“SAMBA DO EXPURGO”, DO POETA CARLOS CAUÊ
A turba não perdoa! Rendeu uma chiadeira daquelas a publicação no Facebook do já célebre “Samba do Expurgo”, do poeteiro, jornalista e marqueteiro nas horas vagas Carlos Roberto da Silva, o nosso amado e incensado Carlos Cauê, secretário de Governo da Prefeitura de Aracaju.
Tudo sugere, o que seria apenas mais um poema de desagravo a um amor ora muito indesejado, urdido ao estilo de “Não Enche” [Caetano Veloso] por um macho alagoano – talvez traído! –, acabou misturado às discussões deste Mês da Mulher. A patrulha politicamente correta caiu matando…
Já tem gente nas redes sociais acusando Carlos Cauê de machista e misógino, por descrever “formas de violência contra a mulher como necessárias para a superação do passado”, algo que, “pela estética e conteúdo”, teria como fito “romantizar a violência”. Santa danação! Haja criatividade, em torno de um momento infeliz…
De fato, o texto de Carlos Cauê é forte, demasiado forte e certamente foi cometido num momento “sensível” no qual a recorrente violência contra a mulher permeia – para usar uma palavra cara ao cujo – o debate. Para evitar aquecer a querela, ele achou por bem expurgá-lo de sua página. Agiu certo, diante de tamanho mau gosto!
Escrever sobre o amor não torna o autor do texto amorável, da mesma forma que verbalizar violência não faz de ninguém algo além de um boquirroto. Poetas são por natureza provocadores, agitadores cerebrais! Neste acalorado “Samba do Expurgo”, o verdadeiro “crime” de Carlos Cauê foi provocar o cão com vara curta, justamente quando este está sedento de razão.


DESGOVERNADOR, RIR FAZ BEM!
Dia desses, a provar que ressentimento não há – ao menos, de minha parte, que respondo na Justiça a vários processos impetrados por Jackson Barreto –, estive em colóquio risonho com o festivo desgovernador sergipano, que me recebeu com mesuras recíprocas, para ódio de alguns sabujos que o acompanham. De fato, conheço-o desde garoto quando ainda, iludido com o comunismo, militei no vetusto PCB, o “Partidão” de Agonalto Pacheco, Jackson de Teteia, Wellington Mangueira…
Se há uma coisa a qual sinceramente admiro são as tiradas humorísticas de Jackson Barreto, e pessoalmente já lhe fiz elogios por isso. Algumas entrarão para a história da sátira política
Enquanto a oposição se descabela, o festivo desgovernador faz chacota, põe apelidos – alguns impagáveis! – e faz da pilhéria uma arma contra adversários, incapazes de lhe contrapor na base da sátira, até porque fazer rir não é para qualquer um.
Já disseram que o humor fere muito, por isso é tão combatido nas ditaduras e afins! Aliás, trata-se de verdade pura…
Prova disso está na mais nova querela judicial imposta pelo jocoso desgovernador contra este humilde escriba e provocador do riso alheio nas horas vagas. No auge das discussões de Jackson Barreto contra opositores aturdidos com a desmesura do seu vocabulário, resolvi brincar usando uma “charge*” animada, em alusão ao poder de destruição do verborrágico desgovernador.
Disse eu, ao apresentar a tal charge que já circulava na Internet [não é de minha autoria, friso]: “Enquanto isso, no recanto sacrossanto de um palácio desGovernamental, um famoso linguarudo afia seu poderoso instrumento de trabalho...”.
Para minha surpresa, o meu elogio à preciosa ferramenta para massacrar desafetos usada por Jackson Barreto, a quem supunha afeito à galhofa – mas, vejo, vale tudo só quando vem da parte dele! –, foi recebido pelo falastrão como sendo “montagens ridículas e de conteúdo injurioso e difamatório, com o nítido propósito de ridicularizar a imagem e a honra do autor (Jackson Barreto)”.
Ora bolas, meu povo amado, alguém por favor me bata um abacate maduro com mel e raspas de casca de limão!
Enfim, como a pilhéria doeu no mais profundo de Jackson Barreto, um cabra a quem eu julgava fosse no fundo um gozador gozado, só me resta acionar o meu imenso corpo jurídico, para defender-me dessa lamentável infâmia. Que os bajuladores do desgovernador sejam desprovidos do senso de humor até se entende, dado que inteligência é coisa rara. Porém, ele próprio se dispor a deixar seus imensos afazeres para tratar comigo num fórum judicial de uma troça sem maiores consequências, tenha dó, ré, mi…
Dito isso, reafirmo que, de minha parte, tudo farei para manter o riso na cara, a minha e as alheias, até porque creio que rir é o melhor remédio, e o recomendo ao caro desgovernador!

SE THIAGUINHO BATALHA É INGRATO COM O PRÓPRIO PAI, O QUE SERÁ DE NÓS, POBRES CIDADÃOS?
Contam-nos relatos sobre o grande filósofo grego Sócrates, um dos mais importantes do mundo – e, para além disso, também um educador por excelência, pai atencioso e reconhecidamente sábio –, que ao notar o filho mais velho irritado com sua mãe, questionou: “Sabes tu que há homens a quem chamamos ingratos? Percebes que os ingratos são classificados entre os homens injustos?”
Comentou um colega jornalista acerca da assertiva do vereador Thiaguinho Batalha, de reprovar a gestão de João Alves Filho na Prefeitura de Aracaju [em entrevista* ao caro Joedson Telles (27/02)]: “Ele ainda está na puberdade”. Afora a piada com o neófito edil, de fato, Thiaguinho Batalha foi ingrato com o próprio pai, a quem deve os esforços material e político para se eleger.
Filho do todo-poderoso Carlos Batalha, onipresente secretário [de Comunicação e, cumulativamente, presidente da Emurb] na gestão do Negão, o vereador disse que João Alves Filho “não conseguiu alcançar seus objetivos” e, mesmo possuindo “grande experiência em gestão pública, dessa vez não conseguiu contornar a situação [crise econômica], gerando desconforto grande aos servidores”. Para Thiaguinho Batalha, a desgraceira “não foi intencional, mas a avaliação da gestão não é boa”.
Ora bolas, convenhamos, o “prefeito” Carlos Batalha podia não ser o gestor público de direito [eleito], mas era o prefeito de fato [ad hoc]. Era quem mandava e desmandava, tanto que falou pelo próprio Negão em diversas ocasiões, a quem representava no Céu e na Terra, pintando e bordando! – aliás, comentam por aí até que em breve Carlos Batalha poderá ter problemas com a Justiça por causa de certas “estripulias”, muitas das quais urdidas para ajudar a eleger… Thiaguinho Batalha, o ingrato.
Perguntava Sócrates ao filho birrento: “Um homem não é tanto mais injusto quanto maiores forem os benefícios recebidos, se é ingrato após ser beneficiado? Pois bem, onde encontraremos alguém que tenha recebido mais benefícios do que o filho recebe de seus pais?” Pois bem, se Thiaguinho Batalha é ingrato com o próprio pai “prefeito”, ao reprovar a gestão que o elegeu, que dirá de nós, pobres eleitores e cidadãos, a quem ele nada deve, a não ser, talvez, um pouco de decência moral.
Conclusão: mesmo após quase um milênio e meio, os filhos ainda hoje precisam ouvir os ensinamentos do grego Sócrates sobre gratidão e respeito aos pais e mestres…

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“AU REVOIR”, DEPUTADO; E O CHULÉ DE FÁBIO HENRIQUE
Desde ontem, estou encucado! Teria o sobrenome “Barreto” do deputado estadual capitão Samuel Barreto influenciado o parlamentar a juntar-se ao “primo” Jackson Barreto, por um desses inusitados da vida, ora detentor do Diário Oficial de Sergipe? Que odor tamanhamente atrativo exala dos pés do ex-prefeito Fábio Henrique para fazer um quase-desafeto querer cheirá-los?
Não, até onde se sabe, há apenas coincidência entre os “Barretos” do deputado e o do festivo desgovernador sergipano. Daí em diante, nada mais se ajusta no que se pode definir como “normalidade” política – a não ser a “normalidade” própria da política, onde nada é “normal”, para usar uma palavra cara ao meu ilustre compadre Antônio Carlos de Oliveira Xocolate.
Após um namorico que perdurou por longos seis meses, e por “entender que a mudança de postura – da crítica ferrenha ao acoitamento [palavras minhas] – seria bom não apenas para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, como também para o conjunto da população”, conforme informa Joedson Teles em sua coluna hoje, capitão Samuel Barreto dá adeus à oposição, finalmente.
Por mim, já vai tarde! Aliás, a oposição precisa se livrar de quem não se enxerga como opositor de verdade, uma depuração necessária até para evitar conchavos por baixo dos lençóis. Melhor assim: que fique tudo e todos às claras, cada qual no seu quadrado. “Au revoir”, deputado…

Chulé – Quem vez por outra não já foi vítima de podobromidrose [leve ou pesada], especialmente ao final de um extenuante dia quente, no qual não se deu trégua ao pés, entalados num sapato? O característico odor dos pisantes – não necessariamente chulé, diga-se! – provoca até fetiche sexual: gente que adora transar cheirando ou lambendo os pés do parceiro. Não parece ser o caso da cena produzida por Fábio Henrique e um ex-auxiliar, e distribuída ontem na Internet.
Na rocambolesca cena, refastelado num “sofá-trono”, movido a cerveja e cercado por um séquito que incluiu até fotógrafo para registrar o cheira-pé, o “Rei de Socorro” estica o pesão coberto por uma meia e, magnanimamente, o entrega para seu ex-assessor Luís Paulo Panzuá apreciar-lhe o chulé! Na verdade, tratava-se de um pedido de perdão do ex-auxiliar ao chefe querido.
Alguns dias antes, de cara cheia de “água que passarinho não bebe”, Luís Paulo Panzuá abusou da língua e, sem saber que estava sendo gravado, disse para quem quisesse ouvir – e meu amigo Gilmar Carvalho ajudou na audição, ao divulgar o áudio no NE Notícias – que Fábio Henrique e Cléverton Siqueira “são ladrões”. A ameça de ambos de acionar a Justiça operou como um milagre, e lá foi Luís Paulo Panzuá chorar aos pés do ex-prefeito e dizer-lhe que era tudo mentira.
Se de um lado, para Luís Paulo Panzuá a patacoada reforça a tese da subserviência humilhante de um falastrão irresponsável que, tomado pela alucinação etílica, sai por aí a difamar pessoas; do outro, “queimou o filme” de Fábio Henrique. Se a intenção era galhofar com o fato – uma forma diferente de dizer, “tudo certo, deixa para lá!” – e seguir adiante, a cena do cheira-pé deixou a impressão de falta de noção do perigo que certas ações produzem na imagem pública.
Dito isso, o povo tem razão ao não levar os políticos a sério. Mesmo que tudo não passe de uma inocente brincadeira, aos olhos dos “súditos” até um monarca tem limites. Faltou bom-senso…





O PREFEITO E OS DEPUTADOS FEDERAIS
Bola pra frente pois o jogo é de campeonato e, quem não faz gol, toma! Edvaldo Nogueira calçou as sandálias da humildade e na semana passada, de pires a mão, deu-se em colóquios, amplexos e apertos de mãos com a bancada federal em Brasília, especialmente com duas figuras cuja campanha que o elegeu machucou bastante – Valadares Filho e André Moura.
Com Valadares Filho, além de desfilar pelos corredores da Câmara dos Deputados, o prefeito de Aracaju fez mesuras pessoais, lamentou certos danados episódios “típicos de eleição”, pediu paz ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo [nestes tempos de pós-palanque] e aproveitou para carimbar a solicitação de emenda parlamentar. Para Edvaldo Nogueira, foi um momento “cordial e proveitoso”.
Jozailto Lima, na sua coluna desta terça-feira (21), informa que o deputado federal “também” considerou o encontro com o alcaide “muito cordial e proveitoso”. De quebra, o colega diz ter Valadares Filho confirmado a destinação de emenda parlamentar de R$ 1 milhão à saúde pública de Aracaju, decisão, segundo afirma, tomada antes de ter ele se avistado com Edvaldo Nogueira.
No encontro com André Moura, no gabinete deste na liderança do Governo Federal, deu-se outro instante de mesuras pessoais e de contemporização por águas passadas – “A eleição já foi, agora vamos trabalhar para melhorar a vida do nosso povo”. Edvaldo Nogueira pediu e o deputado aceitou ajudar na intermediação de verbas e convênios junto aos ministérios e órgãos federais.
Ponto para Edvaldo Nogueira, cuja ação junto à oposição propõe a convivência política republicana pelo bem comum, um discurso que contrapõe o deboche do festivo desgovernador Jackson Barreto. “Na assinatura da ordem de serviço, convidarei o parlamentar autor da emenda para participar da solenidade e, no ato de inauguração da obra, cortará a fita comigo”. Mesmo em 2018, ano eleitoral? “Por que não? Quem ajuda a cidade merece esse reconhecimento”, disse-me ele.
Ponto também para Valadares Filho e André Moura. Ambos buscam cativar o eleitor da Capital, até por serem políticos cujos mandatos serão renovados ano quem vem. “Devo muito a Aracaju, de quem recebi quase 135 mil votos no segundo turno do ano passado como candidato a prefeito”, disse Valadares Filho a Jozailto Lima. André Moura segue na mesma linha: “O povo de Aracaju não pode sofrer porque somos adversários do prefeito. No que puder ajudar, eu ajudarei!”
Sendo assim...



ANDRÉ MOURA VENCE; SERGIPE GANHA
Pense numa raiva da gota serena! A notícia veiculada na grande imprensa nacional (16/02), de que, contrariando o todo-poderoso Rodrigo Maia, o presidente Michel Temer decidia manter André Moura como líder do governo na Câmara dos Deputados, causou sofrência em um bocado de gente em Sergipe.
Motivo? A turba desafeta torcia para ele ser ejetado do cargo, através do qual tem ganhado projeção nacional e, “para piorar”, trazido benefícios importantes à população sergipana, o que o qualifica para voos mais altos. Somente duas ações de André Moura junto ao presidente da República – a retomada das obras de duplicação da BR-101 e da ampliação da pista do aeroporto – valem por um governo, quando mais se comparado à mediocridade da indigestão do festivo Jackson Barreto.
Goste-se dele ou não – e há motivos para amar e odiar o danado com fervor idêntico; indiferença, jamais –, André Moura mostrou-se habilitado a conviver com as feras gulosas do Planalto Central e, para orgulho de uns e raiva de alguns outros, soube aproveitar cada precioso segundo para mordiscar um quinhão de poder.
O filho do conselheiro aposentado do TCE/SE Reinaldo Moura configura-se hoje o político de Sergipe com maior trâmite nos salões do poder – aliás, o último com tal inserção [e sem mandato, frise-se] foi Lourival Fontes, nomeado por Getúlio Vargas diretor do Departamento de Propaganda e Difusão Cultural (DPDC) em 1934, órgão criado às vésperas da Constituição de 1934 para difusão de propaganda governista e controle dos meios de comunicação; ou seja, censura à imprensa, e só
André Moura venceu uma tremenda batalha contra Rodrigo Maia, que havia prometido ao PP de Aguinaldo Ribeiro o cargo de líder do governo, em troca de apoio na reeleição, e fez chegar a Michel Temer que a manutenção do sergipano não o agradaria. Morreu na praia, coitado! Necessitando reorganizar a base, rachada desde a eleição da presidência da Câmara dos Deputados, no começo do mês, o presidente decidiu pela permanência de André Moura, responsável por grandes vitórias do governo.
Mesmo a contragosto de certos sabujos sergipanos, cujo “instinto” político equivale ao de chimpanzés selvagens, sobretudo em se tratando de sufocar adversários, mesmo que isso signifique prejuízo para o Estado, André Moura continua líder do governo e Sergipe só tem a ganhar, para alegria de muitos…
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¿HASTA CUANDO?”
Por norma velada – ou seja, aquela que cala, não necessariamente porque consente –, tratar na imprensa de temas envolvendo o Poder Judiciário tem sido evitado pelos analistas políticos, muitos deles, como eu, com vários processos em tramitação.
Um tema atual são os proventos de juízes. Sem dúvida, o salário de um magistrado não deve ser baixo a ponto de tornar atraente aceitar subornos. O abuso da remuneração excessiva, no entanto, afronta a Constituição por envolver rendimentos e benefícios pagos acima do teto permitido.
Se a Justiça não dá exemplo, quem o fará?
Assim dito, causa indignação a nota publicada hoje em jornais de todo o Brasil pelo colega Cláudio Humberto sobre os valores pagos pelo Judiciário sergipano a desembargadores do Tribunal de Justiça, em especial a um deles, que em janeiro, conforme o jornalista, recebeu “meros” R$ 326 mil reais. Santa danação...
Cabe, então, perguntar ao modo do memorável bolero: “¿Hasta Cuando?”.

FOI MINHA AVÓ, DONA RITA LEITE…
Ai, ai… sabe a anedota sobre quem nasceu primeiro, se o ovo ou a galinha? Pois bem, a “visita” de Maria do Carmo Alves ao Iate Clube na campanha de Valadares Filho ainda rende história.
Hoje, meu amigo Gilmar Carvalho opinou sobre a querela e ouviu ainda a opinião do deputado Luciano Pimentel, ligado a Valadares Filho. Antes de dizer-se plenamente crédulo na teoria da conspiração, o danado jornalista leu ao microfone da MixFM nota escrita ontem pelo arguto colega Jozailto Lima no blog “JL Política” – ele que, também, assessora o citado deputado.
Diz o texto: “É meio nauseabunda, bastarda e tardia esta tese de que o governador Jackson Barreto plantou a senadora Maria do Carmo naquele fatídico evento de campanha de Valadares Filho na segunda-feira, 10 de outubro do ano passado, no Iate Clube. E desrespeitosa, até. Pelo menos para com Maria, que é tratada nessa questão como se fosse uma autômata. Uma atarantada, manietada e manipulada por alguém.”
Luciano Pimentel discorda do assessor Jozailto Lima, e sacramenta: a senadora pode, sim, ter sido usada “inocentemente” para figurar, a sua revelia – pois não seria seu perfil –, numa ação de marketing que, por fim, beneficiou a campanha de Edvaldo Nogueira, porquanto colou no adversário a pecha de “aliado” do ex-prefeito João Alves Filho, marido da senadora.
E quem, pelas pestes, teria levado Maria do Carmo ao Iate Clube, o tal conspirador?
Na mesma MixFM, nesta segunda-feira (13), em entrevista ao ardiloso Marcos Couto e ao próprio Gilmar Carvalho, o deputado Robson Viana assegurou que não fez o convite nem teve qualquer parcela de responsabilidade no imbróglio. Bem, se não foi ele, só pode ter sido minha querida avó Dona Rita, que do alto dos seus 88 anos de muita formosura, armou aquela patifaria!
Em Sergipe, diz a abelhinha da bela Thaïs Bezerra, tudo se sabe… #Uia


VALADARES FILHO E A CONSPIRAÇÃO DO DESGOVERNADOR
Adepto ferrenho de teorias da conspiração, lá vou eu embarcar na difundida nesta quarta-feira (08) pelo ilustre oposicionista Valadares Filho nas redes sociais da Internet. O danado pede para ligarmos os pontos, a fim de produzir um raciocínio lógico – a dita conspiração! – sobre o jogo político perpetrado pelo festivo desgovernador Jackson Barreto a fim de detonar os adversários.
De ponto a ponto, pela ótica de Valadares Filho: Jackson Barreto alicia Laércio Oliveira para a base governista. Em seguida, o desgovernador se aproxima da senadora Maria do Carmo e do ex-prefeito João Alves Filho na questão do Banco do Nordeste. Ato contínuo, a senadora assina o documento de entrega da liderança da bancada federal a Laércio Oliveira. “Isso mostra mais uma vez para a população que a presença de Maria do Carmo em um evento da minha campanha – mesmo sem ser convidada – aponta para uma conspiração comandada por Jackson Barreto”, intui o parlamentar.
Aqui com meu zíper, penso: “Seria Jackson Barreto sumamente esperto a ponto de ter aliciado Robson Viana – à época desenxabido com seu padrinho e autor do ‘convite’ à senadora ao ato de adesão dele à campanha de Valadares Filho – para melar a candidatura do deputado, ligando este a João Alves Filho, não obstante já estarem no palanque do mesmíssimo evento, a convite do próprio Valadares Filho, figuras como ACM Neto, Vinícius Porto, Manoel Marcos e José Carlos Machado, todos ligadíssimos ao então prefeito [malquerido]?” Se o for, o mandatário falastrão deve ser o Cão Chupando Manga – uma besta-fera genial, misto de Nicolau Maquiavel e Mãe Dináh.
Não, gente, os fatos confirmam que Jackson Barreto não tem e jamais terá a esperteza do Diabo, mesmo sendo ele um velho loroteiro e fanfarrão! Menos ainda, a capacidade de urdir planos políticos mirabolantes. Com ele, a política “conspira” na base rasteira da compra e venda de “ativos” – e só! De fato, como já comentei noutras oportunidades, Valadares Filho perdeu o pleito por não reagir no momento adequado às mentiras de Carlos Cauê na propaganda de Edvaldo Nogueira, e também pelo abuso do poder econômico.
Nada disso, contudo, invalida a observação correta de Valadares Filho quanto ao fato de Jackson Barreto e Edvaldo Nogueira não mais criticarem João Alves Filho e Maria do Carmo, até porque agora ambos precisam do precioso apoio da senadora – e isso é apenas… política! Ademais, Maria do Carmo, diga-se, ainda resguarda uma ponta de iceberg de mágoa pelo tratamento recebido no Iate Clube, coisa que ela vai demorar uns bons anos a esquecer.
Por fim, com propriedade, Valadares Filho observa que o desgovernador busca a todo custo enfraquecer a oposição, “para desviar o foco do caos que está seu governo, rejeitado por mais de 70% dos sergipanos”. O deputado pode até achar “deprimente” tamanha desfaçatez e desmesura com a oposição, mas isso é apenas… política, faz parte do jogo, assim como as conspirações.


BARRIGADA OU BABAÇÃO DO JORNAL DA CIDADE?
A Pesquisa Brasileira de Mídia, encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República ao Ibope [e divulgada no início deste ano], aponta que os jornais impressos estão na liderança de confiança dos brasileiros como meio de comunicação. O porcentual dos entrevistados que disseram confiar sempre ou muitas vezes nas notícias publicadas em jornais é de 59% – rádio e televisão têm 57% e 54%, respectivamente.
Assim, cabe a um meio tão acreditado como o jornal pautar-se estritamente pela verdade, nada mais do que a cristalina verdade! Não pode jamais, sob qualquer pretexto, usar de meias-verdades para tentar iludir o leitor. Soa, portanto, destoante – para ficar num termo ameno! – a postura engambeladora do Jornal da Cidade, edição desta quarta-feira (08), ao noticiar o reinício das obras de duplicação da BR-101 e da pista do Aeroporto Santa Maria, em Aracaju.
Diz o matutino que o reinício das obras “atende uma demanda antiga do Governo de Sergipe, o qual vem pleiteando o reinício dos serviços em consecutivas audiências com representantes do Governo Federal”. Sem dúvida, uma verdade incontestável. A meia verdade, porém, vem quando o Jornal da Cidade informa que o anúncio, feito ontem em Brasília, “contou com a presença de deputados, senadores, INCLUSIVE DA OPOSIÇÃO AO GOVERNADOR SERGIPANO”.
Ora bolas, me batam um abacate! Santa cara de pau!
As tais obras, diga-se a bem da verdade, somente serão reiniciadas por intermédio e intervenção direta junto ao presidente da República de André Moura, líder do governo federal na Câmara dos Deputados, e não por pedido ou intervenção [em qualquer nível] do festivo desgovernador Jackson Barreto, aquele que abertamente chamou e chama Michel Temer de “golpista”. Ou seja, o mandatário falastrão e fanfarrão estava por lá como “simples” CONVIDADO, não como PROTAGONISTA.
Atualmente, o Jornal da Cidade passa por grandes dificuldades financeiras – não apenas ele, frise-se; Cinform, Jornal do Dia e Correio de Sergipe também amargam a perda cavalar de anunciantes e de leitores, hoje mais afeitos a se [des]informar através da Internet. Por causa da crise, recentemente vários jornalistas foram demitidos do vetusto matutino, enquanto a redação e as oficinas eram transferidas para uma indústria da família proprietária, a fim de minimizar custos e tentar se manter de pé.
Se tivessem um pouco mais de juízo, os dirigentes do Jornal da Cidade deveriam fazê-lo mais independente, mais voltado ao povo e à verdade! Neste tocante, a manchete de hoje não pode ser confundida com uma BARRIGADA – no jargão jornalístico, um erro de informação –, mas como pura e simples BABAÇÃO – para ficar num termo ameno! –, porquanto o Jornal da Cidade tem sido informado sobre a movimentação de André Moura em Brasília, por meio da AssCom/AM, na questão da BR-101, do aeroporto e da liberação de verbas e água potável para 28 municípios sergipanos atingidos pela seca.
O Jornal da Ciidade optou, contudo, por tentar iludir os seus parcos leitores, talvez na ânsia de agradar a um governo inútil e descarado, de quem certamente aufere… bem, deixa pra lá!
Mas que ficou feio, isso ficou! Santa patifaria...