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Sexta-feira, 01/07/2011 | 11h15
As dolorosas verdades de Jackson Barreto
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Afora a ficha corrida policial quilométrica, cujos processos descansam nos largos escaninhos do Supremo Tribunal Federal graças à excrescência denominada “foro privilegiado”, o vice-governador de Sergipe, Jackson Barreto, é um político inteligente e experimentado, que não deveria, sob qualquer hipótese, ter a opinião desprezada.
Numa recente reunião-almoço, o governador Marcelo Déda, acompanhado do prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira e do vice-prefeito Sílvio Santos, discutiu acerca de como manter o mando da Capital. A amigos próximos –e em seguida, através de porta-vozes lotados na imprensa– JB queixou-se de não ter sido convidado a dizer o que pensa sobre que política adotar no seu reduto.
Por conta do desprezo, o vice-governador, que nunca foi do tipo contido, diga-se, tratou de expor via Twitter suas impressões sobre o atual momento vivido pelos governistas: “Precisamos de unidade, perseverança, vinculação popular e humildade. Antes de discutir candidaturas, precisamos discutir como fazer para reconquistar o nosso povão na periferia de Aracaju. Temos que botar o pé na estrada (...), peregrinando ao lado dos mais pobres.”
Na mosca... Jackson Barreto, esperto como é, já sacou que o discurso fácil não mais engana, havendo sério risco político. A população quer ações para melhorar a qualidade de vida, que existe somente na propaganda produzida pelo Governo de Sergipe e Prefeitura de Aracaju. Ouvir o reclamo dos pobres, de acordo com JB, seria “nossa missão, se quisermos ganhar a eleição”.
Convenhamos, poucos políticos entendem melhor a alma do povo de Aracaju quanto Jackson Barreto. Ao deixar de ouvi-lo, com sua larga experiência e calejo eleitoral, o orgulhoso Marcelo Déda pode ser surpreendido –como o foi, aliás, com as muitas vaias a ele dedicadas no Forró-Caju 2011. Sem o tagarela, mas dotado de frieza e calculismo, o fim pode ser dolorosamente triste...

consideradas . 
Segunda-feira, 13/05/2011 || 20h45
Honestamente desonestos
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A “operação” Castelo de Cartas parece uma piada pronta – e de muito mau gosto, diga-se! As empresas sob suspeição, investigadas por supostamente realizar licitações fraudulentas em obras de prefeituras do interior, são as mesmas usadas pelo governo estadual em várias empreitadas. Aliás, serviram também à gestão do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, e ao Poder Judiciário...
O governador Marcelo Déda está visivelmente chocado. Tomou conhecimento da “operação”, pela imprensa, somente quando já estava em andamento. As questões que o incomodam: se no interior as tais empresas agiram com desonestidade, teriam procedido com o governo estadual dentro da lei? Como continuar a investigação, se os processos lá e cá se assemelham de modo assustador?
A “operação” Castelo de Cartas deteve 17 pessoas (responsáveis por licitações e donos de construtoras) em Canindé do São Francisco, Arauá, Malhador, Itabaianinha, Rosário do Catete e Japaratuba. Obras de construção de praças, escolas, postos de saúde e saneamento teriam ganhadores pré-estabelecidos, num conluio entre servidores e empreiteiros.
Tudo leva a crer, no entanto, que a “operação” foi feita pela metade. A Secretaria de Segurança Pública, por exemplo, utilizou-se das mesminhas empresas para reformar (e ampliar) delegacias – aliás, conforme um dos empresários detidos, atendendo a pedido de um irmão, dono de construtora, do secretário João Eloy de Menezes. Por que a investigação não teve início na própria SSP?
Talvez não fosse preciso nem ir ao interior. Ao bater à porta da Secretaria da Inclusão Social, chefiada pela primeira-dama Eliane Aquino Déda, a “operação” iria encontrar, apenas neste ano, 21 cartas-convite abertas para “obras emergenciais”. Detalhe espantoso: a maioria tinha um mesmo objeto, o que denota “fracionamento de despesa”, prática considerada ilegal no serviço público.
Mas, se fosse o caso de não incomodar a digníssima consorte do senhor governador, os investigadores poderiam, quem sabe, averiguar as dezenas de licitações da Secretaria de Administração e da Companhia de Obras Públicas, sem citar a SMTT de Aracaju ou ainda a presidência do Tribunal de Justiça, que autorizou a construção de 20 novos fóruns no interior.
Todos utilizaram os serviços da turma de empreiteiros considerados “fraudadores”, que tudo leva a crer, praticava uma espécie de honestidade seletiva. Apenas onde fosse, digamos, conveniente agir assim, claro...
Sabemos nós, investigar é um “direito” da SSP. Se não o faz com a esperada profundidade e inteireza, deve ter lá os seus motivos – muitos motivos, penso eu! Mas que é estranho, é...
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PS – Aposto um bago de jaca que a tal “operação” Castelo de Cartas não vai dar em nada. Se a cambada da construção civil, que foi presa momentaneamente, abrir o bico, meio governo cai – nas algemas! Parece que tudo teve como fito promordial ajudar, assustando certa turma aliada. Mas no meio do caminho, deu errado e o governo foi pego de surpresa. Anotem...
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Leia mais:

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Sexta-feira, 10/06/2011 | 07h05
Crise no governo Marcelo Déda
Encurralado pelos fatos, Iran Barbosa diz que renuncia
Ou Meu pirão primeiro...
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Sem dinheiro, após ter torrado as economias do Estado em busca de reeleger-se e ao grupo que supostamente comanda, o governador Marcelo Déda vive agora o grande tormento de uma crise política no governo, provocada pelo racha entre os professores, classe que sempre o apoiou, e com um segmento do PT que lhe dá sustentação política na Assembleia Legislativa.
Ontem, em pronunciamento exaltado, Iran Barbosa, ocupante da Secretaria Estadual dos Direitos Humanos e da Cidadania, disse: “Não continuarei a integrar um governo que descumpre o piso salarial do magistério.” Prometeu renunciar ao cargo, pois “não poderia ocupar a pasta dos Direitos Humanos, se os professores não são tratados dentro dos direitos constitucionais”.
Numa primeira olhadela, a atitude do professor Iran Barbosa pode denotar extremada solidariedade e pendor à causa dos colegas ante a insensibilidade do governador. Mas como dizia Otto von Bismark, as pessoas nunca mentem tanto quanto depois de uma caçada, durante uma guerra ou antes de uma eleição. Encurralado pelos fatos, não lhe restou alternativa senão a renúncia.
Licenciado em História, bacharel em Direito, Iran Barbosa já dirigiu o Sintese, a CNTE e a CUT/SE; foi vereador e deputado federal. A trajetória política, portanto, sempre esteve atrelada aos interesses sindicais, sobretudo do magistério público estadual. No Congresso Nacional, teve atuação louvável e reconhecida. Contudo, não obteve coeficiente para reeleger-se.
A quebra-de-braço entre os professores e Marcelo Déda não começou ontem. Arrasta-se, em verdade, desde praticamente o começo da primeira gestão. Greves, paralisações de protesto, manifestações públicas de desamor e até enterro público foram as armas usadas pelos sindicalistas para pressionar o governo. O governador simplesmente os ignorou, a todos...
Há de se ter, no entanto, o brio da decência de reconhecer um ponto crucial: mesmo diante de todas as querelas entre uns e outros, Iran Barbosa aceitou de bom grado o gordo salário de secretário estadual – com as benesses, quase R$ 20 mil – oferecido pelo governador. Até tentou, diga-se, conciliar o holerite e a “luta” sindical, diante das vibrantes assembleias dos professores.
Mas não deu para segurar! O coração explodiu... Tivesse optado por permanecer no emprego arrumado por Marcelo Déda, Iran Barbosa corria sério risco de implodir a ainda incipiente carreira política. Não se deve esquecer que ano que vem haverá eleição. “Meu pirão primeiro!”

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Segunda-feira, 06/06/2011 | 08h15
Pode até faltar cadeia...
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Uma nova elite que o governo nem quer ouvir falar – sua existência é até um constrangimento em certas áreas do poder público. Refiro-me a Turma Classe AAA. Essa turma desta nova Classe AAA é formada por gente que, lícita ou ilicitamente (a parte maior, creio) tem ficado cada vez mais próspera... Um colosso econômico!
Neles se incluem os controladores de ONGs, com amigos dentro dos governos – basta ver o caso da Eunice Weaver em Aracaju: R$ 29 milhões doados com afeto! A Eunice Weaver, graças aos amigos entranhados na Prefeitura de Aracaju, não precisou realizar tarefas nem prestar contas do que fez com tanto dinheiro.
Nesta semana, porém, o Tribunal do Contas do Estado resolveu por tudo em pratos limpos. O TCE, inclusive, detectou várias "irregularidades" nos contratos com a ONG.
Usa-se deste eufemismo – irregularidades – para não ofender os brios do poderoso de plantão: na verdade, a Eunice Weaver é uma lavanderia, mas teve as contas aprovadas na Câmara de Aracaju. Do pleno do TCE, por graça divina, após pareceres dos investigadores do Ministério Público Estadual, espera-se um resultado diferente daquele ofertado pelos vereadores: devolver a grana!
A oposição, não sem razão, acha que esta dinheirama toda tenha financiado campanhas eleitorais. Tudo começa na gestão de Marcelo Déda e segue com Edvaldo Nogueira. Um luxo! A esperança é que nesta semana o TCE possa, de fato, esclarecer o que a Eunive Weaver fez do que lhe foi dado sem pejo; onde investiu quase R$ 30 milhões. Se for fundo, faltará cadeia...

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Quinta-feira, 02/06/2011 | 14h25
A vez dos poetas
Ou De uma jaca, uma limonada
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(Sem título)
Tenho um rio encravado no peito
Há margens e leito e corredeiras
Venha navegar que eu sou manso
Mansinho mansinho
Carlos Cauê, pelo Twitter


Carlos Cauê tem sido, nos últimos anos, louvado pelo trabalho como jornalista e publicitário. Fundador do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em Sergipe, ele comandou diversas campanhas eleitorais entre 1988 e 2010. Tem reconhecida atuação no cenário político sergipano. Foi Secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju e atualmente é secretário estadual de Comunicação. Mas há uma faceta dele pouco conhecida do público, a de poeta.
Como tal, o jornalista sem histórico e publicitário acarinhado, o homem sorridente e suas idiossincrasias, o cara modesto que habita o mundo real em chinelos de dedo e bermuda despojada, o secretário de Comunicação respeitado pelas vitórias eleitorais, misturam-se todos numa mesma panela e nela, com perdão do cacófato, Carlos Cauê cozinha a dinâmica usada para traduzir em palavras o “sentimento” de quem assessora – no caso em voga, o governo sergipano.
Antes de integrar-se ao “staff pensante” da gestão do PT, o poeta Carlos Cauê emoldurava com relevo sintático a pouco prolífica – em qualquer viés que se pretenda – administração de Edvaldo Nogueira, o prefeito comunista da Capital. Lá, como agora, ele tentava produzir de uma jaca uma limonada. Mestre no manejo das obliterações, com suas letras calculadas uma a uma, ele consegue até fazer da administração de Marcelo Déda um trocado a mais do que de fato é...
Hoje, contudo, a pena comovente de Carlos Cauê logrou o impossível, até mesmo para um poeta: mudar o mundo real; a realidade nua e crua; a vida como ela é! Através do Twitter, nesta fase de ousadia dos agraciados com o dom do poético, Carlos Cauê quis confundir seus atentos seguidores, fazendo de conta que desconhece a “cizânia”, para usar uma palavra sua, entre os líderes das facções políticas em disputa pelo mando de Aracaju. Disse ele:
“Enquanto a turma da cizânia se esforça pra afastar Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira, os dois, em Brasília, traçam planos de futuro, juntinhos. Eles viajaram hoje a capital federal, têm compromissos administrativos e almoçam juntos. No menu: política, é claro. Só mesmo uma visão tacanha e coronelesca estranha que a autonomia e o respeito componham uma relação de aliados. Melhore gente.”
A “turma da cizânia”, citada por Carlos Cauê, somos todos nós, os sergipanos que vimos as inserções do PCdoB e PT na TV, com afetos recíprocos (leia mais abaixo Um imbróglio sem fundamento). Ah, aquele louco amor! Como outro famoso poeta, o secretário também busca despir-se do que por hora não lhe serve de adereço à criação – mas não duvide: num futuro próximo, talvez precise optar entre permanecer no conforto atual ou migrar ao ninho de origem!
Pois é, de uma jaca, uma limonada...

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Domingo, 29/05/2011 | 08h55
A celebridade Araripe Coutinho
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Lírica
Quem se lembraria
de trazer-me um pêssego
numa tarde de angustia?
Araripe Coutinho in “Amor sem Rosto”; 1990 (Fundação Estadual de Cultura)
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A imagem de Sergipe na semana que findou esteve associada nacionalmente ao poeta nativo Araripe Coutinho. De forma abrangente, fotos dele em poses desnudas, produzidas no hoje Palácio-Museu Olímpio Campos, foram exibidas ao Brasil através de inúmeras reportagens em meios múltiplos, vindo a fechar o ciclo a coluna “Panorama”, da revista Veja, a mais lida no país.
O próprio poeta tratou de resumir a ânsia da mídia por desqualificar sua “arte”: “Se fosse um marombado, tudo bem! Mas trata-se de um nordestino, baixinho, gay, gordo e preto. É puro preconceito.” Será? Em “Nação de homens nus”, um retrato de Araripe Coutinho ilustra em Veja como “somos literais e despojados de qualquer conceito”, na opinião da revista.
Raros são os texto assinados por Mário Sabino em Veja (foto abaixo). Redator-chefe da publicação, talvez incontido diante do inusitado repasto, tratou ele próprio de rebuscar alguma explicação àquela “arte” cujo fito, segundo o poeta, seria “promover a poesia de Araripe Coutinho, ainda majoritariamente desconhecida dos sergipanos” – e, certamente, dos demais brasileiros.
Comparada por Mário Sabino à Maja Desnuda – obra conceitual do espanhol Francisco Goya, em exibição no Museu do Prado em Madrid, e tema do filme “La Maja Desnuda” (1958) de Henry koster, com Ava Gardner no papel principal –, a “arte” de Araripe Coutinho é destroçada pelo sarcasmo que escândalos do porte costumam provocar em espíritos, digamos, mais desprevenidos.
Do alto da socrática sapiência dos viventes do Sudeste do Brasil, Mário Sabino ignora o existir da poesia do carioca Araripe Coutinho, e talvez nem a pretenda conhecer. Contudo, sacramenta o jornalista: “Literais como somos” – nós, os latino-americanos, “em geral” –, “vamos conceder que, a julgar pelos quilos a mais, Araripe Coutinho tem mesmo muito a dizer.” Seria ele assim, um “vale quanto pesa!”
O poeta conseguiu o feito memorável. Ao despir-se dos tais “conceitos” citados por Mário Sabino e, literalmente, garimpar com o próprio corpo, robusto e roliço, o que chama de “promoção da arte”, da poesia que escreve, despertou o Brasil para si... Além da mídia gratuita, diz-se de agenda lotada para entrevistas com gente famosa. Promoção maior não há!
Sobre o poeta-celebridade, disse a onírica escritora e poeta campineira Hilda Hilst, autora de excitantes elucubrações onanistas: “Diante da selvageria, do pânico, da desordem, só resta a poesia de Araripe Coutinho (...) tão jovem, mas Poeta Maior, (que) dilata de significados o meu dia.”
Sem dúvida, ela o conhecia...
Ilustração captada do/no meu IPad: "conceitual".

Sexta-feira, 27/05/2001 | 11h15
Quanta doideira: quem entenderá?
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Confesso, tem-me sido estafante tentar compreender – e juro, tenho tentado – os rompantes de desamor explícito tungados publicamente entre os governistas com a própria turma! O “fogo amigo” ser-nos-ia – uso a mesóclise em apreço a culta secretária Eloisa Galdino, a quem cito mais adiante nesta querela – indiferente, não fosse atirado pela turma do andar de cima, os chefes do negócio. E não pela ralé vermelha, como antes!
Em seu Twitter, o secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju, jornalista Marcos Cardoso (@MC_Jornalista), na ânsia de divulgar os feitos da gloriosa e operosa administração comunista, diz: “A PMA investe 19,7% da receita corrente líquida na Saúde. Quando Marcelo Déda (@MarceloDeda) e Edvaldo Nogueira (@EdvaldoNogueira) chegaram, eram apenas 3%.” Vale recodar, antes deles, quem comandava o “negócio” era João Augusto Gama, aliado do governo e secretário demitido do Turismo sob a alegação de “contenção de despesa”.
Atribuída ao próprio Edvaldo Nogueira, outra frase postada também no Twitter de Marcos Cardoso evidencia, no mínimo, mais pedradas nos aliados: “Hoje, o secretário municipal da Saúde (o vice-prefeito Sílvio santos, do PT) movimenta mais do que todo o orçamento da PMA em 2001.” Estranho, pois bate de frente com Jackson Barreto, atual vice-governador, aliado eterno de Marcelo Déda e cabo eleitoral de luxo de Edvaldo Nogueira. Antes de ajudar a eleger a citada turma, a partir de 2000, JB fez prefeito João Augusto Gama (1997/2000), de quem era fiador e parceiro político...
Na mesma linha, a ex-secretária estadual de Comunicação, Eloisa Galdino (2007/08), imiscuída que já foi com a propaganda das gestões de Marcelo Déda desde a Prefeitura de Aracaju, admitiu que a capital sergipana não está preparada para as chuvas e apresentou seu diagnóstico:
A cidade toda sofre, é verdade, mas principalmente as comunidades dos bairros que possuem ainda menos estrutura para suportar. A Treze de Julho tem estrutura vertical, mas pense a situação dos bairros da zona norte e do Santa Maria, por exemplo. Isso significa que a cidade cresceu sem as obras estruturantes que precisava. E continua acontecendo, é só olhar a zona de expansão.”
A atual douta secretária estadual de Cultura foi obrigada, ainda não se sabe em que nível, a desculpar-se através do Twitter, plataforma usada para expor sua incômoda eloquência. Disse ela:
Fiz uma análise de todos esses anos e do descaso desses que agora querem salvar Aracaju. Agora, vem esse povo – 'esse povo' sou eu! – deturpar o uso que fiz do Twitter. Ora, é fato que precisamos de obras estruturantes, mas elas já foram captadas pelo grupo que administra Aracaju desde 2002, e não há 20 anos...” Resumo: na emenda do soneto, também ela meteu o malho em Jackson Barreto e Almeida Lima, aliados do PT, inclusive em nível nacional. Vá entender...
Por outro lado, na briga midiática entre as facções no poder, a disputa pública do atual mandatário de Aracaju e o padrinho fez muita gente imaginar o rompimento entre Edvaldo Nogueira e Marcelo Déda. No mês de aniversário dos 159 anos de Aracaju, a propaganda da prefeitura, a comemorar a data, tinha enfoque, no mínimo, pouco amigável com o governador. Dizia que “jamais se fez por Aracaju, como nos últimos cinco anos”.
Pretensiosa na essência, tinha ainda o demérito de equiparar Marcelo Déda ao apadrinhado, com prejuízo claro à imagem do governador. Veio o PT com suas inserções de RTV para contestar, dizendo-se o verdadeiro autor das tais “transformações e realizações”, que teriam tornado Aracaju a “capital da qualidade de vida” – aliás, hoje, então, não mais seria?
Enfim... talvez esteja certo um ex-petista de alto coturno, o caro Nilson Lima, que cunhou uma frase lapidar: "Nunca se DESFEZ tanto em Aracaju como nos últimos cinco anos." Eu diria mais, até ajudado pela secretária Eloisa Galdino: nunca se DESFEZ tanto em Aracaju como nos últimos dez anos...

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Quarta-feira, 25/05/2001
Entrevista na Jovem Pan FM
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Ouça entrevista com o poeta Araripe Coutinho, hoje pela manhã na Jovem Pan FM, com Rosalvo Nogueira e Paulo Souza. Também fui ouvido, e dei minhas impressões sobre as polêmicas fotos do artista e acerca da reação extemporânea do Governo de Sergipe, que através de assessores, abusou da mentira e da calúnia para evitar, não se sabe ainda porquê, admitir que as fotos do nu no Palácio-Museu Olímpio Campos foram feitas, sim, ainda na primeira gestão de Marcelo Déda (2007/10). Ouça-mo-la...

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. Terça-feira, 24/05/2011 | 14h30
Eloisa Galdino admite incompetência
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O inconsciente por vezes nos trai. Talvez tenha sido por conta desta antiga máxima que a secretária estadual de Cultura, Eloisa Galdino, tenha hoje, após a enxurrada nas ruas de Aracaju, feito considerações por demais verdadeiras acerca das administrações que tem servido.
Através do Twitter (veja quadro abaixo), a ex-secretária estadual de Comunicação (2007/08), imiscuída que já foi com a propaganda das gestões de Marcelo Déda desde a Prefeitura de Aracaju, admitiu que a capital sergipana não está preparada para as chuvas e apresentou seu diagnóstico:
“A cidade toda sofre, é verdade, mas principalmente as comunidades dos bairros que possuem ainda menos estrutura para suportar. A Treze de Julho tem estrutura vertical, mas pense a situação dos bairros da zona norte e do Santa Maria, por exemplo. Isso significa que a cidade cresceu sem as obras estruturantes que precisava. E continua acontecendo, é só olhar a zona de expansão.”
Tamanha transparência traduz o sentimento geral da comunidade. Contudo, ninguém esperava que uma petista do primeiro escalão do governo Marcelo Déda pudesse admiti-lo de público sem pejo. De fato, Aracaju sofre justamente pelo que o Partido dos Trabalhadores NÃO fez.
Para completar, além do PT nada ter feito – sobretudo como diz a própria Eloisa Galdino, na Zona de Expansão da cidade –, o prefeito indicado por Marcelo Déda, Edvaldo Nogueira, segue na mesma linha. Ou seja, por quase uma década fomos todos enganados por esta turma!
A inusitada coragem de Eloisa Galdino ao criticar Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira prova que, quando se quer, absolutamente nada pode impedir que se admita a mais cristalina das verdades, por dolosa que seja! Espero que a secretária não seja rifada por ter sido tão eloquente...
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Domingo, 22/05/2011 | 12h00
Quando uma piada precisa ser explicada...
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Permita-me o leitor trazer à voga este tema, já bastante batido. Mas quando uma piada precisa ser explicada, estamos num “estado” sem humor ou cercado de idiotas, cuja “consciência coletiva” parece ter sido obnubilada pelo efeito alucinógeno provocado pelos cargos comissionados.
Tudo começou em 13/05, quando várias pessoas receberam um email sob o título “Ensaio sensual de Araripe Coutinho! Onde?”, distribuído por Sales Neto, adjunto da Secretaria Estadual de Comunicação. Claro, as fotos chamaram a atenção pelo inusitado: o nu “artístico” do despachado poeta, nas dependências do hoje Palácio-Museu Olímpio Campos.
A brincadeira entre amigos, cujas fotos serviram para boas gargalhadas, tiveram de mim um outro enfoque, por ocasião do aniversário de um ano do Palácio-Museu. Fiz delas uma novela. Uma foto-piada com requintes de sátira e tragédia... Como realizado com outros temas! Meu proveito, contudo – não obstante a distribuição das fotos via email –, levou os governistas à fúria.
Na sexta-feira 20/05, Araripe Coutinho era uma celebridade. Entrevistas em rádio e televisão tentavam explicar aos aturdidos sergipanos como alguém pode posar nu num prédio público. O próprio poeta revelou, inicialmente, que a locação havia sido usada ainda na segunda gestão de Albano Franco (1998/2002), “para produzir fotos que ilustrariam um livro futuro”.
Em meio à polêmica, o chefe da Casa Civil do Governo de Sergipe, Jorge Alberto, anunciou a abertura de sindicância interna e o encaminhamento das fotografias e textos retirados das redes sociais à Procuradoria Geral do Estado para “apurar responsabilidades e estabelecer procedimentos a serem adotados”. A temperatura subiu ainda mais...
Araripe Coutinho, não se sabe a verdadeira razão, mudou, então, a data de realização das fotos: “Gente, me enganei; foi no governo de João Alves Filho, em 2005.” Uma simples piada, sem qualquer conotação política, ganhou ares de “ataque injusto ao governo do PT promovido pela energúmena oposição, sempre ávida por criar estúpidos factóides”.
A questão é: Sales Neto, pela posição que hoje ocupa, apesar de ter sido compincha do governo JAF, distribuiria fotos para prejudicar a quem serve? Apenas a redonda “ogonoranssa” dos governistas não enxerga que “tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo...”.
Até o inocente Sales Neto tratou de fazer-se de Malaquias, vindo ele próprio a atacar “a oposição” pela maledicência – veja abaixo opiniões dele, e de outros fagueiros governistas, sobre mais esta “ação nefasta” de quem dia e noite sonha  com o prejuízo moral da gestão Marcelo Déda.
Enfim, a piada do nu de Araripe Coutinho virou uma grande “ação politiqueira” contra o Governo de Sergipe, que comemorava a reforma do palácio e a instalação do Palácio-Museu. Mas, como as fotos “foram feitas no governo de João Alves Filho”, passaram todos da indignação ao alívio. Afinal, imaginem se tivessem elas sido tiradas nesta gestão? Seria A Tragédia... (eheheheh)!
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Rápido PS – Apesar de a Casa Civil informar “que uma análise preliminar mostra que as fotos do jornalista Araripe Coutinho teriam sido tiradas antes da criação do Palácio-Museu Olímpio Campos”, o que é verdade, uma outra análise pode ser dolorosa aos governistas.
Talvez pressionado (ou mesmo, quem sabe, apostando numa recompensa mais adiante), Araripe Coutinho mudou a data das fotos. Evidências, no entanto, mostram que o poeta está, digamos, equivocado! – detalhe: ele foi, há cerca de três meses, exonerado de cargo comissionado na Casa Civil do governo estadual; a divulgação das polêmicas fotos no próprio Facebook teriam sido uma pequena vingança? Mudar a data das fotos seria algum tipo de “contradição planejada”, para evitar “problemas” futuros.
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  • Abaixo, veja quadro que prova o “equívoco” de datas do poeta.
  • Veja ainda a foto-piada feita por mim, sucesso #TopTrendsBrasil no Twitter: http://twitpic.com/4zsenv
  • Veja também as opiniões dos governistas acerca desta polêmica!
Como se vê acima, a mentira tem madeixas longas...

 



Servidor no governo de JAF, Sales Neto jamais trairia quem lhe deu guarida no PT –creio eu!




Babacas para Sílvio Santos são os que não estão no Bau da Felicidade governista








O vasto cabedal cultura da secretária Eloísa Galdino não lhe permite admitir a sátira (alheia)






Comissário da Segrase, o professor Olivra-Me só admite o riso no recato do lar







Proprietário de um andar inteiro no SergipeTec, Jorge Santana é só sorrisos