FALTA TUTANO A BOA
PARTE DA “ANÁLISE” POLÍTICA SERGIPANA
Deve ser
frustrante para um comunicador social propor-se a analisar fatos
políticos sem a devida compreensão do que seja a própria política
e meandros outros a ela ligados, como o marketing eleitoral. Não
basta tentar conjugar verbos e uni-los a substantivos, adjetivos,
predicados e conjunções para desse concerto de letras, frases e
parágrafos construir uma tese minimamente racional. Trata-se de
algo, digamos, impossibilitado pelo simples desconhecimento de causa.

O jornalismo
político sergipano está quase extinto e o que sobrou da hecatombe
provocada pela devoção aos governos de plantão ou a políticos aos
quais vendem espaços [em blogs e afins] não tem tutano. Falta o
“elemento” preenchedor de algumas virtudes, além da inteligência
emocional e da sagacidade de saber-se limitado, claro! Boa parte do
que sobrou da imprensa política carece de isenção e cultura. Não
a “alta cultura literária ou científica”, cada vez mais difícil
de encontrar, mas a cultura do bom jornalismo: simples, informativo,
verdadeiro, eficaz…
Este é mais um
lembrete de como estamos tão mal representados, afinal, o papel do
jornalismo – ademais, o jornalismo político – é ajudar o
leitor/internauta a melhor compreender a conjuntura e suas nuances.
Quando quem analisa não sabe o que diz/escreve, por mera
incompetência, a coisa fica difícil. Piora quando quem fala/tecla é
apenas um missivista da causa alheia, a serviço de interesses muitas
vezes afrontosos aos do leitor/internauta, pois travestidos de
“análise” séria e isenta, quando de fato são apenas…
sofismas!
#SantaDanação
#SergipeMostraSuaCara