::: Terça-feira, 11.12.2007 - Edição Número 206 :::

INFERNOS DO RETROCESSO
Os capangas midiáticos infiltrados na imprensa sergipana tentam a todo custo minimizar o desastroso primeiro ano do governo do PT. Sem poder apresentar nada de concretamente novo ao ludibriado eleitorado, a cafajestada tapa os buracos das colunas “jornalísticas” falando até da relação de Marcelo Déda com o espelho. O governador da mudança estaria esgotado fisicamente por conta do exercício mental diário, que faz tão logo acorda, para conter o excesso de otimismo. A dificuldade no controle da empolgação advém do fato de o príncipe petista enxergar um excelente futuro para Sergipe. A conversão de Marcelo Déda à futurologia é pertinente e pelo visto bastante necessária. Como seu governo não deu conta dos inúmeros problemas administrativos do presente, acreditar piamente em dias mais auspiciosos, conforme imaginado quando conversa com o próprio espelho, além da sensação de alívio pelo desapontamento causado nos que nele confiaram, dá ao governador da mudança a chance de pensar em algo positivo. Atarefadíssimo na perseguição mesquinha aos adversários e no desmonte do programa de gestão deixado pelo ex-governo, Marcelo Déda teve tempo nos últimos 11 meses apenas para guardar quase R$ 800 milhões e assinar os financiamentos dos projetos negociados pelo ex-mandatário, cuja soma prevista chega a R$ 500 milhões. As notícias alvissareiras do crescimento do PIB, melhor qualidade de vida do Nordeste (IBGE/Censo 2006), obras do PAC, conclusão de rodovias, início da ponte Mosqueiro/Caueira, entrega da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e até empreendimentos industriais e turísticos resultam na verdade das intervenções da administração anterior. Assim dito, o “céu de brigadeiro” sonhado pelo governador da mudança para 2008 nada tem a ver com um provável golpe militar aplicado desta feita pela Aeronáutica ou com alucinações provocadas pelos efeitos colaterais de medicamentosos indicados a combater o estresse. A futurologia só comprova que nem Marcelo Déda agüenta mais tanta notícia desagradável: descontrole total na Segurança, mortes por causa da imundície dos nosocômios, esperteza nas licitações da Saúde, paulada nos estudantes que protestam, desprezo pelos servidores, salários de marajás dos secretários... Lamentável perder um ano inteiro. Comemorar o quê? Para 2008, as esperanças se renovam. Dinheiro tem de sobra, projetos existem, promessas do presidente Lula da Silva de ajuda não faltam. A escassez de pessoal abalizado no Partido dos Trabalhadores é um problemão. Não se acha na esquina gestores probos e competentes, dispostos a pegar duro no batente. Estes são os grandes desafios de Marcelo Déda no ano vindouro. O PT também precisa descer do palanque e permitir a construção do almejado novo modelo de gestão, declamado em verso e prosa pelo governador eleito em outubro de 2006. Desapegar-se da Mãe-estado já seria um bom começo. Afinal, Sergipe não merece permanecer bancando os prazeres de quem nunca provou do mel nem tacanhamente focado no retrovisor, à mercê de quimeras e sempre a esperar por dias melhores! 2008 deve ser o ano da ação...

::: Segunda-feira, 10.12.2007 - Edição Número 205 :::

TRANSPOSIÇÃO DO BANESE
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Altos empresários sergipanos estão preocupados com o destino do Banco do Estado de Sergipe (Banese). Com receio das represálias, comentam a boca miúda sobre certa operação ultra-secreta, engendrada entre o governo federal e o governo da mudança, visando adequar a instituição financeira à cartilha dos privatizáveis, seguindo o receituário do Banco Central para operações do gênero. Ao lidar com o mercado financeiro no Sudeste, a elite dos empresários sergipanos é sempre questionada sobre os procedimentos adotados pelo governador Marcelo Déda, especialmente na gestão estratégica do Banese. Além de administrar a folha de pagamento do Estado e da maioria das prefeituras e grandes empresas sergipanas, o Banese é responsável por fomentar o desenvolvimento do estado emprestando a juros baixos. Segundo a mais conceituada agência internacional de avaliação de risco com atuação no Brasil, a Austin Rating (05.01.2007), o banco se destaca pela “elevada solidez, tanto no âmbito financeiro como corporativo/institucional, com efeitos positivos no crescimento e sustentabilidade do banco, refletindo no desempenho fiscal do seu controlador, o Estado de Sergipe”. Por estas razões, os grandes financistas brasileiros e internacionais flertam com a privatização do banco sergipano, mas sabem que há um concorrente extremamente forte na jogada. O Banco do Brasil. O mais forte banco do País tem interesse especial pelo mercado onde o Banese é hegemônico. Para atender ao interesse do compadre-presidente Lula da Silva de aumentar ainda mais o raio de atuação do Banco do Brasil, o governador da mudança chega ao ponto de sangrar o banco sergipano, transferindo para o Banco do Brasil parte da receita do estado. No embate com o deputado Mendonça Prado duas semanas atrás, o secretário Nilson Lima (Fazenda) confessou que parte dos mais de R$ 800 milhões economizados desde janeiro pelo governo do PT estavam depositados no banco federal. Em abril de 2004, o então vereador Antônio Gois denunciou a “intenção” do governador João Alves Filho de privatizar o Banco do Estado de Sergipe. Goisinho chegou a detalhou na tribuna da Câmara como a operação era feita. As “visões” do atual presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) podem agora se concretizar, justamente pelas mãos de quem ele ajudou a eleger. O governo do PT nega a intenção de privatizar o Banese. Por mais de uma vez, o líder petista na Assembléia, Francisco Gualberto, rechaçou a possibilidade e disse que quem pretendia vender o banco era João Alves Filho. Diante de tanto alvoroço do mercado financeiro, das várias inquirições de agentes dos grandes bancos aos empresários locais e as ações sorrateiras de sabotagem do Banese realizadas pelo PT, incluindo o assassinato do Banco do Povo, só resta mesmo esperar para ver onde a novela da privatização vai acabar. Mas, como diz o ditado, onde há fumaça...

:::Sexta-feira, 07.12.2007 - Edição Número 204:::

SERGIPANOS SE SOLIDARIZAM COM DOM CAPPIO
Acompanhados do ex-governador João Alves Filho, deputados democratas sergipanos estão nesta sexta-feira em Sobradinho (BA), onde participam das manifestações em defesa do rio São Francisco. Para se solidarizar com o bispo dom Luiz Flávio Cappio, em greve de fome desde 29.11, já pela segunda vez, contra o projeto do governo federal em transpor as águas do Velho Chico, os parlamentares apresentaram uma “Moção de Solidariedade” reafirmando o compromisso do povo sergipano com a preservação do rio. Como na primeira greve de fome em 2005, dom Cappio está na capela de Sobradinho e recebeu o ex-mandatário e os deputados pela manhã. Familiares do bispo estiveram no encontro, cercado de muita emoção, pois dom Cappio tem no ex-governador sergipano uma das mais expressivas lideranças no País contra a transposição. Agora a pouco, por telefone, João Alves Filho disse a este blog que dom Cappio tem uma fibra extraordinária. “Continua de pé, rezando missa. Não é o fundamentalista que o governo federal tenta ignorar, mas um homem santo cuja trajetória de vida está intimamente ligada ao São Francisco. Diante da insensibilidade do governo do PT, resta-nos continuar lutando pela via judicial para impedir a continuidade da obra. Se depender de nossa disposição, a transposição será barrada”. Na edição de hoje, o jornal FOLHA DE S. PAULO publica artigo do ex-governador João Alves Filho em “Tendências e Debates”. Leia o texto:
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D. CAPPIO E O MITO DA FALTA D'ÁGUA JOÃO ALVES FILHO
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Com a retomada da greve de fome de dom Luiz Flávio Cappio, o presidente Lula e seus áulicos tentam passar a imagem de que ele é um fanático religioso. O ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, ousa desrespeitosamente associar a imagem do bispo a uma espécie de fundamentalista islâmico.
Na realidade, dom Cappio é um líder religioso profundamente comprometido com sua principal missão, que é divulgar a fé aos sertanejos e levar a eles os eternos ensinamentos de Deus, mas sem desconectá-los do mundo injusto em que habitam.
Daí por que, convencido de que quem convive com a miséria não tem serenidade para cultivar dignamente a religião, se empenha em extirpar a miséria, defendendo os sertanejos daqueles que tentam legitimá-la com demagogia e promessas enganosas.
Trata-se de um sábio, culto, avesso à demagogia, conhecedor do sertão nas suas entranhas e, em especial, do Velho Chico, cujas margens percorreu a pé denunciando sua degradação bem antes de se falar em transposição. Um estudioso das técnicas de convivência com as secas e equacionamento dos recursos hídricos locais -tão simples e baratas que os chineses e os indianos as praticam com sucesso há milênios em regiões de climas bem mais hostis do que o nosso.
Dom Cappio tem consciência também de quatro fatos dos quais a nação precisa tomar conhecimento. Primeiro, a transposição não é destinada a salvar os nordestinos da seca, pois apenas uma minoria irrelevante do semi-árido receberá água na porta, mas se destina ao agronegócio, que utilizará uma água caríssima, levada a 700 km, que terá que ser subsidiada a vida inteira. Porém, temos milhões de hectares de terras à beira do rio cuja irrigação, sem subsídio, proporcionaria alimentos baratos e geraria 1 milhão de empregos.
Segundo, o governo, maquiavelicamente, esconde uma realidade que surpreenderia a nação: não há falta de água no Nordeste setentrional, mas, isto sim, ela existe em abundância tal que, teoricamente, daria para abastecer 100% dos nordestinos.
Terceiro, o rio São Francisco está na UTI e a transposição ameaça provocar sua morte, gerando o maior desastre ecológico e socioeconômico da história brasileira. Quarto, Lula mentiu para conseguir a interrupção da primeira greve de fome de dom Cappio, certamente com receio das conseqüências para a reeleição, com promessas enganosas de que iria parar a obra da transposição para discutir com ele, com membros da sociedade civil e ecologistas que têm propostas alternativas, demonstrando tecnicamente projetos racionais para levar água na porta pela metade dos custos para a totalidade dos dez Estados do semi-árido nordestino e mineiro. Por dois anos, o bispo esperou pacientemente a abertura do prometido diálogo, mas a resposta de Lula foi ameaçadoramente mandar o Exército iniciar a obra.
Por falta de espaço, não posso aqui detalhar o gigantesco manancial de água disponível nos Estados do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Paraíba, explicando a simplicidade do supracitado projeto alternativo. Faço, contudo, um convite ao ministro Geddel, que executa a obra que tanto combateu, para um debate aberto, para que a nação saiba de toda a verdade sobre essa obra freneticamente aplaudida pelos empreiteiros, seus felizes apaniguados, pelo agronegócio retrógrado, que pleiteia água subsidiada, e pela indústria da seca, que, após sua conclusão, continuaria abastecendo os famigerados carros-pipas e as latas d'água na cabeça da pobre gente dos próprios quatro Estados "beneficiários" da obra da transposição, que, tardiamente, compreenderia que foi a principal enganada pelo governo Lula, que fomenta a cizânia entre irmãos nordestinos.
Finalmente, uma ponderação final para que o presidente Lula, que, do alto de sua autolouvação costuma ser infenso a conselhos. Avalie melhor o artigo de frei Leonardo Boff, que, com a autoridade de ex-professor do então seminarista dom Cappio, com quem ele já se destacava por "uma aura de simplicidade e santidade", advertiu: "Entre o povo que não quer a transposição e as pressões de autoridades civis e eclesiásticas, dom Luiz ficará do lado do povo. Irá até o fim. Então a transposição será aquela da maldição, feita à custa da vida de um bispo santo e evangélico. Estará o governo disposto a carregar essa pecha pelo futuro afora?".
. JOÃO ALVES FILHO, 66, é engenheiro civil. Foi governador de Sergipe por três mandatos (1983-87, 1990-94 e 2003-06) e ministro do Interior (gestão Sarney). É autor de, entre outros livros, "Transposição de Águas do São Francisco: Agressão à Natureza vs. Solução Ecológica". jaf.sergipe@gmail.com

Quinta-feira, 06.12.2007 - Edição Número 203

::: NOTA
Na terça-feira, recebi a notícia do assassinato do irmão do meu pai, tio Unaldo Bispo, vítima de um assalto ocorrido no interior do Ceará. Como em casos assim, a família esteve mobilizada para tomar as providências legais. Motivo pelo qual não pude postar o material de ontem. Pelos transtornos, nossas desculpas.
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::: SE FALTA MORAL
Quem ouviu a entrevista do presidente reeleito do PT (JOVEM PAN FM, 03.12), secretário de Meio Ambiente Márcio Macedo, deve ter se espantado com a humildade do rapaz, flagrantemente contrastando com a forma beligerante da sua campanha eleitoral. Dos palanques, para impressionar a patuleia e aparentar destemor, Márcio destilava ódio pelo adversário da vez. Referia-se ao ex-mandatário como malfeitor, cuja "navalha" política, tão carregada de simbolismos quanto às usadas pelos mafiosos italianos até hoje para ostentar poder e glória, deve ser combatida sem trégua.
Desprezíveis são os homens que não comungam nem se devotam à seita petista. Bastou a reação de quem não leva desaforo para casa, especialmente quando sente a honra ferida, para a banda podre da nossa imprensa achincalhar a "alma errante" mencionada por Márcio Macedo nos "comícios" como o retrato do atraso e embalar com mimos o "garoto inocente", preposto do verdadeiro dono do PT. Mesmo não disputando o cargo de presidente do Partido dos Trabalhadores, o ex-governador João Alves Filho era o prato fixo para servir às massas.
Tempos estranhos estes, quando para angariar votos dos próprios correligionários um postulante a presidente de partido precise reinventar o Diabo e o inferno, embutindo todos os apetrechos descritos por Dante e Virgílio nas viagens com o barqueiro Caronte, agora na cor vermelho-carmim. Talvez Márcio ignore o final da Comédia, onde o inferno surge frio, muito frio. E lá rumina a alma de quem trai a decência, a ética, a moral...
Na entrevista ao apequenado jornalista André Barros, o reeleito presidente estadual do PT agradeceu a votação e previu que a esquerda vai continuar no comando de Aracaju. Motivação? Apesar de forte, JAF não é imbatível. Aliás, já levou rasteira no ano passado! Márcio Macedo prestaria extraordinário serviço ao governo da mudança, a que serve sem inibição, se aposentasse o lado Mãe Dinah e catasse os cacos da ética pública, a cada dia assassinada por ele com o acúmulo imoral de jetons (são R$ 15 mil mês/mês + R$ 12 mil de salário, fora os extras) e pela condição dúbia de presidente de partido e secretário estadual.
Como bem lembrou algum insatisfeito lisonjeador do governador Marcelo Déda infiltrado no JORNAL DA CIDADE (05.12), caso existisse comissão de ética no probo governo das prometidas mudanças, a situação de Márcio Macedo estaria complicada. Para melhor ilustrar o recado, o "Periscópio" rememorou a conclusão da Comissão de Ética Pública Federal quanto à incompatibilidade do exercício do cargo de ministro com o de presidente de partido. Ou seja, por "jurisprudência" o mesmo deveria valer por aqui. Mas em Sergipe, a moralidade e a ética andam cada vez mais escassas! E quando falta...
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Nos Peitos da Mãe-Estado - Como se não fossem suficientes os colaboracionistas da terrinha, o governo do PT tratou de inchar a máquina com amorais importados. Afeito a tricotar com fofoqueiras, o misto de jornalista "faz-tudo e deixa limpo" Zoroastro Penha Sant'Anna criticou o pessoal do governo da mudança encantado com o canto da sereia dos jetons dos conselhos (portal INFONET (13.11). Maldisse quem recebe de um e os mais exagerados, com até cinco conselhos. Difamou ainda gente que preside órgão do Estado e recebe para aconselhar a própria repartição. Quis saber se seria justo, moral, ético!
O "faz-tudo" comentou terem lhe confidenciado sobre certo "levantamento" de todos os cargos comissionados do governo da mudança: quem é quem, quanto ganha. A lista, garante ele, contém ex-mulher de político, parente, aliado, inimigo político e até empregada doméstica. Amorais? Com certeza.
O DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO de 19.11.2007 publicou o decreto de nomeação do vestuto e zaratustro Zoroastro Penha Sant'Anna para o cargo de consultor técnico-operacional (CCE-07: R$ 2.279,49/mês - Atenção, credores!) na Secretaria de Saúde, a partir de 01.12.2007. Agora, "oficialmente", o jornalista baiano-carioco-paulistano, radicado por aqui desde que foi exilado pelos conterrâneos, poderá dedilhar sobre mais esta tosca corruptela do governo do PT. Será? Como diz prima Bernadete, quem não chora, ô meu filho, pode ficar sem mamar...

:::Terça-feira, 04.12.2007 - Edição Número 202:::

::: BALELAS DO PT E A GREVE DO BISPO
Os petistas sempre foram arrogantes. Depois que chegaram ao poder, comprovou-se também serem mentirosos contumazes. Quando da primeira greve de fome (outubro/2006) do bispo dom Luiz Flávio Cappio, o presidente Lula da Silva prometeu discutir o projeto de transposição das águas do S. Francisco. Era balela! Além de dar uma banana ao acordo feito para dom Cappio interromper o jejum, o governo do PT agiu em várias frentes e viabilizou o início da obra. Semana passada, cansado de tanta embromação, dom Cappio retomou a greve de fome. Só irá cessar o ato se o Exército for retirado da região e o projeto arquivado definitivamente. O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, disse que não se submete à chantagem de ninguém (A TARDE, 01.12). A prova de que fala sério é o pedido ao governador Jaques Wagner para colocar médicos à disposição do bispo. Diante da arrogância do representante do Grande Molusco, a morte do Velho Chico será precedida da de dom Cappio, pois quem o conhece diz que ele irá até o fim. No sétimo dia sem se alimentar, orando na capela São Francisco, em Sobradinho (BA), dom Cappio tem recebido apoio de pessoas do mundo todo. A greve de fome do bispo ganhou adesões na Bélgica e na França. São jejuns solidários, com duração de um a dois dias, cujo objetivo é fazer as autoridades brasileiras considerarem o ato extremo de dom Cappio. Hoje haverá ato pelas ruas de Sobradinho. Movimentos contrários ao projeto de transposição devem reforçar a manifestação. A concentração será em frente à capela, seguida de caminhada e paradas estratégicas até as margens do rio, onde uma missa será celebrada. . Terra em transe – Em março deste ano, num artigo no site CARTA MAIOR sob o título “Transposição da Maldição?”, frei Leonardo Boff alertava: “Se o governo quiser efetivamente levar água aos sedentos do Nordeste, deve reabrir a discussão pública ou então encampar o projeto da Agência Nacional de Águas. Caso contrário, a transposição será feita à custa da vida de um bispo”. Veja o texto completo em:

:::Segunda-feira, 03.12.2007 - Edição Número 201:::

:::HUGO CHÁVEZ, LULA DA SILVA
E O TERCEIRO MANDATO
Representado pela ascensão ao poder de aprendizes de ditadores, o viés autoritário da esquerda latino americana é cada vez mais nítido na forma como lida com o poder e especialmente na questão da alternância do mando político. Portanto, soa bastante eloqüente o enorme e suspeitíssimo interesse do presidente Lula da Silva pela metodologia usada na Venezuela para dar revestimento constitucional à ditadura. As constantes defesas do líder brasileiro e correligionários ao regime de Hugo Chávez agridem sobremaneira o receituário democrático em voga nas nações social e economicamente mais avançadas. Também neste quesito, e graças ao voluntarioso governo do PT, o Brasil ainda é um país do milênio passado. No indigente entender de Lula da Silva, os referendos usados na Venezuela para reformar a Constituição e dar sabor “democrático” ao regime oportunista de Hugo Chávez refletiriam “a vontade do povo” daquele país. É lamentável a cegueira política e a dislexia mental do Grande Molusco leva-lo a “confundir” democracia com realização de eleições e plebiscitos, excluindo do conceito valores superiores sem os quais ele não existe, como respeito às leis em vigor, independência dos poderes, liberdade de expressão, tolerância com as vozes discordantes, convivência respeitosa com autoridades e países. O Brasil merecia uma melhor representação... Ainda sob a ótica dos tais referendos, o criador do PT peca ao “esquecer” uma das características das últimas consultas na Venezuela. A alta abstenção. Na que aprovou a atual Carta Magna (15.12.1999), deixaram de comparecer 55,62% dos eleitores, índice inferior aos 62,35% registrados quanto à convocação de uma Assembléia Constituinte, em abril do mesmo ano. A maior abstenção (76,50%) ocorreu no referendo sobre a renovação da direção da central operária CTV (Confederação de Trabalhadores da Venezuela), em dezembro de 2000. Aparentemente, o povo venezuelano não parece estar assim tamanhamente inclinado a opinar sobre os destinos do País, como poderia imaginar Lula da Silva. Por que será? A oposição tem rejeitado as reformas de Hugo Chávez por considerá-las inconstitucional e ilegal. Grupos de empresários e comerciantes, jornalistas, advogados e o episcopado também rejeitam as mudanças porque elas outorgam poderes imperiais ao ditador e possibilitam eterniza-lo no poder. Talvez sejam estas boas razões para o povo da Venezuela desconfiar da boa fé do querido amigo e companheiro do presidente Lula da Silva e ignorar eleições e referendos.
. Terceiro mandato – Para (momentânea) tranqüilidade de parcela significativa da Nação brasileira, ontem a FOLHA DE S. PAULO publicou pesquisa do Datafolha onde ampla maioria rejeita mudar a lei para Lula da Silva concorrer em 2010. Somente em Pernambuco, Estado natal do Grande Molusco, 51% concordariam em dar a ele o direito de permanecer por mais quatro anos. Realizada entre os dias 26 e 29 de novembro, a pesquisa mostra 65% dos brasileiros dizendo “não” a um terceiro mandato consecutivo. Foram entrevistadas 11.741 pessoas, em 390 municípios de 25 Estados. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Como se quisesse dizer “calma” aos políticos, a maioria do povo também não acolhe a proposta de um terceiro mandato nem quando o questionamento é genérico (sem citar Lula). Para 63%, presidentes não devem ter direito a re-releição! O porcentual sobe para 66% quando se trata de governadores e vai a 67% no caso dos prefeitos. Ocorre que o Partido dos Trabalhadores se aperreia todo quando imagina um retorno ao macacão das fábricas. Ou seja, ao batente! Sem candidato para concorrer com os tucanos Aécio Neves e José Serra, urde silenciosamente com unhas e dentes para manter Lula da Silva onde está. O Grande Molusco nega querer disputar. Ontem mesmo, depois de saber da pesquisa da FSP, disse ser ele o primeiro a criticar a possibilidade de criar um terceiro mandato: “O número de contrários seria maior se eu tivesse sido ouvido!”. A direção do PT também nega a intenção de mudar a Constituição com esse fim. Como é praxe dos petistas dizer uma coisa e fazer exatamente o contrário, evitar um terceiro mandato passou a ser a prioridade de uma parcela dos congressistas e governadores e de seguimentos representativos da sociedade civil. Agora, tendo o respaldo de pelo menos 65% dos brasileiros (conforme o Datafolha), que não querem ver o País transformado numa Venezuela.
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:::Sexta-feira, 30.11.2007 - Edição Número 200:::

OS BACANAS DO PAR
O Estado é espécie de mãe-solteira. Além de responsável por abrigar os próprios “filhos” e deles zelar, tem ainda a ingrata missão de arrebanhar e nutrir os filhos dos “filhos”, amigos e amigos dos amigos. Uma rápida olhada no DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO deixa claro como o governo da mudança agregou a si uma imensa legião de ex-desempregados ou de ex-subempregados, a maioria sem qualquer qualificação técnica, transformados junto com papai, mamãe, titio(a), vovô(ó) e aderentes na nova casta do poder reinante. Neste contexto, não causa surpresa a confissão do cunhado do governador Marcelo Déda e candidato dele ao cargo vitalício de desembargador do Tribunal de Justiça, advogado Edson Ulisses (CORREIO DE SERGIPE, 28.11), que seus dois filhos foram sim contemplados com residências do Programa de Arrendamento Residencial, o PAR. Em verdade, é apenas a confirmação de como são sérios os critérios para escolha dos beneficiários dos programas sociais reaproveitados do governo tucano pelo governo do presidente Lula da Silva, que fez deles o principal instrumento de caça-votos. Por definição da Caixa Econômica Federal, responsável pelo financiamento do PAR, o programa teria sido criado para ajudar os estados e municípios a atenderem à necessidade de moradia da população de baixa renda, especificamente as famílias com rendimentos inferiores a R$1.800 que vivam em centros urbanos. Segundo as regras, os interessados procuram a secretaria municipal responsável pelo cadastramento para se candidatar. É feita, então, uma pré-seleção e as famílias escolhidas são encaminhadas à CEF para a concretização dos procedimentos legais. A prole do douto futuro desembargador (com a graça dos Céus e o desinteressado empurrão do cunhado), depois de considerada pela prefeitura de Aracaju público-alvo do PAR, foi submetida ao sorteio da CEF. Filhos de um bem sucedido advogado, que de tão bem sucedido foi, entre outras destacadas funções, presidente da OAB/SE e procurador-geral do Estado, os venturosos rapazes de classe média alta acabaram beneficiários do PAR. Meninos de sorte esses dois sobrinhos do governador da mudança!
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Mudança – Enquanto os apaniguados do governo do PT seguem chafurdando-se no mel, grandes mudanças estão em curso onde servidores públicos não alinhados são tidos como indesejáveis. Não satisfeitos em afastar profissionais concursados de funções de mando, os áulicos mudancistas agora também transferem para bem longe das repartições de origem quem não tem a estrela vermelha na testa. Uns são encaminhados para setores alheios à formação técnica. Outros ficam no estaleiro, aguardando pela definição dos “chefes”. O setor mais atingido é o da Saúde. O deputado-secretário Rogério Carvalho determinou que servidores suspeitos de ligação com o ex-governo devem permanecer bem longe de áreas consideradas “estratégicas”, para evitar “sabotagens”. No Hospital João Alves, vários profissionais cujo serviço é imprescindível foram afastados, sendo substituídos por gente contratada sem concurso...

:::Quinta-feira, 29.11.2007 - Edição Número 199:::

UM INCÔMODO CADÁVER
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Em meados de 2004, o presidente Lula da Silva desengavetou a transposição das águas do S. Francisco. Quase um ano depois, em outubro de 2005, o bispo dom Luiz Flávio Cappio fez jejum contra o projeto em Cabrobó, sertão de Pernambuco. Pressionado pela opinião pública, o Grande Molusco designou o então ministro Jaques Wagner como mediador. Dom Cappio suspendeu a greve de fome depois da assinatura de um acordo que propunha a formação de uma comissão de negociação e debate entre o governo do PT e as organizações sociais, movimentos populares, povos indígenas e comunidades ribeirinhas. Em novembro daquele mesmo ano, o Ministério Público Federal, o MP da Bahia e o Fórum Permanente em Defesa do São Francisco na Bahia entraram com nova ação no Supremo Tribunal Federal na qual pediam a suspensão do processo de licenciamento ambiental em trâmite no Ibama. No dia 15 de dezembro ocorreu a primeira audiência do presidente Lula da Silva com a comissão de negociação, integrada também pelo bispo dom Cappio. De lá para cá, como havia muito papo e nenhuma ação, a comissão cobrou do Grande Molusco o prometido debate público sobre a obra (fevereiro de 2006). No final do ano passado (10.11), o Tribunal de Contas da União publicou o relatório de Auditoria Operacional do Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional e fez recomendações ao Ministério da Integração, dentre as quais a revisão dos custos. Sem considerar o apelo da sociedade civil e o relatório do TCU, o então ministro do STF Sepúlveda Pertence derrubou as 11 liminares que impediam o início do projeto. Era a deixa que o governo do PT precisava para anunciar o lançamento do PAC, que destinava R$ 6,6 bilhões à transposição entre 2007 e 2010. Em março, o Ibama concedeu a licença ambiental e autorizou o início das obras. Enquanto isso, vários recursos chegavam ao STF contra a decisão do ministro Sepúlveda Pertence. Através da imprensa, dom Cappio apelou ao presidente Lula da Silva que retomasse o diálogo. Em reposta, o presidente mandou o Exército reforçar as equipes que trabalham na área da tomada de água dos eixos norte e leste. Como todas as ações –incluindo as jurídicas- contra a transposição de nada valeram, assim como não vale um vintém furado a palavra do Grande Molusco, anteontem dom Luiz Flávio Cappio retomou a greve de fome. Ele diz que só irá cessar o ato se o Exército for retirado da região e o projeto arquivado definitivamente. Pelo histórico aqui apresentado é possível concluir que de bravo lutador contra a morte do Velho Chico, dom Cappio talvez se transforme no cadáver mais incômodo do governo do presidente Lula da Silva...
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:::Quarta-feira, 28.11.2007 - Edição Número 198:::

MAIS DO MESMO
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Peço licença ao respeitável público para retomar o assunto dos marajás do governo Marcelo Déda. O tema é realmente chato, desgastante, porquanto recorrente, e sabe-se, nada neste mundo fará a bancada governista aceitar o corte dos altos jetons pagos aos apaniguados secretários-conselheiros do governador da mudança, conforme proposta do líder da oposição na Assembléia, Venâncio Fonseca. Mas não dá para engolir a desculpa desavergonhadamente indecorosa do governador Marcelo Déda (JORNAL DO DIA, 27.11) de que os oposicionistas de hoje não reclamavam dos jetons quando estavam no governo. Da mesma forma, nada eles teriam feito para mudar a lei que regulamenta o pagamento de gratificações aos conselheiros de autarquias estaduais à época. Ou Sua Alteza acha que somos todos uns otários... Ou finalmente temos dele a confissão de que aquele belo discurso de mudança era pura balela. Poesia engambeladora, usada apenas para eleger-se e depois dar um pé no traseiro do eleitorado. Marcelo Déda se acha sabichão. Quem inventou a regalia de complementar salário de secretário com cinco, seis conselhos, criando os novos marajás de Sergipe, foi justamente ele, o governador da mudança! E neste caso, a reclamação é sim senhor de ordem moral, pois nunca houve na história deste estado tamanha mamata. Ou não é inescrupuloso e aviltante o pagamento de mais de R$ 30 mil/mês a auxiliares de Sua Excelência pelos cofres de um dos Estados mais pobres do universo? No seu festival de asneiras, Marcelo Déda sugere a quem agora reclama primeiro procurar um espelho e fazer autocrítica, e só depois exigir decência e moralidade. A receita cabe-lhe sob medida! Até mesmo na questão de quem sempre freqüenta escândalos, o príncipe do PT se dá mal. Ele tem razão ao lembrar que quem tem teto de vidro não joga pedra no telhado alheio. Afinal, devem ser amargas as lembranças da capina de postos de saúde com terreno cimentado, a famosa micareta picareta dos cachês superfaturados, o pagamento em dobro das obras da avenida São Paulo, as mortes de crianças e adultos por causa da imundície na Maternidade Hildete Falcão e Hospital João Alves Filho, a farra dos mais de R$ 250 milhões sem licitação na Saúde... Marcelo Déda faria melhor para si, para o governo e para o povo se continuasse submerso nas querelas comezinhas do PT e na tentativa de tocar minimamente a máquina governamental. Sempre que põe a cara de fora, tentando se justificar, ele acaba deixando um rastro malcheiroso, típico de quem diz uma coisa agora e depois faz o diametralmente oposto. Ou pior, típico de quem hoje critica e amanhã faz exatamente igualzinho! E viva a mudança...

:::Terça-feira, 27.11.2007 - Edição Número 197:::

A OPORTUNIDADE BATE À PORTA DE DÉDA
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Essa história dos marajás do governo do PT ainda vai dar muita dor de cabeça ao governador da mudança. Alguns secretários de Marcelo Déda têm rendimentos mensais dobrados com os jetons pagos por participar dos conselhos de secretarias, autarquias, fundações e empresas públicas, que se reúnem geralmente apenas uma vez por mês. Outros, somando o salário (R$ 12 mil) às vantagens, mais os jetons, recebem até R$ 35 mil/mês.
Há casos estranhos, como o do secretário-chefe da representação de Sergipe em Brasília, Pedro Marcos Lopes. Como se trata do "homem de confiança" de Marcelo Déda na arrecadação de proventos financeiros nas campanhas eleitorais, o próprio governador da mudança tratou de defendê-lo. Marcelo Déda mandou dizer que não vê qualquer irregularidade se o companheiro vem de Brasília três ou quatro vezes por mês para participar de reuniões no conselho do Banese, recebendo R$ 2 mil por cada uma. No entender do príncipe petista, a oposição deveria se preocupar com outra coisa! Seria, por exemplo, como Pedro Marcos Lopes consegue dar expediente na Capital Federal e em Aracaju?
Há também casos risíveis. Veja o secretário-chefe da Casa Civil, Oliveira Júnior. Ganha de cinco conselhos e custa aos cofres sergipanos quase R$ 50 mil/mês. Ele defende seus rendimentos de marajá alegando ser uma determinação legal e que o governador nomeia quem quer como conselheiro. Disse também que os conselhos têm a função de melhorar a qualidade da administração, que são éticos, eficientes e democráticos, além de usados pela maioria das instituições em todo o mundo, inclusive empresas privadas. Esqueceu somente de dizer que o PT não pensava assim até dezembro do ano passado e que é do governo da mudança a inovação de premiar secretários com até seis conselhos.
A mamata dos marajás do governador Marcelo Déda finalmente fez acordar o Tribunal de Contas do Estado, que decidiu apurar a legalidade, a moralidade e a constitucionalidade da lei que regulamenta o pagamento dos jetons. A investigação foi proposta pelo procurador do Ministério Público Estadual junto ao TCE, José Sérgio Monte Alegre. Já o coordenador do Sindicato dos Servidores (Sintrase), Waldir Rodrigues, irá solicitar a redução em 50% do valor das gratificações na próxima reunião da Mesa de Negociação com o staff do governo. Promete ingressar na Justiça e no MPE caso não obtenha a diminuição pela via do diálogo.
Quem também quer acabar com a farra dos marajás do PT é o deputado Venâncio Fonseca, que pretende apresentar proposta de emenda constitucional para impedir secretários de receber jetons. Para ele, se o governo da mudança veio para corrigir todos os erros do passado, a proposta de enxugamento só vai ajudar. Como sempre, o enfadonho discurso do líder do governo, Francisco Gualberto, é de que Marcelo Déda não é o criador da lambança e que os conselhos são importantes para o funcionamento da máquina pública porque discutem as decisões das empresas, acompanham seu funcionamento e blá, blá, blá... Ou seja, agora pode tudo, porque quem está no governo é o sacrossanto Partido dos Trabalhadores.
Para fechar este assunto chato: fosse mesmo Marcelo Déda o prometido governador da mudança, começava por extinguir a remuneração de quem já recebe do estado. Evitaria ser lembrado pela História como o criador dos marajás...
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NADA DE NOVO
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O esperado duelo entre o deputado Mendonça Prado e o secretário Nilson Lima, realizado no covil do radialista e deputado-tampão condenado pelo STJ por calúnia, injúria e difamação, Gilmar Carvalho (ILHA FM, 26.11), foi elegante. Afora a ironia do democrata, que se disse preocupado com o nervosismo inicial do secretário petista, a quem aconselhou tomar suco de maracujá, porque se tivesse um infarto durante o programa seria péssimo, já que o SAMU não está funcionando bem, nada ocorreu para desabonar a conduta racional dos envolvidos.
Mendonçinha cutucou Nilson Lima a torto e direito. Contudo, ao final do embate, o ouvinte ficou sem o devido esclarecimento quanto à licitação onde a PostData, classificada em 12º lugar num pregão da Sefaz, acabou "vencedora". O secretário petista foi várias vezes desmentido pelo deputado democrata, que usou para respaldar-se o DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO. Pegou mal também a confissão de Nilson Lima de preferir guardar os quase R$ 800 milhões economizados desde janeiro pelo governo do PT no Banco do Brasil, ao invés de usar o Banese, o que demonstra seu grandioso interesse pelo banco sergipano.
Dizer quem venceu o debate é fácil: o Cão-Cão Gilmar Carvalho, que reuniu duas figuras de peso político considerável no exato momento em que a eleição de 2008 entra no debate político de forma definitiva. Perdeu o ouvinte, que esperava do secretário petista mais verdade, mais coerência e menos empáfia. Pelo menos a semana começou diferente...