Políticas Públicas: Educação
O fundo do poço
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Incapazes de apresentar uma proposta para melhorar a qualidade do ensino nas escolas públicas estaduais, hoje lamentavelmente geridas de forma estúpida, medíocre até, pelo PT do garboso governador Marcelo Déda – duas vezes eleito com o voto da maioria dos professores sergipanos, frise-se –, sindicalistas da educação (Sintese) apelam para a arma dos desprovidos de mínima inteligência: o radicalismo

Quem em sã consciência seria contra a bem remunerar os professores da rede pública estadual, com salários compatíveis – e até prêmios em dinheiro (um 14º. e até um 15º. salários) –, caso o resultado do trabalho apresentado no final de cada ano letivo fosse um notável desempenho dos alunos em testes para aferir o nível de aprendizagem?
Na contramão, pergunto: quem, no entanto, acredita ser possível negociar salário e vantagens com professores cujo nível do trabalho em sala de aula está (muito) abaixo da média nacional, estando os alunos da escola pública sergipana entre os de menor nível de aprendizagem, num comparativo com os colegas das demais escolas públicas do Brasil?
O governador Marcelo Déda entende de administração o que a maioria de nós sabe sobre exobiologia e astrofísica. Sem dúvida, por conta da incapacidade, da incompetência do gestor estadual, chegamos ao fundo do poço no quesito educação – não sei se os alunos das escolas públicas geridas pelo PT vão conseguir concluir o ano letivo de modo satisfatório.
A confirmação (ontem) da manutenção da greve dos servidores da rede estadual, que já perdura por quase um mês, sugere um futuro desastre: alunos aprovados ao fim deste ano, sem mínimo critério educativo, apenas para “tapar buraco” nas cadernetas... Assim têm agido os professores, pelo menos a maioria esmagadora deles!
Não sei o grau da fé dos amigos leitores na humanidade nem suas crenças na natureza humana, mas sem dúvida, num ambiente onde reina a anarquia geral – caso da educação estadual sergipana hoje –, com profissionais desmotivados e trabalhando abaixo da capacidade de empreender, o resultado final não será nada bom...
Não acho que aumentar o salário do professor sem cobrar dele metas vá resolver o problema. Vou além: do jeito que a coisa está, mais uma geração de sergipanos pobres, graças aos políticos e sindicalistas do PT de Marcelo Déda, Ana Lúcia Menezes e Cia, não terá a mínima chance de concorrer em pé de igualdade, em busca de uma vaga na Universidade Federal de Sergipe (ou outra escola de nível superior pública), com os filhos da classe média, matriculados nas escolas privadas – que na média, são tão ruins quanto as públicas (no quesito qualidade do ensino), mas que estão lá, funcionando, tentando...
A receita campeã, aquela que tem levado alguns municípios brasileiros aos primeiros lugares num novo ranking nacional feito pela ONG Todos pela Educação, é aparentemente simples. Advém de uma obviedade ululante: a rara continuidade de um conjunto de iniciativas, algumas posta de pé há quase duas décadas – quais sejam:
1) Escolher diretores por critérios técnicos e não pela falaciosa vilania petista denominada “gestão democrática”, uma patifaria para criar reserva de mercado;
2) Incentivos financeiros mensais e prêmios anuais para os professores com melhor desempenho em sala de aula, aferido em testes de qualidade do aprendizado dos alunos feitos de forma independente;
3) Promover cursos de capacitação, aperfeiçoamento e gestão para professores, servidores e diretores de forma permanente, e avaliação do nível de absorção das novas informações através de exames de qualificação – os melhores colocados recebem incentivos financeiros e prêmios;
4) Aplicar em toda rede um currículo único e bem organizado, embora tal medida ainda sofra resistência daqueles professores que não querem ver-se tolhidos na “liberdade de ensinar”, uma outra praga criada por gente sem escrúpulos, como o endeusado “mestre” comuno-petista, o “filósofo” Paulo Freire;
5) Valorizar a leitura de livros, jornais e revistas, e promover discussões (extra aulas) sobre temas da atualidade, envolvendo alunos de classes diferentes – a “disputa de opinião”, no entanto, deve sempre respeitar a diversidade de pensamento, frise-se, e não a pregação feita por professores em sala de aula contra esse ou aquele político, prática usual hoje;
6) Incentivar a participação dos alunos em competições municipais, estaduais e nacionais em todas as disciplinas, e não apenas no esporte, como atualmente;
7) Abrir a escola para a comunidade, sobretudo nos finais de semana, com iniciativas para atrair as famílias: teatro, dança, música, pintura, artes marciais, xadrez...
De fato, o Ministério da Educação já possui um bom plano para elevar a qualidade do ensino no Brasil, mas carece de incentivos de quem comanda a Nação. Unir esforços entre os governos federal e estaduais, seria um bom começo. Porém, esbarra-se num fato dantesco: aqui e ali, sindicalistas mal-humorados, verdadeiros ranzinzas, atravancam as ações, disseminando a apatia entre os jovens pobres, que hoje enxergam na escola pública não uma porta de saída para alcançar um melhor status social (sem precisar de cotas ou da benesse de governos e políticos), e sim um problema a mais em suas vidas.


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Domingo, 27 de Maio de 2012 | 20h15 | Eleições
Almeida Lima, um Oráculo mouco?
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Eu meio que duvido – você leitor, penso que também duvidaria. Mas o ditoso Oráculo da política sergipana, o candidato do PPS a prefeito de Aracaju deputado Almeida Lima, certamente haverá de corrigir um escorrego nefando cometido por ele neste domingo, sem qualquer mínima intenção de ferir os fatos; posso dizê-lo agora, após uma inusitada descoberta...
Lá se vão uns 20 anos de muitos bons colóquios com o camarada Almeida Lima, persona cuja filosófica soberba está entranhada na alma generosamente tecnocrática, quase professoral. Vejam, todavia: o sujeito sempre me pareceu bom de ouvido, ao respeitar a fala alheia. Bem, pensava eu que sim!
Explico! Antecipar o debate com aquele que está bem à frente nas pesquisas de opinião tornou-se o “sonho de consumo” do dito. Para tanto, Almeida Lima faz qualquer danação. Hoje, no entanto, ao ler artigo dele no Jornal do Dia, fiquei chocado ao descobrir algo que jamais imaginei pudesse acometer às quase divindades: meu Oráculo preferido talvez tenha ouvidos moucos, mosfios.
Disse ele acerca de uma inserção partidária, veiculada semana passada no rádio e na TV, na qual teria João Alves Filho, ao tratar do tema segurança, apelado à demagogia: “Falou da necessidade de combater o usuário de crack que estão (sic) a tomar conta das cidades...”
Quem viu a propaganda sabe, o papo foi outro, totalmente diferente da esparrela alegada por Almeida Lima. Para efeito de trazer à luz a verdade, reproduzo abaixo o texto apresentado pelo Negão – a tal da “demagogia”, a pisada de bola do querido Oráculo:
“Todo mundo sabe que cuidar da segurança é obrigação do Governo do Estado, mas nem o Governo Federal nem a Prefeitura (de Aracaju) podem ficar de braços cruzados diante da escalada de violência e da destruição, que as drogas deixam na cidade. A lei permite que a guarda municipal seja armada e devidamente treinada, para prender criminosos e traficantes protegendo as crianças nas escolas, e devolvendo as praças e espaços públicos às famílias.”
O prezado Almeida Lima, ainda no texto publicado hoje, diz haver uma turma do “deixa disso” aconselhando-o a parar de criticar os demais candidatos e a deter-se na divulgação de ações, obras e projetos realizados quando esteve prefeito, e os pretendidos por ele, caso venha ser eleito em outubro. Pessoalmente e através de alguns escritos do BLOG, eu mesmo já fiz a recomendação.
Diante da persistência do Oráculo em atacar adversários por todos os meios possíveis, em detrimento de divulgar suas ideias e intenções, pode-se sacramentar: o candidato Almeida Lima tem livre direito de tocar a campanha dele como lhe der na telha. Não pode ele, sob pena de aumentar o cabedal de acunhas com a pecha de “Mouco-Falastrão”, é esquecer de usar o indispensável aparelho auditivo (que sempre soube esconder com maestria – pelo menos de mim!) quando for ouvir a fala alheia.
Imagine o leitor, meu Oráculo um capenga de ouvidos... A cena: o caro Almeida Lima nervoso em frente do televisor, a contemplar os movimentos labiais de João Alves Filho numa proposição sobre como lidar com a segurança pública a partir de ações da Guarda Municipal. O cabra já tem papel e caneta às mãos, e aflito grita: “Santa dos Desvalidos da Sorte Grande, cadê meu Nitro Siemens Hearing*, Maria Helena?”
Prefiro, confesso, nem intuir essa novela mexicana...
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(*) – Nitro Siemens Hearing: discretíssimo top de linha dos aparelhos usados para compensar deficiências na audição.



Caso César Gama
Acaba de ser autorizada pelas entidades que a subscrevem, a Nota de Repúdio e Solidariedade ao jornalista César Gama, vítima de arbitrariedade da Polícia Militar de Sergipe (veja foto abaixo; clique no arquivo para ampliar).


Caso César Gama
Representantes da imprensa sergipana pedem apoio a OAB/SE
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Na tarde desta segunda-feira, 21, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe, Carlos Augusto Monteiro Nascimento, recebeu representantes dos sindicatos dos Jornalistas e Radialistas e da Associação Sergipana de Imprensa, para discutir sobre assunto referente ao constrangimento sofrido no sábado, 19, pelo jornalista César Gama, fato amplamente divulgado no final de semana, sobretudo através das redes sociais.
No Plenário da Casa foi formada a mesa, composta pela presidente do Sindicato dos Jornalistas, Caroline Santos, pelo presidente do Sindicato dos Radialistas, Fernando Cabral, e por Cleiber Vieira, presidente da Associação Sergipana de Imprensa, além do presidente da OAB/SE e do jornalista César Gama. Inicialmente foi ouvido César Gama, que expôs a sua versão sobre o episódio no sábado.
Logo depois, o jornalista David Leite, também presente a reunião, disse ser imperativa a tomada de posição da categoria ante dois fatos, que segundo ele são de enorme implicação para o exercício legal da profissão. O primeiro seria o não reconhecimento pelo policial que abordou César Gama quanto a validade do documento de identificação profissional emitido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O segundo, o fato de, nas palavras do policial, ser o jornalista César Gama “inimigo da PM” por ter denunciado maus policiais em oportunidade passada.
Para David Leite, a afirmação abre um precedente perigoso, o de que qualquer profissional de imprensa que venha a expor atos de arbitrariedade de membros da Polícia Militar possa vir a ser considerado por alguns deles como inimigo da corporação. “Temos de agir rápido, para evitar que isso se repita. Não podemos nos calar diante de tal ameaça. Denunciar abusos de qualquer que seja a autoridade é dever do profissional da comunicação. Se não o faz, corrobora, coaduna... Isso tem de ficar bem claro”.
A presidente do Sindicato dos Jornalistas, Caroline Santos, também condenou o fato do policial negar-se a reconhecer a validade da carteira da Fenaj. “Trata-se de um documento que identifica o jornalista, de acordo com lei específica, aprovada pelo Congresso Nacional. Ficou evidente a humilhação a César Gama quando esse apresentou seu documento de jornalista e não foi aceito pelos policiais”, disse.
Já Fernando Cabral afirmou não ser admissível que um profissional de imprensa seja tolhido no direito de informar a comunidade, sob pena de ser considerado inimigo da categoria da qual faz parte o denunciado. Por sua vez, o presidente da Associação Sergipana de Imprensa, Cleiber Vieira, relembrou a atuação de César Gama como jornalista investigativo e o “relevante serviço prestado à sociedade ao denunciar o grupo de extermínio conhecido como 'A Missão'”.

OAB apoia
Após ouvir os relatos e considerações, o presidente Carlos Augusto reafirmou que está mantendo contato com a assessoria do comando da Policia Militar de Sergipe e da Segurança Pública com vistas a travarem encontro objetivando discutir o incidente ocorrido na semana passada com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SE, Cláudio Miguel. Para ele, os fatos se assemelham pelas circunstâncias que demonstram despreparo dos policiais na hora da abordagem. “É preciso rever o modo como essas abordagens são feitas, pois estão confundindo pessoas de bem com marginais, sendo esse um fato que hoje transmite insegurança à sociedade”, disse.
Carlos Augusto convidou os representantes da imprensa para participarem do encontro a ser agendado com o comando da PM e da SSP para tratar do caso de Cláudio Miguel. “Faremos questão de também levar a essas autoridades o caso do jornalista César Gama, porque os cidadãos sergipanos não podem ficar à mercê de policiais mal preparados”, ressaltou.
Caroline Santos afirmou ainda ser preciso refletir as práticas dos agentes públicos e por isso, “nada melhor do que contar com o apoio da OAB, para discutirmos e desenvolvermos um diálogo, uma reflexão junto à sociedade desse momento em que estamos vivendo, com homens de bem sendo aviltados nos seus direitos, fazendo com que se tenha medo da polícia”.
Ao final do encontro, que também contou com a participação de diversos jornalistas, radialistas e da advogada do jornalista César Gama, Ana Cecília Cacho, ficou definido que o grupo representado pelos sindicatos e pela associação irá emitir uma nota de repúdio, para que o fato seja de conhecimento de toda sociedade sergipana. Também será organizado, com o apoio da OAB/SE, um seminário envolvendo imprensa, sociedade civil organizada e agentes públicos, a fim de discutir a segurança pública e o seu papel no Estado.


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Domingo, 20 de Maio de 2012 | 17h00 | Polícia
Quem são os terroristas da Polícia Militar – a banda podre da corporação?
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Trecho de “No caminho com Maiakóvski”, do poeta brasileiro Eduardo Alves da Costa
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na Segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, recita o velho adágio. Apesar da truculenta arbitrariedade, o caso a envolver o conselheiro e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil/Sergipe, o cantor e compositor Cláudio Miguel Menezes de Oliveira, sugeriu-me excesso descabido dos policiais militares, alto despreparo profissional e, talvez, até uma ponta de ressentimento – pensava eu, contudo, tratar-se de fato isolado, passível de severa punição, certamente; mas apenas isso: “um fato isolado!”
Na sequência, o episódio coator contra o jornalista César Gama... Apesar de também eivado de descabida prepotência e ressentimentos confessos – ainda no bojo das denúncias feitas por ele há quase 20 anos, expondo a comprovada existência na Polícia Militar do esquadrão da morte denominado “A Missão”, responsável por inúmeras mortes de bandidos e inocentes –, de forma idêntica, achei que seria mais “um fato isolado”, sem maiores consequências para a categoria profissional.
Ocorre que hoje, ao acompanhar a repercussão desses terríveis fatos nas redes sociais e sítios noticiosos – aliás, de forma geral, a vilania dos policiais em ambos os casos foi veementemente condenada pela maioria da sociedade em vários comentários –, deparo-me com a mais intrigante “informação”, publicada em meio ao comentário de alguém supostamente denominado “Soldado Oliveira”, em alusão ao ocorrido com César Gama.
Antes de tomar o texto (http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=128412&pagina=1; reprodução abaixo; clique na imagem para ampliar) como verdade verdadeira, convém relembrar as palavras no início deste escrito...
À parte o virulento ataque do tal “Soldado Oliveira” à língua portuguesa, a solidariedade com os “companheiros, em especial cabo Correia, por ter prendido o marginal da imprensa”, merece considerações, por conter inverdade caluniosa. César Gama tem, todos sabemos, uma corajosa história de combate ao autoritarismo, ao banditismo e ao maucaratismo, motivo pelo qual angariou inimigos nefandos, sobretudo no âmbito das Polícias Civil e Militar, razão pela qual foi autorizado a portar arma, a fim de defender-se – direito assegurado pela Constituição.

O jornalista possui ainda um currículo invejável, com sólida formação em biologia e filosofia, além de militar como psicanalista terapeuta e ser um pesquisador respeitado. Não é, portanto, um “marginal da imprensa”. Ao contrário, é caçador de marginais, inclusive – e talvez daí a má querência – de bandidos fardados. César Gama, contudo, foi definido pelo cabo Correia, em tom acusatório e sem o mínimo constrangimento, de ser “inimigo da Polícia Militar”.
Somos todos, então, aqueles que se ressentem das evidentes e abusivas arbitrariedades, inimigos da Polícia Militar. Mas de qual Polícia Militar? Da que não se respeita e não respeita, da que espanca e mata, da que sugere “prender autoridades todo dia, para forçar o governo da tranca do Marcelo HITLER Chagas a nos dar tíquete alimentação, carga horária de 30 horas, terço aos 25 anos, adicional noturno, adicional de qualificação, isonomia com a Polícia Civil.”
Quem será na verdade o tal “Soldado Oliveira”, esse terrorista? Será mesmo um policial ou apenas mais um outro marginal disfarçado de policial, pronto a radicalizar? Alguém que diz “Temos que atingir a jugular do ditador (Marcelo Déda) com essas prisões de VIPs” precisa ser seriamente investigado. Os bons policiais militares de Sergipe, certamente, não concordam com os “companheiros das associações unidas por mais essa brilhante ideia”. Que ideia...
Sendo verdade o que disse esse fundamentalista nominado “Soldado Oliveira”, a coisa toda muda de figura. Haveria de fato uma ação terrorista orquestrada para desestabilizar a cadeia de comando e forçar o governo a atender a agenda de reivindicações das “associações unidas” da Polícia Militar? Quem comandaria esse núcleo? De onde realiza suas operações e sob que circunstâncias? O comandante da PM, coronel Maurício Iunes, pretende se pronunciar? O governador Marcelo Déda vai reagir?
Por tantas demandas, decidi que ficar calado seria cooptar – algo que não é do meu feitio. Até porque, pelo que sugere o “Soldado Oliveira”, podemos nós, também, ser desafetos passíveis de detenção arbitrária (ou coisa pior), bastando ter à frente um policial militar aloprado. 


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Terça-feira, 15 de Maio de 2012 | 14h15 | Imprensa
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David Leite X Eugênio Nascimento
Acabrunhado com a chacota, um irado Eugênio Nascimento surge com sete pedras às mãos – e me atira todas elas...
ALERTA: Por dever de ofício, peço aos leitores perdoarem a mal-ajambrada sintática do “cumpanheiro” Eugênio Nascimento – o texto talvez tenha sido escrito às pressas, no calor da ira! –, em resposta arisca a minha publicação de domingo, onde contesto comentário feito por ele sobre a segurança pública na gestão do PT. Notem que meu escrito (vide post anterior) é, apesar de irônico, uma contenda sem cunho pessoal. Já o dele, quem sabe por falta de argumentos, vem eivado de ressentimentos, com pitadas de humilhação e prepotência...
Leiam-no e depois vem minha tréplica, encerrando – espero! – essa boba discussão. Vamos rir...

PORRE DERROTISTA - Davi vive ansioso, angustiado, desapracatado da vida
Conheci o jornalista Davi Leite em mesa de bar e sempre o encontrei  nesse mesmo tipo de ambiente, bebendo, tanto ele quanto eu, e contando lorotas mil.  Davi era uma pessoa mais bem humorada quando estava atuando na Secom do  governo do hoje  demista  João Alves Filho. Bebia, ficava bêbado e só falava mal de seu chefe de plantão na Secretaria e do pessoal da  oposição.
Mas desde que o  seu patrão  caiu em desgraça popular e perdeu o poder para  Marcelo Déda (PT) por duas vezes (em 2006 e em 2010), Davi vive ansioso, angustiado, desapracatado da vida, de bar em bar  “curtindo”  os seus  “porres derrotistas” (alcool e depressão) , que o abateram de vez. A partir das sucessivas derrotas, ele se enganchou na internet em busca de gente para brigar. E desta vez sou eu.
Os amigos recomendaram não rebater. Mas achei por bem não deixar o assunto passar sem resposta, ainda com o interlocutor seja um Davi Leite. Acho que ele deveria reagir ao que eu escrevo de modo mais civilizado, decente, sem baixarias. Mas o seu estilo é esse mesmo, que o faça, mas sem a estupidez de querer me obrigar a pensar como ele. Acho e reafirmo que Sergipe não é um Estado violento,  como querem que seja. Nem tão pouco reina a paz que os outros querem.
O número de mortes registradas nos finais  semana é o mesmos desde o segundo governo de João Alves Filho, que em dado momento subiu por conta do excesso de missões. Hoje, como antes, as mortes variam de 10 as 17 corpos no IML, embora  o Hospital de Urgência (Huse) viva lotado com vítimas de acidentes, muitas das quais motoqueiros atingidos no trânsito de Aracaju. E olhe que já se passaram muito tempo do segundo governo de João para cá. Mas o discurso da violência grande é forte e permanente na boca da oposição.
Davi também peca quando diz que eu sou da cozinha do governador Marcelo Déda. Conheço Déda desde meados dos anos de 1970. Nunca estrive na cozinha dele ou de quaisquer outros governadores e prefeitos de Aracaju ou outra cidade qualquer. Sempre preferi o ambiente de minha casa, do trabalho e de um bom bar que sirva da cerveja geladinha à boa cachaça, ao bom uisque e até um conhaque mediano, como o Domec. E digo mais nada que coloquei no blog www.primeiramao.blog.br veio molhado pelo alcool, mas pelo que realmente vejo.
Portanto, vou continuar fazendo o que quero, como quero, sem depender das porralouquices e provocações de Davi, que vai continuar desaparacado por aí tentando atingir quem faz qualquer crítica aos seus patrôes.
No mais, recomendo: Vá procurar o que fazer, rapaz!

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Minha resposta...

EU BEBO SIM, Eugênio Nascimento
De duas uma: ou o meu dileto colega Eugênio Nascimento não leu na inteireza o texto no qual fiz referência a um dos seus escritos dominicais (veja-o logo abaixo); ou como diria o poeta Mário Quintana, “quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro”.
Não, prezado Eugênio Nascimento, minha intenção NÃO foi causar encabulação. A referência etílica no texto por mim escrito é apenas alegoria verbal – uma jocosa junção de palavras jeitosas, cuja combinação serve apenas de amarração linguística ao trato do comentário. Não houve assédio moral, desacato coator ou tentativa de chamar ninguém para a briga... NÃO!
Usei dessa analogia sabuja, pois só de porre da “cachaça” político-partidária – sim, como dizem os mais antigos, a política é mesmo uma “cachaça” –, seria possível ao distinto jornalista “acreditar” na propaganda oficial. Certamente deve ser por mera coincidência meu caro, mas sua afirmação (“Por mais que segmentos populares e a própria imprensa (sic) insistam em apontar Sergipe como um Estado Violento, não chegamos ainda neste estágio”) é a mesma usada pelo garboso governador Marcelo Déda quando discursa sobre os feitos da própria gestão.
Por via das dúvidas, provei com números incontestáveis – porquanto foram divulgados pelo Ministério da Justiça, frise-se – que suas palavras distorciam a realidade factual, a verdadeira verdade. A chacota talvez tenha lhe machucado, mas era apenas isso querido amigo: chacota!
Como você mesmo afirmou, temos uma convivência etílica de anos e sorvemos nossos copos sempre em alto astral, pois sabemos desfrutar das benesses advindas do vinho, uísque, conhaque, cachaça... Mas eles nada tinham a ver com o meu texto! O papo era outro, camarada... Devemos dar o devido desconto: ontem foi segunda-feira, dia muito propício às “ressacas morais” após os exageros do fim de semana. Nem sempre temos disposição para a esbórnia alheia... 


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Domingo, 13 de Maio de 2012 | 23h50 | Gestão Pública
Um “gole” a mais de Eugênio Nascimento – agora, na questão do caos na segurança...
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O jornalista Eugênio Nascimento é um sujeito bonachão, do tipo capaz de arrancar sorriso até das pedras mais indômitas apenas pelo olhar cinicamente irônico. Escriba dominical em coluna de prestígio no Jornal da Cidade, ele ainda edita a página de Política do diário e escreve notas para a coluna Periscópio, sem dúvida o informe mais lido em Sergipe.
Hoje, talvez tungado pela “etílica emoção” costumeiramente provocada por Marcelo Déda quando discursa sobre os feitos da própria gestão, o “cumpanheiro” – sim, o prezado Eugênio Nascimento também tem um dedinho na cozinha do PT –, deu-se em tombos na tentativa de amenizar o caos na segurança pública em Sergipe. Como não é possível aplicar ao texto do cujo um “bafômetro” para aferir o teor acólito da turbinada exaltação, pode-se tentar ver se num teste básico, consegue ele – o texto, por favor, gente! – ficar de pé numa única perna, tendo a outra cruzada à altura do joelho.
Vejamos...
Diz Eugênio Nascimento: “Por mais que segmentos populares e a própria imprensa (sic) insistam em apontar Sergipe como um Estado Violento, não chegamos ainda neste estágio”. Ops, tem uma azeitona a mais nesse drinque! Como é? Conta outra, estimado Eugênio Nascimento. Essa daí foi narrada com requintes de melação pelo garboso governador em pessoa e, comentário geral, só Ele acredita nisso, caramba! – Ele e quem, como Ele, se “ilude” com a propaganda governamental.
Aliás, quem aponta a alta da violência em Sergipe é o “Mapa da Violência 2011”, divulgado pelo Ministério da Justiça, com dados da década entre 1998 e 2008. Nele, o Nordeste é a “grande chaga” da violência no País. Enquanto a pobreza diminuiu na região, os homicídios aumentaram 65%, os suicídios 80%, e os acidentes de trânsito 37%. Na população jovem os índices são ainda piores: um crescimento de 49% nos acidentes, 94% nos homicídios e 92% nos suicídios. Alagoas e Bahia, antes vistos na parte de baixo do ranking, agora pularam para as primeiras posições.
Sergipe não fica fora dessa triste estatística e apesar de as autoridades – e alguns jornalistas, não é caro Eugênio Nascimento? – tentarem negar o óbvio ululante, o índice de violência aumentou, sim!, e de forma assustadora em todo o estado. Em 1998, quando se fez o penúltimo levantamento, o Estado ocupava a 21ª posição e agora ocupa a 14ª em nível nacional. Já em nível de Nordeste, a situação é ainda pior. Infelizmente, Sergipe ocupa a 4ª colocação, perdendo apenas para Alagoas (o campeão), Pernambuco e a Bahia.
Não se sabe de que boteco Eugênio Nascimento trouxe essa lorota de que “quem mais ver (sic) violência é pobre”. O brioso jornalista deveria assistir mais aos noticiários de rádio e TV, ler a página policial do jornal no qual trabalha e, se tiver estômago para mais um “trago”, assistir ao programa “Tolerância Zero” do caríssimo Otoniel Bareta, no ar pela TV Atalaia ao meio dia, para ver que a violência está em todas as partes, incluindo apartamentos de alto luxo e shopping centers.
Os dados já dizem tudo – as autoridades precisam agir rapidamente para prover à população dias melhores, mais tranquilos. Abafar o caso, caro Eugênio Nascimento, contribui apenas para deixar a todos bêbados de tristeza pela infelicidade de tantas famílias, vítimas do crescente abuso dos marginais. Tenha um pouco de lucidez, camarada: como está, não pode e não deve ficar...
O atual quadro brasileiro mostra que em nenhum Estado a taxa de homicídios fica abaixo de dez por cem mil habitantes, o máximo considerado aceitável. Em 1998, seis ostentavam números abaixo de dez. A menor taxa hoje é no Piauí, com índice de 12,4 por cem mil habitantes. Porém, o número é mais do que o dobro de dez anos atrás. O Maranhão, antes o 27º no ranking dos Estados, quadruplicou o índice, e só não aumentou mais sua posição – está em 21º – porque outros subiram mais ainda, sobretudo Sergipe.
Enfim, nada como viver sob o conforto dos “paraísos artificiais” – não aqueles narrados por Charles Baudelaire, mas os provocados pelas entorpecentes palavras de políticos encantadores como Marcelo Déda, a vender mundos e fundos tão gratos aos dadivosos – não é, Eugênio Nascimento? Só mesmo bafejado por uns goles a mais da velha “cachaça político-partidária”, amaciada por um caju maduro, para acreditar em duendes...