JACKSON
BARRETO É COMO GABRIELA:
NASCEU
ASSIM... VAI SER SEMPRE ASSIM
“Cada um sabe a dor
E a delícia
De ser o que é...”
(Dom de Iludir, Caetano Veloso)
Hoje
sei o valor da masturbação mental para iniciar uma boa conversa...
Martin Heidegger, nazista juramentado e maior pensador metafísico do
século passado, afiançava que “Nossa existência sai do abismo do
nada e acaba no nada da morte”. Pensando bem, é fato – do nada
para algo e do algo ao nada ser, no espaço de uma vida! Por que
peste trago um assunto tão pouco degustável a este escrito
político? Seria delírio filosófico? Nada disso... é por pura
engambelação! A tal da masturbação mental: queria começar com
algo terrificante.

Como
para Jackson Barreto tudo é possível, atitudes em contrário –
bajulações à alma alheia – também existem. Não que possam
valer alguma coisa num pleito seguinte! Na eleição de 2010, o então
candidato a vice-governador de Marcelo Déda desbundava elogios a um
dos candidatos a senador de sua chapa. Dizia o boquirroto Jackson
Barreto acerca de Eduardo Amorim: “Conheci o deputado (federal)...
no exercício do seu mandato. Quatro anos de mandato de... tenho
certeza que Sergipe ganhou muito. Não tenho a menor dúvida que
Eduardo Amorim, senador por Sergipe, será a voz do novo. Ele
interpreta esse sentimento de mudança que nosso estado está
vivenciando” (veja vídeo no link abaixo ou clique na imagem para ampliar).
Eis
aqui uma inusitada contradição: hoje Jackson Barreto esculhamba
Eduardo Amorim pelo mesmo motivo que o elogiava em 2010. Ele não tem
a menor dúvida que a candidatura do senador à sucessão
governamental será “a voz do novo... que interpreta esse
sentimento de mudança que nosso estado está vivenciando”. Posto
assim, fica fácil entender o desespero que o compele a detratar e
maldizer o adversário. O comportamento rasteiro de
Jackson Barreto seria, por assim dizer, uma canalhice filosófica que
pode até dar samba. Do abismo do nada ao nada existencial. Como a
Gabriela da modinha de Dorival Caymmi, Jackson Barreto nasceu assim,
cresceu assim, é mesmo assim, vai ser sempre assim... Valei-me!
Por David Leite | 17/09 às 21h00