QUEM SÃO OS MAIORES PICARETAS DO MUNDO?
A NewsWeek, revista semanal norte-americana, trouxe à tona, recentemente, mais uma picaretagem mundial liderada por chineses e já devidamente copiada pelos russos. São as chamadas Fazendas de “Likes”. Não ouviu falar? Pois elas existem, sim, senhor!
O chamado “cultivo de likes” tem sido, na verdade, um tipo de prática cada vez mais comum pelo mundo, e funciona em grande escala. Um monte de smartphones ficam conectados à internet 24 horas por dia, sete dias por semana e vão gerando curtidas e compartilhamentos aleatórios nas páginas e perfis das empresas e pessoas contratantes do serviço.
A fraude possível com essa técnica consiste em tentar enganar os sistemas de publicidade, cuja cobrança se dá a cada clique efetivado em determinado anúncio. Quanto mais um banner receber cliques, maior será o preço que o anunciante deverá pagar por ele. Captou?
No vídeo, uma dessas fazendas operadas na China!

DE FESTA À SAÚDE PÚBLICA, SÓ DÁ “SÃO” ANDRÉ MOURA
A classe política anda num descrédito danado, e não apenas por causa da Operação Lava Jato, responsável por desnudar as desvirtudes de muita gente até então considerada o suprassumo da decência. Há uma sensação geral – não sem razão, diga-se – do declínio do homem público, cada vez mais raro de se ver na persona do estadista, do político com olhar acima do comum.
Sergipe viveu tempos estranhos, para citar o comunista Eric Hobsbawm, nos quais as forças políticas passaram a digladiar-se permanentemente. Os interesses maiores foram legados a um segundo plano, em detrimento de questiúnculas eleitorais diuturnas. O PT de Mula Lava Jato e de Marcelo Déda – e parte da oposição, frise-se – foi o responsável por tamanho prejuízo.
Em 2016, quem não lembra, a campanha de Edvaldo Nogueira patrocinada por Jackson Barreto elegeu como vilão André Moura. O deputado, à época líder do governo na Câmara dos Deputados e hoje alçado à liderança governista no Congresso Nacional, foi tratado com requintes de crueldade. Agora, Sergipe inteiro o enxerga como a ponte para a salvação, incluindo os citados acima.
De verbas para festas [Areia Branca, Estância, Aracaju], passando por ações na saúde pública [Odontologia da UFS/Lagarto; hemodiálise em Estância], na retomada de obras paralisadas desde o século passado [BR-101, BR-235, Aeroporto de Aracaju] à entrega de mais de 2 mil casas populares [Tobias Barreto e Estância], só dá André Moura. A louvação ao deputado o tem alçado às alturas.
São André Moura, o santo milagreiro de Sergipe, mostrou-se um político acima da média. Fosse por muitos que o cercam, trataria os adversários – aqueles que o mimaram com requintes de crueldade, sobremodo – na mesma medida. O deputado pensa diferente. “Amo Sergipe e vou, sim, aproveitar minha posição privilegiada para trabalhar pelo nosso povo”, diz às escâncaras.
É bom saber que ainda haja políticos com espírito público, mesmo que se saiba que não há ponto sem nó bem apertado na política. André Moura, líder nato, certamente trabalha com o coração aberto e a alma livre de ressentimentos, mas é o preço que se paga quando se sonha alto, muito alto.



QUEM, AFINAL, INTERMEDEIA ESSA FUTRICA DA PESTE?
Ave cruz! Lembrei de “Desculpe o modo” [Chiko Queiroga e Antônio Rogério]. Para além da “licença poética”, sem erro, posto que até Padre Vieira em seus “Sermões” já tratava o verbo desculpar como transitivo direto. Se o fazia o grande escriba, quem sou eu para condenar o uso? No entanto, com o devido pedantismo gramatical, vou-me desculpar PELO modo como enxergo as “coisas” da política.

“Desculpe o modo, desculpe o modo,

Desculpe o modo de te dizer: eu não queria, eu não queria”

Afinal, de onde partem as futricas a balançar os egos do deputado [e presidente da Alese] Luciano Bispo e seu arquirrival, o prefeito serrano Valmir de Francisquinho? Quem as intermedeia? Ora bolas, a imprensa, quem mais? Ela mesmo provoca e ela própria se nutre desse “rescaldo”.
Parece bastante simples colocar dois políticos destacados para bater boca e, desta forma, gerar audiência no rádio ou nos canais de internet. Basta inflamar um pouquinho as desvirtudes de uns e outros, como no caso dos citados combatentes, e eles caem feito patinhos na rede [literalmente] – e a audiência da imprensa sobe mais um pouquinho, até porque a futrica parece exercer certa atração no público.
Certamente, sem qualquer dúvida, tanto Luciano Bispo quanto Valmir de Francisquinho devem ter agendas mais importantes do que rememorar motivos para derrotas e vitórias em contendas eleitorais de 2012 ou mais proximamente, em 2016. Qual ganho há nesses embates, sejam eleitorais ou quaisquer outros? Nenhum, nada! Eles apenas servem para preencher espaço na mídia e aumentar [um tiquinho] a audiência…
O debate político em Sergipe tem sido apequenado faz tempo e, para meu lamento, parte da responsabilidade pela falta do “choque de ideias” sobre temas realmente proativos e voltados aos interesses maiores dos sergipanos é da nossa imprensa, núcleo do qual faço parte. Fôssemos daqueles a intervir com assuntos de real relevância, certamente os “marias-vão-com-as-outras” da política teriam melhores pautas a confrontar.
Mas cada um só dá o que tem, não é mesmo?



GILMAR CARVALHO ENGOLE CORDA
No dia a dia do rádio ao vivo, especialmente no modelo implantado pelo meu caro amigo Reinaldo Moura quando fazia sucesso com o “Jogo Aberto” [Rádio Jornal AM 540], onde ouvintes podem emitir opinião e fazer queixas, corre-se o risco de ocorrerem, digamos assim, acidentes de percurso.
Vez por outra, trago momentos hilários de colegas cujos nomes são trocados pelo entrevistado ou ouvinte. O danado do George Magalhães sofre, rasga-se todo, quando lhe chamam de Gilmar Carvalho. Contudo, a bem da verdade, mesmo puto da vida, mantém a pose, tira por menos e segue em frente, não sem antes repetir o bordão “George, George, George”.
A mesma fleuma faltou ao amigo Gilmar Carvalho nesta manhã de segunda-feira 95), quando uma ouvinte de Laranjeiras o chamou de George Magalhães e o cabra simplesmente a tirou do ar, sem lhe permitir responder à pergunta feita por ele mesmo, para saber se ela estaria a sofrer perseguição de parte da prefeitura. Ou seja, engoliu corda…
Errado não está o(a) ouvinte – menos ainda Gilmar Carvalho! Errado é o modelo vigente, criado 50 anos atrás, num marco histórico para a época, mas em vigor até, como se nada de novo tenha ocorrido no rádio mundial e brasileiro, o que faz do rádio sergipano um dos mais atrasados do planeta.
Ouça o áudio aqui: https://goo.gl/NhVbE4.
#SantaPatifaria #GilsinhoLindo

LUCIANO PIMENTAL FALA EM “OPOSIÇÕES” UNIDAS
“O senhor defende o nome do senador [Antônio Carlos] Valadares para ser o candidato da oposição a governador [de Sergipe}?”, questionou o colega Fábio Henrique [“Balanço Geral Sergipe”, TV Atalaia] numa entrevista com o deputado estadual pelo PSB Luciano Pimentel, na manhã desta segunda-feira (05).
Na resposta, além de reafirmar os predicados do senador, Luciano Pimental disse não pregar “em nenhum momento, a dissolução desse grupo de oposições” – sim, ele disse “oposições”, no plural, ou seja, ele enxerga vários grupos e não apenas um único grupo, no que está corretíssimo.
O socialista disse ainda reconhecer “a força do senador Eduardo Amorim e do deputado [federal, líder do governo no Congresso Nacional] André Moura”, no entanto, explicou ele, “nesse leque de opções, nós – o PSB, frise – temos um grande nome, que é o do senador [Antônio Carlos] Valadares.
O deputado também avaliou a aproximação de André Moura do governador Jackson Barreto…
Veja trecho da entrevista…

É SÉRIO, GENTE! JUIZ GANHA MAL
Pois é, o humorista Gregório Duvivier – e friso aqui, sempre o achei meio sem graça – fez troça séria e acabou me fazendo rir às escâncaras de mim e de nós, “brasileiros do povo”, com declaração sobre o salário de uma parcela da nobreza do Brasil. A questão dos salários e privilégios superlativos de membros do Poder Judiciário e do Ministério Público deve ser enfrentada. Essa turma integra uma casta superior, são a nossa “elite”.
Gregório Duvivier diz acreditar não ser querido pela classe [juízes e promotores]. Creio que também não ficarão satisfeitos comigo, ora bolas! Faz parte…
A verdade nua e crua é que, de acordo com o Jornal Folha de S. Paulo de 29/04, “cerca de 70% dos juízes que constam da folha de pagamento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) de março deste ano receberam vencimentos acima do teto constitucional do funcionalismo público, estipulado em R$ 33,7 mil [um exemplo apenas do que ocorre o resto do Brasil]. O levantamento apontou casos de pagamentos líquidos de mais de R$ 90 mil”.
Não é piada, como se pode ver no bem-humorado comentário de Gregório Duvivier. Veja o vídeo e vamos começar a semana bem, rindo de nós mesmo, os manés…

“OPERAÇÃO PATIFARIA”
Chama-se “complexo de vira-lata” o fato de não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima dos brasileiros. Faz sentido…
O conceito “científico” foi urdido pelo dramaturgo, escritor e jornalista Nelson Rodrigues, também um grande piadista e amoralista. Vez por outra, ele ressurge para invocar a inferioridade voluntária do brasileiro ante o resto do mundo. Como disse certa feita um colega, “O brasileiro é um Narciso às avessas. Cospe na própria imagem”. Faz muito sentido…
Lembram a tal “Operação Controlada” da PF, na qual uma série de inovações tecnológicas foram utilizadas pela Polícia Judiciária para angariar provas à delação muitissimamente premiada dos Irmãos Caipiras? Pois bem, era tudo, na verdade, uma “Operação Tabajara”!
A tal mala dos R$ 500 mil não tinha chip porra nenhuma – foi uma patifaria inventada pela polícia pra forçar a barra; os grampos feitos em telefones de autoridades e afins não faziam parte da dita operação, e sim da Lava Jato [por isso, Edson Fachin deu as cartas]; e até o gravador usado por Joesley Safadão para flagrar o presidente temerário – no meu ouvir, sem sucesso – era xumbrega, um pendrive xingling!
O Brasil da sacanagem mostra a sua cara...



UM GIGANTE NANICO
A aparente contradição dos termos acima pode suscitar o famoso “trocadalho” – com perdão pelo cacófato! No entanto, resume bem o ambiente de desvirtudes expostas no qual vivemos os brasileiros. A política sofreu um nocaute grande, com a divulgada generalização da bandalheira. Estamos no modo “salve-se quem puder”. A dupla caipira [e bilionária, graças ao nosso dindim] Joesley e Wesley Batista já está refastelada num confortável bote salva-vidas, regado ao melhor que o capitalismo norte-americano pode oferecer. Gente de sorte. Muita sorte…
Enquanto isso, no Gigante Adormecido, nós pagamos a homérica farra dos poderosos: nós, os bestas, os otários – a plebe rude e ignara, pobre de dinheiro e de esperança. E ainda rimos, achamos engraçado ver um senador nanico, de um partido idem, com voz de falsete e gestual de macho tipo UFC, agigantar-se sobre uma mesa numa comissão do Senado da República, partindo para o tudo ou nada, para as vias de fato! Engraçado é, não fosse também extremamente trágico.
A esquerda latino-americana, provado está, especializou-se em arruças e roubalheiras, até então focadas apenas em sindicatos. Ao acender ao topo da cadeira “alimentar” da política em várias nações em via de desenvolvimento, a turba de “la sinistra” – como dito em Roma – praticou a bandalheira econômica e surrupiou o quanto pode o Erário. É essa gandaia que agora grita em falsete, máscula, chamando para a briga. Arruaceiros de primeira, de segunda e de terceira…
A foto [aqui reproduzida] na capa da Folha de São Paulo desta quarta-feira (24) diz tudo! É o retrato máximo de um Brasil mínimo…


PATIFARIA DE PROCURADORES DA REPÚBLICA
A provar que vivemos sob uma indisfarçada “Ditadura do Ministério Público” – assim, com maiúsculas –, o que em si pode ser considerada uma tremenda vigarice apenas por acusar grave abuso de prerrogativa de função pública, vê-se o que O Globo faz saber em seu site acerca da patifaria promovida por essa gente contra o jornalista Reinaldo Azevedo.
Para quem ainda ignora a danação, o colega anunciou nesta terça-feira que deixou a revista “Veja” após a divulgação de uma conversa telefônica na qual ele discute as denúncias na Lava Jato contra o canalha do Aécio Neves com a irmã do cujo, a também jornalista Andréa Neves, ora encarcerada sob acusação de corrupção ativa. No diálogo, Reinaldo Azevedo critica reportagem da própria publicação sobre uma suposta conta do tucano em Nova York, [ainda] não comprovada.
Com escritório especializado em temas ligados à liberdade de expressão, o advogado Alexandre Fidalgo disse aO Globo acreditar que a crítica de Reinaldo Azevedo a alguns comportamentos do Ministério Público Federal (MPF) pode ter motivado “uma espécie de vingança” por parte de quem divulgou suas conversas. Sendo verdade, cabe severíssima reprimenda àquele que tratou de executar a “vingança” e, logicamente, ao mandante.
Disse o jurista ao site do diário: “O sigilo de uma fonte do jornalista é princípio básico da liberdade de expressão. O jornalista, sem fonte, não exerce sua profissão. Uma democracia não é plena se ela não garantir a este profissional sigilo absoluto de suas conversas”. Será que é preciso desenhar isso para a turma da PGR?
Alexandre Fidalgo lembra que, para um jornalista, “é fundamental ter boas fontes”; e completa: “As boas fontes estão no centro da informação. A conversa [entre Reinaldo Azevedo e a irmã do fanfarrão mineiro tirado a esperto] é absolutamente natural no Estado Democrático de Direito”. Ou seja, alguém do MPF pisou feio – muito feio! – na bola. Espera-se que, ao menos, haja alguma “explicação oficial” para tamanha patifaria.
---
Leia mais: https://goo.gl/tBtq52.



QUERIAM O QUÊ? MAMATA?
Pois é, enquanto os brasileiros normais curtíamos o feriadão do 1º de maio na segunda-feira, o presidente Michel Temer se reunia com onze ministros e líderes partidários no Palácio da Alvorada para, logo à noite, informar a decisão de agilizar uma primeira leva de exonerações daqueles que se opuseram à reforma trabalhista no Congresso Nacional, publicada no Diário da União nesta terça-feira (2).
Na reportagem do Jornal da Dez (GloboNews, 02/05) que reproduzo aqui, o líder do governo no Congresso, deputado André Moura, deu o tom da bordoada oficial: “Você não pode ter só o bônus, participar do governo, e não ter o ônus”. O deputado Valadares Filho, questionado se teria ficado magoado pelo fato de ter perdido duas indicações – no DNOCS e no IPHAN –, disse esperar outro tratamento: “Da forma que foi feita (a exoneração), sem nenhum comunicado do governo a nós parlamentares, não acredito que seja a melhor tática e a melhor forma de relação”.
A medida para enquadrar a bancada supostamente governista, que ocorreu às vésperas da votação da proposta da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados, com previsão de votação do relatório nesta quarta-feira (3), tem como função cobrar fidelidade: ou vota a favor das reformas ou perde espaço. É do jogo, gente!
Agora, convenhamos, o que esses danados queriam? Mamata? Ter cargos no governo e ficar no bem-bom, contudo, posar de bons moços junto ao eleitor, sem arcar com as dores de uma votação aos olhos públicos infame? Coisa que, para mim, não é real, diga-se! Ora, me batam um abacate com mel e raspas de limão galego...