E.Zine 24/09 N155

FUTUROLOGIA E (IN)SEGURANÇA (ou BOM SE TUDO FOSSE VERDADE!) Como diz um daqueles ilustres notívagos debochados: segurança é como fome, só passa depois da comida no estômago! A mídia da SSP difundindo o projeto “Segurança Cidadã” é uma afronta à barriga na miséria da população, hoje totalmente entregue a própria sorte. Os bandidos agem livremente. Matam, assaltam, roubam, estupram sem qualquer reação do poder público. Ao invés de organizar a polícia e por o efetivo para trabalhar de verdade, o governo do PT faz mais promessas. Promete investir 20 milhões de reais na aquisição de novas viaturas, em modernos equipamentos e na contratação de mais policiais. Promete reduzir os índices de violência e aumentar a segurança em Aracaju e no interior. Quase dez meses depois de assumir o governo, Marcelo Déda ainda se imagina num palanque. A propaganda do tal Plano de Investimentos em Segurança Pública (Segurança Cidadã) causa mais entojo e irritação pelos supostos depoimentos: “As pessoas vão poder andar tranqüilas nas ruas. Vão ter paz dentro de suas casas”; “Se o policial estiver satisfeito, ele irá corresponder”; “Será uma segurança pública de qualidade”. Fechando a peça publicitária, alguém comenta sem muita convicção: “A gente já se sente mais seguro. Dá pra ver que a segurança vai mudar em pouco tempo”. Haja cara de pau! Enquanto o governo do PT gasta em propaganda com as previsões de “pai” Marcelo Déda sobre o provável futuro da segurança dos sergipanos, a criminalidade está na farra! Basta abrir os jornais ou assistir aos noticiosos do rádio e da TV para comprovar que ninguém está seguro de verdade. Promessas e mentiras não enchem barriga...

  • Assista ao comercial produzido pela Secretaria de Comunicação com as previsões de “pai” Marcelo Déda sobre o provável futuro da segurança em Sergipe e tire suas próprias conclusões!

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O SILÊNCIO DOS ESPERTOS A imprensa sergipana é curiosa. Parte expressiva dela é composta por gente com posição política bem definida. Raros, contudo, são os que assumem a preferência partidária, majoritariamente ligada ao petismo. Por conta disso, talentosos como Marcos Cardoso, Ivan Valença, Luiz Eduardo Costa (vulgo Expedito Maruinense) e Cássia Santana ignoram sumariamente as recorrentes aloprações de Rogério Carvalho, preferindo tratar em suas colunas domingueiras de temas mais amenos ou a falar mal do ex-governo, o prato preferido da maioria. Convenhamos, deve ser estranho aos leitores do JORNAL DA CIDADE e JORNAL DO DIA ver o espírito legalista e o faro investigativo dos melhores da imprensa local sendo usado somente para expor as supostas e recorrentes mazelas do passado, como se o governo do PT estivesse fazendo a melhor e mais séria administração da história de Sergipe. Das duas uma: ou é pura bajulação ou a esperteza real está inchando alguns bolsos... ENFIM, O GANHA-PÃO Após 28 meses afastado de cargos federais, o ex-senador e ex-presidente da Petrobrás José Eduardo Dutra foi confirmado na sexta-feira para dirigir a BR Distribuidora. Em julho de 2005, o grande baluarte do PT sergipano renunciou à presidência da estatal do petróleo para disputar uma vaga no Senado. Não obteve sucesso! Desde então, lutava contra o ócio, tendo como padrinho o governador Marcelo Déda. Finalmente, a boquinha chegou... E já não era sem tempo!

E.Zine 20/09 N154

OURO DOS TOLOS Operações clandestinas realizadas na calada da noite na nova maternidade de alto risco de Aracaju, mantida fechada desde janeiro, apesar de ter sido inaugurada em dezembro de 2006 totalmente concluída e apta a operar, comprovam a falta de escrúpulos do novo governo. No final de semana passado, um caminhão retirou da Nossa Senhora de Lourdes 16 incubadoras, condicionadores de ar e vasto material cirúrgico e hospitalar. O carregamento foi despejado ainda às escuras na combalida Hildete falcão. Quando os equipamentos novinhos em folha chegaram, funcionários questionaram a origem deles. Foi-lhes dito terem sido emprestados de um hospital particular para aumentar a capacidade de atendimento da Hildete Falcão, onde uma ala está sendo reformada para receber uma nova UTI neonatal. Sem acreditar na história do empréstimo, os funcionários passaram a investigar de onde a tralha realmente teria vindo. A verdade cristalizou-se na quarta-feira, quando o deputado Augusto Bezerra denunciou a estratégia do novo governo para tentar minimizar a situação calamitosa da Hildete Falcão. Com o Ministério Público Estadual na cola e depois do estardalhaço do oposicionista, parte do material surrupiado acabou devolvida à nova maternidade durante a madrugada de ontem. A Nossa Senhora de Lourdes está fechada porque os vermelhos alegam problemas estruturais. O estranho é que, enquanto a solução não chega, seus equipamentos de última geração sejam usados numa outra maternidade, onde as condições sanitárias são precárias e crianças morrem como moscas. É a típica esperteza de quem acha que só há otários no mundo... REAÇÕES ADVERSAS Rogério Carvalho luta para encobrir a enxurrada de desmandos praticados por ele quando foi secretário de Saúde de Aracaju e na atual gestão da Secretaria Estadual de Saúde (SES). A nova cortina de fumaça surge em meio às mortes de 11 bebês na Hildete Falcão e dos mais de 170 milhões de reais comprados sem concorrência, além da suspeita de falseamento em licitações. O estoque de remédios sem validade é na verdade um fóssil. Há nele medicamentos cuja compra remonta ao século passado. Alguns datam de 1985. Resultam de mais de 20 anos de inspeções da Vigilância Sanitária Estadual nas unidades de saúde do governo, hospitais e postos de saúde conveniados, e farmácias privadas. Rogério Carvalho tentou inicialmente quantificá-los em 10 toneladas. Não colou! Agora, tudo cabe num caminhão baú. Pressionado pela oposição a explicar a razão de ter ficado todos esses meses de bico calado, o rapaz brilhante contra-atacou acusando o ex-governo de irresponsável. O tiro, contudo, acertou em cheio o deputado Eduardo Amorim, secretário de Saúde à época e hoje aliado do governador Marcelo Déda. Segundo reportagem do CINFORM (04.06.07), a empresa fantasma Milena Santos de Andrade, de Alagoas, teria recebido 3,3 milhões de reais por remédios jamais entregues a SES. Noutros contratos, medicamentos comprados por Eduardo Amorim estariam além das reais necessidades ou tinham preços superfaturados. A tenebrosa gestão do deputado se encerrou com a demissão dele em fins de 2004. A Polícia Federal e o Ministério Público começaram a investigar o caso. As conclusões ainda são aguardadas. Outras vítimas da verborragia incontida de Rogério Carvalho são colegas dele no novo governo. Como no estoque dos imprestáveis há medicamentos adquiridos há mais de 20 anos, o deputado-secretário também culpou antigos gestores do Hospital João Alves Filho pela negligência e falta de planejamento. As pedradas ferem diretamente Roberto Gurgel, hoje no Hemolacem, e George Caldas, diretor da Hildete Falcão. Ambos dirigiram o HJAF entre 1995 e 2002, durante os governos de Albano Franco. Ontem, Rogério Carvalho disse que não pretende alimentar o bate-boca sobre os medicamentos sem validade. Para evitar leviandades, não vai responsabilizar ninguém até as investigações estarem concluídas. Porém, ao dizer tantas asneiras e mentir descaradamente sobre quantidades e conteúdo do estoque apenas para sujar a imagem dos adversários, o deputado-secretário acabou por criar uma situação constrangedora: pôs os próprios aliados e auxiliares na defensiva. É no que dá falar sem pensar...

E.Zine 20/09 N154

TIRO NO PÉ O PT tem um modo peculiar de lidar com quem atrapalha. Os remédios sem validade expostos à mídia deveras tardiamente pelo deputado-secretário de Saúde Rogério Carvalho, por exemplo, embora contra-indicados ao uso medicamentoso, servem agora para camuflar as inúmeras ilegalidades e incompetências cometidas pelos vermelhos na gestão da Secretaria de Saúde. Geram, porém, terríveis efeitos colaterais num grande aliado. Rogério Carvalho tomou conhecimento do imenso estoque de remédios sem validade, sob custódia da Vigilância Sanitária, ainda durante o período de transição. Boa parte remonta ao século passado. Por meio dos aduladores de Sua Alteza Real, ele plantou notas na imprensa abordando o tema para mostrar como o ex-governo era negligente. Recebeu ordens superiores para calar-se e resguardar o assunto. Depois da indicação de Flávio Conceição ao Tribunal de Contas, era vantajoso o PT manter a liderança de Edvan Amorim. Precisava dos seis deputados da bancada dele na composição da mesa diretora da Assembléia. Contudo, Marcelo Déda, um bom aluno de José Dirceu, passou a negociar diretamente com os parlamentares. Em gravação da Operação Navalha, a deputada Suzana Azevedo falou em 15 mil reais por mês. Sem força na Assembléia e sem influência para fins financeiros no novo governo, Edvan Amorim foi usar a lábia no interior. Prometendo bancar campanhas, fechou aqui e ali acordos visando às prefeituras. Os vermelhos ficaram preocupados. O método do PT é usar a máquina contra quem não esteja alinhado. Nem sempre dá certo. Os tais remédios vencidos e não incinerados, por exemplo, viraram brasas ardentes. O CINFORM de 04.06 questionou onde estariam 3,3 milhões de reais pagos a empresa fantasma Milena quando Eduardo Amorim era secretário de Saúde. Sob investigação da Polícia Federal e Ministério Público, a passagem do deputado pela Saúde estadual no ex-governo estava adormecida. Ninguém nem falou da demissão dele a bem do serviço público, motivo para o racha familiar nas hostes do ex-mandatário. Rogério Carvalho trouxe tudo de volta para tentar desviar a atenção pública das próprias mazelas na Saúde. Agora é esperar para ver como o inferno vai reagir...

E.Zine 19/09 N153

DESCONFIAR É PRECISO Aqui, na China e em Marte o papel da oposição é contestar. É confiar desconfiando! No caso do Banco do Estado de Sergipe, os deputados contrários ao novo governo agiram corretamente ao repercutir na Assembléia a informação da FOLHA DE S. PAULO (16.09) quanto à possível privatização do Banese. Não houve má fé, como quer fazer crer a bancada da situação. Desde o início da administração petista, o banco sergipano foi alvo de estranhas especulações. Parecia haver dois Baneses. Um deles considerado pela revista CONJUNTURA ECONÔMICA (Fundação Getúlio Vargas, 10/2005) como "segundo Melhor Banco Público do país", cujas ações tiveram a maior valorização na bolsa de valores entre todos os bancos brasileiros (1.357% as OM e 1.122% as AM) e cujo lucro foi multiplicado por seis, fechando em 52,7 milhões de reais até 09/2006. O outro Banese estava à beira de um ataque de nervos. Tão alquebrado, pobrezinho, que necessitaria até da engenhosa reengenharia vermelha para retomar os mínimos padrões de eficiência, conforme denunciavam os aduladores de Sua Alteza Real infiltrados na imprensa. Mentiam no passado e mentem hoje para ver se cola a história do tal passe de mágica do governador Marcelo Déda, que em apenas oito meses evitou a quebradeira do banco estadual e lhe deu novo fôlego. Contrariando a cantilena da turma chapa-branca, relatório da consultoria Austin Rating publicado em 01/2007 (com validade até 30.11.07) destacou a "elevada solidez do banco sergipano, tanto no âmbito financeiro como corporativo/institucional, com efeitos positivos no crescimento e sustentabilidade da instituição... refletindo na melhora do desempenho fiscal do seu controlador, o Estado de Sergipe". Ou seja, o Banese superou todas as expectativas do mercado nos últimos quatro anos e meio. Portanto, é justa a preocupação da oposição ao questionar a real intenção do novo governo de privatizar ou não o Banese. Caso seja ele de fato vendido, perdem todos os sergipanos. Nenhuma outra instituição poderá desempenhar o papel de agente financeiro social e do desenvolvimento econômico como faz o Banese. Resta saber se todo esse discurso de que tudo é mera desinformação da imprensa nacional não seja mais uma daquelas típicas jogadas dos vermelhos de esconder a verdade para fazer exatamente o contrário...

E.Zine 18/09 N152

EMBAIXO DO TAPETE Em 10.05, a denúncia da micareta picareta pela revista VEJA fez um ano. Lá se vão, então, 15 meses. Como outros escândalos nacionais, a farra com o dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) para lançar a candidatura do então prefeito de Aracaju Marcelo Déda a governador caiu no esquecimento. Nem uma mínima investigação foi feita para averiguar se realmente houve esperteza. VEJA apontou vários mistérios na contabilidade da prefeitura de Aracaju. Os artistas contratados por Sua Alteza Real para o bota-fora da administração teriam recebido cachês muito menores que os registrados nas finanças oficiais. O cantor Daniel, por exemplo, faturou apenas 103 mil reais, e não os 271 mil e 500 reais registrados na contabilidade da prefeitura. Desencontro de valores também ocorreu nos contratos de Fábio Júnior, Agnaldo Timóteo, Ana Carolina e Luiz Caldas. Imediatamente, aventou-se a suspeita de desvio de dinheiro para um caixa dois. Diante do silêncio do Ministério da Saúde, Ministério Público Federal e Polícia Federal, o Partido dos Aposentados da Nação (PAN/SE) encaminhou à Justiça Eleitoral em 20.12.2006 recurso contra a expedição do diploma de governador de Marcelo Déda e do vice-governador Belivaldo Chagas "por propaganda eleitoral antecipada (Art.36 da lei 9.504/97; Art. 73 da lei 9.504/97)". O processo chegou naquele mesmo dia às mãos do relator, ministro José Delgado, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como de praxe, foi encaminhado (02.01.2007) para ser examinado pela Procuradoria Geral Eleitoral (PGE). Passados oito meses e quinze dias, absolutamente nada ocorreu. Sem um parecer da PGE, o recurso do PAN/SE não poderá ser julgado pelo TSE. Será a micareta picareta mais um daqueles escândalos espertamente encaminhados para debaixo de vistosos tapetes sem que um único vivente seja punido? Será como o tal Dossiê dos Aloprados investigado pela Polícia Federal, cuja conclusão é de que o crime aconteceu, mas não há criminoso? Só o tempo dirá...

E.Zine 17/09 N151

O GRANDE APERREADO A semana encerrou com um mosquito engasgando os vermelhos. Trata-se de José Adailton do Nascimento, conhecido como Natá, criador do hit "Aperreado", usado na campanha petista ao governo. Pode parecer piada, mas novamente o PT se envolve com problemas na área musical. Na campanha eleitoral de reeleição de Sua Alteza Real (2004) à prefeitura de Aracaju, o partido deu um cano na principal atração dos comícios, a banda de pagode O Rodo. Além de não pagar pelas apresentações, os músicos denunciaram o PT também por crime eleitoral. Os recibos encaminhados à Justiça Eleitoral eram falsos. Traziam valores bem maiores que os acertados com a banda. No lançamento da candidatura de Sua Alteza Real ao governo, novamente os vermelhos se encrencaram com os shows. A famosa MICARETA PICARETA (revista VEJA, 10.05.2006) denunciou terem os artistas contratados pelo PT recebido cachês muito menores que os registrados nas finanças da Prefeitura. O cantor Daniel, por exemplo, teria recebido 271 mil e 500 reais de cachê oficial. O artista garante, contudo, ter recebido apenas 103 mil reais. E quanto à diferença? Imediatamente aventou-se a suspeita de desvio de dinheiro para um caixa dois. Faltando duas semanas para o término na campanha eleitoral do ano passado, Sua Alteza Real ficou encantado com o jingle Aperreado e determinou fosse ele executado à exaustão até o dia da eleição. Natá denunciou (JORNAL DA CIDADE, 12.09) ter liberado o jingle para ser tocado mediante a promessa de ganhar um bom emprego no governo feita pelo presidente do PT, Márcio Macedo Babão, e pelo locutor oficial da campanha, Sidney Santos. Durante os últimos meses, Natá tentou sem sucesso chegar a Babão para cobrar o prometido emprego! Aperreado, procurou o JORNAL DA CIDADE buscando pressionar o PT. Os vermelhos negam de pés juntos terem feito qualquer acordo com Natá. Porém, o radialista-vereador Fábio Henrique, confirma a veracidade dos fatos. Até o laureado bafejador de escrotos da Corte, e também roedor profissional de rádio, Alberto Jorge, confirma a escabrosa história. Como de praxe, os aduladores de Sua Alteza Real infiltrados na imprensa não deram importância ao caso. Usaram suas colunas e microfones chapa-branca para desqualificar José Adailton do Nascimento. De grande colaborador da campanha vermelha, Natá passou a ser classificado como estorvo. Até processá-lo o PT já cogita. Que aperreio...