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Terça-feira, 20 de março de 2012 | 11h20 | Tecnologia
Cuidado, o “OI Velox” é um serviço canalha
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Sobre as péssimas condições do Serviço de Telefonia Móvel – voz, e dados sobremodo –, disponibilizado ao usuário não empresarial em Aracaju, já mantive diálogos com altas esferas da TV Sergipe, TV Atalaia, Jornal Cinform, Jornal da Cidade e com a cúpula da Ordem dos Advogados do Brasil/Sergipe.
Solicitei dos colegas, fossem feitas matérias jornalísticas sobre o tema, questionando as partes, incluindo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); no caso da OAB/SE, referi-me ao movimento deflagrado pela seccional do Rio Grande do Norte, que impetrou ação na Justiça contra as concessionárias, cobrando melhores serviços.
Deu em nada... até o momento presente, ninguém interessou-se pelo assunto!
A prestadora Vivo, por exemplo, é hoje uma alma penada – morreu faz tempo, mas deixaram-na vagar como defunto insepulto, fedido e, pior de tudo, arrogante, pois arvora-se como empresa de telefonia, quando na verdade deveria vender banana no Mercado Central de Aracaju. Nada na Vivo funciona a contento: a conexão do serviço de voz é precária e a de dados está abaixo do nível mais rasteiro.
Não obstante as demais operadoras (Tim, Claro) oferecerem serviços com padrão similar no nível de qualidade, é a operadora Oi, através do serviço “Oi Velox” (fixo), certamente a mais vagabunda entre todas as demais. A constatação é simples: a empresa tenta enganar o usuário, fazendo-o crer na existência de acessos para os quais não tem a mínima condição técnica de atender – nem mesmo em termos de “previsão”.
Explico... Ao final de fevereiro, após examinar um novo pacote de dados com suporte para 10 megas na conexão, a um preço 20% inferior ao que me oferece hoje a operadora BR-27 em 5 megas – uma outra porcaria, diga-se! –, entrei em contato com o “Oi Velox” e solicitei a inclusão no serviço. Ontem, após 19 dias de espera, finalmente chegou o novo modem com instruções para ativá-lo – “tudo muito simples e rápido”. Segui as orientações técnicas do manual, ligando cabos e instalando o software de conexão...
Após algumas tentativas para ativar o serviço, verifiquei a recorrência do erro “135”. Fui ao suporte técnico via telefone e lá recebi a indicação de que até a meia noite de ontem tudo estaria funcionando, “conforme previsto no sistema”. Era uma piada de mal gosto... Por volta de 00h30 de hoje, um atendente “Oi Velox” afinal esclareceu a verdade: a empresa se desculpava, mas “lamentavelmente, não poderia fornecer o serviço combinado e estaria cancelando o meu pedido naquele momento”. Santa esculhambação!
Para piorar a situação, hoje pela manhã, tentei desde às 08h00 manter contato com a Anatel para denunciar o fato e solicitar providências, mas o número do Serviço de Atendimento (1331) é apenas mais um engodo contra o consumidor – aliás, essas escroditões chamadas “agências reguladoras”, da Era Lula da Silva para cá, viraram sucursais das operadoras. O ramal está permanentemente ocupado, e para fazer reclamações pela internet é necessário realizar um cadastro, com CPF, email e senha. Trocando em miúdos: o relevante é dificultar ao máximo qualquer tentativa de denunciar um serviço porcamente canalha...
Eis por que o Brasil ainda é um país do Terceiro Mundo: aqui, as corporações, mancomunadas com agentes públicos, tratam o usuário como se fosse um completo imbecil a ser usurpado, para ficar num palavra amena. Protestar – e buscar reparação por meio da Justiça – é tudo o que resta!


Quarta-feira, 14 de Março de 2012 | 13h17 | Saúde Pública + Política
Pobre tem que se arrombar
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A Saúde Pública em Sergipe, sob o mando petista, mostra-se cada vez mais incapaz de cumprir com a obrigação de prestar um serviço minimamente decente aos declaradamente incapazes de pagar por um plano privado de saúde. O Programa de Assistência Farmacêutica Básica – ou “Farmácia Básica” – é um desses tristes exemplos...
Trata-se de um incentivo financeiro realizado em parceria pelas três esferas federativas – governos federal, estaduais e municipais –, visando ao financiamento das secretarias de saúde para aquisição de medicamentos destinados à população economicamente carente. Em Sergipe, há aproximadamente 10 meses nenhum dos 75 municípios recebe repasses da Secretaria Estadual de Saúde para esse fim.
Ou seja, quem depende do auxílio do governo para comprar algum tipo de remédio essencial, cujo preço está acima da capacidade financeira de sua família, terá de esperar a boa vontade do garboso Marcelo Déda. Muitos desses medicamentos, diga-se, são de uso contínuo e interromper o tratamento por vezes pode provocar a morte súbita do doente.
A questão é: será mesmo que essa turma do andar de cima está preocupada com isso? Sinceramente não creio – até porque, ao que parece, pobre na gestão do PT tem mesmo é que se arrombar...
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“Aos inimigos, os rigores da lei”
Eleitoralmente incapazes de manter o mando na capital – e aparentemente também, agora no estado, após a “revolta” dos irmãos Amorim –, restou aos próceres do PT apelar para todos os tipos de “recursos legais” e do uso da máquina de (des)informação, a fim de impedir a consolidação da candidatura de João Alves Filho a prefeito de Aracaju.
Vejamos o “Caso Fubras”, tentativa recente de aplicar a pecha de “desonesto” ao ex-governador – hoje mesmo, o papudo e bigodudo Cláudio Campos Nunes, jornalista especializado em lamúrias políticas, requenta acusações neste sentido na página que mantém no Portal Infonet.
O próprio JAF, ao se referir às supostas irregularidades, foi bastante claro: “Quem me julga agora e tenta transformar minha gestão num conluio de improbidades, usa de recursos semelhantes (a contratação de consultorias) para tentar tornar a máquina administrativa mais eficiente. Não entendo a razão de criticar o que sempre fizeram e fazem! Ou será que comigo o umbigo é mais embaixo?”
Por que, de repente!, surge tanto aperreio com o “Caso Fubras” (e outros processos que visam o impedimento eleitoral do Negão), se até o momento ninguém foi punido pelo sumiço de mais de R$ 30 milhões no escândalo da ONG Eunice Weaver, sabidamente uma das mais obesas patrocinadoras informais das campanhas eletivas de Marcelo Déda (2006) e Edvaldo Nogueira (2008)? Seria pelo fato de que falar de farra de ONGs nas gestões dos comuno-petistas parece ter virado lugar-comum? Santa questão incômoda... 
Vejamos outro exemplo, o da saudosa “Micareta Picareta” – aquela do desvio de dinheiro público federal da Saúde, que quase gera a cassação do governador: o cabra sortudo, após muita oração, escapou incólume! Sob os auspícios de realizar shows com artistas nacionais para louvar os inesquecíveis feitos das gestões de Marcelo Déda quando este renunciou à Prefeitura de Aracaju (março/2006), cachês foram pagos a menor, longe dos valores efetivamente apostos nos milionários contratos. Ficou por isso mesmo: ninguém foi incomodado! Aliás, alguém por acaso lembra do papudo e bigodudo Cláudio Campos Nunes rogando-se emocionalmente “dilacerado” com a falta de punição aos então gestores?
Trocando miúdos: para a rataria de internet, patrocinada gordamente com dinheiro público, o sujo, quando é “nosso”, ganha de qualquer mal lavado, incluindo os do DEMo.
Diz a lenda que certo político do interior de São Paulo abusava da máxima “Aos amigos tudo; aos inimigos os rigores da lei”. Diriam certos lisonjeadores, para justificar as tantas patifarias escritas em nome do mito da “honestidade petista”: Aos inimigos do poder vigente a calúnia, a injúria, a difamação...
O Negão que se segure, pois o jogo é de campeonato.


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Terça-feira, 13 de Março de 2012 | 11h10 | Política
Presepada” no ouvido alheio é refresco
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Que é estranho, não há dúvida! O trecho da obra de duplicação da BR-101 entre Aracaju e Riachuelo está inconcluso faz 15 anos – começou com Fernando Henrique Cardoso, passou praticamente sem acréscimos na Era Lula da Silva e segue se arrastando na gestão de Dilma Rousseff. Já no trecho entre Aracaju e Estância, a obra segue a todo vapor...
Na tarde da sexta-feira última, o vice-governador Jackson Barreto acompanhou os ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, numa visita ao trecho Aracaju/Estância – pano rápido: visita à obra em andamento, que fique claro. Então, resta uma pergunta: por que não levar essa turma jeitosa para ver a parte da obra paralisada há uns bons anos, a fim de tentar sensibilizar a presidente Dilma Rousseff a dar fim ao relutante lenga-lenga?
No seu programa desta segunda-feira, o danado do ex-deputado jornalista Gilmar Carvalho definiu a visita dos ministros como uma “presepada” – a palavra, aliás, lembrou minha finada vovó Dona Caçula, useira desta por significar “espetáculo ridículo, extravagante, bizarro...”; eram minhas as danações de menino travesso. A indignação do CãoCão deu-se não pela falta de agilidade no trecho Aracaju/Riachuelo, e sim pelos quase 12 quilômetros de congestionamento provocados pelo aparato da comitiva das “otoridades” na altura do município de Estância, local da visita.
Mas “presepada” é palavra amena, se se quiser definir qualquer coisa relativa a obra da BR-101 em Sergipe. Por conta dela, saltam aos olhos duas tristes constatações: primeira – e mais singela: o governador Marcelo Déda, compadre de Lula da Silva, tem mesmo “grande prestígio” junto ao governo federal; segunda: a derrota de Dilma Rousseff em dois turnos na eleição de 2010 jamais será esquecida pela presidente, cujo tratamento dispensado ao estado, de tão miserável, ficará marcado na História.
Na foto de divulgação da visita (logo abaixo), vê-se um Jackson Barreto paramentado e pomposo, dedos indicadores apontados ao solo, numa conversa animada ao lado dos ministros visitantes. Pelo gestual, voz rouca, pode-se imaginar que o vice-governador esteja dizendo algo como “aqui a coisa anda, por que não lá?”... Há quem duvide disso, porém. O mais certo é que o camarada Jackson Barreto esteja apenas a desancar enfadonhos elogios, coisa típica da visão caolha dominante em Sergipe há meia década...
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OBRAS NA BR-101 / ESTADOS VIZINHOS
Pernambuco – A duplicação de 25 quilômetros, entre Palmares e a divisa com Alagoas, está em andamento. No acesso a Recife (contorno), a duplicação de 42 quilômetros da BR-408, que dará acesso à Arena da Copa, já tem 16,5 quilômetros concluídos.
Alagoas – Duplicação de 248,5 quilômetros de extensão da BR-101, ainda inconclusa, pois as obras atravessam áreas urbanas e incluem a construção de vias marginais (como em Teotônio Vilela) e de contornos (como em Novo Lino e Messias).
Sergipe – O estado possui 320 quilômetros de vias federais, sendo 204,3 quilômetros na BR-101, dos quais 14 km compõem o contorno de Aracaju, mais 114 quilômetros da BR-235. A execução das obras neste trecho tem a participação do Exército (4º BEC), de consórcios privados e do Governo de Sergipe, responsável pelo trecho entre Estância e a divisa com a Bahia, por meio de convênio com o DNIT – único trecho cujas obras seguem num ritmo aceitável.


Segunda-feira, 12 de Março de 2012 | 12h10 | Livros
Afinal, a quem pode se creditar a vitória na II Guerra Mundial?
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De um lado um presidente – Franklin Roosevelt – atado à cadeira de rodas, vítima supostamente da poliomielite e que morreria sem ver o final do maior conflito do Século XX. No centro da disputa um primeiro-ministro com retórica capaz de fazer chorar – Winston Churchill – e de quem, pelo caráter etilicamente fanfarão, podia-se esperar qualquer sentimentalismo exacerbado. Do lado mais distante, alojado nas estepes geladas do Leste Europeu, um sujeito atormentado pela mania de perseguição e pelo narcisismo patológico – Josef Stálin –, cuja “grandeza interior” permitia-lhe jamais cogitar a derrota.
Três políticos aparentemente divergentes, cada qual pensando e agindo de modos até estranhos, mas que estiveram unidos pelo propósito de derrotar um inimigo comum (Adolf Hitler), muito poderoso e dotado de grande astúcia na arte da guerra – ao menos no começo do conflito...
Jornalista graduado pela Solihull Scholl e pós-graduado pela Oxford University, criador e produtor de inúmeros documentários premiados da BBC/PSB, sobretudo os que enfocam a II Guerra Mundial, Laurence Rees apresenta em “Stálin, os nazistas e o Ocidente” (Larousse, 568 páginas) um panorama de como a política e a diplomacia operaram para, a partir de interesses muito específicos/conflitantes, moldar a segunda metade do Século XX, cenário da Guerra Fria, finalmente concluída com a queda do Muro de Berlim, em 1989.
A condição humana – o livro requer estômago em algumas das narrativas, pois ilustram momentos dolorosos, em depoimentos marcantes dos sobreviventes (soldados e vítimas do horror): “Confrontado com a ameaça de sofrimento pessoal, dificilmente alguém viveria e morreria em nome de um princípio.” A tese de Laurence Rees foi testada ao extremo, especialmente do ponto de vista dos que foram invadidos, desterrados, aprisionados, torturados e, por fim, executados para facilitar o objetivo de garantir o controle absoluto sobre terras (riquezas) e povos (escravos).
A conta é chocante: um milhão de norte-americanos e britânicos mortos entre 1939 e 1945, contra 25 milhões de russos e sete milhões de alemães – afora os mais de seis milhões de judeus poloneses, tchecos, romenos, búlgaros... havendo a catástrofe, por outro lado, trazido à tona um novo tipo de ser humano! Aquele capaz de aniquilar a civilização, com o poder atômico. Aqui, exatamente neste ponto, passa-se a limpo o Século XX: os três poderosos, numa guerra diplomática paralela, tentaram impor condições com vistas ao pós-guerra, motivo para tantas idas e vindas que por pouco não deram sobrevida aos nazistas – o comunismo, que assustava as democracias ocidentais, mostrou-se nas entranhas tanto quanto pior...
Afinal, a quem pode se creditar a vitória na II Guerra Mundial? Josef Stálin teve méritos, decerto. O maior deles foi confiar no aparato militar – apesar de dar-lhes o troco mais adiante, com deportações e execuções ao final da guerra – e usar com inteligência os recursos cedidos pelos norte-americanos e britânicos, não obstante o alto custo em vidas humanas de soviéticos, civis sobretudo! Os alemães foram implacáveis com os cossacos... os soviéticos foram carrascos com os alemães. O líder russo até queria fazer uma parceria com o insano nazista logo no início do conflito; Aldof Hitler passou-lhe a perna, confiando na superioridade bélica e na força física dos alemães. Errou feio...
O livro de Laurence Rees ainda nos leva a conhecer o funcionamento da diplomacia política e sobre os bastidores: as birras de Winston Churchill, a esperteza fagueira de Franklin Roosevelt e o humor sarcástico de Josef Stálin, ingredientes essenciais para a convivência mútua dos três líderes, que raramente estiveram juntos, mas cujo desejo de vencer o inimigo poderoso fê-los ignorar (ou não reagir) as ações indesejáveis dos parceiros – guerra é guerra, e neste sentido “os fins justificam os meios”.
Recomendo! Excelente leitura..


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Sexta-feira, 9 de Março de 2012 | 08h50 | Eleições 2012
A quem Edvaldo Nogueira pretende enganar?
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Deveria ser um majestoso presente de aniversário para a população de Aracaju pelos 157 anos de fundação da capital, comemorados a 17 de março. Mas o tal do “reajuste zero” apresentado com pompa e circunstância pelo prefeito comunista de boutique Edvaldo Nogueira mostra-se apenas como outro factoide eleitoreiro, cujo único fito é ludibriar a patuleia e amolecer-lhe o coração. Vejamos...
A tarifa dos coletivos circulantes na Grande Aracaju foi congelada para 2012 em R$ 2,25 – em 2006, também um ano eleitoral, Edvaldo Nogueira agiu da mesma forma. Como “compensação”, as empresas prestadoras do serviço passarão a ter a partir deste mês um desconto mensal de 3% no Imposto Sobre Serviço (ISS), visando a equilibrar o suposto impacto da ausência do reajuste. O pleito dos empresários do setor era de 12% de aumento – a passagem passaria a custar R$ 2,52.
O “reajuste zero”, no entanto, poderia ter sido aplicado faz tempo. Durante as gestões de Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira, o preço da passagem saiu de R$ 0,90 para R$ 2,25. Majoração de 150%, para uma inflação de 90% acumulada no período. Trocando em miúdos: não houve favor! Foi mantida uma tarifa já bastante obesa, cujo excesso de gordura enriqueceu na última década alguns poucos felizardos.
Diante da chiadeira dos donos de buzus, supostamente (mais uma vez) passados para trás, o pândego Edvaldo Nogueira, com cara de pastel de rua no fim do dia, cuspiu no abastado cofre que financiou as campanhas políticas dele próprio, de aliados e do padrinho Marcelo Déda. Disse o cabra macho alagoano: “Meu relógio não funciona com pressão de ninguém, muito menos de empresário” – mas só em ano eleitoral...
O “reajuste zero”, respeitável público, surge assim para enganar os trouxas...
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Piada? – O prefeito promete agora iniciar o “processo licitatório do transporte coletivo”, anunciado para o mês da mentira: dia 17 de abril. Não esqueçamos porém, na campanha de 2000 a dupla Marcelo Déda/Edvaldo Nogueira falava em “desprivatizar” a prefeitura comanda por João Augusto Gama, hoje um empresário megamilionário. Era conversa para vaca roncar. Tivesse sido feita a licitação, o preço da tarifa para 2012 seria no máximo R$ 2,00 – incluída a inflação do período (veja tabela abaixo) e o lucro das empresas.


Confira também o “Demonstrativo de Tarifas e Tributos nas Capitais Brasileiras”, comparativo a provar quanto são extorsivos os valores cobrados dos usuários do transporte coletivo na Grande Aracaju.


Tabelas colhidas no Facebook do ex-deputado federal José Carlos Machado.


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Quarta-feira, 7 de Março de 2012 | 09h20 | Políticas Públicas
Marcelo Déda, afinal, admite: Doutor Rogério Carvalho destruiu a Saúde estadual
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Leia também neste escrito: José Carlos Machado aponta uma possível razão para a derrocada da Saúde Pública nacional.
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Num comercial veiculado ontem no horário nobre das emissoras de TV sergipanas, o governo anuncia que “está reconstruindo a saúde”... A semiótica implícita na frase sugere duas interessantes alternativas: Marcelo Déda relaxou na elaboração do marketing eleitoral/governamental (não necessariamente nesta ordem), cujo gasto chega a quase R$ 30 milhões/ano... ou a Comunicação estadual imbecilizou-se!
Iniciado o calendário de 2012, entra-se no sexto ano consecutivo da gestão do PT, sendo a Saúde Pública – seguida da segurança – o maior problema enfrentado por Marcelo Déda. Se agora “reconstrói” alguma coisa, é porque supostamente havia destruição – e quem a praticou? Sem dúvida, já que a esta altura do campeonato não mais se pode admitir a ingerência do ex-governo nas ações do atual, a culpa certamente recai sobre o ex-secretário estadual de Saúde, o hoje deputado federal e candidato do governo à Prefeitura de Aracaju, Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho.
Sergipe inteiro conhece a histórica passagem de Rogério Carvalho pela Saúde da Prefeitura de Aracaju, quando inaugurou dois “hospitais” de ponta, posteriormente rebaixados a postos de saúde pelo Ministério Público, atendendo a pedido da Sociedade Médica de Sergipe, que denunciou a fraude perpetrada ainda no período eleitoral de 2006. Ao assumir a Saúde estadual, o médico e professor, munido de uma marreta, mandou destruir as partes internas do Hospital Infantil José Machado de Souza,  finalmente inaugurado  somente no fim do ano passado na calada da noite, por ordem da Justiça, também atendendo a pedido do MP por via dos médicos.
O programa “Fantástico” da Rede Globo foi assíduo nas denúncias do projeto de Rogério Carvalho para desmantelar o sistema de Saúde Pública estadual, apresentando ao Brasil a morte de mais de 100 crianças na Maternidade Hildete Falcão por conta da imundície, o fechamento por quase um ano da Maternidade N. S. de Lourdes, apesar de plenamente operacional; a transformação do Huse (ex-Hospital JAF) em matadouro de pobres e, por fim, o sucateamento do Samu Estadual e a falácia das Clínicas da Família, um dos maiores trotes da história política de Sergipe.
Ao utilizar uma peça de propaganda com o fito de tentar provar que busca solucionar as tantas barbeiragens cometidas pelo danado do Doutor Rogério Carvalho, em prejuízo da imagem pública dele próprio (Marcelo Déda), sobretudo ao admitir que “está reconstruindo a saúde”, o governador diz afinal o que todos os sergipanos já sabem faz tempo: a gestão de Doutor Rogério Carvalho só não foi pior porque, graças aos Céus, ele precisou afastar-se para concorrer à Câmara Federal e, num golpe de sorte para os pobres de Sergipe, foi eleito deputado federal.
Resta saber se, além de “reconstruir a saúde”, Marcelo Déda vai fazê-la algum dia voltar a funcionar num nível aceitável, pelo menos no mesmo nível deixado por João Alves Filho, que apesar de ser precário, era indubitavelmente mais eficiente que o da gestão do PT.
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Poderia ser ainda pior? – Ontem, através do Twitter, o ex-deputado federal José Carlos Machado, engenheiro por formação e, portanto, afeito a números, informou que o “Índice de Desempenho do SUS aponta 13 estados abaixo da média de Sergipe, que é de 5,36”. Ou seja, em 13 estados a Saúde Pública está pior do que em Sergipe – imaginem a tragédia...
O interessante”, diz o ilustre camarada, “é que dos treze, 12 estados são governados por aliados da presidente Dilma Rousseff. Sinal que a Saúde Pública está no vermelho, literalmente! Acima da média de Sergipe estão seis estados, cinco governados pelo PSDB e o outro pelo DEM. Então, o resultado da avaliação feita pelo Ministério da Saúde significa o quê?”, questiona José Carlos Machado, para concluir que “Santa Catarina é o estado com a maior média do IDSUS: 6,29 – (santa) coincidência: o estado nunca foi governado pelo PT”.


Terça-feira, 6 de Março de 2012 | 10h30 | Política
Marcelo Déda trata os Amorim como “lixo”
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Passemos sem delongas ao dissecamento de como a comunicação oficial, por via de assessores ligados diretamente ao governador ou através de lisonjeadores profissionais aboletados na imprensa, tratou o imbróglio gerador do cisma entre as facções controladas por Marcelo Déda e pelo chefe político – e grande colecionador de partidos –, o megaempresário Edvan Amorim.
Movido por um ódio extremo ao que considera “traição” desmedida, o garboso Marcelo Déda imbuiu-se pessoalmente de organizar o discurso – e a ação, diga-se! – visando a punir com crueldade os rebelados da ex-base aliada do governo. Sem ao menos considerar a possibilidade de manter aberto um canal de diálogo com a turma do irmãos Amorim, usou a guilhotina, “limpando” a máquina estadual da presença dos dissidentes.
Observem a palavra “limpando”, pois ela não está em uso ao acaso. Foi exatamente o verbo limpar que definiu a retórica política retaliatória de Marcelo Déda. Pode-se concluir portanto que, se se estava limpando, é porque havia sujeira, muita sujeira – e quem era o tal “lixo” ou o “sujo”? Sim, eles mesmos... aqueles que ajudaram o PT e companhia a conquistar o segundo mandato no governo sergipano, os irmãos Amorim e sua turma.
A aliança entre Marcelo Déda e os Amorim nunca foi bem digerida por ambas as facções políticas e, tudo indicava, o rompimento era apenas uma questão de tempo, sobretudo por haver interesses eleitorais conflitantes entre as partes envolvidas. Por seu turno, o governador nunca foi afeito a pressões – a soberba e o narcisismo não lhe permitem conviver com pleitos “impostos”!
A pragmática do discurso de Marcelo Déda tem sido a seguinte: precisou, de fato, unir-se aos “sujos” para obter um novo mandato, mas quando esta união já não mais era do seu agrado (ou interesse!) – nem nos moldes do “jeito petista de governar” –, optou por promover uma devassa, a “limpeza” em curso, numa espécie de purificação da alma política governamental.
Restou aos irmãos Amorim o consolo de, ao serem tratados como “lixo” político, retribuir na mesma moeda onde puderem – ou, ao contrário, oferecer aos governistas uma merecida “complacência”, já que agora detêm o poder absoluto na Assembleia Legislativa e devem fazer a maioria dos prefeitos e vereadores, fonte da mágoa entranhada em Marcelo Déda.


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Domingo, 04 de Março de 2012 | 18h00 | Livros
Privataria Tucana”, mais um livro-panfleto
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Palavras de Oscar Wilde: “As boas intenções têm sido a ruína do mundo. As únicas pessoas que realizaram qualquer coisa foram as que não tiveram intenção alguma.” Parcela expressiva da imprensa brasileira está contaminada por gente de “boas intenções”, uma cambada nutrida pelo poder de plantão, a serviço de conglomerados econômicos, governos e partidos...
A imprensa é um fenômeno recente. São mais ou menos 300 anos de história – e no início, já havia o propósito de servir à sociedade burguesa e suas atividades lucrativas. Esta primeira fase, entre os séculos XV e XVI, foi marcada principalmente por dois fatores decisivos para sua evolução: a escolaridade (grande parte da população era analfabeta) e o poder aquisitivo (o papel impresso era muito caro).
O acesso à informação de qualidade, mesmo nesta Era da Informação” gratuita – e havendo uma maioria absoluta de pessoas letradas, apesar de isso não significar que pensem de modo independente –, exige do cidadão comum atenção redobrada com as letras impressas em papel ou postadas em sites e blogs. Saber separar o “joio” do “trigo” tem sido uma tarefa cada vez mais complexa...
Lançado ao final de 2011, sucesso na lista dos “Mais Vendidos” da revista Veja, “Privataria Tucana” (343 páginas, Geração Editorial), do jornalista Amaury Ribeiro Jr., deveria ser um livro-bomba, com “segredos e verdades sobre o maior assalto ao patrimônio público brasileiro”. Mas é apenas um livro-panfleto, dedicado a provar a tese (furada) dos petistas, segundo a qual o único (e “maior”) benefício das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso foi enriquecer os barões do tucanato.
Muita sujeira, de fato, ocorreu no âmbito das privatizações, podendo ser resumidas no diálogo de Ricardo Sérgio de Oliveira, controlador das finanças nas campanhas de FHC e José Serra, com o então ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, tratando sobre a privatização das operadoras de telefonia: RSO - “Nós estamos no limite da irresponsabilidade.” LCMB - “É isso aí, estamos juntos.”
Mas, afinal, qual seria a “novidade”, os tais “segredos e verdades” de “Privataria Tucana”? Uma penca de documentos a unir familiares e amigos do então ministro da Saúde de FCH, José Serra, cujos laços com empresas de fachada – provavelmente usadas para lavagem de dinheiro – o deixam numa situação bastante desconfortável. Por que, então, lançar o livro exatamente às véspertas do pleito eleitoral de outubro? Pimba! Lula da Silva tem um candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Hadad, um sujeito sem votos, mas com um grande cabo eleitoral...
O livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. presta-se ao valoroso serviço de espalhar inúmeras cascas de banana no caminho de José Serra, de quem se pode dizer tudo, menos alegar “santa inocência”, sobretudo diante de tantos documentos – alguns, diga-se, foram contestados por familiares do ex-governador e o jornalista defendeu-se dizendo serem todos cópias de material oficial colhido em fóruns, cartórios, juízos... Ponto para Lula da Silva.
Assim, recomendo cautela a quem decidir ler o bólido. Ao centrar toda a patifaria supostamente ocorrida no período das privatizações de FHC apenas na figura do ex-ministro José Serra, seus familiares e amigos, como se o hoje candidato tucano fosse o grande “mafioso” do pedaço – o que se sabe, é uma deslavada mentira –, “Privataria Tucana” expõe sem meios termos a missão a que se devota!
Mais uma danação sem estofo político factual de um membro da turma aloprada  da  grande imprensa nacional  muito bem sevado, aliás – a serviço do poder da hora...


Ultimate Fighting Championship/UFC - A luta dédádó...
Marcelo Déda X Eduardo Amorim
Façam suas apostas: http://twitpic.com/8qztwg >>>



Quinta-feira, 01 de Março de 2012 | 12h50 | Eleições 2012
Quem perde e quem ganha com a trairagem a Marcelo Déda

Como disse um certo twitteiro, “traição é igual a consórcio; um dia você acaba contemplado”. Quem acompanha a política de Sergipe tinha informação prévia sobre o rompimento da aliança entre o grupo comandado por Marcelo Déda e a penca de partidos sob a mão-de-ferro de Edvan Amorim. A questão é que não se esperava para tão cedo e de maneira abrupta...
A governabilidade, graças ao modelo político-partidário em uso no Brasil, obriga governantes a lidarem com parceiros nem sempre unidos por laços republicanos. Vejamos o caso do deputado Doutor (ele gosta de ser chamado assim) Rogério Carvalho, sem dúvida o candidato do PT à Prefeitura de Aracaju. Coronel em Sergipe do PHS, uma agremiação nanica, ele tem afilhados pendurados numa secretaria da gestão do jornalista Fábio Henrique, em Socorro. Será que o parlamentar romperá com o prefeito, hoje aliado incondicional do senador Antônio Carlos Valadares, acusado pelo PT de ser coadjuvante na rasteira dada pelos Amorim no governo?
Numa reunião realizada ontem, o grupo dos irmãos Amorim decidiu entregar todos os cargos do governo – nem precisava, pois o próprio Marcelo Déda já promove a limpeza geral. Decidiu também que “não irá radicalizar”. Trocando em miúdos: “pretende votar a favor de projetos do interesse público e contra aqueles que prejudiquem o povo e os servidores estaduais”. Decidiu ainda manter a “nova” bancada independente, inclusive elegendo um líder.
Com essa arrumação política inusitada, quem ganha e quem perde com a implosão da bancada governista, após a eleição extemporânea da mesa diretora da Assembleia Legislativa? A primeira grande vitoriosa é a deputada-presidente Angélica Guimarães, pois assegurou o cargo até 2014. Outro grande vencedor é Marcelo Deda... Por mais estapafúrdia que tal assertiva possa parecer, após o susto inicial, o governador deu graças aos Céus por ter recebido o tombo de segunda-feira.
Desde os primeiros momentos, a militância do PT não engoliu o acordo “pela governabilidade”, firmado entre os agora litigantes. Porém, como se sabe, seria por demais temeroso a Marcelo Déda tentar a reeleição sem ter o apoio dos irmãos Amorim – não se deve esquecer, o senador teve votação muito superior a do governador... Por outro lado, ninguém ignora a composição que vem sendo realizada por Edvan Amorim para eleger o maior número de prefeitos sob seu comando, visando a preparar o terreno para 2014, quando pretende fazer do irmão o próximo governador.
Ao antecipar uma jogada que teriam de fazer mais cedo ou mais tarde, os irmãos Amorim deram ao governador o “motivo” que este tanto almejava para voltar-se à militância do PT, dando ao seu partido um novo fôlego, essencial na busca de manter-se como força hegemônica em Sergipe. Portanto, ganha também o PT e seus prováveis candidatos a prefeito e vereador, agora livres da concorrência que lhes sangrava cargos e vantagens políticas e econômicas (a tal da “máquina pública”) dentro do seu próprio governo.
Obviamente, quem também ganha com o rompimento são os irmãos Amorim. Nas palavras do senador Eduardo Amorim – “É preciso haver o diálogo, pois amigo não é aquele que diz amem a tudo e sim aquele que aponta o problema e apresenta solução” – a comunicação (nas entrelinhas) sugere um recado claro: a partir de agora, como será cada um por si, as necessidades do governo terão pesos diferenciados... Sem compromissos formais prévios, de hoje em diante Marcelo Déda terá de ser bem mais humilde e generoso ao negociar com as muitas bancadas na Alese – a maioria controlada ou influenciada por Edvan Amorim –, se quiser manter-se politicamente vivo até 2014, como fez Albano Franco, ao passar por vexame semelhante em 1999.
Quem perde? Em parte, o próprio governador, pelo que se disse logo acima. Também perdem os irmãos Amorim, cuja vantagem auferida da máquina pública terá de ser agora garimpada etapa a etapa, via de regra em exaustivas negociações. Perde ainda o senador Antônio Carlos Valadares, mais uma vez publicamente exposto como inconfiável, vindo a confirmar a definição feita pelo deputado Almeida Lima no escrito “Os óio da cobra verde”, onde diz: “O senador Valadares, dono de uma ficha vastíssima de traições e de outras maldades políticas..., chega a ser um exemplar raríssimo da espécie. Uma peça difícil de ser vista, excêntrico por natureza! Quase uma figura sui generis...”
Quem nada perde, e talvez tenha até algum ganho político é o provável candidato do DEM a prefeito de Aracaju, o ex-governador João Alves Filho. Tido pela população, segundo pesquisas, como “tábua de salvação” ao engodo das gestões do PT e do PCdoB de Edvaldo Nogueira, ele segue em céu de brigadeiro, tocando em silêncio sua campanha – apesar de ter, com os votos da bancada da oposição, “ajudado” Marcelo Déda e Edvan Amorim a engendrar seus planos de livrar-se um do outro.
Longe, aos olhos do respeitável público, do picadeiro e das rasteiras que implodiram a base governista – e observando o império do PT tentando se reinventar, para ao menos chegar unido e eleitoralmente capacitado até outubro –, o Negão pode inclusive se dar ao luxo de, caso seja questionado sobre o tema, gargalhar homericamente – uma de suas inseparáveis características – e dizer, com certa irônica danação: “Nessa briga de brancos, eu não me meto.”