:::: Sexta-feira, 19.10.2007 :::: Edição N173 ::::
:::: Quinta-feira, 18.10.2007 :::: Edição N172 ::::
:::: Quarta-feira, 17.10.2007 :::: Edição N171 ::::
- Mortes na Hildete Falcão - Lá se vão quase 60 dias e as famílias dos 11 bebês mortos na UTI da maternidade ainda não têm uma resposta conclusiva sobre "o que" causou as mortes. O Ministério Público Estadual interveio. Porém, numa atitude estranha resolveu esperar a realização de uma vistoria técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema de Saúde para, então, emitir um parecer a respeito. Parece piada, mas não é! Até a faxineira da Hildete Falcão sabe por que as crianças morreram... Como perguntar não ofende: será que os laudos chegam antes do fim do mandato do governador Marcelo Déda?
:::: Terça-feira, 16.10.2007 :::: Edição N170 ::::
ATÉ QUANDO? O fleumático prefeito comunista de Aracaju tem-se mostrado muito mais que apenas um homem educado quando o assunto são as composições de bastidores para afastá-lo da disputa à reeleição. Tolerante é a palavra para definir com mais precisão a postura elegante de Edvaldo Nogueira Foguinho diante dos “aliados”. Ao largar a prefeitura e concorrer ao governo, Marcelo Déda apostou na desenvoltura administrativa e política de Foguinho de chegar ao pleito com algum cacife eleitoral. O prefeito comunista, porém, vagueia sem atingir o coração do povo. Por vezes parece sofrer de “síndrome da sombra”. De tanto apoiar-se e influir-se de Sua Alteza Real, Foguinho incutiu transfigurá-lo do tom do discurso voluntarioso e poético às madeixas. Mas do outro lado da rua, petistas cujo interesse político não inclui o prefeito comunista, desde então trabalham pela indicação de um candidato puro-sangue. O desejo de manter sob tutela todas as instâncias executivas (federal, estadual e municipal) é ardil para o grupo cortar o suprimento de gás de Foguinho, visando irritá-lo tanto quanto for possível. O melhor exemplo da provocação com vara curta está na aprovação, com os votos da bancada governista, do requerimento do vereador democrata Sandro de Miro solicitando informações sobre as toneladas de remédios com validade vencida queimados pela Secretaria de Saúde. A “revolta silenciosa” da bancada “aliada” deu ao grupo adversário a oportunidade para chafurdar num tema cujo teor bombástico promete render boas manchetes. Mas como apregoa o próprio Foguinho, a questão “candidatura” não lhe tira o sono nem muda a trajetória do trabalho. Resta saber até quando o prefeito comunista vai agüentar tanta desfaçatez...
- Eleição de 2008 – O maior medo dos vermelhos é ter de enfrentar na urna o suposto candidato dos democratas, João Alves Filho. Semanas atrás, o deputado Mendonça Prado lançou o nome do ex-mandatário como “única opção plausível para promover a mudança de 20 anos de mando da esquerda em Aracaju”. Ontem, quem fez menção de apoiar João Alves Filho foi o senador Almeida Lima: “Se o bloco que faz oposição ao atual governador entender que JAF deve ser candidato único, eu poderei apoiá-lo. É preciso ter projeto para implantar o novo na política de Sergipe, pois o que está aí não tem nada de novo”. O receio petista ancora-se na falta de apelo eleitoral do prefeito comunista Edvaldo Nogueira e na desconfiança no santo-deputado Jackson Barreto, que também se lançou candidato “como opção para evitar que a direita sonhe com a prefeitura”. Nomes o PT até tem. Contudo, depois que o governador Marcelo Déda prometeu apoio incondicional a Foguinho, o desejo deles murchou um pouco. As trapalhadas e irregularidades nas pastas geridas por Rogério Carvalho e Ana Lúcia Menezes também inibem vôos maiores. Com o quadro sucessório tamanhamente embaralhado, somente um ponto sobressai como constatação absoluta: Foguinho que se segure. Com aliados deste naipe, ninguém precisa de oposição!
ESTRÉIA O ex-secretário estadual de Comunicação, jornalista César Gama, assina desde ontem coluna (segundas e quintas-feiras) no portal INFONET, o de maior abrangência em Sergipe. No artigo de estréia, César explica a gigantesca diferença entre gestão pública e gerência privada. O contexto é a “economia” de 578 milhões de reais feita pelo governo do PT como se fosse um trunfo da administração: “Finalmente estamos perante um Estado, uma instituição que se caracteriza por arrecadar recursos para investir em prol do bem estar dos seus cidadãos, ou estamos diante de um banco, uma instituição financeira que poupa recursos para investir no mercado? O estado pretende aplicar na Bolsa de Valores? É de se argüir se por acaso a incompetência aliou-se à irresponsabilidade e se uniu à delinqüência política, num triunvirato macabro em favor de sacripantas e contra a sociedade sergipana...”. Leia mais em: http://www.infonet.com.br/cesargama/ler.asp?id=66540&titulo=cesargama
:::: Segunda-feira, 15.10.2007 :::: Edição N169 ::::
A semana encerrou com uma grande dúvida: por que, apesar de haver nos cofres públicos quase 580 milhões de reais, o governador Marcelo Déda não promove as mudanças prometidas durante a campanha eleitoral? Na quarta-feira, o secretário (Fazenda) Nilson Lima confessou na Assembléia manter sob sua guarda a montanha de dinheiro. Também admitiu não cumprir limites mínimos estabelecidos pela Constituição Federal para investimentos específicos do Orçamento: aplica 9,3% na Saúde, quando o correto seria 12%; e 24,5% na Educação, ao invés dos 25% previstos.
Faltam remédios nos hospitais e postos de saúde mantidos pelo governo. As estradas estão miseráveis. A segurança um caos. Não obstante, Sua Alteza Real parece insensível a tantas demandas. Prefere manter o dinheiro guardado a usá-lo em benefício do povo. Por que agiria assim o “governador da mudança”?
A explicação parece estar na “cartilha” petista de como administrar pensando no futuro. Quando assumiu, o presidente Lula usou-a a risca. Reclamou da herança maldita. Aproveitou o que funcionava no governo de FHC e maquiou ao seu estilo para parecer algo novo. Engordou a máquina contratando petistas que repassam um dízimo ao partido. Partiu para práticas pouco ortodoxas de negociar com o Congresso e guardou recursos para gasta-los na hora adequada.
Fiel escudeiro do Grande Molusco, o governador Marcelo Déda segue o mesmo périplo. Culpou o ex-governo para disfarçar o susto e a incapacidade com os afazeres da máquina do Estado. Apropriou-se de idéias implantadas por João Alves Filho como se criadas por ele. Cooptou apoio na Assembléia, fornecendo cargos e outras estimulantes benesses aos deputados. Emprega milhares de companheiros que contribuem mensalmente para o PT. Agora, retém quase 600 milhões como se fizesse um pé de meia.
A estratégia está clara! Sua Alteza Real aposta que o povo pode sofrer neste primeiro instante, dando sua cota de sacrifício ao projeto político de poder que engendra. Quando começar a enxurrada de dinheiro de múltiplas fontes, o passado será esquecido e ele cairá novamente no gosto popular. O Ano eleitoral de 2008 será ideal para testar o plano, que arquiteta a permanência do PT no comando do Estado pelas próximas duas décadas.
Ao fiar-se na memória curta da população, especialmente a que verdadeiramente necessita do Estado, o governador Marcelo Déda age dentro de uma lógica camaleônica. Como foram esquecidos os escândalos do mensalão e das sanguessugas graças a mimos como a grana do Bolsa-Família, com o devido perdão dos eleitores ao Grande Molusco, Antônio Palocci, José Genuíno (...), assim também haverá o povo de apagar da memória o sofrimento de agora tão logo comecem as obras e ações governamentais (e partidárias) que pretende para a partir de janeiro.
Terão as quimeras do governador este epílogo surreal e mirabolantemente esquisito, tal como dito? É esperar pelo passar dos dias...
- PS: É no mínimo estranho o silêncio do Sindicato dos Trabalhadores na Saúde (Sintasa), do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sintese), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE), da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) e até da imprensa auto-proclamada “imparcial” ante o fato de o governo do PT não cumprir a obrigação constitucional de investir 12% do Orçamento na Saúde e 25% na Educação. Fosse outro o governador, certamente o próprio PT já o teria denunciado ao Ministério Público Estadual por improbidade administrativa. Aliás, alguém viu o MPE por aí?

::::: AS MENTIRAS QUE ELES CONTAM :::::
DE GRÃO EM GRÃO
É do Iguaçu a catarata de elogios dos colaboracionistas do governo infiltrados na imprena ao governador Marcelo Déda pelas duas indústrias (Crown e Campo Lindo) em implantação no Estado. Só que elas não são idéia nem obra do governo do PT. O protocolo de intenções da parceria, já que o Estado oferece incentivos às empresas, foi assinado no ano passado por João Alves Filho. A construção das unidades fabris começou no semestre passado, também cumprindo acordo estabelecido no ex-governo.
MAIS UM GRÃO
A ainda minimamente comentada ampliação do Porto de Sergipe é outro dos projetos que o governo do PT tenta apropriar-se para fazer de conta que planeja. O Ignácio Barbosa foi implantado por João Alves Filho em 2003. Desde o momento em que ele passou a lutar pela implantação da refinaria da Petrobras, paralelamente discutiu o crescimento do terminal marítimo. Além da refinaria, a obra é necessária para atender também a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), outro projeto do ex-mandatário para os terrenos próximos a área portuária.