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Segunda-feira, 12/12/2011 | 9h45 | Literatura
Livros imperdíveis – fim de ano quente! 
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O bom e prestativo jornalismo investigativo – por vezes financiado e nutrido de informações, não tenha dúvida, por adversários políticos – tem sido de grande serventia ao mundo civilizado, para expor as entranhas da corrupção, do uso indevido do dinheiro público, do nepotismo, das artimanhas para derrotar inimigos e desafetos.
Faz mais ou menos um ano, li o impagável “Honoráveis Bandidos”, livro-reportagem do veterano jornalista Palmério Dória, revelador dos bastidores do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney. Do Maranhão ao Senado, passando pelo Amapá, o livro mostra como o patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão – e depois o Senado – no quintal de casa, em beneficio de parentes e amigos. Vale cada centavo pago e, ainda melhor, traz passagens cujo riso estridente é inevitável.
Agora me chegam às mãos duas pérolas preciosas: “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., e “O Chefe”, escrito pelo também jornalista Ivo Patarra. O primeiro nos revela, de maneira chocante e até decepcionante, a dura realidade dos bastidores da política e do empresariado brasileiro, em conluio para roubar dinheiro público. Faz uma denúncia vigorosa da chamada “Era das Privatizações”, do governo de FHC – alguns ministros, como José Serra (Saúde) são desossados. Nomes de (outros) figurões até agora blindados pela aura da honestidade são exibidos com graves manchas, pela imprevista descoberta de grandes malfeitos.
Já o segundo livro é um relato detalhado da corrupção – recorrente, ao que parece – na era Lula da Silva. Após cinco anos de pesquisa, Ivo Patarra narra por meio de inquéritos, relatórios, sindicâncias, investigações e reportagens os memoráveis escândalos protagonizados pelos petralhas – claro, há detalhes intrigantes do escândalo do mensalão, o maior esquema de corrupção governamental de que se tem notícias no Brasil, em todos os tempos.
Os livros me chegaram às mãos hoje e tão logo os tenha lido – há uma pilha imensa de material a ser estudado, o que requer paciência e tempo disponível –, farei um relato resumido do que há de interessante e mereça ser compartilhado. Ademais, uma boa semana para todos...


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Sexta-feira, 09/12/2011 | 8h50 | Política
Onde Almeida Lima acerta – e onde erra feio!
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Como disse em escrito recente (vide mais abaixo), Almeida Lima não é um político qualquer. Poucos homens públicos têm tão poucos “amigos” de longas datas como o deputado federal. Não é por acaso: o cujo é um homem de temperamento forte, aguerrido defensor da opinião própria, e prova disso, agora mesmo preferiu – ou quem sabe foi compelido a tanto – deixar o manto sagrado da Base Aliada do Governo Federal, para abrigar-se sob o cobertor curtíssimo do PPS, um partido meia-boca.
Almeida Lima quer ser o próximo prefeito de Aracaju. Além de justo, o pleito do ex-prefeito tem respaldo numa parcela importante da comunidade. Almeida Lima não foi o administrador mais brilhante, operoso e desenvolvimentista a passar pela Prefeitura de Aracaju, mas tem o mérito de ter posto a casa em ordem, após a fatídica gestão de Wellington Paixão e o desastroso meio mandato – deixou o cargo para concorrer com Albano Franco ao Governo de Sergipe – de Jackson Barreto, de quem era vice.
O deputado acerta quando deseja retomar as rédias da prefeitura, hoje transformada em lupanar de interesses privados e políticos, cujo maior empreendimento é irrigar sobejamente os cofres de empreiteiros, concessionários de serviços públicos e Organizações Não Governamentais ligadas ao PT e PCdoB. As promessas de Marcelo Déda de desprivatizar a administração municipal, referendadas posteriormente por Edvaldo Nogueira, eram conversa para boi dormir...
Além de Almeida Lima, há outros nomes dispostos a disputar o cargo de prefeito. No caso dos candidatos governistas já declarados – deputado federal Rogério Carvalho e deputada estadual Ana Lúcia Menezes, os mais competitivos –, a campanha começou! Outros candidatos da situação a despontar com boas chances de concorrer sem fazer feio são o deputado estadual Adelson Barreto e o deputado federal Valadares Filho. Na oposição, o nome forte (e mais bem posicionado nas pesquisas, bem à frente de todos os demais) é o de João Alves Filho, ainda não declarado candidato e cuja ação tem sido mínima.
Almeida Lima erra descomunalmente ao não observar um detalhe importante no processo eleitoral, já tão antecipadamente deflagrado: a opção da maioria dos aracajuanos pelo Negão (sem lhe tirar os méritos pessoais, claro) ocorre NÃO por amor desmedido ao ex-governador, mas pelo desejo de punir o engodo, a falação palanqueira, a palavra traída, a soberba, a ganância... Trocando em miúdos: gestor responsável por grandes mudanças na geografia de Aracaju, João Alves Filho é visto como “tabua de salvação” para fugir dos trapaceiros. Caso Almeida Lima, ao invés de atacar “desafetos” políticos, centrasse em propostas a inteligência privilegiada, a cultura absorvida e o cabedal administrativo já testado, quem sabe seria bem mais notado, sobretudo pelos jovens que anseiam por um líder antenado, disposto e preparado.
Como solucionar o caos no trânsito, como acabar com a mamata do lixo e transporte público, como adequar a saúde as exigências do cidadão, como elevar o nível da qualidade no ensino, como preparar a cidade para os desafios do futuro – inclusive tecnológicos, como gerar empregos... Questões que, com o aparato disponível, Almeida Lima poderia transformar em debate público, mostrando-se não como alternativa, mas como A Alternativa!
Esta reflexão serve, obviamente, para quase todos os concorrentes, mas dirijo-me em especial ao danado do Almeida Lima por considerá-lo afeito aos grandes desafios, atributo essencial para quem pretende provar aos aracajuanos em 2012 que não está para brincadeira – nisso o Negão pinta e borda, com os pés nas costas!
Meu lamento, portanto, é ver um bom sujeito como Almeida Lima, com tanta bagagem política, autoridade conquistada e vontade de fazer, perdido (ou achado?) em miúdas querelas...


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Quarta-feira, 07/12/2011 | 17h00 | Política
Santas questões incômodas
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O diligente Ministério Público Federal (MPF) ajuizou hoje três ações de improbidade administrativa contra o ex-secretário de Educação de Sergipe (governo de João Alves Filho), Lindbergh Gondim de Lucena e outros 15 ex-servidores da Secretaria de Estado da Educação (SEED), além de ONGs e seus representantes. Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) a comprovar a existência de “direcionamento nas licitações para contratação dos convênios” serviram de base para o MPF deflagrar os processos.
Os relatórios apontariam desde ausência de alguns documentos exigidos em licitações a superfaturamentos que vão de cerca de R$ 9.600 a mais de R$ 210 mil. Teriam sido feitos ainda diversos pagamentos antecipados às ONGs vencedoras das licitações fraudadas – em vários cheques emitidos, não havia sequer a comprovação da destinação do pagamento.
Em outro caso relatado pela CGU ao MPF, teria ficado constatado que a SEED poderia ter reduzido as despesas com um “workshop” para professores, que teve menos inscritos do que o estimado, contudo, a secretaria optou por fazer o pagamento do valor total. Desta forma, um seminário que custaria R$ 346 por aluno inscrito, acabou custando R$ 1.244,39 por aluno, já que dos 615 previstos, apenas 250 efetivamente se matricularam e apenas 171 concluíram o curso.
Total da suposta “farra” na SEED no governo de João Alves Filho? Uma ninharia! Merece punição? Obviamente que sim – e a Justiça, se entender que há algo de ilegal, certamente punirá...
Agora, tratando sobre outra ONG: mais de R$ 30 milhões foram repassados pela Prefeitura de Aracaju, nas gestões de Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira, à Sociedade Eunice Weaver. Em 2009, após muita chorumela de alguns vereadores da oposição, os pagamentos à ONG foram suspensos e ela sofreu intervenção. De lá para cá, alguém ouviu falar em alguma ação de improbidade administrativa contra quem fez sumir pelo ralo da corrupção mais de R$ 30 milhões?
Porventura o assunto “não interessaria” nem à Controladoria-Geral da União (CGU) ou ao Tribunal de Contas da União (TCU), visto que parte significativa dos repasses à Sociedade Eunice Weaver era de recursos federais? Onde está o dinheiro desviado pela Sociedade Eunice Weaver? Por que pegar “peixes” pequenos e esquecer os “tubarões”? A quem interessa não punir as maracutaias realizadas na Prefeitura de Aracaju, desde 2003? Por que somente colocar o governo de João Alves Filho na berlinda, justamente quando o Negão desponta como favorito nas pesquisas, e esquecer a turma do poder?
Santas questões incômodas...

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Quarta-feira, 07/12/2011 | 16h00 | Sociedade
Porque sim, devemos regulamentar a maconha!
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A ignorância é a arma dos governantes: “Estou explicando para te confundir, estou te confundindo para te esclarecer! Ontem comecei a ler a revista TRIP número 200 no meu IPad, que traz FHC na capa: uma edição dedicada totalmente à maconha, seus usos e “frutos” – a inclusão da edição da revista Trip de 15 anos atrás com Tim Maia falando sobre a droga é impagável.
O ex-presidente do Brasil dá uma aula de como lidar, filosófica e sociologicamente, com a questão da maconha e as implicações por ainda não haver sua regulação no Brasil – atenção, não é le-ga-li-za-ção, mas regulamentação; ou seja, criar leis federais para reger a produção, comercialização e consumo, como se faz com os cigarros e o álcool.
Nesse sentido, o vídeo indicado no link (http://www.youtube.com/watch?v=snnJ0-VAETw&feature=share) contribui muito com o debate sério e isento que o assunto requer! Não devemos esquecer, estamos no Século XXI e o ser humano deve ser livre para fazer suas escolhas, inclusive no campos das drogas. Proibir o uso da maconha, está provado, não deu certo.
Talvez, como se fez com o álcool, o ideal seja mesmo criar um mercado controlado. Por fim, seria ótimo para a economia do país se a maconha fosse, finalmente, taxada.
Parabéns aos criadores do vídeo. Espero que curtam...
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PS - Para quem tem IPad, o APP da revista TRIP (gratuito) dá acesso às últimas seis edições da revista, de graça. Baixe e curta. São edições primorosas.


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Terça-feira, 06/12/2012 | 09h05 | Política
Por que o Negão incomoda tanto o deputado Almeida Lima?
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O deputado Almeida Lima diz ter assumido o compromisso consigo, com a sociedade e com a História, de que “nada ficará escondido”, no tocante à política recente de Sergipe. Políticos devem debater, denunciar, contestar, reverberar, contraditar, sugerir... Almeida Lima pede-me para aguardar, pois “temos muito tempo pela frente”.
O próprio Almeida Lima encarregou-se de antecipar o embate de 2012, quando passou a escrever e opinar na imprensa (direito dele, aliás), sobre líderes políticos com os quais já repastou num passado próximo, mas que hoje teriam, “em tese”, interesses partidários conflitantes. A política é assim...
Almeida Lima afirma que estou eu aperreado. Diz ainda que não perderei “absolutamente nada” por esperar. Motivo para tanto esparro? Ironizei-o no Twitter por certa afirmação, numa entrevista ao site Universo Político. A pérola merece ser reproduzida: “João Alves Filho faz crítica aos atuais gestores (governador Marcelo Déda e prefeito Edvaldo Nogueira), alegando, inclusive, que ambos estão destruindo nossa capital. Embora seja a afirmativa verdadeira, João Alves Filho não tem autoridade para (fazer) tal afirmativa, pois como prefeito e governador, DESTRUIU MAIS ARACAJU que os atuais gestores.”
Almeida Lima não é um político qualquer. Como senador, foi o único sergipano a presidir a poderosa Comissão de Orçamento do Congresso Nacional. Por combater a “gloriosa” Ditadura Militar, o hoje deputado federal teve de esconder-se, para não ser preso e possivelmente torturado. Não consta que responda a processos por improbidade administrativa, apesar de ter sido (um bom) prefeito de Aracaju (1994/1996).
Desconheceria o prezado Almeida Lima que Aracaju tem duas fases: antes e depois de João Alves Filho? Certamente não, sobretudo pois, em 2002, estava ele candidato a senador numa chapa com... João Alves Filho e, justiça seja feita, trabalhou com afinco junto às lideranças comunitárias da capital para, naquele segundo turno, angariar votos decisivos para eleger o Negão governador.
À época, talvez, João Alves Filho ainda não tivesse tido o devido tempo para destruir Aracaju mais que os atuais gestores – ou, quem sabe, os belos olhos castanhos de Almeida Lima ainda não estivessem plenamente embotados pelo mel da... “mosca azul”.
Pimba! “Mosca Azul”. Eis a questão... João Alves Filho é hoje o nome preferido da população de Aracaju, não obstante ainda não se dizer candidato, para substituir o atual prefeito Edvaldo Nogueira, fato que apoquenta sobremaneira o ego de Almeida Lima: perder uma nova eleição (a terceira) para prefeito de Aracaju seria um desastre!
Ainda bem que o destemido deputado tem como ídolo basilar o filósofo grego Aristóteles, que dizia: “A esperança é o sonho do homem acordado.”
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O Negão (ainda) é a bola da vez – Parece que vive-se hoje o efeito “bateu, inchou”, que já fez de Jackson Barreto, atual desafeto de Almeida Lima, uma lenda política em Aracaju: quanto mais apanha dos adversários, quanto maiores sejam as críticas, ilações e perseguições, mais a população de Aracaju cristaliza a intenção de voto em João Alves Filho, conforme se pode deduzir a partir dos números da pesquisa do Instituto Opinião, realizada entre 02 e 03/12, e que foram divulgados hoje por Gilmar Carvalho, na Ilha FM.
Pesquisa do Instituto Opinião / Estimulada
João Alves Filho – 39,8%
Adelson Barreto – 14,70%
Valadares Filho – 10,3%
Rogério Carvalho – 8,90%
Almeida Lima – 7,05%
Ana Lúcia Menezes – 5,0%
Laércio Oliveira – 2,4%
João Fontes – 0,6%
Valmor Barbosa – 0,2%
Professora Avilete – 0,1%
Não sabem – 4,3%
Não votariam em nenhum dos nomes – 5,7%


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Sexta-feira, 02/12/2012 | 12h25 | Por David Leite
Publicidade de Marcelo Déda no “Valor”: um tiro no próprio pé?
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Os governos – sei disso, pois integrei a cúpula da Comunicação na gestão de João Alves Filho, entre 2003 e 2006 – tendem a crer que, buscando como referência um instrumento midiático de peso, podem agregar valor político, com potencial de ampliar a imagem pública positiva; ou, numa única palavra: votos!
No caso em voga, refiro-me ao caderno especial sobre a economia de Sergipe, publicado na segunda-feira, 28/11, pelo jornal Valor Econômico , ligado à Folha de S. Paulo e a O Globo. Quem o lê sem o devido cuidado, terá uma visão de “realidade fantástica”, distante do mundo real.
Um bom comparativo é o do PIB sergipano, índice que mede toda a riqueza produzida no Estado durante um período. Vejamos: ele finalizou 2006 elevado a 3,99%. Em 2007, saltou para 6,10%, vindo a cair para 5,09% em 2008 – dados futuros não foram divulgados!
Questionamentos: poderia o PIB sergipano ter dado um salto exponencial em 2007, o tumultuado primeiro ano da gestão Marcelo Déda, se já não estivesse estimulado por ações realizadas nos anos anteriores? Por que teria caído justamente no ano seguinte, já sob a gestão petista?
Outros dados, também bastante interessantes, corroboram a mesma visão: a gestão Marcelo Déda pega carona no trabalho realizado por João Alves Filho, também no quesito desenvolvimento econômico e social. Senão, vejamos...
Entre 2002 e 2008, a renda sergipana aumentou de forma acelerada, chegando a um PIB per capita de R$ 9.781, enquanto o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de acordo com levantamento do Banco Central, considerando o período até 2007, atingiu 0,77, o mais alto do Nordeste à época e hoje muito próximo do índice do Brasil, que chegou a 0,816. Trocando em miúdos: sem um bom começo, como progredir?
Claro que é inegável, mesmo para os membros do Partido da Imprensa Governista (PIG), o papel fundamental da gestão de João Alves Filho como base de todos os projetos tocados por Marcelo Déda – das pontes, ao plano de expansão industrial (apesar da ausência da Refinaria Atlântico, da ampliação do Porto de Sergipe e da implantação da Zona de Processamento de Exportações - ZPE), passando pelo claudicante Parque Tecnológico de Sergipe, ainda hoje praticamente no mesmo nível deixado em fins de 2006.
Os petistas tentam, através de material publicitário publicado (pago a pese de ouro) num jornal de credibilidade e repercussão nacional, apresentar a gestão de Marcelo Déda como magistralmente operosa. Mas os próprios dados apresentados na publicação sugerem um governo passivo, leniente e sem criatividade!
Lamentavelmente, em alguns setores como saúde, segurança pública e educação, nem mesmo manter o básico em funcionamento, pelo menos num nível do aceitável/suportável, os petistas conseguiram. Mas esta é outra (longa e modorrenta) história...


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Quinta-feira, 01/12/2011 | 12h49 | Por David Leite
Pior para Marcelo Déda
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Leia antes:
De como tenta-se, mais uma vez, responsabilizar profissionais de saúde que sofrem por falta de condições de trabalho pelo caos no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), ex-Hospital João Alves (post anterior).

A denúncia feita ontem por Gilmar Carvalho contra quatro médicos do Huse (ex-Hospital JAF) é gravíssima, mas serve para comprovar a fragilidade da gestão do PT.
Segundo o CãoCão, esses médicos faltariam ao trabalho recorrentemente (mas continuariam a receber integralmente os salários – eis a gravidade da demanda), prejudicando a escala do Huse. Contudo, no mesmo horário, atenderiam em seus consultórios...
A questão que Gilmar Carvalho supostamente esqueceu: se alguém falta ao trabalho sem justa causa comprovada, o patrão deve cortar o ponto (e demitir, quando for o caso); por que Marcelo Déda não faz isso com quem fura o expediente de trabalho no Huse – ou somente médicos teriam direito, sem ônus pessoal, ao “ponto facultativo”?
A “denúncia” de Gilmar Carvalho contra os médicos, portanto, contribui para agravar ainda mais a combalida imagem pública de Marcelo Déda, que se já era visto como um governante leniente, sem projeto (a não ser o pessoal/político/partidário) e indisposto ao trabalho, agora agrega a si, graças aos fatos narrados pelo deputado-radialista, a pecha de “chefe sem pulso”!
Será que Gilmar Carvalho pensou nisso ao vociferar queixumes no rádio contra a “máfia do jaleco”?


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Quarta-feira, 30/11/2011 | 13h19 | Por David Leite
De como tenta-se, mais uma vez, responsabilizar profissionais de saúde que sofrem por falta de condições de trabalho pelo caos no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), ex-Hospital João Alves
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Às portas da eleição, em março de 2010, o governador Marcelo Déda lia chocado pesquisas que indicavam o grave descontentamento da população com os serviços de saúde pública oferecidos pelo governo estadual, sobretudo os prestados pelo Huse.
Em busca de minimizar o problema, que poderia prejudicar sua reeleição, ele autorizou a contração de 45 médicos intensivistas para atender áreas críticas do hospital – UTQ (Unidade de Tratamento de Queimados), UIPC (Unidade Intermediária de Pacientes Críticos) e SRPC (Setor de Recuperação de Pacientes Cirúrgicos) –, além de cobrir eventuais furos na escala de médicos da UTI e Semi-intensiva.
Formado por médicos de diferentes especialidades – clínica médica, cirurgia geral, dermatologia, infectologia –, ao grupo foi dada a tarefa de atender “de maneira humanizada, competente e efetiva” pacientes críticos. Todos deveriam receber seus honorários sob a forma de Recibo de Pagamento a Autônomo (RPA).
Ocorre que o Ministério Público do Trabalho não aceitou o “arranjo” e o governo foi obrigado, a partir de setembro de 2010, a contratar os médicos por meio da Cooperativa de Serviços Médicos do Estado de Sergipe (COOPMED), cuja responsabilidade era formar um quadro de profissionais qualificados e pagar seus honorários.
O inferno astral dos médicos teve início, então, por várias vias, sendo a principal delas os frequentes atrasos nos repasses da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) a COOPMED, e, por conseguinte, desta aos médicos. Com salário em atraso, quem trabalha satisfeito? Ademais, sem as mínimas condições de prestar atendimento digno por conta da falta de remédios, material hospitalar e equipamentos essenciais...
A situação de descrédito no compromisso firmado pela gestão de Marcelo Déda gerou insegurança entre os médicos, que agravou-se a cada dia. Mesmo após inúmeras reuniões com o presidente da FHS e com representantes da Secretaria de Estado da Saúde, a querela ainda perdura...
Veja como está o atraso no pagamento dos médicos: 
 Dia 17/07/11 – FHS pagou o mês de maio/2011
 Dia 10/08/11 – FHS depositou 50% da fatura do mês de Junho/2011
 Dia 16/09/11 – FHS depositou restante do mês de Junho/2011
 Dia 10/10/11 – FHS pagou parcialmente a fatura de Julho/2011
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Aos médicos restou ouvir o chavão “devo, não nego; pago quando puder”. Será que, diante do tamanho descaso com profissionais cuja obrigação é salvar vidas, deve-se responsabilizar os médicos do Huse pelo caos que se instalou naquele matadouro? Afinal, apesar das advertências feitas por promotores públicos, a gestão Marcelo Déda descumpriu (todos) os acordos firmados através do Ministério Público Estadual – mas isso os membros do Partido da Imprensa Governista (PIG) não dizem...

Reunião hoje no Ministério Público Estadual
No programa desta manhã, o deputado-radialista Gilmar Carvalho, como sempre falando num tom acima do normal para casos delicados, atacou a “máfia do jaleco” – seriam 4 ou 5 médicos os responsáveis por atravancar o atendimento no Huse.
Por “coincidência”, quase no mesmo momento, era realizada uma reunião – a enésima, diga-se – entre os médicos cooperados, representantes do governo Marcelo Déda e o Ministério Público Estadual. Em pauta, os recorrentes atrasos no pagamento dos honorários.
Houve desabafo dos médicos, que mais uma vez reiteraram a insegurança provocada pela falta de um cronograma de pagamento. A boa notícia é que a promotora de Justiça dos Direitos à Saúde, dra. Alessandra Pedral de Santana, assegurou que, persistindo os atrasos, a qualquer tempo os médicos devem a ela recorrer para cobrar do governo a quitação de parcelas.
Na ocasião, o represente do governo estadual garantiu que o pagamento dos atrasados será feito ainda em 2011 e apresentou duas datas: 10/12 e 30/12. Os médicos estranharam, pois a primeira é um sábado e a segunda véspera do feriado de Ano Novo! Ou seja, seria mais um engodo da turma do PT? É aguardar para ver...


#FAKEs para todos os gostos...
Atenção, amigos twitteiros, a Gang do Bisturi (chefiada por Doutor #Mala_Branca) usa de perfis #FAKEs para denegrir pessoas, sobretudo o ex-governador João Alves Filho, que tanto medo tem causado àqueles que por anos, entre micaretas picaretas, compras sem licitação e armações inimagináveis com o dinheiro público, estão com o baú cheio de bufunfas... milhões delas!
A Gang do Bisturi (chefiada por Doutor #Mala_Branca) também usa perfis falsos para confundir pessoas, fazendo com que imaginem que lidam com pessoas reais – um embuste que demonstra o caráter e a moral que rege esses vigaristas!
Todo o cuidado é pouco...


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Domingo, 13/11/2011 | 12h37 | Política
O mistério da incestuosidade entre ONGs e políticos canalhas finalmente revelado
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Que havia algo estranho na relação entre políticos e Organizações Não-Governamentais estava claro. Faltava entender a mecânica por trás da incestuosidade – ou noutras palavras: como o dinheiro público era desviado, em benefício de esquemas eleitorais e caciques partidários.
A queda do ex-ministro do Esporte Orlando Silva foi didática para desnudar o “modus operandi” que partidos de todos os matizes – no caso em voga, o vetusto PCdoB – utilizam para financiar campanhas, aquilo que espertamente Lula da Silva definiu como “recursos não contabilizados”.
Afora a queda do falastrão Nelson Jobim do Ministério da Defesa, todos os demais cinco ministros que tombaram no cadafalso da gestão Dilma Rousseff, o foram pela mesma razão: usar ONGs para desviar dinheiro público a fim de financiar candidatos a cargos eletivos em todos os níveis.
No caso de Sergipe, uma ONG em especial ficou famosa, a Eunice Weaver, beneficiária de mais de R$ 30 milhões repassados pela Prefeitura de Aracaju ao longo de mais de seis anos, desde o primeiro mandato de Marcelo Déda, até sua substituição pelo então vice-prefeito Edvaldo Nogueira.
Marcelo Déda, portanto, não descobriu a pólvora! Apenas, como fizeram seus colegas do PT e de partidos agregados, usou de todas as “facilidades” proporcionadas pela ausência de rigor na fiscalização das contas de Organizações Não-Governamentais que firmam parcerias com os governos. Hoje, um punhado de notas fiscais (no país da nota fria) vale para justificar a bufunfa dadas às ONGs...
Explico: quando o presidente FHC quis implantar em 1997 um novo modelo, segundo o qual só receberiam dinheiro público entidades que apresentassem metas a ser atingidas, critérios objetivos de avaliação de desempenho e indicadores fidedignos de qualidade e produtividade do trabalho contratado, quem se opôs? Pimba! O PT... O partido de Marcelo Déda entrou com representação no Superior Tribunal de Justiça para derrubar a inovação de FHC.
Não é preciso dizer o que ocorreu a partir de 2003, quando o “cumpade” Lula da Silva assumiu o poder. Também creio, seja dispensável lembrar do famoso “Mensalão”, que os petistas tentam agora transformar num “conto de fadas” da imprensa golpista.
Mais uma vez, Marcelo Déda se vê envolvido com ONGs que atuam em Sergipe, captando verbas do Ministério do Trabalho para supostamente realizar cursos de “capacitação profissional” de jovens pobres. A conta se perdeu num emaranhado de informações contraditórias, sobretudo porque o governo busca mais confundir que informar. Oposicionistas já falam num novo tombo, esse de mais de R$ 20 milhões.
Mas entendamos a aflição da turma governista, afinal a eleição se aproxima...



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Terça-feira, 18/10/2011
Briga de vermelhos
Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho, segundo Antônio Samarone
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Para os não-iniciados nos assuntos da psicanálise, podem soar como simples chacota as palavras do médico sanitarista e comissário-chefe da SMTT/Aju, Antônio Samarone*, ao caracterizar o colega médico e ex-secretário de Saúde, deputado Rogério Carvalho: “Ele sofre de atrofia de superego.” No entanto, há mais nesses céus que aviões de carreira...
Inicialmente, as definições – depois comento:
O superego é inconsciente; faz a censura dos impulsos que a sociedade e a cultura estabelecem como non-gratos, impedindo ao indivíduo satisfazer plenamente instintos e desejos íntimos (e talvez incontidos). Noutras palavras: é o sistema gestor da repressão, particularmente a sexual. Indiretamente, o superego manisfesta-se no consciente sob a forma da moral, como um conjunto de interdições e deveres; e por meio da educação, pela produção da imagem do “Eu” ideal, ou seja, da pessoa moral, boa e virtuosa.
Já a atrofia designa a parada ou redução no desenvolvimento de uma parte do corpo. Músculos atrofiados, por exemplo, podem diminuir de tamanho e perder a capacidade de mover braços ou pernas. A atrofia muscular progressiva, causada pela doença de uma parte da medula espinhal, faz com que certos músculos definhem.
Comento, então: ao juntar dois elementos aparentemente incompetíveis para definir a personalidade de Rogério Carvalho, o ardiloso Antônio Samarone abusou da semântica a fim de dizer o que todos já sabem, mas poucos professam: o deputado é um cabra muito capaz; capaz de tudo, justamente por conta da ausência de pudores ou limites morais – daí o superego atrofiado!
Convenhamos, trata-se da mais perfeita definição de Rogério Carvalho jamais feita...
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(*) Entrevista dada ao jornalista Gilmar Carvalho no “Jornal da Ilha” desta terça-feira.