A
CARA DE PASTEL SECO
DE
JACKSON BARRETO
A
vida real é mesmo muito engraçada... O vai e vem do deputado
Augusto Bezerra deu panos para as mangas. Num dia o cabra era
oposição ferrenha. No seguinte estava entre petiscos fogosos com o
governador em exercício Jackson Barreto. O caso mexeu até com o
brio de uma filha do prefeito João Alves Filho. A recatada Ana Maria
Alves de Mendonça meteu o bedelho através do Facebook. Questionou a
“independência” de Augusto Bezerra. Irritado com a facécia, o
deputado-bumerangue queixou-se pessoalmente ao mandatário do
Democratas.
A
postagem de Ana Maria Alves de Mendonça teria sido “influenciada”
pelo marido, dizem certas más línguas. Ninguém ignoraria os
motivos do deputado. O pequeno Mendonça Prado é desafeto confesso
de Augusto Bezerra faz tempo e tem sido visto em alguns colóquios
“desinteressados” com o danado do Jackson Barreto. Sonha uni-lo
ao sogro na campanha eleitoral de 2014 só para irritar o provável
candidato a governador pelo PSC senador Eduardo Amorim. O Negão tem
saído pela tangente. Mas com ele, nunca se sabe...
O
vai e vem de Augusto Bezerra conseguiu outro mérito. Empacou a verve
rouca do governador em exercício. Chorei de gargalhar ao ver ontem
pela TV a cara de pastel seco de Jackson Barreto ao ser questionado
acerca da ausência à própria posse da quase-futura ex-secretária
estadual de Articulação com os Municípios. O ziguinal da
professora Ada Augusta Bezerra, irmã de Augusto Bezerra, deixou o
falastrão sem palavras, coitado. Na verdade, mais cedo o deputado
havia comunicado a Jackson Barreto que não sairia do Democratas.

MOMENTO DE REFLEXÃO – O momento para Jackson Barreto é de reflexão. A força da máquina estadual provou-se inócua antes, quando Marcelo Déda tentou atrair membros da oposição para votar a favor de projetos de interesse do governo, e mais uma vez agora, com a esparrela do governador em exercício. Ao que parece, a turma governista não entendeu o recado: para aprovar projetos do interesse de Sergipe, não é preciso assediar ou tentar aliciar deputados da oposição. Basta enviar demandas sérias e dialogar com a oposição. Só isso!
Vejam
que após a cacetada violenta da reprovação do Pró-Investe,
Marcelo Déda humildemente deu-se ao expediente democrático de
discutir com o parlamento e aprovou o financiamento depois de
convencer os deputados sobre a lisura dos projetos, anteriormente
envoltos num simulacro de destinações pouco transparentes. Isso
prova que, apesar da convivência estreita com o governador
licenciado, Jackson Barreto não aprendeu nada sobre ética e moral –
e sobretudo, acerca do tratamento com a Assembleia Legislativa.
Marcelo
Déda pode ser criticado por sua gestão moribunda, que tem frustrado
e decepcionado a população sergipana, sobretudo a mais pobre, que
depende dos serviços públicos. A gente observa que a segurança
morreu, a saúde está na UTI e a educação foi reprovada. Mas não
dá para comparar o estilo político, ético e moral... Jackson
Barreto parou no tempo! Não ouviu a voz das ruas. Ainda acha que é possível usar o poder da
máquina pública para corromper e comprar consciências, angariar
apoios e até aliciar aliados entre os opositores. Aliás, usando da estrutura de poder de um governo que não é dele.
Se
com Marcelo Déda a coisa está muito ruim e caminhava para piorar,
com um Jackson Barreto desprovido de ética e competência
administrativa, useiro e vezeiro de abusar do erário em benefício
dos seus interesses políticos – e é por esta razão que ele está
entre os maiores fichas sujas do Brasil –, a situação tende a
degringolar. Sergipe afundaria, se não tivesse uma oposição
combativa. É nela que se deposita a confiança
agora...
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Por David Leite | 24/07 às
17h05 _______________________