PORTAR ARMA DE FOGO EM SERGIPE NÃO É CRIME
Para a Justiça de Sergipe, marginal com arma em punho não comete um crime. Aliás, a ilegalidade serve apenas para intimidar o cidadão honesto e trabalhador. A prova de tamanho descalabro está na prisão pela Polícia Civil nesta sexta-feira (17) do marginal Getúlio Inácio dos Santos (37 anos), detido em flagrante em posse de um revólver calibre 38 com cinco munições.
Trata-se do elemento que, junto com um comparsa de nome Eliandro da Silva, executou no interior do Hospital Regional de Itabaiana, na madrugada de 04 de julho deste ano, dois outros marginais, um dos quais, Gladeston Wanderson de Jesus Santos (20 anos), se recuperava de um tiro no tórax, sendo acompanhado pelo colega Franklin Teixeira de Jesus (21 anos).
Os executores se passaram por policiais civis, invadiram a casa de saúde e tocaram o horror em meio a servidores, pacientes e acompanhantes atônitos. Do lado de fora, para dar fuga aos assassinos, estava o mandante, identificado como Givaldo Cunha de Jesus. Esse vagabundo tem nada mais, nada menos do que cinco prisões em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.
Não se preocupe, você leu corretamente: Givaldo Cunha de Jesus tem na ficha policial cinco prisões por porte ilegal de arma e, por consequência, cinco solturas, graças à benevolência da Justiça de Sergipe, para a qual marginal portar arma de fogo (ainda) não é crime. Aliás, todos os envolvidos nessa ação têm passagem pela polícia... por porte ilegal de arma de fogo.
Cabe, então, a pergunta: que peste esses juízes que libertam pessoas recorrentemente presas por porte ilegal de arma, um crime inafiançável, têm na cabeça? Quem responderá

#SantaEsculhanbação
#SergipeMostraSuaCara


A “ÓPERA DO MALANDRO” DE ALMEIDINHA
A “Ópera do Malandro”, do canalha Chico Buarque, é um primor de patifarias típicas do Brasil. Cafetões, prostitutas, polícia vendida, tudo tendo como pano de fundo o jogo nos anos 1940 e o famoso Cassino da Urca, no Rio de Janeiro. Entre os personagens, porém, um se destacava: a maldita “Geni”, cuja função era apanhar, cuspir e dar para qualquer um.
O imbróglio a envolver o secretário estadual de Saúde, Almeida Lima, é uma dessas “peças” da vida real que lembram os bons espetáculos do Teatro. Há momentos, aliás, nos quais a realidade nua e crua suplanta até a comédia. Parece ser o caso!
Quando era senador, Almeidinha chegou a ser comparado pela imprensa nacional com o grande Rolando Lero, personagem da “Escolinha do Professor Raimundo”, especialista em inventar respostas às perguntas do mestre. Também foi comparado a Darlene, deliciosa manicure de um salão de beleza que na novela “Celebridade” vivia em busca da fama.
Agora, Almeidinha virou uma espécie de “Geni”. Apanha todos os dias! Não, o danado não é um santo. Nunca foi. Jamais o será. Para uns e outros, então, ele seria o próprio Lúcifer.
Com talento para criar polêmicas – falsas e verdadeiras –, Almeidinha conseguiu um feito memorável ao praticamente unir a unanimidade contra o agora famoso “Taj Mahal” da Saúde. Depois, se viu em desgraça quando caiu na malha fina da Lava Jato, e agora o rosário de acusações contra ele se incrementa com supostos assédios a mulheres, desvios de recursos na Adema e até fraude em ambulâncias velhas locadas como se novas fossem. Seria o “calvário” de “Geni”?
Não foi bem recebido pelo respeitável público o vídeo (https://goo.gl/Cda5nQ) publicado no YouTube no qual Almeida Lima insurge-se ao lado de uma impaciente Maria Helena, sua esposa, fazendo um desabafo e mostrando o depoimento de uma de suas supostas assediadas, com a cuja aparecendo indignada com o envolvimento do seu santo nome nessa ópera bufa e isentando o cabra de qualquer culpa. 
O edil Cabo Amintas, responsável pelas denúncias contra Almeidinha na Câmara de Vereadores de Aracaju, diz que o vídeo “foi um jogo de cena combinado com uma funcionária da secretaria”. Como argumento, divulgou o holerite da moça [de nome Hicara Caet Leite], a mesma do vídeo, com salário de R$ 3,2 mil. Outro parlamentar com dúvidas sobre a “autenticidade” do depoimento é Gilmar Carvalho. Num blogue de fofocas políticas, ele disse ser o vídeo “uma perda de tempo”.
Vivemos a Era das Minisséries de internet. Assistimos agora a versão burlesca, em vários capítulos, de A “Opera do Malandro” de Almeida Lima, com personagens envolvidos num jogo de disse me disse. Tem “de um tudo”.
Como no original de Chico Buarque, talvez tenhamos surpresas – descobre-se lá que Geni, a “mulher-dama” que cedeu aos caprichos do comandante do Zepelim reluzente a pedidos chorosos de um povo assustado com a possibilidade de ver destruída sua Sodoma moderna, era, na verdade [quem diria?] um travesti; e que no Brasil tudo acaba em samba!
Será? Que venham os próximos capítulos…

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FALTA TUTANO A BOA PARTE DA “ANÁLISE” POLÍTICA SERGIPANA
Deve ser frustrante para um comunicador social propor-se a analisar fatos políticos sem a devida compreensão do que seja a própria política e meandros outros a ela ligados, como o marketing eleitoral. Não basta tentar conjugar verbos e uni-los a substantivos, adjetivos, predicados e conjunções para desse concerto de letras, frases e parágrafos construir uma tese minimamente racional. Trata-se de algo, digamos, impossibilitado pelo simples desconhecimento de causa.
Resultado de imagem para sofismaPor outro lado, chega a ser hilário conferir, apenas por dever de ofício, garanto, o esforço de alguns colegas em busca de leitores para escritos, em alguns casos, até livres de erros ortográficos – algo também raro –, contudo, repletos de idiossincrasias falaciosas, movidas, mais das vezes, por decepções pessoais e interesses inconfessáveis. Dá-se a esse tipo de “análise” o singelo nome de sofisma: “Uma mentira, propositalmente maquiada por argumentos verdadeiros, para que possa parecer real”, de acordo com o Aurélio.
O jornalismo político sergipano está quase extinto e o que sobrou da hecatombe provocada pela devoção aos governos de plantão ou a políticos aos quais vendem espaços [em blogs e afins] não tem tutano. Falta o “elemento” preenchedor de algumas virtudes, além da inteligência emocional e da sagacidade de saber-se limitado, claro! Boa parte do que sobrou da imprensa política carece de isenção e cultura. Não a “alta cultura literária ou científica”, cada vez mais difícil de encontrar, mas a cultura do bom jornalismo: simples, informativo, verdadeiro, eficaz…
Este é mais um lembrete de como estamos tão mal representados, afinal, o papel do jornalismo – ademais, o jornalismo político – é ajudar o leitor/internauta a melhor compreender a conjuntura e suas nuances. Quando quem analisa não sabe o que diz/escreve, por mera incompetência, a coisa fica difícil. Piora quando quem fala/tecla é apenas um missivista da causa alheia, a serviço de interesses muitas vezes afrontosos aos do leitor/internauta, pois travestidos de “análise” séria e isenta, quando de fato são apenas… sofismas!
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mendOncinha quer um pouco de atenção!
Vez por outra, a política torna-se um prato cheio para os piadistas, essa turba impertinente com humor até nas tripas. Porém, há também as chamadas “piadas sérias”, cuja função necessariamente não seja fazer estrebuchar de rir. Vejam a assertiva do desempregado Mendonça Prado, “lançado” – por ele mesmo – candidato ao Governo de Sergipe em 2018.
Aliás, sobre mendOncinha, as “piadas sérias” proliferam. Em 2014, arredio à aliança do Democratas com Eduardo Amorim, a quem desama com escandalosa paixão, o apagado ex-deputado federal – ninguém sabe quem é ele em Brasília –, coitado, não se reelegeu. E pasmem, pilantragem das patifarias, o próprio programa eleitoral do Democratas exibiu no último dia de propaganda um vídeo no qual, da tribuna da Câmara dos Deputados, um mendOncinha feroz chamava o governador Jackson Barreto, para cuja candidatura à reeleição ele se bandeou no curso da campanha, de ladrão e ainda o acusava de perversão sexual. Santa esculhambação! Quem teria urdido tamanha maldade?
Isso agora não mais importa, obviamente. Sobretudo por que hoje Jackson Barreto tem mendOncinha como um “filho” amado – rebelde, é verdade, porém querido e usável. Tanto que o fez secretário de Segurança Pública no início da (indi)gestão. Foi uma piada sem graça, claro. A incompetência do danado passou a ser medida pelo número crescente de homicídios, assaltos e roubos. Ejetado da SSP, mendOncinha foi abrigado com jeitinho na prefeitura de Edvaldo Nogueira. Por pouco não acabou na cadeia, enredado no escândalo da licitação do lixo. Reabilitado pela Justiça, foi ao rádio chorar mágoas contra o prefeito de Aracaju, a quem acusou de, imaginem!, “insensível”.
Foi, então, chamado pelo padrinho ao palácio desgovernamental para uma conversa de pé de ouvido. No dia seguinte, como quem não quer nada, anunciou ele mesmo a pérola da candidatura à sucessão de Jackson Barreto. A esperta imprensa de Sergipe nem se tocou da jogada: claro, mendOncinha será o “laranja” dos governistas contra o candidato da oposição, já que vencer a disputa não estaria em questão! Ele fará o serviço sujo que a Belivaldo Chagas custaria tempo, prestígio e dinheiro, e este, diga-se, deve se focar na árdua missão de fazer-se alguém conhecido do respeitável público, se quiser concorrer de verdade.
Jogada de mestre de Jackson Barreto! Sem ocupação oficial a lhe garantir sustento, resta a mendOncinha usar em seu favor, a fim de manter-se vivo e atuante, aquilo que ele tem de melhor: uma verve disposta a tudo e sem papas na língua, uma grande capacidade de articular maldades e, cereja do bolo, o ódio pessoal entranhado contra o futuro possível adversário – neste caso, Eduardo Amorim ou André Moura, já que Antônio Carlos Valadares já se aprochegou, também como quem não quer nada, do polêmico palanque da “terceira via”. Aliás, esperto como é, nesta terça-feira, dia 17, na Rádio Aperipê, mendOncinha afirmou: só não quer apoio de… Eduardo Amorim ou André Moura! Mais claro, impossível.
Neste momento, a fim de construir o projeto urdido pela brilhante mente política de Jackson Barreto, vencedor incólume dos últimos pleitos nos quais se imiscuiu, cabe a mendOncinha garimpar um pouco de atenção, o que tem conseguido com facilidade, posto que a imprensa sergipana – em sua maioria – carece do resguardo garantido pela Comunicação estadual.
Noutras palavras, uma certeza está posta para 2018: teremos dois candidatos governistas, sendo um deles – Belivaldo Chagas – o oficial, e outro – mendOncinha –, o oficioso, aquele à quem caberá atacar com firmeza os adversários e, de quebra, até tentar [re]construir uma imagem positiva do grupo a que integra. Resta só combinar com os russos…
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#NaImprensa | Portal JL Político
“MENDONÇA PRADO NÃO RESPONDE A DAVID LEITE, APENAS SUGERE QUE ‘NÃO DEIXE O LEITE COALHAR’”
[Por Jozailto Lima]
O ex-deputado federal Mendonça Prado (PPS) disse a este portal agora há pouco que não responderá ao artigo “mendOncinha quer um pouco de atenção!”, escrito pelo jornalista David Leite e publicado aqui no dia de hoje. No artigo, David Leite defende sem rodeio o ponto de vista de que Mendonça Prado será, como candidato ao Governo de Sergipe, um laranja de Jackson Barreto nas eleições do ano que vem.
“Tem duas ‘pessoas’ de Sergipe que eu digo sempre que jamais responderei qualquer ataque à minha pessoa: uma é David Leite e a outra é a Rádio Ilha. E por razões óbvias”, disse Prado. “Contra mim, eles podem dizer o que bem quiserem. Digo a David que fique à vontade. Só não deixe o leite coalhar”, reforçou Mendonça Prado, com aparente bom humor.

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Leia na fonte: https://goo.gl/TGH4Bj.

QUANDO ACABAR O MALUCO SOU EU!

Ai, ai… e pensar que há pessoas inteligentes a imaginar isso tudo como uma grande baboseira dita por gente sem noção da tecnologia – algumas dessas mega inteligências trabalhando exatamente com Tecnologia da Informação. Porém, conforme anuncia hoje o site “Mundo Digital”, um engenheiro de software chamado Rob Heaton chamou atenção para a existência de uma brecha no WhatsApp pela qual é possível descobrir quando o usuário está dormindo e até com quem ele anda conversando.
De acordo com o portal, “um hacker poderia construir uma extensão para Chrome que fica constantemente monitorando os contatos no WhatsApp para compilar informações. Individualmente, esses dados parecem inofensivos, mas a coisa toma outras proporções quando se olha para eles em massa. Poderiam ser montados gráficos, por exemplo, que mostram a que momento o app deixou de ser usado todos os dias, o que revela a que horas a pessoa costuma dormir. Se o usuário tem sono irregular, seus dados se tornam valiosos para empresas que vendem medicamentos para dormir, o que transforma a brecha numa oportunidade de negócios, como destaca o The Next Web”.
Agora, vejam só: se alguém externo à corporação controladora do WhatsApp – no caso, o Facebook – pode acessar esses dados através dessa brecha, como se comporta o próprio WhatsApp? Ora, se outros podem obter informações de uso e até descobrir com quem conversamos, o WhatsApp será capaz de muito mais, até do “ouvir” o que se conversa, que fotos são compartilhadas e suas preferências – todas elas, inclusive políticas, religiosas e sexuais. Duvida? Então você não sabe do que eles são capazes e de como a tecnologia pode ser usada para tais fins…
#SantaPatifaria #AcordaMeuPovo
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Leia na fonte: https://goo.gl/yvvw67.

REGULE-SE [TAMBÉM] O FEDOR DA BUFA
Enquanto o mundo civilizado discute os rumos do trabalho num futuro cada vez mais tecnológico, energias renováveis ou as tresloucadas incursões do ditador norte-coreano no mundo atômico, no Brasil o assunto da hora é a “cura” de viados. Seria cômico – e em certo sentido é –, não fosse pela purpurínica perda de tempo.
O debate de cabeças-ocas da esquerda e da direita sobre esse cabrunco chamado “cura gay” poderia se encerrar em duas assertivas, e ponto final. Primeiro: para menores de 18 anos, trata-se de uma excrescência e as famílias devem ter muito cuidado para evitar expor crianças e adolescentes ao profundo constrangimento de ser “tratado” de uma não-doença – perdão, é doença, sim: doença mental; mas na cabeça de quem acha a homossexualidade uma doença.
Segundo: se um marmanjo ou marmanja resolve por si mesmo(a) procurar um “médico” para ser “curado(a)” da comichão pelo mesmo sexo e tem alguém – certamente um charlatão ou “chalatoa” – disposto a fazê-lo, que peste tenho eu e você a ver com isso? Cada doido com sua mania. Aliás, o pior tipo de doido é o incutido: ou seja, o que se acha muito doido… É uma decisão de foro íntimo, e acabou.
Do jeito que a coisa anda no Brasil, daqui a pouco vão querer regular até a intensidade do odor da bufa. Quem sabe, vão inventar inclusive o “bufômetro”, para aferir e punir na forma da lei, com a vigilância severa do Ministério Público e da Justiça, quem ousar peidar em público e deixar alguma “marca” nefanda no ar. Como no Brasil tudo, absolutamente tudo é possível, que se regule [também e imediatamente] o fedor do flato…
#Uia #SantaPatifaria #TheKingOfDogs


BELIVALDO CHAGAS SÓ ESQUECE UM IMPORTANTE DETALHE: ELES [OS GOVERNISTAS] QUEBRARAM SERGIPE!
Providencial a entrevista [linque abaixo] do vice-governador sergipano Belivaldo Chagas ao analista político Jozailto Lima [Portal JL Política], em termos de se conhecer a “alma” eleitoral do futuro candidato à sucessão de Jackson Barreto, em 2018.
Primeiro, ele confirma a candidatura e sapeca uma convicção: “As pessoas confiam em mim, e a minha candidatura será uma novidade”. Inda sapeca outra: não enxerga fadiga dos sergipanos em torno do projeto do grupo governista – se for eleito, Belivaldo Chagas será o quarto governador seguido da mesma arrumação política desde 2006, após Marcelo Déda e Jackson Barreto.
Tamanha convicção debulha-se na assertiva voluntariosa de “ser um cara sincero, um cara correto, totalmente aberto ao diálogo – ninguém tem dificuldade para ter acesso a mim. E isso na política é um fator importante”. Mas, seria isso suficiente para enfrentar uma campanha e vencê-la? “Não digo o suficiente, mas o importante. Porque as lideranças políticas sempre se sentem carentes de atenção. É preciso ouvir. É preciso sentar, dialogar, discutir […] Ainda que não se resolva, mas você não vai ter aquela angústia de não conseguir chegar lá.”
Oquei, um cara legal e acessível aos políticos. E quanto aos “russos” – esse tal de “povo”, o danado do eleitor? Já combinou com eles, os viventes nos grotões de Sergipe? “Com muita sinceridade, acredito que no campo político eu estou muito bem. Me dou bem e me entroso bem com as pessoas. Agora, no que diz respeito a esses grotões, é preciso que a gente apareça mais. Mas isso não é uma preocupação, porque haverá tempo suficiente, se for essa a decisão, para que a gente chegue aos grotões.” Como chegará lá, posto que, hoje, pouca gente o conhece? Ora bolas, “levado pelas lideranças que compõem nosso agrupamento”.
Daí, se tudo acima posto der certo, como se livrar da pecha – muito danada, aliás – de representar um grupo político medonho, responsável por quebrar Sergipe quase pela cepa, conforme consta no “Anuário Socioeconômico de Sergipe 2017” preparado por professores da UFS com um retrato nada lisonjeiro da soberba incompetência dos governos do PT (2007/2013) e do PMDB (2014/2017)? Sem falsa modéstia, Belivaldo Chagas assegura: “Acho que ano que vem começa a melhorar, mas de forma bem lenta. Ninguém pense que em três ou quatro anos a gente vai ter o que tinha antes.”
Passando a régua: não tenho dúvida do aconchego de Belivaldo Chagas aos políticos, aos quais o consideram como “correto”. Também não duvido da força da máquina governista para alcançar os “russos” e, quem sabe, “convencê-los” com a mesma arma usada na disputa de 2016 em Aracaju: o doce papel-moeda! Meu ceticismo advém justamente da tal “fadiga”: o candidato se esquece de pertencer a um governo malquerido pelo povo e, ademais, sem as condições financeiras para cumprir minimamente com os compromissos, que o digam os servidores públicos!
Enfim, Belivaldo Chagas pode ser até uma alma boa [e é] – e delas, o Inferno está lotado –, porém, o futuro substituto de Jackson Barreto, quando este desincompatibilizar-se para concorrer ao Senado no próximo ano, receberá um imenso abacaxi. O ilustre e simpático “líder” terá de lidar com a quebradeira das contas e a insatisfação geral. Sem esquecer que precisará trabalhar duro para se fazer conhecido.

#SantaDanação #SergipeMostraSuaCara

http://jlpolitica.com.br/entrevista/belivaldo-chagas-nosso-grupo-nao-sofre-de-fadiga


ROGÉRIA FARÁ FALTA
Na segunda-feira (04), aos 74 anos, o Brasil perdeu Rogéria, um dos seus mais polêmicos e emblemáticos artistas nacionais, um ícone do mundo gay!
A primeira vez que vi Astolfo Barroso Pinto na TV, eu era um menino pequeno diante de um aparelho ainda preto e branco, assistindo ao programa de Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Vivíamos em plena ditadura militar e a censura vigorava nos meios de comunicação, mas Rogéria estava acima disso. “Ser mulher é muito fácil para quem já é. Mas pra quem nasce para ser João, é um sacrifício a transformação”, dizia.
Na primeira vez em que estive pessoalmente com Astolfo Barroso Pinto – parece nome de quem nasce predestinado à contradizer-se, não? – foi numa de suas passagens por Aracaju, para um show no Teatro Atheneu. Creio que era 1988 ou 1989, não lembro ao certo. Entrevistei Rogéria e, numa conversa nos bastidores do Jornal da TV [TV Jornal, canal 13], quis saber como lidava com o preconceito.
Espirituosa e muito falante, não se fez de rogada: “Quase todo artista sofre preconceito, isso porque muita gente acha que somos vagabundos, que estamos sempre entregues às orgias e às drogas. Às vezes, nem mesmo os parentes e amigos levam a sério o nosso trabalho. Comigo sempre foi pior porque vivo ‘montada’ 24 por dias. Não tiro a fantasia nem para dormir, meu filho”. Rimos…
Rogéria era um travesti “natural” – nunca fez cirurgia para mudar o sexo ou injetou silicone para alterar o corpo. Aliás, na contramão dessa estrovenga chamada “politicamente correto”, a artista era conhecida por sair no braço com os colegas homofóbicos e jamais levantou a bandeira da causa LGBT. “Engajada? Eu lá preciso ser engajada, meu filho? Eu sou o engajamento em pessoa! Se as outras travestis estão aí, agradeçam a mim, que sou uma bandeira”, disse ela a O Globo no ano passado, quando lançava sua biografia “Rogéria – Uma mulher e mais um pouco”.
Subiu aos Cosmos a estrela das vedetes travestis, que se destacou nas boates de Copacabana e em apresentações consideradas lendárias no Teatro Rival. Rogéria deixará saudades sobretudo porque era uma artista autêntico – ao seu modo, tempo e convicções! Filmou com grandes cineastas e conquistou popularidade no rádio e na TV, participando nos quais apresentou o universo do transformismo a um público mais amplo, tornando-se a “travesti da família brasileira”, título cunhado por ela mesma. Mas preferia o brilho do palco. Era lá que pintava e bordava.
Nestes tempos bicudos, quando uma simples piada pira a cabeça dos militontos, causando um verdadeiro alvoroço e acusações de intolerância e homofobia, Rogéria fará falta, pois pilheriava consigo mesma, “cazamiga” e com quem ela olhasse na plateia e pegasse “para Cristo”. Todos ríamos porque a vida foi feita para rirmos: de nós e dos outros. E para os engajados, como diz um outro grande artista, o danado do Ney Matogrosso, fica a dica: “Gay o caralho! Eu sou um ser humano”.
Um grande e eterno viva ao genial artista e ser humano maravilhoso Rogéria. Que viva nas estrelas como brilhou aqui…



PETISTAS SE CONHECEM, MAS FICO COM FRANCISCO GUALBERTO
Na falta de algo mais importante a noticiar, o vetusto Jornal da Cidade traz na edição desta quinta-feira (24) manchete pavorosa para o sindicalismo de resultados do PT: “Sintese (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe) é a ‘escolinha do mal’, afirma [Francisco] Gualberto”.
Ontem, o clima ficou tenso na Alese. Os deputados Ana Lúcia Menezes, ex-presidente do Sintese, e o líder governista na Casa, Francisco Gualberto, ambos do PT, bateram boca. Inicialmente, acerca do projeto de iniciativa do Governo de Sergipe com mudanças no sistema previdenciário estadual. Depois, para revidar provocações feitas de parte a parte.
Tudo começou quando Francisco Gualberto discursava na tribuna e, das galerias, membros do Sintese o provocaram com questionamentos quanto ao papel do parlamentar e líder. Ele não gostou e, como bom petista, deu-se por “agredido” nos brios e saiu-se com a tal “escolinha do mal”.
Ana Lúcia Menezes, no afã de defender o sindicato, mexeu numa ferida antiga de Francisco Gualberto. Relembrou haver o deputado agido “pelo instinto” contra trabalhadores, quando anos atrás pôs para correr, com um facão em punho, o sindicalista Nivaldo Fernandes. Ela também criticou os discursos do governador Jackson Barreto e do deputado Zezinho Guimarães, atribuindo ao Sintese ter “enterrado Marcelo Déda, antecipadamente”.
Francisco Gualberto deixou de lado o projeto governista e focou-se no discurso da colega. “Ouvi uma pessoa que, por infelicidade, disse que eu deveria morrer como Marcelo Déda morreu! Quem está fazendo apologia à violência aqui? […] Não tenho temperamento de barata […] Podem gritar, espernear, arremessar ovo, pode tudo! Agora, no que eu puder reagir para defender minha integridade, eu vou fazer. Não vou me amedrontar! Eu não tenho medo desse setor”.
Tem gente assim, do tipo que não leva desaforo para casa e busca resolver impasses ao seu modo. Posso não concordar com o estilo, digamos, brucutu do deputado petista, mas ele bem conhece a gandaia sindical. Por outro lado, o Sintese fez muito mal à educação pública de Sergipe e jamais se preocupou verdadeiramente em garantir mais qualidade ao ensino ministrado nas escolas estaduais.
“Vou endurecer sem perder a ternura”, argumentou Francisco Gualberto, citando o vagabundo do Che Guevara. “Pode falar de facão ou de foice. Vou defender a minha existência, sempre”, emendou o deputado. De minha parte, podem dizer o que quiserem dizer. Estou com Francisco Gualberto
#Uia #SantaPatifaria



JACKSON BARRETO ATACA, DE NOVO
Conspirações! Adoro… Ao ser anunciada a visita a Sergipe do vigarista-chefe da facção criminosa do Partido dos Trabalhadores – sim, há no PT gente honesta e até bem-intencionada; raros, mas há –, a cambada pró Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine! – tratou de espalhar um recado: o governador sergipano não era bem-vindo ao palanque petralha e, caso Jackson Barreto tivesse a cara de pau de aparecer com sua voz [cada vez mais] rouca, corria o risco de ser “ovacionado”.
A nova mania petralha é atirar ovos nos adversários. Coisa de gente mundana e com falta do que fazer. Mas, pensam vocês que Jackson Barreto se intimidou com as ameaças da turba vadia? Eis pois: montado num aparato de segurança gigante, com policiais civis e militares garantindo-lhe o livre direito de ir e vir, nosso amado e querido governador não só subiu nos palanques de Nine em Estância e em Glória, como, ao seu estilo, ainda sarrou com quem o vaiava.
No vídeo abaixo, é possível ouvir Jackson Barreto dizer com todas as letras: “Obrigado companheiros do Sintese. Obrigado companheiros do MST. Minhas homenagens a vocês pela luta, pelo trabalho… E dizer ao Sintese: eu sei que vocês não gostam de mim, mas vocês também sepultaram o governador Marcelo Déda, que não merecia o que vocês fizeram. Muito obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado!”
Por essas e outras, admiro o danado do Jackson Barreto. Botou a gandaia petralha no devido lugar...