Terça-feira, 10 de Novembro de 2009 – 00h25

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>> Jackson Barreto é Vaiado por Mais de 600 Vereadores

Também nesta edição: Curtas & Boas

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Jackson Barreto é Vaiado

por Mais de 600 Vereadores

O nobre deputado Jackson Barreto é conhecido no Brasil inteiro pela voz rouca, pela quilométrica ficha corrida e por ter desde muito jovem sabido enfrentar com galhardia situações bastante duras de sua vida. Mas nem mesmo o experimentado JB estaria plenamente preparado para receber “sem vaselina” a vaia mais original jamais dirigida a um político sergipano.

Na sexta-feira, algo como 680 vereadores de todo o estado reuniram-se na Fazenda e Haras Boa Luz. Discutiram sobre a “PEC dos vereadores”, a redução da receita das prefeituras e do orçamento das câmaras municipais para 2010, além da criação da Federação dos Vereadores de Sergipe. Não era o ambiente adequado para Jackson Barreto desfilar a tez ensolarada e a gravata cor de rosa-bebê...

Explico: os deputados federais de Sergipe –a exceção de Albano Franco, que espertamente fugiu do plenário antes do pleito– votaram a favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que aumenta em cerca de sete mil o número de vereadores em todo o país. A PEC desagradou sobremaneira os atuais parlamentares, pois ao ampliar as vagas de edis e reduzir o valor do duodécimo, atingirá já a partir de 2012 o ponto mais atraente na carreira de vereador: as verbas de gabinete.

Além de Albano Franco, presente por razões óbvias, o único outro deputado a dar o ar da graça na Boa Luz foi Jackson Barreto. Chegou de surpresa e logo foi convidado pelo dirigente do evento, vereador Emanuel Nascimento, para fazer uma saudação aos presentes. O nobre deputado, contudo, conseguiu apenas balbuciar umas poucas e rápidas palavras. Foi interrompido por uma dilacerante vaia, engrossada pelo coro de quase 700 personalidades.

Visivelmente abalado, e aparentando não ter entendido o motivo para tão avantajada paulada, o outrora sorridente Jackson Barreto fechou a cara, amarrou o rabo entre as pernas e saiu pela culatra do palco, indo refugiar-se bem longe dos olhares da enervada plateia, enquanto Emanuel Nascimento tentava conter os fogosos colegas. Minutos depois, Jackson Barreto sumiu da Fazenda Boa Luz sem deixar rastro...

A questão incômoda é a seguinte: como alguém com o cabedal político de Jackson Barreto, especialmente ele tão calejado no maltrato aos adversários e nas ações de bastidores, permitiu-se ficar frente a frente com uma audiência declaradamente hostil? Como já mencionado, apenas o dúbio Albano Franco, eternamente em cima do muro, poderia enaltecer os vereadores sem risco de levar tomate. Tanto é que nenhum outro deputado federal compareceu ao evento.

Agora, além da cassação do mandato de prefeito de Aracaju acusado de corrupção, da quilométrica ficha corrida que o faz o segundo parlamentar brasileiro no ranking dos fichas sujas no Congresso nacional, da voz rouca e do conhecido gosto por remexer panelas, Jackson Barreto adenda à sua biografia o ignóbil feito de ser o político sergipano que recebeu a maior vaia, não de uma plateia qualquer, mas dos próprios colegas políticos. Essa vai entrar para a História...

Após o evento, Emanuel Nascimento comentou que não havia convidado Jackson Barreto para comparecer a Fazenda Boa Luz por saber da contrariedade dos vereadores com os deputados. Ele foi na cara dura e se ferrou... Tomara que tenha aprendido a lição.

Anjo da Guarda – Pode-se dizer sem medo de errar que o ex-governador e atual deputado federal Albano Franco é um homem de corpo fechado. Minutos antes da votação da “PEC dos vereadores”, o parlamentar foi avisado pela vereadora Mirian Ribeiro que o projeto desagradava 100% dos hoje vereadores e, portanto, Albano Franco deveria dar um jeito de votar contra. Mas se tem o corpo fechado, outra característica inerente ao ex-governador é a dúbia dissimulação. Para evitar dizer “sim” ou “não”, Albano Franco preferiu abster-se. Ficou bem com gregos, troianos e baianos. Ele não é bobo.

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600 Podem ser 300 Mil – Fazendo uma média, ou seja, somando a votação de um pela do outro, cada vereador de Sergipe recebeu algo como 500 votos para eleger-se. Se multiplicarmos o número de votos dessa minha média pelo número de parlamentares que vaiaram Jackson Barreto na Boa Luz (uns 600, digamos), temos aí o surpreendente saldo de 300 mil eleitores. Traduzindo: como cada vereador representa um número “x” de cidadãos, a vaia recebida pelo probo deputado equivaleria ao repúdio de 1/5 da população eleitoralmente ativa de Sergipe. Que coisa...

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Quem Seria o Maestro? – A vaia aplicada em Jackson Barreto soou tão uníssona que mais parecia algo ensaiado. Surgiu sem pressa, foi ganhando corpo e contaminou toda a plateia em questão de segundos. Quem teria sido o articulador do repúdio? Melhor ainda, quem teria sido o competente maestro do afinado coral? Sem dúvida, o cara é bom.

Domingo, 08 de Novembro de 2009 – 21h55

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>> Conceição Vieira, a Gulosa

>> Quero Morar na Propaganda do Governo de Sergipe

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Conceição Vieira, a Gulosa

A deputada Conceição Vieira já foi acusada pelo líder da oposição, Venâncio Fonseca, de distribuir toneladas de cestas básicas com fins eleitoreiros no interior do estado. O delito? Usar de expediente de assistência social oficial, portanto pago com dinheiro público, para promover-se politicamente.

Secretária de Combate à Pobreza do governo Marcelo Déda, Conceição Vieira exibe desabrida generosidade. Além do obsequioso auxílio das cestas básicas, também ajuda muitos afilhados políticos e apaniguados, empregando a companheirada através de uma ONG cujo nome seria uma piada pronta, não fosse algo divinamente surreal: “Um Lugar ao Sol”.

Especializada em todo tipo de “serviço”, a ONG de Conceição Vieira é um sucesso empresarial. Realiza obras em vários municípios sergipanos, através de convênios com o governo Marcelo Déda. Em Tomar do Geru, por exemplo, “Um Lugar ao Sol” executa serviços de pavimentação, drenagem e implantação de rede de abastecimento de água. Custo da rápida empreitada: R$ 627 mil...

Com tantos recursos de grande impacto eleitoral ao dispor dela, Conceição Vieira poderia dar-se por satisfeita com os votos já garimpados através do uso escancarado da máquina estadual. A nobre deputada, contudo, mostra-se demasiadamente gulosa. Num desses exageros de apetite, acabou acometida de aquosa disenteria, depois de engolir a seco o calendário eleitoral do TSE.

A nobre deputada, apesar da enorme melação, não contava com a presença de gente abelhuda por perto, para trazer à luz suas excrescências na caça aos votos. E eis Douglas Magalhães* a exibir no blog dele os despojos da campanha antecipada de Conceição Vieira: um minitrio com a imagem gigante e o nome da parlamentar, em passeio durante a cavalgada da cidade de Itabí semana passada.

Quem sabe, talvez o Ministério Público Eleitoral pudesse averiguar a quem pertence o veículo e minimamente repreender a deputada Conceição Vieira, relembrando a apressada senhora que somente depois de junho de 2010 fica liberada a propaganda política para todos os pretensos candidatos. Já seria de bom tamanho...

Sim, antes que esqueça. A placa do veículo, conforme pode ser comprovada na foto abaixo, é HZY 2159. Veja ainda outras fotos publicadas por Douglas Magalhães.

(*) Veja mais fotos em http://caranguejonews.blogspot.com.

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Quero Morar na Propaganda do Governo de Sergipe

Trata-se de jocosa paródia. “Quero Morar na Propaganda do Governo da Bahia” é quase um irmão gêmeo de “Quero Morar na Propaganda do Governo de Sergipe”. Este um vídeo imaginário, a apresentar como Sergipe sobrevive sob a égide de Lula da Silva e Marcelo Déda...

O verdadeiro vídeo –hit no Brasil inteiro, mas sobretudo na Bahia– foi visto por exatos 51.221 internautas do YouTube, até o fim da tarde deste domingão. Apresenta, digamos assim, a Bahia real. Não aquela frondosa, o paraíso na Terra, conforme pregam os anúncios do governo Jaques Wagner na TV. Mas a Bahia depois dos petistas.

Semelhante à campanha de Jaques Wagner, Marcelo Déda também adotou em Sergipe o mote da “mudança”. Inventivos, os baianos resolveram prestar uma justa homenagem ao seu governador da mudança para pior, pela “brilhante” administração. Se a similitude com o governo Marcelo Déda chega a ser intrigante, por que não parodiar? Veja o vídeo-sucesso baiano “Quero Morar na Propaganda do Governo da Bahia” (Tempo total: 2’22”) e ria muito. Boa semana a todos.

Não consegue assistir? Veja em http://www.youtube.com/watch?v=8ZpyBkln0ew

Quinta-feira, 05 de Novembro de 2009 – 18h55

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>> Ilibada Eminência Clovis Barbosa, Cadê o Impedimento?

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Ilibada Eminência Clovis Barbosa, Cadê o Impedimento?

Clovis Barbosa é uma quase unanimidade. Advogado especializado em direito público, petista histórico, ex-secretário de Governo de Marcelo Déda e homem de confiança do governador, Clovis Barbosa é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Chegou ao cargo graças aos auspícios do padrinho Marcelo Déda, através dos votos de 22 dos 24 deputados estaduais –Celinha Franco e Goretti Reis estavam ausentes.

Clóvis Barbosa ocupa a vaga do conselheiro Flávio Conceição, num imbróglio ainda não plenamente resolvido. A situação jurídica do cargo de conselheiro do TCE, no entanto, nada tem a ver com este escrito... Aqui, o conselheiro de fato é Clóvis Barbosa, pois no momento é ele o analista das contas dos administradores públicos sergipanos.

Veja bem. Em sessão do Tribunal de Contas realizada na terça-feira, o conselheiro Clóvis Barbosa, na condição de relator de processo, votou pela legalidade do contrato de prestação de serviços firmado entre a Secretaria Estadual da Saúde e o Hospital Pedro Garcia Moreno de Itabaiana, gerido pela Associação Aracajuana de Beneficência. O convênio foi efetivado na gestão do atual secretário de Saúde, Rogério Carvalho.

Dois são os pontos conflitantes neste episódio. Em primeiro plano vem o descaramento deslavado do Governo da Mudança para Pior, com a incansável crítica às contratações de empresas privadas para gerir hospitais públicos no ex-governo, repetida à exaustão pelo líder governista Francisco Gualberto e por ninguém menos que o próprio Rogério Carvalho. É aquela modorrenta história do fedido falando do mal lavado, que virou arroz de festa na gestão de Marcelo Déda.

O outro ponto seria hilário, se não fosse uma tragédia. Clóvis Barbosa julga sem o menor constrangimento o governo a que serviu até 05/05. Obviamente, ele não é o único conselheiro, nem o primeiro, nem será o último a votar processos de ex-colegas de governo e companheiros de partido. Porém, o que se esperava da ilibada eminência Clovis Barbosa, jurista tão decantado em prosa e verso como celebridade ética e moral, seria o apelo ao impedimento.

Mas não se engane! Clóvis Barbosa está certíssimo. A roupagem “progressista” a cobrir essa gente da esquerda, especialista em falar de alhos e apresentar bagulhos, permite os eufemismos. Assim, uma quase unanimidade como o enaltecido conselheiro Clovis Barbosa pode até se dá certos luxos. Inclusive julgar e endossar contratos do governo do padrinho Marcelo Déda, a quem certamente ele é muito grato. Uma beleza...

Democracia Banguela – Marcos Aurélio é secretário de Comunicação do prefeito Luciano Bispo de Itabaiana. Ao Jornal da Cidade (25/10), o secretário estadual de Saúde, Rogério Carvalho, disse: “As clínicas da família são presentes honestos. Não são cavalos de Tróia”. Hoje, com Messias Carvalho (FM Aperipê), Marcos Aurélio rebateu: “Entregaram o prédio, mas e as condições para atender a população? Até parece aquela história dos dois hospitais que Marcelo Déda inaugurou quando era prefeito de Aracaju e depois não eram mais hospitais porque faltavam equipamentos típicos de um hospital”. Foi tirado do ar...

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Gestão Relâmpago – Estranho. Muito estranho! Mas contando com a atual, estamos na quinta gestão do “Huse Mas Não Abuse Porque Não Aguenta”. É um mistério o fato de nenhum administrador conseguir fechar um ciclo na direção do Hospital João Alves Filho. Talvez haja uma pista na nova indicação do secretário estadual de Saúde, Rogério Carvalho. Por aqui não tem gente com competência. Afinal, ele importou de São Paulo um companheiro-médico para exercer a função. Até quando?

Terça-feira, 03 de Novembro de 2009 – 23h05

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>> Segurança Beleza Pura? Só na Propaganda da TV

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Segurança Beleza Pura? Só na Propaganda da TV

É simples! A marginalidade entendeu a inação da polícia no combate aos homicídios da seguinte forma: fraqueza, incapacidade... A possibilidade de o Governo da Mudança para Pior intimidar os assassinos ainda em 2009 parece cada vez mais distante. Basta observar o número de mortes ocorridas no fim de semana prolongado: onze no total, sendo seis ocorrências em Aracaju.

Antes de adentrar na questão “homicídios”, cabe observar um dado. Três dessas vítimas teriam supostas ligações com o tráfico de entorpecentes. Não sou especialista em segurança pública, mas a experiência de civilizações mais avançadas aponta como inócuas as ações isoladas de combate ao tráfico de drogas nas comunidades consideradas “enclaves”.

Atuar nessas áreas com dezenas de policiais fortemente armados e apoiados por um helicóptero funciona muito bem do ponto de vista psicológico, pois alimenta no distinto público a “sensação” de que a polícia trabalha. Porém, como tais comunidades são meros entrepostos do comércio internacional de entorpecentes ilegais, ações para prender apenas atravessadores e pequenos varejistas resultam em abalos ínfimos nas finanças da atividade criminosa.

A questão é: até quando a SSP vai continuar a torrar “neurônios” e recursos no combate ao narcovarejo, prendendo marginais sem influência direta na economia do “negócio”, enquanto os grandes atacadistas –aliás, gente muito bem informada!– continuam a operar e enriquecer, por vezes salvaguardados pelo conluio de poderosos?

Para conter os “ajustes de contas” envolvendo drogas –essa sanha assassina que somente neste ano fez centenas de vítimas em Aracaju– a solução é atacar a rede de distribuição do tráfico. Sergipe é territorialmente pequeno –cerca de 20 mil km². Por que não mobilizar esse farto aparato de combate ao crime, incluindo a “inteligência” da SSP, para interceptar a droga ainda na fase de transporte? Grandes apreensões mexem no ponto mais sensível dos chefões, o bolso. Se o negócio passa a ser de alto risco, pensa-se duas vezes antes de investir.

A Escalada dos Assassínios – Policiais, membros do Judiciário, advogados e jornalistas especializados em segurança pública falaram comigo sobre o avanço dos homicídios em Sergipe, sobretudo nos últimos 30 dias. Algumas das opiniões: “morreram porque eram todos marginais”, “era um vagabundo que vivia aprontando”, “tem gente aliviada e até feliz, porque esse sujeito matou muita gente”, “esse estava envolvido com a quadrilha tal”, “esse era ladrão e assassino”, “era o chefe da boca tal e caiu numa armadilha”, “estava devendo e não quis pagar”, “tinha dinheiro a receber”, “morreu de graça, porque estava com o fulano assassinado”.

Conclusão óbvia: parcela significativa dos assassinatos cometidos no mês de outubro foram “ajustes de contas”. Sabemos que parte deles envolveu gente ligada ao varejo do tráfico. Mas e a outra parte? Por que bandidos e calhordas notórios estão sendo “apagados” numa escala industrial? Quem estaria por trás dos crimes? Para estas perguntas, ninguém se atreveu a dar palpites.

De fato, a crescente violência tem mudado os hábitos do outrora pacato Sergipe (e de modo especial, Aracaju). Se não há ação continuada e com apoio da comunidade nem trabalho constante e ostensivo, tem-se uma segurança pública banguela. Sem polícia por perto, o baixo clero da bandidagem, esse que mata por meros R$ 10, atua sem freios. Para esse tipo de malandro, o crime anda compensando...

Agitação no “São Lucas” – A manhã desta terça-feira foi movimentadíssima no Hospital São Lucas. Preparativos para receber o governador Marcelo Déda, supostamente para exames de rotina. A internação ocorreu perto do meio dia. Marcelo Déda aparentava tranquilidade e chegou inclusive a reclamar das acomodações –certamente, nada nos moldes do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A direção providenciou então um apartamento mais amplo e melhor mobiliado. Porém, a permuta foi adiada porque exames revelaram a existência de aderência intestinal e os médicos recomendaram o imediato retorno do governador a São Paulo.

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Ação Preventiva – Conforme informei no último escrito, aquele site hospedado no Portal Infonet, alvo de constantes “apagões”, especialmente quando fazia chamadas ou republicava trechos deste Abra-O-Olho, já opera numa nova hospedaria, bem longe dos tentáculos dos não afeitos ao contraditório. Por via das dúvidas, sobretudo pelo fato de o embate eleitoral acalorar-se a cada dia, a direção do site optou pela ação preventiva, a fim de evitar maiores dissabores com o Infonet.

Domingo, 01 de Novembro de 2009 – 16h05

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>> O Portal Infonet é Realmente Bastante Perigoso!

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O Portal Infonet é Realmente Bastante Perigoso!

A comunicação está para a atividade política como asas para o avião. Sem ela, os políticos simplesmente não decolam. O Rádio foi a ferramenta usada pelo ditador Getúlio Vargas para mandar recados aos aliados e adversários, criticar desafetos e fazer seu “comercial”. A ditadura militar chegou a financiar a criação de uma rede de TV de alcance nacional –a Rede Globo influencia o Brasil há pelo menos 35 anos!

A Internet é a nova trincheira. Seus números são impressionantes: 27,5 milhões de brasileiros a acessam regularmente de casa, número que sobe para 36,4 milhões se considerados também os acessos no local de trabalho (mês julho/2009*); 38% das pessoas acessam a rede diariamente; 10% de quatro a seis vezes por semana; 21% de duas a três vezes por semana; 18% uma vez por semana. Somando, 87% dos internautas brasileiros entram na Internet semanalmente.

Sergipe tem alguns importantes provedores de conteúdo, com vasto material sempre atualizado. Nenhum se equipara em musculatura e diversidade ao Infonet (www.infonet.com.br). De acordo com a colunista do portal Yara Belchior, diariamente são espantosos 140 mil acessos (ou 4,2 milhões de visitas todo mês). O público, como se sabe, é miscigenado e integra as classes A, AB e C. A predominância é de adolescentes e jovens em fase estudantil e formadores de opinião: empresários, profissionais liberais, gestores, funcionários públicos...

O Infonet é bastante perigoso! Perceba o quanto ele se parece com um portal de Internet: tem material informativo variado e vasto, mantém repórteres e redatores de plantão, oferece hospedagem e processamento digital, acesso à Internet e serviço de e-mail. A semelhança se encerra aí. Por trás da fachada tradicional opera uma organização paragovernamental, que funciona como apêndice da Secretaria Estadual de Comunicação!

O Infonet age de má fé deliberadamente. Censura a opinião de internautas com críticas severas, porém respeitando limites éticos e morais, a Marcelo Déda e aos mais influentes auxiliares e aliados do governador. Como disfarce, o portal publica um ou outro comentário com crítica branda ou sem conteúdo político devastador. Na contramão, no topo das páginas, logo após o noticiário “oficial” estão as mais belas opiniões positivas ao governo, sobretudo os elogios a ações, obras e a pessoa do governador em particular.

Não há um único colunista político no Infonet cujo texto contradite o governo ou leve a xeque as poeticamente prometidas mudanças. O conteúdo se afirma apenas como propaganda governamental disfarçada de notícia (ou comentário), sem qualquer mínimo resquício de algo a “afrontar” Marcelo Déda e o Governo da Mudança Para Pior. Para enganar uns e outros, comentaristas chegam a “cobrar criticamente” e adular o governo (e o governador) no mesmo parágrafo, como a desprezar a inteligência alheia. A turma finge “investigar”, “ir atrás”, “dar conta” de tantos fatos dolorosos à administração estadual, mas tudo acaba perdido no ar.

Um importante jornalista, daqueles arredios ao poder –seja ele qual for, aliás!–, apreciador dos Beatles e sessentões do rock em geral, foi “convidado” recentemente a escrever no Infonet, opinando sobre tudo, especialmente sobre seu prato predileto, a política! O moço cobra muito do governo e estranhou a oferta do portal, ao que lhe disseram: “O interesse é esse mesmo. Esquentar”. Não se sabe a razão, mas o convite foi posto na geladeira. Entrementes, o contrato de veiculação do conteúdo produzido pela Secretaria Estadual de Comunicação foi generosamente renovado.

O ataque do Infonet ao contraditório vai ainda mais além. Um crescente provedor de conteúdo noticioso hospedado no portal faz cerca de um ano, que num gesto de ousadia passou a fazer chamadas via e-mail dos meus escritos e a republicar parte deles em suas páginas, coincidentemente vem sofrendo nos últimos dois meses múltiplos e constantes “apagões”. Fica fora do ar por incontáveis minutos, especialmente cedo de manhã quando porventura posta alguma chamada do Abra-O-Olho. As explicações são as mais absurdas possíveis. O caso será narrado por mim brevemente...

Por tamanho prejuízo causado à democracia e à liberdade de opinião, o portal Infonet deve ser acessado com extremada cautela e rígida segurança, pois é realmente deveras perigoso!

(*) Dados do o Ibope Nielsen Online em aferição de julho de 2009 (http://www.tobeguarany.com/internet_no_brasil.php).

Quinta-feira, 28 de Outubro de 2009 – 20h25

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>> Marcelo Déda e o Sinal Vermelho

(Leia Também Curtas & Boas)

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Marcelo Déda e o Sinal Vermelho

Apesar da extremada recomendação médica de repouso absoluto e a necessidade de ainda realizar exames em São Paulo nas próximas semanas, dois imperiosos motivos fizeram o governador Marcelo Déda retornar ontem a Sergipe: boatos maledicentes quanto ao seu real estado de saúde e o desempenho do vice Belivaldo Chagas.

Com fotógrafo a tiracolo e redator de plantão, Marcelo Déda tratou a convalescença pós-operatória no Sírio Libanês com habilidosa comunicação. Contudo, a aparente “normalidade” –o governador recebeu visitantes ilustres e até exercitou a cantoria num duo com Alceu Valença– não impediu os fofoqueiros de espalhar terríveis “informações” nos quatro cantos do estado sobre a saúde do “Número Um”.

Auxiliares, políticos aliados mais próximos, o próprio vice-governador, amigos, parentes e até a esposa do governador foram obrigados quase diariamente ao desmentido de boatos insanos e estranhas teorias de conspiração. Após ouvir alguns altos conselheiros e pessoas da família, Marcelo Déda resolveu suspender a permanência em São Paulo e retornou ontem a Sergipe, acreditando que sua presença acalmará as línguas venenosas e tranquilizá o eleitorado. Agiu corretamente...

Por outro lado, Marcelo Déda ficou de couro coçando com a adulação dos comentaristas oficiais aboletados nos jornais e o carinho do público com o vice. Na imprensa, viu-se o “fabuloso desempenho de Belivaldo Chagas”, que além de “dar continuidade ao enorme desafio de administrar Sergipe com competência”, ainda “mostrou-se humilde no trato com auxiliares e correligionários, atendendo a todos”.

Políticos são ciumentos e narcisistas por natureza. Marcelo Déda trata a vaidade pessoal como item de primeira necessidade. A urgente operação o afastou do que mais gosta de fazer: política e politicagem. Belivaldo Chagas, neste tocante, deu um show de traquejo, emocionada paciência e, acima de tudo, sorridente cordialidade com secretários, prefeitos, deputados... O sinal vermelho acendeu em São Paulo!

Imprensa Dedista – A emoção de rever pessoalmente o querido chefe fez alguns membros da imprensa “oficial” simplesmente desabar em choro. Outros cuja alma é vermelha já não mais aguentam referir-se ao vice-governador Belivaldo Chagas como “governador em exercício”. Sim, fazem questão de acrescer o “em exercício” sempre que citam o “Numero Dois”, até para deixar claro quem realmente manda. Terão que esperar mais um pouco...

Coral Encomendado – Adolescentes do projeto social “Pouso Seguro da Criança”, que é mantido com dinheiro público através da Infraero, foram tirados do expediente estudantil para “recepcionar” Marcelo Déda no saguão do aeroporto. Ao lado dos alunos, com lágrimas nos olhos, o governador cantarolou a caralice preferida do radialista-deputado Gilmar Carvalho, a canção “Noites Traiçoeiras” do padre Marcelo Rossi (...“e ainda se vier noites traiçoeiras, se a cruz pesada for, Cristo estará contigo. O mundo pode até fazer você chorar, mas Deus te quer ver sorrindo”).

Alunos em atividade extra-classe: recepção ao compadre do presidente.

Como Collor, Ele também Usa Camisa com Mensagens – Ficaram eternizadas na memória coletiva as camisas com frases de efeito usadas pelo presidente cassado por corrupção Fernando Collor de Mello nos passeios e corridas que dava para manter a forma física. Inspirado no hoje senador e aliado ferrenho do compadre-presidente Lula da Silva, Marcelo Déda também exibiu uma mensagem, para afastar os agouros, impressa na camisa usada por ele ontem no aeroporto. Dizia a frase: “O Senhor fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome”.

De braços abertos como o Cristo Redentor: recado de fé e proteção.

Déda, um Anjo de/em Pessoa – Pelas lentes do dedicado fotógrafo Jorge Henrique, o respeitável público pode sentir o clima do aeroporto na chegada de Marcelo Déda. A foto inspirada, onde “nosso” governador é transfigurado num ser divino, foi publicada hoje pelo sisudo Jornal da Cidade.

O angelical Marcelo Déda, segundo o Jornal da Cidade: haverá razão!

Terça-feira, 27 de Outubro de 2009 – 11h55

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>> Rogério Carvalho se Acha... (E mais Curtas & Boas)

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Rogério Carvalho se Acha...

Deve ser um daqueles raros casos de megalomania residente crônica, agravada por osmose pela relação umbilical com o ego maior da nossa vasta galáxia. O secretário de Saúde Rogério Carvalho, o protegido do vaidoso governador Marcelo Déda, pede respeito. Afinal, sabem vocês com/de quem estão falando?

No Jornal da Cidade de domingo, o chefe da pocilga-modelo respondeu a umas perguntinhas do jornalista Eugênio Nascimento. O objetivo era contrapor as críticas da oposição (e até de aliados) quanto à gestão do Governo da Mudança para Pior na saúde pública sergipana.

O assunto não mereceria mais que duas ou três linhas de comentário, porquanto não ocorre ao acaso a presença do item “Saúde” no topo da lista das prioridades da população ainda não devidamente atendidas. Ou seja, a defesa de Rogério Carvalho depõe contra o próprio e contra o governo a que ele serve...

O fato a despertar minha atenção foi o principal argumento usado pelo secretário quanto às questões trazidas a público pelos deputados da oposição e, sobremodo, pelo ex-governador João Alves Filho. Disse Rogério Carvalho: “Ele (João Alves Filho) me desrespeita como pessoa, como médico, como mestre, doutor em saúde pública, professor universitário, médico fiscal do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, que passei por concurso em primeiro lugar em São Paulo, passei no concurso aqui na UFS. Talvez ele me desrespeite inclusive como profissional porque quando uma pessoa diz que o outro matou 100 pessoas ele, no mínimo, está me chamando de criminoso, ele está me desacatando, me desrespeitando”.

A Via Láctea inteira agora já sabe. Não se pode criticar o cósmico secretário estadual de Saúde, pois o danado é médico, mestre, doutor em saúde pública, professor universitário concursado, fiscal concursado do Conselho Regional de Medicina de São Paulo...

Rogério Carvalho somente esqueceu de explicar algumas coisinhas simples. Os mais de R$ 200 milhões sem licitação (apenas em 2007) devidamente pagos. O caos no Hospital João Alves Filho e a falta de assistência básica no interior. A morte das mais de 60 crianças na Maternidade Hildete Falcão e de dezenas de adultos pela falta de higiene e cuidados mínimos nas UTIs do “Huse mas Não Abuse Porque Não Aguenta”. Sem falar no incrível terreno comprado em Lagarto a peso de ouro para edificar um hospital.

Faltou também ao distinto secretário falar por que mandou derrubar o hospital de Ribeirópolis e em seu lugar construir um posto de saúde meia boca. Talvez até sobre um tempinho para o divino Rogério Carvalho contar os motivos que o levaram a optar pelo atendimento num hospital particular quando fraturou a perninha ao invés de usar o serviço público...

O renomado antropólogo Roberto da Matta –aliás, um esquerdista assumido, portanto insuspeito– resumiu bem esse tipo de gente aboletada nos títulos, na arrogância e no poder, à espera do respeito, do reconhecimento e do temor alheios: “Frase que marca nossa ausência de cidadania: sabe com quem está falando? Frase que marca a cidadania americana: quem você pensa que é?”

Para refrescar o acalorado dia, nada como música (e água geladinha). Veja o clipe de “Você sabe com quem está falando?”, composição de Claúdio Salles do movimento pop Goiaba de Niterói, do Rio de Janeiro. A letra é baseada em textos do acadêmico Roberto da Matta. O vídeo foi criado e dirigido por Marcelo Magoo.

Rota do Queijo Suíço – Numa entrevista a Ouro Negro FM de Carmópolis, o ex-prefeito de Siriri Valdomiro dos Santos sugeriu oportunamente a mudança do nome do recapeamento da rodovia festivamente batizada por Marcelo Déda de “Rota do Sertão”. Comentou ele: “Parece brincadeira, mas com apenas cinco meses de inaugurado, o trecho entre Nossa Senhora das Dores e Monte Alegre tem tanto buraco –eu contei uns 400!– que melhor seria chamar aquilo lá de ‘Rodovia do Queijo Suíço’. Foi dinheiro jogado fora”. Comento eu: Nos queijos finos, vinhos caros servidos por sommelier e buracos administrativos “nosso” governador é mestre-doutor...

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Cadeira Vermelha – Os “hospedes” do Hospital João Alves Filho têm agora à disposição no mobiliário novas cadeiras, para relaxar enquanto aguardam a chance de ser atendidos. Curiosamente, depois de abusar da cor vermelha até em escolas e repartições públicas, e mesmo depois de repreendido pelo Ministério Público Estadual ainda manter como símbolo do governo o mesmo coração com borda vermelha usado como marca da campanha eleitoral de Marcelo Déda, o governo estadual resolveu “inovar”. As cadeiras oferecidas no “Huse” são... advinha de que cor? Só pode ser fetiche...

Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009 – 14h55

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>> Teria Ivaldo José Acordado de Casaca Virada?

(Veja ainda: Curtas & Boas)

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Ivaldo José Acordou de Casaca Virada?

Cá entre nós, ainda estava meio sonolento quando vi no site da Câmara Municipal a foto do jornalista Ivaldo José a exibir duas pequenas tartarugas. Pensei: teria o neófito vereador descoberto os símbolos ideais para mimetizar as administrações de Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira, e resolveu trazê-los aos olhos do respeitável público?

Explico! À primeira vista, enxerguei Ivaldo José a segurar na mão direita o Governo das Mudanças para Pior, justificando com riqueza de detalhes a incrível similitude com aquela tartaruga. Sem qualquer projeto, obra de relevância ou grandes ações para justificar a poética retórica eleitoreira, o governo Marcelo Déda poderia ser fielmente simbolizado pelo preguiçoso animal.

Da mesma forma, a administração Edvaldo Nogueira estava muito bem representada pela tartaruga da mão esquerda. Aracaju simplesmente parou no tempo. O único projeto prevendo o crescimento ordenado do município (criado pelo urbanista Jaime Lerner) remonta há três décadas. De lá para cá, nunca foi atualizado. Resultado: caos total –no trânsito, nas zonas de expansão... A tal promessa de “desprivatizar” a prefeitura também foi esquecida.

A simbiose entre as lerdas tartarugas e a letargia das administrações de Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira era perfeita demais. Teria Ivaldo José aderido à oposição?

Com os primeiros lampejos da realidade real sobrepujando minha sonolência, passei a enxergar a cena com olhos menos embotados. Ivaldo José havia sim encontrado nas tartarugas a simbologia adequada para identificar com precisão as administrações de Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira. Mas à maneira da fábula “A Tartaruga e a Lebre”!

A história infantil relata a disputa entre a esperta lebre e a preguiçosa tartaruga. Gabando-se da ligeireza, a lebre desafiou outros animais numa corrida. A improvável tartaruga aceitou. A lebre então respondeu: “Ganho com os pés amarrados”. A corrida começou e a lebre disparou. Para mostrar desprezo pela tartaruga, resolveu tirar uma soneca na primeira curva da estrada. A lebre acordou assustada com os gritos da torcida, aplaudindo a passagem pela linha de chegada da intrépida tartaruga, que disse: “Devagar se vai longe”.

Ao apresentar as prosaicas tartarugas, quem sabe Ivaldo José não estivesse a exibir-nos dois grandes símbolos da máxima esperteza, porquanto, aparentando lerdeza, Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira na verdade seriam tão ligeiros que facilmente deixariam a comer poeira até grandes velocistas... Senão, vejamos!

Somente no primeiro ano de governo, Marcelo Déda comprou mais de R$ 200 milhões em medicamentos, equipamentos e serviços para a Saúde sem licitação. Em 2008, essa conta se perdeu... Tem ainda a história do terreno adquirido em Lagarto a preço superfaturado para edificar um hospital. Licitações com cartas marcadas também ocorreram em obras de estradas e escolas...

Edvaldo Nogueira não fica para trás. O “amém” às grandes construtoras. Os lucrativos negócios do lixo, transporte coletivo e parquímetro. As transferências milionárias de dinheiro público a Organizações Não-Governamentais especializadas em todo tipo de “serviço”, incluindo os de cunho meramente eleitoral –só a Sociedade Eunice Weaver faturou mais de R$ 28 milhões. As obras inacabadas à espera de mais verbas...

Mas toda esta minha sonolenta elucubração com tartarugas, Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira logo se desfez ao ler o texto cuja foto acima servia de ilustração. Na verdade, os animais foram socorridos por Ivaldo José quando tentavam atravessar a avenida Melício Machado e por pouco não foram por ele atropelados. De acordo com o vereador, os alagados e lagos da zona de expansão, onde as tartarugas vivem, estão sendo paulatinamente aterrados (sem a mínima intervenção da Prefeitura de Aracaju). Além das tartarugas, jacarés e cobras também estariam obrigados a migrar em busca de novo habitat.

O interessante disso tudo é lembrar de outra intrigante semelhança. Tão quanto os animais capturados por Ivaldo José, o Plano Diretor de Aracaju, empacado na Câmara de Vereadores faz séculos, também caminha (espertamente?)... a passos de tartaruga!

Antes que eu esqueça As tartarugas conseguiram se safar das rodas do carro de Ivaldo José. A mesma sorte não teve um pedestre, atropelado por ele na semana passada. Além do imediato socorro, o cidadão recebeu do vereador assistência médica e remédios. A vítima passa bem!

João Alves Filho Ganha Marketing Eleitoral Gratuito – O Jornal da Cidade (sem querer, certamente) prestou um grande serviço à campanha do ex-governador, possivelmente ao governo estadual. Ao promover a escolha de “As Sete Maravilhas de Aracaju”, o JC consultou os internautas do seu portal sobre os mais belos monumentos da cidade. Pela ordem, os mais votados foram o Projeto Orla, o antigo farol (Unit), a igreja do Santo Antônio, a Ponte do Imperador, a Passarela do Caranguejo, a ponte Construtor João Alves e o relógio do mercado municipal. Três obras de JAF (orla, Passarela do Caranguejo e ponte Aju/Barra) estão entre as vencedoras, sendo que outras três (o farol, a Ponte do Imperador e o relógio) foram construídas no século 19...

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Afinal, Quem é o Melhor: Marcelo Déda ou Edvaldo Nogueira? – Curiosa enquete do portal www.clicksergipe.com.br questiona “Qual dos dois você acha que é o melhor: (1) Edvaldo com zabumbeiro; (2) Déda como cantor; (3) Os dois; (4) Nenhum dos dois. Pelo auferido até agora (veja os resultados ao lado), a parada promete ser dura. Porém, as chances do governador parecem maiores. No sábado 17/10, ao receber no hospital a visita de Alceu Valença –o cantor fazia show em São Paulo e fez questão de visitar o antigo amigo de birita (da época do inesquecível Bar Gosto Gostoso)–, Marcelo Déda pode praticar a cantoria num dueto improvisado com o prestigiado artista. O quarto do governador ficou lotado de enfermeiras, médicos e funcionários do Sírio-Libanês. Como a última vez que Edvaldo Nogueira arriscou uma zabumbada foi durante o Forró-Caju...

Duas grandes estrelas. Dois grandes cantores?

Terça-feira, 20 de Outubro de 2009 – 12h45

Leia Nesta Edição:

>> O Ocaso da Iluminada Eloísa Galdino?

>> José Eugênio de Jesus, um Exemplo de Vida

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O Ocaso da Iluminada Eloísa Galdino?

A Vida é curta, o poder transitório. Antigo no ensinamento, poucos se dão a observar a marcante atualidade do dito popular. A outrora toda poderosa secretária de Comunicação, e atualmente minguada secretária de Cultura, Eloísa Galdino, vive hoje o crepúsculo de um fenômeno arrasador: o tempo!

Deslumbrada com a fogosa auto-estima incutida ainda nas primeiras semanas de governo, Madame Eloísa Galdino deu-se a missões rasteiras. Demitiu pessoalmente (um a um) antigos assessores do ex-governo. Perseguiu melancias e vermelhos históricos aboletados fazia séculos na Comunicação, enxotando-os para bem longe. Promoveu a maior limpeza jamais vista numa secretaria supostamente técnica. Inchou de amigos e coleguinhas o já inflacionado quadro comissionado da Secretaria de Comunicação. Por fim, posou de musa da Comunicação sergipana para jornais e revistas pagos com dinheiro público*.

Avessa ao contato com profissionais de imprensa e mesmo com colegas de secretariado, prefeitos aliados e políticos ligados ao governo, Eloísa Galdino pavimentou com doses cavalares de egolatria o caminho do próprio infortúnio. As reclamações chegavam aos ouvidos de Marcelo Déda, mas a força da primeira-dama, amiga-confidente de Madame, impediu um final infeliz ainda no primeiro ano de (des)governo.

Eloísa Galdino teve bons méritos. As festas promovidas por ela, especialmente o “Projeto Verão”, garantiram circo à juventude carente de diversão gratuita. Ela também apostou na mídia técnica e foi rigorosa no conceito e na finalização do material audiovisual (publicidade e propaganda) destinado à mídia eletrônica, de quem a boa imagem do governo alimentou-se até bem pouco tempo. O zelo com a Internet e as mídias alternativas também marcou a gestão de Madame.

Fechado o ciclo – os longos dias na Comunicação lhe foram gratos –, a moça esforçada, filha de pais lutadores, recebeu como prêmio de consolação a combalida Secretaria de Cultura. Na bagagem, ela tentou abocanhar para seu novo feudo o Fundo estadual de Patrocínios para Projetos Sócio-Culturais e de Comunicação Social. Inicialmente o governador Marcelo Déda pareceu concordar. Porém, o Diário Oficial de 28/09 trouxe uma péssima notícia para Madame. O tal fundo foi mantido na Comunicação sob os cuidados de Carlos Cauê.

Sem dotação própria para bancar os projetos por ela academicamente engendrados, a jovem secretária de Cultura terá pela frente uma árdua missão: por de lado o amazônico ego, desligar a língua açodada e dedicar-se ao cultivo de novas relações com colegas e parceiros. De pires na mão, talvez possamos encontrar vida afora Madame Eloísa Galdino mais contida nos arroubos e no trato. Quem sabe, poder-se-á ouvir dela um verdadeiro “por obséquio”, um “poderia você?”, e num futuro não muito distante até um efusivo “muito obrigado”. Quem sabe!

A Vida é curta, o poder transitório. Por que, após ser o xodó de Marcelo Déda, Madame Eloísa Galdino está hoje num quase ocaso? Por que persona tão radiantemente iluminada vive o crepúsculo profissional? Por vezes a chance de olhar no espelho e auferir da observação o quanto somos passageiros vendavais da rotina cotidiana se nos apresenta tão rapidamente, a ponto de ir-se sem dela nos apercebermos. É a vida!

(*) Recordar é viver – Madame Eloísa Galdino encontrou a maneira “inteligente” de ajudar amigos e de divulgar-se. Pagou com dinheiro público para ser capa de revista, figurar em programas de TV e participar de eventos privativos. Reveja Madame Eloísa Galdino como ícone de uma bissexta publicação. No detalhe da roupa, o fetiche(?): réplica de dinheiro como adereço –Freud explica!

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José Eugênio de Jesus, um Exemplo de Vida

O rádio sergipano (e a imprensa de modo geral) deve muito ao jornalista e radialista José Eugênio de Jesus. Aos 91 anos completados ontem com saúde e vigor incomparáveis, José Eugênio de Jesus vive agora com aquela mesma disposição dos anos em que dava os primeiros passos em sua gloriosa carreira na comunicação.

Inicialmente nas oficinas do Sergipe Jornal (1932) como auxiliar-tipógrafo, depois na Rádio Difusora –atualmente AM Aperipê– ao lado de Santos Mendonça e Silva Lima (1943), José Eugênio de Jesus marcou época na crônica esportiva sergipana como arguto comentarista. Voz mansa e pausada, pensamento fundamentado e Português de fazer inveja, José Eugênio de Jesus seguiu carreira respeitado por todas as torcidas por conta da imparcialidade e do zelo com a verdade dos fatos.

Anos mais tarde, José Eugênio de Jesus passou a escrever diariamente na Gazeta de Sergipe e posteriormente na Tribuna de Aracaju e Jornal da Manhã, comentando a cena esportiva local. Fundador e membro do Sindicato dos Radialistas e do Sindicato dos Cronistas Esportivos de Sergipe, ainda hoje José Eugênio de Jesus trabalha diariamente com afinco e dedicação ímpares.

Nascido numa família pobre do Bairro Industrial, José Eugênio de Jesus cativa a todos pelo fino trato, cordialidade e simplicidade. Um jornalista cuja vida profissional nos serve de grande exemplo...

Propaganda Eleitoral Descarada – Finalmente a oposição mostra a cara. O senador tucano Álvaro Dias informou a intenção do PSDB de apresentar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ação contra o presidente Lula da Silva pela propaganda eleitoral antecipada feita durante a viagem de três dias ao vale do Rio São Francisco na semana passada. O PSDB também vai pedir ao TSE que obrigue os integrantes da “caravana do abuso político” a devolver aos cofres públicos todo o dinheiro gasto na viagem. A questão é simples: se o presidente pode fazê-lo, qualquer um também poderá antecipar a campanha eleitoral do seu candidato.

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Afinal, Cadê as Câmeras? – A SSP fez alarde, a Comunicação estadual e da Prefeitura de Aracaju usaram a mídia para divulgar, mas afinal cadê as tão badaladas câmeras de segurança dos ônibus de Aracaju? Os assaltos continuam e elas sumiram –ou quem sabe, nunca existiram de fato! O jornalista Douglas Magalhães questionou alguns funcionários de empresas de coletivos e estes lhe informaram que nem todo ônibus que tem aquela placa “Sorria, você está sendo filmado’’ é equipado com câmera de segurança. Comenta Douglas Magalhães em seu blog: “Os usuários foram enganados, e os cobradores e motoristas jogados aos leões. Já pensou se na hora de um assalto o bandido pede a gravação? Pode sobrar para motorista e cobrador”. Pois é...