SERIA EDVALDO
NOGUEIRA UM “AUTISTA” SELETIVO?
Quem haverá de
entender de forma satisfatória a contenda a envolver a Prefeitura de
Aracaju e o Hospital de Cirurgia? Parece claro existir certa
insensibilidade do prefeito Edvaldo Nogueira, um cabra para lá de
estranho! Ele simplesmente negou-se a receber e, portanto, dialogar,
com a direção da principal casa de saúde que atende pacientes do
SUS e iniciou uma campanha inglória, cujo objetivo sugerido pelas
ações seria humilhar e por de joelhos o Hospital de Cirurgia.

Ora bolas, que se
questione na Justiça quem deve ou não! Contudo, deixar de pagar por
serviços prestados e já devidamente reconhecidos pelo próprio
órgão comandado por Waneska Barboza em audiência no Ministério
Público – e noutras ações anteriores, também no MP – parece
mais do que simples sadismo. Sem esquecer que no Brasil negar socorro
a quem está à beira da morte ainda é crime!
Pior, surge ainda
a possibilidade de uma ação sub-reptícia de consequências
imprevisíveis: tentam por debaixo dos panos “estatizar” o
Hospital de Cirurgia, isso num ano pré-eleitoral. Somente um “Juca
Pitanga” não percebe o resultado de algo escabroso como essa tal
“intervenção”: servirá para destituir funcionários
politicamente não-engajados e no lugar desses contratar apaniguados
do Poder Político vigente e cabos eleitorais dos políticos cuja
eleição ou reeleição interessa ao Governo de Sergipe e à
Prefeitura de Aracaju, sem contar que o Hospital de Cirurgia pode ser
uma grande “botija”.
Quem duvida disso
não deve apostar nem meio vintém para ver essa desgraça, pois não
se brinca com a vida de ninguém!
Que o prefeito
Edvaldo Nogueira desça do pedestal, busque o diálogo e, com a
humildade que se exige [e se espera] de um alguém com a sua
responsabilidade, reconheça que erra no trato com o Hospital de
Cirurgia, e no mais breve espaço de tempo possível honre os
compromissos firmados pelo Município de Aracaju no âmbito do
Ministério Público e da Justiça, sob pena de, mais adiante,
incorrer ele e sua trupe desajeitada em crime de responsabilidade e
até de homicídio doloso, posto que assumem o risco de contribuir
para que centenas de pessoas morram.