“¿POR QUÉ NO TE CALLAS?”
Cabe a um líder determinar a alguém sob sua chefia calar-se?
Certa feita, no final de 2007, o então Rei de Espanha, Juan Carlos, durante a XVII Conferência Ibero-americana em Santiago do Chile, dirigiu a frase-título desta análise – do espalhol, em tradução livre, “Por que não te calas?” – ao então ditador venezuelano Hugo Chávez, irritado com as constantes interrupções do déspota num pronunciamento do primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.
A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadasEm resumo: mandar alguém calar-se é ato extremo, sumamente deselegante, próprio daqueles instantes nos quais é preciso tentar restabelecer a ordem no debate.
Parece ter sido algo assim a motivação para, em entrevista à jornalista Magna Santana [Fan FM] na manhã desta quinta-feira (18), o amado governador Jackson Barreto afirmar que o doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho, presidente do PT em Sergipe, está falando demais. O famoso “cala a boca!”.
A irritação de Jackson Barreto encontra lastro em dois quesitos: (1) não cabe aos liderados contestar, em público, ditames da chefia – o ex-deputado Rogério Carvalho, propenso candidato à senatoria, afirmou que se o governador se aliasse a André Moura, líder da oposição, numa dobradinha pelo Senado, ele estaria fora do bloco político que apoia a candidatura de Belivaldo Chagas; (2) enquanto a oposição bate cabeça em busca de decidir a configuração da chapa majoritária, com as principais lideranças falando (aparentemente) línguas diferentes, apesar do bom momento político, os governistas têm dado, no entender de JB, “uma lição de unidade”.
Dizia o grande generalíssimo e estadista Napoleão Bonaparte: “Nunca interrompas o teu inimigo enquanto estiver a cometer um erro.” O desabafo de Jackson Barreto tem nesta frase a principal inspiração. Rogério Carvalho tem grandes qualidades pessoais e políticas, mas o ímpeto juvenil e a sede de poder por vezes lhe embotam o tirocínio, e ele acaba por cair em armadilhas plantadas por adversários dos governistas, que são visíveis a olho nu. Até os incautos as enxergam…
Se doutor Rogério Carvalho seguir a orientação velada do chefe Jackson Barreto – o tal do “¿Por qué no te callas?”, apropriadíssimo para o momento –, muito provavelmente ele poderá contribuir bem melhor com o processo.
Ou seja, para bons entendedores – de todos os lados –, meia palavra basta!
#SantaDanação #SergipeMostraSuaCara



APLICATIVOS DE CELULAR MINERAM HÁBITOS COTIDIANOS
anos alerto os que me cercam para o fato – agora já mais do que confirmado – de aplicativos, incluindo o WhatsApp, terem a capacidade de “ouvir” e “ver” o que se passa ao derredor do usuário, a fim de minerar informações úteis para vender a empresas interessadas em direcionar anúncios a clientes específicos. Em resumo: trata-se do uso do BigData para fins comerciais, posto que alguns governos usam os aplicativos para fins políticos e de segurança, alega-se!
Pois bem, o site Olhar Digital, especializado em temas ligados à internet, publicou dia 29/12 texto sob o título “Jogos de Android gravam áudio para monitorar o que usuário assiste na TV”. De acordo com a publicação, que cita o jornal The New York Times como fonte, “centenas de jogos para Android capturam o som do microfone do smartphone do usuário para monitorar o que a pessoa está assistindo na TV […] cerca de 250 jogos disponíveis na Google Play Store usam o microfone do dispositivo para buscar por ‘sinais de áudio’ ou trechos sonoros de anúncios, programas ou filmes que estejam passando na TV”.
O Olhar Digital diz que a tecnologia usada para este fim vem da Alphonso, empresa que oferece publicidade direcionando anúncios para smartphones e também para a TV paga, neste caso durante um filme. Os jogos em questão não coletam os dados sem que o usuário saiba. Eles pedem autorização para acessar o microfone, mas a explicação para isso é bastante rasa. “Permissão para acesso ao microfone para anúncios”, é o que diz o aviso que surge na tela do aparelho, sem especificar exatamente como vai ser esse acesso e o que vai ser feito com o áudio coletado.
Enfim, a cada dia tem ficado mais claro que os aplicativos a bordo de smartphones têm, sim, o poder de observar hábitos dos usuários, incluindo horários do sono, do acordar, se almoça em casa ou em restaurantes, que tipo de comida prefere, onde se veste, o que calça, com quem namora, se fuma, bebe ou usa drogas. Parece absurdo, mas de fato as corporações sabem mais sobre nós do que nós mesmos. Pena que muita gente, até pessoas razoavelmente inteligente, pensam ser isso apenas ficção ou loucura de algumas cabeças.
#SantaPatifatia
Leia na fonte: https://goo.gl/LsjQE7.



NEM O PT DE ANA LÚCIA QUER COLAR EM EDVALDO, SUMAMENTE REJEITADO PELA POPULAÇÃO
Elogios a André Moura, quem diria! “André Moura é um quadro preparado, um ‘menino’ inteligente”*. O discurso de louvor não veio dos atuais benquerentes do deputado federal – o governador Jackson Barreto e o prefeito Edvaldo Nogueira, cujas gestões capengas hoje dependem da liderança do parlamentar em Brasília –, veio da ultraesquerdista Ana Lúcia Menezes, a petista que comandou o enterro simbólico do companheiro Marcelo Déda.
Não, não se trata “per se” de um afago a André, um dos postulantes a voos altos em 2018. De fato, Ana Lúcia usa o deputado para, por “osmose”, criticar a gestão da qual faz parte através da vice-prefeita Eliane Aquino – o grupamento dela, inclusive, fez três indicações a cargos comissionados na atual Prefeitura da Aracaju. Tudo gira em torno de duas questões furunculosas…
A deputada do PT quer saber quando Edvaldo vai pagar a promessa de atualizar os holerites dos professores pelo piso nacional. Também está de orelhas em pé com esse “namoro” entre André e o prefeito. Acha “estranho” tudo isso, mesmo defendendo que a gestão use e abuse do poder do deputado para auferir – “republicanamente”, claro! – benesses na gestão do golpista Temerário – hum, quase esquecia: André Moura, de acordo com Ana Lúcia Menezes, é [também] golpista
Alguém precisa avisar ao PT espalhafatoso de Ana Lúcia [e à própria parlamentar] que o PT caviar de Eliane Aquino não só bate palmas para o golpista André Moura, como intimamente reza todo dia para que o poderoso deputado continue abrindo, generosamente, os cofres do Governo Federal à gestão desastrosa de Edvaldo Nogueira, mesmo que isso deixe o PT galhofeiro de Ana Lúcia muito atordoado.
Por outro lado, talvez Ana Lúcia já esteja antevendo o óbvio: a Prefeitura de Aracaju não pagará tão cedo o piso do magistério; está quebrada! “Não tem de onde tirar”, alega o prefeito.
Ou seja, sem dinheiro para os professores, com índices de rejeição tão alarmantes – de acordo com pesquisa Dataform publicada no Cinform desta semana, a gestão de Aracaju é reprovada por 69% da população; apenas 11% a avaliam positivamente – e para piorar, “namorando” com André Moura! Quem do PT espalhafatoso e galhofeiro quererá colar em Edvaldo Nogueira – e também em Jackson Barreto – em um ano eleitoral e arriscar brigar com seu eleitorado cativo?
Ana Lúcia está só preparando o terreno para a debandada estratégica, anotem… “Saída pela esquerda”, diria o velho Leão da Montanha, aquele cor-de-rosa.
#SantaEsculhambação #SergipeMostraSuaCara
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(*) Entrevista à jornalista Magna Santana, nesta terça-feira (26), na Fan FM/Aracaju.



CRIME OU SÓ MAIS MALEDICÊNCIA VERBORRÁGICA?
disse e repito: o desempregado mendOncinha, falante ex-secretário de Segurança Pública do Governo de Sergipe, responsável em sua célere (indi)gestão pelos piores índices de criminalidade* já vividos por uma capital no Nordeste do Brasil, “se acha” demasiado esperto para os padrões nacionais; imagina-se do tipo que consegue ludibriar, pela verve sofismática, até os menos incautos.
mendOncinha abusa do rádio, único meio em Sergipe no qual a falta de pauta permite-lhe certa atenção, para confessar um crime ou expor mais da peculiar maledicência verborrágica. O político nanico e sem ocupação formal conhecida, atual presidente do DEM em Sergipe, espalha aos quatro ventos que, já acometido de demência – uma verdade, ele sofre de Alzheimer –, o então prefeito João Alves Filho teria sido vitimado pela ação nefanda [e ilegal] de auxiliares.
Em resumo, além dos já notórios servidores fantasmas “descobertos” pelos seletivos ghostbusters do Ministério Público, a gestão findada em dezembro de 2016 também teria abrigado uma gorda penca de empresas fantasmas, usadas para roubar dinheiro público. mendOncinha, aliás, sugere ao MP e ao TCE a aplicação de um “pente fino” através do qual as patifarias dos contratos firmados pela prefeitura do Negão com empresas privadas seriam enfim reveladas.
A imagem pode conter: 1 pessoaOra bolas, santa esculhambação! Ao MP e ao TCE cabem investigar e, se for caso, encaminhar à Justiça pedido com severa punição a mendOncinha. Secretário da SSP, justamente o órgão abrigador do aparato policial estatal, se ele sabia da prática de crimes na gestão de João Alves Filho, ao que parece, defecou e andou enquanto a Viúva era dilapidada, o que constitui prevaricação, crime funcional praticado por funcionário público contra a Administração Pública.
A prevaricação consiste em retardar, deixar de praticar ou praticar indevidamente ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Ou seja, o caráter da prevaricação é o não cumprimento do dever, não importa de que maneira se verifique. O artigo 319 do Código Penal estabelece pena de detenção de três meses a um ano, e multa.
De minha parte, creio que, por pura incompetência, mendOncinha nem sonhava com a ocorrência de crimes na prefeitura do Negão; soubesse, ele cairia “matando” – e o danado haverá de admiti-lo, para evitar ser enquadrado na forma da lei. Se hoje apropria-se desse discurso [falso] moralista, fá-lo por sentimentos pessoais de ódio e inconformidade – vingança apenas, em virtude do tratamento pouco humano a ele dispensado pela gandaia danada que circundava o prefeito.
A possibilidade de auxiliares de João Alves Filho terem metido a mão grande no Erário está sob investigação. Evidências se acumulam, e mendOncinha precisa aparecer de alguma forma, para se fazer notar no processo político. Uma melancia na cabeça o esconderia! Resta, portanto, [como sempre, aliás] vociferar contra os desafetos e desamores. A turba do Negão que se segure… “alea jacta est”.
#SantaPartifaria #SergipeMostraSuaCara
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[*] Em termos proporcionais

“ACORDEM” OS PROMOTORES DO GAECO!
Nas “justificativas” apresentadas para a prisão de Ana Alves por “obstrução de Justiça”, acusada de tentar cooptar testemunhas para mentirem em uma investigação sobre “servidores fantasmas” na gestão do Negão [veja escritos anteriores], o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Sergipe revelou um fato inusitado até para os padrões de Sergipe, essa “Grande Família” onde todos se conhecem. Em resumo: os promotores de Justiça denunciam algo chocante nos mínimos detalhes – eu diria, inclusive, parafraseando o palhaço deputado Titirica, que se trata de uma denúncia “abestantemente abestante”…
Diz o documento que numa inspeção “in loco” na sede da Prefeitura de Aracaju [em 21/12/2016] “constatou-se a existência de extenso rol de servidores comissionados no âmbito dos gabinetes do prefeito e do vice-prefeito, bem como de algumas secretarias, sendo que grande parte desses servidores não se encontrava no local de trabalho e não era conhecida dos servidores que lá foram entrevistados no dia da inspeção, além de serem completamente incompatíveis os espaços físicos dos órgãos inspecionados com o número de servidores respectivos”.
Para piorar um quadro já bastante desconfortável, a corroborar com “tais indícios da existência de ‘funcionários públicos fantasmas’, apurou-se ainda que em nenhuma das unidades inspecionadas, inclusive nos gabinetes do prefeito e do vice-prefeito, havia efetivo sistema de controle de frequência ou ponto dos servidores, havendo, no máximo, o chamado ‘controle de jornada britânica’, na qual o servidor assina manualmente a folha de ponto, na maioria das vezes apenas em um único dia, no final do mês, com os horários idênticos de entrada e saída, que não refletem a realidade”.
Santa esculhambação! Confesso, estou estupefato... Quem, pelas pestes do cabrunco, teria inventado tal escrota patifaria e com que fito, afinal?
Nos termos da ordem para liberar Ana Alves do cativeiro, o juiz responsável pelo caso – aliás, o mesmo que a deteve – ajudou a clarear, ao menos quanto à serventia para a existência de tais “funcionários públicos fantasmas”. Disse o preclaro magistrado: “Embora seja exageradamente precipitado falar na existência de crime […] há suspeita fundada de que houve dezenas de nomeações de servidores ‘fantasmas’ como forma de obtenção de apoio político, o que pode configurar, além do crime de peculato, o delito de organização criminosa”.
Minha gente, que mundo é esse no qual ocorrem nomeações de servidores ‘fantasmas’ como forma de obtenção de apoio político, mesmo que isso seja crime passível de cadeia?
Os promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado podem até ter “descoberto” na Prefeitura de Aracaju de João Alves Filho esse ninho de “servidores fantasmas” usados para a obtenção de apoio político, mas, se tiverem só um pouquinho mais de devoção à causa da moralidade pública, não precisam sequer procurar muito para encontrar outros vistosos abrigos dessas “aves raras”. Grandes ninhos de “servidores fantasmas” são facilmente encontráveis na Governadoria, Vice-governadoria e na Casa Civil de Sergipe – mais de mil deles. E, pasme o respeitável público, até no gabinete da Presidência do TCE-SE – 96, ao todo!
Agora, depois de refletir sobre tantas coisas “abestantes”, indago o meu zíper: haveria espaço compatível no Palácio de Despachos – na Prefeitura de Aracaju sabemos não haver – para abrigar todos os servidores, caso sejam convocados os titulares dos cargos comissionados nomeados naquela Santa Casa de Caridade Política? Haveria algum efetivo sistema de controle de frequência ou ponto dos tais servidores em questão? Seria, porventura, ao menos parte desses ditos servidores conhecida dos que lá trabalham de fato? Onde trabalham, se trabalham, essas almas puras e santas nomeadas no Diário Oficial do Estado de Sergipe, que recebem todos os meses os “(in)devidos” proventos? Quem são esses bem-aventurados “filhos e filhas” do Poder?
Com sua sanha moralizadora, em vez de bater somente em “cachorro morto”, já que a gestão de João Alves Filho findou-se no ano passado, que tal o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Sergipe fazer uma inspeçãozinha rápida nas vivas e pujantes sedes do Governo de Sergipe, da Prefeitura de Aracaju e do Tribunal de Contas de Sergipe? Talvez, quem sabe, pudesse lá também encontrar eventuais ocorrências do crime de peculato e do delito de organização criminosa na forma de nomeações de “servidores fantasmas”, com o objetivo de… obter apoio político!
Fica a dica…
#SantaDanação #SergipeMostraSuaCara

É A SOBERBA VAIDADE, MOSFIOS!
Certíssimo, oportuno, verdadeiro e certeiro o editorial da revista Época desta semana (leia ao lado), um alerta aos cultores da Lava Jato e daqueles que sonham com o extermínio dos corruptos e valhacoutos da vida pública nacional em todos os âmbitos [incluindo o Judiciário e o Ministério Púbico].
Deveria ser obrigatoriamente lido pela grande levada de brasileiros honestos e trabalhadores! Todavia, faltou ao texto o tal do “pequeno” detalhe – sempre ele, aliás…
A Lava Jato definha por tudo o que foi dito, sem dúvida, mas também – e principalmente! – porque foi solapada de dentro para fora. Quando se viram dotados do poder incomensurável de degolar cabeças coroadas, os “revolucionários” do Ministério Público foram “possuídos” pelos demônios da soberba, da vaidade, do desejo marginal de vingança, da comichão de aparecer como super-heróis e, claro, de ganhar algum dinheirinho extra [com palestras e livros], afinal ninguém é de ferro!
O Brasil tinha tudo para dar certo, não fossem alguns brasileiros demasiadamente aloprados, entre os quais muita gente “boa” abrigada sob vetustas togas…

#SantaPatifaria
#BrasilMostraSuaCara

ANA ALVES ESTÁ LIVRE; USARÁ TORNOZELEIRA
Como opinei num escrito anterior, a prisão da Ana Alves teve “cheiro estranho”. Hoje, após duas tentativas fracassadas da defesa da jornalista, a Justiça a liberou. Deverá usar tornozeleira, teve limitada a área de circulação ao bairro de residência e não poderá manter contato de qualquer natureza com outros investigados ou testemunhas do processo.
Após uma semana em cana, a jornalista deixará o Presídio Feminino. Todavia, ainda perduram dúvidas quanto às razões para a reclusão. Nos autos, deu-se por “obstrução de Justiça”, ancorada em depoimentos, anotações encontradas com uma testemunha numa pasta, durante audiência no Ministério Público, e documentos pessoais de uma investigada e de uma testemunha apreendidos sobre a mesa de Ana Alves na sede do DEM.
A justificativa do magistrado, o mesmo que a deteve, para libertar Ana Alves diz: “A custódia cautelar foi decretada unicamente para preservar a colheita de provas”. Ué, enquanto Ana Alves depunha no Ministério Público (e de lá saiu presa), não estava em curso a tal “busca e apreensão”
Ainda na justificativa para o relaxamento da prisão, o magistrado comenta algo muito interessante, uma pérola a demonstrar a total “cegueira” (comento adiante) da Justiça sergipana. “Embora seja exageradamente precipitado falar na existência de crime […] há suspeita fundada de que houve dezenas de nomeações de servidores ‘fantasmas’ como forma de obtenção de apoio político, o que pode configurar, além do crime de peculato, o delito de organização criminosa”.
Santa danação! Por acaso Ana Alves ordenou despesas na Prefeitura de Aracaju? É investigada no caso dos supostos servidores “fantasmas”? Nomeou algum cargo comissionado? Recebeu comprovadamente recursos de corrupção? Nada disso consta dos autos e não está entre os motivos para a prisão, considerada “desproporcional” pela defesa, mas integra a justificativa de soltura. É fogo…
A “cegueira” coletiva foi alvo de ensaio do brilhante cafajeste português, o comunista prêmio Nobel José Saramago. Mesmo estando diante dos olhos, por vezes não se enxerga o que outro prolífico canalha, Nélson Rodrigues, denominou de “o óbvio ululante”. Nomeações de servidores “fantasmas” como forma de obtenção de apoio político, naturalmente um crime de peculato e delito de organização criminosa, fazem parte do cotidiano de Sergipe (e do Brasil) desde o Império.
Ora, ora, batam-me um abacate!
Será que se forem convocados os titulares dos mais de 1000 cargos comissionados à disposição da Governadoria, Vice-Governadoria e Casa Civil de Sergipe, haveria espaço no Palácio de Despachos para toda esse turba? Vão prender os responsáveis pelas nomeações desses cargos, também? Onde peste trabalham essas almas puras e santas, nomeadas no Diário Oficial do Estado de Sergipe, que recebem todos os meses os “(in)devidos” proventos? Quem são esses “filhos e filhas” do Poder
Melhor deixar quieto ou a vida de muita gente “boa” seria revirada pelo avesso. O exemplo está aí…
Ana Alves pode ter sido presa para atender a vaidade ferida de alguns promotores de Justiça, por comentários feitos ao telefone por alguém [ela] sem papas na língua? Não consta dos autos, mas a jornalista prometeu processar membros do Ministério Público, tidos por ela como “petistas de carteirinha, perseguidores”. Creiam, um dia a verdade aparecerá…
Um juiz a princípio duro na manutenção da prisão, reconhece agora haver “notícia de que a investigada passa por problemas de saúde, comprovados por relatórios médicos” e que “a situação deve ser objeto de ponderação”. Vou conter o choro!
Debilitada também está a saúde dos pais de Ana Alves, mas isso não importa mais. Aliás, se não se levou em conta antes, até por questões históricas – não me refiro à vida política e às realizações de João Alves Filho, mas ao que ele fez por tantos hoje “ex-amigos” dentro e fora do Poder –, seja por açodamento de uns ou pela vaidade de outros, agora nem caberia mencionar, se o faço é por entender que o prejuízo causado não terá reparação por qualquer remédio.
Enfim, libertaram Ana Alves, após uma semana detida. Uma prisão com “cheiro estranho”, muito “estranho”! Sigamos…



DETENÇÃO DE ANA ALVES COMEÇA A CLAREAR
Talvez haja nos céus mais do que somente aviões de carreira e aliens, minha gente amada! Ontem, um desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe negou-se a liberar Ana Alves da prisão, efetivada na sexta-feira (1º) meia hora antes do encerramento do expediente judiciário.
Várias fontes, incluindo membros da Justiça, confirmam: a filha do ex-prefeito de Aracaju não deve deixar o presídio tão cedo. Ao menos outras doze pessoas ligadas à gestão do Negão estariam também implicadas num esquema cabuloso. Podem ser presas a qualquer momento.
À parte espalhafatos do Ministério Público, fofocas e pilherias nas redes sociais e “análises” de alguns tapados da imprensa, até agora as informações checadas levam a crer que a reclusão teria base legal robusta, fundamentada em vasta documentação e delações acerca do desvio de verbas públicas a partir do uso de cargos comissionados, cujos titulares jamais viram a cor dos proventos.
Escutas telefônicas e e-mails, documentos de identificação de pessoas usadas como laranjas e contracheques apreendidos, além do depoimento de várias testemunhas, expuseram um catatau de patifarias cujo objetivo seria angariar dinheiro para manter um “mensalão” a partidos aliados – e claro, alimentar os bolsos de uns e outros. Ana Alves teria tentado “abafar” o caso.
Conforme alega uma fonte, a forma patética e até prosaica – para evitar o uso do termo “inocente” – como Ana Alves tentou “convencer” testemunhas, assustou! Diante do material colhido pelo Ministério Público, os pauzinhos para ajudar não puderam ser mexidos. A situação agrava-se pois a jornalista não teria agido “de ofício” – por ela mesmo, apenas –, mas atendendo instrução “superior”.
Em resumo, o quadro coloca Ana Alves em posição gravíssima. No entanto, o caso dela não estaria entre os piores. Haveria muita gente neste momento com os bofes à flor da pele.
#SergipeMostraSuaCara
A imagem pode conter: atividades ao ar livre


PRISÃO DE ANA ALVES TEM CHEIRO ESTRANHO
Antes que algum(a) palerma arvore-se em julgar-me um defensor de Ana Alves, aviso: ela não gosta de mim de forma declarada e, mesmo a recíproca não sendo verdadeira – pois jamais perco tempo alimentando sentimentos negativos –, não coaduno com prisões com odores estranhos!
Imagem relacionadaDito isso, passemos aos fatos: um jovem juiz nascido na Bahia decide pela prisão de alguém sequer envolvido em investigação; dois promotores de Justiça pedem a detenção de quem nunca foi ordenadora de despesa nem ocupou cargo público na Prefeitura de Aracaju; o mérito da prisão, a tal da “obstrução de Justiça”, a soar como “solução mágica”; a maldade no horário de decretação da preventiva…
Aliás, sobre o oportuníssimo horário da prisão, quem acreditará em “coincidência”? Decretar uma preventiva em plena sexta-feira, meia hora antes de o expediente da Justiça ser concluído? Simplesmente, genial. Haja disposição…
À defesa da acusada, não se permitiu o acesso ao processo, tratado como segredo de Justiça. Ou seja, a presidente do DEM de Sergipe precisou passar o fim de semana trancada no presídio. Há, no entanto, um agravo à fedentina: de sacanagem, divulgaram uma foto de Ana Alves no ato de fichagem no Sistema Prisional. Pimba! “Carta fora do baralho”…
Li nas redes sociais uma cambada calhorda a destilar patifarias contra a jornalista. Gente medieval, que busca justificar as próprias incapacidades, desilusões e frustrações na vingança ao alheio, especialmente se tal “desafeto” tem algum poder material ou político. Tempos imbecis, diria certo historiador.
Ana Alves é gente boa? Longe disso. O pedantismo lhe subiu ao cabeção sem tutano faz tempo; julgava-se a Princesa das Cocadas Brancas, Pretas e Amarelas. Mas daí a concordar com ações traiçoeiras e humilhação degradante, ora, ora: não, não!
Não contem comigo. Minha canalhice não chega a tanto.

SERIA EDVALDO NOGUEIRA UM “AUTISTA” SELETIVO?
Quem haverá de entender de forma satisfatória a contenda a envolver a Prefeitura de Aracaju e o Hospital de Cirurgia? Parece claro existir certa insensibilidade do prefeito Edvaldo Nogueira, um cabra para lá de estranho! Ele simplesmente negou-se a receber e, portanto, dialogar, com a direção da principal casa de saúde que atende pacientes do SUS e iniciou uma campanha inglória, cujo objetivo sugerido pelas ações seria humilhar e por de joelhos o Hospital de Cirurgia.
Tal assertiva ficou ainda mais nítida após a desastrada participação da secretária de Saúde Waneska Barboza na Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (27), que pode ser resumida num único adjetivo/substantivo: “patética”! Em vez de aproveitar a oportunidade para dialogar e pacificar a crise e assim permitir ao Hospital de Cirurgia retomar o atendimento – de acordo com o Cinform desta semana, mais de 600 pessoas aguardam por cirurgias que só podem ser feitas naquele nosocômio –, Waneska Barboza agiu como se “autista” seletiva fosse, repetindo o mantra de que quem deve não é a Prefeitura de Aracaju, e que o Hospital de Cirurgia cessou o serviço para pressionar as autoridades públicas.
Ora bolas, que se questione na Justiça quem deve ou não! Contudo, deixar de pagar por serviços prestados e já devidamente reconhecidos pelo próprio órgão comandado por Waneska Barboza em audiência no Ministério Público – e noutras ações anteriores, também no MP – parece mais do que simples sadismo. Sem esquecer que no Brasil negar socorro a quem está à beira da morte ainda é crime!
Pior, surge ainda a possibilidade de uma ação sub-reptícia de consequências imprevisíveis: tentam por debaixo dos panos “estatizar” o Hospital de Cirurgia, isso num ano pré-eleitoral. Somente um “Juca Pitanga” não percebe o resultado de algo escabroso como essa tal “intervenção”: servirá para destituir funcionários politicamente não-engajados e no lugar desses contratar apaniguados do Poder Político vigente e cabos eleitorais dos políticos cuja eleição ou reeleição interessa ao Governo de Sergipe e à Prefeitura de Aracaju, sem contar que o Hospital de Cirurgia pode ser uma grande “botija”.
Quem duvida disso não deve apostar nem meio vintém para ver essa desgraça, pois não se brinca com a vida de ninguém!
Que o prefeito Edvaldo Nogueira desça do pedestal, busque o diálogo e, com a humildade que se exige [e se espera] de um alguém com a sua responsabilidade, reconheça que erra no trato com o Hospital de Cirurgia, e no mais breve espaço de tempo possível honre os compromissos firmados pelo Município de Aracaju no âmbito do Ministério Público e da Justiça, sob pena de, mais adiante, incorrer ele e sua trupe desajeitada em crime de responsabilidade e até de homicídio doloso, posto que assumem o risco de contribuir para que centenas de pessoas morram.