DOS “CAROS AMIGOS” DA ESQUERDA
Como epíteto, a já designar ao que se presta, a revista “Caros Amigos” se diz “A primeira à esquerda”. Para quem ignora a existência do periódico mensal, trata-se de publicação muito badalada e respeitada entre petralhas e afins. A edição deste mês presta-se a, digamos assim, avaliar [em matéria de capa] “As cartas marcadas das reformas” e informa no subtítulo da matéria em questão o seguinte: “Parlamentares financiados por grandes empresas e que também são eles próprios empresários são a ponta de lança do rolo compressor contra os trabalhadores.”
No caso da reforma trabalhista, já disse e reafirmo, sou amplamente favorável. O Brasil precisa modernizar-se e passou muito do tempo para isso ocorrer. Pode haver, sim, aqui ou ali algo a ser pontuado e até melhorado no decorrer do processo – e para isso existe o Congresso Nacional, com seus vários matizes representativos da sociedade –, porquanto o debate sobre uma lei publicada não se encerra com o ato de promulgação. O tempo se encarrega de apontar erros e acertos.
Ao fazer um suposto apanhado histórico para justificar a atual crise, “Caros Amigos” a avalia, claro, pela ótica do embate capital/trabalho. O velho discurso da esquerda surge revigorado ante o padrão “desenvolvimentista” e basicamente estatal praticado nos governo petralhas a partir do segundo mandato de Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine! – e que, sem dúvida, afundou o país com a tal da “Nova Matriz Econômica”, que de nova mesmo tinha apenas o nome. Uma tragédia…
Quem tiver a oportunidade de ler “Anatomia de um Desastre”, livro de Claudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira, encontrará “pari passu” a construção dessa desastrada e tresloucada ideia, que descambou na atual crise, cujo governo do presidente Temerário conseguiu minimizar: a inflação baixou, os empregos começam aos poucos a surgir e os investidores já apostam no país, de novo.
Lá pelas tantas, como se fosse crime pertencer ao empresariado ou representar a categoria no Congresso Nacional, a revista “denuncia” políticos cuja biografia no Senado e Câmara dos Deputados indica como atividade laboral a posse ou gerência de empresas. Esses são dos infernos!
A ladainha do panfleto esquerdista pode ser sintetizada no fato de a “burguesia, tendo como eixo a diminuição do conflito distributivo por meio da redução dos custos da força de trabalho (terceirização, reformas trabalhista e da Previdência)”, apostar nas reformas como “perspectiva de recompor margens de lucros ou enfrentar um ambiente de maior concorrência internacional”. Em resumo, o Brasil deve permanecer como ilha do atraso e jamais eles irão permitir a expansão do capital e, por conseguinte, do emprego, se não for como eles querem.
O deputado por Sergipe Laércio Oliveira é citado em dois momentos no texto de “Caros Amigos”. No primeiro, quando se informa ter ele recebido na campanha R$ 116 mil da siderúrgica Arcelormittal Brasil S/A e ter sido relator da Lei da Terceirização. Mais adiante, é apontado como “interessado na total terceirização”, citando ser fundador da Multiserv, empresa sergipana de prestação de serviços e autor da já famosa frase “ninguém faz limpeza melhor do que mulher”. Só pode ser piada! Queriam o quê, que o deputado fosse contra a terceirização? Haja caradurismo.
Leio “Caros Amigos” para rir um pouco das idiotices esquerdóides, da falta de visão geopolítica do mundo, da incompreensão quanto à fatídica mudança no mundo do trabalho proporcionada pelas novas tecnologias, sobretudo a “inteligência artificial” e a internet. Também a leio para me aprofundar na estratégia eleitoral do PT e corriola, pois ali está o berço do pensamento “intelectual” dessa gandaia.
Um bom domingo a todos!


CARTACAPITAL FALIDA?
Estou triste com uma informação [veja vídeo] dada pela senadora indiciada por corrução na Operação Lava Jato e atualmente “presidenta” do PT, Gleisi Hoffmann, sobre a revista CartaCapital, dirigida pelo vagabundo do Mino Carta: a semanal estaria quase falida, coitada! E para evitar o fechamento em vista de ocorrer brevemente, ela pede o apoio da militância petralha.
Ao contrário dos cabeças ocas esquerdóides, leio tudo e, por consequência, assino CartaCapital, como assino Veja, Época, IstoÉ, Exame… Também assino os diários Folha de São Paulo, O Globo e Estadão, e pontualmente, quando a questão interessa, compro edições avulsas de Valor Econômico e Correio Brazilienese. Ossos do ofício, digamos – mas, confesso, gosto de ler e ouvir opiniões múltiplas e divergentes. Ajudam a ter uma visão mais equilibrada e menos periférica do processo político.
Por mim, CartaCapital não fechará. Vou continuar assinando-a e participando das campanhas de sobrevivência que realiza. Quero manter o descarado do Mino Carta e sua corriola bebendo vinhos caros e me fazendo rir com textos escritos em português barroco e com pérolas do tipo [texto do cujo]: “Mantenho com Lula [ele se refere a Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine!] uma sólida amizade de quatro décadas e me orgulho de ter sido o primeiro jornalista – eu diria, parafraseando [ops!] o colega César Gama, ‘jornaTista’, ser híbrido de jornalista com petista – a lhe perceber o extraordinário carisma e QI elevado”. Haja babação… Eu gosto desse tipo de “opinião” isenta! Faz-me rir… muito! Diria que talvez seja saudade dos bons tempos de caixa cheio.
CartaCapital é um exemplo moribundo do que o aparelhamento de um meio de comunicação produz, mas é uma revista honesta, digamos assim. Jamais negou ser petralha. Jamais negou ser a “voz” da “senzala” contra o Capital [A Casa Grande], não obstante a vida de barão de Mino Carta.
Se Nine e a ex-GovernAnta encheram os cofres da publicação de grana, hoje, por ser contrária ao governo “golpista”, a teta secou. Faz parte…
Mino Carta, contudo, aposta no retorno do vigarista chefe da quadrilha petralha para tudo voltar como dantes, e diz sem pejo no seu comentário desta semana, choroso com a condenação judicial de Nine: “CartaCapital (…) apoiou Lula na eleição e na reeleição, e o apoiaria hoje, por ter sido, inclusive, o melhor presidente que o Brasil teve”. Eu acrescentaria: o melhor presidente que o Brasil teve, para o bolso dele via CartaCapital.
Eu quero rir…
#SantaPatifaria #Uia #Danação

DISCORDAR É PRECISO!
Tenho visto muita gente apostando numa condenação apressada com cadeia ao final do processo jurídico para Mula Lava Jato do Acarajé – o Nine! –, como forma de afastar o canalha do páreo político em 2018. Isso, no meu pensar, requer os devidos cuidados, a fim de cortar o mal pela raiz.
A política tem um dinamismo por vezes estranho aos incautos e distraídos. “Quem pode decretar o meu fim é o povo”, disse Nine ontem, ao comentar a sentença do juiz Sérgio Moro. Noutras palavras: o chefe da quadrilha do Petrolão aposta na sofrência – falou até da morte da mulher – para sensibilizar o povo e, caso não seja ele próprio candidato, usar desse poder para eleger outro… poste! Ponto para Nine, que sabe fazer política como nenhuma outra vivalma deste país.
A questão jurídica redunda em torno da condenação pelo tal “triplex do Guarujá”, em São Paulo. Nove anos e seis meses para Nine. Afinal, o apartamento seria ou não dele? Para mim, não há dúvida: é de Nine, sim! Entretanto, meu juízo não carece de prova: eu acho que sim – é dele! – e acabou; ponto final. No caso da Justiça, vale o que escreveu nesta sexta-feira (14) o jornalista Reinaldo Azevedo [Folha de SP].
Disse ele, de modo claro e objetivo: “Acho, sim, que o apartamento era de Lula. Mas cabia ao MPF prová-lo. Produziu mais barulho do que prova. Moro fez o possível, e apelou até à argumentação impossível, para alimentar a mística da Lava Jato”. Recomendo a leitura do texto in totum.
Aqui, reafirmo: não tenho a mínima dúvida que esse vagabundo petralha já deveria ter sido preso faz tempos – aliás, desde o Mensalão, do qual era chefe e cultor! Porém, na contramão dos que querem o Brasil livre dos canalhas da política a qualquer preço se impõe a lei, que deve ser imperativa; e ponto final.
Dizer que defender uma condenação sem provas, mesmo contra um vigarista juramentado como Nine, serve pra “proteger outros canalhas useiros da política”, como o nefando Aécio Neves, é não ter noção do perigo do justiciamento.
Defendo o poder da Justiça, mas dentro das normas que nos protege a todos, sem distinção, de sanhas outras dos paladinos da moralidade que andam faturando alto com livros e palestras.
A Justiça para ser justa tem de se basear apenas e tão somente na lei; e ponto final.
#BrasilMostraSuaCara






O CHORO PETRALHA E OS INCAUTOS
O Brasil é o País da Piada Pronta, como diz o humorista José Simão! Parcela boa dos brasileiros – estou nela incluso – quer Mula Lava Jato do Acarajé na cadeia. Mas existe um detalhe indissociável ao ato de prendê-lo: a Lei Penal precisa ser cumprida, a bem da legalidade institucional.
Os petralhas estão chorosos, porquanto a Presidência da República, aquela maravilhosa “bocarra”, começa a lhes escapar das mãos. Semana passada, o chefe da quadrilha do Mensalão, José Dirceu de Oliveira e Silva, num caradurismo próprio de bandidos contumazes, disse sem rodeios: “Como vocês sabem, nós vamos retomar o governo do Brasil (…) O povo está conosco e nós vamos voltar”. Ai, ai… A condenação na Justiça parece ser um grave empecilho!
Por outro lado, os incautos da direita sem beira ou eira, perdidos no fogo cruzado das pesquisas de opinião onde Mula Lava Jato do Acarajé desponta no topo das preferências – “topado”, como se diz aqui no Nordeste –, concordam ser a prisão a única alternativa viável para impedir o vagabundo de concorrer [e, quem sabe, ganhar]. Mas existe um detalhe indissociável ao ato de prender qualquer pessoa, incluindo um bandido como ele: a Lei Penal precisa ser cumprida, conforme preconiza o Estado Democrático de Direito.
No caso do triplex, falta a tal da “materialidade”, a prova concreta a ligar o apedeuta ao imóvel. Sérgio Moro se baseou no disse me disse das delações e na “intuição” dos procuradores para aplicar nove anos e seis meses ao vigarista petralha. De quebra, o condenou a 19 anos longe de cargos públicos. Tudo muito lindo, mas inconsistente…
Sem dúvida, diante do reiterado mau comportamento do ex-presidente e do seu homérico histórico de patifarias, motivos outros há de sobra para mandá-lo para o xilindró, incluindo a famosa “obstrução da Justiça” e o enriquecimento ilícito. Tudo ao seu tempo. No caso em voga, aos “garotos de Curitiba” tem sobrado ligeireza, tenacidade e vontade de fazer, digamos assim, justiça! A falta a “robustez documental”, contudo, atrapalha.
O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região, responsável por reformar a sentença de Sérgio Moro, dirá por fim quem está com a razão, se a defesa de Mula Java Jato do Acarajé ou se quem o acusa. A Justiça funciona assim, para evitar abusos.
Por enquanto, aos brasileiros nascidos sob o signo do hilário, resta-nos rir de nós mesmos! Rir até da assertiva de Sérgio Moro de não mandar prender Mula Lava Jato do Acarajé pois isso causaria trauma à Nação. Me bata um abacate, seu juiz…
#SantaDanação #BrilMostraSuaCar



AS PIADAS DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Ai, ai… vamos nessa que está bom à Bessa! A turma do Ministério Público Federal age de modo, digamos assim, risível. Que Geddel Vieira Lima, cacique do PMDB, não seja flor que cheire, quem haverá de duvidar?
Aliás, o ex-ministro deveria ter sido preso quando tentou melar a ação do Ministério da Cultura contra um monstrengo em construção no Centro Histórico de Salvador, onde ele tem um apartamento. Motivos havia de sobra para o encarceramento. Perdeu-se o “time”.
Agora que inúmeras tentativas de depor a fórceps o presidente Temerário falharam fragorosamente – para espanto do mundo inteiro, ele segue firme e forte; e isso é bom para o Brasil, no meu entender –, surge a prisão de um aliado muito próximo! Outros amigos de Michel Temer estão na mira.
Parece estar em curso um sistema para garantir a Mula Lava Jato do Acarajé [e ao PT] vantagem no pleito de 2018. Como todos os políticos são “farinha do mesmo saco” e já estão na cadeia aqueles cuja ação pode atrapalhar o meio de campo dos interesses petralhas, por que não apostar no “Salvador da Pátria” e no partido mais limpinho do País?
O PT da Bahia também recebeu [e já deve ter agradecido, claro] um bom reforço com a detenção do gordinho conhecido como “Suíno” em algumas planilhas de delatores. Não à toa, a tal prisão enterrou de vez os planos do peemedebista de ser eleito para um cargo majoritário na Bahia em 2018 – e olha que por lá ele seria um concorrente de peso até ao governo! Ponto positivo para o PT…
Trocando em miúdos: muito estranha a prisão de Geddel Vieira Lima, especialmente com os argumentos jurídicos até agora expostos na mídia. Soa como piada falar em obstrução da Justiça, quando a investigação que o levou à prisão na segunda-feira (03) teve início um ano e meio atrás.
Contem outra! Essa danação já nos fez gargalhar..



AFINAL, DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
A imprensa de Sergipe tem dois problemas patológicos. O primeiro – e, certamente, o mais grave! – é a completa falta de miolo na cabeça de parte expressiva dos tais “formadores” de opinião. O segundo – não menos grave! – decorre da dependência [neste sentido, em sua maioria quase absoluta] das benesses de governos [estadual e prefeituras] e dos políticos.
Quem lê o calhamaço “1914/1918 – A História da Primeira Guerra Mundial”, do historiador inglês David Stevenson, encontra a definição do chamado “espírito de nação”. Em resumo: “Todos os jornais liderais e alguns unionistas [anti-governo] opunham-se à intervenção [guerra] (…) Porém, quando a Alemanha ameaçou a Bélgica e a França (…) o ‘Manchester Guardian’ [e os outros jornais], até então neutro, achou que agora, que a Inglaterra havia entrado no conflito, o que importava era vencer, mesmo que algum questionamento se fizesse necessário [p. 38]”.
Quando setores da imprensa de Sergipe, em conluio com os petralhas e outras chorosas e sedentas viúvas do poder, faz campanha aberta contra o presidente Temerário, trabalha contra os interesses do povo sergipano. Esses setores, aliás, por incapazes, não formulam para externar opinião, apenas reproduzem o que lhes chega através de quem os “estimula”, seja por interesses financeiros ou meramente os eleitorais. A ignorância junta-se ao desejo de sorver algumas migalhas.
Na verdade, os fatos comprovam, em um ano e um mês de governo, goste-se ou não do mandatário da República, Sergipe foi muito prestigiado, de uma forma como jamais fora, frise-se. Conforme informou o deputado federal André Moura semana passada, estão alocados – e parte disso já foi repassada para o governo de Jackson Barreto e prefeituras, incluindo a de Aracaju – mais de R$ 480 milhões, um pouco menos que o valor emprestado pelo governo sergipano desde 2012 via Proinveste, com resultados até o momento pífios em termos de realizações.
Entre o imenso volume de recursos estão os R$ 7 milhões liberados semana passada por André Moura para resgatar da inércia o Hospital Cirurgia, que finalmente poderá concluir a expansão do atendimento oncológico – um caos para quem é pobre e tem de viajar a Alagoas ou Bahia para receber tratamento – e implantar uma nova ala de UTI, com 20 leitos, o que significa um aumento de 20% no total de leitos de UTI hoje à disposição da população em todos os hospitais de Sergipe, para se ter uma noção de quanto estamos mal servidos no sistema estadual de saúde.
Portanto, quem torce para o presidente Temerário cair trabalha contra Sergipe – e nisso há também um misto de inveja e de preconceito contra o líder do governo no Congresso Nacional, afinal, todos os benefícios agora destinados ao Estado só foram possíveis porque André Moura hoje figura entre os homens fortes de Michel Temer, com poder comparável apenas ao de outro sergipano, o jornalista Lourival Fontes, junto a Getúlio Vargas [quem quiser saber mais que estude a história do seu País].
Resta, assim, a pergunta: de que lado você está? Setores da imprensa de Sergipe trabalham abertamente para depor o presidente. Quem compra jornal, prestigia sites e blogs e dá audiência aos programas matinais de rádio contrários a Michel Temer acaba colaborando com essa turba nesta guerra. A máxima do ‘Manchester Guardian’ em 1914 continua válida para nós hoje: importa a Sergipe vencer e se desenvolver.
Por que derrubar um governo que nos prestigia como nunca na história sergipana? E então, de que lado você está?

RODRIGO JANOT, UMA ANTA OU UM ESPERTALHÃO?
Vamos aos fatos, para análise do distinto público, pois o tema pode se alongar e quero ser o máximo objetivo possível:

1 – Político profissional, Aécio Neves certamente não é santo. Contudo, o texto do ministro do STF Marco Aurélio Mello autorizando nesta sexta-feira (30) ao senador retomar as atividades do mandato, com efeito imediato, bate de frente com as incursões “jurídicas” de Rodrigo Janot – e, por consequente, também com as do colega dele, ministro Edson Fachin.
Na decisão, Marco Aurélio Mello diz: “Não cabe ao STF, seja pelo plenário e, muito menos, por ordem monocrática, afastar um parlamentar do exercício do mandato”, pois tal medida “cria perigosíssima jurisprudência que afeta o equilíbrio e a independência dos Três Poderes”.
Ademais, ao justificar o enunciado acima, Sua Excelência foi categórico: “Os delitos supostamente praticados [por Aécio Neves] não estão entre os considerados como inafiançáveis [tortura, tráfico de entorpecentes, terrorismo e crimes hediondos, por exemplo], logo, não fosse suficiente a inexistência de flagrante – o senador não foi surpreendido cometendo crime –, não se teria como prendê-lo, considerada a previsão do artigo 53, § 2º, da Constituição Federal. Vale notar que o ato extremo poderia, pelo voto da maioria dos membros do Senado, ser afastado [anulado, portanto]”.
Em miúdos: errou o PGR e errou o ministro Edson Fachin.

2 – Os abusos de Rodrigo Janot contra o próprio Aécio Neves e contra o presidente Temerário teriam como razão de ser fatos desabonadores ao procurador-geral da República, cujo mandato se encerra em setembro: no caso do primeiro, para impedir o parlamentar de atuar no Congresso Nacional a fim de coibir certos abusos de autoridade, especialmente de juízes e promotores de Justiça; do segundo, como mera vingança pessoal por este ter-se negado a reconduzi-lo ao cargo.
Claro está o uso delinquente da PGR e da Operação Lava Jato, com Rodrigo Janot em ação desenfreada, determinada e inconsequente, porquanto o faz atropelando a lei e o bom senso, para depor a qualquer custo – político e econômico – o presidente Temerário, com a cumplicidade inusitada de parte do STF e de setores da imprensa, especialmente o Grupo Globo.
Pior, com a desculpa esfarrapada de “caçar” corruptos – o Brasil precisa fazer, sim, e todos devemos apoiar a limpeza para livrar-nos dos maus políticos, mas no estrito limite legal e do Estado Democrático de Direito –, Rodrigo Janot fez estranho conluio no qual, em troca de deleções contestáveis e gravações clandestinas contra Aécio Neves e o presidente Temerário, liberou de qualquer punição os maiores corruptores de todos os tempos na história brasileira – Joesley Fanfarrão e Wesley Safadão –, patrocinadores, aliás, da campanha vitoriosa do ministro Edson Fachin ao STF.
Em miúdos: usa o cargo para proveito político [próprio].

Assim dito, sobram duas questões: o senhor Rodrigo Janot age como tem feito por ser uma anta, portanto estaria inepto para o exercício do cargo; ou por ser um espertalhão, portanto, alguém inapto para a função de PGR? Ficam as perguntas…
#SantaDanação

QUEM SÃO OS MAIORES PICARETAS DO MUNDO?
A NewsWeek, revista semanal norte-americana, trouxe à tona, recentemente, mais uma picaretagem mundial liderada por chineses e já devidamente copiada pelos russos. São as chamadas Fazendas de “Likes”. Não ouviu falar? Pois elas existem, sim, senhor!
O chamado “cultivo de likes” tem sido, na verdade, um tipo de prática cada vez mais comum pelo mundo, e funciona em grande escala. Um monte de smartphones ficam conectados à internet 24 horas por dia, sete dias por semana e vão gerando curtidas e compartilhamentos aleatórios nas páginas e perfis das empresas e pessoas contratantes do serviço.
A fraude possível com essa técnica consiste em tentar enganar os sistemas de publicidade, cuja cobrança se dá a cada clique efetivado em determinado anúncio. Quanto mais um banner receber cliques, maior será o preço que o anunciante deverá pagar por ele. Captou?
No vídeo, uma dessas fazendas operadas na China!

DE FESTA À SAÚDE PÚBLICA, SÓ DÁ “SÃO” ANDRÉ MOURA
A classe política anda num descrédito danado, e não apenas por causa da Operação Lava Jato, responsável por desnudar as desvirtudes de muita gente até então considerada o suprassumo da decência. Há uma sensação geral – não sem razão, diga-se – do declínio do homem público, cada vez mais raro de se ver na persona do estadista, do político com olhar acima do comum.
Sergipe viveu tempos estranhos, para citar o comunista Eric Hobsbawm, nos quais as forças políticas passaram a digladiar-se permanentemente. Os interesses maiores foram legados a um segundo plano, em detrimento de questiúnculas eleitorais diuturnas. O PT de Mula Lava Jato e de Marcelo Déda – e parte da oposição, frise-se – foi o responsável por tamanho prejuízo.
Em 2016, quem não lembra, a campanha de Edvaldo Nogueira patrocinada por Jackson Barreto elegeu como vilão André Moura. O deputado, à época líder do governo na Câmara dos Deputados e hoje alçado à liderança governista no Congresso Nacional, foi tratado com requintes de crueldade. Agora, Sergipe inteiro o enxerga como a ponte para a salvação, incluindo os citados acima.
De verbas para festas [Areia Branca, Estância, Aracaju], passando por ações na saúde pública [Odontologia da UFS/Lagarto; hemodiálise em Estância], na retomada de obras paralisadas desde o século passado [BR-101, BR-235, Aeroporto de Aracaju] à entrega de mais de 2 mil casas populares [Tobias Barreto e Estância], só dá André Moura. A louvação ao deputado o tem alçado às alturas.
São André Moura, o santo milagreiro de Sergipe, mostrou-se um político acima da média. Fosse por muitos que o cercam, trataria os adversários – aqueles que o mimaram com requintes de crueldade, sobremodo – na mesma medida. O deputado pensa diferente. “Amo Sergipe e vou, sim, aproveitar minha posição privilegiada para trabalhar pelo nosso povo”, diz às escâncaras.
É bom saber que ainda haja políticos com espírito público, mesmo que se saiba que não há ponto sem nó bem apertado na política. André Moura, líder nato, certamente trabalha com o coração aberto e a alma livre de ressentimentos, mas é o preço que se paga quando se sonha alto, muito alto.



QUEM, AFINAL, INTERMEDEIA ESSA FUTRICA DA PESTE?
Ave cruz! Lembrei de “Desculpe o modo” [Chiko Queiroga e Antônio Rogério]. Para além da “licença poética”, sem erro, posto que até Padre Vieira em seus “Sermões” já tratava o verbo desculpar como transitivo direto. Se o fazia o grande escriba, quem sou eu para condenar o uso? No entanto, com o devido pedantismo gramatical, vou-me desculpar PELO modo como enxergo as “coisas” da política.

“Desculpe o modo, desculpe o modo,

Desculpe o modo de te dizer: eu não queria, eu não queria”

Afinal, de onde partem as futricas a balançar os egos do deputado [e presidente da Alese] Luciano Bispo e seu arquirrival, o prefeito serrano Valmir de Francisquinho? Quem as intermedeia? Ora bolas, a imprensa, quem mais? Ela mesmo provoca e ela própria se nutre desse “rescaldo”.
Parece bastante simples colocar dois políticos destacados para bater boca e, desta forma, gerar audiência no rádio ou nos canais de internet. Basta inflamar um pouquinho as desvirtudes de uns e outros, como no caso dos citados combatentes, e eles caem feito patinhos na rede [literalmente] – e a audiência da imprensa sobe mais um pouquinho, até porque a futrica parece exercer certa atração no público.
Certamente, sem qualquer dúvida, tanto Luciano Bispo quanto Valmir de Francisquinho devem ter agendas mais importantes do que rememorar motivos para derrotas e vitórias em contendas eleitorais de 2012 ou mais proximamente, em 2016. Qual ganho há nesses embates, sejam eleitorais ou quaisquer outros? Nenhum, nada! Eles apenas servem para preencher espaço na mídia e aumentar [um tiquinho] a audiência…
O debate político em Sergipe tem sido apequenado faz tempo e, para meu lamento, parte da responsabilidade pela falta do “choque de ideias” sobre temas realmente proativos e voltados aos interesses maiores dos sergipanos é da nossa imprensa, núcleo do qual faço parte. Fôssemos daqueles a intervir com assuntos de real relevância, certamente os “marias-vão-com-as-outras” da política teriam melhores pautas a confrontar.
Mas cada um só dá o que tem, não é mesmo?