Segunda-feira, 24.03.2008 - Ano II - Edição Número 240
Quarta-feira, 19.03.2008 - Ano II - Edição Número 239
De palanque em palanque, todos armados com dinheiro público do município de Aracaju e do governo sergipano para garantir diversão gratuita ao povo, especialmente à juventude secundarista e universitária, “Edvaldo Nogueira navega tranqüilo, sem concorrência, sem nenhuma oposição”, conforme apontou a colega jornalista Grace Melo em seus escritos (http://cajueirosepapagaios.zip.net/).
Um detalhe importante: Foguinho desfila absoluto como se não houvesse regras a definir o calendário pré-votação. Lei Eleitoral para o PCdoB não tem qualquer validade ou significado moral. E ninguém, nem no Ministério Público ou na oposição, diz nada!
Nos eventos pagos pelo Erário, Edvaldo Nogueira conversa com a audiência tentando discursar no mesmo estilo do mentor dele, o governador Marcelo Déda, que se especializou no ofício de "vender o peixe" assistindo por incontáveis madrugadas às pregações dos pastores da Igreja Universal pela TV. Do gestual ao vocabulário, tudo neles se assemelha.
Por ocasião dos 153 anos de Aracaju, comemorados na praça de eventos da orla anteontem à noite, com showmício de Marco Villane, Paralamas do Sucesso e Exalta Samba, Foguinho estava ao lado de deputados, vereadores e do virtual candidato a vice-prefeito Sílvio Santos Vem Aí.
Na falação, Edvaldo Nogueira “apresentou” a tropa de choque que o acompanhava no palco. Solícito e de couro já curtido, ele falou tempo suficiente para evitar vaias! Caiu fora rapidinho.
Começado o show, a festa continuou sob uma leve garoa, dissipada com as rajadas de um vento frio e muito aprazível. Coisas da política...
Clique na foto para ampliar.
Quinta-feira, 13.03.2008 - Ano II - Edição Número 238
Se não foi pelos motivos exposto, então deve ter sido pelo dinheiro mesmo! Nesse ponto, a publicação foi bastante sincera.
Como também foi extremamente verdadeira a própria homenageada. Falando dos conceitos dela sobre poder e consumo, madame Galdino desnudou-se por inteira:
- É preciso ter medo do poder para saber lidar com suas benesses, mas fazendo uso dele para fazer justiça social e democratização das oportunidades.
Sem dúvida, concentrar a mídia da Secom sem licitação na produtora que fez a campanha do chefe é socialmente justo e fomenta democraticamente as oportunidades.
- "Às vezes, concordo com o 'tudo que eu faço é imoral, é ilegal ou engorda'.
Ainda não atribuíram a madame Galdino o pecado da gula...
Assim, pode-se concluir, a gestão da secretária Eloísa Galdino na Secom tem operado mudanças significativas no modo de lidar com o dinheiro público num setor tão cheio de melindres. Uma das mais importantes dessas mudanças é atender livre de remorsos ou desídia os interesses políticos do PT.
A outra, não menos significativa, é mostrar-se a si mesma como garota-propaganda da Comunicação governamental, usando a plataforma de desfile de jornais, revistas e programas de rádio e TV dos seus apaniguados, regiamente pagos com verbas do Erário, para exibir publicamente as muitas virtudes que ela julga ter.
Sem qualquer traço de ceticismo, uma missão bastante honrosa!
Veja a foto de capa e uma outra muito interessante do ensaio fotográfico de Eloísa Galdino para a Ícone. Veja ainda o anúncio da Setur publicado na contracapa e página 03 da revista. Tire você mesmo suas conclusões!
A "garota da capa".
No penduricalho da roupa, réplicas de dinheiro (detalhe): Freud explica!
Anúncio da Setur: a contrapartida?
Quarta-feira, 12.03.2008 - Ano II - Edição Número 237
- (*) Detalhe sórdido: com o régia e fartamente pago silêncio da cafajestada da imprensa, o que inclui boa parte dos patrões e empregados.
Segunda-feira, 10.03.2008 - Ano II - Edição Número 236
Por cinco dias, foram esperadas as respostas da Secretaria Estadual de Comunicação a duas perguntas muito específicas:
- Por que, mesmo a contragosto, a secretária Eloísa Galdino se vê obrigada a exigir das agências “vencedoras” da fajuta licitação que usem somente a WG Produções para formatar toda a mídia da Secom? Se o objetivo era concentrar, por que não promoveu licitação exclusiva para contratar uma produtora?
- Qual foi o real valor pago pelo PT a WG Produções pelos serviços de RTV da campanha de Marcelo Déda ao governo? Como e quando a conta foi paga? Onde estão os recibos?
Para comprovar o quanto a WG Produções foi sumamente generosa com Marcelo Déda basta observar que ele gastou uma pequena fortuna com carros de som (R$ 389.710,00), material impresso (R$ 451.350,00) e pesquisas eleitorais (R$ 454.000,00), que somada corresponde a quase 50% do total declarado pelo PT ao TRE como gastos na campanha (R$ 2.291.693,23).
No mercado, uma campanha eleitoral do porte da realizada por Marcelo Déda e pelo PT em 2006 não sai por menos de R$ 1 milhão. E olhe lá...
Talvez esteja nessa sobejada e escandalosa generosidade da WG Produções durante a campanha eleitoral a verdadeira explicação para a empresa ser hoje (e sempre) a preferida de Marcelo Déda para formatar com exclusividade toda a milionária mídia do governo das espertas mudanças. Afinal, uma mão lava a outra!
E para comprovar o status “rainha da Inglaterra” do prefeito-candidato Edvaldo Nogueira, a prefeitura de Aracaju também “aderiu” ao exclusivismo de só produzir comerciais na WG Produções. Sem contar que a produtora está construindo “por conta própria” um novo prédio para abrigar o comitê de comunicação e a produção de RTV da campanha de reeleição de Foguinho. A posteriori, quem sabe, em caso de vitória do PCdoB o imóvel venha a servir como produtora para atender exclusivamente a conta da prefeitura.
Mas não acredite em uma única palavra do que foi dito aqui! Veja com seus próprios olhos a prestação de contas do candidato Marcelo Déda ao governo e tire suas conclusões.
Fica mais fácil entender como o governo do PT, e agora a administração do PCdoB, manipulam o dinheiro público com objetivos político-partidários. E com um detalhe: sem que absolutamente nenhuma autoridade do Ministério Público se dê ao trabalho de questionar tão pecaminosa indecência. É muita sorte!
Em suas Centúrias, Nostradamus escreveu com tanta exatidão que nos faz acreditar que conhecia o Lula.
Fragmentos de um texto de Nostradamus:
... e próximo do terceiro milênio, uma besta (seria o Lula?) barbuda (céus, é ele!) descerá triunfante sobre um condado do hemisfério sul (Brasil?), espalhando desgraça e a miséria (acho que se trata da reforma da previdência ou a corrupção institucionalizada ou ainda o mensalão). ...será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente completos (epa, cadê o dedinho?) e trará com ele uma horda (faz sentido: Palocci, Zé Dirceu, Dulcci, Genoíno e cia ltda.) que dominará e exterminará as aves bicudas (já estou ficando assustado: PSDB = tucanos, ave bicuda!) e implantará a barbárie por muitas datas (REELEIÇÃO? Não!) sobre um povo tolo e leviano (p.q.p., é nóiiiiiiis!)...
Quarta-feira, 05.03.2008 - Ano II - Edição Número 235
Alguns rápidos questionamentos:
- Por que Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira fazem questão de concentrar a produção de RTV numa única empresa – exatamente a que os atende desde sempre, inclusive nas campanhas eleitorais – se há no mercado sete outras produtoras com recursos técnicos e humanos similares?
- Por que, mesmo a contragosto, a secretária Eloísa Galdino se vê obrigada a exigir das agências “vencedoras” da fajuta licitação que usem somente a WG Produções para formatar toda a mídia da Secom? Se o objetivo era concentrar, por que não promoveu licitação exclusiva para contratar uma produtora?
- Existe contrato de prestação de serviço entre a Secom e a WG Produções? Se há, qual é o valor médio mensal repassado à empresa? Quanto foi repassado em 2007?
- Qual foi o real valor pago pelo PT a WG Produções pelos serviços de RTV da campanha de Marcelo Déda ao governo? Como e quando a conta foi paga? Onde estão os recibos?
- A WG Produções realiza algum outro tipo de serviço para o PT ou para o governo da mudança? Se existe, qual é e quanto custa? Há contrato formalizando o atendimento?
- Que motivos contribuíram para o secretário de Comunicação da PMA, jornalista Carlos Cauê, desistir de usar outras produtoras locais e contratar a WG Produções com exclusividade para realizar 45 filmes sobre a administração comunista da Capital?
- Poderia Carlos Cauê adiantar onde o PCdoB pretende instalar o comitê de comunicação e a produção de mídia da campanha de reeleição do prefeito-candidato Edvaldo Nogueira? Quanto pretende investir na empreitada? Quem vai financiar?
É esperar para ver se alguém da transparente Secom do governo da mudança e da prestimosa Secom da PMA se dignará a aplacar tantas e tamanhas dúvidas!
Terça-feira, 04.03.2008 - Ano II - Edição Número 234
Segunda-feira, 03.03.2008 - Ano II - Edição Número 233
Na viagem de quinta-feira ao Nordeste, segundo Cláudio Humberto (Correio de Sergipe, 01.03), o presidente Lula da Silva celebrou no Air Force 51 as quatro vitórias consecutivas do Corinthians. A notícia talvez explique a contagiante “empolgação” do Grande Molusco na inauguração do viaduto Déda. Como se sabe, nas alturas cada dose equivale a três em terra firme.
Naquela noite inesquecível, quando chovia horrores em Aracaju, Lula da Silva fez dos sergipanos, mais uma vez, testemunhas passivas de como age em estado alterado de consciência. A mais alta autoridade do País permitiu-se soltar a língua.
Depois de saber do desempenho de João Alves Filho nas pesquisas de opinião para a prefeitura aracajuana, o Grande Molusco não se conteve: “Ele (JAF) trava os dentes e morde a língua quando Marcelo Déda faz algo certo, torcendo para dar errado e você (Déda) quebrar e cara para dizer que só ele sabe governar”.
Pobre prefeito-candidato Edvaldo Nogueira. Na noite mais feliz da sua vida, quando após ano e meio de labuta inaugurava uma obra 80% conduzida por ele, foi relegado a capacho dos petistas. Era Marcelo Déda quem levava os louros pelo viaduto Déda...
O presidente, mesmo incontido pela “marvada”, teve um bom motivo para atacar o ex-governador. Perder a prefeitura de Aracaju neste instante político sepultaria os planos dele de transformar Sergipe em feudo do PT.
Contudo, dar “palanque” à cobra-criada, falando um tom acima do permitido pelo bom senso, é um tiro no próprio pé. Cada mera citação do Negão pelos governistas, seja apenas para criticá-lo, converte-se em espaço gratuito para ele na mídia!
Quem diria: Lula da Silva, cabo eleitoral de João Alves Filho...
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O viaduto Déda, assim batizado em homenagem ao avô do governador Marcelo Déda, seria na opinião da oposição mais uma das inúmeras manifestações de querência à similitude demonstrada pelo governo da mudança para equivaler-se em realizações ao ex-governo.
Uma ponta de verdade existe. As duras críticas à ponte Aracaju/Barra por causa do nome do pai do ex-governador, levando o povo a recordar eternamente do nome do próprio, tiveram sua “compensação”: a maior obra concebida pela administração Marcelo Déda na prefeitura é exatamente o viaduto Déda.
Agora, apesar de plenamente concluído, o Viaduto Déda não pára de gerar atrito entre oposição e governo. O pessoal “do contra” dizia horrores da obra. Que ônibus, caminhão e carreta ficariam entalados ao tentar passar. Os governistas desdenhavam da chacota.
Mas não é que o imponderável aconteceu!
Tão logo foi aberto ao tráfego, nas primeiras horas da sexta-feira, o viaduto Déda teve sua primeira prova de fogo. Desacostumados com os novos sentidos viários, os motoristas criaram grande confusão. Resultado: uma carreta não completou a volta num dos retornos e acabou destruindo parte da guia e da grama recém-plantada no canteiro.
As fotos da carreta atolada no gramado, para regozijo dos opositores de Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira, foram publicadas nas edições de sábado do Jornal da Cidade e Correio de Sergipe e podem ser vistas aqui.
É torcer para ter sido apenas um mero incidente!
(Clique na foto para ampliar / Fotos de Fernando Silva/CS)






