ACORDEM O NEGÃO, POR FAVOR!
Lembram daquele candidato sorridente e prometedor da eleição de 2012, que por força do “mito” do gerente indomável, do cabra fazedor de obras, acabou levado à vitória? Pois bem, após ter passado quase quatro anos dormindo no ponto e culpar [no rádio e na TV] a transposição por ter feito a pior entre todas as gestões das últimas duas décadas em Aracaju, o candidato João Alves Filho tenta agora, de novo, emplacar o discurso do coitadinho perseguido pela cambada petralha e larápia.
“Perseguido”, mesmo, está o esquecido povo de Aracaju, sobretudo o mais pobre, cuja vida piorou muito desde que o Negão e sua corriola ligeira – que só pensa naquilo, conforme disse um político proeminente! – fizeram da prefeitura um cabide de empregos [até para acomodar amantes e filhos]. As promessas da eleição de 2012 estão, aos poucos, sendo ressuscitadas, como se fossem “ideias” novinhas em folha. Resta saber se o povo vai cair, de novo, nesse conto do vigário! Se vai acreditar…
De toda sorte, assistindo aos programas eleitorais de 2016, constata-se: alguém precisa, urgentemente, acordar o Negão. Ligaram a câmera enquanto o coitado estava roncando, editaram os momentos em que ele abre os olhos e balbucia palavras como se estive em transe e jogaram o “resultado” na TV. É muito hilário, mosfios! Santa danação, meu povo!





“NÃO FIZ ‘MODE’ A TRANSPOSIÇÃO”, ALEGA O NEGÃO
Quem não lembra da gozação na eleição passada, segundo a qual até as pirâmides do Egito tinham sido feitas pelas mãos miraculosas de João Alves Filho? Era tanta danação que um político com humor ferino dizia que, levando a sério tudo que creditavam como obra do Negão, no dia em que ele partir para a Glória Celestial, Sergipe fecha as portas e se muda para a Bahia!
Mas o “mito” não fez! Ou melhor, fez sim: fez a pior gestão da história de Aracaju, desde a própria gestão dele como prefeito biônico [1975 e 1979]. De fato, aqueles eram outros tempos e se você pintasse um meio-fio ou asfaltasse uma rua já seria considerado um grande obreiro. Pois bem, João Alves não fez o que prometeu e põe a culpa na… transposição do Velho Chico!
Não, não é piada! A culpa do Negão ter dormido no ponto nos últimos três anos e oito meses é da transposição do São Francisco, foi o que ele disse hoje no rádio. É o tipo de coisa que lembra uma velha anedota, a do cabra com diarreia que faz de tudo para se segurar, até não se conter e descer o barro, alegando: “O que é um peido para quem já está cagado?”.
Contra outra, Negão!

PS – Nas fotos, um pouco das “obras” de JAF, que pretende continuar “obrando”, se o povo de Aracaju deixar, é claro!




EDVALDO NOGUEIRA PRECISA EXPLICAR DENÚNCIA
Ao que parece, o candidato do governador Jackson Barreto e do PT à Prefeitura de Aracaju, o caro ex-prefeito Edvaldo Nogueira, começará sua campanha tendo de explicar esse tal superfaturamento – como e por que ocorreu – denunciado ao Ministério Público Estadual, conforme reportagem exibida pelo Jornal do Estado (TV Atalaia), edição desta quinta-feira (26).
Frise-se que, ao menos até esta denúncia ser encaminhada, não pesava contra o camarada qualquer acusação de desvio de dinheiro público ou de enriquecimento ilícito. Mas, pela gravidade das acusações, faz-se urgente investigar se havia alguma destinação não-republicana para tanto dinheiro, posto que o lixo, como se sabe, sempre foi uma mina de ouro usada para financiar partidos políticos e campanhas eleitorais!
A coisa é séria, gente. Muito séria!

REINO UNIDO: VENCEU O “SIM”! ADEUS UNIÃO EUROPEIA
Por ser um movimento que envolve, de modo inédito, partidos à direita e à esquerda do Reino Unido (RU), o plebiscito vencedor do Sim pela saída da União Europeia requer uma análise mais aprofundada, o que não se fará aqui. Porém, pode-se colocar alguns pontos para nossa reflexão sobre a questão.
Primeiro: mais uma vez, os institutos de pesquisas se embolaram – ou foram ludibriados pela opinião pública. Nenhum deles chegou sequer perto do resultado final, bastante apertado. Todos apontavam uma vitória do Não. Venceu o Sim.
Segundo: o movimento à direita, composto por gente da classe média média e da classe média alta, com boa escolaridade, criticou, majoritariamente, a abertura de fronteiras à imigração sem barreiras de pessoas cuja adaptação cultural nem sempre ocorre, sobretudo pela falta de integração com a língua inglesa e pelo culto a religiões com veio radical e de crítica ao individualismo, numa sociedade amplamente liberal e em cujo cerne o individualismo é levado muito a sério.
Terceiro: à esquerda ocorre algo similar na crítica à abertura de fronteiras, mas por outro viés – os sindicatos [que representam a classe média baixa trabalhadora e com pouca escolaridade] estão em polvorosas com a chegada de trabalhadores estrangeiros, sobretudo do leste europeu, que aceitam salários inferiores e não exigem as mesmas regras do bem-estar social impostas pelos trabalhadores locais. Essa gente chega com boa qualificação técnica e mais anos de estudo, em sua maioria fala inglês e tem muito foco em se estabelecer no RU. Quem se destaca negativamente são os poloneses, que costumam formar guetos nos quais a língua é a deles e a cultura local, também.
Quarto: o sistema de pesquisa do Google entrou em pane nos dois dias anteriores e no dia do plebiscito em razão da pergunta “O que é União Europeia?”. Vê-se, pois, uma demonstração clara de que a maioria do povo estava alheia ao que era discutido amplamente na imprensa, mas que passou ao largo tanto da campanha do Sim, quanto do Não. Os contedores estavam mais ocupados em atacar os “inimigos” do que em explicar o que estava em jogo e os riscos para a economia do RU nos próximos anos. Típico da política de polarização no Brasil, mas estranho ao habitual ambiente de discussão racional do RU.
Resultado prático: por terem votado majoritariamente no Não, Escócia e Irlanda do Norte devem se desgarrar de vez de Inglaterra e País de Gales, mandando para o buraco uma aliança política e de gestão financeira que tem quase 350 anos. O mundo não acabou, nem a União Europeia também, ao menos por enquanto. Uma coisa é certa, no entanto: a disputa nacionalismo x globalismo entrou de vez na discussão do mundo, por atingir – de modo negativo – justamente a classe trabalhadora local. Os empregos inundam os parques da Ásia, mas sumiram para a classe média baixa da Europa e dos EUA. Os países ricos aumentam a concentração de renda num momento economicamente péssimo para as nações mais desenvolvidas.
Eis as questões a se pensar…
Tudo isso foi observado pelo economista francês Thomas Piketty em dois livros muito polêmicos: “O Capital”, e antes em “A Economia da Desigualdade”. Recomendo a leitura de ambos, para que se entenda o cenário atual.
Por fim, um adendo: o nacionalismo exacerbado confundiu o trabalhador mais velho do RU, que viverá mais 20, 30 anos em detrimento do trabalhador mais novo, que tem mais 50, 60 anos de expectativa de vida. Isso está claro no resultado altamente polarizado. Sem dúvida, o populismo venceu a razão e isso está virando praga no mundo todo, especialmente diante da alta concentração de renda. Ricos ficando mais ricos, pobres ficando mais pobres. Veja que a crítica do Sim era contra as multinacionais, os grandes bancos, a abertura de fronteiras, os especuladores... A discussão deve continuar. É isso!

“AMO CAPELA, MAS VOU COM JAPARATUBA!” – OU... O DANADO DO SUKITA É UM SUJEITO MUITO CAPAZ! CAPAZ DE TUDO

Um amigo, proprietário de um instituto de pesquisas com atuação em vários municípios sergipanos, com quem sempre debato sobre a política local, vez por outra me renova as informações quanto a eleição para prefeitos, em outubro. Japaratuba está entre minhas curiosidades e, pelo andar da carruagem, tudo indica que o ex-prefeito de Capela, Manoel Messias Santos, vulgo Sukita, vai tentar a sorte como candidato a prefeito daquela municipalidade.
Para quem já esqueceu, Sukita é aquele cabra eternamente maquiado que sacou na boca de um caixa do Banese cheques no valor [somado] de quase R$ 1 milhão, de uma conta corrente da Prefeitura de Capela, faltando uns poucos dias para encerrar o seu mantado, em 2012.
Por causa desse estripulia, ele acabou preso. Ficou um tempo no presídio e, agora solto, resolveu “atacar” em duas frentes políticas: lançar candidata a prefeita de Capela a sua esposa, Silvany Yanina Mamlak, também presa numa operação da Polícia Federal que investigava crimes de lavagem de dinheiro [público] surripiado de contas da prefeitura capelense, que eram abastecidas com verbas federais; e lançar ele próprio candidato a prefeito de Japaratuba.
Segundo as más-línguas, na verdade a candidatura em Japaratuba faria parte de um “plano econômico” urdido pela mente satânica de Sukita com o único objetivo de forçar o atual prefeito japaratubense, o famoso “rei do gado” Hélio Sobral Leite – a alcunha se deve ao pendor dele pela pecuária leiteira –, a fechar um acordo “politico” que lhe permita financiar a campanha da esposa [em Capela] sem tirar do próprio bolso.
A teoria da conspiração faz sentido, dado que hoje Sukita se diz um homem quebrado, pois usa o “pouco” que ainda lhe resta para pagar caríssimos advogados e, assim, manter-se bem longe da cadeia, por causa dos vários processos judiciais por improbidade administrativa aos quais responde. Pela trama, se Hélio Sobral topar o acordo com Sukita, este retira a candidatura e obrigaria o grupo político mantido por ele em Japaratuba, pequeno mas organizado, a apoiar a candidatura do prefeito.
Hoje, no programa do jornalista André Barros [FM Liberdade, Aracaju], a vereadora do Democratas de Capela, Érica Santana, pré-candidata do partido à sucessão naquele município, triturou o velho Sukita. Disse tudo e mais um pouquinho sobre o danado...
Ouçam um resumo da entrevista [abaixo]. O povo de Japaratuba vai saber, por exemplo, que Sukita é “casado” com Capela e pretende usar Japaratuba como amante. Vai saber também em que condições o ex-prefeito deixou as contas públicas daquela cidade e o perigo que qualquer cofre público sofre quando ele está por perto.
Como se ouvirá, Sukita é um danado muito capaz… capaz de tudo!

“CEMUS” O QUARTO (NO) PODER! – OU A “CONVERSA (A)FIADA” DO ILUSTRE PAULO HENRIQUE AMORIM
Quase 550 páginas separam capa e contracapa no caudaloso “O Quarto Poder – Uma Outra História”, escrito pelo jornaTista* Paulo Henrique Amorim (PHA). Resenhar um livro em poucos parágrafos é tarefa para gênios. Tentarei “resumir” a obra – aliás, “obra” era como minha falecida avó Dona Caçula chamava uma defecação.
A primeira impressão é a de que PHA acha o leitor um completo idiota. Mais adiante explicarei por quê.
O livro começa com um esboço do surgimento do rádio no Brasil e a opção tanto deste quanto da iniciante televisão pelo modelo “comercial”, de influência norte-americana. A crítica ao modelo se dá em duas frentes: a opção por um conteúdo não-educativo e a influência do capital sobre a programação.
Até esse ponto, PHA faz firulas, ataca o PIG – o Partido da Imprensa Golpista – e fala dos conspiradores, essa gente sórdida que ao longo da história política do Brasil só pensou em golpe. Trata-se de um preâmbulo para chegar ao “golpe” [de sorte para o País, no meu pensar] contra nossa amada GovernAnta, por ora dispensada das funções de presidente da República.
O livro é um rosário contra a direita golpista e pura louvação aos santificados próceres da esquerda, tendo o notório Mula Lava-jato à frente, absolutamente todos bem-intencionados e mal compreendidos. Sarrafos dialéticos e chibatadas metafóricas são dispensados aos energúmenos ditadores militares, ao esperto Tancredo Neves, ao malvado José Sarney, em Fernando Collor e, sobretudo, contra o nefasto Fernando Henrique Cardoso, o demônio mentor do Plano Real.
Paulo Henrique Amorim tem um malvado de cabeceira, digamos assim: Roberto Marinho! Capítulos inteiros são dedicados ao jornalista, proprietário de O Globo. Histórias peludas e muita dilaceração dos “serviços” prestados – e bem-remunerados – pelo “Cidadão Kane” dos trópicos aos homens do poder, desde 1964 até o leito de morte, quando “faltou”. O líder do PIG tem companhias, mas todas secundárias – os Mesquitas, os Frias, os Nascimento Brito… –, de acordo com o jornaTista.
Como disse mais acima, a primeira impressão que me passa “O Quarto Poder – Uma Outra História” é a de que PHA acha o leitor um completo idiota, que será fácil de enrolar se passando por alguém dedicado a expor verdades absolutas. Talvez ele ignore, mas o respeitável público ficou estarrecido ao saber de algo absurdo, mas o absurdo não existe quando se fala em governos petralhas.
Pois bem, Mula Lava-jato e a GovernAnta repassaram aos jornalistas Paulo Henrique Amorim e Luiz Nassiff, grandes defensores do PT e críticos dos adversários políticos do partido, sobretudo do PSDB, um nadica de R$ 8,3 milhões entre 2004 e 2015. Semana passada, Michel Temer mandou fechar a torneira. O jornaTista PHA perderá, até o fim do ano, R$ 865 mil em patrocínios de estatais e ministérios. Nada mau, hein?
Independente do nosso PHA ser um danado que ganha uma bolada milionária para manter um blog fajuto na Intenet e um canal meia boca no YouTube, usados para desancar os divergentes aos que lhe remuneram tão regiamente, “O Quarto Poder – Uma Outra História” é um livro com narrativa interessante sobre os bastidores da TV e, sobretudo, do jornalismo praticado no Brasil. Não diria que vale os quase R$ 45,00 pagos por ele, mas vale alguma coisa, sim. Há momentos hilários, até porque o vexaminoso PHA tem certa veia humorística, para inglês ver.
Leiam-no com um olho no santo outro na missa…

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(*) – Neologismo cunhado pelo malicioso colega César “Brahma” Gomes, para definir um jornalista/petista de carteirinha; maioria nas redações e no serviço público.

Citações imperdíveis…
Sobre Sergipe – O “Relatório Link” (1960/61), do geólogo norte-americano Walter K. Link, sugeriu começar a exploração do petróleo no Brasil pelo litoral do Estado de Sergipe. A família Franco é citada por deter a concessão de duas emissoras de TV, justamente as com maior audiência no Estado.
Sobre Delfim Neto – “Se Delfim me ligar, diga que eu estou cagando”. A frase está atribuída ao jornalista austríaco, naturalizado brasileiro, Frederico Heller, num momento qualquer em 1974, durante a discussão sobre planejamento econômico no governo.
Sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão – “Tudo que alguém precisa para ser jornalistas não exige mais do que três meses num laboratório do Senai. O resto, o resto é ler Machado de Assis”, segundo o próprio PHA.

O FACEBOOK VÊ E OUVE TUDO AO SEU REDOR
O cerco está se fechando! Os crédulos na “bondade” de Mark Zuckerberg, que aceitou pagar pelo WhatsApp meros US$ 21,8 bilhões para continuar a fornecê-lo gratuita e indistintamente ao mundo inteiro – aliás, como faz com o próprio Facebook –, precisam ler a informação do jornal digital Nexo, acerca da declaração de uma professora de Comunicação da Universidade da Flórida (UF), nos EUA, que recentemente alertou para a possibilidade real de o Facebook usar microfones de celular para registrar áudio e coletar dados sobre o que as pessoas estão discutindo.
Essa professora deve ser uma idiota, claro!
Imaginem que a criatura teve a audácia de dizer que encontrou evidências desse possibilidade, falando de assuntos específicos perto do telefone e observando o surgimento de anúncios sobre aqueles assuntos. Por outro lado, ainda segundo o Nexo, o Facebook admite “usar o registro de áudio do celular apenas para identificar se o usuário está ouvindo música ou assistindo TV, e que essa função está disponível em apenas alguns lugares do mundo”.
Ops!, como assim, cara-pálida? O Facebook, dono do aplicativo WhatsApp, usa o registro de áudio do “meu” celular “apenas” para identificar se o usuário – no caso eu, e você, crédulo – “está” ouvindo música ou assistindo TV? Também usaria o WhatsApp para o mesmo fim? Bem, para a felicidade geral do planeta, espero sinceramente que não, mas… duvidar é preciso!
Eu já havia alertado a amigos “entendidos” em tecnologia da informação, os quais me definem sem meias palavras como um “idiota letrado”, para as seguintes premissas: celulares são computadores e, como tais, estão plenamente aptos a fornecer [remota e secretamente, claro, e a quem interessar possa] escuta, fotos do ambiente e estabelecer a localização do “aparelho-alvo” com precisão extraordinária. Teoria da conspiração, balelas contadas entre um vinho e outro?
Essa professora da UF, que diz a mesma coisa, deve ser uma grande “idiota”, então!
Caras e caros, leiam a matéria [vide link abaixo] e tirem vocês mesmos as próprias conclusões. Se puderam, leiam também os sites de referência que estão “marcados” no texto. São valiosas fontes de novidades…



AFINAL, O SANTO WHATSAPP LHE ESPIONA?
Ai, ai… e pensar que em pleno Século XXI ainda há pessoas supostamente inteligentes que imaginam as grandes corporações internacionais, sobretudo do setor midiático, como “anjos do bem”. Pior, essa gente crê piamente no coração boníssimo e altruísta de figurinhas premiadas Mark Zuckerberg, só porque ele mantém “gratuito” o aplicativo WhatsApp, pelo qual pagou a bagatela de US$ 21,8 bilhões. Você também pensa como esses “entendidos” em tecnologia da informação?
O mundo inteiro conhece e reconhece o Facebook como recorrente violador das políticas de privacidade. Creia, com o WhatsApp não é diferente. O modo como o aplicativo lida com os dados de usuários desperta fúria entre especialistas em segurança e militantes pelo direito à privacidade na Internet.
Nos EUA, a Electronic Frontier Foundation (EFF), ONG norte-americana dedicada a denunciar abusos das corporações de mídia, está de olho em certos aplicativos para Androide – WhatsApp incluso – capazes de acessar o microfone e a câmera dos aparelhos onde foram instalados, para fins de garimpagem de dados, mesmo sem autorização dos proprietários.
Para quem se interessa pelo tema, a EFF edita anualmente o documento “Who has your back?” (algo como “Quem defende sua retaguarda?”), que avalia companhias de internet e telecomunicações sobre suas “políticas de privacidade”, muitas das quais estão voltadas [nas entrelinhas] à espionagem dos hábitos diários e corriqueiros de bilhões de pessoas com o objetivo de transformar todo esse “bigdata” em metadados a fim de tê-los para uso próprio ou para comercializá-los a clientes dos mais variados setores – bancos, lojas de departamento, agências de viagens –, incluindo o governo dos EUA.
Vamos aos fatos! Não deve ser novidade para você, mas saiba que sempre que se visita um site dessas corporações, que se faz alguma pesquisa de consumo [para compra, especialmente] ou que se frequenta plataformas de redes sociais, são coletadas informações a respeito do usuário, como endereço IP [para localização], e os chamados “dados-padrão” de acesso à web, como tipo do navegador e páginas acessadas no referido site.
Por trás dessa aparente bondade, de oferecer serviços gratuitos de pesquisa e intercomunicação pessoal, há algo bastante sinistro, como explorar ao extremo o potencial de consumo de usuários desses serviços para venda ou aluguel dessas informações pessoais para terceiros, para fins de marketing, tudo sem seu consentimento explícito – mas não esqueça, nos Termos de Uso você concordou e não poderá reclamar.
Em resumo, usuários dos serviços de Internet são constantemente monitorados por grandes corporações, como o Facebook e o Google, mas muitos “entendidos” em tecnologia da informação ainda duvidam das proezas feitas por essa gente muito inocente em nome da audiência e do lucro.
Por que devemos nos preocupar com toda essa absurda devassa de nossas vidas pessoais? Por que essa gandaia vive mentindo, jamais fala a verdade ou, quando faz, usa apenas a verdade que lhe é conveniente. De fato, somente uma meia verdade.
Atualmente, o Brasil serve como imenso laboratório para as grandes corporações de mídia, sobretudo por ser um mercado consumidor em ascensão. Se no mundo, hoje, existe mais de 1 bilhão de aparelhos Androide ativos – ou seja, que estiveram conectados à Internet pelo menos uma vez nos últimos 30 dias com o sistema da Google –, a Pesquisa Brasileira de Mídia 2015 aponta para o crescimento do mobile no País: “O uso de aparelhos celulares como forma de acesso à Internet já compete com o uso por meio de computadores ou notebooks, 66% e 71%, respectivamente. O uso de redes sociais influencia esse resultado. Entre os internautas, 92% estão conectados por meio de redes sociais, sendo as mais utilizadas o Facebook (83%), o WhatsApp (58%) e o YouTube (17%).”
Segundo dados da consultoria e bureau de tecnologia da informação Avellar&Duarte, “o e-Commerce brasileiro faturou R$ 41,3 bilhões em 2015”. Informa ainda que “31% dos brasileiros aceitam compartilhar dados pessoais”, que “o número de municípios com Wi-Fi cresceu 83,2% em dois anos”, que “pela primeira vez, celulares são o principal meio de acesso à Internet dos jovens brasileiros” e que, detalhe do detalhe, os “smartphones ficam imunes à crise no Brasil e 4G vira ‘objeto de consumo’”, sem contar que “mais de 70% dos consumidores compraram produtos na Internet em 2015”.


WhatsApp: “Calma, eu só vou pôr a ‘cabecinha’”
Nos EUA, a EFF e gente como o esperto – e siderado – John Mcafee, brilhante PhD em Matemática e fundador de uma das maiores empresas de antivírus do mundo, figura das mais excêntricas no mundo da tecnologia, resolveram agir para impedir abusos.

O “doidão” criou um aplicativo [D-Vasive] capaz de escanear permissões e acessos no Androide, permitindo aos usuários conhecer através de relatórios tudo o que ocorre com o sistema operacional – se um aplicativo ativar o microfone ou a câmera do aparelho ou ainda usar outros dados, um alerta será exposto na tela.
Já a EFF, exigiu do WhatsApp que explicasse detalhes da operação dos sensores em aparelhos Androide, o que motivou a empresa a criar um catálogo de notificações em “Perguntas Frequentes”. Curiosamente, fato já esperado, aliás, quando questionado “Por que o WhatsApp pede permissão para utilizar a câmera no meu Android?”, a Equipe de Suporte diz para você não se preocupar “pois o WhatsApp jamais irá tirar uma foto ou fazer um vídeo sem que você tenha requisitado e permitido”.
No entanto, logo em seguida, informa que “esta permissão da Google, chama-se ‘android.permission.CAMERA’, e diz o seguinte: ‘Permite um aplicativo a tirar fotografias e gravar vídeos com a câmera. Esta permissão possibilita o aplicativo a utilizar a câmera a qualquer momento sem sua confirmação’.
Ou seja, quem não conhece a velha pegadinha do “calma, eu só vou pôr a ‘cabecinha’”? Quem acredita que o aplicativo não faz isso, só porque ele mesmo diz que não faria? Quem controla as ações do WhatsApp, para garantir que ele haja conforme diz? Não há tal órgão de vigilância na Terra nem em Marte.
Talvez exista gente inocente o suficiente – ou desinformado, o bastante – para acreditar que uma corporação como o Facebook, useira e vezeira recorrente na violação das políticas de privacidade, denunciada por isso até no Senado norte-americano e alvo de investigações, ofereceria o WhatsApp gratuitamente, após ter pago meros US$ 21,8 bilhões pelo aplicativo, apenas para satisfazer o coração boníssimo e altamente altruísta de seu dono, Mark Zuckerberg, sem dele auferir qualquer benefício. Me bata um abacate com mel e raspas de casca de limão galego, mosfias e mosfios
Escrevi esta série de artigos, publicados nestas ‪#‎VerdadesQueIncomodam‬, não para provar que tenho conhecimento em engenharia eletroeletrônica ou informática [hardware], longe disso – sou, nesta área, completamente analfabeto, apesar da formação em eletricidade (técnico), área que nunca atuei.
Porém, como comunicador social, optei pela mídia eletrônica – especialmente as mídias sociais – como meio de sobrevivência, por isso estudo e pesquiso sobre tecnologia da informação.
Leio de tudo e busco comprovações para as “teorias” apresentadas. Umas erram, outras são “na mosca”. Espero que você abra seus olhos para esse “admirável mundo novo”, onde somos vigiados de uma forma que nem mesmo o genial autor britânico George Orwell [Eric Arthur Blair], em “1984”, foi capaz de prever. É isso… sigamos! A vida precisa adiantar seu curso.
– – – –
VER PARA CRER – Não acredite em mim. Veja [ouça e leia] com seus próprios olhos:
Por que o WhatsApp pede permissão para utilizar a câmera no meu Android? – https://www.whatsapp.com/faq/pt_br/android/28000004
John McAfee hackeia ao vivo o smartphone de apresentador da Fox –http://www.tecmundo.com.br/…/72629-john-mcafee-hackeia-vivo…
Pesquisa Brasileira de Mídia 2015 [Ibope] – http://www.secom.gov.br/…/pesquisa-brasileira-de-midia-pbm-…
Avellar&Duarte: Internet no Brasil 2015 (Estatísticas) –http://www.avellareduarte.com.br/…/internet-no-brasil-2015…/



 SEU CELULAR É SEU ESPIÃO – OU, DE COMO A COMPUTAÇÃO QUÂNTICA MUDARÁ SUA VIDA
Os temas são distintos, de fato, mas cabem no mesmo (con)texto pois convergem, talvez não agora, mas num futuro bem próximo. Para começo de história, falemos da computação quântica, assunto mais em voga hoje no Pentágono, sede do Poder Militar dos EUA, com bilhões de dólares em investimentos.
Recentemente, uma reportagem da revista inglesa The Economist tratou da perda de fôlego da indústria da computação com o “fim” da chamada Lei de Moore, premissa evocada em 1965 por um dos fundadores da Intel, o engenheiro Gordon Moore, pela qual a capacidade de processamento de dados e de diminuição do tamanho dos transistores duplicaria a cada dois anos.
Qual é o “pulo do gato” dessa história: em termos comparativos, toda a capacidade de processamento do módulo lunar [o rudimentar e “imenso” Apollo Guidance Computer (AGC), da Apollo 11], ápice do poderio tecnológico dos EUA em 1969, faria rir uma criança com um smartphone barato às mãos. De lá para cá, tudo ficou infinitamente menor e mais poderoso.
Hoje, diante do novo desafio de manter-se na dianteira tecnológica, governos [para fins militares] e empresas de tecnologia [para ganhar dinheiro] investem em abordagens como a computação quântica e a inteligência artificial. Nos EUA – sempre lá, diga-se –, o Quantum Artificial Intelligence Laboratory, da Nasa, realiza um experimento de avaliação do potencial dos computadores quânticos para executar cálculos difíceis ou impossíveis usando supercomputadores convencionais. Trata-se de uma iniciativa em parceria com o Google e a Universities Space Research Association [associação de pesquisa espacial das universidades norte-americanas].
A agência espacial utiliza a tecnologia para realizar pesquisas sobre missões espaciais sem tripulação e para melhorar o suporte e o controle de missões. Já o Google pretende usá-la para melhorar, por exemplo, as ferramentas de buscas e o reconhecimento de voz. Mesmo caríssimo, o investimento nesse tipo de plataforma é justificável: enquanto os bits dos atuais processadores operam com os valores 1 ou 0, os qubits podem assumir os valores 1, 0 ou os dois ao mesmo tempo, o que torna as máquinas quânticas extremamente boas na solução de problemas com grande número de variáveis, pois são capazes de testar todas as possibilidades ao mesmo tempo.
No que isso interferirá na vida do cidadão comum – nós? A conectividade será fundamental no dia a dia em breve, talvez em mais uns cinco anos. A “Internet das coisas” ou “Internet de tudo” exigirá alto grau de processamento de dados para colocar objetos [carros, geladeiras, casas...] em conexão integrada. Junto com toda essa gama de informação, seremos cada vez mais “vigiados”.
Começa aqui a segunda parte deste escrito: seu celular é um espião! Muita gente vai achar que se trata de teoria da conspiração ou apenas mais outra danação de um idiota juramentado, um imbecil letrado – no caso, Eu, segundo alguns amigos! Porém, a verdade começa a surgir de modo espartano, aqui e ali. É preciso garimpar e juntar os dados, para tudo fazer sentido.
A National Security Agency (NSA), por exemplo, testou com sucesso em 2012 um “brinquedo” chamado PlaiceRaider e, desde então, o introduziu como parte do sistema integrado de vigilância mundial de “alvos” do interesse do governo dos EUA. Através desse sistema, conforme denunciou Edward Snowden – in “Os arquivos Snowden”, do jornalista britânico Luke Hardin –, foram espionados chefes de várias nações e integrantes de grupos criminosos ou os notórios terroristas.
Parece coisa de filme de ficção, porém, esse tipo de malware [PlaceRaider] utiliza a câmera do aparelho e outros sensores para criar um modelo em três dimensões de um ambiente, permitindo que seja construído um mapeamento físico do local. Criado pelos militares dos EUA, ele consegue desligar os alto-falantes do dispositivo para evitar alertas sonoros indicativos de que uma nova imagem foi capturada pela câmera.
A NSA também usa malwares como o SoundMiner, projetados para escutar conversas e decodificar os tons emitidos quando as teclas do aparelho são pressionadas, além de localizar onde o aparelho se encontra, via GPS, com precisão espantosa.
Agora, vem a maior danação desta história toda: empresas como Facebook e Google são parceiras do governo dos EUA nesses projetos e suas plataformas [incluindo o WhatsApp, do Facebook] foram [e são] usadas para testar o sistema [secretamente, claro]. As duas gigantes da tecnologia auxiliam em projeto de inteligência artificial executados por universidades e pela Defense Advanced Research Projects Agency (Darpa).
Como tais empresas [Facebook e Google] faturam bilhões de dólares com a coleta incessante de dados – in “Future Crimes”, do ex-consultor de Tecnologia do FBI Marc Goodman – a fim de comercializá-los em forma de anúncios em suas páginas, é óbvio que usaram [e usam] esses “brinquedos” para seus próprios interesses, e com o “de acordo” [Eu concordo] dos usuários.
Para fazer a “Internet das coisas” ou “Internet de tudo” operar conforme o planejamento de extrair cada vez mais informação – de consumidores, de quem esteja em conflito com a lei ou simplesmente de quem seja “alvo” das agências de inteligência governamentais –, o sistema como um todo precisará atingir um alto grau de conectividade [o que significa conhecer os hábitos das pessoas de maneira ainda mais intimista] e, para tanto, necessita de computadores quânticos, com imenso poder de processamento e capazes de “racionalizar” [inteligência artificial].
Eu acordei após a “pílula vermelha” – Até pouco tempo atrás eu também duvidava que coisas assim pudessem ocorrer. Imaginava que empresas a quem confiamos “abrir” nossas vidas e permitir que vasculhem nossos computadores pessoais, tablets e smartphones seriam confiáveis, ao ponto de jamais jogarem em meu desfavor. Mas eu era apenas um inocente, cujas crenças foram forjadas quase no nível de uma “Matrix”.
Como alguns dos meus melhores amigos, você também pode me achar um tonto imbecil, crente em teorias da conspiração e dado a acreditar no que leio. Afirmo que pondero muito, reflito, pesquiso e jamais aceito uma única opinião sobre qualquer assunto, por isso, num exemplo sobre questões político-ideológicas, leio autores da esquerda, da direita e também os anarquistas – meus preferidos. Rogo que você faça o mesmo.
Mas não acredite em mim! “Perca” você mesmo algumas horas por dia para entender como somos diária e involuntariamente manipulados. Leia livros, leia artigos de especialistas em segurança na Internet e material da imprensa alternativa, que foge da pauta chapa-branca da maioria dos veículos da grande mídia. Então, verá como somos presas fáceis para quem fatura bilhões de dólares garimpando dados que fornecemos gratuitamente e, em certos momentos, com inadvertido prazer.
Voltemos, por fim, ao início deste longo escrito: seu celular é seu espião, pode crer, e a computação quântica mudará sua vida, fazendo com a que a privacidade seja um bem muito caro. Os temas são distintos, de fato, mas convergirão num futuro bem próximo. Que fiquemos alertas, se queremos ser livres.



RODRIGO JANOT, UM PIADISTA DE CIRCO?
Não posso crê, não! Só pode ser piada... O Brasil virou de cabeça para baixo de vez, se for verdade a informação da Folha de São Paulo do sábado (30), segundo a qual o procurador-geral da República, o notório Rodrigo Janot, incluiu os deputados Altineu Côrtes (PMDB-RJ) e André Moura (PSC-SE) entre os investigados na Lava-jato por terem sido os “mais agressivos” na “convocação dos dirigentes da Schahin pela CPI da Petrobras, no ano passado”.

Mais incrível ainda, a crer na informação do jornal paulistano, é Rodrigo Janot dizer que eles [os dirigentes da Schahin] foram “humilhados” pelos deputados. Que peste queria o PGR? Que essa turba comprovadamente ladroeira – conforme condenação do Juiz Sérgio Moro – fosse tratada com bombons? Por que ele não reclamou, também, do tratamento dado pelos mesmos parlamentares a João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, preso pela Lava-jato e chamado de picareta ladrão, achacador de empresas para bancar o partido? Fizesse isso, talvez desse muita bandeira, hein?
Sinceramente, se tudo isso for verdade – e a verdade haverá de aparecer –, o notório Rodrigo Janot, esse senhor que mantém engavetados os nove processos contra o presidente do Senado, Renan Calheiros [e Cia], deveria estar num picadeiro, contando suas piadas de jerico. Por essas e outras, com gente que usa do cargo público para intimidar [por meio da caneta] quem o incomoda e àqueles que representa, o Brasil pode ser considerado um grande circo.