REGULE-SE [TAMBÉM] O FEDOR DA BUFA
Enquanto o mundo civilizado discute os rumos do trabalho num futuro cada vez mais tecnológico, energias renováveis ou as tresloucadas incursões do ditador norte-coreano no mundo atômico, no Brasil o assunto da hora é a “cura” de viados. Seria cômico – e em certo sentido é –, não fosse pela purpurínica perda de tempo.
O debate de cabeças-ocas da esquerda e da direita sobre esse cabrunco chamado “cura gay” poderia se encerrar em duas assertivas, e ponto final. Primeiro: para menores de 18 anos, trata-se de uma excrescência e as famílias devem ter muito cuidado para evitar expor crianças e adolescentes ao profundo constrangimento de ser “tratado” de uma não-doença – perdão, é doença, sim: doença mental; mas na cabeça de quem acha a homossexualidade uma doença.
Segundo: se um marmanjo ou marmanja resolve por si mesmo(a) procurar um “médico” para ser “curado(a)” da comichão pelo mesmo sexo e tem alguém – certamente um charlatão ou “chalatoa” – disposto a fazê-lo, que peste tenho eu e você a ver com isso? Cada doido com sua mania. Aliás, o pior tipo de doido é o incutido: ou seja, o que se acha muito doido… É uma decisão de foro íntimo, e acabou.
Do jeito que a coisa anda no Brasil, daqui a pouco vão querer regular até a intensidade do odor da bufa. Quem sabe, vão inventar inclusive o “bufômetro”, para aferir e punir na forma da lei, com a vigilância severa do Ministério Público e da Justiça, quem ousar peidar em público e deixar alguma “marca” nefanda no ar. Como no Brasil tudo, absolutamente tudo é possível, que se regule [também e imediatamente] o fedor do flato…
#Uia #SantaPatifaria #TheKingOfDogs


BELIVALDO CHAGAS SÓ ESQUECE UM IMPORTANTE DETALHE: ELES [OS GOVERNISTAS] QUEBRARAM SERGIPE!
Providencial a entrevista [linque abaixo] do vice-governador sergipano Belivaldo Chagas ao analista político Jozailto Lima [Portal JL Política], em termos de se conhecer a “alma” eleitoral do futuro candidato à sucessão de Jackson Barreto, em 2018.
Primeiro, ele confirma a candidatura e sapeca uma convicção: “As pessoas confiam em mim, e a minha candidatura será uma novidade”. Inda sapeca outra: não enxerga fadiga dos sergipanos em torno do projeto do grupo governista – se for eleito, Belivaldo Chagas será o quarto governador seguido da mesma arrumação política desde 2006, após Marcelo Déda e Jackson Barreto.
Tamanha convicção debulha-se na assertiva voluntariosa de “ser um cara sincero, um cara correto, totalmente aberto ao diálogo – ninguém tem dificuldade para ter acesso a mim. E isso na política é um fator importante”. Mas, seria isso suficiente para enfrentar uma campanha e vencê-la? “Não digo o suficiente, mas o importante. Porque as lideranças políticas sempre se sentem carentes de atenção. É preciso ouvir. É preciso sentar, dialogar, discutir […] Ainda que não se resolva, mas você não vai ter aquela angústia de não conseguir chegar lá.”
Oquei, um cara legal e acessível aos políticos. E quanto aos “russos” – esse tal de “povo”, o danado do eleitor? Já combinou com eles, os viventes nos grotões de Sergipe? “Com muita sinceridade, acredito que no campo político eu estou muito bem. Me dou bem e me entroso bem com as pessoas. Agora, no que diz respeito a esses grotões, é preciso que a gente apareça mais. Mas isso não é uma preocupação, porque haverá tempo suficiente, se for essa a decisão, para que a gente chegue aos grotões.” Como chegará lá, posto que, hoje, pouca gente o conhece? Ora bolas, “levado pelas lideranças que compõem nosso agrupamento”.
Daí, se tudo acima posto der certo, como se livrar da pecha – muito danada, aliás – de representar um grupo político medonho, responsável por quebrar Sergipe quase pela cepa, conforme consta no “Anuário Socioeconômico de Sergipe 2017” preparado por professores da UFS com um retrato nada lisonjeiro da soberba incompetência dos governos do PT (2007/2013) e do PMDB (2014/2017)? Sem falsa modéstia, Belivaldo Chagas assegura: “Acho que ano que vem começa a melhorar, mas de forma bem lenta. Ninguém pense que em três ou quatro anos a gente vai ter o que tinha antes.”
Passando a régua: não tenho dúvida do aconchego de Belivaldo Chagas aos políticos, aos quais o consideram como “correto”. Também não duvido da força da máquina governista para alcançar os “russos” e, quem sabe, “convencê-los” com a mesma arma usada na disputa de 2016 em Aracaju: o doce papel-moeda! Meu ceticismo advém justamente da tal “fadiga”: o candidato se esquece de pertencer a um governo malquerido pelo povo e, ademais, sem as condições financeiras para cumprir minimamente com os compromissos, que o digam os servidores públicos!
Enfim, Belivaldo Chagas pode ser até uma alma boa [e é] – e delas, o Inferno está lotado –, porém, o futuro substituto de Jackson Barreto, quando este desincompatibilizar-se para concorrer ao Senado no próximo ano, receberá um imenso abacaxi. O ilustre e simpático “líder” terá de lidar com a quebradeira das contas e a insatisfação geral. Sem esquecer que precisará trabalhar duro para se fazer conhecido.

#SantaDanação #SergipeMostraSuaCara

http://jlpolitica.com.br/entrevista/belivaldo-chagas-nosso-grupo-nao-sofre-de-fadiga


ROGÉRIA FARÁ FALTA
Na segunda-feira (04), aos 74 anos, o Brasil perdeu Rogéria, um dos seus mais polêmicos e emblemáticos artistas nacionais, um ícone do mundo gay!
A primeira vez que vi Astolfo Barroso Pinto na TV, eu era um menino pequeno diante de um aparelho ainda preto e branco, assistindo ao programa de Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Vivíamos em plena ditadura militar e a censura vigorava nos meios de comunicação, mas Rogéria estava acima disso. “Ser mulher é muito fácil para quem já é. Mas pra quem nasce para ser João, é um sacrifício a transformação”, dizia.
Na primeira vez em que estive pessoalmente com Astolfo Barroso Pinto – parece nome de quem nasce predestinado à contradizer-se, não? – foi numa de suas passagens por Aracaju, para um show no Teatro Atheneu. Creio que era 1988 ou 1989, não lembro ao certo. Entrevistei Rogéria e, numa conversa nos bastidores do Jornal da TV [TV Jornal, canal 13], quis saber como lidava com o preconceito.
Espirituosa e muito falante, não se fez de rogada: “Quase todo artista sofre preconceito, isso porque muita gente acha que somos vagabundos, que estamos sempre entregues às orgias e às drogas. Às vezes, nem mesmo os parentes e amigos levam a sério o nosso trabalho. Comigo sempre foi pior porque vivo ‘montada’ 24 por dias. Não tiro a fantasia nem para dormir, meu filho”. Rimos…
Rogéria era um travesti “natural” – nunca fez cirurgia para mudar o sexo ou injetou silicone para alterar o corpo. Aliás, na contramão dessa estrovenga chamada “politicamente correto”, a artista era conhecida por sair no braço com os colegas homofóbicos e jamais levantou a bandeira da causa LGBT. “Engajada? Eu lá preciso ser engajada, meu filho? Eu sou o engajamento em pessoa! Se as outras travestis estão aí, agradeçam a mim, que sou uma bandeira”, disse ela a O Globo no ano passado, quando lançava sua biografia “Rogéria – Uma mulher e mais um pouco”.
Subiu aos Cosmos a estrela das vedetes travestis, que se destacou nas boates de Copacabana e em apresentações consideradas lendárias no Teatro Rival. Rogéria deixará saudades sobretudo porque era uma artista autêntico – ao seu modo, tempo e convicções! Filmou com grandes cineastas e conquistou popularidade no rádio e na TV, participando nos quais apresentou o universo do transformismo a um público mais amplo, tornando-se a “travesti da família brasileira”, título cunhado por ela mesma. Mas preferia o brilho do palco. Era lá que pintava e bordava.
Nestes tempos bicudos, quando uma simples piada pira a cabeça dos militontos, causando um verdadeiro alvoroço e acusações de intolerância e homofobia, Rogéria fará falta, pois pilheriava consigo mesma, “cazamiga” e com quem ela olhasse na plateia e pegasse “para Cristo”. Todos ríamos porque a vida foi feita para rirmos: de nós e dos outros. E para os engajados, como diz um outro grande artista, o danado do Ney Matogrosso, fica a dica: “Gay o caralho! Eu sou um ser humano”.
Um grande e eterno viva ao genial artista e ser humano maravilhoso Rogéria. Que viva nas estrelas como brilhou aqui…



PETISTAS SE CONHECEM, MAS FICO COM FRANCISCO GUALBERTO
Na falta de algo mais importante a noticiar, o vetusto Jornal da Cidade traz na edição desta quinta-feira (24) manchete pavorosa para o sindicalismo de resultados do PT: “Sintese (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe) é a ‘escolinha do mal’, afirma [Francisco] Gualberto”.
Ontem, o clima ficou tenso na Alese. Os deputados Ana Lúcia Menezes, ex-presidente do Sintese, e o líder governista na Casa, Francisco Gualberto, ambos do PT, bateram boca. Inicialmente, acerca do projeto de iniciativa do Governo de Sergipe com mudanças no sistema previdenciário estadual. Depois, para revidar provocações feitas de parte a parte.
Tudo começou quando Francisco Gualberto discursava na tribuna e, das galerias, membros do Sintese o provocaram com questionamentos quanto ao papel do parlamentar e líder. Ele não gostou e, como bom petista, deu-se por “agredido” nos brios e saiu-se com a tal “escolinha do mal”.
Ana Lúcia Menezes, no afã de defender o sindicato, mexeu numa ferida antiga de Francisco Gualberto. Relembrou haver o deputado agido “pelo instinto” contra trabalhadores, quando anos atrás pôs para correr, com um facão em punho, o sindicalista Nivaldo Fernandes. Ela também criticou os discursos do governador Jackson Barreto e do deputado Zezinho Guimarães, atribuindo ao Sintese ter “enterrado Marcelo Déda, antecipadamente”.
Francisco Gualberto deixou de lado o projeto governista e focou-se no discurso da colega. “Ouvi uma pessoa que, por infelicidade, disse que eu deveria morrer como Marcelo Déda morreu! Quem está fazendo apologia à violência aqui? […] Não tenho temperamento de barata […] Podem gritar, espernear, arremessar ovo, pode tudo! Agora, no que eu puder reagir para defender minha integridade, eu vou fazer. Não vou me amedrontar! Eu não tenho medo desse setor”.
Tem gente assim, do tipo que não leva desaforo para casa e busca resolver impasses ao seu modo. Posso não concordar com o estilo, digamos, brucutu do deputado petista, mas ele bem conhece a gandaia sindical. Por outro lado, o Sintese fez muito mal à educação pública de Sergipe e jamais se preocupou verdadeiramente em garantir mais qualidade ao ensino ministrado nas escolas estaduais.
“Vou endurecer sem perder a ternura”, argumentou Francisco Gualberto, citando o vagabundo do Che Guevara. “Pode falar de facão ou de foice. Vou defender a minha existência, sempre”, emendou o deputado. De minha parte, podem dizer o que quiserem dizer. Estou com Francisco Gualberto
#Uia #SantaPatifaria



JACKSON BARRETO ATACA, DE NOVO
Conspirações! Adoro… Ao ser anunciada a visita a Sergipe do vigarista-chefe da facção criminosa do Partido dos Trabalhadores – sim, há no PT gente honesta e até bem-intencionada; raros, mas há –, a cambada pró Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine! – tratou de espalhar um recado: o governador sergipano não era bem-vindo ao palanque petralha e, caso Jackson Barreto tivesse a cara de pau de aparecer com sua voz [cada vez mais] rouca, corria o risco de ser “ovacionado”.
A nova mania petralha é atirar ovos nos adversários. Coisa de gente mundana e com falta do que fazer. Mas, pensam vocês que Jackson Barreto se intimidou com as ameaças da turba vadia? Eis pois: montado num aparato de segurança gigante, com policiais civis e militares garantindo-lhe o livre direito de ir e vir, nosso amado e querido governador não só subiu nos palanques de Nine em Estância e em Glória, como, ao seu estilo, ainda sarrou com quem o vaiava.
No vídeo abaixo, é possível ouvir Jackson Barreto dizer com todas as letras: “Obrigado companheiros do Sintese. Obrigado companheiros do MST. Minhas homenagens a vocês pela luta, pelo trabalho… E dizer ao Sintese: eu sei que vocês não gostam de mim, mas vocês também sepultaram o governador Marcelo Déda, que não merecia o que vocês fizeram. Muito obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado!”
Por essas e outras, admiro o danado do Jackson Barreto. Botou a gandaia petralha no devido lugar...

A DECADÊNCIA DE MULA ESMAGA UM PT INCOMPETENTE
Culpar o PT pelas mazelas do Brasil virou lugar-comum. No entanto, convenha-se, trata-se de meia verdade: o PT tem um dono, mestre e senhor absoluto, Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine! –, através do qual a “organização criminosa” recebe ordens e exerce a função de “massa de manobra”. Naturalmente, a cambada petralha não está isenta do mal legado ao País. Muitos enriqueceram roubando dinheiro público de empresas estatais através da propina recebida dos apaniguados do BNDES.
Sergipe é um exemplo bem-acabado das mazelas produzidas sempre que o PT se dispõe a governar – desgovernar seria um verbo mais fidedigno! Conforme consta no “Anuário Socioeconômico de Sergipe / 2017”, catatau com 723 páginas [disponível no link abaixo] preparado por professores da UFS, a soberba incompetência dos governos do PT (2007/2013) e do PMDB (2014/2017) fez Sergipe chegar em 2017 sem conseguir reverter a perda de espaço na economia nacional, com elevada taxa de desemprego [16,1%, atualizado em maio] e PIB per capita estimado em R$ 18,1 mil, bem abaixo da média brasileira [R$ 30,4 mil].
Em resumo: o grupo político de Nine em Sergipe quebrou o Estado, que hoje ostenta o título nada honroso de “mais violento do Brasil”, com 57,3 mortes intencionais a cada grupo de 100 mil habitantes, mais até do que o verificado em zonas de guerra, como na atual Síria. Pior, a violência urbana atinge especialmente os jovens do sexo masculino e de epiderme negra ou parda, reflexo, sem dúvida, da piora no IDH-renda e da estagnação no IDH-educação, quesitos aos quais a dupla PT/PMDB simplesmente relegou ao desprezo, preferindo apelar a empréstimos vultosos [mais de R$ 4,8 bilhões] para manter a máquina e os apadrinhados do poder, em detrimento de trabalhar (sic) em busca do crescimento sustentável.
Por tudo que fez para levar o Brasil ao buraco onde está – pelas próprias mãos ou através do poste Dilma Rousseff, a Ex-GovernAnta defenestrada do poder pelas pedaladas fiscais e por ter transformado o esquema do Mensalão no internacionalmente conhecido como “maior esquema de corrupção da história mundial”, o Petrolão –, Nine deveria ficar quietinho em casa! Em vez disso, o patife resolveu viajar pelo Brasil em busca de um mandato para proteger a si mesmo da cadeia e ainda nutrir a “massa de manobra” petralha com alguma esperança de retorno ao poder.
Resta saber até que ponto o brasileiro estará disposto a ir para garantir a essa vagabundagem uma nova chance de assaltar o poder e, quem sabe – pois este é o plano final –, transformar o Brasil numa grande Venezuela, sonho de consumo de Nine e de sua gangue de desordeiros e larápios. Fica o alerta…
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“Anuário Socioeconômico de Sergipe / 2017”: https://goo.gl/vYnvfu.






O UMBIGO DE AÉCIO NEVES É MAIS EMBAIXO
Ok… diz a PF que fuçou aqui, ali e acolá e, pela graça do Divino Espírito Santo e dos Orixás de Ouro Preto e Tiradentes, nada encontrou – que sorte! – para confirmar o pagamento de propina ao senador Aécio Neves no caso de Furnas, quando o danado era governador de Minas Gerais.
Isso, contudo, não significa que a propina não existiu!
Eu creio piamente na existência dela, sim senhor. Rolou, está cara!
Nenhuma prova cabal ter sido encontrada conclui apenas que a patifaria não deixou rastro ou eles foram apagados, apenas isso…
Em resumo: os canalhas tucanos, ao contrário dos vigaristas petralhas e da turma ligeira do presidente Temerário, aprontam mas deixam limpinho! É isso…
#Uia #BrasilMostraSuaCara #TheKingOfDogs

VAI JOGAR OVO NA MÃE…
Sabe de uma, confesso: sempre achei o prefeito de São Paulo, João Doria, um engomadinho falastrão, incensado pela tropa elitista da imprensa paulistana e por enfadonhos da direita gourmet. Mas, como só os loucos jamais mudam de opinião, transgredi o conceito e devo isso à cambada petralha.
Em visita a Salvador nesta segunda-feira (07) para receber o título de cidadão soteropolitano, João Doria virou alvo de vagabundos, que lhe atiraram ovos. Em publicação no Facebook, ele criticou o protesto de “poucos manifestantes de esquerda agressivos’. Segundo Doria, além de jogarem ovos, eles também falaram palavrões. O prefeito recomendou aos vigaristas irem para a Venezuela atirar ovo lá. Já vão tarde…
Como são incivilizados os discípulos de Hugo Cadeados, Nicolás Podre e do chefão da quadrilha do Mensalão e do Petrolão, Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine!
Se até hoje cedo João Dória não tinha de mim mínima simpatia e, menos ainda, meu apreço político, ao tomar conhecimento dessa patifaria, o cabra ganhou um simpatizante de sua causa. Se incomoda aos petralhas, faz bem ao Brasil. Se eles não o querem limpinho e engomado, é porque atrapalha e se os irrita, irei me perfilar a ele no propósito de derrotar essa turba torpe.
Ao contrário de João Dória, todo educadinho (veja vídeo), digo sem pejo: vai jogar ovo na mãe, cambada de filadaputa!
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Veja vídeo do momento em que João Doria é agredido: https://tv.uol/16Kwq.

GILMAR MENDES E RINALDO SALVINO
Com a brevidade exigida desses tempos, vamos ao que interessa: André Moura foi, mais uma vez, vítima da caneta ligeira do juiz de Japaratuba/Pirambu, Rinaldo Salvino. O líder do Governo no Congresso Nacional foi condenado nesta quarta-feira (1º) a pagar multa e à perda dos direitos políticos por oito anos em razão de um suposto dano de R$ 1,4 milhão ao patrimônio público, quando nem era mais prefeito e, pior, sem ser citado ou ouvido no processo, conforme informação da assessoria do deputado.
Na imprensa de Sergipe, o único com coragem para “estranhar” a decisão do magistrado às vésperas do “Dia D” do presidente Temerário foi o jornalista Habacuque Villacorte*. Para o colega, “o que chama a atenção não é a decisão contrária a André Moura, mas sim o momento em que ela vem à tona”. Aliás, santa coincidência, em 26 de junho, o procurador-geral da República Rodrigo Janot apresentou ao STF denúncia criminal contra Michel Temer. Um dia após, André Moura foi condenado pelo juiz Rinaldo Salvino a suspensão de direitos políticos por três anos e multa por “improbidade administrativa”.
Naturalmente, caberá à Justiça em Sergipe – e, caso necessário, em Brasília posteriormente – avaliar as circunstâncias da sentença, questionada de modo rigoroso pelos advogados de André Moura: “O deputado se sente plenamente injustiçado pela condenação num processo onde não foi efetivamente citado e que lhe foi negado o direito constitucional à defesa”. Acusações sérias contra um juiz com vocação indiscutível para aparecer e, ao que parece, determinado a promover a qualquer custo, mesmo ao arrepio da lei [que deveria zelar], uma cassada contra um inimigo poderoso.

Gilmar Mendes – O ministro do STF tem se notabilizado pela falta de papas na língua. É dos meus: #ProntoFalei. Destemido e disposto a enfrentar o que considera “excesso de poder ao MPF para firmar acordos de delações” e as “loucuras**” de Rodrigo Janot, Gilmar Mendes disse ontem ser preciso que a Procuradoria-Geral da República volte a “um mínimo de decência, sobriedade e normalidade”. O descaramento do procurador-geral da República precisa ser denunciado, e o ministro o faz sem pejo.
Rodrigo Janot tem abusado – aliás, é um sujeito abusivamente abusado [com perdão da aliteração]. Para o magistrado, “os atores jurídicos políticos precisam ler a Constituição […] tem tanta coisa para ser questionada, é tanta bagunça. Até brinquei que a ‘doutrina de Curitiba’ e a ‘doutrina Janot’ nada têm a ver com o Direito. É uma loucura completa que se estabeleceu”. Ele também criticou o novo pedido de prisão do PGR contra Aécio Neves: “Prisão de parlamentar só pode ocorrer em flagrante delito”.
Temos, então, dois juízes – Gilmar Mendes e Rinaldo Salvino –, cada um com seu modo de pensar o Direito, as regras constitucionais, os ditames dos códigos legais, enfim, as leis! São exemplos da disparidade na forma e no conteúdo da Justiça, afinal, estamos no Brasil, o País do Carnaval
#SantaPatifaria #BrasilMostraSuaCara #TheKingOfDogs
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(*) – Leia o comentário de Habacuque Villacorte https://goo.gl/RPCAQt.
(**) – Reprodução abaixo de matéria publicada pela Folha de S. Paulo hoje.



SANTA INSENSIBILIDADE – OU SERIA IRRESPONSABILIDADE?
Os brasileiros todos deveriam ler com bastante atenção o editorial desta quinta-feira (27) d’O Estadão. Resume extraordinariamente o lado danoso do Ministério Público, através do corporativismo e da insensibilidade – e eu acrescentaria, da irresponsabilidade com o País.
Baseados na premissa da “farinha pouca, meu pirão primeiro”, promotores de Justiça pleiteiam reajuste salarial de 16,38% sobre os proventos, cujo salário bruto inicial começa em R$ 28 mil.
Como diz o editorial, “fica difícil acreditar que esse tipo de mentalidade, tão interessado no próprio bolso e tão indiferente à situação do País e dos brasileiros, seja capaz de promover a apregoada renovação moral e institucional. É mais crível que a recolocação do País nos trilhos, também na esfera moral, venha a ocorrer pela via oposta, com a diminuição de corporativismos e a redução dos privilégios”.
O Brasil tem castas! Aqui, altos servidores públicos fazem lobby aberto nas Casas Legislativas em Brasília para manterem-se amplamente privilegiados, isso desde a formatação da “Constituição Cidadã” de 1988. Que ninguém se engane, a guerra contra a reforma da Previdência advém também dessas castas, a exemplo do MP. Na mesma toada, a perseguição ao presidente Temerário, creiam, tem vários panos de fundo! A questão é: até quando o povo suportará calado o peso desses “vestais”?
Num momento no qual as despesas do Estado Brasileiro estão muito acima das receitas recolhidas de todos nós e é necessário, com urgência e de forma continuada, cortar gastos, as pretensões salariais dos membros do MP são pateticamente imorais, para dizer o mínimo! A situação é drástica e exige de todos uma cota de sacrifício. Mas quem dirá isso aos privilegiados do Brasil

#SantaPatifaria #BrasilMostraSuaCara