(E)VIDÊNCIA
E.Zine 14/09 N150
E.Zine 13/09 N149
A HISTÓRIA SE REPETE
- COMPARE AS MARCAS
Semelhanças até nos detalhes
E.Zine 12/09 N148
ELE NÃO PÁRA
Rogério Carvalho inicialmente negava de pés juntos haver qualquer irregularidade nas compras da Secretaria Estadual de Saúde. Pressionado pelas evidências, passou a admitir em fins de agosto ter comprado R$ 40 milhões em regime de urgência sem concorrência (licitação). Falta agora o deputado-secretário de Saúde admitir os outros R$ 130 milhões também publicados no DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO sob a mesma chancela (urgência).
Enquanto isso não ocorre, Rogério Carvalho segue abusando de critérios pouco ortodoxos de gestão. A agência oficial de notícias do novo governo informava (10.09*) sobre pregões cujo objetivo era substituir as dispensas de licitação emergenciais. O fato estranho é a edição do DOE com o edital 240/07 ter sido distribuída pela Imprensa Oficial exatamente uma hora depois de vencido o prazo para a abertura das propostas.
- Prazo da entrega das propostas: 11.09.07 às 08h00.
- Horário da circulação do DOE: 09h00 de ontem.
Veja só! Rogério Carvalho é persistente. Mesmo com tantas queixas, não pára de operar o estilo enviesado de gastar o dinheiro público. Com ou sem licitação, ele sempre dá um jeito de fazer de modo peculiar transações de compra. Como perguntar não ofende: a quem pertenceria essa empresa "vencedora" do pregão de ontem? Em quem se fia o nobre deputado-secretário?
- (*) SAÚDE REALIZA LICITAÇÕES PARA SUBSTITUIR DISPENSAS EMERGENCIAIS (AGENCIA SERGIPE DE NOTÍCIAS)
http://www.agencia.se.gov.br/index.php?act=leitura&codigo=3401
* * * *
HAJA CORAÇÃO
O líder da oposição na Assembléia Legislativa, Venâncio Fonseca, cutuca com vara curta o humor dos vermelhos. O assunto é a logomarca do novo governo. "É abuso de poder e de autoridade. Faço um alertar a sociedade porque o PT está se achando acima da lei. O coração eleitoral do Partido dos Trabalhadores está em todas as publicidades oficiais do governo do Estado. Também está nas fachadas dos órgãos públicos, como o palácio, Deso, Corregedoria, Defensoria, Instituto de Previdência e nas Secretarias da Fazenda, Esporte e Lazer, Saúde, Planejamento e Justiça. O Centro de Atendimento ao Cidadão do Shopping Riomar mais parece um comitê eleitoral do PT. O Banese ficou vermelho. Não vou nem falar dos carros oficiais. É muito coração".
A farra do coração a que se refere Venâncio Fonseca é proibida pelo artigo 37 da Constituição federal e pelo artigo 26 da Constituição estadual. A publicidade oficial, diz os artigos das Leis, tem que ter caráter educativo e não pode ser feita para promoção pessoal. O Ministério Público Estadual, num arroubo de inesperada euforia, cobrou da Procuradoria Geral do Estado parecer sobre caso. Com cópia do parecer da PGE em mãos, Venâncio Fonseca disse que a PGE entende pela impossibilidade da utilização de logomarcas associadas ao gestor público.
O parecer foi dado no dia 30 de maio. Recomendava a retirada das campanhas publicitárias, símbolos e logomarcas oficiais elementos que identifiquem o gestor público, sob pena da provável prática de improbidade. "E até agora nada foi feito. O governo está infringindo a lei. Sergipe não é propriedade de Marcelo Déda, de Francisco Gualberto e muito menos do PT", comentou Venâncio Fonseca.
Enquanto as providências não chegam, eis que pululam desfraldadas ao vento as bandeiras vermelhas, agora estilizadas sob a forma de um palpitante coração. E como fustiga certo notívago bom nos etílicos, "e a ponte, quando vão pintar de vermelho?"...
- Veja como ficaria a ponte Construtor João Alves avermelhada!

E.Zine 11/09 N147
FAZER O QUÊ? Lisonjeadores da Corte infiltrados na imprensa cantaram em verso e prosa a isenção de impostos para micros e pequenos empresas. A poderosa máquina de propaganda oficial também foi usada com força máxima para mostrar como a vida dos empreendedores mudaria. Em discurso, Sua Alteza Real falou sobre a proteção aos fornecedores locais e o incentivo a implantação de novos setores produtivos. Os presentes à solenidade aplaudiram de pé o garboso príncipe. Agora, lentamente, os empresários percebem que foram engambelados. As normas para isenção aprovadas na semana passada pela Assembléia Legislativa beneficiam empresas inscritas no Super-Simples com faturamento anual máximo de R$ 360 mil. Contudo, não isentam operações interestaduais sob regime de antecipação do recolhimento do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços). Trocando em miúdos: como quase todo o comércio sergipano é abastecido por indústrias e empresas de fora, a diferença entre o imposto cobrado lá e o devido quando a compra chega ao estado terá de ser paga imediatamente. Sergipe possui uma das maiores alíquotas de ICMS do Brasil (17%). Se uma empresa adquire um lote de celulares em São Paulo, por exemplo, como o ICMS lá é de 7%, terá de pagar mais 10% à Secretaria Estadual de Fazenda para equilibrar a balança fiscal e assim liberar a mercadoria. Cadê a tal isenção? Como se vê, o discurso fácil de Sua Alteza Real enganou mais uma vez os desavisados. Sergipe possui pouquíssimas indústrias. O empresariado local vai ter de esperar pela chegada delas para começar a usufruir dos benefícios do Super-Simples. Quisesse mesmo melhorar a vida dos micros e pequenos empreendedores, aliás, os maiores empregadores do estado, Sua Alteza Real poderia começar extinguindo a cobrança antecipada do ICMS. Coisa prometida na campanha eleitoral e devidamente guardada no baú do esquecimento. Pagando o imposto apenas depois de vender a mercadoria ou prestar um serviço, o empresariado teria mais capital de giro. Poderia assim adquirir mercadorias em maior quantidade e variedade, refletindo numa melhor oferta aos consumidores e por conseqüência na geração de novos postos de trabalho. Mas falem baixinho sobre o assunto! A idéia de acabar com o pagamento antecipado do ICMS arrepia o garboso príncipe dos pés às madeixas cada vez mais grisalhas...
"SEU REI MANDOU DIZER..." (Por Eliz Moura, Blog Mendonça Prado, 10.09)
- A quem (ainda) duvida da veracidade das denúncias de dispensas e inexigibilidades milionárias na Saúde, este blog vai dedicar uma seção, exclusiva e em doses homeopáticas para evitar contra-indicações e efeitos colaterais, com informações sobre os referidos contratos firmados pelo brilhante Rogério Carvalho em socorro da saúde sergipana.
- Enquanto o menino brilhante orienta porta-vozes a pregar a fantasia de APENAS R$ 41,5 milhões em dispensas, fez publicar no DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO (23.08) justificativa de contrato pela modalidade Dispensabilidade (16/2007) com o objeto de comprar material médico-hospitalar para abastecer unidades da SES, no VALOR MENSAL de R$ 8.573.654,64. A contratação representa sozinha e numa vigência de seis meses R$ 51.431.927,84.
- Aos mais crentes integrantes do bloco "Hei, hei, hei, Déda é nosso Rei!", àqueles que acreditam mesmo sem precisar ver o que vão vender, recomenda-se pelo menos a leitura da bula, ou melhor, do Diário Oficial do Estado, antes de receber qualquer injeção anestésica cerebral desavisada, maldosa e intencional. Antes do... Amém, amém, amém... aaaaaamééééééémmmmmm!
E.Zine 10/09 N146
FALTA O CHEFE (Blog Roberto Jefferson, 09.09)
- Cláudio Humberto diz em sua coluna que, para setores do Congresso, o governo Lula começou a acabar com a decisão do STF de aceitar a denúncia contra os 40 envolvidos no escândalo do mensalão. Eu tenho certeza disso. Quando fiz as denúncias, eu não tinha a dimensão do tamanho do esquema, pensava que era uma coisa restrita ao Zé Dirceu, José Genoino, Marcos Valério, circunscrita a uma operação de partido. Jamais pensei que haveria ministros envolvidos nem que o presidente da Câmara à época (João Paulo Cunha) participasse. Nunca. Foi a investigação que deu dimensão ao tamanho do escândalo. E eu pergunto à sociedade: a quem interessava o mensalão? Ao Zé Dirceu? Ao Gushiken? Essa é uma ótica simplista porque esses homens são auxiliares do governo, mas não o governo eleito. Quem é o governo?
- No início, eu achava que o Lula não sabia do mensalão, mas sua dimensão é tão profunda, tão debaixo do nariz e dos olhos do Lula, que ele tem responsabilidade por ação, não confessada, e por omissão, que é explícita. Não tem saída. Marcos Valério já está ameaçando. Se mais ministros forem envolvidos, como vem mostrando o noticiário, não tem saída: o governo "se atolou-se". O meu sentimento é que o Zé Dirceu é o subchefe da quadrilha. Só falta o chefe.
