REGULE-SE [TAMBÉM] O FEDOR DA BUFA
Enquanto o mundo civilizado discute os rumos do trabalho num futuro cada vez mais tecnológico, energias renováveis ou as tresloucadas incursões do ditador norte-coreano no mundo atômico, no Brasil o assunto da hora é a “cura” de viados. Seria cômico – e em certo sentido é –, não fosse pela purpurínica perda de tempo.
O debate de cabeças-ocas da esquerda e da direita sobre esse cabrunco chamado “cura gay” poderia se encerrar em duas assertivas, e ponto final. Primeiro: para menores de 18 anos, trata-se de uma excrescência e as famílias devem ter muito cuidado para evitar expor crianças e adolescentes ao profundo constrangimento de ser “tratado” de uma não-doença – perdão, é doença, sim: doença mental; mas na cabeça de quem acha a homossexualidade uma doença.
Segundo: se um marmanjo ou marmanja resolve por si mesmo(a) procurar um “médico” para ser “curado(a)” da comichão pelo mesmo sexo e tem alguém – certamente um charlatão ou “chalatoa” – disposto a fazê-lo, que peste tenho eu e você a ver com isso? Cada doido com sua mania. Aliás, o pior tipo de doido é o incutido: ou seja, o que se acha muito doido… É uma decisão de foro íntimo, e acabou.
Do jeito que a coisa anda no Brasil, daqui a pouco vão querer regular até a intensidade do odor da bufa. Quem sabe, vão inventar inclusive o “bufômetro”, para aferir e punir na forma da lei, com a vigilância severa do Ministério Público e da Justiça, quem ousar peidar em público e deixar alguma “marca” nefanda no ar. Como no Brasil tudo, absolutamente tudo é possível, que se regule [também e imediatamente] o fedor do flato…
#Uia #SantaPatifaria #TheKingOfDogs


BELIVALDO CHAGAS SÓ ESQUECE UM IMPORTANTE DETALHE: ELES [OS GOVERNISTAS] QUEBRARAM SERGIPE!
Providencial a entrevista [linque abaixo] do vice-governador sergipano Belivaldo Chagas ao analista político Jozailto Lima [Portal JL Política], em termos de se conhecer a “alma” eleitoral do futuro candidato à sucessão de Jackson Barreto, em 2018.
Primeiro, ele confirma a candidatura e sapeca uma convicção: “As pessoas confiam em mim, e a minha candidatura será uma novidade”. Inda sapeca outra: não enxerga fadiga dos sergipanos em torno do projeto do grupo governista – se for eleito, Belivaldo Chagas será o quarto governador seguido da mesma arrumação política desde 2006, após Marcelo Déda e Jackson Barreto.
Tamanha convicção debulha-se na assertiva voluntariosa de “ser um cara sincero, um cara correto, totalmente aberto ao diálogo – ninguém tem dificuldade para ter acesso a mim. E isso na política é um fator importante”. Mas, seria isso suficiente para enfrentar uma campanha e vencê-la? “Não digo o suficiente, mas o importante. Porque as lideranças políticas sempre se sentem carentes de atenção. É preciso ouvir. É preciso sentar, dialogar, discutir […] Ainda que não se resolva, mas você não vai ter aquela angústia de não conseguir chegar lá.”
Oquei, um cara legal e acessível aos políticos. E quanto aos “russos” – esse tal de “povo”, o danado do eleitor? Já combinou com eles, os viventes nos grotões de Sergipe? “Com muita sinceridade, acredito que no campo político eu estou muito bem. Me dou bem e me entroso bem com as pessoas. Agora, no que diz respeito a esses grotões, é preciso que a gente apareça mais. Mas isso não é uma preocupação, porque haverá tempo suficiente, se for essa a decisão, para que a gente chegue aos grotões.” Como chegará lá, posto que, hoje, pouca gente o conhece? Ora bolas, “levado pelas lideranças que compõem nosso agrupamento”.
Daí, se tudo acima posto der certo, como se livrar da pecha – muito danada, aliás – de representar um grupo político medonho, responsável por quebrar Sergipe quase pela cepa, conforme consta no “Anuário Socioeconômico de Sergipe 2017” preparado por professores da UFS com um retrato nada lisonjeiro da soberba incompetência dos governos do PT (2007/2013) e do PMDB (2014/2017)? Sem falsa modéstia, Belivaldo Chagas assegura: “Acho que ano que vem começa a melhorar, mas de forma bem lenta. Ninguém pense que em três ou quatro anos a gente vai ter o que tinha antes.”
Passando a régua: não tenho dúvida do aconchego de Belivaldo Chagas aos políticos, aos quais o consideram como “correto”. Também não duvido da força da máquina governista para alcançar os “russos” e, quem sabe, “convencê-los” com a mesma arma usada na disputa de 2016 em Aracaju: o doce papel-moeda! Meu ceticismo advém justamente da tal “fadiga”: o candidato se esquece de pertencer a um governo malquerido pelo povo e, ademais, sem as condições financeiras para cumprir minimamente com os compromissos, que o digam os servidores públicos!
Enfim, Belivaldo Chagas pode ser até uma alma boa [e é] – e delas, o Inferno está lotado –, porém, o futuro substituto de Jackson Barreto, quando este desincompatibilizar-se para concorrer ao Senado no próximo ano, receberá um imenso abacaxi. O ilustre e simpático “líder” terá de lidar com a quebradeira das contas e a insatisfação geral. Sem esquecer que precisará trabalhar duro para se fazer conhecido.

#SantaDanação #SergipeMostraSuaCara

http://jlpolitica.com.br/entrevista/belivaldo-chagas-nosso-grupo-nao-sofre-de-fadiga


ROGÉRIA FARÁ FALTA
Na segunda-feira (04), aos 74 anos, o Brasil perdeu Rogéria, um dos seus mais polêmicos e emblemáticos artistas nacionais, um ícone do mundo gay!
A primeira vez que vi Astolfo Barroso Pinto na TV, eu era um menino pequeno diante de um aparelho ainda preto e branco, assistindo ao programa de Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Vivíamos em plena ditadura militar e a censura vigorava nos meios de comunicação, mas Rogéria estava acima disso. “Ser mulher é muito fácil para quem já é. Mas pra quem nasce para ser João, é um sacrifício a transformação”, dizia.
Na primeira vez em que estive pessoalmente com Astolfo Barroso Pinto – parece nome de quem nasce predestinado à contradizer-se, não? – foi numa de suas passagens por Aracaju, para um show no Teatro Atheneu. Creio que era 1988 ou 1989, não lembro ao certo. Entrevistei Rogéria e, numa conversa nos bastidores do Jornal da TV [TV Jornal, canal 13], quis saber como lidava com o preconceito.
Espirituosa e muito falante, não se fez de rogada: “Quase todo artista sofre preconceito, isso porque muita gente acha que somos vagabundos, que estamos sempre entregues às orgias e às drogas. Às vezes, nem mesmo os parentes e amigos levam a sério o nosso trabalho. Comigo sempre foi pior porque vivo ‘montada’ 24 por dias. Não tiro a fantasia nem para dormir, meu filho”. Rimos…
Rogéria era um travesti “natural” – nunca fez cirurgia para mudar o sexo ou injetou silicone para alterar o corpo. Aliás, na contramão dessa estrovenga chamada “politicamente correto”, a artista era conhecida por sair no braço com os colegas homofóbicos e jamais levantou a bandeira da causa LGBT. “Engajada? Eu lá preciso ser engajada, meu filho? Eu sou o engajamento em pessoa! Se as outras travestis estão aí, agradeçam a mim, que sou uma bandeira”, disse ela a O Globo no ano passado, quando lançava sua biografia “Rogéria – Uma mulher e mais um pouco”.
Subiu aos Cosmos a estrela das vedetes travestis, que se destacou nas boates de Copacabana e em apresentações consideradas lendárias no Teatro Rival. Rogéria deixará saudades sobretudo porque era uma artista autêntico – ao seu modo, tempo e convicções! Filmou com grandes cineastas e conquistou popularidade no rádio e na TV, participando nos quais apresentou o universo do transformismo a um público mais amplo, tornando-se a “travesti da família brasileira”, título cunhado por ela mesma. Mas preferia o brilho do palco. Era lá que pintava e bordava.
Nestes tempos bicudos, quando uma simples piada pira a cabeça dos militontos, causando um verdadeiro alvoroço e acusações de intolerância e homofobia, Rogéria fará falta, pois pilheriava consigo mesma, “cazamiga” e com quem ela olhasse na plateia e pegasse “para Cristo”. Todos ríamos porque a vida foi feita para rirmos: de nós e dos outros. E para os engajados, como diz um outro grande artista, o danado do Ney Matogrosso, fica a dica: “Gay o caralho! Eu sou um ser humano”.
Um grande e eterno viva ao genial artista e ser humano maravilhoso Rogéria. Que viva nas estrelas como brilhou aqui…



PETISTAS SE CONHECEM, MAS FICO COM FRANCISCO GUALBERTO
Na falta de algo mais importante a noticiar, o vetusto Jornal da Cidade traz na edição desta quinta-feira (24) manchete pavorosa para o sindicalismo de resultados do PT: “Sintese (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe) é a ‘escolinha do mal’, afirma [Francisco] Gualberto”.
Ontem, o clima ficou tenso na Alese. Os deputados Ana Lúcia Menezes, ex-presidente do Sintese, e o líder governista na Casa, Francisco Gualberto, ambos do PT, bateram boca. Inicialmente, acerca do projeto de iniciativa do Governo de Sergipe com mudanças no sistema previdenciário estadual. Depois, para revidar provocações feitas de parte a parte.
Tudo começou quando Francisco Gualberto discursava na tribuna e, das galerias, membros do Sintese o provocaram com questionamentos quanto ao papel do parlamentar e líder. Ele não gostou e, como bom petista, deu-se por “agredido” nos brios e saiu-se com a tal “escolinha do mal”.
Ana Lúcia Menezes, no afã de defender o sindicato, mexeu numa ferida antiga de Francisco Gualberto. Relembrou haver o deputado agido “pelo instinto” contra trabalhadores, quando anos atrás pôs para correr, com um facão em punho, o sindicalista Nivaldo Fernandes. Ela também criticou os discursos do governador Jackson Barreto e do deputado Zezinho Guimarães, atribuindo ao Sintese ter “enterrado Marcelo Déda, antecipadamente”.
Francisco Gualberto deixou de lado o projeto governista e focou-se no discurso da colega. “Ouvi uma pessoa que, por infelicidade, disse que eu deveria morrer como Marcelo Déda morreu! Quem está fazendo apologia à violência aqui? […] Não tenho temperamento de barata […] Podem gritar, espernear, arremessar ovo, pode tudo! Agora, no que eu puder reagir para defender minha integridade, eu vou fazer. Não vou me amedrontar! Eu não tenho medo desse setor”.
Tem gente assim, do tipo que não leva desaforo para casa e busca resolver impasses ao seu modo. Posso não concordar com o estilo, digamos, brucutu do deputado petista, mas ele bem conhece a gandaia sindical. Por outro lado, o Sintese fez muito mal à educação pública de Sergipe e jamais se preocupou verdadeiramente em garantir mais qualidade ao ensino ministrado nas escolas estaduais.
“Vou endurecer sem perder a ternura”, argumentou Francisco Gualberto, citando o vagabundo do Che Guevara. “Pode falar de facão ou de foice. Vou defender a minha existência, sempre”, emendou o deputado. De minha parte, podem dizer o que quiserem dizer. Estou com Francisco Gualberto
#Uia #SantaPatifaria



JACKSON BARRETO ATACA, DE NOVO
Conspirações! Adoro… Ao ser anunciada a visita a Sergipe do vigarista-chefe da facção criminosa do Partido dos Trabalhadores – sim, há no PT gente honesta e até bem-intencionada; raros, mas há –, a cambada pró Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine! – tratou de espalhar um recado: o governador sergipano não era bem-vindo ao palanque petralha e, caso Jackson Barreto tivesse a cara de pau de aparecer com sua voz [cada vez mais] rouca, corria o risco de ser “ovacionado”.
A nova mania petralha é atirar ovos nos adversários. Coisa de gente mundana e com falta do que fazer. Mas, pensam vocês que Jackson Barreto se intimidou com as ameaças da turba vadia? Eis pois: montado num aparato de segurança gigante, com policiais civis e militares garantindo-lhe o livre direito de ir e vir, nosso amado e querido governador não só subiu nos palanques de Nine em Estância e em Glória, como, ao seu estilo, ainda sarrou com quem o vaiava.
No vídeo abaixo, é possível ouvir Jackson Barreto dizer com todas as letras: “Obrigado companheiros do Sintese. Obrigado companheiros do MST. Minhas homenagens a vocês pela luta, pelo trabalho… E dizer ao Sintese: eu sei que vocês não gostam de mim, mas vocês também sepultaram o governador Marcelo Déda, que não merecia o que vocês fizeram. Muito obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado!”
Por essas e outras, admiro o danado do Jackson Barreto. Botou a gandaia petralha no devido lugar...

A DECADÊNCIA DE MULA ESMAGA UM PT INCOMPETENTE
Culpar o PT pelas mazelas do Brasil virou lugar-comum. No entanto, convenha-se, trata-se de meia verdade: o PT tem um dono, mestre e senhor absoluto, Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine! –, através do qual a “organização criminosa” recebe ordens e exerce a função de “massa de manobra”. Naturalmente, a cambada petralha não está isenta do mal legado ao País. Muitos enriqueceram roubando dinheiro público de empresas estatais através da propina recebida dos apaniguados do BNDES.
Sergipe é um exemplo bem-acabado das mazelas produzidas sempre que o PT se dispõe a governar – desgovernar seria um verbo mais fidedigno! Conforme consta no “Anuário Socioeconômico de Sergipe / 2017”, catatau com 723 páginas [disponível no link abaixo] preparado por professores da UFS, a soberba incompetência dos governos do PT (2007/2013) e do PMDB (2014/2017) fez Sergipe chegar em 2017 sem conseguir reverter a perda de espaço na economia nacional, com elevada taxa de desemprego [16,1%, atualizado em maio] e PIB per capita estimado em R$ 18,1 mil, bem abaixo da média brasileira [R$ 30,4 mil].
Em resumo: o grupo político de Nine em Sergipe quebrou o Estado, que hoje ostenta o título nada honroso de “mais violento do Brasil”, com 57,3 mortes intencionais a cada grupo de 100 mil habitantes, mais até do que o verificado em zonas de guerra, como na atual Síria. Pior, a violência urbana atinge especialmente os jovens do sexo masculino e de epiderme negra ou parda, reflexo, sem dúvida, da piora no IDH-renda e da estagnação no IDH-educação, quesitos aos quais a dupla PT/PMDB simplesmente relegou ao desprezo, preferindo apelar a empréstimos vultosos [mais de R$ 4,8 bilhões] para manter a máquina e os apadrinhados do poder, em detrimento de trabalhar (sic) em busca do crescimento sustentável.
Por tudo que fez para levar o Brasil ao buraco onde está – pelas próprias mãos ou através do poste Dilma Rousseff, a Ex-GovernAnta defenestrada do poder pelas pedaladas fiscais e por ter transformado o esquema do Mensalão no internacionalmente conhecido como “maior esquema de corrupção da história mundial”, o Petrolão –, Nine deveria ficar quietinho em casa! Em vez disso, o patife resolveu viajar pelo Brasil em busca de um mandato para proteger a si mesmo da cadeia e ainda nutrir a “massa de manobra” petralha com alguma esperança de retorno ao poder.
Resta saber até que ponto o brasileiro estará disposto a ir para garantir a essa vagabundagem uma nova chance de assaltar o poder e, quem sabe – pois este é o plano final –, transformar o Brasil numa grande Venezuela, sonho de consumo de Nine e de sua gangue de desordeiros e larápios. Fica o alerta…
– – – – –
“Anuário Socioeconômico de Sergipe / 2017”: https://goo.gl/vYnvfu.






O UMBIGO DE AÉCIO NEVES É MAIS EMBAIXO
Ok… diz a PF que fuçou aqui, ali e acolá e, pela graça do Divino Espírito Santo e dos Orixás de Ouro Preto e Tiradentes, nada encontrou – que sorte! – para confirmar o pagamento de propina ao senador Aécio Neves no caso de Furnas, quando o danado era governador de Minas Gerais.
Isso, contudo, não significa que a propina não existiu!
Eu creio piamente na existência dela, sim senhor. Rolou, está cara!
Nenhuma prova cabal ter sido encontrada conclui apenas que a patifaria não deixou rastro ou eles foram apagados, apenas isso…
Em resumo: os canalhas tucanos, ao contrário dos vigaristas petralhas e da turma ligeira do presidente Temerário, aprontam mas deixam limpinho! É isso…
#Uia #BrasilMostraSuaCara #TheKingOfDogs

VAI JOGAR OVO NA MÃE…
Sabe de uma, confesso: sempre achei o prefeito de São Paulo, João Doria, um engomadinho falastrão, incensado pela tropa elitista da imprensa paulistana e por enfadonhos da direita gourmet. Mas, como só os loucos jamais mudam de opinião, transgredi o conceito e devo isso à cambada petralha.
Em visita a Salvador nesta segunda-feira (07) para receber o título de cidadão soteropolitano, João Doria virou alvo de vagabundos, que lhe atiraram ovos. Em publicação no Facebook, ele criticou o protesto de “poucos manifestantes de esquerda agressivos’. Segundo Doria, além de jogarem ovos, eles também falaram palavrões. O prefeito recomendou aos vigaristas irem para a Venezuela atirar ovo lá. Já vão tarde…
Como são incivilizados os discípulos de Hugo Cadeados, Nicolás Podre e do chefão da quadrilha do Mensalão e do Petrolão, Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine!
Se até hoje cedo João Dória não tinha de mim mínima simpatia e, menos ainda, meu apreço político, ao tomar conhecimento dessa patifaria, o cabra ganhou um simpatizante de sua causa. Se incomoda aos petralhas, faz bem ao Brasil. Se eles não o querem limpinho e engomado, é porque atrapalha e se os irrita, irei me perfilar a ele no propósito de derrotar essa turba torpe.
Ao contrário de João Dória, todo educadinho (veja vídeo), digo sem pejo: vai jogar ovo na mãe, cambada de filadaputa!
---
Veja vídeo do momento em que João Doria é agredido: https://tv.uol/16Kwq.

GILMAR MENDES E RINALDO SALVINO
Com a brevidade exigida desses tempos, vamos ao que interessa: André Moura foi, mais uma vez, vítima da caneta ligeira do juiz de Japaratuba/Pirambu, Rinaldo Salvino. O líder do Governo no Congresso Nacional foi condenado nesta quarta-feira (1º) a pagar multa e à perda dos direitos políticos por oito anos em razão de um suposto dano de R$ 1,4 milhão ao patrimônio público, quando nem era mais prefeito e, pior, sem ser citado ou ouvido no processo, conforme informação da assessoria do deputado.
Na imprensa de Sergipe, o único com coragem para “estranhar” a decisão do magistrado às vésperas do “Dia D” do presidente Temerário foi o jornalista Habacuque Villacorte*. Para o colega, “o que chama a atenção não é a decisão contrária a André Moura, mas sim o momento em que ela vem à tona”. Aliás, santa coincidência, em 26 de junho, o procurador-geral da República Rodrigo Janot apresentou ao STF denúncia criminal contra Michel Temer. Um dia após, André Moura foi condenado pelo juiz Rinaldo Salvino a suspensão de direitos políticos por três anos e multa por “improbidade administrativa”.
Naturalmente, caberá à Justiça em Sergipe – e, caso necessário, em Brasília posteriormente – avaliar as circunstâncias da sentença, questionada de modo rigoroso pelos advogados de André Moura: “O deputado se sente plenamente injustiçado pela condenação num processo onde não foi efetivamente citado e que lhe foi negado o direito constitucional à defesa”. Acusações sérias contra um juiz com vocação indiscutível para aparecer e, ao que parece, determinado a promover a qualquer custo, mesmo ao arrepio da lei [que deveria zelar], uma cassada contra um inimigo poderoso.

Gilmar Mendes – O ministro do STF tem se notabilizado pela falta de papas na língua. É dos meus: #ProntoFalei. Destemido e disposto a enfrentar o que considera “excesso de poder ao MPF para firmar acordos de delações” e as “loucuras**” de Rodrigo Janot, Gilmar Mendes disse ontem ser preciso que a Procuradoria-Geral da República volte a “um mínimo de decência, sobriedade e normalidade”. O descaramento do procurador-geral da República precisa ser denunciado, e o ministro o faz sem pejo.
Rodrigo Janot tem abusado – aliás, é um sujeito abusivamente abusado [com perdão da aliteração]. Para o magistrado, “os atores jurídicos políticos precisam ler a Constituição […] tem tanta coisa para ser questionada, é tanta bagunça. Até brinquei que a ‘doutrina de Curitiba’ e a ‘doutrina Janot’ nada têm a ver com o Direito. É uma loucura completa que se estabeleceu”. Ele também criticou o novo pedido de prisão do PGR contra Aécio Neves: “Prisão de parlamentar só pode ocorrer em flagrante delito”.
Temos, então, dois juízes – Gilmar Mendes e Rinaldo Salvino –, cada um com seu modo de pensar o Direito, as regras constitucionais, os ditames dos códigos legais, enfim, as leis! São exemplos da disparidade na forma e no conteúdo da Justiça, afinal, estamos no Brasil, o País do Carnaval
#SantaPatifaria #BrasilMostraSuaCara #TheKingOfDogs
– – – –
(*) – Leia o comentário de Habacuque Villacorte https://goo.gl/RPCAQt.
(**) – Reprodução abaixo de matéria publicada pela Folha de S. Paulo hoje.



SANTA INSENSIBILIDADE – OU SERIA IRRESPONSABILIDADE?
Os brasileiros todos deveriam ler com bastante atenção o editorial desta quinta-feira (27) d’O Estadão. Resume extraordinariamente o lado danoso do Ministério Público, através do corporativismo e da insensibilidade – e eu acrescentaria, da irresponsabilidade com o País.
Baseados na premissa da “farinha pouca, meu pirão primeiro”, promotores de Justiça pleiteiam reajuste salarial de 16,38% sobre os proventos, cujo salário bruto inicial começa em R$ 28 mil.
Como diz o editorial, “fica difícil acreditar que esse tipo de mentalidade, tão interessado no próprio bolso e tão indiferente à situação do País e dos brasileiros, seja capaz de promover a apregoada renovação moral e institucional. É mais crível que a recolocação do País nos trilhos, também na esfera moral, venha a ocorrer pela via oposta, com a diminuição de corporativismos e a redução dos privilégios”.
O Brasil tem castas! Aqui, altos servidores públicos fazem lobby aberto nas Casas Legislativas em Brasília para manterem-se amplamente privilegiados, isso desde a formatação da “Constituição Cidadã” de 1988. Que ninguém se engane, a guerra contra a reforma da Previdência advém também dessas castas, a exemplo do MP. Na mesma toada, a perseguição ao presidente Temerário, creiam, tem vários panos de fundo! A questão é: até quando o povo suportará calado o peso desses “vestais”?
Num momento no qual as despesas do Estado Brasileiro estão muito acima das receitas recolhidas de todos nós e é necessário, com urgência e de forma continuada, cortar gastos, as pretensões salariais dos membros do MP são pateticamente imorais, para dizer o mínimo! A situação é drástica e exige de todos uma cota de sacrifício. Mas quem dirá isso aos privilegiados do Brasil

#SantaPatifaria #BrasilMostraSuaCara

DOS “CAROS AMIGOS” DA ESQUERDA
Como epíteto, a já designar ao que se presta, a revista “Caros Amigos” se diz “A primeira à esquerda”. Para quem ignora a existência do periódico mensal, trata-se de publicação muito badalada e respeitada entre petralhas e afins. A edição deste mês presta-se a, digamos assim, avaliar [em matéria de capa] “As cartas marcadas das reformas” e informa no subtítulo da matéria em questão o seguinte: “Parlamentares financiados por grandes empresas e que também são eles próprios empresários são a ponta de lança do rolo compressor contra os trabalhadores.”
No caso da reforma trabalhista, já disse e reafirmo, sou amplamente favorável. O Brasil precisa modernizar-se e passou muito do tempo para isso ocorrer. Pode haver, sim, aqui ou ali algo a ser pontuado e até melhorado no decorrer do processo – e para isso existe o Congresso Nacional, com seus vários matizes representativos da sociedade –, porquanto o debate sobre uma lei publicada não se encerra com o ato de promulgação. O tempo se encarrega de apontar erros e acertos.
Ao fazer um suposto apanhado histórico para justificar a atual crise, “Caros Amigos” a avalia, claro, pela ótica do embate capital/trabalho. O velho discurso da esquerda surge revigorado ante o padrão “desenvolvimentista” e basicamente estatal praticado nos governo petralhas a partir do segundo mandato de Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine! – e que, sem dúvida, afundou o país com a tal da “Nova Matriz Econômica”, que de nova mesmo tinha apenas o nome. Uma tragédia…
Quem tiver a oportunidade de ler “Anatomia de um Desastre”, livro de Claudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira, encontrará “pari passu” a construção dessa desastrada e tresloucada ideia, que descambou na atual crise, cujo governo do presidente Temerário conseguiu minimizar: a inflação baixou, os empregos começam aos poucos a surgir e os investidores já apostam no país, de novo.
Lá pelas tantas, como se fosse crime pertencer ao empresariado ou representar a categoria no Congresso Nacional, a revista “denuncia” políticos cuja biografia no Senado e Câmara dos Deputados indica como atividade laboral a posse ou gerência de empresas. Esses são dos infernos!
A ladainha do panfleto esquerdista pode ser sintetizada no fato de a “burguesia, tendo como eixo a diminuição do conflito distributivo por meio da redução dos custos da força de trabalho (terceirização, reformas trabalhista e da Previdência)”, apostar nas reformas como “perspectiva de recompor margens de lucros ou enfrentar um ambiente de maior concorrência internacional”. Em resumo, o Brasil deve permanecer como ilha do atraso e jamais eles irão permitir a expansão do capital e, por conseguinte, do emprego, se não for como eles querem.
O deputado por Sergipe Laércio Oliveira é citado em dois momentos no texto de “Caros Amigos”. No primeiro, quando se informa ter ele recebido na campanha R$ 116 mil da siderúrgica Arcelormittal Brasil S/A e ter sido relator da Lei da Terceirização. Mais adiante, é apontado como “interessado na total terceirização”, citando ser fundador da Multiserv, empresa sergipana de prestação de serviços e autor da já famosa frase “ninguém faz limpeza melhor do que mulher”. Só pode ser piada! Queriam o quê, que o deputado fosse contra a terceirização? Haja caradurismo.
Leio “Caros Amigos” para rir um pouco das idiotices esquerdóides, da falta de visão geopolítica do mundo, da incompreensão quanto à fatídica mudança no mundo do trabalho proporcionada pelas novas tecnologias, sobretudo a “inteligência artificial” e a internet. Também a leio para me aprofundar na estratégia eleitoral do PT e corriola, pois ali está o berço do pensamento “intelectual” dessa gandaia.
Um bom domingo a todos!


CARTACAPITAL FALIDA?
Estou triste com uma informação [veja vídeo] dada pela senadora indiciada por corrução na Operação Lava Jato e atualmente “presidenta” do PT, Gleisi Hoffmann, sobre a revista CartaCapital, dirigida pelo vagabundo do Mino Carta: a semanal estaria quase falida, coitada! E para evitar o fechamento em vista de ocorrer brevemente, ela pede o apoio da militância petralha.
Ao contrário dos cabeças ocas esquerdóides, leio tudo e, por consequência, assino CartaCapital, como assino Veja, Época, IstoÉ, Exame… Também assino os diários Folha de São Paulo, O Globo e Estadão, e pontualmente, quando a questão interessa, compro edições avulsas de Valor Econômico e Correio Brazilienese. Ossos do ofício, digamos – mas, confesso, gosto de ler e ouvir opiniões múltiplas e divergentes. Ajudam a ter uma visão mais equilibrada e menos periférica do processo político.
Por mim, CartaCapital não fechará. Vou continuar assinando-a e participando das campanhas de sobrevivência que realiza. Quero manter o descarado do Mino Carta e sua corriola bebendo vinhos caros e me fazendo rir com textos escritos em português barroco e com pérolas do tipo [texto do cujo]: “Mantenho com Lula [ele se refere a Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine!] uma sólida amizade de quatro décadas e me orgulho de ter sido o primeiro jornalista – eu diria, parafraseando [ops!] o colega César Gama, ‘jornaTista’, ser híbrido de jornalista com petista – a lhe perceber o extraordinário carisma e QI elevado”. Haja babação… Eu gosto desse tipo de “opinião” isenta! Faz-me rir… muito! Diria que talvez seja saudade dos bons tempos de caixa cheio.
CartaCapital é um exemplo moribundo do que o aparelhamento de um meio de comunicação produz, mas é uma revista honesta, digamos assim. Jamais negou ser petralha. Jamais negou ser a “voz” da “senzala” contra o Capital [A Casa Grande], não obstante a vida de barão de Mino Carta.
Se Nine e a ex-GovernAnta encheram os cofres da publicação de grana, hoje, por ser contrária ao governo “golpista”, a teta secou. Faz parte…
Mino Carta, contudo, aposta no retorno do vigarista chefe da quadrilha petralha para tudo voltar como dantes, e diz sem pejo no seu comentário desta semana, choroso com a condenação judicial de Nine: “CartaCapital (…) apoiou Lula na eleição e na reeleição, e o apoiaria hoje, por ter sido, inclusive, o melhor presidente que o Brasil teve”. Eu acrescentaria: o melhor presidente que o Brasil teve, para o bolso dele via CartaCapital.
Eu quero rir…
#SantaPatifaria #Uia #Danação

DISCORDAR É PRECISO!
Tenho visto muita gente apostando numa condenação apressada com cadeia ao final do processo jurídico para Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine! –, como forma de afastar o canalha do páreo político em 2018. Isso, no meu pensar, requer os devidos cuidados, a fim de cortar o mal pela raiz.
A política tem um dinamismo por vezes estranho aos incautos e distraídos. “Quem pode decretar o meu fim é o povo”, disse Nine ontem, ao comentar a sentença do juiz Sérgio Moro. Noutras palavras: o chefe da quadrilha do Petrolão aposta na sofrência – falou até da morte da mulher – para sensibilizar o povo e, caso não seja ele próprio candidato, usar desse poder para eleger outro… poste! Ponto para Nine, que sabe fazer política como nenhuma outra vivalma deste país.
A questão jurídica redunda em torno da condenação pelo tal “triplex do Guarujá”, em São Paulo. Nove anos e seis meses para Nine. Afinal, o apartamento seria ou não dele? Para mim, não há dúvida: é de Nine, sim! Entretanto, meu juízo não carece de prova: eu acho que sim – é dele! – e acabou; ponto final. No caso da Justiça, vale o que escreveu nesta sexta-feira (14) o jornalista Reinaldo Azevedo [Folha de SP].
Disse ele, de modo claro e objetivo: “Acho, sim, que o apartamento era de Lula. Mas cabia ao MPF prová-lo. Produziu mais barulho do que prova. Moro fez o possível, e apelou até à argumentação impossível, para alimentar a mística da Lava Jato”. Recomendo a leitura do texto in totum.
Aqui, reafirmo: não tenho a mínima dúvida que esse vagabundo petralha já deveria ter sido preso faz tempos – aliás, desde o Mensalão, do qual era chefe e cultor! Porém, na contramão dos que querem o Brasil livre dos canalhas da política a qualquer preço se impõe a lei, que deve ser imperativa; e ponto final.
Dizer que defender uma condenação sem provas, mesmo contra um vigarista juramentado como Nine, serve pra “proteger outros canalhas useiros da política”, como o nefando Aécio Neves, é não ter noção do perigo do justiciamento.
Defendo o poder da Justiça, mas dentro das normas que nos protege a todos, sem distinção, de sanhas outras dos paladinos da moralidade que andam faturando alto com livros e palestras.
A Justiça para ser justa tem de se basear apenas e tão somente na lei; e ponto final.
#BrasilMostraSuaCara






O CHORO PETRALHA E OS INCAUTOS
O Brasil é o País da Piada Pronta, como diz o humorista José Simão! Parcela boa dos brasileiros – estou nela incluso – quer Mula Lava Jato do Acarajé na cadeia. Mas existe um detalhe indissociável ao ato de prendê-lo: a Lei Penal precisa ser cumprida, a bem da legalidade institucional.
Os petralhas estão chorosos, porquanto a Presidência da República, aquela maravilhosa “bocarra”, começa a lhes escapar das mãos. Semana passada, o chefe da quadrilha do Mensalão, José Dirceu de Oliveira e Silva, num caradurismo próprio de bandidos contumazes, disse sem rodeios: “Como vocês sabem, nós vamos retomar o governo do Brasil (…) O povo está conosco e nós vamos voltar”. Ai, ai… A condenação na Justiça parece ser um grave empecilho!
Por outro lado, os incautos da direita sem beira ou eira, perdidos no fogo cruzado das pesquisas de opinião onde Mula Lava Jato do Acarajé desponta no topo das preferências – “topado”, como se diz aqui no Nordeste –, concordam ser a prisão a única alternativa viável para impedir o vagabundo de concorrer [e, quem sabe, ganhar]. Mas existe um detalhe indissociável ao ato de prender qualquer pessoa, incluindo um bandido como ele: a Lei Penal precisa ser cumprida, conforme preconiza o Estado Democrático de Direito.
No caso do triplex, falta a tal da “materialidade”, a prova concreta a ligar o apedeuta ao imóvel. Sérgio Moro se baseou no disse me disse das delações e na “intuição” dos procuradores para aplicar nove anos e seis meses ao vigarista petralha. De quebra, o condenou a 19 anos longe de cargos públicos. Tudo muito lindo, mas inconsistente…
Sem dúvida, diante do reiterado mau comportamento do ex-presidente e do seu homérico histórico de patifarias, motivos outros há de sobra para mandá-lo para o xilindró, incluindo a famosa “obstrução da Justiça” e o enriquecimento ilícito. Tudo ao seu tempo. No caso em voga, aos “garotos de Curitiba” tem sobrado ligeireza, tenacidade e vontade de fazer, digamos assim, justiça! A falta a “robustez documental”, contudo, atrapalha.
O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região, responsável por reformar a sentença de Sérgio Moro, dirá por fim quem está com a razão, se a defesa de Mula Java Jato do Acarajé ou se quem o acusa. A Justiça funciona assim, para evitar abusos.
Por enquanto, aos brasileiros nascidos sob o signo do hilário, resta-nos rir de nós mesmos! Rir até da assertiva de Sérgio Moro de não mandar prender Mula Lava Jato do Acarajé pois isso causaria trauma à Nação. Me bata um abacate, seu juiz…
#SantaDanação #BrilMostraSuaCar



AS PIADAS DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Ai, ai… vamos nessa que está bom à Bessa! A turma do Ministério Público Federal age de modo, digamos assim, risível. Que Geddel Vieira Lima, cacique do PMDB, não seja flor que cheire, quem haverá de duvidar?
Aliás, o ex-ministro deveria ter sido preso quando tentou melar a ação do Ministério da Cultura contra um monstrengo em construção no Centro Histórico de Salvador, onde ele tem um apartamento. Motivos havia de sobra para o encarceramento. Perdeu-se o “time”.
Agora que inúmeras tentativas de depor a fórceps o presidente Temerário falharam fragorosamente – para espanto do mundo inteiro, ele segue firme e forte; e isso é bom para o Brasil, no meu entender –, surge a prisão de um aliado muito próximo! Outros amigos de Michel Temer estão na mira.
Parece estar em curso um sistema para garantir a Mula Lava Jato do Acarajé [e ao PT] vantagem no pleito de 2018. Como todos os políticos são “farinha do mesmo saco” e já estão na cadeia aqueles cuja ação pode atrapalhar o meio de campo dos interesses petralhas, por que não apostar no “Salvador da Pátria” e no partido mais limpinho do País?
O PT da Bahia também recebeu [e já deve ter agradecido, claro] um bom reforço com a detenção do gordinho conhecido como “Suíno” em algumas planilhas de delatores. Não à toa, a tal prisão enterrou de vez os planos do peemedebista de ser eleito para um cargo majoritário na Bahia em 2018 – e olha que por lá ele seria um concorrente de peso até ao governo! Ponto positivo para o PT…
Trocando em miúdos: muito estranha a prisão de Geddel Vieira Lima, especialmente com os argumentos jurídicos até agora expostos na mídia. Soa como piada falar em obstrução da Justiça, quando a investigação que o levou à prisão na segunda-feira (03) teve início um ano e meio atrás.
Contem outra! Essa danação já nos fez gargalhar..



AFINAL, DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
A imprensa de Sergipe tem dois problemas patológicos. O primeiro – e, certamente, o mais grave! – é a completa falta de miolo na cabeça de parte expressiva dos tais “formadores” de opinião. O segundo – não menos grave! – decorre da dependência [neste sentido, em sua maioria quase absoluta] das benesses de governos [estadual e prefeituras] e dos políticos.
Quem lê o calhamaço “1914/1918 – A História da Primeira Guerra Mundial”, do historiador inglês David Stevenson, encontra a definição do chamado “espírito de nação”. Em resumo: “Todos os jornais liderais e alguns unionistas [anti-governo] opunham-se à intervenção [guerra] (…) Porém, quando a Alemanha ameaçou a Bélgica e a França (…) o ‘Manchester Guardian’ [e os outros jornais], até então neutro, achou que agora, que a Inglaterra havia entrado no conflito, o que importava era vencer, mesmo que algum questionamento se fizesse necessário [p. 38]”.
Quando setores da imprensa de Sergipe, em conluio com os petralhas e outras chorosas e sedentas viúvas do poder, faz campanha aberta contra o presidente Temerário, trabalha contra os interesses do povo sergipano. Esses setores, aliás, por incapazes, não formulam para externar opinião, apenas reproduzem o que lhes chega através de quem os “estimula”, seja por interesses financeiros ou meramente os eleitorais. A ignorância junta-se ao desejo de sorver algumas migalhas.
Na verdade, os fatos comprovam, em um ano e um mês de governo, goste-se ou não do mandatário da República, Sergipe foi muito prestigiado, de uma forma como jamais fora, frise-se. Conforme informou o deputado federal André Moura semana passada, estão alocados – e parte disso já foi repassada para o governo de Jackson Barreto e prefeituras, incluindo a de Aracaju – mais de R$ 480 milhões, um pouco menos que o valor emprestado pelo governo sergipano desde 2012 via Proinveste, com resultados até o momento pífios em termos de realizações.
Entre o imenso volume de recursos estão os R$ 7 milhões liberados semana passada por André Moura para resgatar da inércia o Hospital Cirurgia, que finalmente poderá concluir a expansão do atendimento oncológico – um caos para quem é pobre e tem de viajar a Alagoas ou Bahia para receber tratamento – e implantar uma nova ala de UTI, com 20 leitos, o que significa um aumento de 20% no total de leitos de UTI hoje à disposição da população em todos os hospitais de Sergipe, para se ter uma noção de quanto estamos mal servidos no sistema estadual de saúde.
Portanto, quem torce para o presidente Temerário cair trabalha contra Sergipe – e nisso há também um misto de inveja e de preconceito contra o líder do governo no Congresso Nacional, afinal, todos os benefícios agora destinados ao Estado só foram possíveis porque André Moura hoje figura entre os homens fortes de Michel Temer, com poder comparável apenas ao de outro sergipano, o jornalista Lourival Fontes, junto a Getúlio Vargas [quem quiser saber mais que estude a história do seu País].
Resta, assim, a pergunta: de que lado você está? Setores da imprensa de Sergipe trabalham abertamente para depor o presidente. Quem compra jornal, prestigia sites e blogs e dá audiência aos programas matinais de rádio contrários a Michel Temer acaba colaborando com essa turba nesta guerra. A máxima do ‘Manchester Guardian’ em 1914 continua válida para nós hoje: importa a Sergipe vencer e se desenvolver.
Por que derrubar um governo que nos prestigia como nunca na história sergipana? E então, de que lado você está?

RODRIGO JANOT, UMA ANTA OU UM ESPERTALHÃO?
Vamos aos fatos, para análise do distinto público, pois o tema pode se alongar e quero ser o máximo objetivo possível:

1 – Político profissional, Aécio Neves certamente não é santo. Contudo, o texto do ministro do STF Marco Aurélio Mello autorizando nesta sexta-feira (30) ao senador retomar as atividades do mandato, com efeito imediato, bate de frente com as incursões “jurídicas” de Rodrigo Janot – e, por consequente, também com as do colega dele, ministro Edson Fachin.
Na decisão, Marco Aurélio Mello diz: “Não cabe ao STF, seja pelo plenário e, muito menos, por ordem monocrática, afastar um parlamentar do exercício do mandato”, pois tal medida “cria perigosíssima jurisprudência que afeta o equilíbrio e a independência dos Três Poderes”.
Ademais, ao justificar o enunciado acima, Sua Excelência foi categórico: “Os delitos supostamente praticados [por Aécio Neves] não estão entre os considerados como inafiançáveis [tortura, tráfico de entorpecentes, terrorismo e crimes hediondos, por exemplo], logo, não fosse suficiente a inexistência de flagrante – o senador não foi surpreendido cometendo crime –, não se teria como prendê-lo, considerada a previsão do artigo 53, § 2º, da Constituição Federal. Vale notar que o ato extremo poderia, pelo voto da maioria dos membros do Senado, ser afastado [anulado, portanto]”.
Em miúdos: errou o PGR e errou o ministro Edson Fachin.

2 – Os abusos de Rodrigo Janot contra o próprio Aécio Neves e contra o presidente Temerário teriam como razão de ser fatos desabonadores ao procurador-geral da República, cujo mandato se encerra em setembro: no caso do primeiro, para impedir o parlamentar de atuar no Congresso Nacional a fim de coibir certos abusos de autoridade, especialmente de juízes e promotores de Justiça; do segundo, como mera vingança pessoal por este ter-se negado a reconduzi-lo ao cargo.
Claro está o uso delinquente da PGR e da Operação Lava Jato, com Rodrigo Janot em ação desenfreada, determinada e inconsequente, porquanto o faz atropelando a lei e o bom senso, para depor a qualquer custo – político e econômico – o presidente Temerário, com a cumplicidade inusitada de parte do STF e de setores da imprensa, especialmente o Grupo Globo.
Pior, com a desculpa esfarrapada de “caçar” corruptos – o Brasil precisa fazer, sim, e todos devemos apoiar a limpeza para livrar-nos dos maus políticos, mas no estrito limite legal e do Estado Democrático de Direito –, Rodrigo Janot fez estranho conluio no qual, em troca de deleções contestáveis e gravações clandestinas contra Aécio Neves e o presidente Temerário, liberou de qualquer punição os maiores corruptores de todos os tempos na história brasileira – Joesley Fanfarrão e Wesley Safadão –, patrocinadores, aliás, da campanha vitoriosa do ministro Edson Fachin ao STF.
Em miúdos: usa o cargo para proveito político [próprio].

Assim dito, sobram duas questões: o senhor Rodrigo Janot age como tem feito por ser uma anta, portanto estaria inepto para o exercício do cargo; ou por ser um espertalhão, portanto, alguém inapto para a função de PGR? Ficam as perguntas…
#SantaDanação

QUEM SÃO OS MAIORES PICARETAS DO MUNDO?
A NewsWeek, revista semanal norte-americana, trouxe à tona, recentemente, mais uma picaretagem mundial liderada por chineses e já devidamente copiada pelos russos. São as chamadas Fazendas de “Likes”. Não ouviu falar? Pois elas existem, sim, senhor!
O chamado “cultivo de likes” tem sido, na verdade, um tipo de prática cada vez mais comum pelo mundo, e funciona em grande escala. Um monte de smartphones ficam conectados à internet 24 horas por dia, sete dias por semana e vão gerando curtidas e compartilhamentos aleatórios nas páginas e perfis das empresas e pessoas contratantes do serviço.
A fraude possível com essa técnica consiste em tentar enganar os sistemas de publicidade, cuja cobrança se dá a cada clique efetivado em determinado anúncio. Quanto mais um banner receber cliques, maior será o preço que o anunciante deverá pagar por ele. Captou?
No vídeo, uma dessas fazendas operadas na China!

DE FESTA À SAÚDE PÚBLICA, SÓ DÁ “SÃO” ANDRÉ MOURA
A classe política anda num descrédito danado, e não apenas por causa da Operação Lava Jato, responsável por desnudar as desvirtudes de muita gente até então considerada o suprassumo da decência. Há uma sensação geral – não sem razão, diga-se – do declínio do homem público, cada vez mais raro de se ver na persona do estadista, do político com olhar acima do comum.
Sergipe viveu tempos estranhos, para citar o comunista Eric Hobsbawm, nos quais as forças políticas passaram a digladiar-se permanentemente. Os interesses maiores foram legados a um segundo plano, em detrimento de questiúnculas eleitorais diuturnas. O PT de Mula Lava Jato e de Marcelo Déda – e parte da oposição, frise-se – foi o responsável por tamanho prejuízo.
Em 2016, quem não lembra, a campanha de Edvaldo Nogueira patrocinada por Jackson Barreto elegeu como vilão André Moura. O deputado, à época líder do governo na Câmara dos Deputados e hoje alçado à liderança governista no Congresso Nacional, foi tratado com requintes de crueldade. Agora, Sergipe inteiro o enxerga como a ponte para a salvação, incluindo os citados acima.
De verbas para festas [Areia Branca, Estância, Aracaju], passando por ações na saúde pública [Odontologia da UFS/Lagarto; hemodiálise em Estância], na retomada de obras paralisadas desde o século passado [BR-101, BR-235, Aeroporto de Aracaju] à entrega de mais de 2 mil casas populares [Tobias Barreto e Estância], só dá André Moura. A louvação ao deputado o tem alçado às alturas.
São André Moura, o santo milagreiro de Sergipe, mostrou-se um político acima da média. Fosse por muitos que o cercam, trataria os adversários – aqueles que o mimaram com requintes de crueldade, sobremodo – na mesma medida. O deputado pensa diferente. “Amo Sergipe e vou, sim, aproveitar minha posição privilegiada para trabalhar pelo nosso povo”, diz às escâncaras.
É bom saber que ainda haja políticos com espírito público, mesmo que se saiba que não há ponto sem nó bem apertado na política. André Moura, líder nato, certamente trabalha com o coração aberto e a alma livre de ressentimentos, mas é o preço que se paga quando se sonha alto, muito alto.



QUEM, AFINAL, INTERMEDEIA ESSA FUTRICA DA PESTE?
Ave cruz! Lembrei de “Desculpe o modo” [Chiko Queiroga e Antônio Rogério]. Para além da “licença poética”, sem erro, posto que até Padre Vieira em seus “Sermões” já tratava o verbo desculpar como transitivo direto. Se o fazia o grande escriba, quem sou eu para condenar o uso? No entanto, com o devido pedantismo gramatical, vou-me desculpar PELO modo como enxergo as “coisas” da política.

“Desculpe o modo, desculpe o modo,

Desculpe o modo de te dizer: eu não queria, eu não queria”

Afinal, de onde partem as futricas a balançar os egos do deputado [e presidente da Alese] Luciano Bispo e seu arquirrival, o prefeito serrano Valmir de Francisquinho? Quem as intermedeia? Ora bolas, a imprensa, quem mais? Ela mesmo provoca e ela própria se nutre desse “rescaldo”.
Parece bastante simples colocar dois políticos destacados para bater boca e, desta forma, gerar audiência no rádio ou nos canais de internet. Basta inflamar um pouquinho as desvirtudes de uns e outros, como no caso dos citados combatentes, e eles caem feito patinhos na rede [literalmente] – e a audiência da imprensa sobe mais um pouquinho, até porque a futrica parece exercer certa atração no público.
Certamente, sem qualquer dúvida, tanto Luciano Bispo quanto Valmir de Francisquinho devem ter agendas mais importantes do que rememorar motivos para derrotas e vitórias em contendas eleitorais de 2012 ou mais proximamente, em 2016. Qual ganho há nesses embates, sejam eleitorais ou quaisquer outros? Nenhum, nada! Eles apenas servem para preencher espaço na mídia e aumentar [um tiquinho] a audiência…
O debate político em Sergipe tem sido apequenado faz tempo e, para meu lamento, parte da responsabilidade pela falta do “choque de ideias” sobre temas realmente proativos e voltados aos interesses maiores dos sergipanos é da nossa imprensa, núcleo do qual faço parte. Fôssemos daqueles a intervir com assuntos de real relevância, certamente os “marias-vão-com-as-outras” da política teriam melhores pautas a confrontar.
Mas cada um só dá o que tem, não é mesmo?



GILMAR CARVALHO ENGOLE CORDA
No dia a dia do rádio ao vivo, especialmente no modelo implantado pelo meu caro amigo Reinaldo Moura quando fazia sucesso com o “Jogo Aberto” [Rádio Jornal AM 540], onde ouvintes podem emitir opinião e fazer queixas, corre-se o risco de ocorrerem, digamos assim, acidentes de percurso.
Vez por outra, trago momentos hilários de colegas cujos nomes são trocados pelo entrevistado ou ouvinte. O danado do George Magalhães sofre, rasga-se todo, quando lhe chamam de Gilmar Carvalho. Contudo, a bem da verdade, mesmo puto da vida, mantém a pose, tira por menos e segue em frente, não sem antes repetir o bordão “George, George, George”.
A mesma fleuma faltou ao amigo Gilmar Carvalho nesta manhã de segunda-feira 95), quando uma ouvinte de Laranjeiras o chamou de George Magalhães e o cabra simplesmente a tirou do ar, sem lhe permitir responder à pergunta feita por ele mesmo, para saber se ela estaria a sofrer perseguição de parte da prefeitura. Ou seja, engoliu corda…
Errado não está o(a) ouvinte – menos ainda Gilmar Carvalho! Errado é o modelo vigente, criado 50 anos atrás, num marco histórico para a época, mas em vigor até, como se nada de novo tenha ocorrido no rádio mundial e brasileiro, o que faz do rádio sergipano um dos mais atrasados do planeta.
Ouça o áudio aqui: https://goo.gl/NhVbE4.
#SantaPatifaria #GilsinhoLindo

LUCIANO PIMENTAL FALA EM “OPOSIÇÕES” UNIDAS
“O senhor defende o nome do senador [Antônio Carlos] Valadares para ser o candidato da oposição a governador [de Sergipe}?”, questionou o colega Fábio Henrique [“Balanço Geral Sergipe”, TV Atalaia] numa entrevista com o deputado estadual pelo PSB Luciano Pimentel, na manhã desta segunda-feira (05).
Na resposta, além de reafirmar os predicados do senador, Luciano Pimental disse não pregar “em nenhum momento, a dissolução desse grupo de oposições” – sim, ele disse “oposições”, no plural, ou seja, ele enxerga vários grupos e não apenas um único grupo, no que está corretíssimo.
O socialista disse ainda reconhecer “a força do senador Eduardo Amorim e do deputado [federal, líder do governo no Congresso Nacional] André Moura”, no entanto, explicou ele, “nesse leque de opções, nós – o PSB, frise – temos um grande nome, que é o do senador [Antônio Carlos] Valadares.
O deputado também avaliou a aproximação de André Moura do governador Jackson Barreto…
Veja trecho da entrevista…

É SÉRIO, GENTE! JUIZ GANHA MAL
Pois é, o humorista Gregório Duvivier – e friso aqui, sempre o achei meio sem graça – fez troça séria e acabou me fazendo rir às escâncaras de mim e de nós, “brasileiros do povo”, com declaração sobre o salário de uma parcela da nobreza do Brasil. A questão dos salários e privilégios superlativos de membros do Poder Judiciário e do Ministério Público deve ser enfrentada. Essa turma integra uma casta superior, são a nossa “elite”.
Gregório Duvivier diz acreditar não ser querido pela classe [juízes e promotores]. Creio que também não ficarão satisfeitos comigo, ora bolas! Faz parte…
A verdade nua e crua é que, de acordo com o Jornal Folha de S. Paulo de 29/04, “cerca de 70% dos juízes que constam da folha de pagamento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) de março deste ano receberam vencimentos acima do teto constitucional do funcionalismo público, estipulado em R$ 33,7 mil [um exemplo apenas do que ocorre o resto do Brasil]. O levantamento apontou casos de pagamentos líquidos de mais de R$ 90 mil”.
Não é piada, como se pode ver no bem-humorado comentário de Gregório Duvivier. Veja o vídeo e vamos começar a semana bem, rindo de nós mesmo, os manés…

“OPERAÇÃO PATIFARIA”
Chama-se “complexo de vira-lata” o fato de não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima dos brasileiros. Faz sentido…
O conceito “científico” foi urdido pelo dramaturgo, escritor e jornalista Nelson Rodrigues, também um grande piadista e amoralista. Vez por outra, ele ressurge para invocar a inferioridade voluntária do brasileiro ante o resto do mundo. Como disse certa feita um colega, “O brasileiro é um Narciso às avessas. Cospe na própria imagem”. Faz muito sentido…
Lembram a tal “Operação Controlada” da PF, na qual uma série de inovações tecnológicas foram utilizadas pela Polícia Judiciária para angariar provas à delação muitissimamente premiada dos Irmãos Caipiras? Pois bem, era tudo, na verdade, uma “Operação Tabajara”!
A tal mala dos R$ 500 mil não tinha chip porra nenhuma – foi uma patifaria inventada pela polícia pra forçar a barra; os grampos feitos em telefones de autoridades e afins não faziam parte da dita operação, e sim da Lava Jato [por isso, Edson Fachin deu as cartas]; e até o gravador usado por Joesley Safadão para flagrar o presidente temerário – no meu ouvir, sem sucesso – era xumbrega, um pendrive xingling!
O Brasil da sacanagem mostra a sua cara...



UM GIGANTE NANICO
A aparente contradição dos termos acima pode suscitar o famoso “trocadalho” – com perdão pelo cacófato! No entanto, resume bem o ambiente de desvirtudes expostas no qual vivemos os brasileiros. A política sofreu um nocaute grande, com a divulgada generalização da bandalheira. Estamos no modo “salve-se quem puder”. A dupla caipira [e bilionária, graças ao nosso dindim] Joesley e Wesley Batista já está refastelada num confortável bote salva-vidas, regado ao melhor que o capitalismo norte-americano pode oferecer. Gente de sorte. Muita sorte…
Enquanto isso, no Gigante Adormecido, nós pagamos a homérica farra dos poderosos: nós, os bestas, os otários – a plebe rude e ignara, pobre de dinheiro e de esperança. E ainda rimos, achamos engraçado ver um senador nanico, de um partido idem, com voz de falsete e gestual de macho tipo UFC, agigantar-se sobre uma mesa numa comissão do Senado da República, partindo para o tudo ou nada, para as vias de fato! Engraçado é, não fosse também extremamente trágico.
A esquerda latino-americana, provado está, especializou-se em arruças e roubalheiras, até então focadas apenas em sindicatos. Ao acender ao topo da cadeira “alimentar” da política em várias nações em via de desenvolvimento, a turba de “la sinistra” – como dito em Roma – praticou a bandalheira econômica e surrupiou o quanto pode o Erário. É essa gandaia que agora grita em falsete, máscula, chamando para a briga. Arruaceiros de primeira, de segunda e de terceira…
A foto [aqui reproduzida] na capa da Folha de São Paulo desta quarta-feira (24) diz tudo! É o retrato máximo de um Brasil mínimo…


PATIFARIA DE PROCURADORES DA REPÚBLICA
A provar que vivemos sob uma indisfarçada “Ditadura do Ministério Público” – assim, com maiúsculas –, o que em si pode ser considerada uma tremenda vigarice apenas por acusar grave abuso de prerrogativa de função pública, vê-se o que O Globo faz saber em seu site acerca da patifaria promovida por essa gente contra o jornalista Reinaldo Azevedo.
Para quem ainda ignora a danação, o colega anunciou nesta terça-feira que deixou a revista “Veja” após a divulgação de uma conversa telefônica na qual ele discute as denúncias na Lava Jato contra o canalha do Aécio Neves com a irmã do cujo, a também jornalista Andréa Neves, ora encarcerada sob acusação de corrupção ativa. No diálogo, Reinaldo Azevedo critica reportagem da própria publicação sobre uma suposta conta do tucano em Nova York, [ainda] não comprovada.
Com escritório especializado em temas ligados à liberdade de expressão, o advogado Alexandre Fidalgo disse aO Globo acreditar que a crítica de Reinaldo Azevedo a alguns comportamentos do Ministério Público Federal (MPF) pode ter motivado “uma espécie de vingança” por parte de quem divulgou suas conversas. Sendo verdade, cabe severíssima reprimenda àquele que tratou de executar a “vingança” e, logicamente, ao mandante.
Disse o jurista ao site do diário: “O sigilo de uma fonte do jornalista é princípio básico da liberdade de expressão. O jornalista, sem fonte, não exerce sua profissão. Uma democracia não é plena se ela não garantir a este profissional sigilo absoluto de suas conversas”. Será que é preciso desenhar isso para a turma da PGR?
Alexandre Fidalgo lembra que, para um jornalista, “é fundamental ter boas fontes”; e completa: “As boas fontes estão no centro da informação. A conversa [entre Reinaldo Azevedo e a irmã do fanfarrão mineiro tirado a esperto] é absolutamente natural no Estado Democrático de Direito”. Ou seja, alguém do MPF pisou feio – muito feio! – na bola. Espera-se que, ao menos, haja alguma “explicação oficial” para tamanha patifaria.
---
Leia mais: https://goo.gl/tBtq52.



QUERIAM O QUÊ? MAMATA?
Pois é, enquanto os brasileiros normais curtíamos o feriadão do 1º de maio na segunda-feira, o presidente Michel Temer se reunia com onze ministros e líderes partidários no Palácio da Alvorada para, logo à noite, informar a decisão de agilizar uma primeira leva de exonerações daqueles que se opuseram à reforma trabalhista no Congresso Nacional, publicada no Diário da União nesta terça-feira (2).
Na reportagem do Jornal da Dez (GloboNews, 02/05) que reproduzo aqui, o líder do governo no Congresso, deputado André Moura, deu o tom da bordoada oficial: “Você não pode ter só o bônus, participar do governo, e não ter o ônus”. O deputado Valadares Filho, questionado se teria ficado magoado pelo fato de ter perdido duas indicações – no DNOCS e no IPHAN –, disse esperar outro tratamento: “Da forma que foi feita (a exoneração), sem nenhum comunicado do governo a nós parlamentares, não acredito que seja a melhor tática e a melhor forma de relação”.
A medida para enquadrar a bancada supostamente governista, que ocorreu às vésperas da votação da proposta da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados, com previsão de votação do relatório nesta quarta-feira (3), tem como função cobrar fidelidade: ou vota a favor das reformas ou perde espaço. É do jogo, gente!
Agora, convenhamos, o que esses danados queriam? Mamata? Ter cargos no governo e ficar no bem-bom, contudo, posar de bons moços junto ao eleitor, sem arcar com as dores de uma votação aos olhos públicos infame? Coisa que, para mim, não é real, diga-se! Ora, me batam um abacate com mel e raspas de limão galego...