OPOSIÇÃO SEM
VERGONHA
Tem gente que por
dinheiro e poder faz qualquer coisa! Não, a frase não trata sobre
os petistas no comando do País. O assunto é sobre Sergipe, mesmo;
de fato, sobre a oposição sergipana. Tenho acompanhado o movimento
do deputado federal André Moura visando a reorganizar o grupamento
derrotado em outubro, numa das eleições mais bizarras da história
de Sergipe.
Um homem de bem,
médico de formação humanista, bacharel em Direito especializado em
Direito Público, destacado pela atuação como senador modernista e
cujas maiores bandeiras são a transparência e eficiência do serviço
público, foi transformado pela eficiente comunicação do adversário
num elemento sem qualquer compromisso com a coisa pública, etc e
tal...

Parece uma equação
simples: ganha-se ou perde-se! No entanto, na cabeça de alguns
parlamentares de Sergipe, perder nem sempre significa... perder. O
velho “jeitinho” do brasileiro provoca comichão e, tão logo o
candidato do PSC recebeu o veredicto eleitoral, já havia deputados
beijando a mão do governador Jackson Barreto, em busca de uma teta
para abrigar os próprios lábios e os apaniguados sedentos de poder.
Diante da
movimentação escrota, descarada e antipolítica, houve certo
silêncio inicial – que durou, pasmem, até a semana passada!
Silêncio quebrado apenas pelo recado duro de André Moura na
imprensa, insurgido contra aqueles tirados a espertos que querem na
Assembleia Legislativa posar de oposição, mas que atrás das
cortinas fecharam robustos acordos para consolidar a força da já
hegemônica bancada governista.
Em sua falação,
André Moura foi cristalino como as águas do Caribe: “Espero que
os deputados possam agir com coerência. Cada um tem independência
suficiente. Ninguém é dono do mandato do outro, mas cada um tem de
prestar contas do mandato a quem os elegeu”, acrescentando que
prefere uma bancada reduzida, mas que seja oposição de verdade; e
prometeu: “Vamos derrubar o muro do jogo duplo”. #Uia
É isso, então,
minha gente: contra a falta de vergonha na cara, a falta de caráter,
e a “inocência política” – assim mesmo, entre aspas –, só
mesmo uma voz forte e decidida como a de André Moura, para ajeitar
as abóboras na boleia dessa caminhonete chamada oposição
sergipana, que corre o risco de desaparecer, caso não haja um líder
capaz de aglutinar uma turma que já se imaginava governo, até
encontrar o furacão Jackson Barreto.
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Por David Leite
©2015 | 11/02 às 15h15 | Reprodução permitida, se citada a fonte
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