Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009 – 17h50

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>> Camarilha de Lula Desembarca de Malas e Cuias no rio São Francisco; a Campanha já Começou

>> Ana Lúcia Menezes Reafirma Denúncia Sobre Ratos de Rádio

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Camarilha de Lula Desembarca de Malas e Cuias

no rio São Francisco; a Campanha já Começou

Ao que de fato interessa: José Serra 57%, Dilma Rousseff 23%. Resultados da última pesquisa eleitoral do Ibope*, realizada de 29/09 a 01/10/2009. Contando só os votos válidos, José Serra derrotaria Dilma Rousseff com uma folga espantosa de 42 pontos. Na ponta do lápis: 71 a 29. Caso alguém se interesse por detalhes metodológicos, foram consultados 2002 eleitores em 142 cidades brasileiras. Margem de erro: 2 pontos (%) +/–.

Eis o real motivo para o presidente da República passar três dias vistoriando as obras do projeto de transposição do São Francisco em quatro Estados, na companhia de uma vasta comitiva de assessores, entre os quais a chefe da Casa Civil e candidata do governo à sucessão de Lula da Silva, Dilma Rousseff. O presidente está preocupado com o desempenho eleitoral da ministra...

A extravagância eleitoreira de Lula da Silva conta ainda com o apoio de “assessores” externos: jornalistas e radialistas integrados à comitiva para dar ares de oficialidade a uma viagem de natureza descaradamente eleitoral, que transgride a lei pelo uso escancarado da máquina pública. Não podemos esquecer a conivência da oposição, que por medo do fantasma chamado popularidade presidencial –pelo temor de ser enquadrada na categoria dos “golpistas”– simplesmente se cala.

A analista política Dora Kramer do jornal O Estado de São Paulo resumiu no comentário de hoje o somatório auferido com a conivência dos maiores líderes da oposição diante da promiscuidade eleitoral de Lula da Silva:

O governador de Minas (Aécio Neves), e de forma mais contida o de São Paulo, José Serra, acham que fazendo vista grossa a todo e qualquer tipo de transgressão (do presidente) estão sendo politicamente espertos, quando apenas fogem de suas responsabilidades como homens públicos que se pretendem ‘íntegros’, conforme pregou outro dia o governador Serra. Não contestam coisa alguma, coonestam e assim vão amaciando, ‘respeitosamente’, o caminho rumo ao Palácio do Planalto.

Pode até ser que a estratégia dê certo sob o ponto de vista eleitoral da oposição. Mas é um desserviço à democracia, que, ao contrário do que parece pensar o governador Aécio, não significa liberdade para transgredir, mas respeito ao direito –e ao dinheiro– de todos.

Dito assim fica tudo mais claro: Lula da Silva faz o que faz porque “nunca antes na história deste país” tivemos uma oposição tão estranhamente acovardada (e pelas piores razões) nem instituições ou entidades organizadas da sociedade tão devotamente envolvidas com –quando não simplesmente vendidas ao– poder supremo do todo poderoso Lula da Silva.

(*) A pesquisa divulgada acima ficou escondida até ser revelada há duas semanas pelo colunista da revista Veja Diogo Mainardi porque foi encomendada pelo próprio Ibope, que faz um acompanhamento permanente da disputa presidencial. Alias, no fim de agosto, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, disse a Veja que a candidatura de Dilma Rousseff seria derrotada. Diante dos números, agora já é possível medir o tamanho da fragorosa derrota.

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Ana Lúcia Menezes Reafirma

Denúncia Sobre Ratos de Rádio

Depois do furor causado por meus comentários acerca dos jornalistas tendenciosos aboletados na imprensa de Sergipe, fato motivador para acusarem-me de “patrulhamento”, termo preferencial usado pela esquerda para definir quem discorda do esquerdismo, fico eu a matutar sobre a falta de argumentos inteligentes para contraditar o meu debate (não o “embate”, como alguns querem fazer crer), cujo fito primordial é manter em alta relevância o real papel da imprensa e do jornalismo, sobretudo a independência da opinião assinada...

Ufanismo? Talvez não. Vejamos o jornal Correio de Sergipe. Seria eu injusto se não elogiasse a iniciativa do diário de aprofundar o debate iniciado por Ana Lúcia Menezes na semana passada, denunciando a promíscua relação entre o governo Marcelo Déda e os ratos de rádio. Na FM Liberdade (“Liberdade Sem Censura”) e posteriormente na AM Cultura (“Linha Direta”) a deputada bateu boca sobre o papel do Sintese com dois conhecidos murídeos radiofônicos, a quem acusou de receber “dinheiro do meu governo para atacar o Sintese”.

Na edição de hoje o destaque político do Correio de Sergipe é a cobrança de Venâncio Fonseca a Ana Lúcia Menezes para que ela apresente os nomes dos ratos de rádio que defendem o governador Marcelo Déda e atacam os desafetos do governo. “A gente pensa que são ouvintes normais emitindo opinião ou fazendo denúncias, quando na verdade são pessoas que mamam no governo para fazer isso. A deputada deu um chute na ratoeira e os ratos de rádio repentinamente sumiram das emissoras, pelo menos por enquanto. Seria bom se ela dissesse quem são eles e quanto ganham”, argumenta o líder da oposição.

Conversei por telefone com a deputada Ana Lúcia Menezes. Ela reafirmou a denúncia feita: “Esses fatos (os ratos de rádio) são bastante conhecidos. O estranho é que há mais de dez anos essas mesmas pessoas, não importando o projeto educacional ou a ideologia política do governo, vêm atacando o Sintese. Agora, elas tentam também desqualificar o meu mandato e o mandato do deputado Iran Barbosa. Ora, ninguém faz isso de graça. Algum benefício essas pessoas recebem para fazer esse tipo de serviço”.

Ana Lúcia Menezes participa por toda a semana de evento do Sintese e está com a agenda ocupada. Disse-me ela não ter lido os jornais de hoje. Após se inteirar dos fatos, vai manifestar-se quanto às cobranças de Venâncio Fonseca na sessão de segunda-feira. É aguardar para ver se a nobre deputada finalmente trará alguma novidade...

Lula Não esquece João Alves Filho – Disse Lula da Silva ao ser questionado sobre a transposição: “O mesmo governador (JAF) que ficava tirando foto em frente ao rio e dizendo que ele estava morrendo, que estava assoreado, foi quem deixou o rio ser destruído”. A resposta do Negão: “Não é pela irresponsabilidade de governadores ou por sua falta de coragem de proibir o desmatamento das margens do São Francisco que o rio está morrendo. O presidente sabe que é atribuição do governo federal cuidar dos rios nacionais, caso do São Francisco. O presidente também não ignora o fato de o governo federal ter construído as hidrelétricas décadas atrás sem a devida consciência ecológica, visando reduzir o impacto ambiental que obras desse porte provocam na natureza. No entanto, apesar dos claros sinais de morte do Velho Chico, o presidente insiste com a transposição. Bastava ele ouvir as palavras do ministro do STF Carlos Brito, de que fazer a transposição equivale a tirar sangue de um doente na UTI, para entender a razão de nossa luta para barrar a transposição e pela urgente revitalização do rio”. É isso...

* * * *

Obras de revitalização Estão Paralisadas – Cenário escolhido pelo presidente Lula da Silva para tentar salvar a candidatura à Presidência da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, o rio São Francisco só serve ao governo como Palanque para a descarada campanha eleitoral antecipada paga com verbas públicas. Dinheiro para revitalizar o rio? Só no gogó. Da dotação de R$ 1,68 bilhão alocada para este fim em 2009, o governo Lula da Silva pagou apenas 3,68% (cerca de R$ 61,8 milhões). No ano passado, a situação foi parecida. Do total de R$ 1,39 bilhão em dotações, só R$ 102,2 milhões foram liberados (7,31%). De promessa em promessa, de choro em choro, o presidente ainda consegue enganar o povo...

Terça-feira, 13 de Outubro de 2009 – 14h50

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>> Campeão de Acusações por Corrupção em Sergipe, Jackson Barreto é Procurado pelo CQC; Recompensa: um País Melhor

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Campeão de Acusações por Corrupção em Sergipe,

Jackson Barreto é Procurado pelo CQC;

Recompensa: um País Melhor

O programa CQC – “Custe o Que Custar”, comandado por Marcelo Tas (TV Bandeirantes, São Paulo), faz sucesso no Brasil inteiro pelas pauladas aplicadas nos políticos. O deputado Jerônimo Reis foi alvo da galhofa do CQC ao ser questionado sobre a Lei Maria da Penha e mostrar-se completamente ignorante acerca da legislação de proteção a grupos vulneráveis.

Na edição de ontem, o “homenageado” foi o probo deputado Jackson Barreto, aquele rapaz cuja ficha corrida mede cinco quilômetros de extensão. O humor ferino de Danilo Gentili me fez relembrar da revista Veja (29/07/2009), onde o PMDB de JB é desnudado até a pleura. Num quadro, nosso Jackson Barreto é biografado pela publicação como “alvo de oito ações no STF, cinco delas por desvio de dinheiro público”.

Ao voltar do recesso parlamentar, em discurso na tribuna da Câmara, (12/08/09) o ex-prefeito de Aracaju tentou defender-se: “Ao divulgar uma informação incompleta e tendenciosa, a VEJA pratica um jornalismo rasteiro e incompetente. A revista não se deu ao trabalho de investigar as causas de tais processos, que foram gerados há 20 anos pelas viúvas do regime militar e nunca foram aceitos pela população sergipana”.

Num ponto o danado do deputado tem toda razão. A informação está incompleta. Quem cassou Jackson Barreto, sob a acusação de repartir com amigos e irmãos o dinheiro público do mesmo modo que o forrozeiro dividia as moças no salão (“Uma pra mim, uma pra tu, uma pra mim, outra pra mim...”) foi seu hoje aliado, o senador Antônio Carlos Valadares, à época governador de Sergipe, com o voto do deputado Marcelo Déda e de um outro deputado do PT, Marcelo Ribeiro. Viúvas da ditadura? Não, essa turma era do time adversário... Hoje Marcelo Déda é o magnânimo líder supremo de Jackson Barreto e o ex-prefeito é conselheiro informal do governador para assuntos políticos e também os administrativos!

Sergipe inteiro conhece a fundo as estripulias de Jackson Barreto, o grande campeão estadual de acusações por corrupção. Agora ele se destaca no Brasil. JB está relacionado em ocorrências na Justiça e nos Tribunais de Contas, ocupando o honroso segundo lugar na lista nacional dos parlamentares ficha-suja. Segundo o site Transparência Brasil (www.transparencia.org.br), o nobre deputado é réu em quatro ações penais e cinco inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal), acusado de diversos crimes contra a administração pública, dentre os quais peculato e desvio de grana na construção de obras públicas quando esteve prefeito de Aracaju. O CQC não perdoou.

Danilo Gentili esteve no gabinete de JB em Brasília. Procurou o deputado, mas o cabra bom não estava por lá. A sátira do CQC merece ser vista e revista incontáveis vezes, pois além de hilária é um reforço importante na gloriosa luta nacional para banir a vagabundagem do Congresso brasileiro, afastando da vida pública políticos da estirpe de Jader Barbalho, Jackson Barreto, Paulo Maluf...

Assista ao vídeo (com apenas três minutos de duração) e não esqueça de convidar os amigos para vê-lo também! (CQC. Rede Bandeirantes. Exibido em 12/09/2009):

Veja o quadro completo com oito minutos de duração em http://www.youtube.com/watch?v=00FxDhzqrIc&feature=player_embedded

Além de Veja, a revista IstoÉ (26/02/09) também trouxe reportagem com Jackson Barreto entre os fichas-sujas do Congresso. Com o título “Os fichas sujas do Congresso”, a reportagem apresenta ao Brasil a relação de deputados federais e senadores que estão no banco dos réus. Diz a revista: “Eles não respondem por meras suspeitas, acusações de adversários políticos ou investigações preliminares - atendem ao último estágio da Justiça. (...) Jackson Barreto, segundo parlamentar federal com maior número de processos (ao todo são cinco), responde por crimes contra administração pública, peculato e desvio de verbas. (Matéria completa em http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2050/45-no-banco-dos-reussete-senadores-e-38-deputados-respondem-126671-1.htm)
Jackson Barreto (PMDB-SE) / Processos no STF Ação Penal 357 – peculato Ação Penal 376 – peculato – redistribuído em 15/09/2009 Ação Penal 377 – peculato Ação Penal 431 – peculato – redistribuído em 15/09/2009 Ação Penal 488 – peculato Ação Penal 372 – crimes praticados por funcionários públicos contra a administração em geral Inquérito 2247 – crimes de imprensa – PGR manifestou-se pela rejeição da queixa. Caso ainda será julgado pelos ministros Inquérito 2629 – crimes eleitorais (boca de urna)

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Curtas e Boas

Revista Veja Confirma Informação Deste Blog – Com o título “O Chefe do Mensalão já Opera 2010”, a edição desta semana de Veja confirma a informação publicada antecipadamente por mim em 21/09/2009 (“O Chefe da Quadrilha”), quando da visita do ilustre deputado cassado por corrupção José Dirceu ao governador Marcelo Déda. Dizia eu: “Por baixo do pano, José Dirceu foi nomeado por Lula da Silva coordenador da campanha de Dilma Rousseff”. De acordo com Veja, “Uma vez Dirceu, sempre Dirceu. Ele está de volta ao seu grande negócio, a política, em especial os arranjos partidários de apoio a um candidato hegemônico, o que ele fez com fogo e arte na eleição de Lula em 2002. Dirceu e seus arsenais estão agora a serviço da candidatura de Dilma Rousseff”. Confirma-se então o motivo pelo qual Marcelo Déda e a corriola petista receberam José Dirceu com tanta pompa e circunstância, num almoço (pago pelo Erário) sob a batuta de um sommelier...

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Comentário Interessante – Um internauta do Portal ITNet (http://www.itnet.com.br/col.php?mat_id=12877&col_id=8), ao comentar matéria publicada no blog do jornalista Marcos Aurélio acerca da polêmica entrevista do vereador itabainense Valmir de Francisquinho, resumiu o governo Marcelo Déda. Na entrevista, Valmir de Francisquinho acusou o petista Erotildes Santos de ter recebido do governo 200 empregos (cargos comissionados) para distribuir com aliados e comentou: “Entendo que ele deva receber. Só não acho justo que nós, que fomos às ruas pedir voto para Déda na campanha de 2006, não tenhamos tido o mesmo tratamento”. Comentário do internauta José Antônio em 12/10/09: “É por isso que Valmir é um campeão de votos e em popularidade, pois o povo de Itabaiana admira os homens que têm coragem de expressar seus pensamentos. Sobre a fraqueza de Marcelo Déda, acho que em parte Maria Mendonça e Zé Teles são culpados, já que não conseguem se impor enquanto lideranças no município. Isso ficou claro nos dois anos de administração de Déda. O governador conseguiu destruir e ressuscitar João Alves em dois anos. Discursar e agir são coisas que Marcelo Deda não tem capacidade pra fazer ao mesmo tempo!”. Boa essa. Aliás, muito boa...

Sábado, 10 de Outubro de 2009 – 21h10

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>> Silêncio Estratégico?

>> Estreia do quadro “Curtas e Boas”

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Silêncio Estratégico?

“Meu governo paga rato de rádio para atacar o Sintese”. A grave denúncia foi feita pela deputada Ana Lúcia Menezes na quarta-feira (“Liberdade Sem Censura”, FM Liberdade). O governo aderiu ao silêncio (estratégico?) como resposta.

Pode haver exagero na denúncia da deputada, fruto talvez do abalo produzido pela bombástica discussão com o prefeito de Capela, Manuel Messias dos Santos (Sukita), por quem foi acusada de “sempre ter usado a educação para se locupletar”. Se houve exagero, quem precisa de adversário se possui aliada tão descabida?

Há o outro lado. Marcelo Déda sempre dispensou tratamento especial aos sindicalistas. Já os acusou de traíras por levarem denúncias à imprensa. Classificou de conspiradores quem fez greve, ocasião na qual a máquina governamental foi usada para pressionar servidores. Médicos foram impedidos de visitar pacientes nos hospitais estaduais e defensores públicos de prestar assistência dentro dos presídios.

Não seria surpresa se “ratos de rádio” pagos com dinheiro público tivessem a incumbência de detonar o Sintese –e obviamente também outros desafetos. O silêncio do governo seria um indício da presença de fogo em meio à fumaça produzida pela denúncia da parlamentar? O secretário de Comunicação Carlos Cauê nega.

Por telefone ele me disse: “Nunca reconheci esse tipo de prática. Nunca a usei na Comunicação da prefeitura e no governo não a encontrei ou pus em serviço”. Para o secretário, é fácil desacreditar a opinião de um “ouvinte” desse gênero: “Se sou do governo digo que ele é da oposição e vice-versa. Virou lenda urbana essa história de rato de rádio”.

Inquiri Carlos Cauê acerca do fato de Ana Lúcia Menezes ter generalizado (“meu governo”). Não haveria algum outro setor da administração onde “rato de rádio” fosse bem vindo? O secretário alfinetou: “Somente ela (a deputada) pode dizer. Pessoalmente desconheço”.

Temos então duas palavras controversas de membros graduados de um mesmo governo. Com quem estaria a verdade? Na condição de deputada do PT e ex-secretária (Combate à Pobreza), Ana Lúcia Menezes precisa vir ao público confirmar a acusação e trazer à luz mais detalhes ou resignar-se... Do contrário, sai desse embate desmoralizada.

Um Pouco de História não Faz Mal a Ninguém – Como ignorar a presença desastrosa dos “ratos de rádio” no cotidiano das emissoras de Sergipe? Carlos Cauê deve ter motivos para simplificar tema tão delicado na convicção pueril de tratar-se de uma “lenda urbana”. Permito-me dele discordar.

O abuso dos “ratos de rádio” vem de longas datas. O primeiro a usá-los foi o então prefeito de Aracaju Jackson Barreto, que até hoje mantém uma equipe profissional paga através de cargos em comissão na Prefeitura de Aracaju e no Governo do Estado.

A prática seguiu em uso nas administrações dos prefeitos Wellington Paixão, Jackson Barreto (segundo mandato), José Almeida Lima e João Augusto Gama. Albano Franco foi o primeiro governador a usar “ratos de rádio”. João Alves Filho também fez uso da trupe de roedores do início até para além de meados do terceiro mandato.

No governo Marcelo Déda algo extraordinário ocorreu. Avessa aos “ratinhos”, a orgulhosa ex-secretária (Comunicação) Eloísa Galdino preferiu não se envolver diretamente com o “serviço”. Um ex-parlamentar da boca grande e bastante risonho, ligado desde muito moço ao deputado Jackson Barreto, assumiu o comando dos murídeos radiofônicos oficiais, atendendo a pedidos superiores.

Ao chegar à Comunicação, Carlos Cauê lá encontrou um dos maiores especialistas em “ratos de rádio” da história de Sergipe: seu secretário-adjunto Chiquinho Ferreira. Mas o secretário nega de pés juntos ter usado, usar ou mesmo saber da existência em qualquer setor do governo dessa “lenda urbana” conhecida de todos.

Estaria a deputado Ana Lúcia Menezes fora do juízo ao acusar o governo do qual faz parte de usar a máquina estatal para atacar um sindicato? Sinceramente não creio. Reconheço vários “ratos de rádio” operando nos programas “jornalísticos” matinais. A própria Ana Lúcia Menezes discutiu com um deles, a quem acusou nominalmente: “Alberto Jorge recebe dinheiro do meu governo para atacar o Sintese”.

Se os “ratos de rádio” não são pagos pelo governo, como garante o secretário Carlos Cauê, quem então os financia (e com quais recursos) para defender Marcelo Déda e atacar os desafetos do Governo das Mudanças para Pior?

Essa história ainda vai render...

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Curtas e Boas

Policiais Trapalhões – Não é título de filme de Renato Aragão. É apenas mais um arremedo da segurança no Governo da Mudança para Pior. Pobre já sofre! Agora imagine ser acordado por policiais armados com um sonoro “acorda vagabundo”. A família (16 pessoas ao todo) de Maria de Lourdes do Carmo, dona de casa, 66 anos, moradora da casa 697 da Avenida Poço do Mero, no Bugio, passou pelo dissabor. Deitados na cama, netas e filhos de Dona Maria de Lourdes do Carmo tiveram a intimidade violada por quatro policiais e um delegado as cinco da manhã da quinta-feira. O Departamento de Narcóticos da Polícia Civil buscava cocaína e crack. Depois do susto, tudo ficou “devidamente esclarecido”. A trupe dos policiais trapalhões havia arrombado a casa errada...

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Palavra Solta, Versos Perigosos – A promotora de Justiça da Saúde, Míriam Teresa Cardoso, foi acusada pelo ex-governador João Alves Filho de “ter ligação com o governo Marcelo Déda e de ser omissa com a saúde pública estadual”. Disse a promotora em sua defesa: “Não sei como Dr. João chegou a esse consenso. O que tenho a dizer é que não tenho nenhuma proximidade com qualquer gestor. Respeito a atual administração e se ela adota as medidas na área de saúde que são de interesse da população, aplaudo. Caso contrário, eu tomo as medidas necessárias”. Consenso? Talvez a promotora tenha escorregado na Língua Portuguesa. Se há consenso, além da própria promotora, a unanimidade da sociedade referenda o que disse o Negão...

Quinta-feira, 08 de Outubro de 2009 – 08h45

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>> O Chilique do Prefeito e a soberba falsidade do governo Marcelo Déda e do PT

>> Fatos Curiosos na Briga da Cozinha de Marcelo Déda

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O Chilique do Prefeito e a soberba falsidade do governo Marcelo Déda e do PT

Antes de adentrar no assunto-tema do comentário, quero acrescer alguns itens ao escrito anterior. Inicialmente, um sobejo aos leitores cujos comentários não foram publicados, especialmente os de quem não se identifica: não adianta forçar a barra, porquanto não vou permitir ilações ao fato de Marcelo Déda optar por realizar simples exames de rotina num hospital de luxo de São Paulo. Como já foi dito anteriormente, outros governadores também o fizeram sem sofrer danos à imagem e ainda hoje os ricos da cidade assim procedem. Portanto...

Atitude de fato condenável é a do secretário Rogério Carvalho!

Quando foi descoberto, num cúmulo de pura sorte, um nódulo benigno no pâncreas do governador, ela já estava num dos mais caros hospitais da América Latina. Não faria sentido retornar ao nosso Sergipe somente para realizar a cirurgia, cujo caráter supostamente seria de urgência-urgentíssima.

Já Rogério Carvalho, ao sofrer um acidente no interior do estado, perdeu uma excelente oportunidade de por a prova a decantada eficiência do nosso tão badalado sistema de saúde pública, por ele gerido como se fosse uma pocilga-modelo. Tendo sofrido apenas uma fratura na perna, o secretário de Saúde conscientemente passou pela porta do Hospital João Alves Filho. Até adeus deve ter dado aos médicos e enfermeiros da unidade de saúde. Mas capou o gato, indo correndo e sem delongas ao Hospital Primavera –para receber “um melhor” tratamento, certamente.

Aí sim, de duas uma: ou o chefe da pocilga-modelo não confiou na qualidade do trabalho dos médicos do Hospital João Alves Filho, para cuidarem de uma enfermidade relativamente simples; ou as condições de atendimento daquela casa não lhe estavam à altura, especialmente por ser ele sabedor privilegiado de como o hospital funciona de fato.

Mas lembrei-me agora de um dado curioso que talvez justifique a atitude do chefe da Saúde estadual. Dizem que no Hospital João Alves Filho algumas especialidades não têm médicos de plantão. Ortopedia seria uma delas. O acidente ocorreu na madrugada de sexta para sábado. Por que se arriscar a ficar com a perna torta? Certo estava Rogério Carvalho...

Antes que eu esqueça: membros do Adulatório Oficial do Governo da Mudança para Pior informam que o governador Marcelo Déda teria solicitado ao vice-governador Belivaldo Chagas que “não diminua o ritmo do governo”. Mais? Seria possível?

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Terno bem cortado, cabelos tingidos, sobrancelhas e unhas desenhadas impecavelmente, maquiagem levemente bronzeadora, perfume francês e linguajar de mulher da vida. Assim foi à luta ontem o prefeito de Capela, Manuel Messias dos Santos (Sukita).

Membro da base aliada do governo Marcelo Déda, ele classificou com adjetivos para lá de fétidos alguns dos próceres históricos do partido do governador. O interessante é o silêncio do governo e do PT. Haja falsidade...

Não queria estar na pele de algum oposicionista, caso ousasse pedir aos deputados Ana Lúcia Menezes (estadual) e Iran Barbosa (federal) para ter “vergonha ao falar em educação, porque nunca contribuíram efetivamente com a área”. O prefeito foi mais longe. Acusou a nobre deputada de sempre ter usado a educação para se “locupletar”.

Rápida parada para uma aulinha de Português. Locupletar. Do Latim locupleto, -are, enriquecer. (v. tr. e pron.) 1. Tornar ou tornar-se rico, enriquecer. 2. Encher-se. 3. Saciar-se...

Ao deputado Iran Barbosa, o prefeito acusou de também nunca ter feito nada pela educação, a não ser promover “baderna e esculhambação”. Mas os maiores pedregulhos foram reservados ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese), professor Joel Almeida. “Picareta, cabra safado e irresponsável” foram os termos usados pelo prefeito.

Essa discussão com palavrório tão fedido já estava marcada para ocorrer. Na ânsia de garantir o controle sobre o sindicato dos servidores da Educação e sobretudo evitar perder para outros petistas (ou membros da base aliada do governo) as duas vagas de deputado, a turma de Ana Lúcia Menezes, Iran Barbosa e Joel Almeida agora ataca no interior. Prefeitos de todos os matizes políticos estão “P” da vida.

O caso do prefeito Manuel Messias dos Santos (Sukita) é mais emblemático porque também envolve –além dos estragos causados pelo Sintese à política municipal– o quinhão eleitoral do senador Antônio Carlos Valadares. A briga pelos votos dos capelenses para compor os parlamentos acabou por irromper o desamor entre o prefeito e os sindicalistas.

A deputada Ana Lúcia Menezes promete processar o prefeito Manuel Messias dos Santos (Sukita) e recomendou aos colegas de imbróglio agir da mesma forma. Nada mais justo...

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Fatos Curiosos na Briga da Cozinha de Marcelo Déda

Carlos Cauê Pagaria Mensalmente a Alberto Jorge?

No programa de George Magalhães na FM Liberdade (“Liberdade Sem Censura”), a deputada Ana Lúcia Menezes bateu boca sobre o papel do Sintese com um conhecido “rato de rádio”, o energúmeno bajulador profissional Alberto Jorge.

Alberto Jorge cometeu as besteiras e idiotias de sempre. Mas a réplica da deputada trouxe à luz um problema para o econômico secretário de Comunicação Carlos Cauê: “Alberto Jorge recebe dinheiro do meu governo para atacar o Sintese”, acusou Ana Lúcia Menezes.

Nos governos de Albano Franco (com André Barros) e no início do governo de João Alves Filho (com o mesmo Chiquinho Ferreira de agora), Alberto Jorge era remunerado mensalmente para excretar suas lamuriosas intervenções radiofônicas. Confirmadas as palavras de Ana Lúcia Menezes, revela-se então mais um “esquema” antigo mantido desavergonhadamente pelo Governo da Mudança para Pior: o da mamadeira para a cambada de aduladores oficiais lotados no rádio.

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Algemas, para Que te Quero?

Ao trombar de frente com Ana Lúcia Menezes à porta da TV Cidade, depois de ambos terem concedido (separadamente) entrevistas a Carlos Batalha (“Batalha na TV”), o prefeito Manuel Messias dos Santos (Sukita) fez um show particular para a deputada. Tendo o resguardo de um segurança pessoal que portava um par de algemas pendurado às calças como se fosse chaveiro, Manuel Messias dos Santos (Sukita) esbravejou ao telefone celular: “Viu como se trata esses vagabundos? Botei para arrombar. Tem que ser assim mesmo, na base do porrete. Comigo é assim!”.

A deputada achou o desaforo além da conta e dirigiu-se à Secretaria de Segurança Pública. Recebida pelo secretário João Eloy, Ana Lúcia Menezes disse que estava se sentindo ameaçada pelo prefeito. Referiu-se ainda às algemas, que lhe pareceram uma tentativa de intimidação. E não foi?

Terça-feira, 06 de Outubro de 2009 – 12h15

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>> A Saúde Estadual e a Saúde de Marcelo Déda

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A Saúde Estadual e a Saúde de Marcelo Déda

Triste de quem porventura precisar do serviço de saúde pública comandado pelo secretário Rogério Carvalho. Age corretamente o governador Marcelo Déda ao dirigir-se a São Paulo para fazer um simples check-up de rotina e por sorte os médicos depararem com um nódulo benigno no pâncreas, quando se sabe serem inflamações nesse órgão extremante perigosas, com resultados sempre sombrios.

Li muitas críticas de internautas do Portal Infonet pelo fato de Marcelo Déda optar por realizar exames num centro com medicina mais avançada. Outros governadores e pessoas mais abastadas procederam e estão a proceder da mais forma. O governador deve ter lá suas razões e dispõe dos recursos financeiros necessários. Nada demais, portanto.

O que choca de fato são as asneiras e os escândalos produzidos por Rogério Carvalho na Saúde estadual sem qualquer mínima reprimenda. Ou a Justiça tarda, mas um dia o alcançará. Ou Rogério Carvalho terá de acertar-se diretamente com Lúcifer pelos horrores cometidos.

O hospital público de Ribeirópólis é exemplo eloquente da inconseqüência do governo Marcelo Déda com a saúde do povo. Em dezembro de 2006 encontrava-se totalmente reformado e equipado para atender à comunidade 24 horas. Apto a realizar inclusive pequenas e médias cirurgias, Rogério Carvalho simplesmente derrubou o hospital. Em seu lugar, construiu um posto de saúde...

Desnecessário recordar o imbróglio da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e a irresponsabilidade com outro hospital também destruído, o Hospital Pediátrico José Machado de Souza, anexo ao Huse Mas Não Abuse Porque Não Aguenta. As mortes de mais de 60 crianças na Maternidade Hildete Falcão e outras tantas nas UTIs do Hospital João Alves, provocadas pela imundice, sequer foram apuradas. Mas para que apurar, se morreu apenas gente pobre, gente da ralé, gente que não pode pagar para ter saúde de qualidade?

Marcelo Déda tem direito de procurar uma saúde de primeiro mundo para si. Nada contra. Porém, ao retornar de São Paulo, restabelecido fisicamente, o governador deve também fazer um profundo exame de consciência. Com saúde não se brinca e ninguém melhor do que ele, agora ainda mais, para entender o delicado significado dessas palavras.

***

É elogiável a transparência do governador Marcelo Déda ao expor seu real estado de saúde. Além de boletins e informes publicados pela Secretaria de Comunicação, o próprio secretário Carlos Cauê fez as vezes de porta-voz. Ouviu-o falar diretamente de São Paulo em duas ocasiões. A primeira ao meio dia da sexta-feira, horas antes da operação de retirada de um nódulo benigno do pâncreas do governador. Numa segunda investida, já no decorrer da cirurgia, por volta das 19h30 do mesmo dia. Ambas as entrevistas foram veiculadas pela TV Sergipe.

Nesse último informe, falando baixo como se estivesse num ambiente próximo ao local onde Marcelo Déda era operado, Carlos Cauê, talvez emocionado, confundiu-se no vocabulário e ao informar sobre o caráter das ações médicas disse que o material retirado do governador iria passar por “autópsia”. Tomei um susto. Pensei: “Oxente, que história da peste é essa? O homem não tava bem?”. Depois, mais relaxado, percebi tratar-se apenas de uma troca de palavras. Na pressa, biópsia sem querer virou autópsia... Haja coração!

Sexta-feira, 02 de Outubro de 2009 – 11h15

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>> Nesses tempos de mudança, Dílson Ramos já pode se indignar com panfletagens apócrifas

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Nesses tempos de mudança, Dílson Ramos já pode se indignar com panfletagens apócrifas

Bons tempos aqueles, nos quais “panfleto apócrifo” podia ser usado ao bel prazer para achincalhar adversários políticos sem causar afobação –ao(s) autor(es), claro! Ontem, li artigo no blog do repórter político do Jornal da Cidade, Dílson Ramos, cujo conteúdo, a começar pelo título, é um primor do “new journalism” sergipano: “Tem que apurar quem distribuiu o panfleto. E prender (ou cassar) o malandro”*.

Dílson Ramos corrobora com a estratégia urdida pelo “publicitário” Marcelo Déda. Para desviar o olhar do respeitável público da excrescência moral chamada “Metrô da Alegria”, é preciso criar um fato político: no caso, acusar a oposição, especificamente o deputado do demo Augusto Bezerra, de produzir e distribuir o “panfleto apócrifo” que faz tremer a base aliada do governo há duas semanas (veja reprodução do panfleto no escrito anterior, publicado logo abaixo).

Mordido pela mosca vermelha governista (ele é comissionado na TV Alese), o jornalista Dílson Ramos “comprou” e revende os argumentos do Governo das Mudanças para Pior, conforme alude em seu comentário: “A quem interessa não investigar a distribuição de um panfleto apócrifo (que sugeria à população sem emprego procurar deputados, senadores, vereadores e prefeitos ligados ao governador Marcelo Déda)? A quem interessa não apurar quem levou estudantes-adolescentes ao Plenário da Assembleia Legislativa, enganando-os?”.

Bons tempos aqueles em que jornalistas indignados cobravam do governo mais respeito com o contribuinte e adjetivavam como malandro quem pretendia usar o dinheiro público para fazer politicagem eleitoreira. Mas Dílson Ramos é de uma nova geração de escribas, a dos “politizados”. O “Metrô da Alegria” somente mereceria sua crítica (ou mesmo alguma observação) caso não fosse uma “obra” do iluminado e magnânimo governador Marcelo Déda. Já o “panfleto apócrifo” do malandro...

Por falar em malandro, a geração politizada de Dílson Ramos fomenta um tipo também “novo” de “jornalismo opinativo”, o gracejador, que aplaude o governo quando ele precisa de aplausos; finge esquecer as mazelas do governo para não o constranger e ataca os adversários do governo, essa gente malandra que quer tirar o docinho da boca do “nosso” governador, sempre que o governo está acuado.

Vejamos o caso da visita a Sergipe do deputado cassado por corrupção, o “chefe da quadrilha” do mensalão, o grande malandro José Dirceu. O cabra foi recebido por Marcelo Déda no Palácio de Veraneio com status de ministro. Chegou de jatinho particular. Num almoço pago pelo Erário com direito a sommelier, discursou para a alta corriola petista a fim de “estimular” as candidaturas de José Eduardo Dutra (presidência PT nacional), Sílvio Santos (presidência PT estadual) e Dilma Rousseff (presidência da República). Ninguém da turma de Dilson Ramos, nem o próprio Dílson Ramos, escreveu uma única linha, meia dúzia de palavras sequer, comentando quem é o perigoso bandidão José Dirceu.

Dílson Ramos está certíssimo ao omitir-se de propagar em seu blog qualquer juízo contra o mais novo “amigo” de Marcelo Déda. Afinal, o homem é coordenador informal, nomeado pelo compadre-presidente, da campanha nacional da candidata do “nosso” governador à Presidência. Há ainda um outro motivo, esse bem mais justo: nós temos os nossos próprios malandros e vagabundos. Por que reservar atenção aos malandros e vagabundos de Brasília?

Voltemos ao caso do “panfleto apócrifo”... Bons tempos aqueles em que Jackson Barreto mandava Marcélio Bonfim e Luis Carlos dos Santos (Branca de Neve) pregar em cada poste da cidade enormes cartazes apócrifos com a cara dos deputados (inclusive a de Marcelo Déda) que votaram pela saída dele da Prefeitura de Aracaju, sob a acusação de repartir com amigos e irmãos o dinheiro público do mesmo modo que o forrozeiro dividia as moças no salão: “Uma pra mim, uma pra tu, uma pra mim, outra pra mim...”.

Naquela época, Dílson Ramos, como outros de sua estirpe, ainda usava cueca tamanho “P”. Não poderia indignar-se com o “cartaz apócrifo” difamando deputados nem chamar JB de malandro ou mesmo pedir cadeia para o probo ex-prefeito –aliás, algo bastante justo para quem possui a prolífica ficha corrida do nobre deputado Jackson Barreto.

Os tempos são outros e hoje, crescido, Dílson Ramos já pode se indignar! O fator omissão quanto ao “Metrô da Alegria” de Marcelo Déda serve-nos assim para duas boas conclusões: já não se faz mais jornalista como antigamente nem panfleteiros sortudos como Jackson Barreto, Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira.

Essa turma panfletou (apocrifamente) sem remorso ou punição. Agora sugere que deputados e jornalistas governistas, como o blogueiro Dílson Ramos, cobrem a apuração e exijam severa penalidade para quem utiliza “panfletos apócrifos” no ataque de adversários políticos. Não se trata de contradição ou falta de vergonha na cara. É apenas o mero oportunismo eleitoral em ação, e como em política vale tudo...

Recordar é Viver – Essa discussão panfletária me faz gargalhar e recordar de um outro panfleto muito difundido 11 anos atrás, exatamente durante o pleito eleitoral de 1998. Para surpresa até dos russos, o ferrenho oposicionista Jackson Barreto ficou tão eletrizado com a campanha de reeleição do então governador Albano Franco que acabou ao lado dele como candidato ao Senado –até hoje não se sabe se apenas pelos lindos olhos negros de Albano Franco.

O curioso panfleto denunciava exatamente o inusitado compadrio e acabou por contribuir para a fragorosa derrota de JB. Essa é uma das muitas razões para os governistas se aperrearem tanto com o “panfleto apócrifo” do “Metrô da Alegria” de Marcelo Déda, que está correndo mundo. Como são especialistas no assunto, sabem o estrago que artigos desse porte causam numa campanha.

Vejam a reprodução do hilário panfleto (frente e verso) de 1998.

E como diria Antônio Leite, um dia feliz para todos!

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(*) Texto completo:
http://dilsonramosjc.blogspot.com/2009/09/tem-que-apurar-e-prender-o-malando-do.html

Quinta-feira, 01 de Outubro de 2009 – 11h55

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Picado Pela Experiente Cobra, Danilo Segundo Chora

Por tratar-se de assunto menor, para não aborrecer os leitores, serei objetivo no comentário. Danilo Segundo, o vereador eleito com o auxílio luxuoso do governador Marcelo Déda, falou agora a pouco no programa “Liberdade Sem Censura” (FM Liberdade) de George Magalhães sobre o embate entre ele e João Alves Filho ocorrido ontem na Câmara de Aracaju, durante a palestra do Negão.

Chega a espantar o nível de desinformação política e a completa apoplexia ideológica de Danilo Segundo. Munido de perguntinhas previamente encomendadas, o vereador tentou aplicar uma saia justa no Negão. Não podia ter escolhido adversário mais venenoso...

(Leia detalhes do imbróglio entre Danilo Segundo e o ex-governador em http://universopolitico.com/exibir.php?noticia=2883)

No rádio, um choroso Danilo Segundo tentou apagar os rastros da fedida indelicadeza cometida ontem usando argumentos tão batidos que me fizeram recordar um tempo imundo da política de Sergipe. Acusou a oposição de “alimentar-se de ódio e inveja” no confronto contra o governador Marcelo Déda e de ser autora de um “panfleto apócrifo” que faz tremer a base aliada do governo há duas semanas.

O choro gaiato de Danilo Segundo, depois de envenenado pela picada de ontem, foi agravado por uma traumática lembrança que sempre lhe aperreia quando se sente acuado: os sopapos recebidos da polícia do seu ex-sogro na fatídica noite em que queimava pneus em frente a Universidade Tiradentes para interditar a via pública, num protesto –justíssimo, aliás– contra a cobrança de estacionamento pelo complexo educacional. O pomposo rapaz parece ter uma triste sina...

Danilo Segundo precisa ser informado que ódio e inveja são ingredientes bastante conhecidos no Governo da Mudança Para Pior. Basta perguntar a deputada Ana Lúcia Menezes os motivos que a fizeram ser trocada pela também deputada Conceição Vieira do posto de secretária de Combate à Pobreza. Servidores públicos (da Educação e da Saúde, sobretudo) e representantes sindicais do funcionalismo estadual e municipal de Aracaju também são testemunhas eloquentes do modus faciendi da turba esquerdista hoje no poder.

Ao ouvir as criticas do uso de “panfletos apócrifos” na guerrilha política, fico sem entender quem de fato é Danilo Segundo. Porventura seria o rechonchudo vereador essa beldade aviltada em sua santa e cândida inocência, ao estilo da freira puritana alojada num cabaré?

Na hipótese de uma resposta positiva, deveria o neófito parlamentar consultar dois dos seus conselheiros, os grandes especialistas em panfletagem apócrifa, pichações contra adversários e piquetes grevistas: Marcelo Déda e Jackson Barreto. Talvez através deles Danilo Segundo encontre a receita mágica para descobrir quem produziu e quem anda a distribuir mundo afora o panfleto reproduzido logo abaixo, motivo dos tantos lamentos e dos discursos raivosos de parte da bancada governista. Como os do homem do facão, deputado Francisco Gualberto, por exemplo.

É por essas e outras que o velho ditado “não se deve cutucar cobra com vara curta” anda ainda bastante atualíssimo...

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Um Encontro Escatológico (Publicado: 00h15)

Palestra de João Alves Filho ontem pela manhã na Câmara de Vereadores de Aracaju. Antes do início dos trabalhos, ao chegar ao Plenário, avistei no setor reservado à imprensa alguns colegas muito estimados e outros apenas conhecidos. Fui cumprimentar a moçada.

Entre eles estava o colunista domingueiro do Jornal da Cidade Ivan Valença. Mesmo a contragosto, educadamente ele me correspondeu um aperto de mão. Mas um minuto depois, como se tomado por uma lembrança incômoda, veio em direção à roda onde eu estava e me indicou, sem qualquer preâmbulo, o caminho do sanitário.

Declinei, informando de maneira coloquial que meu sistema excretor estava em repouso –entendo tratar-se de algo muito pessoal, mas para evitar celeuma informei complementarmente que evacuo com regularidade tão logo acordo. Ivan Valença, então, explicou seu intento: “É para você lavar as suas mãos, depois de pegar nessas minhas mãos de merda”.

Confesso, fiquei intrigado com a sugestão do ilustre colega. Estranhei ainda mais o suposto motivo para me indicar o WC. Sem modéstia, sou bastante imaginativo. Mesmo assim, nem nos meus sonhos mais lisérgicos jamais visualizei nas mãos de Ivan Valença órgãos glandulares de excreção digestória ao invés das tradicionais glândulas sudoríparas.

Tentei argumentar com o escriba dominical minha surpresa. De nada adiantou. Preferi calar-me, em respeito ao colega e aos seus anos de estrada –e obviamente a um coração ferido. Reporto tal encontro escatológico, pois um quesito precisa ficar claro aos olhos do leitor.

Jornalistas, de modo geral, sentem-se seres superiores, dotados da magnânima e divinal atribuição de palmatórias do mundo. Acostumados a emitir juízos sobre absolutamente tudo e todos, nem sempre respeitando limites como a vergonha na cara, alguns jornalistas mostram-se desconfortáveis quando são alvos de crítica.

Nas últimas semanas tenho ouvido recorrentes reprimendas, oriundas de diversos âmbitos, quanto ao teor “pessoal” dos meus escritos, como se porventura escrevesse eu acerca das preferências sexuais, etílicas e gastronômicas de quem quer que seja. Ou mesmo sobre como dorme fulano, acorda beltrano e arrota cicrano.

Desde fevereiro de 2007, quando iniciei minha labuta de observador da mídia e do cenário político, busco travar com o leitor um debate sobre o exercício laboral dos profissionais da imprensa, mais especificamente da turminha dedicada à “análise política”. Sempre baseei meus escritos no decoro e na ética aplicada pelos próprios “analistas” aos seus mais matreiros comentários.

Então, por que o estranhamento? Por que minhas palavras, por vezes de fato realisticamente duras, incomodam tanto? A resposta é simplíssima: ser pedregulho é ótimo. Já ser vidraça...

De toda sorte, se meu escrever deixa dúvidas quanto às intenções e propósitos, algo está errado. No caso específico de Ivan Valença, nunca pretendi confundi-lo (ou a qualquer outro jornalista, ou apenas a parte dos seus corpos) com o subproduto da excrescência humana. É apenas mais um lamentável exemplo de interpretação dúbia da minha opinião, má fé ou ignorância pura e simples.

Ademais, a crítica pela crítica não me empolga. Muito menos faria trocar minhas raras horas de lazer para dedicar-me a escrever só para tocar fogo no circo ou aplicar o tacape indiscriminadamente nos colegas. Meu sadismo não chega a tanto!

Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009 – 18h15

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>> Os Jornalistas Cabeças Brancas e os Trogloditas

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Os Jornalistas Cabeças Brancas e os Trogloditas

Dona Caçula morreu há uma década aos 92 anos bastante lúcida. Minha amantíssima vovó cultivou desde moça uma frase lapidar, a qual repetia com frequência: respeito é bom e conserva os dentes! Aprendi também com ela que para ser respeitado é preciso antes saber respeitar.

Despertou minha atenção um texto do assessor do governador Marcelo Déda, o subsecretário de Governo Luiz Eduardo Costa, na edição de ontem do Diário Extra-Oficial do governo estadual, o Jornal do Dia. Admoestava o dileto escriba sobre a necessidade do respeito aos jornalistas e às suas opiniões, emitidas democraticamente.

Escreveu ele: “(...) ultimamente o clima político antecipadamente pré-eleitoral, anda a envenenar até mesmo o relacionamento entre colegas, que em primeiro lugar deveria ser respeitoso (...) todos podem manifestar suas preferências político-partidárias, suas convicções ideológicas, sem que por isso se transformem em alvo da fúria destemperada de trogloditas, que ao invés do computador deveriam estar empunhando um tacape.”

Com o devido respeito às ralas madeixas brancas de Luiz Eduardo Costa, pessoa de fino trato, penso eu que ignorar a encenação praticada na imprensa de Sergipe sob a tarja da imparcialidade implica tentar subverter uma dura realidade: a atividade capciosa, de clara motivação eleitoral, em curso no chamado “jornalismo opinativo”.

O governador Marcelo Déda sempre desejou domesticar a imprensa para servir de correia de transmissão do seu projeto de poder. Como nem todos os jornalistas mostraram-se dispostos a corroborar, ele recorreu às penas de aluguel –aquelas pagas com dinheiro público para elogiá-lo, reverberar as versões oficiais e atacar quem o atrapalha.

Qualquer jornalista pode manifestar suas preferências políticas e convicções ideológicas no espaço opinativo da mídia sem ser alvo da fúria destemperada de algum troglodita. Basta que não tente travestir comentários governamentais com as falsas vestes da “verdade absoluta”, que não camufle suas ligações com o aparato do poder nem trate o respeitável público como se néscio fosse.

É preciso ficar claro que nenhum jornalista –nem mesmo o de cabeleira branca– está acima do bem e do mal. O respeito exigido por Luiz Eduardo Costa pressupõe primordialmente a ética da reciprocidade e o respeito do escriba com o decoro profissional. Jornalista dissimulado que procede subjacentemente apenas por interesse partidário-eleitoral ou que aluga a “opinião” a serviço de terceiro, a exemplo do policial em cujas horas vagas vira bandido, é o tipo mais venal de vilão. Deve ter as “vísceras” expostas para o leitor saber quem de fato ele(a) é.

O trabalho sujo produzido por relevante parcela do “jornalismo opinativo” nada tem de respeitável, porquanto agride e avilta a própria profissão. O apelo do beatificado Luiz Eduardo Costa, especialmente pela alusão à civilidade e ao respeito mútuo, chega numa boa hora. O que estraga tão bela ladainha são os inúmeros exemplos, muitos deles assinados pelo próprio Luiz Eduardo Costa, do uso malévolo da opinião para achacar, difamar, caluniar, injuriar, perseguir, ludibriar, escandalizar, corroborar, mentir, alcovitar, dissimular, fofocar...

Quem sabe um dia seremos todos mais civilizadamente contidos, inclusive no trato com os demais da espécie!

Domingo, 27 de Setembro de 2009 – 19h55

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Seria o Destempero a Marca do Governo?

A logomarca do governo Marcelo Déda é um coração vermelho. O símbolo sugere uma administração voltada para o humano, que seria enxergado pela ótica do amor e da solidariedade. Não é isso que se vê!

Não vou cair na tentação, como certamente o faria a banda pobre da imprensa de Sergipe caso fosse outro o governante, de responsabilizar Marcelo Déda por todas as mazelas e confusões do governo. Contudo, um fator é indiscutível: quem dá o tom à orquestra é o maestro.

O episódio com o estudante universitário e o comandante do Policiamento da Capital, coronel Iunes, bastante semelhante ao incidente de agressão que fez cair exatamente há um ano o então comandante da Policia Militar, coronel Péricles, não obstante envolver entes públicos (Péricles usou viaturas oficiais e policiais em seu auxílio; Iunes portava armamento de propriedade da SSP), pode ser um “fato isolado de natureza pessoal”.

Por outro lado, talvez não seja bem assim...

O Governo da Mudança Para Pior tem se notabilizado pela perseguição e achaque a quem se contrapuser ao projeto de poder de Marcelo Déda. Representantes sindicais dos servidores foram acusados pelo governador de conspiração. A máquina governamental foi usada para desmoralizar e pressionar sindicalistas. Médicos e advogados foram impedidos de visitar clientes em hospitais e presídios estaduais.

O aliado de Marcelo Déda, Edvaldo Nogueira, mandou arrancar faixas de rua em homenagem ao ex-secretário Nilson Lima (Fazenda) no lançamento da pré-candidatura deste ao governo. Não satisfeito, na mesma noite o prefeito foi com o chefe ao restaurante onde o ex-secretário se confraternizava com correligionários e armou o maior barraco. O homem do facão, o líder do governo na Assembléia, Francisco Gualberto, acusou os membros dos partidos de oposição de “entreguistas manhosos, praticantes do crime de lesa-pátria”.

Exemplos dos meios empregados pelos governistas para perseguir, intimidar e desmoralizar são infindáveis. Esses fatos –neles também incluído, apenas como exemplo pontual, o arrogante destempero dos coronéis Péricles e Iunes– não poderiam ser considerados o reflexo da falta de autoridade do governador Marcelo Déda?

Eis a questão: quando o maestro permite à orquestra afinar-se ao bel prazer, cada músico impõe seu próprio tom (e demandas). A confusão se forma e certamente boa música não será executada.

Há ainda a estapafúrdia hipótese de o próprio governador estimular a desordem, numa espécie de “ordem ao avesso”. Assim, as cabeças quentes governamentais estariam apenas em sintonia com o exibicionismo emocional, característica comprovadamente arraigada à personalidade narcisista de Marcelo Déda. Caso tal derivação seja real, todos os episódios aqui narrados, mesmo não havendo neles a inferência direta do governador, ocorreriam porquanto corroboram o modus operandi do líder, exemplo maior para todos os demais.

É difícil crer que uma deidade estelar da estirpe do nosso iluminado e preparado governador seja assim, persona tão frugal e abjeta. Ao sê-lo de fato, o coraçãozinho vermelho-humanizado, símbolo do Governo da Mudança Para Pior, estaria ainda mais desfocado no seu conceito...

Antes que eu esqueça: declínio em pesquisa é fator preponderante na composição do comportamento de quem se sente ameaçado.