UM AMOR REPRIMIDO?
Tão corriqueiros têm sido os bafafás protagonizados pelos danados Agamenon Sobral e Lucimara Passos nas sessões da Câmara de Vereadores em Aracaju que um a mais até cansaria, não fosse pela teimosia dos nobres parlamentares por tentar superar, digamos, o inusitado. Algo do tipo, “O coração de todo mundo bate, só o meu apanha?” – aliás, depois deste belo poemeto, o arrocheiro Pablo foi alçado, ao menos para meu cafajestismo musical, a um novo Caetano Veloso! Tanto faz, eu diria...
O vídeo abaixo, primor de delicadezas, traz caudalosos afagos, carinhos mil e juras de desamor permutadas, com direito a notas taquigráficas para os anais do Legislativo da capital sergipana, afinal, as gerações futuras também precisam compreender como se deu a evolução da espécie humana naquela Casa do Povo.
O vereador é um “cavaloeiro” – sim, um aristocrático cavaleiro montado em si mesmo! Para ele, as palavras teriam a mesma função de um cinturão. Tome uma... A contraparte também vocifera em vernáculo cavernoso, no sentido neolítico do termo – fase na qual os seres humanos se comunicavam com linguagem ainda pouco desenvolvida, baseada em parca quantidade de sons, sem a elaboração de palavras: o berro bastava!
A parte cujos frouxos risos ainda me abundam às escâncaras vem de Agamenon Sobral, o galante. Uma pessoa desassombrada. Ele explica com pureza de detalhes, porém sucintamente, qual parte ele menos corrobora na colega, e lhe incomoda: a vereadora (indiciada por improbidade administrativa) – nas palavras de prezado Agamenon Sobral, “vereadora indiciada por corrupção” – Lucimara Passos adora um barraco...
Dúvida: a edil estaria a portar as roupas íntimas, hoje? ‪#‎Uia‬
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Por David Leite ©2015 | 21/05 às 19h59
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OXENTE, CABRA! COMIGO, NÃO...
Na coluna Plenário de hoje, o jornalista Diógenes Brayner – para mim, o mais bem informado de Sergipe em amplos setores sociais, e não apenas na política – informou que “Gilmar Carvalho será apresentador de (um) programa de TV”, e até já teria assinado contrato com a TV Atalaia para comandar a edição local do espalhafatoso “Cidade Alerta”, “com um viés político”.
No programa de hoje (Ilha FM), tratando sobre a nota de “Plenário”, o radialista fez algumas considerações. O colega seria “um querido amigo”, mas precisava corrigir uma informação, “não que Diógenes Brayner seja mentiroso. Mas quem passou, não disse a verdade ou a avaliação está equivocada, o que é natural, afinal de contas eu também me equivoco. Somos humanos”.
Pausa rápida – Isso é demais para meu velho fígado: Gilmar Carvalho não é um extraterrestre disfarçado de gente? Sempre, mais e mais me “surpreendo” com a comunicação sergipana.
Voltando! Após ler a nota de “Plenário”, Gilmar Carvalho a classificou de “equívoco muito grande”. Lembrou ser o “Cidade Alerta” um programa policial, terá “O” toque e o estilo dele, garante que será um programa policial “diferente de todos os outros programas policiais, inclusive nacionais. Mas não terá, em hipótese alguma, em instante algum, conotação política” – e fez questão de repetir o trecho “em hipótese alguma, em instante algum, viés político”, como se, de antemão, precisasse convencer a si mesmo de que falava somente a verdade, nada mais do que a verdade.
De toda sorte, Gilmar Carvalho confirmou a assinatura do contrato na sexta-feira, 15, com a TV Atalaia, de um ano de duração com possibilidade de prorrogação. Na verdade, conforme afiança Diógenes Brayner, o danado “está bem animado com a (suposta) candidatura a prefeito da Barra dos Coqueiros” e ontem mesmo teria recebido apoio de um vereador local, eleitoralmente influente.
Eis, pois, um dado importante sobre o poder de programas na mídia eletrônica para transformar comunicadores sociais em políticos com mandato eletivo: foi-se o tempo! Otoniel Bareta tentou emplacar o filho vereador por Aracaju, em 2012. Perdeu! Ano passado, Adelson Barreto quis fazer do filho de criação, hoje vereador em Aracaju, deputado estadual (na “sua” vaga!). Perdeu! O próprio Gilmar Carvalho amarga quatro derrotas consecutivas, em busca de uma cadeira na Alese.
Microfone pode até trazer notoriedade. Pessoas como os “artistas” citados acima fazem grande sucesso junto ao público, sobretudo o popular. Mas fazer brotar votos, nem sempre funciona...
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Por David Leite ©2015 | 05/05 às 10h50
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‪#‎BomDia‬ ‪#‎NaImprensa‬ | Jornal do Dia (Aracaju)
TENTATIVAS DE DESUNIR OS LÍDERES DO PSC
Determinados setores da imprensa ligados ao Governo de Sergipe e controlados com rédia curta insistem em contrapor o deputado federal André Moura ao senador Eduardo Amorim, numa clara tentativa de provocar um cisma entre os líderes oposicionistas. Em entrevista ao jornalista Tiago Hélcias [YouTube: programa 10'Necessários, 01/05], mais uma vez o senador delatou a “intriga da situação” (link abaixo).
Hoje, pela terceira semana consecutiva [em dias alternados, diga-se], a colunista Rita Oliveira (reprodução ao lado) retoma o tal “conflito” político do PSC. Sugere a esperta comunicadora uma suposta falta em Eduardo Amorim de traquejo no trato político, em (des)virtude da ausência do influente irmão – segundo a jornalista, “exilado” em Minas Gerais após a derrota de 2014.
Tornou-se claríssima a intenção de malograr a imagem pública de Eduardo Amorim, cujo estilo quase sempre reativo tem sido deliberadamente confundido como leniente, tanto por Rita Oliveira quanto por outros que o buscam caricaturar. Se deu certo na eleição atacar o senador como subalterno de Edivan Amorim, por que não insistir na tese, tão grata aos governistas – agora usando como ponta de lança a figura de André Moura?
No contraponto, para aquecer a cizânia e confundir a opinião pública, o jornalismo chapa-branca tem enaltecido o líder do PSC na Câmara dos Deputados, transformado de um dia para outro num “político influente em Brasília”, não obstante a inconteste vocação do parlamentar para o trabalho incansável, fator com octanagem suficiente para provocar grande ciumeira.
Cá comigo, reflito sobre o efeito subrreptício: haveria somente néscios entre os leitores de Rita Oliveira? Essa gente enxergaria na afeição recente da jornalista por um líder da oposição em detrimento do outro a tenebrosa patifaria engendrada na cozinha do Poder? Eu não creio. Eu não quero crer!
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Acesse “10'Necessários”: https://www.youtube.com/watch?v=ZHfqX6dFnt0&feature=youtu.be
Reprodução do Jornal do Dia, de 05/05, gentilmente cedida por ComsensoWeb.
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Por David Leite ©2015 | 05/05 às 11h05 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Clique na imagem para ampliar | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa.

TRAFICANTE INTERNACIONAL DE DROGAS,
RODRIGO GULARTE É EXECUTADO NA INDONÉSIA
A Indonésia é um país terrível para quem pensa em ganhar dinheiro fácil. Lá se executam traficantes de drogas por fuzilamento. Em 17 de janeiro, o instrutor de voo livre – e traficante internacional de drogas confesso, por mais de 20 anos – Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi eliminado com um tiro no peito. Ele havia sido preso em 2004, ao tentar entrar no país asiático com “apenas” 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta. Aproveitou-se da condição de notoriedade que o esporte tem entre os indonésios.
A execução provocou uma crise diplomática entre o Brasil e a Indonésia. Houve muito bate boca... E muito choro de Dilma Rousseff, a pedir clemência e, depois, a lamentar pela morte do traficante internacional de drogas, que não era ignorava – já fizera o “serviço” várias vezes – o risco de ser pego e a pena capital. Relembro aqui a argumentação da ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), a questionar o interesse pelo local onde as cinzas do cujo seriam levadas no Brasil: “O sujeito não era herói, era traficante de drogas.”
Por seu turno, Rodrigo Gularte foi detido em 2004 depois de tentar entrar no aeroporto de Jacarta, capital da Indonésia, com a bagatela de seis quilos de cocaína purinha escondidos em pranchas de surfe, outro esporte muito admirado no arquipélago. Durante todo o processo na Justiça indonesiana, a família dele apresentou vários relatórios médicos a diagnosticar uma suposta esquizofrenia e que, portanto, ele não deveria ser executado. Aparentando tranquilidade, o próprio traficante internacional de drogas acreditava na possibilidade de ser poupado. Hoje de madrugada, Rodrigo Gularte foi fuzilado sem honras.
Dois rápidos comentários, para fechar este escrito: que fique o recado a quem acha que pode ganhar dinheiro fácil, traficando drogas para a Indonésia – lá, a lei é dura; por outro lado, ainda bem que os meliantes não eram nordestinos. Se fossem, coitados, também teriam sido massacrados pelas bocas sulistas, acusando-os de sujar a imagem do Brasil mundo afora...
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Por David Leite ©2015 | 29/04 às 09h55 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa.




EDVALDO NOGUEIRA FALA, MINHA GENTE!
Confesso, para mim foi um susto. Neste quase terço de século de “ócio criativo” remunerado, militando na comunicação, jamais soube (nem mesmo por ouvir dizer) que o ex-prefeito de Aracaju, meu comunista de boutique preferido, Edvaldo Nogueira – o quase médico, o quase deputado federal, o quase empresário e... quase mudo –, falasse! E fala bonito, meu povo amado...
Por “acaso”, foi justamente com o cujo a entrevista de estreia do programa de bate-papos internéticos “10'Necessários” (vídeo), estrelado por Thiago Hélcias, híbrido de jornalista diplomado e agitador de eventos. Sem entrar no mérito do “programa”, chamou minha atenção a “humildade” quase sacrossanta de Edvaldo Nogueira. Imaginem os caros leitores, o homem da foice e do martelo chegou a admitir até um pecado capital para políticos profissionais, como ele: quando esteve prefeito, tadinho, usou as verbas da Comunicação mais na promoção do “institucional” que das próprias virtudes – que, no meu modesto entender, incluiriam aquela beleza estranha.
Parênteses, para filosofar e deixar putos uns e outros: todo político adora falar ou tentar demostrar “humildade” para a opinião pública; mas é tudo mentira, como se sabe! O melhor, de fato, seria a opção pela “modéstia”, pois segundo Friedrich Nietzsche, em “Genealogia da Moral”, que mesmo sendo (com perdão da heresia, e de acordo com o que ele mesmo diz sobre ela) uma obra “pobremente escrita, desajeitada e (até) embaraçosa” para o próprio autor, a “humildade é coisa de escravo, (papel) desempenhado pela culpa na moral dos escravos”. Encerro os parênteses lembrando do prezado Anthony Kenny, para quem “não é fácil sentir muita piedade por alguém que considerava a piedade (referência ao colega alemão) a mais desprezível das emoções”.
Voltando aos cajus graúdos e maduros de nosso “pomar”...
Edvaldo Nogueira fala, minha gente! E fala demonstrando resiliência, do alto dos bons pontos obtidos na pesquisa Padrão, pelos quais estaria ele uma carrada de votos (fosse a eleição hoje) acima do prefeito João Alves Filho. Afinal, quer o ex-prefeito o lugar ocupado pelo Negão?
Claro, mas ele não o diz. Ele faz aquela média: contrito, e – pasmem! – até eclesiástico: “A cada dia com sua agonia”. O “brazil” é mesmo engraçado! Sergipe, então, nem se fala...
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Por David Leite ©2015 | 05/04 às 14h40 | Reprodução permitida, se citada a fonte ‪#‎Curta‬ ‪#‎Comente‬ ‪#‎Compartilhe‬

O MATA-LEÃO DE EDUARDO CUNHA 
SECUNDADO POR ANDRÉ MOURA, CLARO
A turma governista anda nervosa. O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha tem sido um incômodo calo para a tal da “governabilidade”. Trata-se do eufemismo usado pelos petistas para ocultar o real desejo de obterem a cumplicidade ou a omissão do Congresso às patifarias praticadas visando a manter o partido no poder – custe o que custar, literalmente.
No bojo da danada da “governabilidade” estão o Mensalão e o Petrolão. Contudo, o expediente legal, por assim dizer, seria a barganha de cargos no Governo Federal, sobretudo os de primeiro e segundo escalão – ministérios, secretarias-gerais, diretorias, assessorias especiais etc.
Cargo, portanto, é fundamental à “governabilidade”, não? Pois bem, Eduardo Cunha resolveu aplicar um mata-leão nos planos petistas de inflar a máquina estatal, matando... cargos!
O mata-leão é um dos golpes mais clássicos do jiu-jitsu – e também do judô, onde é conhecido por hadaka jime. Consiste no estrangulamento do opositor, suprimindo-lhe a reserva de ar com a dobra do cotovelo abaixo da traqueia. Quando não aplicado na medida certa, pode até levar o combatente à morte.
Esperto como a serpente do Éden, enquanto ocupava a liderança do PMDB na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha apresentou uma proposta de emenda à Constituição (PEC 299), estabelecendo a redução de ministérios para até 20 pastas. À época, justificou: “Acreditamos que o número de vinte ministérios, que reduz em 50% o atual tamanho da administração direta, atende bem as necessidades do estado moderno e alinha o país ao tamanho dos demais estados em igual ou superior grau de desenvolvimento”.
O PMDB já avisou ao governo Dilma Rousseff a intenção de aprovar a limitação, em definitivo, até o final do ano.
De um só golpe, Eduardo Cunha planeja derrubar dois coelhos: acaba com o surrado discurso de o PMDB ser um partido apenas fisiológico, disposto a tudo para abocanhar cargos, através dos quais possa reforçar a atuação político-partidária e o caixa de campanha (doações de empresas); e tira do PT nada menos que metade do poder de fogo usado para manter acesa as forças governistas no Congresso. Jogada de mestre, portanto.
O relator da PEC é André Moura. Em parecer favorável à matéria na semana passada, o deputado sergipano explicou: “A PEC não afronta a divisão de Poderes, embora seu resultado seja o de impôr ao Poder Executivo limites em relação à máquina pública”. Para sustentar esse ponto de vista, o deputado lembrou não ser papel da CCJC analisar o mérito das matérias, mas verificar se possuem os requisitos mínimos para irem ao plenário – no caso, número de assinaturas e respeito à Constituição. O governo já começa a movimentar-se para “abafar” o caso.
Segundo o site da revista Época, o “Planalto prepara uma blitz para derrubar a proposta”. A matéria recebeu mais de 190 assinaturas válidas em 2013, a maioria de lideranças do bloco formado pelo PMDB e a oposição. Seis deputados do PT também assinaram a PEC: o atual líder do partido na Câmara, Sibá Machado (AC), Rubens Otini (GO), Valmir Assunção (BA), Zé Geraldo (PA), Anselmo de Jesus (RO) e Domingos Dutra (MA). Os dois últimos não foram reeleitos.
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Por David Leite ©2015 | 25/03 às 10h45 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Clique na ilustração para ampliar | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa.

O PT QUER MONOPOLIZAR ATÉ CONSPIRAÇÃO 
Adoro teorias da conspiração – todas: de esquerda, de direita, de centro! Para mim, nossa principal diferença para os primos macacos não seria a incrível capacidade artística humana, como dizem alguns antropólogos, mas a possibilidade de, mancomunados, “em conluio e maquinação, em concorrência com as circunstâncias”, conspirar uns contra os outros ou “tramar contra um chefe de Estado ou autoridades de um governo”, conforme nos ensina o Dicionário Aurélio.
Os petistas também adoram teorias da conspiração. Você já ouviu falar, por exemplo, dos irmãos Charles e David Koch? Não? Desinformado! Eles são filhos de Fred Chase Koch (1900-1967), empresário do petróleo, admirador de Benito Mussolini, anticomunista e ultradireitista juramentado, fundador do grupo Koch Industries, segundo maior conglomerado de capital fechado dos EUA, perdendo apenas para a poderosíssima Cargill. A dupla possui refinarias de óleo em vários Estados nos EUA, seis mil quilômetros de oleodutos, madeireiras, indústrias de papel e celulose, e a Invista, ex-divisão de fibras têxteis da DuPont, dona de marcas como Lycra e Cordura.
Por que os petistas “descobriram” Charles e David Koch exatamente agora? Ora, os danados estão por trás das manifestações de 15/03. Não é piada! Para situar a questão “intervenção internacional” no Brasil, é preciso “analisar” a geopolítica mundial e contextualizá-la. A dupla de judeus – desconhecida nos Estados Unidos, que dirá por aqui – financia campanhas contrárias ao aquecimento global, algo chato para quem lida com combustível fóssil. A belezura do Greenpeace os considera seus opositores mais destacados na luta contra as mudanças climáticas. O principal interesse deles no Brasil seria a privatização da combalida Petrobras, sobretudo os abastados campos do Pré-sal.
Uma rápida pesquisa em sites norte-americanos revela algo peculiar sobre a Koch Industries, cujas principais atividades estão ligadas à exploração de óleo e gás, oleodutos, refinação e produção de produtos químicos derivados e fertilizantes. Mesmo com um leque de atividades tão amplo, seus negócios também se destinam ao financiamento mundo afora de, por assim dizer, “atividades políticas e sociais”.Exemplo: lê-se da internet que mais de 90% da recente campanha eleitoral (nacionalista e vitoriosa) de Benjamim Netanyahu em Israel foi financiada por estadunidenses e metade do arrecadado veio de apenas três famílias. A economia de Israel, como se sabe, está intimamente ligada ao estratégico sistema tecnológico-militar norte-americano. Os irmãos Charles e David Koch, claro, fizeram “doações” vultosas à campanha do direitista desalmado, afinal quem tem dinheiro “investe” onde acredita haver retorno líquido e certo.
Os irmãos bilionários estariam de olho (olhos) nas riquezas petrolíferas brasileiras. A revista inglesa The Economist publicou meses atrás que o “Movimento Brasil Livre”, organização virtual e principal grupo convocador do protesto de 15/03, de acordo com a Folha de SP, teria ligações com organismos “educacionais” financiados por Charles e David Koch. A revista CartaCapital diz nesta semana que “Seria tolo supor que manifestantes ou eleitores são pagos em massa, mas faz diferença permitir a um punhado de jovens politicamente ambiciosos dedicar-se em tempo integral a uma agenda, assim como o patrocínio de veículos e jornalistas simpáticos às suas causas”. E eu na minha santa inocência pensava que quem fazia isso, abusando descaradamente da máquina pública, era o PT.
Resumo da ópera, para não encompridar a querela: conspirações há, sem dúvida; o próprio PT conspira toda hora, até contra o Brasil. Que precisamos ficar alertas para evitar (ainda mais) a espoliação de riquezas nacionais, também não se discute, mas a Petrobras chegou ao rés da lama, ao fundo do poço, literalmente, graças ao PT, não aos conspiradores judeus ou de outras etnias. Ontem era a CIA, hoje são os irmãos Charles e David Koch, amanhã haverá outro “conspirador” contra o governo do PT – eles são assim, esquizofrênicos; nunca têm culpa de nada, coitados! Vou conspirar um pouco mais...
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Por David Leite ©2015 | 24/03 às 12h15 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Clique na foto para ampliar | Foto: reprodução | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa.

A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É
A deputada Ana Lúcia Menezes integra a elite branca de Sergipe. De família abastada, descende da nobre estirpe política e feudalista do Estado, com residência num antigo casarão da Praça Tobias Barreto, zona chique de Aracaju. Integrante do magistério público estadual – apesar de pessoalmente não conhecer um único ex-aluno dela –, a professora e deputada é o que se pode definir por “ícone” do esquerdismo.
Para quem ainda não sabe, o esquerdismo é uma tendência política sedutora, sobretudo para quem se sente culpado pelas mazelas do mundo por causa da própria riqueza, mesmo que nada tenha feito para construí-la. “Basta abraçar um conjunto de crenças para ser visto (na 'comunidade', em particular a acadêmica pública) como – e para se sentir – uma boa pessoa”, alguém “útil” à sociedade e em sua defesa.
Vive-se nos dias atuais a “ditadura velada do politicamente correto, cujos adeptos buscam monopolizar as boas intenções e os fins 'nobres', em detrimento do debate sobre os melhores meios para (atingir) tais metas”. As aspas aqui e no parágrafo anterior pertencem ao jornalista Rodrigo Constantino, no impagável Esquerda Caviar: a Hipocrisia dos Artistas e Intelectuais Progressistas no Brasil e no Mundo, livro que recomendo, a fim de promover no debate o contraditório.
Ana Lúcia Menezes age na toada do esquerdismo, quase sempre reinventando a realidade. Hoje pela manhã, no rádio, a nobre sindicalista fez uma “denúncia” grave: as manifestações de 15 de março contra o Governo Federal decorreram da união mancomunada entre a direita brasileira e o governo dos EUA. A militante de elite disse ainda que a Rede Globo tem ideologia nazista e responsabilizou a emissora pela violência no Brasil. Teria também parte com o Diabo? Ela não disse.
Aliás, a mesma interessante “suspeita” sobre o envolvimento dos EUA e sua agência de espionagem nos protestos teve o líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado, de que a CIA estaria por trás do movimento, “coordenando a campanha pelo enfraquecimento dos governos sul-americanos não alinhados, tal qual fizeram para instalar ditaduras militares nos anos 1960”, conforme escreveu no Facebook semana passada.
Não foi a incompetência de Dilma Rousseff ou muito menos a roubalheira do PT que levaram milhões de brasileiros às ruas em pleno domingo. Foi a turma da Central Intelligency Agency.
Percebam como funciona a cabeça desses esquizofrênicos da esquerda: eles nunca erram; a culpa é sempre de alguém. Pode ser “das elites”, “da crise econômica mundial”, “de FHC”, “da Globo”, “da Veja”, “da imprensa golpista”. E agora também da CIA, essa tarefeira cheia de vagabundos que, além de nos espionar – a nós e ao resto do mundo, e isto é uma verdade incontestável –, vem organizar protestos em massa pelo país. Danou-se...
Na mesma entrevista, como se a demonstrar completa desinformação ou mesmo inocência, a deputada do PT reclamou do uso simbólico da mão com quatro dedos como marca da campanha “Basta”, pois ela representaria o “preconceito contra os deficientes”. Suja de petróleo, a mão foi usada por Mula da Silva como jogada de marketing no lançamento do Pré-Sal. Agora, foi apenas replicada, pois nada havia de melhor para representar a sujeira e a corrupção na Petrobras.
Como ladrão bom é ladrão atrás das grades, Ana Lúcia Menezes reclamou do tratamento dado pelo Ministério Público e pela Justiça aos petistas malfeitores, e já devidamente punidos – referiu-se ao Mensalão, aquele caso do qual Mula da Silva diz sempre não ter sabido de nada. Enquanto, por exemplo, vagam soltos e sem punição os malandros pegos com a mão na botija pela Operação Navalha: “Vai prescrever, é?”
Ainda bem que nós também temos nossa esquerda caviar, aqui tão bem representada, para trazer essas “novidades”.
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Por David Leite ©2015 | 23/03 às 13h45 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Clique na foto para ampliar | Foto: Secom GF | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa.


OS IDOS DE MARÇO
(Por Martim Vasques da Cunha*)

Algumas observações sobre as manifestações que ocuparam o país e, ao que parece, vão ocupar ainda mais:
1. Há dois anos, no auge dos protestos de junho de 2013, estava prestes a dar uma palestra para um grupo de amigos e disse a um dos convidados, um desses janotas que vivem em função do mercado financeiro, que o Brasil estava passando por um processo revolucionário. Ele apenas fez um muxoxo e um esgar de desprezo;
2. Estamos na fase em que a “crise de hierarquia” (crisis of Degree, na terminologia de René Girard), na qual a sociedade não consegue mais se espelhar na elite que deveria liderá-la, já mostrou a que veio. O Estado falido que não admite isso para si mesmo e, por meio de seus funcionários e acólitos, começa a achacar a população com impostos, taxas e outros tarifaços; a economia que se desagrega a olhos vistos no bolso de qualquer trabalhador, independente de classe social; um governo perdido que não sabe o que deve ser feito para manter o mínimo de ordem institucional; e um clima crescente de insatisfação que, se não for devidamente canalizada, pode descambar em violência, uma vez que anda sempre em busca de experiências catárticas, como as passeatas ou manifestações de massa;
3. Em outras palavras, citando Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas, estamos em pleno “o diabo na rua, no meio do redemoinho”;
4. Dito tudo isso, o que mais surpreendeu na manifestação do dia 15 de março de 2015 foi o fato de que, pela primeira vez em minha porca vida, não era um movimento comandado pela retórica de esquerda e sim uma reunião daquilo que os americanos chamam de “a maioria silenciosa” - ou seja, a maioria de todos nós, que trabalha e paga impostos e que, sobretudo, aguenta até um certo limite para a interferência do Estado em sua vida privada. Contudo, quando este limite estoura – como é precisamente o caso deste momento em que estamos vivendo – a reação é a da justa indignação;
5. Em geral, os espectadores engajados sempre ficam céticos em relação às manifestações que envolvam mais de três pessoas. A princípio, foi o meu caso. Mas, ontem, ao ir ao protesto na Paulista para observar, a primeira coisa que me sensibilizou foi, digamos assim, “o mimetismo do bem”. As pessoas que estavam lá podem até não ser honestas ou boas todos os dias e todas as horas da sua vida; mas, naquele momento, todos queriam ser bons, todos queriam ser honestos – e isto é o que conta. Minha esposa foi comprar duas Cocas em uma banca que estava aberta e achou que o vendedor havia errado no troco. Informei que ele estava certo – e o sujeito respondeu a ela: “Aqui ninguém quer roubar não, aqui ninguém é PT”;
6. A outra coisa que impressionou foi a ausência de um clima de violência e de ressentimento. Havia famílias e gerações inteiras ali: desde do avô até o neto pequeno, passando pela mulher, pelo filho, pelo sobrinho. Outro detalhe: muitos negros, vários homossexuais, vários travestis. O que isso significa? Que decência não tem gênero, raça ou escolha sexual e que esse pessoal também está cansado de ter as suas reivindicações sequestradas por um grupo de oportunistas;
7. Assim, fica nítido que o PT não engana mais ninguém. Aliás, é o que todos queriam ali, sem exceção: que Dilma e o PT fossem embora da vida pública. O que seria excelente, porém não é o que vai acontecer: Dilma será rifada pelo PT para este permanecer no poder e o Partido dos Trabalhadores vai se desintegrar em outros pequenos partidos para continuar com seu trabalho hegemônico de aviltamento das consciências. O PMDB será o fiel da balança e terá de se unir com o PSDB para governar minimamente o país;
8. A única coisa que pode mudar essa situação é se Sergio Moro (gostaria de saber se o juiz federal tem consciência de que o seu Moro pode ser tanto do juiz italiano Aldo ou do mártir inglês Tomás), com a Operação Lava Jato, limpar a estrutura política do país, colocando a cúpula do PT (especialmente Lula e José Dirceu) em maus lençóis – leia-se: em cana. Por mais que Moro & Cia sejam extremamente competentes, temos que saber até que ponto o patrimonialismo jurídico deixará Dias Toffoli em seu devido lugar, já que o PT deseja que ele cumpra o seu papel de militante do patrimonialismo revolucionário;
9. Com este cenário, não é um exagero aceitar a conclusão de Olavo de Carvalho (e, depois, copiada descaradamente por Vladimir Safatle, sempre sem citar a fonte original) de que estamos assistindo à morte da Nova República. E, com isso, temos um problema maior: Quem será o líder de todo esse redemoinho que arrasa com o país? O PSDB perdeu a sua chance porque, como sempre, foi pusilânime – e mais: ele sabe que depende muito bem do sistema podre da Nova República para permanecer no poder. O PT terá de se metamorfosear – e isso levará algum tempo até assumir a sua nova máscara. Sobrou o PMDB, que, infelizmente, é o modelo supremo do patrimonialismo tradicional, mas é infinitamente muito melhor do que o modelo estabelecido pelo Foro de São Paulo (e que, na verdade, foi a única oposição real que o PT teve em seus doze anos de governo);
10. E, por falar em Olavo de Carvalho, lembro-me que há dois meses tive uma conversa com Joel Pinheiro da Fonseca** e ele afirmou que “o olavismo estava morrendo”. Bem, ontem, na Paulista, eu não vi nenhuma placa escrita “Joel Pinheiro tem razão”;
11. Voltando aos três tipos de patrimonialismo, fenômeno descrito com perspicácia por Raymundo Faoro, mas desenvolvido de forma brilhante por Antonio Paim em A querela do estatismo e depois levado ao extremo da genialidade por Paulo Mercadante em seu A coerência das incertezas. A luta pelo butim do Estado se dá entre o PT, PSDB e PMDB – mas, ontem, na manifestação da Paulista e em outros lugares do Brasil, as pessoas não queriam saber nada disso. Ao contrário dos protestos de 2013, em que desejavam mais Estado para resolver problemas do próprio Estado, tudo o que queriam ali era que o governo parasse de interferir na vida de cada um;
12. Assim, o que pode acontecer daqui em diante? Dilma e o PT caem? É provável que o Partido dos Trabalhadores rife Dilma Roussef para não perder o reino. Tudo isso depende de como o PMDB (leia-se Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados) se comportará. Mas o PT demorará para ir embora da vida pública. Afinal, não se trata de um mero partido – e sim de uma forma de pensamento. Este pessoal não vai embora tão cedo;
13. A prova disso é a própria reação da mídia que, desesperada porque está vendo o seu mundo ruir, parte para a desinformação pura e simples, como fez a Globo News com os comentários patéticos de Cristiana Lobo, a Folha de São Paulo com sua opção “a solução é à esquerda” e os demais veículos;
14. Enfim, há muita coisa a ser feita. Mas o que tem de ser comemorado é que, pela primeira vez na minha curta vida que espero ser longa, eu testemunhei o fato de que o feitiço virou contra o feiticeiro.
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(*) Martim Vasques da Cunha é escritor, jornalista, doutorando em Ética e Filosofia Política pela USP, autor de "Crise e Utopia: O Dilema de Thomas More" (Vide Editorial, 2012) e colaborador do jornal literário Rascunho. http://martimvasques.blogspot.com.br/
(**) Joel Pinheiro da Fonseca é mestre em Filosofia pela USP, mestre em Filosofia pela USP e editor da revista cultural Dicta&Contradicta. http://www.dicta.com.br/
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Por David Leite ©2015 | 17/03 às 14h55 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa. #Curta #Comente #Compartilhe

 O BRASIL ACORDOU?
O petismo e a imprensa oficial, além dos jornalistas chapas-brancas, dizem que os protestos de ontem, Brasil afora, eram – ou seriam! – coisa de rico. Devem ter ficado engasgados ao ver e comprovar tantos “ricos” gritando “Fora Dilma” – essa elite branca, morena e negra foi às ruas. Devem estar assombrados, pois neste domingo descobriram que o povo brasileiro deixou o conforto do domingão na rede, naquele dia tradicional de descanso – e talvez agora admitam que a rejeição ao PT é um fato nacional, e que não se fundamenta em ódio ou rancor, mas em inconformidade com o governo.
Muita gente passou a ficar com medo (de verdade) de perder a boquinha. Muita gente viu que desta vez houve manifestação fundamentada e fundada em boa raiz. Sim, antes que os incautos argumentem, adianto ser totalmente contrário ao impeachment da petista. Acho que nossa amada GovernAnta deve “pagar” pelo que fez e faz ao Brasil, sua economia e desenvolvimento. E que finde seu desgoverno e assim possamos fechar o ciclo do PT, que já irá tarde...
Ademais, convenhamos, tem castigo maior para um incompetente do que obrigá-lo a assumir plena responsabilidade por tudo que sua santa inapetência fez surgir? Dilma Rousseff deve ir até o fim deste desgoverno e assim entrar para a história como alerta às gerações futuras sobre o que o engodo e a mentira são capazes de produzir! Política de verdade se joga assim.
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Por David Leite ©2015 | 16/03 às 08h01 | Reprodução permitida, se citada a fonte | Com informações da imprensa e fontes de pesquisa.