Quinta-feira, 03.04.08 - Ano II - Edição Número 245

NEM OS COLEGUINHAS ESCAPARAM DA DENGUE
A discussão na mídia sobre o papel do governo das prometidas mudanças na prevenção e combate à dengue está deixando o governador Marcelo Déda de cabelos em pé. À beira de uma eleição tão importante, fica evidente a falta de antecipação, de preparo, de competência para lidar com tão delicada situação.
A mídia até tentou minimizar os primeiros efeitos dantescos da inércia petista. Mas não pôde deixar de publicar as mortes em decorrência da doença. Seria uma traição miúda e descarada ao povo.
A boa relação com o governo terá de esperar...
Por sinal, a população também está nervosa. E com razão!
Os hospitais públicos estão superlotados. Os privados, com a capacidade praticamente esgotada. Filas imensas dos com e dos sem plano de saúde fora o SUS aguardam por atendimento. Remédios estão em falta.
Nos dicionários, isso tem definição clara: epidemia.
Ontem, o senador Almeida Lima publicou comentário de um dos leitores do blog dele. Foi o melhor resumo do caos vivido neste instante:
DESGOVERNOS
02.04.08
Prefeito Edvaldo Nogueira, governador Marcelo Déda, é esse o legado que vocês vão deixar para Sergipe?
  • Dengue em Sergipe Cresce 617%
  • Governo e PMA se Somam no Combate à Dengue
  • Prefeitura Aperta Fiscalização aos Terrenos Baldios
  • MP Faz Nova Audiência Pública Sobre Dengue em Aracaju
  • Dengue: Secretário Rogério Carvalho Vai Falar Nesta Terça
  • Dengue: MPE Quer Formular Programa Emergencial de Contenção
  • Confirmada Epidemia de Dengue em 7 Cidades Sergipanas
  • Dengue Hemorrágica: Menina de 3 Anos é a 5ª Vítima Fatal da Doença; Sergipe Enfrenta Surto

Cadê a prevenção governantes? Ederaldo Ferreira Bomfim Filho Aracajuano, totalmente descontente.

O comentário expõe manchetes colhidas na mídia. Nenhuma palavra foi inventada. E ainda tem gente do governo dizendo por aí que a culpa é de quem saiu há um ano, três meses e dois dias... A definição disso? Cara de pa!

Quarta-feira, 02.04.2008 - Ano II - Edição Número 244

QUEM É POBRE ESTÁ PERDIDO*
(*) A palavra pensada não foi bem essa, mas o sentido é o mesmo. E a rima também.
O papel da imprensa livre é defender a cidadania. Neste tocante, o colega Giovani Allieve presta um relevante serviço não apenas à comunidade, mas ao próprio governo estadual, quando reaviva as promessas de mudança - até agora não cumpridas - feitas por Marcelo Déda para alcançar o poder.
Em sua coluna (ontem, no Correio de Sergipe), o jornalista diz que o governador tem bons motivos para fazer uma nova visita às dependências do Hospital João Alves Filho. "Na vez anterior, ele ficou ‘encantado' com a apregoada ‘nova era da unidade de saúde, sem macas nos corredores, sem filas de pacientes, higiene completa e funcionamento perfeito e pleno'".
Caríssimo Allieve, em verdade, bastaria Marcelo Déda apenas ouvir os programas matinais do rádio ou assistir aos noticiários das TVs para ficar inteirado - e talvez até perplexo - da real situação do agora rebatizado Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A visita só faria cair-lhe o queixo, se não lhe deslocasse a mandíbula.
Quando o líder do governo na Assembléia, Francisco Gualberto, ousou dizer que as denúncias sobre o Huse feitas pelo Sindicato dos Enfermeiros eram "falsas, coisa de quem quer brincar com a saúde pública", cometeu um desatino moral.
Como não é possível classifica-lo de desinformado, a descabida defesa à apodrecida Saúde estadual sob o comando do deputado-secretário Rogério Carvalho, um gesto de notória má-fé, faz dele cúmplice das mazelas que têm provocado óbitos em massa.
O "tribunal da história" vai cobrar de Francisco Gualberto tamanha desfaçatez. Pois, se a verdade é nua e crua, nobre deputado, nada há no mundo capaz de mantê-la sufocada, de calar-lhe a voz. Nem o poder midiático da poderosa máquina governamental.
A presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Flávia Brasileiro, respondeu ao voluntarioso Francisco Gualberto dizendo ter ela muita responsabilidade em tudo que fala. Também confirmou o que havia denunciado: "Superlotação; desrespeito ao conhecimento científico de controle de infecção hospitalar; mulheres idosas, jovens e adolescentes expondo seus corpos sem privacidade ao lado de homens - enfermeiras já teriam até flagrado pacientes praticando o onanismo, enquanto observavam mulheres tomando banho; portadores de hipertensão e cardíacos, que requerem ambientes sem estresse, visualizando pacientes vítimas de tiros, facadas, acidentes de trânsito...".
Estes, nobre deputado, são alguns dos muitos males que consomem diariamente a paciência e a vida dos usuários do Hospital João Alves Filho. Só não enxerga quem não quer! Ou quem não pode?
Mas, para sorte de Francisco Gualberto, nem o próprio ou qualquer dos seus parentes próximos vai precisar sentir na pele o que o povo pobre padece no Huse (mas não Abuse!) graças à incompetência do governo que ele defende com unhas e dentes. Sorte também de Marcelo Déda, Rogério Carvalho e de toda a pomposa nomenclatura governamental.
Afinal, não sendo idiotas e com os altos salários (além de outras interessantes vantagens) que recebem do Estado, eles vão querer distância dos hospitais públicos de Sergipe, hoje transformados em verdadeiros chiqueiros. Quanto ao resto dos mortais...
  • PS: Não cola tentar culpar a dengue pelo caos de agora e de sempre. A epidemia apenas agravou o que já era imprestável.

Terça-feira, 01.04.2008 - Ano II - Edição Número 243

QUEM FALA A VERDADE?
A coluna Periscópio do Jornal da Cidade de domingo trouxe sob o título “Falso Lucro” três notinhas onde expunha um resumo do Balanço Anual do Banco do Estado de Sergipe, publicado no sábado: “...agora, oficialmente, (fica demonstrada) a irregularidade dos números finais da gestão encerrada em 2006”. Segundo o jornal, o lucro do Banese, “informado com grande pompa e publicidade em 2006, era de R$ 55,7 milhões... o número real, quando devidamente apurado, não poderia ser maior do que R$ 24,1 milhões... diferença de R$ 31,6 milhões correspondeu a créditos tributários registrados e compensados indevidamente”. Como se sabe, as contas de instituições financeiras que operam no Brasil são auditadas pelo Banco Central. Para evitar gestões temerárias e falências fraudulentas, o BC tem sido rigoroso e exigente. No entanto, se os números são verdadeiros, os auditores do Banco Central falharam. O Banese conseguiu lhes passar a perna não apenas durante a gestão de João Alves Filho – aliás, tratada a pão-de-ló pelo governo Lula da Silva, como se sabe – mas também no próprio governo do PT, pois somente neste final de semana os “pés de barro” do banco sergipano foram finalmente revelados. Injuriado com as “denúncias caluniosas”, o ex-presidente do Banese, Jair Araújo, disse a Fábio Henrique (FM Liberdade) que o lucro fictício citado pela direção do banco é o mesmo que foi aprovado pelo conselho administrativo da atual gestão. “Os membros do conselho não são inocentes, são maldosos”.
O ex-presidente explicou que o Banese ganhou uma ação no STF e que tem direito a R$ 31,5 milhões em créditos tributários. "Se assim não fosse, o banco seria obrigado a recolher o dinheiro a Receita, coisa que não fez até agora”. Jair Araújo não poupou críticas ao seu substituto: “É um irresponsável, não tem estrutura mental para administrar um banco como o Banese, é um neo-petista que até ontem criticava ao extremo os membros do PT, é um mentecapto”. Afora o desabafo e os desaforos, a informação mais preciosa trazida por Jair Araújo na entrevista ao radialista-vereador foi que o Banese não vale nem um terço do que valia em 2006. A denúncia é grave! Que peste teria feito a diretoria petista do Banese para ele perder tanto do seu valor de mercado em apenas um ano e poucos meses de gestão? Por outro lado, um dos fundadores do Banco do Estado de Sergipe e talvez seu mais ardoroso defensor, o ex-presidente da instituição José Figueiredo (gestão Albano Franco), teria deixado o Conselho do Banese, segundo a colunista Yara Belchior (Infonet), “de maneira forte, discordando de muitos pontos e posições da atual diretoria” – o balanço não traz a assinatura dele. Noves-fora tanto disse-me-disse, se o Banese era um tigre de papel até dezembro de 2006, o Banco Central certamente foi incompetente para averiguar e prevenir tão delicada situação, e na conseqüente punição dos (ir)responsáveis. Da mesma forma, se hoje o banco está menor, os fatores que contribuíram para sua derrocada precisam vir a público célere e transparentemente, pois se trata de instituição pública de capital aberto. Ou seja, além do governo sergipano, há outros milhares de acionistas com ações que viraram pó do dia para a noite. Que tal um debate na Assembléia entre Jair Araújo e João Andrade para esclarecer as muitas dúvidas? Seria fascinante ouvir as considerações de ambos...
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A PRAÇA-JOANETE
O colega, leitor e compadre-amigo fraterno Antônio Carlos de Oliveira, o Xocolate da Ilha FM, é uma dessas personas raras, que nos exortam a meditar (e rir muito) com suas tiradas geniais. Por conta do comentário sobre a Praça Antônio Teixeira (Edição 241), o boa-vida – por telefone – se disse surpreso com a minha “modéstia”. Comentou Xocolate: “Você sugere que (o prefeito) Edvaldo Nogueira deu uma praça de presente a Norcon. E (o ex-prefeito) João Augusto Gama, que deu um bairro inteiro (Jardins) à empreiteira, que você acha?”.
Convenhamos, Negão, nessa você caprichou...

Quinta-feira, 27.03.2008 - Ano II - Edição Número 242

NOTA DO EDITOR
Peço desculpa aos leitores pelo espaçamento na publicação de textos. Tenho estado envolvido com tarefas que me tomam parte expressiva do tempo. Nesta quarta estive em Brasília, neste momento estou em São Paulo e por vezes é impossível manter o nível de observação necessário a continuar realizando um trabalho baseado apenas em fatos comprovadamente reais. Aliás, motivo pelo qual temos a cada dia crescido nosso índice de leitura. Grato pela compreensão, desejo um bom dia a todos. . PERIGO REAL E IMEDIATO
A política exige estômago de aço e muita, muita fleuma. Os inimigos do PT, então, devem acrescer as estas exigências a capacidade de defesa contra golpes abaixo da linha da cintura. Na semana passada, circulou entre os jornalistas que cobrem o Congresso e parlamentares da base aliada do governo federal um dossiê contento informações sigilosas sobre as despesas do gabinete do ex-presidente FHC. A documentação tinha por objetivo inibir a ação da oposição – especialmente os tucanos – na CPI dos Cartões. A revista Veja desta semana expôs parte do dossiê, elaborado dentro do Palácio do Planalto com informações consideradas sigilosas pelo próprio governo. A intenção era mostrar que o governo do Grande Molusco não inovou ao usar cartões corporativos para quitar despesas com bebidas, aluguel de carros, hotéis de luxo, perfumes importados, beiju de tapioca... Numa conversa com Veja, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falou que já sabia que o PT bisbilhotava as contas do governo dele e comentou: “É um absurdo. É uma chantagem do Palácio do Planalto. Uma tentativa de intimidar e desmoralizar nunca vista antes num regime democrático”. Na terça, FHC mostrou que é macho. O senador Arthur Virgílio, líder do PSDB, leu uma carta do ex-presidente liberando a abertura dos gastos privados durante o período em que ocupou o cargo. Nela, FHC disse ainda que nunca houve sigilo nos gastos – “mesmo porque não há amparo legal para tal procedimento” – e desafiou o presidente Lula da Silva a fazer o mesmo: “ No meu caso, as suspeitas (de irregularidades) são infundadas e espero que também o seja o caso do atual governo”. O PT não dá sorte nessa seara de dossiês. Durante a campanha de 2006, um grupo de petistas “aloprados” tentou comprar um lote de documentos com acusações falsas ao então candidato ao governo de São Paulo, José Serra. A Polícia Federal prendeu alguns deles com uma mala recheada de reais e denunciou que a trama foi planejada e executada com o conhecimento, participação e o aval da cúpula de campanha do Grande Molusco. A lógica dos petistas é estranha. Divulgar os gatos de FHC naturalmente abriria um flanco para ocorrer o mesmo com os de Lula da Silva. Agora mesmo, tramita uma representação apresentada pelo PSDB e pelos Demos pedindo à Procuradoria-Geral a abertura de todos os gastos, desde 1998 até ontem. O tiro saiu pela culatra. E mais: para quem está no poder, especialmente para um governo marcado por graves denúncias de corrupção, usar da tática sórdida da intimidação pode provocar a ira dos adversários. O perigo é real e imediato...

terça-feira, 25.03.2008 - Ano II - Edição Número 241

A PRAÇA-JOANETE É “NOSSA”
O programa humorístico comandado no SBT de Sílvio Santos pelo filho de Manoel da Nóbrega, Carlos Alberto, nada tem a ver com as estripulias contadas a seguir. Em comum, o cenário de uma vistosa praça e o fato de ambas provocarem frouxos risos em certos expectadores. Na “nossa” praça, no entanto, o riso desmedido atinge apenas uns poucos sortudos.
Dia desses, o prefeito-candidato Edvaldo Nogueira fez pompa e circunstância para “entregar ao povo” do bairro Juscelino Kubitschek a bela Praça Antônio Teixeira. A obra está para o bucólico JK como um joanete para o pé de quem sofre do mal.
Lá, bem longe dos supostos beneficiados pela obra, sobressaindo-se em meio aos tapumes de futuros condomínios de casas e apartamentos para a classe média e um imenso terreno baldio reservado também a futuras residências, ei-la lá, a formosa praça...
Os moradores do JK se perguntam para que uma praça onde hoje não mora ninguém se ruas do bairro estão imprestáveis, o sistema de drenagem fluvial é precário, o mato toma conta dos canais e outras praças na localidade apelam por uma simples mão de tinta?
A provável resposta talvez esteja na face rosada e no sorriso generosamente farto dos gordinhos da Norcon. A Praça Antônio Teixeira “é” deles – uma placa diz que a empreiteira se responsabiliza pela conservação e manutenção da praça. Um gesto realmente muito nobre!
Para saudar ao alcaide e fazer crer que a comunidade lhe é sumamente grata pela praça-joanete, a administração comunista espalhou faixas em pontos estratégicos.
Numa delas está escrito: “A Prefeitura de Aracaju entrega a Praça Antônio Teixeira aos moradores do JK”. Uma outra diz: “Os moradores do JK agradecem ao prefeito Edvaldo Nogueira pela Praça Antônio Teixeira”.
Os marketeiros comandados pelo jornalista-secretário de Comunicação da PMA Carlos Cauê só esqueceram de um detalhe ínfimo! Combinar com quem fez as faixas para mudar o tipo e a cor da letra para não parecer que todas elas foram pagas pela Secom.
Pequenos gestos como construir uma praça num local ermo, onde uma empreiteira edifica seu pé de meia ou pendurar faixas pagas com dinheiro público para saudar a si mesmo, e pior, fingindo ter sido uma manifestação real do povo, devem fazer os marxistas do PCdoB darem grandes, homéricas gargalhadas...
É isso aí, gente! A praça-joanete é “nossa”.
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Um foto, mil palavras... (clique para ampliar).

Placa da Norcon, ao lado da praça Antônio Teixeira, anuncia futuro empreendimento da empreiteira: ao fundo o terreno baldio reservado às casas e apartamentos.

Placa da Norcon e a praça Antônio Teixeira ao fundo: por detrás de centenas de metros de tapumes, as obras de um novo condomínio de apartamentos da Norcon.

Faixas da Secom não escodem a farsa: tentativa descuida de promoção pessoal paga com dinheiro público.

Segunda-feira, 24.03.2008 - Ano II - Edição Número 240

DÉDA SE PREPARA PARA O PIOR
Eleição é sempre uma incógnita. Marcelo Déda sabe muito bem disso. Hoje ele brilha, após derrotar os adversários nos primeiros turnos das eleições de 2000, 2004 e 2006. Todavia, o passado aconselha prudência. Ainda revolve-se na memória coletiva ter sido ele eleito deputado estadual com a espetacular votação para a época de 32.044 votos em 1986 e não obter a reeleição quatro anos depois. O governador sergipano tem um imenso desafio: reeleger prefeito de Aracaju o aliado comunista Edvaldo Nogueira, um político sem densidade eleitoral. Transferir votos não é missão fácil. Embora diga publicamente não existir “questão de vida ou morte no processo de disputa”, Marcelo Déda compreende o profundo desgaste político que a derrota na eleição municipal traria para o pleito de governador em 2010 – e por conseqüência, à escolha do novo presidente da República. Para os petistas, é graças aos mandatos de Marcelo Déda que o aracajuense tem hoje uma vida melhor. Tal melhoria teria dado visibilidade nacional a Aracaju e por esta razão, sentindo-se grato pelas inúmeras e reluzentes realizações visando mais qualidade à vida, o eleitor votaria no candidato dele. No campo das suposições, a argumentação parece lógica. Já a oposição aposta na esperança de o eleitor não estar disposto a reeleger um prefeito clone e ao mesmo tempo discípulo obediente de Marcelo Déda. Neste quesito, a concentração de poder em torno dele e do PT seria o diapasão favorável à alternância de comando. Por seu turno, os governistas se fiam no diametralmente oposto. Recentemente, numa entrevista a radialistas sergipanos, o governador foi taxativo: “Vamos trabalhar para viabilizar a continuidade de uma integração entre os governos federal, estadual e municipal que vem dando certo ". Aos mais chegados, contudo, Marcelo Déda tem externado grande preocupação com as pesquisas. Até já trabalharia a possibilidade de perder um valioso quinhão – e pior, ter de arrebanhar uma multidão de aliados desempregados. Mas pode ir tirando o sorriso dos lábios! Apostar em quem vencerá em novembro, especialmente diante da indecisão do mais forte dos prováveis candidatos oposicionistas, o ex-governador João Alves Filho, ainda é tarefa de alto risco...
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ALBANO FRANCO SAIU DA MOITA?
O sorriso sempre enigmático à lá Mona Lisa pode distorcer a compreensão das reais intenções do deputado federal Albano Franco quanto a quem ele apoiará nas eleições de novembro. O ex-governador diz a uns não ser “eleitor cativo” de João Alves Filho. Enquanto isso, ele recebe afagos de Lula da Silva no palanque da inauguração do Viaduto Déda, bebe café sem açúcar no gabinete do senador Almeida Lima e não renega um bate-papo “político” com o deputado democrata José Carlos Machado. Jeitoso, Albano Franco sempre foi! Aliás, jeitoso e espertamente dissimulado. Ontem, sob o título “Só Love”, a Folha de São Paulo publicou na coluna Painel a seguinte motinha: “Na contramão, os casos da outrora impensável aliança com o PT vão se multiplicando. Em Aracaju, tanto o petista Marcelo Déda quanto os tucanos liderados por Albano Franco devem dividir o palanque em apoio à reeleição de Edvaldo Nogueira”. A dúvida é: teria o ex-governador saído definitivamente da moita? Como Albano Franco é em si uma incógnita, qualquer prognóstico apressado sobre o que ele pensa de verdade pode redundar em rasteira das grandes! Uih...

Quarta-feira, 19.03.2008 - Ano II - Edição Número 239

DE PALANQUE EM PALANQUE
Eleitores desavisados sobre as imensas virtudes político-administrativas do único candidato em campanha à prefeitura de Aracaju, o prefeito-candidato Edvaldo Nogueira, podem compreender melhor todas elas indo aos showmícios realizados pela administração comunista da Capital. Opções não faltam...
De palanque em palanque, todos armados com dinheiro público do município de Aracaju e do governo sergipano para garantir diversão gratuita ao povo, especialmente à juventude secundarista e universitária, “Edvaldo Nogueira navega tranqüilo, sem concorrência, sem nenhuma oposição”, conforme apontou a colega jornalista Grace Melo em seus escritos (http://cajueirosepapagaios.zip.net/).
Um detalhe importante: Foguinho desfila absoluto como se não houvesse regras a definir o calendário pré-votação. Lei Eleitoral para o PCdoB não tem qualquer validade ou significado moral. E ninguém, nem no Ministério Público ou na oposição, diz nada!
Nos eventos pagos pelo Erário, Edvaldo Nogueira conversa com a audiência tentando discursar no mesmo estilo do mentor dele, o governador Marcelo Déda, que se especializou no ofício de "vender o peixe" assistindo por incontáveis madrugadas às pregações dos pastores da Igreja Universal pela TV. Do gestual ao vocabulário, tudo neles se assemelha.
Por ocasião dos 153 anos de Aracaju, comemorados na praça de eventos da orla anteontem à noite, com showmício de Marco Villane, Paralamas do Sucesso e Exalta Samba, Foguinho estava ao lado de deputados, vereadores e do virtual candidato a vice-prefeito Sílvio Santos Vem Aí.
Na falação, Edvaldo Nogueira “apresentou” a tropa de choque que o acompanhava no palco. Solícito e de couro já curtido, ele falou tempo suficiente para evitar vaias! Caiu fora rapidinho.
Começado o show, a festa continuou sob uma leve garoa, dissipada com as rajadas de um vento frio e muito aprazível. Coisas da política...
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Veja foto do momento do discurso de Edvaldo Nogueira durante o aniversário de Aracaju: campanha antecipada, um flagrante desrespeito à legislação eleitoral.

Clique na foto para ampliar.

Quinta-feira, 13.03.2008 - Ano II - Edição Número 238

ELOÍSA GALDINO, A GAROTA DA CAPA
Em 20.01, contando com a cumplicidade cafajeste e ao mesmo tempo covarde do Correio de Sergipe, a secretária estadual de Comunicação, Eloísa Galdino, fez um "balanço" das ações da Secom em 2007. O destaque do material, contudo, estava na crítica veemente aos gestores que a precederam.
Na manchete do caderno com a dita "entrevista", um ano e 20 dias após sua posse, madame Galdino ainda repisava o discurso de quando sentou pela primeira vez na cadeira de secretária: "Secom desperdiçava dinheiro público". Era o desabafo de quem, supostamente, teria arrumado a casa depois de quatro anos de malfeitorias e estripulias.
Mas para desgosto de Madame Galdino, o mito da Secom acima da moral e quiçá dos bons costumes bate com a cara na parede quando se comprova a relação promíscua entre o governo a que ela serve sem cerimônias, o partido governista e os fornecedores do Estado.
Não há mínima dúvida que Eloísa Galdino gasta com sobejada eficiência o dinheiro público. Mas apenas em proveito de quem a emprega e dela própria.
Um exemplo bastante eloqüente é a estranha concentração de toda a milionária mídia do governo das falsas mudanças numa única produtora de vídeo. Exatamente a empresa que deu a Marcelo Déda, quase de graça, toda a produção de rádio, televisão e vídeo da campanha eleitoral na qual ele se elegeu governador (vide edições anteriores).
Porém, é na promoção pessoal que Eloísa Galdino torra com maior competência e sem qualquer desperdício o dinheiro do contribuinte. Neste quesito, ela tem superado até os mais esnobes companheiros. No ano passado, Madame Galdino apareceu em entrevistas e reportagens de várias publicações amigas. Em todas, por mera coincidência, claro, lá estavam também os anúncios do governo das estranhas mudanças.
O ápice da exposição pública, paga com as receitas recolhidas do pobre povo sergipano, ocorreu no mês de dezembro, quando foi lançado o primeiro e ao que parece único número da revista Ícone. Eloísa Galdino foi a "garota da capa"!
Em pose de debutante, ela exibiu com charme e elegância toda a beleza que lhe é peculiar. Mas virando a página, o leitor logo se aperceberia de que algo está errado. Um vistoso anúncio da Secretaria de Turismo denunciava o funesto compadrio...
Seguindo adiante, após algumas páginas, chega-se ao ensaio fotográfico e ao bate-papo descontraído com a secretária de Comunicação.
Explicando que madame Galdino não esperava ser convidada para estrelar a primeira edição - "sua expressão de espanto e surpresa quando fizemos o convite foi transparente" - e ter ela referências suficientes para rechear a matéria, a revista Ícone confessa: "Não foi por acaso e nem se trata de estratégia política ou de marketing ter convidado Eloísa Galdino para estrear como ícone desta edição".
Se não foi pelos motivos exposto, então deve ter sido pelo dinheiro mesmo! Nesse ponto, a publicação foi bastante sincera.
Como também foi extremamente verdadeira a própria homenageada. Falando dos conceitos dela sobre poder e consumo, madame Galdino desnudou-se por inteira:
  • É preciso ter medo do poder para saber lidar com suas benesses, mas fazendo uso dele para fazer justiça social e democratização das oportunidades.

Sem dúvida, concentrar a mídia da Secom sem licitação na produtora que fez a campanha do chefe é socialmente justo e fomenta democraticamente as oportunidades.

  • "Às vezes, concordo com o 'tudo que eu faço é imoral, é ilegal ou engorda'.

Ainda não atribuíram a madame Galdino o pecado da gula...

Assim, pode-se concluir, a gestão da secretária Eloísa Galdino na Secom tem operado mudanças significativas no modo de lidar com o dinheiro público num setor tão cheio de melindres. Uma das mais importantes dessas mudanças é atender livre de remorsos ou desídia os interesses políticos do PT.
A outra, não menos significativa, é mostrar-se a si mesma como garota-propaganda da Comunicação governamental, usando a plataforma de desfile de jornais, revistas e programas de rádio e TV dos seus apaniguados, regiamente pagos com verbas do Erário, para exibir publicamente as muitas virtudes que ela julga ter.
Sem qualquer traço de ceticismo, uma missão bastante honrosa!
Veja a foto de capa e uma outra muito interessante do ensaio fotográfico de Eloísa Galdino para a Ícone. Veja ainda o anúncio da Setur publicado na contracapa e página 03 da revista. Tire você mesmo suas conclusões!

Clique nas imagens para ampliar!

A "garota da capa".

No penduricalho da roupa, réplicas de dinheiro (detalhe): Freud explica!

Anúncio da Setur: a contrapartida?

Quarta-feira, 12.03.2008 - Ano II - Edição Número 237

ERRAR É HUMANO
Nunca espere de um petista admissão de culpa. Petista não tem culpa! Quando algo dá errado, a culpa não é de ninguém. E principalmente, não é de quem comanda. A lógica para formular tão cínica assertiva é fruto da mudança sofrida pelo PT ao deixar o limbo da oposição e ascender ao governo estadual. Até os capangas do Partido dos Trabalhadores infiltrados nas redações de jornais, rádios e TVs aderiram ao mote. Quando o governador não era Marcelo Déda, um flato do ex-mandatário, ainda que inodoro, gerava um furacão de indignação. Notas, artigos comentados e reportagens sobre a escandalosa flatulência enchiam páginas em impressos e ocupavam generosos espaços nos meios eletrônicos. Neste tempo de estranhas mudanças, Marcelo Déda pode, por exemplo, concentrar toda a mídia do governo numa única produtora de vídeo, exatamente a que lhe deu quase de graça toda a mídia da campanha eleitoral, e absolutamente ninguém ao menos se perguntar: “Como assim?”. Noutras palavras: não há nada de errado! Aliás, a maior novidade no governo das falsas mudanças é exatamente esta. Nunca errar! Vejamos o caso da apuração realizada pela Educação quanto às denúncias do Sintese de superfaturamento na compra de alimentos e o pagamento de mercadorias não recebidas. Da merenda escolar! No relatório da tal sindicância, informa-se “não ter havido prejuízo para os cofres públicos” e que os três funcionários responsáveis pelos “possíveis erros” foram afastados. Estamos falando da bagatela de R$ 1,8 milhão em compras com preços muito acima dos praticados pelo mercado. Mas, percebam a sutileza: houve somente alguns “possíveis erros”. Culpados? Ora, por favor! A sindicância concluiu não ter havido dolo ou má fé que caracterize corrupção, apenas “negligência ou erros de gerenciamento”. Ou seja, um petista é inocente mesmo quando é evidentemente culpado. Conclusão lógica: errar é humano! É tão humano que o petismo incorporou ao governo das fajutas mudanças até a socialização das malfeitorias. Se os adversários pintaram e bordaram quando estavam no poder, eles também podem fazer o mesmo agora. Danados esses petistas. Como se constata, no governo das espertas mudanças, tudo, absolutamente tudo é possível*...
  • (*) Detalhe sórdido: com o régia e fartamente pago silêncio da cafajestada da imprensa, o que inclui boa parte dos patrões e empregados.

Segunda-feira, 10.03.2008 - Ano II - Edição Número 236

GENEROSAMENTE RECÍPROCOS
Na edição passada (05.03/235) foram publicados alguns questionamentos na busca de entender a estranha concentração numa única empresa de toda a produção de RTV realizada pelo governo do PT. Foi dito que talvez fosse obra do acaso o fato de a WG Produções – exatamente a empresa que trabalha para Marcelo Déda desde a primeira campanha dele à Prefeitura de Aracaju – ser a preferida do governador das falsas mudanças.
Por cinco dias, foram esperadas as respostas da Secretaria Estadual de Comunicação a duas perguntas muito específicas:
  • Por que, mesmo a contragosto, a secretária Eloísa Galdino se vê obrigada a exigir das agências “vencedoras” da fajuta licitação que usem somente a WG Produções para formatar toda a mídia da Secom? Se o objetivo era concentrar, por que não promoveu licitação exclusiva para contratar uma produtora?
  • Qual foi o real valor pago pelo PT a WG Produções pelos serviços de RTV da campanha de Marcelo Déda ao governo? Como e quando a conta foi paga? Onde estão os recibos?
Como a transparente Secom manteve-se absoluta e sorrateiramente silenciosa, este ABRA-O-OLHO resolveu dar uma olhadela na prestação de contas do então candidato ao governo Marcelo Déda, feita ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A desconfiança quanto à generosidade recíproca entre a WG Produções e os petistas revelou-se bem maior que a esperada.
Apesar de não constar da lista de doadores do PT na campanha de 2006, quando Marcelo Déda foi eleito ainda no primeiro turno, a WG Produções praticamente deu de graça toda a produção de mídia (rádio, televisão ou vídeo). Conforme declarou o próprio Marcelo Déda ao TRE, foram pagos míseros R$ 180 mil por quase três meses de trabalho. Sem dúvida uma bagatela, vista apenas nos negócios feitos de pai para filho.
Para comprovar o quanto a WG Produções foi sumamente generosa com Marcelo Déda basta observar que ele gastou uma pequena fortuna com carros de som (R$ 389.710,00), material impresso (R$ 451.350,00) e pesquisas eleitorais (R$ 454.000,00), que somada corresponde a quase 50% do total declarado pelo PT ao TRE como gastos na campanha (R$ 2.291.693,23).
No mercado, uma campanha eleitoral do porte da realizada por Marcelo Déda e pelo PT em 2006 não sai por menos de R$ 1 milhão. E olhe lá...
Talvez esteja nessa sobejada e escandalosa generosidade da WG Produções durante a campanha eleitoral a verdadeira explicação para a empresa ser hoje (e sempre) a preferida de Marcelo Déda para formatar com exclusividade toda a milionária mídia do governo das espertas mudanças. Afinal, uma mão lava a outra!
E para comprovar o status “rainha da Inglaterra” do prefeito-candidato Edvaldo Nogueira, a prefeitura de Aracaju também “aderiu” ao exclusivismo de só produzir comerciais na WG Produções. Sem contar que a produtora está construindo “por conta própria” um novo prédio para abrigar o comitê de comunicação e a produção de RTV da campanha de reeleição de Foguinho. A posteriori, quem sabe, em caso de vitória do PCdoB o imóvel venha a servir como produtora para atender exclusivamente a conta da prefeitura.
Mas não acredite em uma única palavra do que foi dito aqui! Veja com seus próprios olhos a prestação de contas do candidato Marcelo Déda ao governo e tire suas conclusões.
Fica mais fácil entender como o governo do PT, e agora a administração do PCdoB, manipulam o dinheiro público com objetivos político-partidários. E com um detalhe: sem que absolutamente nenhuma autoridade do Ministério Público se dê ao trabalho de questionar tão pecaminosa indecência. É muita sorte!
Clique nas imagens para ampliar.

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PARA RIR UM POUCO
Andam espalhando pela NET uma piadinha para lá de engraçada, traçando um paralelo entre as profecias de Nostradamus e o governo Lula da Silva. Vale a pena pela sacada! Veja:
Em suas Centúrias, Nostradamus escreveu com tanta exatidão que nos faz acreditar que conhecia o Lula.
Fragmentos de um texto de Nostradamus:
... e próximo do terceiro milênio, uma besta (seria o Lula?) barbuda (céus, é ele!) descerá triunfante sobre um condado do hemisfério sul (Brasil?), espalhando desgraça e a miséria (acho que se trata da reforma da previdência ou a corrupção institucionalizada ou ainda o mensalão). ...será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente completos (epa, cadê o dedinho?) e trará com ele uma horda (faz sentido: Palocci, Zé Dirceu, Dulcci, Genoíno e cia ltda.) que dominará e exterminará as aves bicudas (já estou ficando assustado: PSDB = tucanos, ave bicuda!) e implantará a barbárie por muitas datas (REELEIÇÃO? Não!) sobre um povo tolo e leviano (p.q.p., é nóiiiiiiis!)...