Segunda-feira, 18.02.2008 - Ano II - Edição Número 225

“MICARETAS” DE DÉDA CONTAMINAM EDVALDO
A carreira política de Marcelo Déda é contraditoriamente interessante. Provindo da classe média, trocou a terra natal Simão Dias pela “agitada” Aracaju dos anos 1970, para cursar o secundário no Atheneu. Foi perseguido pelo regime militar. Sujeito aguerrido, ele permaneceu “na luta contra a direita e pelo socialismo”. Estudante de Direito, fez um pacto com o hoje presidente da OAB/Brasil César Brito: carro era coisa de burguês e ambos jamais aprenderiam a dirigir. César, que não é bobo, quebrou o acordo e hoje aproveita as benesses do automóvel, enquanto Déda ainda depende de terceiros para guiar veículos. Nessa mesma época, surgiu a personalidade combativa de Marcelo Déda. Tudo o que a “direita” fazia estava errado. O radicalismo foi levado aos píncaros quando esteve deputado federal. Líder do PT na Câmara, Déda contribuiu para atrasar importantes reformas pretendidas pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, pois iam de encontro aos “interesses” da nação. Hoje, ironicamente, as mesmas reformas foram transformadas em bandeiras do petismo. Cabia a Marcelo Déda a tarefa de cobrar do governo federal, no horário nobre a TV, ética, respeito à boa governança e ao dinheiro público. O intróito serve para mostrar como certos mitos são construídos. E como rapidamente caem em desgraça! Bastou ter a chave do cofre na mão... E eis Marcelo Déda a emporcalhar com os próprios pés sua pomposa biografia, construída ao longo de mais de 20 anos de vitórias, derrotas e novas vitórias. Deixando de lado histórias como a da capina de postos de saúde onde havia só cimento, centremos atenção na estrondosa denúncia da revista VEJA (10.05.2006) sobre os cachês superfaturados pagos com o dinheiro da Saúde municipal para os cantores dos animados comícios de despedida de Marcelo Déda da Prefeitura de Aracaju para concorrer ao governo estadual. Pela contabilidade da prefeitura, o show de Daniel, por exemplo, teria custado R$ 271 mil. O cantor, porém, alega ter recebido apenas R$ 103 mil. O mesmo correu com Ana Carolina: R$ 189 mil contra os R$ 100 mil alegados como recebidos pela cantora. Diferenças semelhantes ocorreram com os cachês de Fábio Jr., Luiz Caldas, Agnaldo Timóteo, Exaltasamba e Dudu Nobre. Detalhe: conforme apurou VEJA, o dinheiro usado para pagar a farra de despedida era de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS). Estranhamente, até hoje, nem a Polícia, o Ministério Público, a Justiça ou o Ministério da Saúde se manifestaram sobre o assunto. O traquejo de Marcelo Déda para lidar com o show business parece ter estimulado o aliado, prefeito Edvaldo Nogueira. Na farra de fim de ano, estima-se em mais de R$ 1,5 milhão os gastos da municipalidade, sem contar o repasse ainda não esclarecido de imensas quantias em dinheiro vivo às associações comunitárias na rocambolesca tentativa de resgatar o carnaval de Aracaju. Engana-se, contudo, quem acha que Marcelo Déda aposentou o “empresário” que existe nele. Um bom exemplo é o projeto Verão do governo do PT, executado pela Secretaria de Comunicação. Dentre as atrações contratadas esteve o grupo baiano Olodum, cujo cachê é de R$ 20 mil + transporte da banda, hospedagem, alimentação + produção (som, luz e palco). Fora os extras e por conta da presença de um atravessador, a prefeitura petista de Japaratuba pagou R$ 30 mil pela apresentação dos batuqueiros dia 17.01.2008, durante as festividades do padroeiro da cidade. Em 25.01.2008, portanto quase uma semana depois, o mesmo Olodum animou o público no projeto Verão em Pirambu. Detalhe ao gosto do freguês: estranhamente, o governo da mudança desembolsou R$ 40 mil pelo mesmíssimo show, sem contar os extras. Como explicar para um marciano ser o Marcelo Déda responsável por tais peripécias o mesmo que cobrava na oposição um mínimo de vergonha na cara dos administradores públicos? E as essas crianças chegando à idade do voto, como evitar a desilusão diante da figura messiânica do homem que iria mudar Sergipe, mas, lamentavelmente, ainda insiste em fazer de bestas os crédulos eleitores do tal discurso de honestidade, de zelo com o erário público? Sem falar que Sergipe, depois do advento PT – e agora dos comunistas do PC do B -, virou a Meca dos shows pagos com dinheiro público! Os artistas (de fora do estado) agradecem... E olha que o projeto Verão da prefeitura acaba exatamente hoje, com a apresentação da banda Nação Zumbi. Empresários consultados pelo ABRA-O-OLHO cotam o cachê do grupo em R$ 100 mil, assim como o do Capital Inicial (também R$ 100 mil), que se apresentou na quinta-feira. Paulinho da Viola deve custar em torno de R$ 60 mil. Mas será que foram exatamente esses os valores pagos por Edvaldo Nogueira? Ainda é uma incógnita. Como até agora ele tem se mostrado um dedicado discípulo do dedismo, certamente que a fumaça a nublar os céus pode ser um presságio de mais uma instigante esperteza a vista... É aguardar para ver!

Sexta-feira, 15.02.2008 - Ano II - Edição Número 224

UMA NOVA “MICARETA PICARETA”?
Os shows do fim de ano na praia de Atalaia podem chafurdar a sagrada imagem de probidade do prefeito comunista Edvaldo Nogueira. Ontem, em entrevista ao “Comando Geral” de Augusto Júnior na RÁDIO JORNAL, Lucimara Passos Lindeberg, presidente da Fundação Cultural de Aracaju (Funcaju), confirmou os estratosféricos valores pagos pela Prefeitura de Aracaju para comemorar a chegada de 2008. Seria uma nova “Micareta Picareta”?
Por enquanto, sabe-se apenas sobre os inacreditáveis cachês destinados a cobrir despesas da roqueira Rita Lee (R$ 350 mil) e da sambista Beth Carvalho (R$ 198,4 mil), publicados no DIÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO (26.12.2007). Detalhe: tudo foi pago com dinheiro vivo e antecipadamente. A senhora Lindeberg justificou a diferença garantindo ser os preços de shows “normais” diferentes dos de datas festivas, caso da passagem do ano. Mas o argumento foi detonado ontem mesmo pelo jornalista Carlos Batalha, ao vivo no programa “Batalha na TV” da TV CIDADE/TV CAJU.
Fingindo ser um empresário disposto a contratar as mesmas artistas para shows fictícios em Maceió, localidade até mais distante que Aracaju, Batalha obteve preços extremamente menores. Na conversa com o jornalista, o empresário da Poladian Produções, José Antônio, disse que Rita Lee poderia tocar no Dia das Mães na capital alagoana por R$ 130 mil de cachê + 22 passagens São Paulo/Maceió/São Paulo + o caminhão-baú que transporta o equipamento usado no show + hospedagem, alimentação. Tudo ficaria em pouco mais de R$ 160 mil. No caso de Beth Carvalho, o cachê seria de R$ 45 mil + 18 passagens Rio/Maceió/Rio e os extras (caminhão, hospedagem, alimentação), conforme disse a Batalha o empresário da Música e Mídia Produções, Afonso Carvalho, responsável pelos contratos da artista. O preço final do show seria de aproximadamente R$ 75 mil.
Se as peripécias com o reveillon das cantoras-vovós chocam pela gritante diferença nos preços dos cachês, indignação maior causa o combinado com o artista baiano Ivo Gato, contratado para criar, produzir e aplicar a decoração natalina nas ruas de Aracaju. Conforme o DIÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO (27.12.2007), a prefeitura desembolsou a bagatela de R$ 650 mil pelo trabalho do rapaz. Detalhe: sem licitação! Não desconsiderando o talento de Gato, além de tratar injustamente os artistas plásticos de Sergipe, com um cachê tão bem nutrido como esse, a prefeitura poderia trazer os mais premiados criadores da tradicional Beija-Flor, a escola pentacampeã do carnaval carioca, cujos adereços são admirados no mundo inteiro.
O líder da oposição na Assembléia, Venâncio Fonseca, já avisou: dona Lucimara Passos Lindeberg deve reunir a documentação que detalha todos os gastos com os festejos do Natal e Ano Novo custeados pela Funcaju porque será convocada a explicar-se já na segunda-feira vindoura, quando recomeçam os trabalhos legislativos. A convocação é necessária, pois não estão incluídos nos gastos até agora tornados públicos os custos com palco, som, luz, hospedagem, alimentação e deslocamento pela cidade da trupe de artistas e auxiliares. Sem falar de despesas outras, como os valores recolhidos ao Ecad, produção...
Juntando tudo, a comemoração da chegada de 2008 pode ter consumido mais de R$ 1 milhão e 500 mil dos cofres públicos municipais. Uma farra digna das mudanças apregoadas!
Talvez estejamos a enxergar apenas a ponta de um imenso iceberg dessas estripulias de campanha do prefeito-candidato Edvaldo Nogueira. A farta distribuição de grana às associações comunitárias para trazer de volta à vida o carnaval de Aracaju, por exemplo, ainda é um mistério.
Como a Polícia, o Ministério Público e a Justiça ignoraram a famosa “Micareta Picareta”, a impunidade parece ter instigado os comunistas do PC do B a agir igualzinho aos aliados do PT, que usaram o dinheiro da Prefeitura de Aracaju para impulsionar a candidatura a governador de Marcelo Déda, com a antecipação vergonhosa da propaganda eleitoral do então ainda prefeito, conforme denúncia da revista VEJA (10.05.2006), e que ficou por isso mesmo. Assim, de grão em grão...
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PS: E por falar em festa, quanto afinal vai custar o projeto Verão, que reúne muito mais artistas e tem infra-estrutura desdobrada entre o Mercado Central (Rua da Cultura) e a praia de Atalaia, e envolve além dos shows atividades desportivas? Vem bomba por aí!

Quinta-feira, 14.02.2008 - Ano II - Edição Número 223

ROBERTO LESSA
Foi com profunda tristeza que recebi a notícia da morte do jornalista Roberto Lessa, enterrado ontem à tarde. Ex-companheiro de Rede Jornal, amigo de longos e inesquecíveis papos regados aos tintos chilenos mais concorridos no prestigiado LeCappiattii; jornalista paradoxal, que fazia das letras um jogo a ser decifrado pelos leitores. Roberto Lessa era persona intensa. Amava a vida em cada fôlego, “como se não houvesse amanhã”. Por ela foi tragado como objeto quase psicodélico: queria brilhar, sempre! E este conjunto de personalidades conflitantes e ao mesmo tempo harmonizadas fez dele alguém especialmente singular, que fará muita, muita falta! Caríssimo amigo Roberto Lessa, descanse com os anjos! DL//
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TODA ADULAÇÃO TEM SEU PREÇO
As irregularidades na compra de alimentos para alunos da rede estadual, tornadas públicas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese), tumultuam a boa vida do governador Marcelo Déda. Sintoma maior é a ordem dada por ele ao secretário, magnífico professor José Fernandes Lima, para que adiasse as programadas férias e retomasse o controle da situação. As graves denúncias do Sintese sobre estranhos desencontros, digamos assim, nas contas do Programa Nacional de Alimentação Escolar apresentadas pela Secretaria Estadual de Educação, apontam o superfaturamento de preços e a utilização de recursos do Tesouro estadual para a compra de alimentos, apesar de ter sobrado R$ 1 milhão e 200 mil dos repasses feitos à SEED pelo Ministério da Educação destinados exatamente para tal finalidade. Com a descoberta desta “economia”, cai por terra o tal do “economismo” divulgado pelo Governo do PT como obra sacrossanta da administração Marcelo Déda. Economismo, segundo o blog PENSANDO ASSIM, é como foi batizada a onda de economia usada pela Comunicação estadual para disseminar a crença de que as compras no ex-governo eram bem mais caras do que agora. Diz um trecho do relatório do Conselho de Administração Escolar (CAE): “Comenta-se na imprensa que o Governo do Estado teria conseguido realizar uma economia significativa, com a redução de preços. Não é bem assim. O Estado de Sergipe pagava por coxa e sobrecoxa de frango mais de 76% do valor efetivamente devido, mesmo considerando o preço mais elevado do pregão promovido pela UFBA. Na mesma linha, seguia o peito de frango”. A inusitada coragem do Sintese ao contrariar mais uma vez o leniente governador Marcelo Déda, denunciando os desmandos praticados pelo governo do PT agora na área da Educação, contrasta sobremaneira com a postura covarde, submissa e cautelosamente “zelosa” do jornal CORREIO DE SERGIPE. Na manchete de capa da edição de ontem, como se para evitar atritos ou aperreios, o diário comete um desatino jornalístico-gramatical: “MPE vai investigar supostas denúncias de irregularidades na merenda escolar”. Como assim? Seriam supostas as denúncias referendadas pela unanimidade dos integrantes do CAE, inclusive com o voto da representante do próprio governo do PT? Imaginem: se denúncias oficializadas são “supostas”, que pensará o jornal sobre o escabroso teor das irregularidades? Melhor nem cogitar! A sofreguidão adulatória parece ter contaminado de vez o indulgente CORREIO DE SERGIPE, que para eximir-se, tal qual Pilatos, chega ao ponto de abusar da estupidez, da ignorância lingüística a fim de evitar qualquer mínima reclamação da realeza petista, agindo como “garoto de recados” visando abrandar estripulias do governo da mudança já sobejamente escancaradas! Ninguém merece... .
CORAÇÃO ENAMORADO
O PT tem um modo muito peculiar de tratar quem considera um estorvo. Dia desses, o clima Na Fundação Cultural de Aracaju (Funcaju), órgão da Administração Municipal, era de quase condolências. Os nervos afloravam à pele desde que se soube por lá que a Petrobrás, a principal financiadora dos eventos promovidos pela Prefeitura de Aracaju, depois dela própria, havia entrado na Justiça com uma ação de indenização de mais de R$ 400 mil por causa da não divulgação da marca “Petrobrás” nos anúncios do Forró-Caju 2007. Talvez, devido ao imbróglio, os festejos juninos da Capital neste ano não sejam exatamente como pretende o aliado do PT, prefeito Edvaldo Nogueira Foguinho. Outro vacilo da Funcaju, que deixou Foguinho de cabelos em pé, é não ter pegado carona na mídia nacional da Secom estadual para divulgar o Projeto Verão de Aracaju. O governo do PT fez publicar anúncios na mídia de Salvador, Rio e São Paulo, mas apenas dos eventos realizados por ele em Itaporanga e Pirambu. Entretanto, comentam as más línguas, Edvaldo já teria “esquecido” a falta de interação na fundação. Ele teria por lá interesses mais que meramente administrativos...

Terça-feira, 12.02.2008 - Ano II - Edição Número 222

AS PERIPÉCIAS DE ELOÍSA GALDINO
Mês passado, para demonstrar com desconcertante categoria como emporcalhar o prato em que já aplacou a gula, o CORREIO DE SERGIPE publicou “entrevista” (20.01.07) com a secretária estadual de Comunicação Social, Eloísa Galdino, onde, sem ouvir o “outro lado”, o insosso jornal trazia na manchete de página: "Secom desperdiçava dinheiro público". Não é gozação, não! O bate-papo começou com a secretária expondo em detalhes como teria encontrado a Comunicação no início do governo de Marcelo Déda: “Por ali habitavam práticas administrativas precárias, o caos, os gastos sem planejamento, o desperdício de dinheiro público, a desordem. Muita gente nomeada e sem nenhuma função administrativa e assessorias de comunicação desarticuladas”. Inexplicavelmente, o CS perdeu uma imensa chance de questionar madame Galdino sobre quando ela pretende devolver aos cofres públicos o valor gasto com a viagem do carro oficial que foi apanhá-la e a acompanhantes no aeroporto de Salvador, no retorno das merecidas férias no início deste ano. Também não a questionou sobre a estranha reforma paga pela Secom no imóvel de número 05 da Rua José Oliveira Filho, conjunto Leite Neto, ao custo de R$ 206.980,01 – apesar de a casa em questão valer no mercado imobiliário no máximo R$ 200 mil. Segundo a desinibida jornalista Thaís Bezerra (JORNAL DA CIDADE, 27.01), especialista em mexericos, o imóvel teria sido alugado por R$ 1.300,00/mês – alugueis de construções similares na área custam no máximo R$ 800,00 – e serviria de abrigo para um certo “projeto Mídia Jovem”, sonho pessoal da secretária. Sem citar nomes, madame Galdino disse ainda na esquisita “entrevista” que a comunicação governamental agora é tratada como “um direito do cidadão e dever do Estado, e não para beneficiar esse ou aquele grupo”. Naturalmente, ela deveria estar falando sobre os cidadãos marcianos, já que recentemente o jornal O ESTADO DE S. PAULO lhe pediu informações quanto aos gastos com viagens internacionais feitos em 2006 pelo governo da mudança e madame Galdino ligou os ouvidos de mercador e deu de banda para a centenária publicação. Também sobre este tema, não foi questionada pelo desinteressado CORREIO DE SERGIPE. Depois de “arrumar a casa” e aplicar a marca petista na Secom, com direito a “mudanças simples” como realizar “uma licitação inédita no Brasil, sem a ocorrência de um ruído sobre a seriedade e a transparência do processo”, madame Galdino terá daqui em diante de refazer conceitos, “respeitando as idiossincrasias” das opiniões discordantes, para tentar manter de pé a tão decantada seriedade da licitação comandada por ela no ano passado, cujas irregularidades, para ficar numa palavra amena, foram desprezadas não apenas pelo CS, mas por todos os demais órgãos de imprensa sergipanos. Aos fatos: A carioca PPR – Profissionais de Publicidade Reunidos, primeira colocada na licitação da Secom, deixou de apresentar a Certidão Conjunta de Débitos Relativos a Tributos Federais e a Dívida Ativa da União (desacordo com o item 5.1.3 do edital). Foi inabilitada! No momento em que se deu o problema, um dos membros da comissão recebeu uma ligação no seu celular para tratar do assunto, fato confirmado por representantes de outras empresas presentes ao certame. Não se sabe quem teria sido o interlocutor, mas sem qualquer explicação plausível, a Comissão Especial de Licitação resolveu de pronto rever a inabilitação, antecipando uma justificativa pela manutenção da PPR na “concorrência”. Detalhe: sem que a própria empresa tivesse feito neste sentido um pedido formal por escrito à comissão, como obriga o edital. A seriedade da licitação de madame Galdino cai por terra quando se observa a falta de isonomia no tratamento das concorrentes. Por exemplo, a Comissão Especial de Licitação desclassificou a empresa CCA - Comunicação e Propaganda por chegar 10 minutos depois da hora marcada no edital para abertura das propostas. Mas permitiu à distinta e poderosa PPR, com os times já em campo, inserir um documento estranho – exatamente a certidão que havia motivado a inabilitação – ao envelope lacrado, entregue antecipadamente pela empresa. Somente a PPR teve tamanho prestígio. Em outra fase do processo (item Proposta Técnica, envelope “B”), as empresas Insight Propaganda e Marketing, SLA Propaganda e Daniel do Valle Assessoria e Publicidade foram desclassificadas. A Insight teria descumprido o edital ao não datar ou numerar as peças e ainda ter grampeado as folhas da proposta. A SLA caiu por não ter datado e numerado sequencialmente cada peça da proposta. Já a Daniel do Valle manteve a assinatura da empresa numa das tabelas de custos e também foi inabilitada. Depois, generosamente, a comissão voltou atrás e reconsiderou a desclassificação. Alegou que seria “melhor para o Estado selecionar a proposta mais vantajosa”, mesmo que esta decisão fosse frontalmente contra as regras do edital. Era mais uma permissividade a atentar contra a retidão da licitação. Tratou-se aqui, por enquanto, apenas sobre alguns dos muitos “furos” observados em uma licitação santificada pela obsequiosa Secretaria de Estado da Comunicação Social, sob a égide da bem intencionada Eloísa Galdino. Como, ao que parece, o propósito de escolher as empresas de propaganda que realmente interessavam ao governo do PT foi devidamente cumprido, o resto que se dane! Assim, a cada dia, a “seriedade”, a “transparência”, a “economia do dinheiro público”, o “zelo pela comunicação governamental” ensejados como fatos meritórios pelo governo da mudança no CORREIO DE SERGIPE parecem existir apenas nas palavras autocomemorativas de madame Galdino publicadas pelo risível jornal. E assim caminha a humanidade...

Segunda-feira, 11.02.2008 - Ano II - Edição Número 221

A BOCA TORTA E O CACHIMBO DE DÉDA
A propalada transparência na licitação para a publicidade e propaganda do governo do PT, conduzida pela obsequiosa Secretaria Estadual de Comunicação, pode ser na verdade o próximo cachimbo a entortar a boca do governo Marcelo Déda. Aos poucos, observam-se detalhes conflitantes a permear as empresas importadas “vencedoras” do certame – PPR Profissionais de Publicidade, do Rio de Janeiro, e Link/Bagg, da Bahia. Curiosamente, como se possuidora de contatos com o além ou ligada a poderosos místicos, a agência Quê Comunicação, ganhadora em novembro último de 40% da conta de publicidade do governo da mudança, já estava instalada em Aracaju desde 31.01.07, sob o CNPJ 05.411.322/0005-70, cujo titular é a PPR (Profissionais de Publicidade Reunidos). A empresa, segundo evidências, pode ter prestado consultoria informal à Secom desde então, enquanto a licitação, paralelamente, era conduzida. A fama da Quê/PPR no submundo das espertezas contra o erário público vai longe. Segundo auditoria do Tribunal de Contas da União feita na Petrobrás, “a agência teria recebido indevidamente honorários por serviços que em momento algum foram efetivamente prestados”. Outras irregularidades citadas no relatório do TCU contra a Petrobrás, envolvendo a Quê/PPR, são a "subcontratação indevida, ausência de cotações de preços e licitação, fracionamento de despesa e realização de despesas com festividades". Numa daquelas coincidências conspiratórias, os fatos narrados no citado relatório ocorreram exatamente à época em que estava no comando da Petrobrás o sergipano José Eduardo Dutra. Outra infeliz coincidência: a Quê/PPR é unha e carne com a corrente petista “Articulação”, do presidente Lula da Silva, do “chefe da quadrilha” José Dirceu e do governador Marcelo Déda. A empresa presta serviços, digamos assim, a várias administrações petistas (especialmente em São Paulo) e a empresas do governo federal, como os Correios. Aliás, é justamente nos Correios onde o TCU vasculha novas e inusitadas tramóias da Quê/PPR. Um relatório muito esclarecedor está sendo finalizado pelos auditores do tribunal. A Link/Bagg, por sua vez, tem uma fraterna ligação com a DNA Propaganda do carequinha Marcos Valério, aquele bom moço do mensalão, que segundo o Grande Molusco “nunca existiu”. Ambas atuaram juntas em várias “concorrências” e “campanhas” do interesse do PT. Recente auditoria do TCU nos Correios verificou que a Link/Bagg “recebeu comissão sem prestar serviços, não justificou a terceirização de agências por ela sublocadas e apresentou propostas fraudulentas para comprovar a subcontratações de produtos e serviços”. Soa como repetição das mesmas contravenções cometidas pela Quê/PPR na Petrobrás. Mas aqui não há coincidência. O TCU crê num provável esquema engendrado em larga escala em vários órgãos da administração pública onde empresas de publicidade são usadas para fins muito específicos. E não apenas a federal! . Velha Conhecida – A Link/Bagg trabalhou para Marcelo Déda em 2000, na eleição que o levou à prefeitura de Aracaju. Serviu-o quando prefeito e depois trabalhou nas suas campanhas de reeleição à prefeitura e ao governo. No caso da Secom de Sergipe, a Comissão Especial de Licitação, ao analisar os documentos apresentados pelas agências concorrentes, detectou a falta da imprescindível Certidão Conjunta de Débitos Relativos a tributos federais e também a referente à Dívida Ativa da União da Link/Bagg. Declarou, então, a empresa inabilitada, ou seja, fora da licitação. Não valeu de nada! Como acabou vencedora do certame, a dita certidão deve ter sido devidamente “encaminhada”, ainda não se sabe como! Com tal rosário de incúrias a chamuscar as agências Quê/PPR e Link/Bagg, só resta pedir aos Céus que elas não se utilizem da renomada experiência em ilicitudes para seviciar os cofres públicos sergipanos, atendendo interesses comezinhos! Supondo, claro, que já não o tenham feito desde que aqui aportaram. É esperar e ver para qual lado a fumaça vai apontar... .
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MAMAS OU NÃO, MOFIO?
Em 19.11.07, o DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO publicou o decreto de nomeação do vestuto e zaratustro “faz-de-tudo” Zoroastro Penha Sant'Anna para o cargo de consultor técnico-operacional (CCE-07: R$ 2.279,49/mês) na Secretaria de Saúde, a partir de 01.12.07. Dez dias depois da suposta posse, o jornalista baiano-carioco-paulistano, radicado em Sergipe desde quando foi exilado pelos conterrâneos, escreveu seu “Adios muchachos” (Portal INFONET, 11.12.07). Era, para desespero dos credores e satisfação de certos desiludidos ex-amigos, o tchau do distinto. Mudava-se para o Sudeste! Escreveu ele na missiva do adeus: “...o fato é que resisti às oportunidades de trabalho para mudar de Sergipe, preferi ficar para fazer parte da mudança de Sergipe. Entretanto, agora não posso deixar de atender à convocação do Ministério da Cultura para assumir a Assessoria de Análise e Pesquisa de Programação da TV Brasil, nossa emissora pública, no Rio de Janeiro, onde acabo de chegar”. A pergunta que não quer calar: estaria o primo da fofoqueira Bernadete a mamar sem trabalhar, recebendo salário do governo mudancista do PT, que tão lisonjeadamente ajudou a eleger? Alguém por acaso viu o decreto de exoneração do rapaz?

Sexta-feira, 08.02.2008 - Ano II - Edição Número 220

A INSEGURANÇA NOSSA DE CADA DIA
Quando estava na oposição, o PT duvidava veementemente dos números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública sobre a derrocada da violência. O benefício da dúvida passou à oposição, que agora questiona as estatísticas divulgadas pelo governo petista quanto à suposta redução do ímpeto ofensivo dos marginais. Como não há outra fonte de informação senão a própria SSP, não existe na prática como saber se os dados divulgados, especialmente os que apontam queda dos homicídios, são de fato verdadeiros. O que se sabe de verdade é que a onda de violência aumentou enormemente nos últimos doze meses. Pessoas que nunca sofreram na pele a opressão de bandidos, hoje se refugiam, com receio de reviver cenas horrendas de seqüestros relâmpagos, assaltos à mão armada até em bares lotados de gente e roubos, muitos roubos! O povo na periferia sabe bem o que é ter de viver trancafiado em casa, sob a proteção de grades, para evitar ter que “entregar” aos marginais o fruto do suado trabalho! Basta observar as manchetes da mídia para comprovar que o governo do PT nada tem a comemorar quanto a ter melhorado a segurança. Se ainda insiste em fazer “festa” sobre tais números, é porque não parou para ouvir o clamor do povo...

Quinta-feira, 07.02.2008 - Ano II - Edição Número 219

JACKSON BARRETO E MAIS BAIXARIAS?
Quem leu a “entrevista” do deputado federal Jackson Barreto ao voluntarioso JORNAL DO DIA (domingo, 03.02) percebe quanto ele aposta no próprio couro grosso para atacar adversários e manter-se como “opção”, caso venha a se confirmar a candidatura do ex-governador João Alves Filho a prefeito de Aracaju. O Negão seria, por assim dizer, o candidato dos sonhos de JB! O deputado falastrão enxerga dois flancos para, de antemão, detonar qualquer possibilidade dos democratas destronarem os grupos que se alternam no comando da capital sergipana há mais de 20 anos. Diz ele: “Apesar de aparecer bem nas pesquisas, João sabe que o grande debate da eleição não serão os problemas de Aracaju e sim a operação ‘Navalha’ e os prejuízos causados por sua administração ao Estado, que a Controladoria acaba de denunciar”. Mas a maior piada contada por JB na tal “entrevista” foi dizer que João Alves Filho tem “uma cara-de-pau imensa” por pedir no rádio que Marcelo Déda aponte alguma maracutaia do ex-governo! Que dizer, então, do nobre deputado, cuja ficha policial mede quase cinco metros e o fato de ainda permanecer fora de um presídio decorre apenas da secular morosidade do Judiciário brasileiro? Quem duvida, é favor ver a lista de processos descansando amontoados no Supremo Tribunal Federal – STF, onde supostamente deveriam ser julgados políticos com mandato, suspeitos de cometer safadezas com o dinheiro público. Ouvir JB dizer que “não podemos voltar ao passado da corrupção” e que “esse vai ser o grande diferencial na campanha eleitoral” soa até reconfortante! Ele próprio adianta assim o tom da campanha. Tomara, tenha o deputado coragem de se candidatar! Alguns prefeituráveis estão de água na boca só com a possibilidade de reavivar no inconsciente coletivo momentos inesquecíveis da passagem dele pela PMA! Pelo visto, se JB topar mesmo a parada, a próxima campanha vai ser aquela "gostosa" baixaria...
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ABRA O OLHO, DÉDA
Nem o vestuto JORNAL DA CIDADE, ninho do bando esquerdista mais arraigado à seita petista, escapa de dar uma força na promoção deste franzino fanzine. Veja a seguinte nota, publicada na edição dominical (03.02) da mais imponente rameira midiática de Sergipe:
  • SOBERBOS O governador Marcelo Déda (PT) tem sido humilde, mas chama a atenção a soberba do seu secretariado. Antes pessoas simples e de fácil acesso, muitos agora andam com um rei na barriga e se acham mais importantes do que o chefe. Outros, mais reais do que o rei, ficam nervosos quando o governo é criticado. Até deixam de se comunicar com quem critica ações do Executivo. A fogueira das vaidades que arde à volta do governador acabará isolando-o do povo. Soberba é pecado, minha gente. Abra o olho, Déda!

Quarta-feira, 06.02.2008 - Ano II - Edição Número 218-A

FORA DO AR
Quase uma semana recuperando arquivos danificados pela ação de terroristas e os subseqüentes cinco ditosos dias do carnaval nos afastaram do convívio do dileto público leitor. Estamos de volta! Marginais de fino trato roubaram senhas de acesso e detonaram a lista de assinantes do ABRA-O-OLHO, diretamente no provedor de envio. Antes, porém, tentaram enviar uma mensagem desaforada onde supostamente esta publicação se “redimia” dos “crimes cometidos” contra “pessoas de bem”. Não obtiveram sucesso. Estamos de volta, com a certeza de estar incomodando (e muito...) quem se supõe acima da verdade e do direito de publicá-la! Sigamos em frente. Afinal, o mundo gira... .
THAÍS BEZERRA E A MUDANÇA NA SECOM
Dias atrás, comentou-se aqui sobre a obsequiosa Secretaria Estadual de Comunicação Social não caber mais no Palácio de Despachos. Que para acomodar parte do seu caudaloso séqüito, a secretária Eloísa Galdino mandou reformar o imóvel de número 05 da Rua José Oliveira Filho, conjunto Leite Neto, ao custo de R$ 206.980,01. Pois bem! Para a camaleoa Thaís Bezerra (JORNAL DA CIDADE, 27.01), nada há de errado com a casa da Secom. Disse a temida e bem informada jornalista: “Andam falando horrores da Secretaria de Comunicação por causa de uma casa bem próxima ao Palácio de Despachos. Disseram até que o aluguel é de R$ 12 mil. De fato, a casa foi alugada por R$ 1.300,00. Ali será desenvolvido o projeto “Mídia Jovem”, em parceria com a operadora Oi e, talvez (hum, talvez?), com a participação do grupo Votorantin. Como está sendo adaptada para instalações multimídia, ilhas e estúdios de TV e rádio, a reforma custa caro”. Um zangão garantiu à desinibida jornalista, integrante do gênero dos répteis saurofídeos da ordem dos sáurios, cuja pele muda de cor sob a ação da luz e por vontade própria, que no imóvel generosamente reformado, a Secom irá atuar com educomunicação, através de oficinas e de trabalhos com “temas transversais”, com adolescentes das cidades de Brejo Grande e Aracaju, dentro das ações integradas do Comitê de Políticas Públicas do Governo do Estado. Às questões: que cabrunco são “temas transversais” e como o governo do PT pretende incuti-los na cabeça da citada galera jovem? Por que a Secom não se utiliza da estrutura do SISTEMA APERIPÊ, criado para tal fim, economizando assim o dinheiro do contribuinte? Bem, quem sabe madame Eloísa Galdino queira mais um feudo só seu, sem ter de dividir espaço com quem quer que seja... Ou ainda, seja esta mais uma daquelas brilhantes idéias, cujo único fim é render páginas e páginas na imprensa, horas e horas de entrevistas apenas para a promoção pessoal de quem “se acha”! .
COM O SILÊNCIO DE CAUÊ, DÚVIDAS AINDA PERDURAM
O diretor da Formato Propaganda, José Augusto Lima de Almeida, preocupou-se com a repercussão da nota COM A PALAVRA CARLOS CAUÊ deste ABRA-O-OLHO, comentando a suposta armação na concorrência para a campanha publicitária do IPTU 2008 da Prefeitura de Aracaju. Por telefone, ele argumentou: “Nossa imagem no mercado é de trabalhar com honestidade. Não fizemos acordo com a Secom para facilitar a vitória nem nesta nem em quem qualquer concorrência”. Para José Augusto, a agilidade da Formato Propaganda ao gravar o spot de rádio da campanha, veiculado horas depois de anunciada a empresa vencedora do certame, só foi possível graças à tecnologia: "Com a internet, tudo é feito num prazo mínimo". Quanto ao material de vídeo, José Augusto garantiu que somente foi veiculado nas TVs a partir do sábado. Já a foto da equipe da Formato, publicada no sítio do ABRA-O-OLHO, na verdade seria de funcionários da Secretaria Municipal de Comunicação, e não da empresa publicitária.
Diante do silêncio do secretário Carlos Cauê sobre a pendenga, muitos pontos da tal "concorrência informal" criada por ele para “democratizar” o acesso à publicidade oficial da administração do PC do B ainda não estão devidamente explicados. É aguardar para saber o que mais vem por aí para ver como é que fica...

Terça-feira, 29.01.2008 – Ano II - Edição Número 218

Atenção, estamos com problemas no servidor de envio do ABRA-O-OLHO. O problema já está sendo sanado. Gratos pela comprensão.
CAÇA AOS CARGOS
Os brasileiros que se preparem! É cada vez mais evidente a movimentação do Grande Molusco no corre-corre atrás do prejuízo provocado pela morte da CPMF. O presidente Lula da Silva não faz outra nada, senão distribuir cargos com vistas a aprovar medidas para aumentar ainda mais a dinheirama que usa, basicamente, para dar cargos e mais cargos a correligionários e aliados. A estatal mais cobiçada é a Petrobras. Peemedebistas e petistas brigam por suas diretorias com unhas, dentes e outras armas mais poderosas. Quem sai perdendo nesta luta é a própria estatal, claro, conforme apontou o "Painel" da FOLHA DE S. PAULO de ontem: a reunião do Conselho de Administração da empresa "marca o momento de maior politização da estatal nos cinco anos do governo do PT". Eletrobras e Sudene também estão na lista da cobiça dos políticos ligados ao Palácio do Planalto.
Deve dar um trabalho danado descobrir quantos cargos vale cada voto para, por exemplo, aprovar o aumento de impostos que Lula prometeu que não ia fazer, mas que por baixo do pano trabalha sem cessar, como alerta em seu BLOG o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson, que de mutreta é phd.
DÚVIDAS AINDA PERDURAM
O diretor da Formato Propaganda, José Augusto Lima de Almeida, preocupou-se com a repercussão da nota "Com a Palavra Carlos Cauê", publicada ontem neste ABRA-O-OLHO, comentando a suposta armação na concorrência para a campanha publicitária do IPTU 2008 da Prefeitura de Aracaju. "Nossa imagem mercado é de trabalhar com honestidade. Não fizemos acordo para facilitar a vitória na concorrência", argumentou ele ontem por telefone.
Disse José Augusto que a agilidade da empresa para gravar o spot de rádio da campanha, veiculado horas depois de anunciada a empresa vencedora, foi possível graças à tecnologia: "O material é gravado e posteriormente enviado via internet, num prazo mínimo". Quanto ao material de vídeo, José Augusto disse que somente foi veiculado a partir do sábado. Já a foto da equipe da Formato, também publicada no ABRA-O-OLHO, na verdade seria de funcionários da Secretaria Municipal de Comunicação e não da empresa.
Diante do silêncio do secretário Carlos Cauê sobre a pendega - segundo informações, ele preferiu usar um dos capangas do bando esquerdista infiltrados na imprensa, a quem mandou "nota de esclarecimento" para responder às inquirições desta publicação -, muitos pontos da tal "concorrência informal" criada por ele para democratizar o acesso à publicidade ofical da administração municipal ainda não estão devidamente explicados. É aguardar para saber o que vem por aí...

Segunda-feira, 28.01.2008 – Ano II - Edição Número 217

COM A PALAVRA, CARLOS CAUÊ
Cheira a desavergonhada embromação, para dizer o mínimo, a suposta concorrência informal realizada pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Aracaju, para a campanha de divulgação do IPTU 2008. O secretário Carlos Cauê diz que a principal característica dessa tal porfia comercial é ter sido “democrática, pois abriu espaço para todo o mercado publicitário”. Nada mais distante da verdade!
Venceu o certame a Formato Propaganda. Porém, alguns pontos da “concorrência” deixam um rastro fedido. O diretor de Marketing e Multimeios da Secom, Rafael Galvão, justifica a escolha assegurando que a Formato apresentou “a proposta mais aproximada do briefing”. Como, se o briefing* só foi distribuído pouquíssimos dias antes do certame?
Outra curiosidade: no dia da apresentação das propostas (segunda-feira, 14), a equipe da Formato foi a única fotografada por Alejandro Zambrana, fotógrafo oficial do prefeito Edvaldo Nogueira.
Mais intrigante ainda é que o anúncio do nome da empresa vencedora foi publicado no sítio da Secom exatamente às 16h35 da quinta-feira, 17. Até agora é um mistério como a Formato conseguiu se antecipar ao resultado da concorrência, produzir por conta própria o VT da campanha, receber o “aprovo” do secretário Carlos Cauê e entregar o material até às 16h00 da mesmíssima quinta-feira, 17, à TV Sergipe, para ser veiculado na grade do dia posterior (sexta-feira, 18), conforme as rigorosas normas da emissora.
Ao que parece, para atuar com tamanha desenvoltura e sobejada eficiência no concorrido setor de Comunicação da Prefeitura de Aracaju, a Formato Propaganda se utiliza dos serviços de cartomantes, videntes e outros profissionais do mundo esotérico. Esta parece ser a explicação mais lógica, pois além do VT, também foram produzidos em tempo recorde o spot de rádio (veiculado já na sexta-feira, 18), o anúncio de jornal (publicado nos jornais de ontem) e os cartazes de rua (out-doors) da espetacular campanha do IPTU 2008. Tudo sem saber se seria a escolhida!
O caríssimo secretário Carlos Cauê é um cara inteligente. Jamais usaria da boa fé de seis empresas de publicidade para homologar uma concorrência de fachada, visando dar legalidade a uma parceria informal de exclusividade. Jamais trataria por baixo do pano com a Formato Publicidade, enquanto do outro lado simulava democracia na escolha de quem faria a campanha do IPTU. Também, jamais instruiria o citado fotógrafo a registrar apenas um grupo empresarial, exatamente o vencedor da concorrência, supondo que tal ação não seria percebida pelos demais participantes.
Então, fica a dúvida: se não foi o jornalista Carlos Cauê, quem finalmente é o idiota que armou toda essa palhaçada, que põe em maus lençóis a proba equipe da Comunicação da PMA, comandada pelo PC do B? Com a palavra o nobre secretário...


Equipe da Formato Propaganda: consulta com Mãe Dinah?

(*) Veja a íntegra do briefing em
http://www.aracaju.se.gov.br/userfiles/iptu_briefing_2008.pdf